International Superstar Soccer 2 (Nintendo Gamecube)

Nos últimos anos há uma grande disputa entre FIFA e Pro Evolution Soccer pelo título de melhor videojogo do desporto rei. É tipo os fanboys de Ronaldo e Messi! Mas antes de Pro Evolution Soccer, a Konami detinha ainda uma outra série mais antiga, com as suas origens nas consolas de 16bit Super Nintendo e Mega Drive, que acabou por desaparecer, em detrimento da série Pro Evolution Soccer, desenvolvida por uma equipa diferente na Konami e com um foco muito maior no realismo e simulação. Este ISS2 está longe, muito longe de ser o segundo jogo da séria, mas digamos que é o segundo jogo da sexta-geração de consolas, onde a Gamecube se enquadra. Eu não costumo perder muito tempo com jogos de desporto “modernos”, mas por 1€ não o quis deixar ficar na CeX, algures no final deste Verão.

Jogo com caixa, manuais e papelada

Neste jogo, tal como todos os outros ISS que me lembro, apenas controlamos selecções nacionais, não clubes. Mas desta vez parece-me que todos os jogadores possuem nomes reais, pelo menos pelo que consegui perceber daquelas equipas mais famosas da época. No que diz respeito a modos de jogo, temos vários, desde partidas amigáveis, ou a participação em diferentes taças e ligas que inclusivamente poderemos customizar. Para além disso temos ainda um modo de treino que sinceramente não perdi muito com ele. No que diz respeito à jogabilidade, não a achei nada de complicado, mas também é por isso que esta série tem uma fama de ser mais arcade que simulação. É claro que mesmo assim temos coisas como tácticas de jogo, formação escolhida, substituições e afins! Só tenho pena deste jogo não ter qualquer modo de jogo mais extravagante, como o mini RPG que tivemos no ISS 2000 para a Nintendo 64.

Mais uma vez, no ISS apenas temos selecções nacionais para jogar

No que diz respeito aos audiovisuais este não é um jogo que reinvente a roda. Os jogadores não possuem tanto detalhe quanto isso e o mesmo pode ser dito dos estádios. Ainda assim, cumpre o seu papel. Músicas só nos menus, e tipicamente costuma ser bem mexida, já nas partidas temos só os comentários dos narradores (que por acaso estão disponíveis em 5 línguas diferentes) e os barulhos típicos do estádio e do seu público.

De resto este parece-me ser um jogo de futebol competente, embora na Gamecube também não haja muito mais por onde explorar nesse campo. É que para além dos FIFAs, este ISS2 e o ISS3, não há mesmo muitas mais opções. Só se for mesmo este Virtua Striker 3, que é um jogo bastante arcade.

 

Publicado em GameCube, Nintendo | Etiquetas | Publicar um comentário

Final Fantasy I and II: Dawn of Souls (Nintendo Gameboy Advance)

Siga para mais um artigo ultra-rápido que o tempo também anda escasso. O artigo de hoje incide numa interessante compilação com os primeiros dois Final Fantasy que já viram imensos relançamentos desde o seu lançamento original no final da década de 80. O artigo vai ser curto cada jogo já foi abordado nestes respectivos artigos: Final Fantasy e Final Fantasy II e cada um deles possui todas as novidades introduzidas por esta compilação da Gameboy Advance. O meu exemplar foi comprado numa loja por através de um particular, ficou-me por cerca de 10€ se bem me recordo.

Jogo completo com caixa, manuais e papelada diversa.

Esta versão apesar de não incluir os extras da versão PS1 e PSP, nomeadamente a banda sonora de qualidade CD Audio, cutscenes em CG, e dungeons extra da versão PSP, não deixa de ser uma óptima opção para conhecer ambos os jogos, até porque já traz alguns melhoramentos interessantes.

