Alien Storm (Sega Mega Drive)

No final da década de 80 a Sega possuía imensos jogos de acção que se tornaram clássicos nas arcades. Jogos como Shinobi, Shadow Dancer, E-Swat, Golden Axe são apenas alguns exemplos desses jogos e que acabaram por sair também na consolas da empresa nipónica. Alien Storm é uma espécie de Golden Axe que decorre nos dias de hoje, onde uma série de aliens invadiram o planeta terra e nós encarnamos numa pequena força de mercenários para combater os invasores. O meu exemplar foi comprado no mês passado de Abril a um particular por 25€.

Jogo completo com caixa e manual

Tal como Golden Axe e Streets of Rage, temos 3 personagens que podemos escolher inicialmente: Gordon, Karla e o robot Slammer, sendo que cada um deles possui uma arma diferente. Gordon tem uma arma eléctrica e uma bazooka, Karla usa um lança chamas e o Slammer usa uma espécie de chicote de energia. Energia é o que cada arma usa, sendo que temos também um número limitado de ataques melee que podemos também usar, especialmente quando corremos de um lado para o outro. Infelizmente não há é muitos combos e algumas armas são um pouco difíceis de acertar nos inimigos, pelo que, especialmente nos níveis mais avançados, temos de nos manter sempre em movimento para evitar males maiores com os inimigos que já são mais resilientes e rapidamente nos tentam cercar. Para além disso, cada personagem possui um ataque especial capaz de fazer muito dano (como no Streets of Rage, é invocado ao pressionar o botão A), mas esses usam muito mais energia. Energia essa que, tal como a nossa barra de vida, são regeneradas ao apanhar power ups para esse efeito.

Por vezes temos alguns bosses para enfrentar

Cada nível possui um segmento de beat ‘em up, onde vamos percorrendo ruas e batalhando inimigos, culminando sempre numa de 3 coisas diferentes: ou enfrentamos um boss, ou exploramos uma sala numa perspectiva de primeira pessoa, com o jogo a assumir mecânicas de jogo algo semelhantes a outros light gun shooters da época como o Operation Wolf. É nestes segmentos de primeira pessoa onde a maior parte dos power ups que nos regeneraram a vida ou energia das armas podem ser apanhados, pelo que para além de enfrentar os aliens, também somos encorajados a destruir todos os cenários à nossa volta. Para além disto também podemos ter outros segmentos de jogo diferentes, os das perseguições. Aqui a nossa personagem corre a toda a velocidade pelas ruas da cidade enfrentando aliens pelo caminho e evitando alguns obstáculos. É quase como um shmup se tratasse!

As cenas na primeira pessoa são bastante agradáveis e distintas entre si

Estas diferentes mecânicas de jogo são benvindas, pois o número limitado de golpes que podemos desencadear, bem como o número reduzido de diferentes aliens que enfrentamos acabam por tornar o jogo um pouco aborrecido na sua reduzida variedade. De resto, para além deste modo arcade, que pode também ser jogado com um amigo, temos um modo versus para multiplayer competitivo e um “The Duel”, tal como em Golden Axe. Este é basicamente um modo survival, onde vamos enfrentando ondas de inimigos cada vez mais fortes, sobrevivendo com uma única vida.

Por vezes também temos alguns segmentos onde corremos muito rapidamente, com o jogo a assemelhar-se a um shmup

No que diz respeito aos audiovisuais sinceramente é um jogo bem competente. Os níveis decorrem quase todos em áreas urbanas que, apesar de não serem tão coloridas como outros jogos da Mega Drive, não deixam de estar minimamente bem detalhadas. Os últimos níveis já decorrem a bordo de uma nave alienígena, com os cenários a mudarem radicalmente nessa fase. Gosto também do aspecto bastante bizarro que os aliens têm, só é pena é serem poucos modelos diferentes. As músicas são excelentes, muito funky com linhas de baixo cheias de groove na maior parte das músicas! E se chegarem ao final do jogo, a sequência de créditos é simplesmente das melhores que já vi!

Portanto este Alien Storm é mais um jogo interessante para a Mega Drive, embora nunca tenha tido tanto reconhecimento quanto Shinobi, Golden Axe e Streets of Rage. E de certa forma até se compreende porquê, pois apesar de ser um jogo bastante agradável, não há muita variedade nos golpes que podemos executar e inimigos que enfrentamos.

