Quando fundei este blog, a minha ideia sempre foi a de documentar os jogos que iam entrando na minha colecção, à medida que os fosse jogando. O texto poderia ser longo, bem como apenas meras linhas, embora nunca tenha escrito tão pouco a menos que o artigo em si fosse de alguma versão/conversão de algo que já cá tenha trazido anteriormente. Com este Brian Lara Cricket apetece-me mesmo resumir “Eu não percebo nada deste desporto, mas tecnicamente até que é um jogo bonito”. Na altura era muito mais selectivo com os jogos que comprava, portanto nunca me passaria pela cabeça em comprar um jogo de cricket, ou outros desportos mais estranhos para nós portugueses, como futebol americano, basebol ou rugby. Actualmente vejo as coisas de forma diferente, talvez até por a oferta ser muito menor. Para algumas consolas que me digam mais, como é o caso das Sega e retro-Nintendo, se me aparecer algo à frente barato o suficiente, adiciono à colecção. Continuo sem a pretensão de fazer um fullset, mas para certos sistemas deixei de ser tão selectivo. Foi o que aconteceu com este Brian Lara Cricket, que veio junto de um bundle de vários jogos de Mega Drive que comprei algures no mês atrás.
Jogo com caixa e manual
Pelo pouco que percebi do cricket, possui algumas semelhanças com o baseball, na medida em que alguém lança uma bola, e outro jogador com um taco esquisito tem de lhe acertar. Enquanto a bola vai no ar, dois jogadores da mesma equipa correm entre si, trocando de posição. Quando alguém agarra a bola, terá de a atirar de volta para essa àrea principal de jogo, onde se houver alguém dos que estavam a correr, fora das suas posições, contará como pontos da equipa adversária. Por outro lado, para quem atirar a bola, se conseguirem atingir a estrutura de madeira que fica atrás dos batters, também se ganha qualquer coisa. Certamente que existirão mais regras, mas confesso que não tive a paciência necessária para aprender mais.
Graficamente o jogo até que é bem detalhado… o desporto é que é mesmo desinteressante.
Do ponto de vista técnico, no entanto, pareceu-me ser um jogo muito bem conseguido, em particular no foco que é dado na parte dos lançamentos da bola. Aí vemos os jogadores bem detalhados e animados! No que diz respeito aos menus e interfaces com o jogador, as coisas também são visualmente agradáveis e funcionais. Nada a apontar aos efeitos sonoros, e as músicas, que habitualmente apenas ocorrem nos menus e afins, não são memoráveis, mas não deixam de ser agradáveis.
Portanto este Brian Lara Cricket obrigou-me a perceber um bocadinho mais do desporto, mas sinceramente não me deixou com vontade de o explorar mais. Pelo que se um dia apanhar o Brian Lara Cricket 96 baratinho, não me estou a ver a escrever um artigo mais elaborado que este.
Hoje voltamos aos jogos de aventura point and click, um género que já cá não trazia há muito tempo. E de facto já tinha este Dark Fall na minha conta steam há vários anos, tendo vindo certamente de algum bundle por um preço muito em conta. Mas como já tinha comprado o segundo jogo em formato físico, numa CeX algures na zona do Porto, quis tentar fazer o mesmo para o primeiro, algo que apenas aconteceu na CeX de Aveiro, algures em Janeiro, tendo-me custado a módica quantia de 50 centimos. Não é uma edição normal de retalho, mas sim uma que veio de oferta com uma revista Mega Score. Já tive inúmeras oportunidades de ter comprado essa versão antes, em feiras de velharias principalmente, mas como a edição normal de retalho acabou por não aparecer, lá me deixei levar pela da Mega Score.
Jogo com caixa, versão Mega Score
Aqui controlamos um protagonista anónimo, que apenas conhecemos por ser irmão de Peter Crowhurst, um arquitecto. O jogo começa ao recebermos um telefonema de Peter, que suplica ao seu irmão que se meta no próximo comboio e o vá ajudar, pois teme pela sua própria vida. Peter estava a trabalhar numa estação ferroviara e respectivo hotel algures no sudoeste Inglês, abandonados no final da década de 40, com o intuito de estudar a estrutura, que viria a sofrer grandes obras de renovação num futuro próximo. No seu telefonema, Peter diz que não estava sozinho, dois universitários estavam com ele a estudar fenómenos paranormais no hotel, e teme que o que quer que os miúdos estavam à procura, encontrou-os e aparentemente encontrou Peter também. E lá nos metemos no tal comboio, com o protagonista a perder os sentidos e acordar às portas da tal estação de comboios, sendo acordado por uma voz de uma criança chamada Timothy Pike, que mais tarde vimos a descobrir que desapareceu algures na década de 40. Quando começamos a explorar o hotel, vamos desvendando os seus mistérios, descobrindo que todos os seus residentes e trabalhadores desapareceram misteriosamente numa noite em 1947, o que forçou o seu encerramento, e por consequência o da estação ferroviária também.