Publicado em Gameboy Advance, Nintendo | Etiquetas | Publicar um comentário

Final Fantasy II (Sony Playstation Portable)

Tal como já referi no artigo do Final Fantasy, tanto o primeiro jogo da saga como o segundo, foram já relançados numa série de plataformas, cada versão com diferentes updates. Uma dessas versões foi a Playstation Portable, que recebeu uma mistura entre os melhoramentos introduzidos na versão Playstation (cutscenes em CG, galerias de arte), com o bestiário e dungeons adicionais introduzidos pela versão da Gameboy Advance. Para além disso, continham ainda novas dungeons e efeitos gráficos não existentes noutras versões até à data. Este meu exemplar foi comprado há uns anos atrás numa loja no Porto por 5€, estando ainda selado.

Jogo completo com caixa, manual e papelada.

O segundo Final Fantasy apesar de ter saído inicialmente em solo japonês no final do ano de 1988, já apresentava uma narrativa mais detalhada e mais madura também. A história leva-nos a um mundo em conflito, onde um imperador estava a invadir os reinos vizinhos e espalhar o terror pela população. Inicialmente vemos os nossos 4 heróis Firion, Maria, Guy e Leon a serem brutalmente atacados pelas tropas imperiais com Leon a desaparecer e os restantes 3 a serem resgatados pela princesa Hilda do reino de Fynn, que estabeleceu a base da resistência na cidade de Altair. O jogo coloca-nos então nesse conflito contra as forças imperiais, com o paradeiro de Leon a ser descoberto só bem mais tarde no jogo e a sua posição na nossa party de 4 guerreiros a ser temporariamente preenchida por personagens como Minwu, um white mage, Josef, um guerreiro da cidade de Salamand, Leila, uma pirata, entre outras personagens. Digo que este jogo possui uma narrativa mais madura pois para além de haverem mais diálogos e a história ter contornos mais sérios, há também mais momentos dramáticos com a morte de várias personagens relevantes para a história.

Ao contrário do primeiro jogo que tinha uma história básica, aqui as coisas estão um pouco mais apimentadas

No que diz respeito à jogabilidade, por um lado esta herda algumas das mecânicas do seu antecessor, mas por outro lado introduz também muitas novidades. As batalhas são aleatórias e por turnos, onde poderemos escolher atacar, usar magias ou itens, defender ou fugir. Também como no remake do primeiro Final Fantasy corrigiram uma coisa que sempre me irritou no original da Famicom: se escolhermos atacar um determinado inimigo numa determinada posição e ele entretanto morrer por via de outro ataque, aquele que tinhamos previamente preparado acaba por “cair em saco roto”, não tendo efeito. Aqui não, o jogo escolhe aleatoriamente outro alvo.

Mas vamos às diferenças, já que estas são uma peça importante no jogo. Aqui não há o conceito de níveis, as personagens não ganham pontos de experiência e níveis  como em muitos outros RPGs. No entanto, à medida em que vamos combatendo, as personagens vão ganhando melhorias nos seus atributos de forma algo aleatória, como pontos de vida ou mana, melhorar os pontos de ataque, defesa, agilidade, entre tantos. No que diz respeito às armas e magias, também vamos ganhando experiência à medida em que as vamos usando. Por exemplo, se tivermos equipado uma espada, vams ganhando pontos de experiência em espadas, e vamo-nos tornar mais habilidosos com espadas, os nossos ataques vão causando mais dano à medida em que subimos o nível da arma. Por outro lado se decidirmos equipar um machado ou um arco, já teremos de evoluir a nossa destreza com essas armas também. As magias também seguem uma mecânica semelhante. Podemos comprar magias em várias cidades e equipá-las em qualquer personagem, não havendo aqui o conceito de classes. Mas é com o uso que as mesmas vão sendo melhoradas. Aqui não há Fire, Fira, Firaga mas sim diferentes níveis da mesma magia – Fire.

