Aladdin (Sega Master System)

Vamos para mais uma super rapidinha a um jogo para a Master System, isto porque já cá trouxe a versão da Game Gear que é essencialmente o mesmo jogo. O Aladdin da Mega Drive é um dos melhores exemplos onde na era das 8 e 16 bits poderiamos ter jogos sobre a mesma franchise completamente diferentes entre si para diferentes plataformas. A Capcom desenvolveu um jogo muito interessante para a Super Nintendo, já a Virgin fez outro excelente jogo para a Mega Drive e PC. Surpreendentemente a Virgin lançou também conversões baseadas no jogo da Mega Drive para a NES e Gameboy, algo que sempre achei curioso pois supostamente a Capcom detinha direitos exclusivos para consolas da Nintendo. Por outro lado também é curioso que a Virgin não tenha desenvolvido nenhuma adaptação para a Game Gear ou Master System, que acabou por ser publicada pela própria Sega, após terem subcontratado a Sims para a desenvolver – um pequeno estúdio responsável por muitos dos jogos da Sega nas suas consolas 8bit. Confusos? É normal, eu também fico às vezes. O meu exemplar da Master System foi comprado a um colega meu no mês de Janeiro por 5€.

Jogo com caixa e manual

Portanto este é essencialmente o mesmo jogo que na Game Gear, embora com uma resolução maior. É um jogo de plataformas mas mais lento que o da Mega Drive, onde o foco está mais na exploração dos níveis, sendo que também temos uns quantos níveis de perseguições, onde o ecrã está em scrolling constante e temos de nos desviar de uma série de obstáculos.

Pode não ser o melhor jogo de plataformas, mas a nível de apresentação está excelente

Graficamente é um jogo excelente, sem dúvida um dos jogos mais bonitos da Master System. As sprites estão muitíssimo bem detalhadas, assim como os níveis. Aqueles que decorrem nas ruas de Agrabah têm também uns belos efeitos de parallax. As músicas são também muito agradáveis, mesmo usando o primitivo chip de som da Master System, o PSG. Para além disso, de todas as adaptações do filme do Aladino, esta (e a da Game Gear, claro) é sem dúvida a mais fiel ao filme pois entre cada nível vamos tendo várias cutscenes que nos vão contando a história. Se por acaso nunca viram o filme, mas vão jogar este jogo, ficam a saber todas as partes importantes da história.

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Capcom’s Soccer Shootout (Super Nintendo)

Sim, mais uma rapidinha a um jogo desportivo, desta vez mais um jogo de futebol da Super Nintendo. Este Capcom’s Soccer Shootout, apesar de ter o nome da Capcom, tem na verdade diferentes origens, pois foi lançado originalmente no Japão como J.League Excite Stage ’94, sendo um jogo desenvolvido pelo estúdio A-Max e focado exclusivamente na primeira divisão japonesa de futebol. A versão que cá trago hoje é a Norte-Americana, pois foi comprada num pequeno bundle de jogos de Super Nintendo, tendo-me custado 5€. A versão europeia chama-se apenas Soccer Shootout e foi publicada cá pela própria Nintendo.

Apenas cartucho, versão norte-americana. Ainda bem que tenho um adaptador!

Este é então um simples jogo de futebol de onde dispomos de vários modos de jogo distintos. O Exhibition, conforme o nome indica é um modo de jogo onde podemos jogar partidas amigáveis. Main Game é um campeonato a duas voltas onde no fim ganha quem tiver mais pontos (se bem que aqui as vitórias dão apenas um ponto e os jogos não podem terminar empatados, partindo logo de seguida para decisões por penáltis). Temos o modo All-stars que nos permite jogar partidas com equipas misturam os melhores jogadores de cada equipa “normal”. Temos também um modo Penalty Kick, onde apenas practicamos penaltis, se bem que numa perspectiva diferente de quando temos um penálti a meio de uma partida. Temos o Indoor Soccer, que é futebol de salão onde podemos fazer tabelas nas paredes e por fim um modo de treino que nos permite treinar dribbles, remates, pontapés de canto, livres, etc.

