Time Crisis 4 (Sony Playstation 3)

Para quem adorava os light gun shooters das arcade como eu, a saga Time Crisis é das mais famosas. Infelizmente, com os avanços da tecnologia as televisões modernas, apesar de terem uma imagem excelente, possuem uma taxa de refrescamento demasiado baixa para as tradicionais light guns funcionarem correctamente. Isto, em conjunto com o decréscimo da popularidade das arcades, tornaram este subgénero dos videojogos algo obsoleto, embora tenha tido algum revivalismo na Wii e na Playstation 3 também, assim que o PS Move foi apresentado. No entanto, esta conversão do Time Crisis 4 acabou por vir com a terceira geração das light guns da Namco, a Guncom 3 que já não teve o mesmo sucesso que as suas predecessoras. O meu exemplar veio da CeX de Gaia por 6€, tendo sido comprado algures em Novembro de 2017. Infelizmente sem a Guncon 3, que seria muito mais caro.

Jogo com caixa e manual

Portanto tive de jogar isto com o comando, o que não é de todo a mesma coisa, mas já lá vamos. Aqui temos vários modos de jogo, a começar pela conversão directa da versão arcade onde podemos controlar 2 agentes secretos da VSSE em mais uma das suas aventuras, desta vez em solo americano onde um grupo aparentemente terrorista preparava-se para tramar das suas ao libertar uma série de armas químicas apelidadas de Terror Bites, que eram na verdade insectos gigantes e mortíferos. Este modo de jogo poderia ser jogado com 1 ou 2 jogadores em simultâneo, com o ecrã a dividir-se em split-screen. Isto é necessário pois, tal como em alguns dos Time Crisis anteriores, cada jogador tem uma perspectiva ligeiramente diferente, pois por vezes se movimentam em caminhos diferentes. Aqui as mecânicas de jogo são as típicas da série, onde cada secção do jogo tem um tempo limite para ser terminada (matando todos os inimigos presentes no ecrã), sendo que podemos a qualquer altura nos resguardar em segurança do fogo inimigo (aproveitando para recarregar as nossas armas também). Também vamos tendo diferentes armas para usar, desde os revólveres que possuem munições ilimitadas, passando por metrelhadoras, caçadeiras e granadas, estas com munições contadas. Uma das coisas que me chateou aqui, em relação ao suporte de comandos normais, é a sensibilidade do movimento, que pode ser slow ou fast. Ora no modo slow é lenta demais para mim, já no modo fast atrapalha mais do que ajuda naqueles disparos que exigem maior precisão.

Podemos alternar entre várias armas, embora no modo arcade apenas o revólver tenha munição ilimitada

Para além da conversão directa arcade temos também o modo de jogo “Complete Mission”. Este alterna entre os níveis da versão arcade, bem como mais alguns níveis adicionais, onde jogamos com o norte-americano Captain Rush. Estes níveis jogam-se como se um first person shooter se tratasse, e aqui jogar com o comando acaba finalmente por ser uma vantagem, pois temos um dos analógicos para nos mover, o outro para apontar a arma, um gatilho para disparar, outro botão para recarregar as armas e um outro para alternar entre as armas disponíveis no nosso arsenal. Em teoria este é um modo de jogo interessante, mas como FPS é muito pobrezinho: os níveis são algo desinsipirados, os inimigos burros que nem portas e aqueles insectos Terror Bites continuam bastante chatos aqui. Ao completar o modo arcade e complete mission, para além de desbloquear alguns perks interessantes como munições ilimitadas na versão arcade, desbloqueamos também as Crisis Missions, que são na verdade um conjunto de desafios, como derrotar 20 inimigos dentro de um tempo limite e sem sofrer dano, ou fazer um certo número de pontos, etc. Para além disso temos também alguns minijogos que sinceramente não perdi grande tempo com eles.

Numa das missões vamos ter um momento à LA Machineguns da Sega

A nível audiovisual, o Time Crisis 4 original saiu em 2006, num hardware bem mais fraco que a Playstation 3 seria capaz, pelo que a nível gráfico não esperem por um jogo fora de série. São gráficos simples, porém funcionais e cumprem bem o seu papel. As cutscenes por outro lado já possuem mais qualidade como seria de esperar. Nos níveis no modo FPS faz-me um bocado de confusão não se ver a arma que temos equipada, a não ser nuns breves segundos enquanto trocamos de armas. No que diz respeito às músicas, bom essas são mais orquestrais e acabam por passar um pouco despercebidas. O jogo está é repleto de voice acting medíocre, mas o que seria um light gun shooter sem diálogos assim?