Os puzzles obrigam-nos mesmo a tirar várias notas, como é o caso desta mensagem que poderemos decifrar assim que encontrarmos a chave
E este é então um jogo de aventura point and click na primeira pessoa, com o jogador a mover-se por uma série de ecrãs estáticos e com gráficos pré-renderizados. O rato é a única forma de interacção no jogo, com o cursor a mudar de forma consoante o tipo de acção que poderemos fazer em determinada área. Por exemplo, se o cursor mudar para uma forma de seta, quer dizer que nos podemos mover nessa direcção. Se levarmos o cursor para as extremidades esquerda ou direita do ecrã, poderemo-nos virar nessa direcção respectiva. O cursor mudar para a forma de uma lupa indica que poderemos inspeccionar um objecto mais de perto, mudando para a forma de uma mão quer dizer que podemos interagir directamente com um objecto, enquanto se mudar para a forma de uma chave inglesa, indica que poderemos usar um item do inventário ali. À medida que vamos explorando as àreas do jogo, vamos descobrindo vários diários ou outras notas escritas, que não só nos vão contando um pouco mais da história de cada um dos desaparecidos, bem como nos dão algumas pistas para ultrapassar alguns dos puzzles que teremos de resolver, como os de abrir cofres, caixas ou portas. Ao contrário de outros jogos de aventura mais modernos, onde todas estes logs e pistas que vamos descobrindo, ficarem registadas algures nalgum menu do jogo. Aqui teremos mesmo de tirar algumas notas, especialmente às runas e seus significados que iremos encontrando ao longo do jogo, pois serão imperativas para resolver o puzzle final.
No ouija board, a IA sabe responder a algumas perguntas básicas
No que diz respeito aos audiovisuais, bom este jogo de um ponto de vista meramente técnico não envelheceu lá muito bem. Isto porque ao usar gráficos pré-renderizados, teremos de o jogar na sua resolução nativa. O problema é que esta é a velhinha resolução VGA, 640 por 480. Também não descobri nenhuma maneira de pelo menos jogar isto em modo janela, pelo que teremos mesmo de o jogar numa resolução muito baixa. Mas tirando este detalhe, o jogo faz um excelente trabalho em apresentar uma atmosfera bastante tensa. Os cenários são escuros, bem detalhados tendo em conta as limitações já mencionadas anteriormente. Vamos ouvir barulhos estranhos como passos, vozes dos antigos residentes do hotel, melodias que surgem do nada, telefonemas do além, bem como ver sombras a moverem-se ao longe, o que contribui para uma atmosfera bastante tensa, mesmo sabendo que é impossível morrer neste jogo.
Poderemos encontrar alguns gadgets para detectar actividade paranormal que nos podem ajudar a revelar mais pistas
Portanto este primeiro Dark Fall acabou por se revelar uma boa surpresa. Possui uma atmosfera bastante tensa, alguns gadgets interessantes como o equipamento para detectar actividadade paranormal e alguns puzzles desafiantes, que não só nos obrigam mesmo a tirar notas, como a explorar os cenários até ao seu mais ínfimo detalhe. A ver como a série evoluiu com o tempo, visto que tenho também a sua primeira sequela. Após esta, ainda foi lançado o terceiro capítulo Lost Souls em 2010, que irei tentar arranjar quando a encontrar a bom preço. Para este ano temos ainda uma nova sequela, que também deixarei debaixo de olho.