A nível de modos de jogo até que temos bastantes opções

Bom, a nível de modos de jogo tudo bem, até que temos bastante variedade. No entanto temos apenas 12 selecções disponíveis, o que por esta altura confesso que já era um número algo reduzido. A jogabilidade em si é bastante rápida e com um feeling arcade, o que me agrada. Infelizmente não temos é qualquer indicador visual de qual o jogador que estamos a controlar quando não temos posse de bola (tipicamente o controlo fica sempre com quem está mais próximo da mesma), mas mesmo assim ainda me atrapalha um bocado. Depois é um jogo em que é difícil acertar passes, mais vale correr desde o meio campo até à grande área e tentar um remate, pois se tivermos alguma sorte lá nos desviamos dos tackles que os oponentes nos tentam fazer.

Graficamente o jogo até que é bastante competente

A nível audiovisual sinceramente acho este jogo muito bem conseguido. A acção dentro de campo é bastante nítida e detalhada, sem que a performance sofra com isso. Depois sempre que há um golo, temos sempre cutscenes dos jogadores a festejar, ou da equipa adversária em desespero. Outros pequenos detalhes interessantes, como as animações do árbitro quando fica algo indeciso se há-de mostrar cartão a algum jogador, está muito engraçado. No que diz respeito ao som, devo salientar duas coisas: a maioria dos jogos de futebol apenas possuem música nos menus e pouco mais, mas este não. Aqui temos várias músicas diferentes, mediante a equipa que estamos a defrontar, e são todas elas bastante enérgicas, algumas que até ficam no ouvido. Por outro lado, os ruídos do público e afins são maus. Parece que voltamos ao mundial de 2010 com todas as vuvuzelas! Não havia necessidade…

Estas são as selecções disponíveis. Já ouviram falar na selecção nacional da Grã Bretanha? Eu também não.

Portanto este Soccer Shootout apesar de não ser um jogo perfeito, está longe disso, até que acaba por divertir bastante para algumas partidas com amigos, até porque este permite jogos multiplayer com até 4 pessoas, se tivermos o multitap.

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Adventures of Batman and Robin (Sega Game Gear)

Adventures of Batman and Robin é uma série de animação que conforme o próprio nome indica, coloca Batman e Robin como personagens principais na luta contra o crime nas ruas de Gotham City. A adaptação dessa série televisiva para a Mega Drive resultou num dos videojogos tecnicamente mais impressionantes da 16bit da Sega, mas infelizmente o seu preço tem vindo a subir em flecha, pelo que eu ainda não tenho o jogo na colecção. No entanto, recentemente surgiu um exemplar da versão Game Gear na Cash Converters do Porto por 12€, que eu acabei por comprar. Será que esta versão é também tecnicamente impressionante? Veremos.

Apenas cartucho

A história é simples, o Joker reune uma série de bandidos poderosos para lutar contra o super herói. Para além disso raptou também o Robin, pelo que iremos ao longo do jogo explorar diferentes níveis, defrontar os minions do Joker, culminando em mais uma batalha contra o super vilão.

Em screenshots até que é um jogo bem bonito. Em movimento já perde algum charme

Este é um jogo de acção/plataformas onde controlamos apenas o Batman. Com os dois botões faciais da Game Gear podemos saltar ou atacar que, em conjunto com o D-Pad e mediante se estamos próximos dos inimigos ou não, determina se damos socos ou pontapés, ou usamos armas brancas. Por defeito temos os Batarang equipados, cujos têm munição ilimitada. Mas ao longo do jogo poderemos encontrar alguns power ups que nos dão acesso a novas armas, desta vez com munições contadas, como shurikens ou bombas. Para equipar estas armas recorremos ao botão de Start, que para além de pausar o jogo leva-nos para este ecrã de inventário. Outros power ups que podemos apanhar ao longo do jogo consistem em medkits que nos regeneram a barra de vida, ou mesmo vidas extra.

