Daffy Duck in Hollywood (Sega Mega Drive)

Já cá trouxe uma das versões 8bit do Daffy Duck in Hollywood, nomeadamente a versão Game Gear, mas essa versão não lhe faz justiça, pois é uma conversão modesta desta versão Mega Drive. Aqui temos um jogo de plataformas visualmente muito mais agradável e com melhor jogabilidade, apesar de os conceitos serem idênticos aos que já referi no artigo anterior. Por isso esta será mais uma rapidinha! O meu exemplar foi comprado algures em Julho/Agosto, através de um grande bundle de jogos e consolas que comprei a meias com um amigo.

Jogo com caixa

a história é simples: Yosemite Sam (o pistoleiro dos Looney Tunes) pede ao Daffy Duck que resgate os seus prémios cinematográficos, que foram roubados por um vilão qualquer e estão em Hollywood, espalhados ao longo dos estúdios dos filmes em que Daffy Duck participou. Será então uma espécie de Mickey Mania, onde fazem uma homenagem à personagem da Warner Bros e reviver alguns dos seus cartoons clássicos.

A pistola de bolhãs de sabão, essa arma letal

A jogabilidade é interessante. Em cada nível Daffy Duck terá de explorar os mesmos até à exaustão, não só para descobrir passagens secretas que nos podem levar a power ups interessantes, como às tais estátuas de ouro e bombas de dinamite que temos de procurar e desarmar. Na verdade cada nível está dividido em vários segmentos temporizados de 99 segundos cada, onde só conseguimos avançar para a zona seguinte após termos encontrado todas as barras de dinamite. Daffy está também munido de uma arma de bolas de sabão ou de outra gosma letal e ao longo do jogo vamos poder encontrar vários itens que não só nos podem fortalecer a arma, como contribuir para vidas extra, regeneradores da barra de energia ou mesmo garantir invencibilidade temporária. Por vezes a maneira como Daffy se movimenta e ataca pode ser diferente. Por exemplo, há um conjunto de níveis passado no oriente onde Daffy já salta como um ninja e a sua arma é substituída por shurikens.

Ocasionalmente lá temos alguns bosses para defrontar também. E estes também têm estátuas de outo escondidas!

A nível audiovisual, bom, por curiosidade fui ver o que as revistas clássicas acharam do jogo e uma das coisas que eles referem é precisamente os gráficos aborrecidos desta versão Mega Drive. Sinceramente não poderia estar mais em desacordo. Os gráficos são muito bem detalhados, com sprites grandinhas, bem animadas e cheias de detalhe. É certo que não tem o nível de atenção ao detalhe de um Earthworm Jim, mas está longe de ser um jogo aborrecido visualmente. As músicas também as achei bastante agradáveis, muitas delas começam calmamente, de forma lenta e algo silenciosa, para depois evoluirem para temas bem catchy.

Portanto, para mim este é mais um bom jogo de plataformas na Mega Drive e que aparentemente é um exclusivo europeu, por algum motivo. Tal como já referi, existem outras versões 8bit que são uma conversão directa desta versão, mantendo a mesma estrutura de mecânicas de jogo e níveis similares, mas com resultados muito mais modestos.

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Dragon: The Bruce Lee Story (Sega Master System)

Para além da versão 16bit deste Bruce Lee Story que por acaso já cá trouxe, na sua encarnação para a Mega Drive, a Virgin produziu também versões 8bit do mesmo, que sairam para a Master System e Game Gear. Mas se por um lado a versão mais robusta é um jogo de luta com uma mecânicas de jogo algo estranhas e repletas de particularidades, esta versão 8bit possui mecânicas completamente diferentes, sendo uma mistura entre plataformas e beat ‘em up. Mas já lá vamos. O meu exemplar foi comprado algures no passado mês de Outubro, tendo vindo de um bundle considerável de jogos e consolas que comprei a meias com um amigo.