Depois do sucesso que a adaptação de 007 GoldenEye trouxe à Nintendo 64, a Ocean pegou na série rival “Mission: Impossible”, cujo filme com Tom Cruise tinha saído nos cinemas algures em 1996. Mas o seu desenvolvimento acabou por se tornar bem mais longo que o inicialmente previsto, com a própria Ocean a passar por algumas dificuldades e, quando o jogo foi lançado em 1999, a própria gigante britânica já havia sido comprada pela então gigante francesa Infogrames. O meu exemplar foi comprado algures no início de 2019, em conjunto por uma Nintendo 64 em caixa pela módica quantia de 5€. Sim, um negócio daqueles!
Apenas o cartucho. Também tenho o manual, mas ficou fora da foto
Já há muito tempo que não vejo o filme no qual este jogo se desenvolve, mas pelo que li por aí, esta não é uma conversão directa do que acontece do mesmo, pois aparentemente inclui outras missões adicionais. Também sinceramente a única coisa que me recordo do filme é aquela cena de alta tensão com Ethan a descer uma conduta com um cabo, estando repleta de raios laser que tem de evitar, bem como um computador para fazer hacking no fundo da mesma. Esta cena está igualmente aqui presente!
Na teoria, este Mission: Impossible até que é um jogo bastante interessante, pois possui missões variadas e com múltiplos objectivos dignos de um filme de espiões: jogabilidade furtiva sempre que possível, adquirir identidades de personagens alvo para conseguir aceder a zonas com maior controlo de segurança, usar diferentes gadgets e claro, quando tudo o resto falha, lá teremos de partir em tiroteios desenfreados. Em muitas das missões até vamos podendo progredir de forma não-linear à medida em que vamos concluindo os seus objectivos.
Como habitual na série Mission Impossible, teremos de assumir vários disfarces
Mas então qual o problema do jogo? Bom, em primeiro lugar, os controlos não são de todo os melhores. O direccional serve para movimentar a personagem, embora nem sempre o Ethan se mexa como queremos. O botão A é o botão de acção, que serve para falar com personagens, interagir com objectos e, no caso de nada disto ser aplicável, pode servir para Ethan saltar, uma vez mais com uma física algo manhosa. O botão B serve para correr o nosso inventário e seleccionar armas ou outros objectos com o botão A. O botão L serve para ajustar a câmara enquanto o botão R coloca-nos numa perspectiva de primeira pessoa, onde o botão Z servirá para disparar a arma actualmente equipada. Outro problema é que apontar na perspectiva de primeira pessoa também não é tão suave quanto isso e a detecção de colisões também deixa algo a desejar. Vá lá que a barra de vida de Ethan até que é generosa, podendo absorver bastantes disparos. A selecção de armas também não é a melhor, e as munições também vão sendo escassas, pelo que teremos de fazer com que cada bala conte.
Antes de cada missão, para além do briefing da mesma e dos seus objectivos, podemos também ver detalhes dos gadgets que teremos
Por outro lado, a nível audiovisual é também um jogo que deixou muito a desejar. É verdade que até vamos tendo alguma variedade de níveis, desde bases militares rodeadas de neve, a base da CIA em pleno centro urbano, uma estação de comboios em Inglaterra, entre outros. Mas as personagens possuem muito pouco detalhe, animações muito básicas e os cenários são também bastante pobres, com poucas texturas e as que existem possuem resoluções muito baixas. A draw distance também é muito reduzida, algo que se nota bastante bem na missão em que perseguimos um bandido no topo de um comboio. Nada de relevante nos efeitos sonoros, as músicas até que são agradáveis e ocasionalmente lá teremos algumas cutscenes com algum voice acting.
Infelizmente as texturas deste jogo são de muito baixa resolução
Portanto este Mission Impossible acaba por ser para mim uma desilusão, não só pelos seus controlos imprecisos, mas também pelos seus maus gráficos, o que num jogo que levou tanto tempo a ser produzido, é muito mau. No ano seguinte, em 1999, saiu também uma versão Playstation, com melhores gráficos, cutscenes em FMV e mais voice acting. Acredito que seja uma versão bem melhor que esta portanto, mas em 1999 a Playstation também já tinha outros 007, Syphon Filter e Metal Gear Solid ali à porta, que, como jogos de acção com a temática de espionagem, acabavam por ser bem mais competentes que este.