No que diz respeito aos combates em si, pouca coisa muda face ao primeiro jogo

No que diz respeito ao conteúdo, conforme já referido acima este jogo traz os extras do remake existente na PS1, incluindo cutscenes em CG, uma galeria com artwork e uma banda sonora de qualidade CD Audio. Traz também a história melhorada do remake da Gameboy Advance, incluindo as suas dungeons opcionais intituladas Souls of Rebirth, onde jogamos uma campanha interessante só com personagens que tinham morrido na aventura principal. Para além disso, e tal como no Final Fantasy da PSP, temos ainda mais umas quantas dungeons opcionais que sinceramente desta vez não cheguei a experimentar pois fiz asneira e gravei por cima do save principal onde tinha terminado o jogo. Mas a julgar pelo conteúdo exclusivo trazido no primeiro jogo, deverão ser dungeons que valem a pena.

No que diz respeito aos audiovisuais, este é um óptimo remake, pois mantém os gráficos 2D característicos dos primeiros jogos da série, no entanto os cenários apresentam muito mais cor e detalhe do que qualquer outra versão lançada até à época. As músicas, tal como já referi possuem qualidade CD Audio e mantêm o padrão de qualidade da Square-Enix ou seja, são de géneros diversos, com boa composição e algumas melodias orelhudas e que ficam na memória.

A versão PSP traz uma série de efeitos gráficos que não temos nas outras versões

Portanto, apesar do Final Fantasy II ser um jogo algo diferente dos restantes, pelas mecânicas de jogo introduzidas e que muitas delas não voltaram a ser usadas, não deixou de ser uma óptima experiência e sinceramente esta versão PSP parece-me mesmo ser a melhor até à data para os experimentar.

Publicado em PSP, Sony | Etiquetas | 1 Comentário

Guilty Gear X (Sony Playstation 2)

Continuando pelas rapidinhas vamos num instante ao segundo jogo da saga Guilty Gear, uma série de jogos de luta 2D produzidos pela Arc System Works, conhecidos pela sua jogabilidade alucinante e banda sonora repleta de guitarradas mesmo como eu gosto. Esta sequela já acabou por sair originalmente nas arcades, através do sistema Naomi da Sega. Naturalmente que foi depois convertido para várias consolas, entre as quais esta versão para a PS2 que cá tenho e deu entrada na minha colecção algures em Setembro de 2016 através de uma compra na CeX. Custou-me 2€.

Jogo com caixa, manual e papelada

Tal como jogos como Samurai Shodown ou Last Blade, esta série é também de jogos de luta 2D onde os lutadores usam armas brancas, predominantemente espadas. Mas ao contrário dessas duas séries cujo foco está na cultura Samurai e/ou outras artes marciais orientais, aqui a narrativa leva-nos para um futuro apocalíptico, com cyborgs chamados Gears no centro dos conflitos. Mas também se vai buscar muitas influências às tradições japonesas ou até temáticas do sobrenatural.

As persoagens possuem todas um óptimo design e golpes especiais

A jogabilidade é, à falta de melhor palavra, intensa. Há um grande foco nos combos e counters e, tal como no primeiro jogo vamos tendo uma barra de “tensão” que vai aumentando consoante a nossa performance nas batalhas. Quando a barra chegar a um certo nível, poderemos desbloquear alguns golpes poderosos e, no caso de atingirmos o nível máximo de tensão poderemos desencadear um golpe mortal, que se bem feito, mata o nosso oponente, vencendo assim o combate, não interessando o round em que estivermos. De resto dispomos aqui de vários modos de jogo que dispensam apresentações, tais como o arcade, o versus para 2 jogadores, um modo de treino onde poderemos apurar as mecânicas de jogo e as particularidades de cada lutador e por fim temos também o survival. Este último, tal como o nome indica é um modo de jogo onde a nossa resiliência é posta à prova, onde teremos de enfrentar vários oponentes de forma consecutiva, sem a nossa vida ser regenerada entre rounds.

A jogabilidade é caótica e os gráficos são de um 2D excelente!