Jogo com caixa e manuais

O jogo leva-nos uma vez mais por uma viagem na vida de Bruce Lee, tal como o filme. Vamos atravessar vários dos cenários que vimos no jogo da Mega Drive, mas naturalmente com menos detalhe. Ña sua essência este é um jogo de plataformas onde o botão 1 serve para saltar e o 2 para atacar, e usando-os em conjunto com o D-pad podemos saltar mais alto ou descer de plataformas, bem como usar diferentes socos e pontapés. Pressionando os 2 botões faciais em simultâneo permite-nos fazer um flying kick. Mas para além do platforming, temos a parte da pancada, que como podem ver, podemos desferir diversos golpes diferentes aos inimigos que nos aparecem à frente. Mas para além disso temos outras particularidades típicas de beat ‘em ups, como a necessidade ocasional de derrotar todos os inimigos no ecrã para poder avançar.

Esta versão 8bit mistura o conceito de platforming e beat ‘em up, mas infelizmente não o faz muito bem

Ao longo do jogo teremos diversas plataformas para saltar, obstáculos para ultrapassar (como as serras giratórias no segundo nível) e inimigos para combater, incluindo um boss no final de cada nível. Ao longo do jogo vamos encontrando vários itens para coleccionar (na verdade temos de os atingir para ficar com eles, não basta tocar-lhes), muitos destes apenas servem para nos aumentar a pontuação, enquanto outros nos podem restaurar parcialmente ou totalmente a barra de vida, dar vidas extra, ou um outro que nos aumenta temporariamente o dano que podemos inflingir nos adversários. Para além disso, ocasionalmente podemos encontrar alguns objectos especiais que, uma vez atingidos, deslizam pela superfície, derrotando todos os oponentes que se atravessarem no seu caminho. É o que acontece nos barris de óleo do primeiro e terceiro nível, ou os blocos de gelo do segundo.

Graficamente é um jogo colorido e com algum detalhe nos níveis, mas acho que as personagens poderiam ser melhor trabalhadas

A nível audiovisual sinceramente acho que este jogo poderia ser melhor. As sprites são muito pequenas, com poucos detalhes e animações e, apesar do jogo até ser colorido quanto baste, sinceramente acho que o design dos níveis e a sua arte poderia ter sido melhor aproveitada. No que diz respeito ao audio, bom, aqui também temos um jogo que nos deixa algo a desejar, pois os efeitos de som não são nada de especial e as músicas… bom, temos uma música no ecrã título – que não é nada má – e outra se conseguirmos chegar ao fim. Ao longo do jogo propriamente dito não temos qualquer música, algo que não se entende e só dá a sensação de estarmos a jogar algo inacabado.

Portanto, estaa versão 8bit do Dragon: A Bruce Lee Story acaba uma vez mais por ser um jogo algo mediano. Por um lado acho que a Virgin fez bem em decidir fazer um jogo completamente diferente nas consolas 8bit, por outro, a sua implementação acaba por não ser a melhor, uma vez mais. É um jogo bem mais jogável que a versão 16bit, é certo, mas a sua apresentação deixa muito a desejar.

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ATP Tour (Sega Mega Drive)

Continuando pelas rapidinhas, ficamos agora com mais um jogo de desporto na Mega Drive. Este ATP Tour é nada mais nada menos que o sucessor da série Wimbledon, herdando muitas particularidades da versão Mega Drive que cá trouxe recentemente. E o meu exemplar foi comprado algures num bundle de vários jogos de Mega Drive que comprei algures em Setembro numa feira de velharias. Custou-me algo em volta dos 3€ se bem me recordo.

Jogo com completo com caixa e manuais

Aqui temos vários modos de jogo desde partidas amigáveis que podem ser de 1 contra 1 como de 2 contra dois, onde neste caso podem ser até jogadas em multiplayer de 1 até 4 jogadores em simultâneo. Para além disto temos diversos torneios, desde um torneio “simples”, um outro “sénior” onde supostamente só entram grandes tenistas do passado e por fim temos o ATP Tour, um modo temporada onde poderemos participar numa série de torneios de ténis ao longo do mundo. Visto que cada partida de ténis é composta por um número (configurável) de sets, cada torneio tem o potencial de demorar imenso. Aqui, tal como no Wimbledon, temos a possibilidade de escolher um tenista anónimo e, tal como um RPG, teremos 10 pontos para distribuir como bem entendermos em diversos atributos. À medida que vamos progredindo no jogo e vencendo torneios, o nosso jogador vai melhorando os seus atributos. De resto a jogabilidade é algo similar à do Wimbledon, com os 3 botões faciais a servirem para executar diferentes tipos de raquetadas.