A Level-5 começou a sua existência por produzir uma série de RPGs para a PS2, muitos deles que ainda estão no meu backlog. Com o lançamento da Nintendo DS, juntou as franchises Professor Layton e Inazuma Eleven ao seu reportório, mas nunca descartou o género dos RPGs nas suas produções. White Knight Chronicles é precisamente a sua primeira produção para Playstation 3, desenvolvida em conjunto com a própria SCE Japan. É um jogo com um grande foco no online, algo que actualmente já não é verdade pois os servidores foram fechados há já uma série de anos, pelo que me limitei a jogar a história apenas. O meu exemplar foi comprado numa CeX algures, já há uns bons anos atrás e creio que me custou algo em volta dos 5€.
Jogo com caixa e manual
A primeira vez que comecei este jogo, foi algures nos 4 anos em que trabalhei e vivi em Lisboa. Devia ter acabado algum RPG na PS2 e estava com vontade de jogar um RPG na consola seguinte, pelo que tinha começado este jogo. Mas eis que chego ao primeiro boss, falho miseravelmente, e nunca mais voltei a pegar no jogo até 2020. Desta vez decidi recomeçar do zero, ler com atenção o manual, as dicas de jogabilidade que o jogo nos apresenta e mesmo alguns guias na internet que me deram algumas dicas de como as mecânicas de jogo funcionam e quais as melhores classes para investir. Tal como referi acima, apesar do jogo possuir uma vertente singleplayer onde temos uma história para seguir, o grande foco do jogo estava no seu conteúdo pós-jogo e as quests cooperativas. Mas já lá vamos, dentro dos possíveis.
Como seria de esperar, o nosso avatar pode ser altamente customizável
Começamos precisamente por criar o nosso avatar, num editor bastante completo onde poderemos customizar bastante a nossa personagem, principalmente as suas feições faciais. É com este avatar que poderíamos explorar toda a vertente multiplayer, mas também acompanha os protagonistas da história principal. Não que intervenha na história, até porque nunca diz nada e parece sempre algo autista nas cutscenes, mas é sempre bom estar presente pois assim também vai ganhando experiência e evoluindo.
A história portanto leva-nos inicialmente ao reino de Balandor, onde após anos de guerra com a nação vizinha de Faria, o rei lá do sítio decide dar umas tréguas, organiza uma festa no seu reino e convida o governante de Faria para estar presente. O nosso avatar acompanha inicialmente Leonard, um jovem que trabalha para uma empresa de vinhos lá do reino cuja foi contratada para servir o seu vinho no baile que está a ser organizado no castelo. A nossa primeira missão é a de atravessar as planícies de Balastor até à aldeia vizinha de Palma, onde iremos buscar um carregamento de vinho para levar ao castelo e acabamos também por recrutar uma nova personagem na história, a jovem Yule. Eis que chegamos ao castelo e coisas acontecem: uma terceira força, que mais tarde vimos a saber que são os Magi, ataca a cidade, assassinam os governantes de ambos os reinos e raptam Cissna, a princesa de Balandor. No meio de todo o caos e confusão do ataque acabamos por também descobrir umas rélicas de um cavaleiro gigante de tempos antigos, aparentemente a verdadeira razão do ataque dos Magi. Leonard acaba por herdar os poderes mágicos desse cavaleiro e no resto do jogo iremos no encalço dos Magi, não só para resgatar Cissna, mas também para evitar que os Magi ponham as suas mãos nas rélicas de outros cavaleiros espalhados pelo mundo.
Alguns inimigos são grandes e demoram bastante a derrotar
As batalhas são travadas quase em realtime, com um número máximo de 3 personagens na party que podem livremente ser controladas por nós, embora apenas consigamos controlar activamente uma personagem de cada vez. As que não estamos a controlar no momento, já seguem comportamentos automáticos que podemos definir, como atacar agressivamente, focar em curar, poupar MP e/ou AC, entre outros. Ocasionalmente temos direito a um quarto membro, convidado, que não conseguimos controlar de todo. Existem uma série de skill trees diferentes que podemos evoluir, desde competências para manejar espadas, machados, arcos, lanças, entre outras skill trees mágicas, como feitiçaria ofensiva ou divina, com foco no healing. Em cada skill tree teremos dezenas de skills para aprender, cujas podem posteriormente serem assignadas a um menu de 21 skills para selecção rápida em batalha. Estas podem ser navegadas e seleccionadas através do d-pad, durante as batalhas. Também podemos criar combos de skills e assigná-los a estes slots. Isto é muito interessante, mas todas as skills têm um tempo de preparação longo, mesmo as mais básicas, como um simples slash das espadas ou smash dos machados, a primeira skill que se aprende em cada skilltree respectiva. Outras acções básicas como defender, ou mesmo usar um item têm também longos tempos de preparação! Isto torna os combates demasiado lentos, o que foi uma das maiores críticas do jogo e à qual eu também concordo.
