F.E.A.R. (PC)

F.E.A.R. é um interessante First Person Shooter produzido pela Monolith Productions, os mesmos que nos trouxeram outros FPS como os clássicos Blood e No One Lives Forever. Lançado originalmente para o PC em 2005, e posteriormente nos dois anos seguintes para a Xbox 360 e Playstation 3. A título de mera curiosidade, este foi também o primeiro jogo que já não consegui correr no meu velhinho Pentium 4 em 2005, para além da performance ser terrível, estava cheio de problemas gráficos, mas essa parte acredito que tenha sido corrigida com algum patch. No laptop que comprei em 2011 já o conseguia correr sem problemas mas por acaso nunca o tinha chegado a fazer. Agora com uma nova máquina, foi altura de finalmente pegar no jogo. O meu exemplar sinceramente já nem sei bem onde foi comprado nem por quanto. Certamente não terá sido mais de 5€, e para além do jogo principal esta Gold Edition traz também a primeira expansão, Extraction Point. Ambos os jogos e uma segunda expansão, Perseus Mandate também vieram parar à minha conta steam, sinceramente já não sei quando nem como, mas este artigo irá englobar todos.

F.E.A.R. Gold com o jogo original e a primeira expansão Extraction Point. A outra tenho apenas em formato digital.

F.E.A.R. é uma sigla para First Encounter Assault Recon, uma fictícia força especial Norte Americana especializada em lidar com eventos paranormais e a sua última missão é a de eliminar Paxton Fettel, um psíquico que toma de assalto as instalações do fornecedor militar Armacham Technology Corporation, que, no meio de outros projectos sinistros, tinha desenvolvido um exército de super soldados, clones, controlados telepaticamente por um líder, neste caso o tal Fettel que por algum motivo se revoltou e está a usá-los para os seus fins. Ao longo do jogo iremos no entanto presenciar diversos momentos de actividade paranormal, desde pequenas coisas como objectos a moverem-se sozinhos, aparições de uma pequena menina vestida de vermelho, que mais tarde vimos a descobrir chamar-se Alma e ser um pivot central em toda a história do jogo. Ou outras alucinações maradas envolvendo Alma, o próprio jogador e/ou Paxton Fettel.

Sim, esperem por ver muito gore

A nível de jogabilidade, este é um FPS onde vamos tendo à nossa disposição um arsenal considerável de armas, se bem que apenas poderemos carregar 3 de uma vez. Para além das armas teremos também diversos tipos de granadas que podemos carregar, bem como um máximo de 10 medkits. Portanto sim, este F.E.A.R. ainda não tinha aderido à moda dos jogos com vida regenerativa. A inteligência artificial dos inimigos era também muito avançada para a época, assim como o sistema de física. Os inimigos, assim que nos detectarem, seja visualmente, seja com o ruido dos nossos passos ou com a luz da lanterna, colocam-se imediatamente alerta e comunicam uns com os outros de forma a decidir a melhor estratégia para nos limpar o sebo. Podemos vê-los a agruparem-se e flanquear-nos cuidadosamente, bem como se retirando quando as coisas lhes correm mal. Mas o jogador é suposto ser um soldado com reflexos super-humanos e é aí que entra o “bullet time“. Durante alguns segundos (enquanto uma barra de energia própria se vai esvaziando), conseguimo-nos nos mover mais ou menos à mesma velocidade que antes, mas tudo á nossa volta abranda bastante, permitindo-nos conseguir reagir melhor aos inimigos e ter a oportunidade de lhes acertar em cheio, com todas as balas a contar. Isto é algo que nos teremos de habituar mesmo a usar, pois os inimigos frequentemente surgem em números elevados e a partir de certa algura também teremos de enfrentar turrets automáticas e outros oponentes fortemente protegidos com armaduras. Apesar de existirem muitas armas espalhadas pelo jogo, as munições começam a ser escassas, obrigando-nos frequentemente a rodar pelas armas que vamos encontrando espalhadas pelos níveis, ou deixadas pelos inimigos que derrotamos.