Os níveis vão sendo variados entre si, abordando diferentes cenários como as ruas de Gotham, estúdios televisivos, escritórios, prisões, cemitérios e até parques de diversão! Por outro lado os níveis são um pouco labirínticos, vamos ter de os explorar bem, não é só andar da esquerda para a direita. No final de cada nível temos sempre um confronto contra um boss. Alguns deles até são personagens que me recordo dos desenhos animados, outros não faço ideia mesmo. Outro detalhe que devo mencionar é o facto de a nossa vida não regenerar de nível para nível.

No final de cada nível temos sempre um boss para defrontar

A nível gráfico devo dizer que sim, é um jogo bonito, com sprites e cenários bem detalhados e coloridos. No entanto devo dizer que isto ficaria muito melhor numa Master System pela maior resolução no ecrã. Numa portátil como a Game Gear, o facto de terem feito sprites grandinhas, faz com que não tenhamos um grande campo de visão, o que pode ser um problema, especialmente quando saltamos de um lado para o outro. Ao aterrar, podemos estar cercados por inimigos sem saber! E infelizmente o scrolling também não é tão suave quanto isso. As músicas até que são algo agradáveis, tendo em conta as limitações que a Game Gear e Master System têm nesse departamento.

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NHL 95 (Sega Mega Drive)

Continuando pelas rapidinhas a jogos desportivos, o que vos trago cá hoje é nada mais nada menos que NHL 95, da EA Sports, para a Mega Drive. É o quarto NHL que a EA produziu ainda com a Mega Drive como plataforma principal de desenvolvimento e desde já parece-me um jogo bem conseguido! O meu exemplar foi comprado no mês passado, veio num bundle de vários jogos de Mega Drive que comprei a um particular.

Jogo com caixa

Dispomos de vários modos de jogo, tal como jogos amigáveis, diferentes tipos de torneios ou campeonatos mesmo. Para além disso temos ainda um modo de treino onde poderemos practicar alguns conceitos básicos do jogo como passar ou rematar. Mas as grandes novidades deste NHL 95 face aos anteriores está na vertente de customização, onde podemos criar jogadores à nossa medida, uma funcionalidade que foi também sendo introduzida noutros jogos desportivos da EA. Para além disso, quando jogarmos em modo de temporada, também podemos contratar ou vender jogadores para a nossa equipa, o que nos dá uma maior capacidade de gestão da nossa equipa.

Graficamente até que é um jogo bem detalhado e a acção é intensa

A nível audiovisual este é um bom jogo para uma consola 16bit. Antes de cada partida temos sempre um pequeno comentário de um comentador desportivo, como se estivéssemos num directo televisivo, algo que já tem sido habitual nos videojogos da EA Sports nesta época. De resto os efeitos sonoros estão muito bons, desde os gritos de dor dos jogadores quando levam com uma stickada, aos júbilos do público. As músicas existem em baixo número, e como devem calcular apenas existem no ecrã título e menus entre partidas.

Portanto este parece-me um jogo sólido de NHL, se bem que não tenho grande base de comparação com os restantes que existem na Mega Drive. A jogabilidade é rápida, o que também nos motiva bastante. Para além desa versão Mega Drive, temos também a versão Super Nintendo, que aparentemente não tem tantas features, a versão Game Boy que naturalmente é bem modesta, e uma versão para o PC, que pelo menos graficamente está muito boa.

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The House of the Dead (Sega Saturn)

Voltamos agora à Sega Saturn para um jogo que já há muito tempo eu ansiava ter na colecção, mas os seus preços têm vindo a escalar para valores para mim proibitivos, algo transversal em muitos bons jogos da Sega Saturn nos últimos anos, infelizmente. The House of the Dead é a primeira iteração da famosa série de light gun shooter com a temática do horror que a Sega produziu originalmente nas arcades Model 2, ainda em 1996. Só em 1998, já no final de vida da Saturn no Ocidente é que tivemos direito a uma conversão (infelizmente algo pobre) deste jogo, cujo meu exemplar deu entrada na minha colecção no início de Janeiro, após ter sido comprado a um particular por 30€.