No que diz respeito aos audiovisuais este é mais um jogo excelente. As arenas estão repletas de detalhes, assim como as personagens são muito bem desenhadas, possuindo boas animações e um visual muito original. Assim se faz um bonito jogo em 2D! Mas se por um lado os gráficos são muito bons, todo o som, desde as habituais falas em Japonês dos lutadores que não conseguimos entender, passando pela “narração” das batalhas ou pela banda sonora, tudo excelente! Adoro aqueles detalhes de “Heaven and Hell”, “Duel” e “Let’s Rock” ditos por uma voz robotizada antes de cada combate. As músicas, uma vez mais estão mesmo no meu gosto. Metal com grandes guitarradas! Mesmo naquelas músicas mais calmas e com algumas influências mais folk, a guitarra rock acaba por se destacar depois. Só tenho pena que, em comparação com o primeiro jogo, aqui não tenhamos mais diálogos entre as personagens, para percebermos melhor a história e a relação que uns lutadores vão tendo uns com os outros. Aqui temos apenas uma frase dita pelo vencedor no final de cada combate e siga.

Portanto, temos aqui um belo jogo de luta, cujo acabou por ter mais tarde inúmeros follow ups, sendo que alguns deles nunca chegaram a sair cá em solo nacional. A ver se os trago cá num futuro próximo.

Publicado em PS2, Sony | Etiquetas , | Publicar um comentário

Assassin’s Creed Brotherhood (Sony Playstation 3)

A saga Assassin’s Creed era bastante original na altura em que saiu. Conta-nos o conflito secular entre a ordem secreta dos templários que tentava controlar toda a população e por outro lado os Assassinos, que pregavam a liberdade absoluta. Por um lado o jogo decorre nos tempos de hoje, onde controlamos Desmond Miles, que, através da tecnologia Animus, conseguíamos reviver as memórias dos seus ancestores asassinos que estavam alojadas no seu ADN, vivendo as suas experiências em diversas fases da nossa História. Começamos na idade média, no tempo das Cruzadas e com o assassino Altair, já no segundo jogo principal da série revivemos as histórias de Ezio Auditore da Firenze, no período dourado do Renascimento, em pleno século XV e XVI, na Itália.

Jogo com caixa e manual

Este AC Brotherhood continua a história exactamente do ponto onde o jogo anterior nos deixou, e vamos mais uma vez reviver as memórias de Ezio, desta vez com o jogo centrado na cidade de Roma, desde o pequeno distrito do Vaticano, passando para a cidade “moderna” e todas as suas ruínas do Império Romano. Ocasionalmente lá visitaremos outras localidades, como pequenos flashbacks em Florença ou algumas missões secundárias noutras localizações, como o monte Vesúvio. Mas já lá vamos. Sinceramente não me recordo bem onde e quando foi comprado o meu exemplar, creio que foi numa Cash Converters ou CeX, certamente antes de 2016 e não deve ter custado mais de 7€.

Uma das coisas que mais gostei neste jogo (e no anterior também) eram estes momentos trivia sobre algumas personagens e localidades notáveis que visitamos

O jogo herda as mesmas mecânicas do seu antecessor, apresentando um mundo em open world (embora nem todas as áreas do jogo estejam abertas logo no início), onde poderemos fazer várias missões, algumas obrigatórias para progredir na história, outras meramente opcionais mas que também dão jeito quanto mais não seja para ganhar dinheiro ou desbloquear alguns extras. Também tal como os seus predecessores, há aqui um foco numa jogabilidade furtiva, onde teremos de passar despercebidos por entre os guardas, Aliás, muitas das missões obrigam-nos mesmo a não ser detectados de forma alguma. Para isso temos algumas artimanhas como andar misturados nas multidões ou escondidos em fardos de palha, poços ou outros lugares menos suspeitos. Assassinar os guardas por trás (mesmo à traição!) e depois esconder os seus corpos também pode ser uma opção, mas convém que seja num local reservado senão de outra forma a população também entra em pânico e chama à atenção dos restantes guardas.

Lembram-se da cidade de Monteriggioni que tão carinhosamente reconstruiram no jogo anterior? Pois, é reduzida aqui em ruínas.