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Sol-Feace (Sega Mega CD)

Continuando pelas rapidinhas a shmups e ainda nas consolas da Sega, o jogo que cá trago hoje é mais uma produção da Wolfteam, lançada originalmente no Japão no ano de 1990 para o fantástico computador da Sharp, o X68000. Mais tarde uma adaptação foi lançada para a Mega CD, tendo cá chegado à Europa só em 1993. O jogo foi posteriormente lançado em bundle com o Cobra Command, que já cá trouxe anteriormente e é a versão que eu tenho, que veio do UK há uns meses atrás por cerca de 5£.

Jogo com caixa e manual

A história leva-nos ao futuro, onde a humanidade, que já era avançada o suficiente para colonizar outros planetas, desenvolve um super computador com inteligência artificial, que tinha como missão ser uma espécie de mediador para alcançar a paz e harmonia entre todos os povos. Mas claro, como aprendemos no Terminator não dá para confiar em inteligências artificiais. O mesmo torna-se antes num ditador bastante opressivo, fazendo com que alguns humanos formem um movimento de resistência. De forma a destruir o poderoso computador, um cientista constrói um protótipo de uma nave espacial (a Sol-Feace) que seria usada para formar um pequeno exército e combater a inteligência artificial. Só que esta antecipa-se e assassina o cientista, antes que pudesse construir mais naves. Assim sendo, como sempre acabamos por ser a ultima esperança da humanidade e lá vamos nós sozinhos numa nave destruir exércitos inteiros.

Temos direito a uma custcene inicial com algumas animações e voice acting

A nível de jogabilidade este é um jogo simples. Começamos com uma nave simples, mas logo o primeiro power up que podemos apanhar adiciona à nave 2 canhões adicionais, um por cima da nave, outro debaixo. A parte engraçada é que podemos controlar a direcção de disparo de cada um desses canhões secundários, podendo disparar na diagonal ou em frente. Posteriormente podemos apanhar outros power ups que servem de upgrades às nossas armas, sejam para o canhão principal, ou para os secundários.

Este é um jogo graficamente interessante, com efeitos de rotação de sprites

A nível audiovisual é um jogo misto. A versão Mega CD tem algumas cutscenes muito bem animadas, seja no início do jogo, sejam as pequenas cutscenes de transição entre cada nível. Para além disso os níveis em si até que vão sendo variados e gosto dos efeitos de rotação de sprites que aqui colocaram. Alguns bosses, logo o primeiro, por exemplo, possuem aqueles efeitos de “articulação de sprites” como vemos no Gunstar Heroes, por exemplo. Se por um lado os gráficos são agradáveis, os efeitos sonoros já deixam algo a desejar, especialmente o barulho que os nossos disparos fazem. No entanto, as músicas, em qualidade CD-Audio, são excelentes. São essencialmente músicas rock, mas sem guitarras. Com óptimas linhas de baixo e bateria, temos os sintetizadores a tomarem conta do resto da melodia e a meu ver resultou muito bem.

Portanto este é um shmup algo simples, mas que até se joga bem e com uma boa banda sonora a acompanhar. Curiosamente, a Renovation (uma publisher norte americana que lançou muito jogo japonês para a Mega Drive apenas em solo americano) converteu a versão Mega CD para a Mega Drive e pelo pouco que vi, pareceram-me que fizeram um bom trabalho! Mas infelizmente essa é uma versão exclusiva para o mercado norte-americano, nem sequer no Japão saiu.

 

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Elemental Master (Sega Mega Drive)

Continuando pelos shmups, vamos agora para um muito mais interessante para a Mega Drive. Desenvolvido pela Technosoft (a mesma empresa por detrás de Thunder Force) e lançado em 1990 no Japão, só em 1993 é que chegou ao Ocidente por intermédio da publisher Renovation, em solo norte americano. Infelizmente nunca chegou a ser lançado na Europa, mas um amigo meu encontrou um exemplar num bundle que comprou no Reino Unido e acabou por me oferecer.