Jogo com caixa

Para mim, The House of the Dead nunca foi um jogo para se levar muito a sério na sua narrativa (até porque é agradavelmente ridícula de tão má que é), mas sim uma homenagem aos saudosos filmes de zombies série B das décadas de 70 e 80. Este jogo coloca-nos no papel de um ou dois agentes secretos da AMS, de nomes Rogan e ‘G’, que após receberem um pedido de socorro da mansão de Curien, um conceituado cientista genético, descobrem que a mesma foi invadida por zombies e outras criaturas mutantes. Rapidamente percebemos que é o próprio Curien que está por detrás do incidente e cabe-nos a nós derrotá-lo, salvando também o máximo de cientistas possível pelo caminho, bem como Sophie, noiva de Rogan.

Infelizmente os modelos poligonais nesta conversão para a Saturn ficaram muito aquém do esperado

Portanto as mecânicas de jogo são simples: disparar para todos os zombies e outras estranhas criaturas, disparar para fora do ecrã sempre que quisermos recarregar a arma, e tentar salvar o máximo de cientistas que conseguirmos. Uma das coisas que achei piada já na altura é o facto de podermos atingir os zombies em várias partes do corpo de forma independente, podendo decepá-los ou decapitá-los mediante onde os atingirmos, o que também suspeito que se traduza em pontuações diferentes. O ideal para gastar poucas balas é apostar nos head shots, embora alguns inimigos (principalmente os bosses) possam ter fraquezas diferentes. De resto o jogo possui também diferentes rotas que podemos tomar mediante as nossas acções/inacções. Por exemplo, logo no primeiro nível vemos um zombie a pegar num cientista e a preparar-se para o atirar abaixo de uma ponte. Se salvarmos o cientista, este agradece-nos com uma vida extra e podemos entrar pela porta principal da mansão. Por outro lado, se não o salvarmos então acabamos por seguir uma rota diferente, mais comprida, que passa pelos subterrâneos. Os cenários possuem também alguns objectos destrutíveis que somos encorajados a destruir, pois podem esconder vidas extra ou outros itens que nos dão mais pontos.

No final de cada nível temos sempre um boss para defrontar

A versão arcade tinha vários finais distintos, mediante a nossa performance no jogo, onde para atingir o melhor final temos de garantir que salvamos todos os cientistas, bem como ter mais de 60000 pontos no final da aventura. Esta conversão para a Sega Saturn inclui uma conversão directa do modo arcade, bem como o modo de jogo “Saturn”, onde podemos escolher livremente se queremos jogar com Rogan ou G, sendo que cada personagem neste modo de jogo possui diferentes características, como o número de balas que cada carregador pode ter. Para além disso temos também um modo boss rush, onde teremos de defrontar todos os bosses de rajada. É pena que não exista nenhum nível extra nesta versão Saturn, cujo desenvolvimento foi bastante apressado.

E onde se nota mais que o desenvolvimento foi apressado é precisamente nos visuais. Os cenários e todas as personagens apresentam texturas de baixa resolução e muito pixelizadas. É verdade que as adaptações dos Virtua Cops para a Saturn também não são muito melhores, mas acho as texturas ali melhores e ao menos o jogo é muito mais fluído que este House of the Dead. Também não gosto do facto do sangue dos bichos ser verde, mas pronto, é o que é. Ao menos a versão PC possui sangue vermelho, e os gráficos são um pouco melhores devido à resolução mais alta, mas ainda inferiores à versão arcade que, para 1996 possuia gráficos espectaculares. Ao menos a música é agradável nesta versão Saturn e o voice acting é idêntico ao original arcade, ou seja, tão mau que até se torna delicioso!

Salvar os cientistas por vezes têm recompensas imediatas

Tenho pena que até agora a Sega nunca se tenha dado ao trabalho em voltar a pegar no house of the dead original, aquando das suas conversões e relançamentos digitais em plataformas mais modernas. Por exemplo, a compilação da Wii que traz o segundo e terceiro jogo, a meu ver poderia também incluir o original, preferencialmente uma versão mais próxima da arcade possível.