Se formos apanhados podemos fugir e aí o parkour ganha especial relevância pois teremos de escalar paredes, saltar entre telhados o mais rápido possível para perder os guardas de vista. Caso decidamos combater, o jogo mantém o mesmo tipo de armas que tínhamos antes, desde a lâmina escondida, veneno, pequenas facas que podem ser atiradas, ou armas mais pesadas como grandes espadas ou machados, passando também por armas de fogo algo primitivas. As habilidades base como o contra-ataque ou a possibilidade de desarmar os inimigos também se mantêm aqui. As grandes novidades estão no facto de podermos equipar um pára-quedas (desbloqueado algures a meio do jogo, por intermédio do grande Leonardo DaVinci), a de formar um pequeno esquadrão de assassinos que nos podem ajudar – daí o jogo ter o sobrenome de “Brotherhood”, ou as tarefas de renovação da cidade de Roma.

Tanto exploramos a Roma moderna e renascentista, como as ruínas do seu império

Mais detalhes destes últimos: a cidade de Roma está dividida em pequenas regiões, cada uma com uma torre comandada por um capitão do exército de Borgia. Nós somos encorajados a assassinar esses capitães e posteriormente destruir as suas torres. Quando o fizermos, poderemos abrir uma série de lojas como bancos, ferreiros, comerciantes de arte, médicos ou alfaiates e comprar alguns monumentos históricos, renovando assim a cidade de Roma, e ao mesmo tempo ir ganhando algum dinheiro de 20 em 20 minutos mediante a quantidade de lojas/monumentos que renovamos. Para além disso, a certa altura do jogo ganhamos a habilidade de recrutar candidatos a assassinos. Basicamente por cada torre de Borgia que destruimos, poderemos recrutar mais um candidato. Depois podemos mandá-los em missões para que ganhem experiência (e dinheiro para nós), para que subam de nível e fiquem mais fortes. Os assassinos que estejam em standby podem-nos ajudar sempre que desejarmos. Ao pressionar o botão L2, lá aparece um ou outro assassino que esteja livre e começa a combater com os guardas que estejam à nossa volta, criando manobras de diversão perfeitas para quando temos alguma missão em que tenhamos de passar despercebidos. Por outro lado, quanto mais fortes forem os nossos assassinos, melhor se safam no combate. E para além disso, se tivermos 6 assassinos em standby, podemos também usar a habilidade Arrow Storm que, como o nome indica, é uma chuva de flechas que atinge todos os inimigos visíveis no ecrã.

Os assassinos que recrutamos podem ser evoluídos à medida em que os mandamos fazer algumas missões pela Europa fora, Lisboa incluida.

Para além disso temos outras facções com as quais colaboramos como os ladrões de La Volpe, os mercenários de Bartolomeo ou as “acompanhantes de luxo”, que podem ser contratados também para distrairem os guardas, para além de nos presentearem com um número considerável de missões opcionais e outros desafios. Portanto este Assassin’s Creed possui imenso conteúdo para quem não se quiser restringir apenas à história principal e nem sequer referi os DLCs que não cheguei a jogar (só mais tarde é que me apercebi que supostamente o DLC Copernicus Conspiracy é gratuito). Temos ainda uma vertente multiplayer que sinceramente também não experimentei, pelo que não me vou alongar.

Saltos suicidas? Yep, continuamos a fazer disso.

Na parte técnica, este jogo usa o mesmo motor gráfico do seu predecessor, pelo que podem contar com o mesmo detalhe gráfico. No entanto, se no Assassin’s Creed II poderiamos viajar livremente entre diferentes cidades, aqui o jogo passa-se principalmente em Roma, possuindo um mapa bem maior. Acredito que isso se traduza em mais carga para processamento, pois desta vez vi várias quebras de framerate bem notórias e por muitas vezes. Ainda assim, para quem jogou o Assassin’s Creed II, já dá para ter uma ideia com o que contar. A cidade de Roma está bem ilustrada e é muito interessante ver o contraste entre uma cidade no centro do Renascimento, com as ruínas de um antigo e imponente império. Mais uma vez nada a apontar ao voice acting que é bem competente e a banda sonora que é dinâmica, alternando entre melodias bem atmosféricas e outras mais tensas ou épicas quando a acção aperta mais.