No modo FPS apenas vemos os modelos das armas por breves segundos, quando as recarregamos e pouco mais

Portanto esta adaptação do Time Crisis 4 é interessante quanto mais não seja pelo modo FPS que introduziram, mesmo que medíocre, não deixa de ser uma inovação interessante que a Namco tenha tentado introduzir na série. Mas fora isso, e a menos que tenham uma Guncom 3, acabo por recomendar antes o Time Crisis Razing Storm que saiu mais tarde. Para além do Razing Storm, o jogo possui ainda o modo Arcade do Time Crisis 4 mais um jogo adicional, tudo com suporte à Guncom 3, comando tradicional, mas também ao PS Move.

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Batman Returns (Super Nintendo)

O segundo filme do Batman realizado pelo Tim Burton teve direito a inúmeras adaptações para os videojogos, incluindo as versões Mega Drive e Sega 8bit que já cá trouxe anteriormente. Enquanto as versões para as consolas da Sega foram publicadas pela mesma, as versões Nintendo foram publicadas pela Konami, incluindo esta mesma versão para a Super Nintendo. E uma das coisas que a Konami melhor fazia no início da década de 90 eram os beat ‘em ups arcade como os Teenage Mutant Ninja Turtles, Simpsons ou Astérix. E então decidiram adaptar o Batman Returns para um jogo deste género, que a meu ver até resulta bem. O meu exemplar veio de uma loja online por 17€ no último mês de Maio.

Apenas cartucho

O jogo segue de forma minimamente fiel os acontecimentos do filme, onde como Batman iremos não só defrontar os bandidos do Pinguim, mas também a Catwoman. Na maioria dos níveis que vamos percorrendo, o jogo assume-se como um beat ‘em up, onde temos um botão para salto, e outro para ataque, que mediante as combinações de posições do btaman e outros botões nos permite fazer diferentes combos. Gosto particularmente de agarrar os oponentes e atirá-los contra as paredes ou outros objectos, causando dano visível nos cenários. Por exemplo podemos atirá-los contra as vitrines de lojas nas ruas de Gotham! Ou outro dos meus golpes preferidos é quando agarramos um inimigo de cada lado e esmagamos os seus crânios um contra o outro, so cool! Podemos também atirar batarangs que os temos de munição ilimitada, lançar o gancho que sinceramente não tem grande utilidade nos níveis “normais”, bloquear golpes adversários com os botões de cabeceira. Ah e temos também umas bombas em número limitado que podemos usar quando as coisas estiverem complicadas, pois causam dano em todos os inimigos presentes no ecrã.

Aquelas montras podem ser partidas ao atirar os bandidos lá para dentro

Há pouco referi que o jogo era na sua maioria um beat ‘em up e realmente é mesmo excelente beat ‘em up muito agradável de jogar. Mas ocasionalmente lá temos um ou outro nível diferente como aquela vez em que subimos um elevador (não sei qual é o fascínio deste tipo de jogos com combates em elevadores) assim que chegamos ao topo do edifício temos um nível todo em sidescroller completamente 2D pela frente. E é aqui que realmente o gancho que mencionei há pouco é realmente útil, para nos ajudar a atravessar alguns abismos. Depois deste nível temos mais à frente mais um nível inteiramente diferente onde conduzimos o Batmobile, numa perspectiva como se um jogo de corridas se tratasse. Claro que vamos ter de enfrentar muitos lacaios do Pinguim na mesma! Este segmento fez-me lembrar os níveis extra da versão Mega CD do Batman Returns, que espero vir a ter na minha colecção um dia destes.

Como é habitual neste género de videojogos, vamos ter muitos bosses para defrontar

No que diz respeito aos audiovisuais este é mesmo um jogo muito bem conseguido. Os níveis estão com óptimos gráficos, com as ruas de Gotham repletas de pequenos detalhes muito bem conseguidos. Nada a apontar aos efeitos sonoros mas já na banda sonora confesso que não está muito a meu gosto. Isto porque as músicas são bastante orquestrais e a Super Nintendo é muito boa nisso, mas num beat ‘em up como este confesso que estava à espera de algo mais rock, mas por outro lado sendo uma adaptação de um filme, compreendo o porquê da Konami ter ido antes por este caminho.