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Joe Montana Football (Sega Mega Drive)

Siga para mais uma rapidinha para um videojogo de desporto, até porque não sou fã de futebol americano. Recentemente um amigo meu até me explicou algumas bases do desporto, mas a verdade é que, passando isso para a realidade de um videojogo retro, não há muito que eu consiga fazer, practicamente mal passo da primeira jogada. Pelo que este artigo será mais uma de trivia do que analisar o jogo propriamente. O meu exemplar veio para a minha colecção no mês passado de Janeiro, após ter comprado um bundle considerável de jogos de Mega Drive a um particular no facebook.

Jogo com caixa

O futebol americano é um desporto muito importante… para os norte-americanos. E naturalmente que videojogos desportivos, por muito que eu não me identifique com a sua maioria, não deixam de ser uma importantíssima fatia do mercado e já assim o eram desde o início. Para melhor promover a Mega Drive, ou Genesis como é conhecida em terras do Tio Sam, a Sega fez uma série de contratos com celebridades do desporto (e não só, como o caso do Michael Jackson). No caso do futebol americano, Joe Montana, uma das maiores estrelas da NFL da época, foi a personalidade escolhida para representar a Sega, após fecharem um acordo milionário que tanto a Nintendo como a própria Electronic Arts também tentaram fazer no passado.

Temos imensas tácticas para escolher quando tentamos preparar um ataque ou defesa. Sinceramente é tudo igual para mim.

Após a Sega ter fechado esse acordo com Montana, visto que a empresa ainda não tinha nenhum estúdio norte-americano e os japoneses não teriam naturalmente o know-how necessário para produzir um videojogo daquele desporto, decidiram então subcontratar a Mediagenic (Activision) para o desenvolver, isto ainda em 1989. Entretanto devido a consecutivos atrasos no seu desenvolvimento, e visto que o jogo nunca estaria pronto a tempo do Natal de 1990, a Sega decidiu então voltar-se para a EA (que já estava a desenvolver o primeiro Madden NFL Football para a Mega Drive e que iria revolucionar por completo os videojogos desse desporto), para darem uma mãozinha. O plano inicial da Sega era que a EA transformasse o Madden NFL que já estavam a desenvolver para a Mega Drive no Joe Montana Football, que recusaram. No entanto a EA decidiu reaproveitar o projecto de um outro videojogo de futebol mais simples, que acabou por se tornar neste Joe Montana Football, lançado originalmente nos Estados Unidos em Janeiro de 1991. Existe também uma versão para a Master System, desenvolvida pela Blue Sky Software, mas essa não é para aqui chamada.

Quando nos preparamos para fazer um passe, aparece uma janela adicional no ecrá que nos ajuda a direccionar melhor o passe

Portanto este é essencialmente um jogo de futebol americano, onde temos de levar a bola até ao final do campo adversário durante a nossa fase de ataque. Antes de cada jogada temos um ecrã táctico onde podemos escolher qual a jogada que queremos que a nossa equipa faça. O objectivo é que haja pelo menos um artista que comece a correr em direcção ao final do campo e que o nosso quarterback, no meio da confusão, lhe atire a bola (ovo?) com sucesso. Quando nos preparamos para fazer isso, o ecrã mostra uma pequena janela com a perspectiva do homem na dianteira e teremos de alinhar o nosso passe na sua direcção e tendo também em conta a distância já percorrida. Mas confesso que ainda não atinei bem com isto. Depois também teremos de defender e basicamente é para dar pancada. Os modos de jogo permitem-nos participar em pequenas partidas, jogos amigáveis ou torneios maiores, o tal Sega Bowl.

A nível audiovisual parece-me ser um jogo competente, mas é verdade que o Madden NFL a nível de apresentação no geral está muito mais bem conseguido. As músicas também só existem no ecrã título e transições entre partidas. Os efeitos sonoros parecem-me cumprir bem o seu papel. E basicamente é isto o que eu posso dizer do Joe Montana Football, que devo dizer que fico surpreendido por ter sido tanto ainda assim.