Portanto, este é mais um jogo sólido na franchise Assassin’s Creed. Neste ponto (ainda não joguei os seguintes), consigo perceber o porquê da Ubisoft ter entrado numa onda de lançar um AC novo a cada ano. Até à altura têm sido jogos bem executados e com uma boa evolução na história e na jogabilidade. A ver em breve como se safou o AC Revelations, que fecha a trilogia de Ezio.

Publicado em PS3, Sony | Etiquetas | Publicar um comentário

Lucky Luke: Desperado Train (Nintendo Gameboy Color)

Sempre gostei bastante de banda desenhada europeia, desde criança. E naturalmente, videojogos baseados nessas mesmas banda desenhadas também me interessavam. Tirando o caso do Astérix, cuja licença chegou a passar por várias empresas desde a francesa Infogrames, até às nipónicas Sega e Konami, os outros jogos de heróis como Tintin, Smurfs ou Spirou ficaram a cargo da Infogrames. E durante os anos 90, a meu ver a Infogrames sempre fez um bom trabalho com essas licenças, resultando normalmente em jogos de plataforma de qualidade. Infelizmente com o virar do milénio as coisas deixaram de ser tão lineares assim. O meu exemplar deste Lucky Luke Desperado Train veio da feira da Vandoma algures há 2 meses atrás, custou-me 2€.

Apenas cartucho

Este jogo, protagonizado pelo pistoleiro mais rápido do Oeste, mais rápido que a sua própria sombra, coloca-o no encalço uma vez mais dos irmãos Dalton que estão novamente a tramar das suas. Na verdade os Dalton tomaram um comboio de assalto mas antes que os travemos, teremos de atravessar uma série de níveis ao longo do país norte-americano. Na maior parte dos casos, este é um simples jogo de plataformas, com Luke a poder saltar e disparar o seu famoso revólver contra bandidos e outros animais mais ou menos selvagens que se atravessam no nosso caminho. Ocasionalmente também podemos usar barras de dinamite para rebentar paredes e descobrir passagens secretas. Por vezes podemos também jogar partes de um determinado nível com o cavalo do Luke, ou mesmo com Ratantan, o seu fiel cão. Aí não há mesmo nada que saber, só correr e saltar.

Se quisermos poderemos rejogar algum nível anterior através do mapa do jogo.

Entre cada nível de plataformas poderemos ter vários mini-jogos diferentes, desde galerias de tiro onde temos de disparar contra os Daltons ou outras pessoas, até um daqueles jogos de ritmo tipo Dance Dance Revolution, onde temos de pressionar numa série de botões no momento certo, ao mesmo tempo que estão umas bailarinas a dançar can-can num saloon. Ou uma corrida de barcos tipo micro machines? Ou um minijogo para mandar telegramas! Confesso que aí a Infogrames até se esmerou em apresentar um jogo variado, mas nos níveis de plataformas propriamente ditos acho que poderiam ter-se esmerado mais. Isto porque o jogo é lento, os inimigos não têm nenhum carisma, e sinceramente os níveis parecem-me completamente desconexos entre si.

Graficamente acho que o jogo poderia ser um pouco melhor. É certo que estamos a falar de uma Gameboy Color com todas as suas limitações, mas acho que as sprites poderiam ser mais bem detalhadas e os níveis em si bem mais coloridos. As músicas são agradáveis, mas nada que seja propriamente memorável.

Acho que o jogo poderia ter cores mais garridas.

Portanto, no fim de contas, este é um daqueles jogos que só posso mesmo recomendar aos fãs de Lucky Luke. Apesar da sua variedade em minijogos ser bastante interessante, o jogo como um todo poderia ser um pouco mais trabalhado.