Jogo com caixa

A história leva-nos ao reino fantasioso de Lorelei, onde um poderoso feiticeiro (que logo na cutscene inicial descobrimos que afinal é o irmão perdido do protagonista) aprisiona o rei e tenta ressuscitar um deus maléfico qualquer. Nós encarnamos no feiticeiro Laden, que para derrotar as forças de Gyra (o tal mau da fita), terá primeiro de conquistar uma série de poderes elementais. Começamos com o poder da Luz, e para conquistar os outros temos liberdade de escolher a ordem pela qual queremos jogar os primeiros 4 níveis, cujos desbloqueiam novos poderes no final.

O powerup do espelho cria um clone que nos segue e também pode disparar

Este é um shmup vertical com autoscrolling, onde o nosso feiticeiro anda, não voa, pelos cenários, pelo que esperem por ter vários obstáculos para evitar, para além dos inimigos habituais. Temos um botão para disparar para cima, outro para baixo e o C permite-nos alternar entre poderes, à medida em que os vamos desbloqueando. Deixar um botão de disparo premido durante alguns segundos faz uma barrra de energia se carregar e quando estiver cheia, e largarmos o botão, faz desencadear uma grande explosão que causa muito dano numa certa área – óptimo para os bosses. Para além de poderes elementais, temos também uma série de power ups que podemos encontrar, desde escudos que nos protegem de algum dano sofrido, itens que nos regeneram ou extendem a nossa barra de vida, ou um espelho que cria clones do protagonista e que seguem os nossos movimentos.

A nível gráfico é um jogo muito interessante, pois gosto do design dos níveis e dos inimigos. Possui uns rasgos de dark fantasy que eu aprecio bastante! Para além disso, ocasionalmente temos algumas cutscenes em anime, que só pecam por estarem pouco animadas. Os gráficos, para um jogo de 1990 considero-os bons, com níveis diversos e bem detalhados. As músicas são também muito agradáveis!

Por vezes temos algumas cutscenes anime para conduzirem a história

Portanto este Elemental Master revelou-se uma óptima surpresa, não só pelas suas mecânicas de jogo peculiares, mas também pelos cenários fantasiosos e ritmo de jogo bastante frenético, algo que a Technosoft fazia muito bem. É uma pena que practicamente todos (senão todos mesmo) os jogos que a Renovation publicou para a Mega Drive não tenham saído cá na Europa, pois são todos títulos interessantes e infelizmente mesmo nos Estados Unidos o seu preço tem vindo a encarecer bastante.

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Bomber Raid (Sega Master System)

Continuando pelas rapidinhas, mas indo agora para a Master System e um simples shmup lançado originalmente algures perto do final da década de 80. Bomber Raid, apesar de ter sido desenvolvido pela Sega, curiosamente foi lançado nos Estados Unidos através da Activision. O meu exemplar foi ganho num leilão no facebook por 11€.

Jogo com caixa. O avião da capa não tem nada a ver com o jogo.

A história do jogo? Sinceramente nem sei se tem, apenas sei que voamos num avião aparentemente da época da segunda guerra mundial e temos muitos outros alvos para abater, incluindo um boss no final de cada nível e que nos é apresentado como briefing de cada nível/missão. A nível de mecânicas de jogo, temos um botão para disparar as nossas armas primárias, de munições infinitas, e um outro para bombas capazes de causar imenso dano em todos os inimigos presentes no ecrã, mas naturalmente que as temos em quantidades reduzidas.

No início de cada nível temos uma introdução ao boss que iremos enfrentar

De resto, e como é esperado em jogos deste género, temos alguns power ups para ter em conta: uns dão-nos naves auxiliares (um  máximo de duas), outros (com a forma de P) aumentam-nos o poder de fogo da nossa arma principal, outros, na forma de S, aumentam a agilidade do nosso avião. Por fim temos outros power ups numéricos que alteram a formação das nossas naves auxiliares, bem como a direcção dos seus disparos. Fora isso, à medida que vamos amealhando pontos, também vamos ganhando vidas extra.