Visualmente não anda muito longe do Wimbledon

A nível audiovisual, bom infelizmente o jogo não evoluiu muito graficamente desde o Wimbledon. As arenas possuem pouco detalhe (se bem que desta vez o público parece mais animado), assim como os tenistas e restantes NPCs como o árbitro e apanha bolas. Mas só pelo facto de termos apanha-bolas a interagir no jogo já é um pormenor interessante! A nível de som, nada de especial a apontar nas poucas músicas existentes, já os efeitos sonoros, bom, aqui temos muitas mais vozes digitalizadas que no Wimbledon. Para além de anunciarem os pontos, faltas e afins, desta vez também anunciam o nome dos tenistas. Há portanto uma amostragem muito maior de samples de voz, mas infelizmente a qualidade das mesmas é inferior. Não se pode ter tudo, parece-me.

Uma das coisas interessantes deste ATP Tour é a quantidade de retratos de tenistas, se bem que eu apenas tenha reconhecido o Pete Sampras

Portanto este ATP Tour até que me parece um jogo de ténis bastante sólido para uma consola 16bit. É certo que existem outros jogos da mesma era visualmente muito mais interessantes, mas a nível de conteúdo, confesso que este jogo me surpreendeu bastante.

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Double Dragon II (Nintendo Gameboy)

Voltando às rapidinhas e aos beat ‘em ups, ficamos agora com a versão Gameboy do Double Dragon II, essa série clássica da Technos Japan que serviu de grande inspiração a clássicos como Final Fight ou Streets of Rage durante os anos 90. E enquanto a Game Boy também tenha recebido uma conversão do primeiro Double Dragon, se bem que bastante modificado face ao original, este Double Dragon II da Game Boy apenas é conhecido por esse nome no ocidente. No Japão chama-se algo como “Nekketsu Kōha Kunio-kun: Bangai Rantō Hen”, e como tem Kunio-Kun no nome, na verdade este jogo acaba por ser uma sequela do Renegade, mas no Ocidente lá decidiram mascarar isto de Double Dragon visto ser uma série mais famosa por cá. O meu exemplar foi comprado numa feira de velharias algures no mês passado de Outubro por 3€.

Apenas cartucho

Neste jogo podemos controlar a dupla de Billy e Jimmy, ambos pertencentes ao gang dos Scorpions e que foram injustamente acusados pelo gang de terem assassinado um outro membro. Lá teremos então de distribuir pancada a torto e a direito para limpar o nosso nome e chegar ao verdadeiro culpado do crime! Aparentemente esta versão também suporta multiplayer com recurso ao cabo de ligação entre 2 Gameboy, mas nunca cheguei a experimentar.

O uppercut é um dos golpes mais poderosos que podemos aplicar

De resto a nível de jogabilidade estamos perante umas mecânicas de jogo relativamente simples, com os botões A e B da Gameboy a servirem para distribuir socos e pontapés. Pressionando ambos em simultâneo faz com que a nossa personagem se agache, podendo depois desferir um uppercut. Existem outros golpes e combinações que podemos também executar, como agarrar nos inimigos, mandá-los ao chão e desferir uma série de socos em sequência. Mas infelizmente as mecânicas de detecção de colisões deixam muito a desejar, pois por vezes os inimigos estão mesmo à nossa frente e não lhes acertamos… mas era capaz de jurar que o contrário pode acontecer! Isto obriga-nos então a ter uma jogabilidade muito cautelosa e estar em constante movimento. As limitações da Gameboy também fazem com que só combatemos 2 inimigos de cada vez no máximo, o que neste caso acaba por ajudar.

Lutas em pleno comboio?? Sim, isto já aconteceu no Renegade.

A nível audiovisual sinceramente até nem desgostei. Os níveis e personagens estão bem detalhados, embora no início não haja uma grande variedade de cenários, pois consistem em lutar nas ruas, descer para a estação de metro, lutar no cais de embarque, lutar no metro, lutar no cais de destino e repetir na próxima rua. O último nível já é um prédio que temos de subir vários elevadores e lutar contra muitos inimigos nos vários andares, incluindo todos os bosses que defrontamos nos níveis anteriores. As músicas são também bastante agradáveis.