Tal como na versão Mega CD também podemos conduzir o Batmobile aqui

Portanto este Batman Returns é um excelente jogo da Konami para a Super Nintendo. Facilmente das melhores adaptações de filmes para videojogos no seu tempo, não necessariamente pela fidelidade com a qual representa os acontecimentos do filme, mas sim por ser um jogo muito divertido.

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Minecraft Story Mode (Sony Playstation 4)

Com o anúncio que os jogos da saga Minecraft Story Mode não só iriam desaparecer das lojas digitais para novas compras, mas também para re-download a quem já os teria comprado, apressei-me a jogar este primeiro jogo, cujo meu exemplar deste “season pass” foi comprado há uns meses atrás numa flea market por 5€. Um bom negócio, pensei eu na altura. E de facto lá fui eu colocar o disco na PS4, o primeiro episódio foi instalado, depois quando arranquei o jogo fui convidado a transferir os restantes. OK, até aqui tudo bem visto que os episódios ainda estavam disponíveis nos servidores da PSN. Mas ao olhar com mais atenção é que me apercebi que este “Season Pass” só dava direito aos primeiros 5 episódios deste jogo, que tem um total de 8. Ora sendo que tenho o “Season Pass”, seria de esperar ter acesso a todos os DLCs, até porque o segundo jogo, que saiu mais tarde, corresponde à Season 2. Mas não, se quisesse os últimos episódios poderia comprá-los com o preço promocional de 13€ ao comprar o “Adventure Pass”, ou então comprar em formato físico a edição “Complete Edition”, essa sim, supostamente já com todos os episódios pré-instalados no disco. Ainda tentei arranjar essa versão, mas os seus preços ainda estavam algo proibitivos, quer no mercado “normal”, quer no de usados, pelo que acabei mesmo por adquirir o Adventure Pass antes que ficassem indisponíveis na loja da PSN. Talvez tenha sido por jogadas destas que a Telltale Games abriu falência e sinceramente não fiquei com pena. Qual a piada de lançar 2 edições físicas para o mesmo jogo quando apenas a última está realmente completa??

Jogo com caixa e papelada

Mas pronto, avancemos para o que interessa. Como a maioria dos jogos modernos da Telltale, este é um jogo de aventura onde teremos de dialogar com NPCs, fazer algumas escolhas que alteram ligeiramente o progresso na história ou a forma como as outras personagens nos percepcionam. Para além disso vamos tendo algumas sequências de acção onde teremos vários quick time events pela frente e alguns puzzles para resolver que envolvem as mecânicas de jogo típicas do Minecraft, ou seja, recolher recursos a construir objectos que nos ajudam na aventura.

Como em muitos outros jogos da Telltale temos um tempo limite para os diálogos. Caso deixemos o tempo passar, é como se nos mantivéssemos calados, o que também é uma resposta válida.

Esta season 1 está dividida em dois arcos principais de história, o primeiro decorre ao longo dos primeiros 4 episódios, enquanto o segundo decorre ao longo da outra metade de jogo. No primeiro arco somos convidados a criar a nossa personagem principal, que tanto pode ser rapariga como rapaz e fazemos parte de um pequeno grupo de aventureiros que não é lá muito famoso. Este grupo começa por participar num concurso para a Comicon lá do sítio, onde a melhor construção será presenteada com a hipótese de conhecer Gabriel, um herói da Order of the Stone que tinha salvo o mundo anos antes, após derrotar um poderoso dragão. Entretanto coisas acontecem, uma poderosa criatura é invocada lá no evento que destrói por completo a cidade e absorve a maioria dos seus habitantes. Somos então comandados por Gabriel para procurar os restantes membros da Order of the Stone e tentar arranjar uma forma de destruir a criatura que fica mais poderosa a cada minuto que passa. O segundo arco da história ocorre após esse conflito, onde os jovens aventureiros são agora muito mais famosos e, em busca de um novo tesouro, vêm-se perdidos numa rede de portais para outros mundos. Cada um destes mundos tem uma nova aventura e eventualmente teremos também de arranjar maneira de voltar ao nosso próprio mundo. Sinceramente gostei bem mais da narrativa do primeiro arco.

