J. League Greatest Eleven (PC Engine)

Voltando à PC Engine e às rapidinhas de jogos de desporto, desta vez trago-vos mais um jogo de futebol. Depois de ter ficado desanimado com o J-League Tremendous Soccer e o Nekketsu Koukou Dodge Ball-Bu Soccer-Hen ser um jogo muito peculiar, a minha esperança era que este Greatest Eleven fosse mais agradável. Infelizmente não é esse o caso. O meu exemplar foi comprado em bundle a um coleccionador, tendo-me este custado algo em volta dos 10€ algures no Agosto passado.

Jogo com caixa e manual embutido com a capa

Ora como o nome do jogo assim o indica, este é mais um jogo de futebol com a licença do campeonato nacional Japonês, pelo que presumo que todas as equipas (e potencialmente jogadores) aqui representados sejam oficiais. E dispomos de dois modos de jogo: o modo exibição, que nos permite jogar partidas amigáveis e o modo campeonato. No primeiro podemos jogar sozinhos contra o CPU, contra um amigo ou até 2 jogadores contra outros 2. Já o modo campeonato apenas nos permite jogar sozinhos ou cooperativamente com mais um amigo. Os controlos são simples, com um botão para passar e outro para rematar, caso estejamos na posse de bola. Já se estivermos sem posse, ambos os botões faciais servem para tentar roubar a bola ao adversário. Um serve para rasteirar, enquanto outro para agarrar o jogador oponente. Se quisermos trocar de jogador teremos de pressionar o botão run, enquanto o select pausa o jogo.

Graficamente não é um jogo aliciante e a jogabilidade também não é a melhor

O problema é que o jogo é algo lento e nada empolgante. Os controlos nem sempre respondem e a acção é simplesmente aborrecida, até porque os gráficos e animações no geral também não ajudam nada. Não sei se há alguma opção para activar em contrário, mas aqui também temos de controlar o guarda-redes, que se mexe igualmente de forma lenta e atabalhoada. Graficamente é então um jogo muito simples, com muito poucas animações, detalhe e variedade nos jogadores. O modo campeonato tem algumas pequenas cutscenes entre partidas, mas nada de especial. Infelizmente o som não é o melhor. Durante as partidas, os únicos efeitos sonoros que ouvimos é o ruído da bola a ser chutada de um lado para o outro e os eventuais apitos do árbitro. Mais nada, nem aquele ruído branco que simulava as vozes do público. Podem no entanto dizer que ouvimos música durante as partidas, mas a música é tão irritante que vão desejar que não a estivessem a ouvir.

A menos que exista alguma opção em contrário, o jogo obriga-nos a controlar o guarda-redes

Portanto este J. League Greatest Eleven é um jogo de futebol que se dispensa perfeitamente. Ainda não encontrei um jogo deste desporto que seja minimamente interessante nesta consola (sem contar claro com os do Kunio Kun que são uma cena à parte) e já não sobram assim tantos!

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Hiveswap Act 1 (PC)

Voltando ao PC e às aventuras gráficas point and click, este jogo, que deu cá entrada algures no ano passado numa steam sale por uma bagatela, acabou por se revelar numa óptima surpresa, não só por todo o seu bom humor que acompanha a narrativa, mas também por ter uma direcção artística muito interessante. Eu sinceramente não fazia ideia até porque não conheço o trabalho original, mas estes jogos Hiveswap são baseados no mesmo mundo de Homestuck, uma série de web comics que aparentemente ganhou bastante protagonismo com o decorrer dos anos.

O jogo leva-nos a um belo fim de tarde algures na primeira metade dos anos 90 onde a jovem Joey Claire estava sozinha em casa com o seu irmão mais novo, um geek demasiado interessado em teorias de conspiração. E eis que surge uma espécie de um milípede gigante e com um aspecto algo alienígena e os ataca! Os irmãos acabam por ficar separados e a primeira metade do jogo leva-nos a controlar principalmente a Joey (embora em certas alturas possamos controlar também o seu irmão para a ajudar) de forma a que ela descubra alguma maneira de derrotar aquela estranha criatura (e outras que entretanto também invadem a casa). Claro que isso vai-nos obrigar a explorar a casa toda em busca de itens que nos permitam progredir e na segunda metade o jogo troca-nos completamente as voltas, com Joey a ser misteriosamente transportada para um mundo alienígena povoado de criaturas que aparentemente são chamados de trolls. São criaturas humanóides, mas com cornos, o que lhes dá um aspecto mais de pequenos diabretes. O que vamos fazer nesse planeta? Bom, isso deixo para vocês descobrirem.