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Banjo-Kazooie: Grunty’s Revenge (Nintendo Gameboy Advance)

Banzo-Kazooie para a Nintendo 64 foi um excelente jogo de plataformas desenvolvido pela Rare. Para além da sua sequela Banjo-Tooie, a Rare tinha nos seus planos um outro título para as portáteis da Nintendo. Começando o seu desenvolvimento para a Gameboy Color, entretanto foi passado para a Gameboy Advance e, quando a Microsoft comprou a parte que a Nintendo detinha da Rare, o jogo ficou algo em águas de bacalhau. Entretanto, como a Gameboy Advance não era concorrência directa da Microsoft, a Rare lá arranjou maneira de terminar os projectos que tinha em curso para a portátil da Nintendo, este inclusive. O meu exemplar foi comprado na feira da Vandoma há coisa de dois anos atrás. Sinceramente já não me recordo ao certo quanto paguei, mas não foi muito certamente.

Apenas cartucho

Eu terminei o Banjo-Kazooie há poucas semanas, já tenho o seu artigo quase pronto a ser publicado e entretanto peguei logo neste, pois decorre entre os acontecimentos de Banjo-Kazooie e Banjo-Tooie. Para quem jogou o primeiro jogo, sabe que Gruntilda foi derrotada e aprisionada. Entretanto o seu assistente, um típico cientista maluco, decide construir um enorme robot na forma de Gruntilda e a bruxa transfere o seu espírito para o robot, fugindo assim da sua prisão. Para se vingarem da dupla Banjo e Kazooie, Gruntilda rapta a Kazooie e viaja no tempo até ao passado, de forma a evitar que Banjo e Kazooie se conheçam e assim prevenir os acontecimentos que decorreram no primeiro jogo. Mas o xamã Mumbo Jumbo consegue também levar Banjo para o passado, onde iremos jogar inicialmente sozinhos.

Mais uma vez vamos também desbloquear algumas transformações que nos permitem aceder a algumas áreas previamente fora do alcance

Os originais da Nintendo 64 eram jogos de plataforma / aventura completamente em 3D, com um certo foco em coleccionar itens. E a Rare conseguiu herdar practicamente todas essas mecânicas de jogo, incluindo os ataques e diferentes movimentos que usam diferentes habilidades de Banjo e Kazooie (sim porque eventualmente libertamos Kazooie), mas num motor gráfico 2D com uma vista aérea, tipo a dos RPGs da era 16bit. A Spiral Mountain é o nível grande que serve de porta de entrada para os outros níveis, e uma vez mais teremos de encontrar peças de puzzle douradas (aqui apelidadas de Jiggies) e notas musicais, de forma a conseguir ir progredir no jogo e desbloquear os níveis seguintes.

Por vezes teremos alguns minijogos para participar

Cada nível possui 100 notas musicais para procurar, 10 peças de puzzle douradas, 5 Jinjos (criaturas coloridas), e vários puzzles para resolver ou tarefas para cumprir ao falar com alguns NPCs, que geralmente nos recompensam com uma das peças de puzzle douradas. Também vamos poder participar nalguns minijogos ocasionalmente. Portanto, a nível de jogabilidade e conceito, é uma representação fiel do original, na Gameboy Advance. A perspectiva usada, no entanto, é que já não é a melhor. Por vezes é difícil perceber as distâncias, ou alturas relativas entre superfícies e um jogo de plataformas com este tipo de problemas, não é nada bom. Ainda assim, o jogo é generoso quanto baste no combate  contra os inimigos, pelo que não deveremos sofrer muito, só é um pouco chato por vezes não alinharmos bem os nossos saltos devido à perspectiva usada no jogo.

Graficamente é um jogo colorido, mas a perspectiva não ajuda no platforming

Graficamente é um jogo bastante colorido e que, tal como Donkey Kong Country na Super Nintendo, utiliza gráficos pré-renderizados. Bom, isto na Super Nintendo realmente tinha um efeito espectacular quando era bem feito, já aqui na Gameboy Advance, com a pequena resolução de ecrã, o resultado não é assim tão bom quanto isso, até porque também atrapalham um pouco no discernimento da perspectiva. Mas não deixa de ser um jogo colorido e bem detalhado dentro dos possíveis, com os níveis a terem temáticas muito diferentes entre si, como ilhas tropicais, montanhas geladas, ou outras áreas mais citadinas ou industriais. As músicas por outro lado são bastante agradáveis e os efeitos sonoros muito familiares para quem já jogou os originais.

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