A nível gráfico devo dizer que é um jogo muito simples e com pouca variedade de inimigos, que se repetem bastante ao longo dos níveis. Outra coisa que nunca me agradou muito é o facto das sprites serem bastante pequenas e os projécteis (tanto os nossos como os inimigos) não contrastarem bem com os cenários, pelo que para mim é perfeitamente normal perder o fio à meada. Já no que diz respeito às músicas, estas não são nada de especial até porque há poucas, e todas possuem uma temática militar que até se adequa bem ao estilo de jogo. No entanto, convém também referir que sendo este um jogo que saiu também no Japão, essa edição possui uma banda sonora com o chip FM que não existe nas Master System ocidentais. Este chip de som possui muita mais qualidade que o velhinho PSG que já existe desde a SG-1000, mas neste caso do Bomber Raid, devo dizer que mesmo assim prefiro as músicas do PSG.

A nível gráfico é um jogo que deixa algo a desejar, o Power Strike é da mesma época e é um exemplo muito melhor

Portanto este Bomber Raid é um shmup nada por aí além, embora tenha algumas boas ideias na jogabilidade, como é o caso das diferentes formações das naves auxiliares. No entanto, sinceramente sempre achei a série 194X da Capcom bem mais apelativa para estes shooters da segunda guerra mundial.

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Mystic Defender (Sega Mega Drive)

Voltando às rapidinhas para a Mega Drive, o jogo que cá trago hoje é o Mystic Defender, uma sequela do Spellcaster da Master System, mas que acaba por ser um jogo muito diferente. Enquanto o original era uma interessante mistura de jogo de acção/plataformas, RPG e aventura gráfica (ao explorar cidades ou outras localizações), este Mystic Defender é todo um jogo de acção. O meu exemplar foi comprado no Reino Unido algures em Março passado, tendo-me custado algo em torno das 12 libras.

Jogo com caixa e manual

Tanto este jogo como o seu antecessor na Master System são baseados num anime algo obscuro e sinceramente não sei bem qual a relação entre ambos os jogos na história geral. Mas aqui a história reduz-se ao cliché habitual onde temos de derrotar um vilão que raptou uma jovem donzela, aparentemente com o objectivo de ressuscitar uma divindade maléfica. Claro que não podemos deixar isso acontecer!

Começamos a explorar florestas como no Spellcaster, mas rapidamente o jogo ganha contornos de cenários de terror

Ao contrário do Spellcaster, aqui inicialmente o herói possui apenas a capacidade de disparar bolas de energia, sendo que podemos também “carregá-las” para um disparo bem mais potente, sendo que desta vez não temos de nos preocupar com “munições”. Mas ao longo do jogo vamos também encontrar outros feitiços como uma espécie de lança-chamas ou disparar bolas de energia que fazem ricochete em superfícies. Todos esses feitiços podem ser carregados para mais potência. Outros feitiços que podemos encontrar, mas estes sim, são de uso único, são uns raios eléctricos capazes de causar dano a todos os inimigos presentes no ecrã em simultâneo. Portanto, este Mystic Defender a nível de jogabilidade acaba por ser bem mais simples que o Spellcaster.

Uma vez mais vamos tendo diferentes poderes para usar.

No que diz respeito aos audiovisuais, gosto bastante do design dos níveis. Há aqui toda uma temática de horror que mistura temas do Japão feudal ou outros até algo futuristas ou mesmo inspirados nas obras de H.R. Giger. No entanto, ainda assim se nota que este é um jogo do início do ciclo de vida da Mega Drive e seria interessante vê-lo desenvolvido mais tarde, num cartucho com mais capacidade para armazenar gráficos mais detalhados. Já no que diz respeito aos efeitos de som e músicas, sinceramente já não gostei tanto. Os efeitos sonoros são um pouco irritantes e as músicas não são muito cativantes.

Portanto este Mystic Defender é um jogo que me provoca sentimentos mistos. Por um lado, como jogo de acção puro, é melhor que o seu antecessor. Por outro lado, a estranha mistura de géneros do Spellcaster também lhe dava um certo toque único e seria também interessante que tivessem refinado essa fórmula.

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Golden Axe (Sega Mega Drive)

O Golden Axe é um dos videojogos preferidos da minha infância. Apesar de só muito mais tarde, já quando comecei a coleccionar mais a sério, é que vim a ter uma Mega Drive na colecção, este era daqueles que jogava imensas vezes em casa de amigos. E como na maioria dos casos em Portugal nos anos 90, jogávamos este jogo numa das várias compilações Mega Games, muitas vezes vendidas em bundle com a consola. Eu já analisei o Golden Axe com detalhe quando escrevi sobre a compilação Mega Games 2, pelo que recomendo a sua leitura.