O ponteiro do rato muda de forma automaticamente consoante a acção que podemos desempenhar no local onde clicamos. Se houver mais que uma acção possível temos um pequeno menu que nos permite optar pela que queremos executar

No que diz respeito às mecânicas de jogo, esperem pelas típicas mecânicas de jogos de aventura gráfica, onde com o ponteiro do rato poderemos fazer as mais variadas acções, como caminhar, observar, pegar ou interagir com objectos. Em objectos/locais onde seja possível exercer mais que uma acção, surge um pequeno menu onde podemos decidir o que queremos fazer nesse caso. Combinar itens no inventário é também algo que teremos de fazer e certos itens vão-nos dar habilidades especiais, como a lanterna ou os sapatos de sapateado, que nos permitem fazer o chão tremer e tombar alguns objectos que estejam mais alto. Ocasionalmente teremos de combater essas criaturas estranhas e o jogo nesses momentos assume algumas mecânicas de RPG, onde as batalhas são dadas por “turnos” e no nosso turno teremos de usar os itens que temos no inventário, as habilidades que temos à nossa disposição ou mesmo interagir com os cenários para conseguirmos derrotar as criaturas ou simplesmente sobreviver. Basicamente os combates são puzzles.

Na primeira metade do jogo vamos ter alguns combates que apesar de nos lembrarem RPGs, são na verdade mais puzzles

A nível audiovisual sinceramente é um jogo que me agradou bastante. A direcção artística está muito boa, com cenários em 2D muitíssimo bem detalhados e algumas cutscenes hilariantes que presumo que sejam ao mesmo estilo da série de banda desenhada Homestuck. A música é também excelente e bastante ecléctica. Infelizmente o jogo não possui no entanto nenhum voice-acting, o que foi aparentemente uma decisão da qual os criadores tomaram com bastante ponderação, pois não quiseram arriscar em introduzir um voice acting que não fosse tão bom quanto isso. O que é uma grande pena pois a narrativa está repleta de diálogos bem humorados. E sim, este é um jogo repleto de referências à cultura pop dos anos 90. Por exemplo, no quarto de Joey vemos uma Super Nintendo e o bombo da festa que jogo é? O Bubsy, claro.

Em certas alturas poderemos também controlar outras personagens como o irmão de Joey

Portanto devo dizer que fiquei bastante agradado com este Hiveswap Act 1. Diálogos bem humorados, uma excelente direcção artística e banda sonora, só ficou mesmo a faltar o voice acting pois temos uma quantidade de texto bem considerável. Irei jogar em seguida o seu segundo acto que me parece que trará um sabor agridoce. É que esta série Hiveswap foi idealizada para conter 4 actos, mas o seu desenvolvimento bastante atribulado parece ter colocado um travão nos capítulos seguintes.

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Image Fight (PC Engine)

Publicado pela Irem em 1988 nas arcades, Image Fight é um shmup vertical que acabou por receber conversões para várias plataformas distintas, incluinndo a PC-Engine, já algures em 1990. As parecenças com o R-Type não são assim tantas, com este jogo a receber algumas mecânicas de jogo muito distintas, como já irei aprofundar mais um pouco. O meu exemplar foi comprado algures em Agosto passado a um particular, tendo-me custado algo em torno dos 30€.

Jogo com caixa e manual embutido

O jogo coloca-nos a enfrentar uma ameaça extraterreste que já havia inclusivamente destruído as nossas bases militares na Lua e uma vez mais lá somos nós a última esperança da Humanidade e, pilotando uma única nave, teremos um exército inteiro para destruir. O jogo possui 8 níveis, onde os primeiros 5 são apenas simulações de treino, já os últimos 3 seriam os combates a sério e de facto há um grande salto na dificuldade a partir daí. No entanto, para sermos elegíveis a participar nos últimos 3 níveis, temos de ter uma média igual ou superior a 90% dos inimigos destruídos nas missões de treino!