A nível audiovisual é um jogo bem competente. Graficamente é um jogo fiel ao Minecraft, que possui visuais muito singulares, com um look bastante 3D retro e muito quadrado, algo que a Telltale reproduziu bem. O voice acting é bastante competente, nada a apontar aí, e a narrativa é, na maior parte, muito ligeira e amigável, o que se compreende visto ser um jogo para todas as idades. As músicas são também agradáveis.

Sendo este um jogo no universo de Minecraft, vamos ter de construir coisas também

Portanto, a nível de mecânicas de jogo este Minecraft Story Mode tem tudo o que podem esperar de um jogo da Telltale pós-The Walking Dead: diálogos cujas nossas escolhas para além de terem um tempo limite afectam o desenrolar da história, bem como a forma que outras personagens nos percepcionam, alguns puzzles para resolver, muitos deles usando as mecânicas de crafting do Minecraft e sequências de acção repletas de QTEs. As nossas escolhas afectam a história, mas não tanto assim. Muitas vezes as escolhas ditam quais os NPCs que nos acompanham, mas há pelo menos 2 escolhas que têm impacto directo na jogabilidade. Uma delas é logo no final do primeiro episódio e vai ditar a forma como começamos o segundo episódio. Aí temos mesmo 1 capítulo exclusivo à escolha que fizemos antes, mas podemos sempre usar a mecânica de rewind no primeiro episódio, tomar uma acção diferente e jogar o outro capítulo exclusivo. Mais para a frente acontece  algo semelhante pelo menos mais uma vez e aí sim, já compensaria usar um pouco mais as mecânicas de rewind para tomar decisões diferentes e explorar diferentes cenários. Devo dizer que fiquei algo curioso com a Season 2, mas é algo que apenas comprarei no futuro se realmente a edição física já tiver todos os episódios em disco. Telltale, não me voltam a enganar!

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Robowarrior (Nintendo Entertainment System)

Voltando à NES, o jogo que cá trago hoje é um interessante jogo de acção publicado pela Jaleco, mas desenvolvido pela Hudson. E a mãozinha da Hudson é bem notória pois à primeira vista este jogo parece muito inspirado pelos Bomberman, até porque temos de atravessar níveis repletos de obstáculos que têm de ser destruidos ao plantar bombas, mas na verdade é muito mais que isso. O meu exemplar foi comprado algures no mês de Maio numa Cash Converters, creio que por 6€.

Apenas cartucho

O jogo decorre no futuro e a história envolve algo como aliens que invadem um planeta colonizado por humanos, e a nossa única defesa é lançar um Robo Warrior para combater essa ameaça, até porque o planeta terra está inabitável e a colónia também não ficou em muito bom estado após os aliens terem destruído uma central que controlava o seu clima.

Logo no primeiro nível vemos que temos muito para destruir até encontrar uma saída

Como referi algures acima, o jogo possui algumas similaridades com a série Bomberman, até porque teremos de plantar bombas e rebentar com partes do cenário para desbravar caminho. Mas ao contrário da mascote da Hudson, que pode plantar um número ilimitado de bombas, aqui temos um número limitado das mesmas, pelo que deveremos estar atentos aos itens que os inimigos vão largando para repor o nosso stock. Para além das bombas, o cyborg também pode disparar uma arma com munição ilimitada, mas esta serve apenas para combater os inimigos, não para destruir os blocos destrutíveis do cenário. Já lá vamos para o resto dos power ups!

Entretanto, o objectivo de cada nível é o de encontrar a sua saída, sendo que para isso teremos de abrir caminho com bombas e, no meio de muitos itens e power ups que podemos encontrar, um deles é uma chave que destranca a saída do nível em questão. Para além disso poderemos encontrar várias passagens para salas secretas repletas de power ups, ou cavernas escuras cheias de inimigos e muitos power ups também. De resto, o cyborg precisa de energia para se movimentar, pelo que a nossa barra de vida vai decrescendo com o tempo, para além diminuir com o dano que recebemos. Os power ups que vamos encontrando podem ser pilhas que nos restabelecem parte da nossa vida, ou mesmo energy tanks que podem ser armazenados no sistema de inventário e nos restauram a nossa vida por completo quando os seleccionarmos. Outros itens e/ou power ups que podemos encontrar consistem em upgrades para a nossa arma, escudos que nos dão invencibilidade temporária ou pontos extra. Outros itens que podem ser armazenados em inventário e seleccionados quando nos der jeito, consistem em velas ou lanternas que iluminam as cavernas escuras, botas que nos deixam andar mais rápido, bóias que nos deixam andar sobre a água, mísseis e super bombas que causam bem mais destruição que as bombas e armas normais.