Em suma, este Double Dragon II para a Game Boy acaba por ser um beat ‘em up  convincente tendo em conta as limitações da Gameboy, perdendo a meu ver na parte da detecção de colisões, o que num jogo deste género acaba por ser algo bem importante.

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X-Men: Children of the Atom (Sega Saturn)

Nos anos 90, e após o lançamento de Street Fighter II que revolucionou todo o panorama dos videojogos nas arcades, mas também em casa, a Capcom não se cansou de lançar updates e sequelas de Street Fighter, bem como novas séries de jogos de luta como foi o caso de Darkstalkers. X-Men Children of the Atom é também um jogo muito importante na medida em que não só conseguiram assegurar o licenciamento para um videojogo de luta de uma das franchises mais populares da Marvel, como o sucesso do jogo serviu para abrir portas a mais videojogos de luta da Marvel e imensos crossovers que lhe seguiram. A Sega Saturn foi uma das contempladas com uma versão caseira deste jogo, sendo que a minha cópia foi comprada algures em Setembro deste ano, na loja Mr. Zombie, por 22€.

Jogo com caixa e manual

Neste jogo podemos optar por jogar com 6 dos X-Men, como Cyclops, Psylocke, Wolverine ou Storm, bem como 4 vilões, como o caso de Silver Samurai, uma Sentinela ou a Spiral. Tanto um grupo como o outro acaba por defrontar o Juggernaut e Magneto nos dois últimos combates, tantando travar mais um dos seus planos. Akuma, do universo de Street Fighter é uma personagem secreta que pode ser desbloqueável.

O casting de personagens é ainda reduzido

Tal como Super Street Fighter II ou Darkstalkers, este Children of the Atom é um jogo de luta mais frenético, com grande ênfase nos combos e golpes especiais, que podem ser desbloqueados à medida que vamos enchendo a barra dos specials, aqui apelidada de X-Power, onde cada personagem possui diferentes habilidades e poderes mutantes, como os raios vermelhos de Cyclops, a habilidade de voar da Storm, ou mesmo a possibilidade de auto regeneração do Wolverine. As arenas em si são agora muito mais verticais, pois cada mutante salta bastante alto e algumas arenas possuem diferentes níveis inclusivamente. A nível de controlos as coisas são simples, com os 6 botões faciais do comando da Saturn a servirem para socos e/ou pontapés fracos, médios e fortes, os botões de cabeceira a servir para saltar a grandes alturas ou correr, e o d-pad a servir também para fazer throws ou defender dos golpes inimigos. Depois claro que cada personagem possui diferentes golpes especiais e combos que convém que aprendamos!

Personagens grandes, boas animações, cenários muito bem detalhados. A CPS2 era mesmo uma maravilha!

A nível de modos de jogo, para além do arcade temos como seria de esperar um versus para dois jogadores. Para além desses dois modos de jogo temos ainda um Survival, onde teremos de enfrentar uma série de oponentes de forma aleatória, até perdermos um combate e com a nossa vida a regenerar apenas um pouco entre combates. Temos também o Group Battle, mais uma vertente multiplayer que nos permite formar equipas e combater entre as mesmas.

A nível audiovisual é um jogo bastante competente. Os lutadores estão muito bem detalhados e animados, algo que se vai mantendo habitual nos fighters baseados no sistema CPS2 que lhe seguem. As arenas são grandes e muito bem detalhadas também, como a Danger Room que vai mudando a sua temática, uma fábrica de sentinelas, a nave espacial de Magneto, entre outros. É por estas razões que sempre gostei destes fighters 2D, pelos seus visuais excelentes e arenas bem detalhadas! As músicas são também bastante agradáveis, tendo geralmente uma toada mais rock que pessoalmente me agrada mais. De resto aparentemente esta versão Saturn corta uns quantos frames de animações devido à pouca memória disponível no sistema, algo que foi posteriormente corrigido noutros fighters que possuem expansões de memória. Sinceramente não me incomoda assim tanto, acho esta uma boa conversão também, sem dúvida melhor que a da Playstation que inclusivamente foi lançada mais tarde.

Confesso que não conhecia estes vilões, nem a Spiral!