Visualmente é um jogo simples, embora não esteja muito longe do original arcade

No que diz respeito às mecânicas de jogo e controlos, aqui dispomos de um botão para atacar e um outro para alternar a velocidade da nave. À medida que vamos progredindo, poderemos destruir certas cápsulas que albergam diferentes tipos de power up. Uns são os habituais satélites que voam ao nosso lado. Podemos equipar até um máximo de 3 e estes vêm em dois sabores distintos. Os azuis disparam continuamente de baixo para cima, tal como a nave, enquanto que os vermelhos disparam na direcção contrária à do movimento. Por exemplo, se movermos a nave para a esquerda, os satélites começam a rodar e disparar para a esquerda e por aí fora. Podemos ter 3 satélites de cores diferentes mas assim que tivermos 3 satélites equipados, a cor do próximo que apanharmos irá substituir a cor de todos os satélites que já tivéssesmos na nossa posse. E tendo em conta que este é mais um jogo sádico, com inimigos a surgirem de vários lados, saber usar os satélites multidireccionais acaba por ser fulcral. Os outros power ups que podemos encontrar são novas armas que substituem as armas com que começamos o jogo. São literalmente peças de equipamento que se acoplam na parte frontal da nossa nave, o que é uma ideia interessante.

Os primeiros níveis são apenas simulações e isso é notório nas cutscenes de abertura e a performance analisada no final de cada nível

Visualmente é um jogo interessante, tendo em conta que o original é de 1988. Naturalmente perde-se algum detalhe gráfico, até porque o original é jogado num ecrã vertical e aqui essa resolução é adaptada para ecrãs horizontais, o que nos faz perder algum campo de visão que teríamos na versão arcade. Graficamente é um jogo variado, com níveis que atravessam oceanos, florestas, montanhas, cidades e claro os combates em pleno espaço. Existe uma boa variedade de inimigos também e algumas armas com efeitos interessantes para um jogo originalmente de 1988. Infelizmente no som é que se notam as maiores falhas. A PC-Engine tem um chip de som bem competente tendo em conta que sai originalmente em 1987, mas a banda sonora deste jogo possui músicas muito abafadas e aborrecidas. A consola da NEC é capaz de muito mais!

Portanto estamos aqui perante uma adaptação bem competente de um shooter da Irem que nunca teve tanta fama quanto o R-Type. É bastante desafiante e possui também algumas mecânicas de jogo interessantes, como os diferentes satélites que poderemos ter equipados. Foi um jogo que acabou por receber múltiplas conversões para vários sistemas ao longo dos anos, embora nenhuma tenha chegado a sair oficialmente no ocidente, o que é pena. Para além disso, a Irem acabou por produzir em 1992 uma sequela que sai exclusivamente em solo japonês para a PC Engine CD. A ver se a jogo um dia destes!

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Martha is Dead (Sony Playstation 4)

O artigo de hoje será uma rapidinha de forma inteiramente propositada. Não porque este jogo não mereça um artigo mais extenso, mas sim porque quero revelar o mínimo possível da sua história para que quem o for a experimentar consiga absorver a experiência da melhor forma. O meu exemplar foi comprado na Amazon Espanha algures em Junho, tendo-me custado cerca de 25€.

Jogo com caixa, papelada, autocolantes e um poster

A história leva-nos a Itália em 1944, algures na região da Toscana, altura em que a região se encontrava ocupada pela Alemanha nazi. Encarnamos no papel da jovem Giulia Kapo, filha de um general alemão e mãe italiana, que descobre que a sua irmã gémea, surda-muda e de nome Martha, morreu. Sem querer revelar mais detalhes, digamos apenas que a família Kapo tem/teve os seus problemas e Giulia terá muito com que lidar no seu luto. O jogo aborda vários temas nada agradáveis e coloca-nos em situações altamente desconfortáveis e também com muito gore.

Nesta aventura iremos passar por inúmeros momentos desconcertantes

No que diz respeito às mecânicas de jogo, esta é uma aventura gráfica na primeira pessoa, onde iremos passar todo o tempo a explorar a casa onde vivemos e as suas imediações, como uma floresta e um lago que será também parte central da história. Tal como noutros jogos do género, iremos coleccionar e/ou interagir com vários objectos, alguns diálogos onde poderemos inclusivamente decidir quais as respostas que queremos dar e vários puzzles também para resolver. Uma das mecânicas de jogo recorrentes é o uso de uma máquina fotográfica vintage e todo o processo de revelar fotografias. Não só em certas partes da história seremos mesmo obrigados a fotografar certas situações, o jogo oferece-nos também a liberdade de fotografarmos livremente tudo o que quisermos, existindo ainda toda uma panóplia de diferentes acessórios da câmara fotográfica que podemos coleccionar, como diferentes rolos fotográficos, filtros ou lentes. Eventualmente poderemos também conduzir uma bicicleta, que nos permite viajar um pouco mais rápido, embora não a possamos usar na floresta, que é precisamente onde iremos perder mais tempo a viajar de um lado para o outro. Conduzir a bicicleta é também um grande desafio, infelizmente.