O problema é que ao fim de algum tempo as coisas começam a ficar repetitivas

Graficamente é um jogo competente, dado às limitações de hardware da NES. Os níveis em si possuem detalhe quanto baste, mas os inimigos parecem-me mais bem diversificados e detalhados. As músicas, bom, não há muitas e durante os níveis “principais” vamos ouvindo sempre as mesmas duas músicas vezes sem conta. Felizmente que são boa músicas e com melodias viciantes que rapidamente nos ficam na memória. Fora estas músicas, temos mais algumas que tocam apenas no confronto contra bosses ou quando exploramos uma sala bónus ou caverna. Um outro detalhe que achei interessante é o de quando estamos com pouca vida, a música pára por completo, sendo substituída por um ruído alarmante que nos e que recorda que estamos prestes a morrer. Assim que recuperarmos vida suficiente ao recorrer a algum power up, a música volta a tocar a partir do mesmo segundo em que tinha sido interrompida antes.

Alguns dos bosses deste jogo até que estão muito bem detalhados

Portanto este Robo Warrior até que se revelou um jogo interessante, com diferentes mecânicas de jogo, itens e power ups que poderemos encontrar. O maior problema é que temos 27 níveis pela frente com muita coisa para destruir, inimigos em respawn constante, pelo que as coisas acabam por ficar um bocado repetitivas ao fim de alguns níveis.

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Mega Games 6 Volume 2 (Sega Mega Drive)

Continuando pelas rapidinhas na Mega Drive, hoje vamos abordar mais uma das compilações Mega Games. Após os Mega Games 1, 2 e 3 que continham cada uma 3 jogos diferentes da Mega Drive, a Sega decidiu começar uma nova trilogia de compilações, cada qual com 6 jogos. Mega Games 6 Volume 1 foi a primeira e consistia numa junção das compilações Mega Games I e Mega Games 2. O segundo volume é o que cá trago hoje, foi comprado numa Cash Converters algures em Fevereiro de 2016, tendo-me custado 8€ se bem me recordo.

Jogo com caixa e manual

Portanto, que jogos novos traz esta compilação? Infelizmente, tal como o primeiro volume, não traz nenhum novo jogo que não tenha já sido lançado numa compilação Mega Games anterior. Esta compilação traz então os mesmos jogos que fazem parte da Mega Games I original (sim, outra vez), mais os que sairam na Mega Games 3. Teremos então Columns, Super Hang On e Italia 90, bem como Super Thunder Blade, Super Monaco GP e Alien Storm. Acho que se a Sega queria mais uma vez reciclar jogos que já sairam em compilações, poderia ao menos abordar alguns dos que sairam na compilação Classics Collection, em vez de apostar uma vez mais na Mega Games I. Para relembrar, essa compilação tem o Flicky, Alex Kidd, Altered Beast e o grande clássico Gunstar Heroes.

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Mega Games 3 (Sega Mega Drive)

As compilações “Mega Games” para a Mega Drive eram, de maneira geral, excelentes opções para jogar alguns dos clássicos que sairam ainda relativamente cedo no ciclo de vida da consola. O segundo volume é uma compilação tão boa, com Golden Axe, Revenge of Shinobi e Streets of Rage, que para mim só veio a ser superada mesmo com as compilações que se seguiram e que começaram a ter 6 jogos por cartucho. Mas antes disso, a Sega lançou este Mega Games 3 que por alguma razão, raramente o vejo por estas paragens, pelo que meu acabou por vir do reino unido por um valor algo abaixo dos 10€.

Jogo com caixa e 2 manuais… mas também não sei onde caberia o terceiro

Este volume do Mega Games possui os seguintes jogos: Alien Storm, um interessante jogo de acção com algumas similaridades com Golden Axe mas que nunca teve o reconhecimento merecido; Super Thunder Blade, um dos primeiros shooters da plataforma e Super Monaco Grand Prix, um jogo de Formula 1 bastante competente para a sua época. Recomendo a leitura dos artigos acima mencionados para uma análise em maior detalhe para cada um dos jogos desta compilação, mas o sentimento que fica é que pelo menos para mim, dificilmente conseguiriam fazer uma melhor escolha de 3 jogos simples para uma compilação na Mega Drive que a do Mega Games 2.