Jogo com caixa e manual

O meu exemplar foi comprado no passado mês de Abril a um particular por 25€. Confesso que é mais do que eu gostaria de dar pelo jogo, mas este primeiro Golden Axe não é muito comum de aparecer por cá sem ser nas compilações, pelo que os preços têm vindo a subir.

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Destiny: The Collection (Sony Playstation 4)

Quando comprei a minha Playstation 4 algures em 2015/2016, o Destiny foi dos primeiros que comprei e joguei. O facto de ser um FPS com elementos de RPG e com uma vertente online muito forte, comprei-o mesmo numa de ir jogando em sessões esporádicas, enquanto ia jogando outros jogos de forma mais focada. Inicialmente tinha comprado uma compilação que já trazia todas as expansões até ao The Taken King (tinha sido um bom negócio numa CeX, onde me tinham garantido que o jogo tinha sido vendido selado pelo que os códigos para activar os DLCs ainda estariam válidos), mas algures no ano passado encontrei na Worten esta “The Collection” que trouxe ainda a última expansão “The Rise of Iron”. Custou-me algo em torno dos 13€.

Jogo completo com caixa e panfletos diversos

Confesso que nunca fui um grande fã de Halo, embora só tenha jogado os primeiros 2 e no PC. Mas admito que, para a época em que sairam, a sua vertente multiplayer tenha sido um grande sucesso na Xbox, mas eu sempre fui mais fã da campanha single-player. E o que este Destiny oferece é na verdade um misto dos dois mundos, mas já lá vamos. Em Destiny o jogo decorre algures no futuro, onde após séculos de prosperidade para a raça humana, que nos permitiu inclusivamente colonizar outros planetas do nosso sistema solar, como Vénus ou Marte, dá-se um colapso que deixou a humanidade na beira da extinção. Pelo meio, enquanto os sobreviventes humanos se regrupam na última cidade livre do planeta terra, várias outras raças alienígenas tomam de assalto as colónias terrestres abandonadas noutros planetas, bem como começam a invadir a Terra também.

Com a introdução da expansão The Taken King, novas subclasses podem ser desbloquadas. Para os Titans, temos os Sunbearers.

Como em muitos jogos online, começamos a aventura por construir a nossa personagem. Dispomos de três classes básicas – os Titans, especialistas em força bruta, os Hunters que são uma espécie de ninjas futuristas, sendo bastante ágeis e com uma jogabilidade que recompensa a precisão dos nossos ataques. Por fim temos os Warlocks, que conforme o nome indica são uma espécie de feiticeiros. Cada uma destas classes possui diferentes subclasses que podemos evoluir e que nos dão diferentes habilidades. Eu pessoalmente escolhi o Titan e a subclasse Striker, que me permitia dar socos poderosíssimos, bem como alguns outros poderes, à media que ia ganhando pontos de experiência.

Ao longo do jogo vamos desbloqueando vários hubs sociais onde podemos interagir com uma série de NPCs, seja para receber quests, seja para comprar/vender alguns itens

Depois vamos tendo várias quests e diferentes tipos de missões pela frente. Temos missões que progridem a história e que, podem ser jogadas cooperativamente com mais uns 2 ou 3 amigos, temos patrulhas que podemos percorrer em cada planeta, onde poderemos fazer algumas pequenas missões ou, tal como em muitos MMOs, participar nalguns eventos públicos que geralmente consistem em derrotar algum boss gigantesco com a ajuda de qualquer outro jogador que esteja nas redondezas. Ainda na campanha, vamos tendo também Strikes e Raids. Estas são missões pensadas exclusivamente para o cooperativo. Os Strikes são para ser jogados com 3 pessoas, já os Raids, maiores e com alguns puzzles, é suposto serem jogados por 6 pessoas. Agora o problema é que muito pouca gente joga o primeiro Destiny e muitas vezes começamos um Strike ou Raid sozinho. Enquanto os Strikes, se tivermos paciência e a nossa personagem estiver suficientemente evoluída, até os conseguimos passar sozinhos (muitas vezes outros jogadores acabam por se juntar à nossa partida mais à frente), já os Raids não há hipótese nenhuma de se completar sozinho. E eu infelizmente não cheguei a fazer nenhum raid pois já não consegui arranjar quórum suficiente.