Como qualquer aventura gráfica que se preze, também teremos alguns puzzles para resolver. Já aprenderam código Morse?

Visualmente é um jogo interessante, não só por todo o trauma e terror psicológico que nos oferece, permitindo-lhe então enveredar por certos caminhos mais extravagantes. Tirando isso não há assim tanto de diferente para ver. Vivemos numa casa de campo antiga e de pedra, embora muitas das suas divisões apenas vão ficando acessíveis com o decorrer da história. À nossa volta é floresta, o lago e pouco mais. A qualidade gráfica fica um pouco a desejar na PS4 (joguei numa PS4 normal, não tenho o modelo Pro) e a diferença perante essa versão e a de PC ou de consolas de nova geração é bem considerável. Para além dessa diferença gráfica entre plataformas, esta versão possui também vários bugs, quebras de framerate e um pop-in dos cenários que quase me faz lembrar os primeiros jogos 3D da Saturn. Por exemplo, quando descemos para a cave, entramos numa sala completamente vazia. Um segundo depois e já aparece toda a mobília e elementos decorativos! De resto a nível audio não tenho nada de especial a apontar. A banda sonora é composta maioritariamente por temas calmos, melancólicos ou outros altamente dissonantes, especialmente quando coisas estranhas começam a acontecer. O voice acting por defeito está em italiano e, tendo em conta que o jogo se passa nesse país, decidi optar por essa via. A qualidade das vozes e diálogos parece-me competente, só é pena que algumas vezes, devido a bugs as legendas tenham desaparecido no início das falas, o que me fez perder algumas frases nos diálogos.

A fotografia é também uma parte central da narrativa. Ao longo do jogo iremos mesmo ser obrigados a tirar algumas fotos com o equipamento da época, sempre com a preocupação de centrar bem a imagem, ajustar o foco, luz, etc.

Portanto este Martha is Dead, apesar de tecnicamente ter os seus problemas, pelo menos na versão PS4, é um jogo super bizarro e desconcertante na sua narrativa. E é precisamente por isso que o recomendo vivamente! As versões Playstation foram no entanto ligeiramente censuradas perante as versões PC e Xbox. Basicamente nas versões Playstation as cutscenes mais gore deixaram de ser interactivas e temos sempre a opção de as avançar. Para além disso, foram retiradas algumas menções a masturbação na narrativa. Sinceramente não se perde muita coisa, mas se quiserem jogar uma versão sem quaisquer cortes então recomendo que testem as versões PC ou Xbox.

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Genpei Toumaden: Kannoni (PC-Engine)

Lançado nos Estados Unidos para a Turbografx-16 como Samurai Ghost (a versão que acabei inclusivamente por jogar através de emulação por estar em inglês), este Genpei Toumaden Kannoni é a sequela do Genpei Toumaden, um jogo de acção bastante frustrante, porém original, por ter incluído 3 mecânicas de jogo completamente distintas, para além da sua não linearidade no progresso. Esta sequela já foi produzida apenas e exclusivamente para a consola da NEC/Hudson e é bem mais simplificado no seu conceito. Já a dificuldade mantém-se! O meu exemplar foi comprado em Julho deste ano, tendo-me custado algo em volta dos 30€.

Jogo com caixa e manual embutido na capa

Aqui encarnamos uma vez mais num samurai zombie que é invocado por uma velha, supostamente sua descendente e que o obriga a combater as forças demoníacas de um clã rival. A mesma fórmula na história portanto. Já a nível de jogabilidade, as mecânicas de jogo foram bastante simplificadas. Se bem se recordam, o primeiro Genpei Toumaden possuía níveis com 3 mecânicas de jogo completamente distintas. Os níveis de platforming, com sprites minúsculas e inúmeros inimigos e obstáculos. Os níveis de sidescroller mais voltados para o combate, com sprites gigantes e uma vez mais inúmeros inimigos a surgirem de todos os lados. E os níveis com uma vista de cima, tipo Gauntlet, uma vez mais com mais inimigos que sei lá o quê. Tipo Gauntlet, lá está. Para além disso tinha a particularidade de podermos ter saídas múltiplas no mesmo nível, que por sua vez nos levariam a níveis distintos.