A classe dos feiticeiros é das mais úteis para explorar as fraquezas elementais de alguns inimigos
O avatar que criamos tem todas as àrvores de skills disponíveis para serem evoluídas, sendo que ganhamos skill points para atribuir sempre que subimos de nível (o limite de nível neste primeiro jogo era 50). Mas as outras personagens da história principal possuem algumas árvores bloqueadas, o que de certa forma também nos leva a tentar especializá-los em classes mais específicas. As skills são diversas, algumas requerem o uso de MP e outras de AC. O AC refere-se aos Action Chips, cujos vamos regenerando à medida que levamos porrada dos inimigos, ou recorrendo a itens específicos para esse efeito. Sempre que subimos de nível, os nossos pontos de vida, magia e ACs são também regenerados por completo.
Algumas personagens, como é o caso de Leonard e mais tarde teremos outras, podem transformar-se no tal cavaleiro gigante, que possui um poder de ataque e defesa largamente superior, muito útil para defrontar os bosses e outros inimigos de maior escala que iremos encontrar ao longo do jogo. Para nos transformarmos no cavaleiro precisamos de ter um número mínimo de AC disponíveis, sendo que quantas mais ACs tivermos disponíveis, mais forte o nosso cavaleiro será e mais skills poderosas terá à sua disposição. O tempo que nos mantemos transformados depende de duas coisas, quando não houverem mais inimigos à nossa volta a personagem volta à sua forma humana, ou quando esgotarmos todos os MPs. Na forma de cavaleiro, todas as skills gastam MP, pelo que poderá ser necessário usar alguns itens para regenerar os MP do cavaleiro. Uma vez de volta à forma humana, temos todos os AC gastos, pelo que teremos de os regenerar novamente antes de nos voltarmos a transformar.
Originalmente havia um grande foco na jogabilidade cooperativa, actualmente apenas podemos jogar sozinhos
Ora durante a história poderemos familiarizar-nos com todas estas mecânicas de jogo, que seriam postas à prova em todas as sidequests que poderíamos jogar cooperativamente com outros jogadores. Nestas iremos visitar as zonas previamente exploradas e cumprir objectivos básicos e típicos de MMO, como “coleccionar uma série de ingredientes”. O problema é que, jogando sozinho, temos de estar muito bem preparados com itens e skills certas, pois o nosso avatar joga sozinho e facilmente nos podemos ver rodeados de inimigos e em situações bicudas. Se morrermos, geralmente renascemos junto de um cristal mágico, onde habitualmente podemos gravar o nosso percurso no jogo. Mas como estas quests têm também um tempo limite para serem finalizadas, pode já não ser suficiente. O online permite-nos então enfrentar inimigos cada vez mais poderosos e arranjar melhor equipamento para o nosso avatar, mas era basicamente isso, não havia qualquer PvP. Outra das coisas que poderíamos montar online era a nossa georama, basicamente uma pequena cidade que iríamos expandindo com NPCs vindos do jogo, onde poderíamos fazer algum crafting de itens e montar lojas para comprar os mesmos. Essas nossas pequenas cidades estavam também disponíveis para qualquer outro jogador que as quisesse visitar e comprar itens nas nossas lojas. Como já joguei isto bem depois de os servidores terem sido encerrados, não tive qualquer oportunidade de explorar esses sistemas.
Transformar no Knight é bastante útil para defrontar os bosses ou conjuntos de inimigos mais complicados
A nível audiovisual, este é um jogo minimamente competente. Não é dos jogos com mais detalhe visual que podem ver numa PS3, mas também está longe de ser um jogo da geração anterior. Os cenários vão sendo diversificados entre si, com grandes cidades para explorar (embora a maioria dos NPCs que as habitam só digam coisas genéricas) e as restantes áreas do jogo, como dungeons, cavernas, planícies, desfiladeiros, desertos, etc. A aparência das personagens muda consoante o seu equipamento e sinceramente só me chateou um bocadinho aquela sequência tipo “sailor moon” cada vez que alguém se transforma num cavaleiro. Deveria dar para fazer bypass a isso! De resto, tal como referi acima, os gráficos não são nada de fazer cair o queixo, mas também não me desagradaram de todo. Já no que toca ao som, o voice acting é competente, mas sinceramente preferia que o jogo oferecesse a opção de ouvir o voice acting japonês também.