Portanto estamos perante um óptimo fighter 2D, o primeiro que abriu as portas à Capcom para todas as sequelas e crossovers que foi lançando nos anos que lhe seguiram. A ver como ficou o Marvel Super Heroes em breve!

 

 

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Hard Drivin’ (Sega Mega Drive)

Quando comecei a conhecer melhor o catálogo da Mega Drive através de emulação, algures no final dos anos 90, este Hard Drivin’ sempre foi daqueles que me deixava confuso, pois para além de não entender o conceito do jogo e a sua jogabilidade, também achava que tinha gráficos horríveis. Bom, hoje em dia sei que temos de olhar para este Hard Drivin com uns óculos de 1989, onde o jogo se apresentou nas arcades como um dos primeiros jogos de corridas inteiramente poligonais e, ao contrário de muitos racers no mercado, este apresentava-se como possuindo uma jogabilidade muito mais realista, mais próximo de um simulador. O meu exemplar foi comprado na loja Play ‘n Play algures no mês de Outubro, creio que por 12€.

Jogo com caixa e manual

Na verdade o conceito deste Hard Drivin’ é muito simples. Temos um único circuito por onde competir, que a certa altura se diverge entre a speed track, e stunt track, esta já repleta de obstáculos como saltos, curvas inclinadas ou mesmo um loop que temos de atravessar. Apesar de este ser um suposto simulador, pois as curvas não são fáceis de fazer se estivermos a acelerar como desalmados e facilmente podemos ter acidentes, não deixa também de ser um jogo arcade, na medida em que temos tempo limite para completar o circuito, cujo vai sendo incrementado à medida que vamos passando por checkpoints. Se conseguirmos manter uma boa performance, eventualmente somos desafiados para competir directamente contra um carro controlado pelo CPU.

Este vidro vai rachar mais vezes do que as que conseguem contar

Mas a jogabilidade não é a mais intuitiva, pois a aceleração e travagem não é são lá muito precisas baixo framerate do jogo também não ajuda. Por exemplo, na primeira vez que vão fazer o salto, se acelerarem demais, o carro destrói-se quando aterra, Para além disso, temos trânsito, carros a conduzir em sentido contrário que também nos causam dificuldades e caso colidirmos, ficamos com o carro destruído e o jogo coloca-nos de volta na pista, mas geralmente mais atrás, junto do último checkpoint que tenhamos atravessado, o que nos pode dificultar também a vida ao restar pouco tempo disponível. Por isso é importante que no início joguemos muito o modo Practice, precisamente para ter uma boa percepção da pista e de como atravessar os seus obstáculos. E mesmo quando estivermos mais habituados, há sempre o risco de colidir com um carro aleatório, nem sempre temos tempo de reagir oportunamente.

Se sairmos fora da pista, temos 10 segundos para regressar, caso contrário somos penalizados

Graficamente, bom, o original arcade era um jogo impressionante para a sua época visto ser um dos primeiros racers completamente poligonais, ainda que com muitos poucos polígonos em simultâneo no ecrã. É verdade que não envelheceu nada bem, mas em 1989 devia ser impressionante vê-lo nas arcades. A versão Mega Drive possui gráficos poligonais sem qualquer recurso a hardware adicional para isso, mas naturalmente que os gráficos são ainda mais modestos que o original e o framerate muito mais lento. Envelheceu ainda pior portanto, mas para a época, existem conversões muito piores. No som as coisas poderiam ser diferentes, mas infelizmente as músicas são practicamente inexistentes e as poucas que há não são propriamente vulneráveis. Os efeitos sonoros também deixam algo a desejar.

Um detalhe interessante são os instant replays que somos presenteados sempre que fazemos asneira

Portanto este Hard Drivin é um jogo que não envelheceu nada bem. Por um lado a jogabilidade não é grande coisa, mas quero acreditar que o original arcade fosse muito melhor nesse aspecto. Por outro, o seu grafismo em 3D poligonal primitivo, por muito impressionante que fosse em 1989, um bocadinho menos em 90/91 na Mega Drive,  também envelheceu bastante mal, pelo que este Hard Drivin’ hoje em dia acabe por ser mais uma curiosidade do que propriamente um jogo divertido.