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Super Monaco GP (Sega Mega Drive)

A minha experiência enquanto criança com o Super Monaco GP sempre foi com a versão Master System, uma versão bem mais simplificada do original arcade e sua adaptação para a Mega Drive. A versão arcade tinha apenas um circuito baseado no circuito de Mónaco, mas era extremamente bem detalhada e um dos jogos de corrida inteiramente em 2D mais avançados da sua época. A versão Mega Drive natualmente perdeu muito desse detalhe gráfico, mas em contrapartida ganhou bastante em conteúdo. O meu exemplar foi comprado algures em Maio num evento relacionado com retrogaming e custou-me 9€.

Jogo completo com caixa e manual

A versão Mega Drive ganhou então um modo de jogo inteiramente diferente, o “World Championship”, que conforme o nome indica, teremos uma temporada inteira pela frente. Começamos a nossa carreira numa equipa modesta e o objectivo é ganhar a competição ao fazer mais pontos que os outros pilotos. Temos no entanto aqui um interessante sistema de rivalidades, onde somos convidados a escolher um rival de uma equipa adversária para competir directamente. Se terminarmos duas corridas à frente do mesmo rival, a equipa pela qual ele compete oferece-nos um lugar na sua equipa e se o aceitarmos, o rival é despedido, sendo posteriormente contratado por uma equipa mais fraca. Ora isto é um conceito interessante mas deve ser usado com precaução, pois caso sejamos nós a perder os confrontos directos, também somos penalizados. Se conseguirmos vencer na primeira temporada, somos convidados a competir pela equipa Madonna (equivalente à McLaren, que em 1989 era a melhor equipa da prova) e teremos depois uma segunda temporada para defender o primeiro título.

Graficamente é um jogo bem competente embora esteja ainda uns furos abaixo do original arcade

De resto, antes de cada corrida podemos dar algumas voltinhas para ficar a conhecer o circuito, bem como a prova de qualificação, cuja nossa performance ditará a nossa posição na grelha de partida da prova em si. De resto, infelizmente, ao contrário de outros jogos de Formula 1 da época não temos grandes hipóteses de customização dos carros que conduzimos, a não ser a parte da transmissão que podemos escolher qual o número de mudanças que a caixa permite. Quantas mais mudanças, mais controlo poderemos ter do carro e mais rendimento lhe conseguimos tirar. De resto, para termos acesso a carros melhores, só mesmo com o conceito de desafiar rivais é que nos dará acesso a carros com melhor performance. Para além do World Championship temos também o Free Practice, que conforme o nome indica permite-nos practicar em qualquer um dos 16 circuitos disponíveis, e o Monaco GP que é uma adaptação da versão arcade. Aqui podemos competir apenas no circuito de Mónaco, a diferença é que à medida que vamos avançando checkpoints, o jogo obriga-nos a estar cada vez melhor classificados.

Nomear e derrotar rivais é uma maneira de irmos evoluindo no jogo e ficar com melhores carros.

A nível audiovisual, naturalmente que esta versão fica um bom bocado aquém do original arcade, até porque essa corre no sistema X-Board, bem superior ao que a Mega Drive consegue produzir. Portanto os circuitos acabam por ter menos detalhe que na versão arcade, ainda assim para um jogo de 1989/90 não deixa de impressionar na Mega Drive, quanto mais não seja pelas sprites grandinhas dos carros adversários, a fluidez, detalhe considerável das pistas e claro, o espelho retrovisor que ocupa uma boa parte do ecrã. Nada a apontar aos efeitos sonoros e as músicas são bastante agradáveis, embora só as ouvimos no ecrã título, menus entre corridas e nos créditos.

Portanto este Super Monaco GP para a Mega Drive acaba por ser um bom jogo, onde a Sega compensou bem os donos da Mega Drive com um bom modo de carreira, já que a nível audiovisual ficaria muito aquém do original arcade. Mas volto a reiterar que, mesmo com muitos cortes, não deixa de ser um jogo de corridas bonito para um sistema de 16bit, mesmo considerando que é um jogo ainda do início de vida da consola.

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