Após uma introdução que me faz lembrar Dragon Ball, lá somos largados no primeiro nível a sério.

Ora aqui as coisas são bem mais simplificadas. Apenas temos um estilo de jogo, numa perspectiva mais de acção 2D sidescroller, com algum platforming à mistura. As sprites são grandes mas não tão grandes quanto as maiores do primeiro Genpei Toumaden, daí haver espaço para algum platforming. De resto é na mesma um botão para saltar e outro para atacar com a espada e uma vez mais temos um sem fim de inimigos a surgirem de todos os lados e vários obstáculos para ultrapassar. Vamos também tendo a hipótese de apanhar diversos power ups. Alguns regeneram (ou extendem) a nossa barra de vida, que é uma vez mais medida pelo número de velas acesas que vemos no topo do ecrã. Outros podem até dar-nos alguns power ups temporários ao nosso ataque, como extender o alcance da nossa espada, saltar e rodopiar com a espada em riste ou até atirar alguns projécteis de longo alcance, o que dá um jeitaço. Mas lá está, o jogo continua bem desafiante, por todos os inimigos e obstáculos que temos de enfrentar em cada nível. Logo num dos primeiros níveis temos de nos mover constantemente para a direita pois há uma parede de fogo que se vai formando atrás de nós. Azar do caraças que pela direita temos sempre vários inimigos agressivos a surgir, incluindo umas aranhas com o corpo de uma caveira que se deslocam constantemente para a direita e disparam projécteis na nossa direcção. Apesar de não ser um jogo tão não-linear (ocasionalmente temos saídas múltiplas mas desta vez não temos de nos preocupar em seguir o caminho certo e apanhar os itens secretos que nos permitam derrotar o boss), temos ainda algumas dezenas de níveis pela frente e vários bosses para defrontar também.

Graficamente é um jogo interessante, uma vez mais com inimigos bem sinistros

No que diz respeito aos gráficos, até que há uma variedade considerável nos cenários, onde iremos atravessar florestas, montanhas, cavernas, templos, cascatas de água, as típicas florestas de bambu, etc. No entanto a tonalidade dos níveis é sempre bastante escura, o que de certa forma até se compreende tendo em conta que jogamos com um samurai zombie contra várias criaturas infernais. O efeito gráfico da passagem da noite para o dia que existia no primeiro jogo também foi recuperado aqui. Os inimigos mantêm aquela identidade muito própria da cultura oriental, como diferentes guerreiros do tempo do Japão feudal, várias criaturas próprias da cultura e folclore nipónicos, embora também me pareçam haver outras mais aleatórias. Pena que no entanto as animações de ataque da nossa personagem continuem bastante estranhas. De resto, as músicas mantém também essa identidade muito oriental que se adequa perfeitamente ao tipo de jogo. E sim, apesar de a versão norte-americana ter sido traduzida para inglês, os diálogos são quase inexistentes e mesmo assim estão repletos de erros ortográficos, como os conselhos que a velha nos dá antes de iniciarmos um novo conjunto de níveis: “don’t be innatention” ou “be caution!” antes de iniciarmos um novo conjunto de níveis.

Never “for get” bad engrish

Portanto este segundo Genpei Toumaden / Samurai Ghost continua a ser um jogo que possui um conceito bastante interessante, principalmente pela sua estética sinistra e muito influenciada pelo folclore nipónico. O facto de ser um jogo mais linear e mais simples nas suas mecânicas que o seu antecessor foi um passo na direcção certa, mas ainda assim o combate continua a ser bastante frustrante. É verdade que com dois botões e o d-pad temos múltiplos tipos de golpes que poderemos executar com a nossa espada, mas as animações e o timing desses ataques é sempre estranho. Felizmente existem continues infinitos, embora estes nos obriguem a recomeçar o jogo do início da última zona onde chegamos (não nível). Sinceramente é uma série que gostava que a Namco revisitasse um dia, mas com mecânicas de jogo mais fluídas.

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