Publicado em Gameboy Color, Nintendo | Etiquetas | 2 Comentários

Beach Spikers (Nintendo Gamecube)

Continuando pelas rapidinhas e por jogos desportivos com o selo da Sega, Beach Spikers é mais um jogo com as suas origens nas arcades, tendo sido convertido unicamente para a Nintendo Gamecube. Acredito que, se a Dreamcast não tivesse tido uma morte prematura, talvez tivéssemos tido uma conversão para a última consola da Sega, visto este ser mais um jogo desenvolvido originalmente no sistema NAOMI. O meu exemplar foi comprado através de um particular e veio originalmente da CeX de Sintra, onde custou cerca de 3/4€ se bem me recordo.

Jogo com caixa, manual e papelada

Este é um jogo de voleibol de praia feminino de equipas de duas contra duas. E antes que s defensores dos bons costumes entrem em acção, é verdade que as jovens estão de bikini, mas este não é um jogo tão sexualizado quanto os Dead or Alive Xtreme Beach Volleyball, onde elas possuem bikinis super reduzidos e outros atributos corporais que não costumam ser muito comuns em atletas “a sério”.

A jogabilidade é óptima, excepto na parte da câmara que por vezes deixa-nos de fora do angulo de visão

De resto, tal como em muitas outras conversões arcade da Sega, o modo Arcade está aqui representado. Neste escolhemos uma de várias equipas disponíveis e vamos jogando diferentes partidas reduzidas onde não temos de marcar os 15 pontos para vencer, mas sim um número menor. É aqui que também temos a vertente tradicional do multiplayer que pode ser jogado com até 4 jogadores. Depois temos o World Tour Mode, onde já teremos muito mais para fazer. A jogabilidade em si é muito simples, com um botão para “passar” e outro para “rematar” a bola para o campo adversário. A intensidade dos nossos toques na bola aumenta consoante o tempo que deixamos o botão pressionado. Uma das coisas que não gostei muito é a câmara, pois esta é dinâmica demais. Mediante para onde vai a bola, a câmara vai rodando a perspectiva do camp, o que acaba por atrapalhar um pouco pois por vezes deixamos de ver a atleta que estamos a controlar.

Tal como um RPG se tratasse se escolhermos o modo de jogo World Tour podemos criar as nossas atletas

Mas para além do modo arcade, temos aqui também o World Tour, onde a Sega decidiu e bem incluir muito mais conteúdo. Inicialmente escolhemos a nossa equipa, a nossa atleta e a sua companheira de jogo, que por defeito é sempre controlada pelo CPU. Depois lá vamos jogando em diversos torneios ao longo do mundo, onde o objectivo é chegar o mais longe possível no torneio, para que no final da temporada a nossa equipa seja a que possui mais pontos. Inicialmente vamos ter muitas dificuldades pois a nossa colega de equipa é muito fraquinha, mas à medida em que vamos participando em partidas, poderemos melhorar os seus atributos, quase como um RPG se tratasse. Geralmente, na segunda temporada já temos um NPC bem aprimorado e que potencialmente joga ainda melhor que nós, o que nos dá mais chances de sucesso.

No que diz respeito aos audiovisuais, este é um jogo bem consistente. Por um lado a nível gráfico temos arenas de jogo muito bem detalhadas, embora às vezes até com um excesso de product placement nas publicidade. Por sua vez, as atletas também estão muito bem detalhadas e com boas animações. A música é que me desiludiu um pouco. Estou habituado àquelas jogos arcade da Sega do final dos anos 90 inícios de 2000, onde as bandas sonoras estão repletas de músicas rock e guitarradas orelhudas. Bom, elas aqui também existem, mas não me agradaram tanto desta vez.

E à medida que vamos jogando partidas ganhamos pontos de experiência que podem ser usados para melhorar os atributos da nossa colega de equipa, controlada pelo CPU

Concluindo, este jogo, tirando o problema da cãmara que me irrita um pouco por vezes, acaba por ser tanto um bom jogo arcade, como um bom jogo de voleibol de praia, principalmente pelo seu modo “campeonato”, onde poderemos inclusivamente desbloquear uma série de extras como diferentes penteados e trajes para as atletas.

Publicado em GameCube, Nintendo, SEGA | Etiquetas | Publicar um comentário