Portanto, devo dizer que este White Knight Chronicles me desiludiu um bocado, pois estava à espera de mais da Level-5. O sistema de combate é demasiado lento, as diferentes skill trees não são tão bem balanceadas quanto isso e a narrativa também não é a melhor. Mas também não é um jogo tão terrivel como alguns o criticam, e com alguma práctica (não tanto grinding assim) conseguimos terminar a história sem grandes problemas. Supostamente este era inicialmente para ter sido um jogo bem maior, mas por questões de prazos a cumprir, algum conteúdo teve de ser cortado, tendo saído na sequela que chegou cá no ano seguinte, em 2010. Essa sequela inclui também todo o primeiro jogo, mas supostamente com as melhorias na jogabilidade trazidas na sequela, sendo provavelmente a melhor versão a jogar actualmente. No momento em que publico este artigo, terminei o WKC1 há poucas horas (já a maior parte do artigo foi sendo escrita há mais tempo), pelo que ainda não experimentei a sequela, mas é algo que vou fazer de seguida.
Vamos a mais uma rapidinha a um jogo desportivo, eu avisei que este mês iriamos ter vários, principalmente na Mega Drive, pois arranjei no mês passado um bundle considerável de jogos, a maioria de desporto. O que cá trago hoje é o NHL 97, mais uma iteração da já longa série de desporto da Electronic Arts. O primeiro jogo NHL na Mega Drive era simplesmente intitulado de NHL Hockey, tendo sido lançado exclusivamente no mercado norte-americano em 1991. Este já saiu 5 anos depois e nota-se bem a evolução que o desporto teve na Mega Drive.
Jogo com caixa
Aqui dispomos de vários modos de jogo, desde partidas amigáveis, passando por diversos tipos de outras competições mais longas, como um modo temporada completo, ou outros torneios por playoff. Dispomos de um número considerável de equipas norte-americanas e canadianas para jogar e, pelo menos no modo temporada, temos também uma vertente de team management, onde poderemos contratar e dispensar jogadores da nossa equipa. Também incluido, como práctica, são uma série de minijogos feitos precisamente para testar as nossas skills no jogo. O puck control relay obriga-nos a manobrar o disco por uma série de obstáculos, passá-lo ao jogador seguinte e repetir. O puck blast, é simples, simplesmente temos de rematar à baliza e o jogo informa-nos posteriormente da velocidade do disco. O reaction time coloca-nos no controlo do guarda-redes, onde teremos de defender 10 remates sequenciais (por defeito podemos controlar o guarda-redes durante as partidas normais). Por fim temos o accuracy shooting, onde o objectivo é rematar a bola e atingir uma série de alvos, o máximo número de vezes dentro de um tempo limite. São pequenos desafios que ajudam a dominar o controlo do jogo e sinceramente foram uma surpresa muito benvinda!
Os skill challenges são uma maneira interessante de aprendermos os controlos do jogo
A nível audiovisual, sinceramente acho este jogo muito apelativo, mas não tenho o NHL 96 para servir de comparação. Os movimentos dos jogadores estão muito bem animados, bem como o seu detalhe das sprites. A acção é fluída e bom, no que diz respeito ao som, este foi uma óptima surpresa! Por um lado as músicas que vamos ouvindo nos menus são excelentes e bem apelativas, por outro lado, durante as partidas em si, o som também está bem conseguido. Conseguimos ouvir todos os grunhidos dos jogadores quando colidem entre si, a excitação do público, e aquelas pequenas melodias em orgão que habitualmente ouvimos durante as partidas.
Durante as temporadas, podemos não só criar jogadores de raiz, bem como contratar jogadores de outras equipas
O jogo possui também uma versão 32bit, para PC, Saturn e Playstation, que naturalmente possui um nível de detalhe maior, embora sinceramente acho que esta versão 16bit, pela sua jogabilidade fluída e visuais 2D bem aprimorados, tenha resistido bem melhor ao teste do tempo. É também o último NHL da EA a sair oficialmente para a Mega Drive na Europa. Os norte americanos ainda receberam, exclusivamente o NHL 98, que pelo que vi, pouco de novo traz.