No final de cada missão temos um sumário dos pontos de experiência que ganhamos, tanto para a personagem, como para cada peça de equipamento que tenhamos equipada, podendo desbloquear novas skills ou habilidades.

Com a adição das expansões The Taken King e The Rise of Iron (gostei bastante da campanha do Taken King!) para além das missões principais da campanha de cada expansão, vamos também desbloqueando outras quests mais à MMO, consistindo em visitar áreas já conhecidas e coleccionar uma série de itens, ou derrotar alguns bosses super poderosos. O problema é que para além de algumas dessas quests serem algo repetitivas, muitos desses bosses são fortes demais para um jogador apenas o conseguir derrotar, até porque temos um tempo limite para o fazer. Portanto, com a falta de jogadores activos no Destiny 1, houve muitas destas quests das duas últimas expansões que desisti de fazer, o que é pena, pois muitas delas desbloqueiam depois algumas missões adicionais que não conseguimos jogar de outra forma. Sobre o multiplayer PVP, temos vários modos de jogo competitivo, sejam variantes de deathmatch, ou baseadas em objectivos onde teremos de controlar uma série de zonas num mapa. Infelizmente também não cheguei a testar nenhum destes modos de jogo devido à falta de pessoas. Inicialmente não quis jogar PVP pois a minha personagem estava ainda muito debilitada, mas só neste ano é que realmente investi umas horas valentes no Destiny e quando estava pronto para testar o PVP não consegui jogar uma única partida devido à falta de gente. É triste.

A qualquer momento podemos activar o nosso Ghost, que nos vai relembrando dos objectivos actuais e a sua localização no mapa, para além de permitir chamar um veículo para nos deslocarmos mais rápido, ou teletransportar de novo para a nave.

A nível gráfico é um jogo excelente para a época em que saiu e temos de ter em conta que o mesmo foi desenvolvido com a X360 e PS3 como plataformas base. Gosto bastante dos diferentes ambientes que exploramos, sejam as ruínas do Cosmodrome na Rússia, colónias humanas e cavernas tenebrosas dos the Hive na Lua, as ruínas de uma colónia avançada em Vénus, tomadas de assalto pela poderosa ameaça robótica dos The Vex, entre tantas outras! O jogo está repleto de pequenos momentos que me agradaram bastante, como é o caso dos ecrãs de loading, que são essencialmente pequenas cutscenes da nossa nave a sobrevoar a superfície de planetas ou a viajar a altas velocidades entre os diferentes planetas do nosso sistema solar. As músicas também variam desde o mais épico, pomposo e orquestral – perfeito quando combatemos em situações críticas, tenebrosas e tensas nalgumas alturas, ou, quando viajamos naqueles ecrãs de loading, conseguem ser tão pacíficas e relaxantes que só quero é que o loading demore um pouco mais.

Como muitos MMOs, por vezes surgem eventos públicos como bosses gigantes que qualquer jogador que se encontre lá perto pode enfrentar. Pena que já não hajam tantos assim como neste screenshot.

Portanto, este Destiny é um jogo que confesso que me divertiu, mesmo não sendo eu um grande fã de MMOs e afins. Mesmo com pouca gente a jogar hoje em dia, ainda deu para fazer todas as missões principais do modo história, a maioria dos Strikes e algumas quests adicionais. Tudo o resto já se torna muito difícil de obter (ou aborrecido) devido ao jogo já não ter tantos jogadores activos quanto isso. Mas ainda assim consigo ver porque foi um jogo de sucesso na altura que saiu. Todo o loot que podemos obter e customizar para a nossa personagem é impressionante, para além de toda uma série de itens cosméticos que podem comprar se isso for a vossa cena. Talvez compre o Destiny 2 no futuro pois gostei da história em geral deste Destiny e estou curioso em ver como a evoluiram, Fico no entanto a aguardar por uma compilação que já traga todas as expansões (não me enganam mais como o The Taken King Legendary Edition!).

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