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Renegade (Sega Master System)

Renegade foi talvez o primeiro beat ‘em up em pseudo 3D, que nos permitia mover livremente pelo ecrã enquanto defrontamos várias ondas de bandidos. Acaba então por ser um importante percusor de Double Dragon (também desenvolvido originalmente pela Technos Japan), Final Fight e Streets of Rage. Esta versão Master System já foi lançada algo tardiamente na consola, 6 anos após o lançamento original, em 1993. Aparentemente a conversão ficou a cargo da Natsume, que por sua vez já tinha feito um bom trabalho com a versão Master System do Sagaia, pelo que fiquei entusiasmado com esta conversão. O meu exemplar foi comprado no mês passado de Outubro, onde comprei a meias com um amigo meu um lote considerável de jogos e consolas lá para os lados de Lisboa.

Jogo com caixa e manual

Em Renegade a história segue a mesma trama cliché de muitos outros videojogos: Um gang de bandidos raptou a nossa namorada e temos de a resgatar, distribuindo muita lenha pelo caminho. Na verdade, no lançamento original japonês a história (e todo o aspecto do jogo, desde as personagens e cenários que atravessamos) são algo diferentes, com o protagonista a ser um estudante da escola secundária e os gráficos possuem um design mais japonês e condizente dessa realidade. Este Renegade é então o primeiro jogo da série de Kunio-Kun, que nos trouxe vários beat ‘em ups como River City Ramson ou mesmo jogos desportivos como os Super Dodgeball, ou Nintendo World Cup. Muitos desses jogos ficaram-se apenas no Japão e os poucos que sairam no ocidente eram adulterados para um público mais ocidental.

Até me habituar minimamente aos controlos, vi muitas vezes este ecrã

A nível de jogabilidade sinceramente sempre achei que este jogo possui controlos demasiado estranhos. Quando estamos voltados para a esquerda, um botão dá socos em frente e o outro pontapés para trás. Se mudarmos de direcção e voltar para a direita, os botões mudam, com o primeiro agora a dar pontapés para trás e o outro socos em frente. Como se isto já não fosse confuso o suficiente, por muito que nos movimentemos pelo ecrã, Kunio faz “lock” ao inimigo mais próximo, mantendo-se voltado para ele independentemente da direcção em que nos desloquemos. Depois temos algumas combinações de botões para saltar, correr e afins. Bom, sinceramente isto para mim é desnecessariamente complicado. Se por um lado Renegade foi um pioneiro do género, tanto nas arcades como mesmo na Famicom/NES, em 1993 a Natsume poderia e deveria ter adoptado um esquema de controlo mais tradicional. Afinal já tinhamos no mercado jogos como Final Fight ou Streets of Rage II.

No final de cada nível temos sempre um novo boss para derrotar

A nível audiovisual, tal como referi acima o jogo é algo diferente consoante jogamos a versão ocidental ou japonesa, o que no caso da Master System não existe. A Technos achou boa ideia remodelar o jogo um pouco à imagem do filme The Warriors, visto que a temática também envolvia gangs e lutas de rua, e isso é bem notório principalmente logo no primeiro nível onde começamos numa estação de metro que parece muito ocidental. Os níveis seguintes vão sendo variados, no segundo nível até temos uma parte em que conduzimos uma moto e temos de atacar os oponentes, também em motas, até que estes caiam. O terceiro nível coloca-nos a combater um gang inteiramente feminino e o último nível, bom esse é mais chato pois vamos tendo salas onde defrontamos todos os inimigos anteriores, incluindo os bosses, e um labirinto de portas para explorar. Optar pela porta errada pode-nos deixar num loop ou mesmo mandar de volta para o nível anterior. De resto, os gráficos até que são bastante coloridos e bem detalhados, esta versão acaba por ser bem mais bonita que a conversão da NES. As músicas também são agradáveis, mas aí acabo por preferir o chiptune da NES.

Portanto este Renegade acaba por ser um port bastante interessante do original arcade, apesar de ser tardio. E precisamente por ser uma conversão tardia, os seus controlos confusos e desnecessariamente complicados é algo que não se entende. Uma coisa é a Technos ter sido pioneira dentro do género e introduzido um esquema de controlo que acharam na altura ser o melhor. Outra coisa é ser 1993 e ainda ter de jogar um beat ‘em up assim.

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