Alguns inimigos são autênticas esponjas de balas, pelo que enfrentá-los em câmara lenta é quase obrigatório

De resto o progresso no jogo vai sendo relativamente linear, sendo que por vezes teremos de fazer algum backtracking para activar interruptores e afins de forma a progredir. Mas a exploração cuidada dos níveis é encorajada, não só para ir encontrando munições adicionais, mas também para encontrar alguns power ups que nos extendem permanentemente a barra de vida, ou o tempo disponível para manter o modo slow motion activo. Também temos uma vertente multiplayer que sinceramente não cheguei a experimentar, mas consistia nas habituais variantes de deathmatch, Capture the Flag e outros modos de jogo baseados na conquista e controlo de objectivos.

Alma vai tendo várias aparições, se bem que na sua forma adulta aparece sempre desfocada

Tal como referi acima, o jogo possui também um sistema avançado de física para a época. Para além de vários objectos poderem cair e as balas deixarem marcas nas paredes ou mesmo destruição parcial dos cenários, é frequente os inimigos revirarem mesas, ou sofás para servirem de abrigo durante os tiroteios.  A iluminação no geral também está muito boa, pois por exemplo, se abanarmos um candeeiro de tecto, o feixe de luz fica a balancear-se pela sala, de uma forma realista. Outros detalhes como os efeitos de partículas (especialmente quando activamos o modo slow motion) ou as sombras também me pareceram bastante bem conseguidas. Portanto, a nível gráfico, para 2005 foi um excelente esforço, com as personagens a possuir um elevado número de polígonos e bem detalhadas. Já os níveis em si, bom infelizmente não são os mais bonitos de sempre, com o jogo a decorrer em zonas industriais, armazéns, escritórios e pouco mais, pelo que não há uma grande variedade de cenários. As expansões já nos levam a outros sítios, como zonas residenciais, estações de metro, um hospital, entre outros. No entanto, há sempre uma atmosfera tensa, cenários a meia luz e jogamos sempre na expectativa de algo inesperado a surgir no meio das trevas, como as alucinações que vamos presenciando, cada vez mais frequentes e assustadoras.

Não teremos só aparições maradas, algumas criaturas estão mesmo aí para nos limpar o sebo

Ambas as expansões foram produzidas não pela Monolith mas sim pela TimeGate Studios. A primeira expansão é o Extraction Point, decorrendo imediatamente após o final do jogo, onde temos de atravessar meia cidade de Auburn e chegar ao Extraction Point, para sermos finalmente resgatados em segurança. A nível de jogabilidade esta expansão inclui algumas armas novas como uma arma laser ou uma metrelhadora pesada. Poucas são as restantes novidades, a não ser o facto que vamos explorar novos cenários como um hospital ou uma estação de metro. A segunda expansão é a Perseus Mandate, esta lançada de forma standalone, ou seja, sem ser necessário ter o jogo original para a jogar. Esta expansão decorre em paralelo com o jogo principal e sua expansão, onde controlamos um outro operativo do grupo F.E.A.R., que também investiga os eventos que decorrem em instalações da Armacham.  Uma vez mais teremos algumas armas extra, como uma arma automática com visão nocturna ou um lança granadas, bem como novos inimigos para defrontar. Aparentemente esta expansão possui também diferentes modos multiplayer, mas uma vez mais não os cheguei a testar.

Graficamente é um jogo muito bem conseguido, pelos seus efeitos de luz e sombra, física e partículas

Por fim, convém também referir que algumas reedições contém alguns extras, como um making of do jogo, um vídeo de 1h com os criadores do jogo a comentarem uma playthrough do demo, uma curta-metragem em live action que serve de prequela e o primeiro episódio de P.A.N.I.C.S. uma mini série cómica que fizeram com o motor gráfico do jogo. Todos estes extras estão incluídos nos ficheiros locais da versão Steam também. Portanto este F.E.A.R. e suas expansões são bons FPS, muito pela atmosfera tensa que proporcionam e os combates desafiantes que nos obrigam a usar todos os recursos que temos à disposição. A minha queixa maior vai se calhar para alguma falta na variedade de inimigos e a extensão algo exagerada de alguns níveis. Mas estou curioso em ver como a série evoluiu com os tempos. O primeiro F.E.A.R. ainda tem uma costela de “velha guarda” em mecânicas de FPS, já os restantes já foram lançados numa altura em que os paradigmas das mecânicas de jogo mudaram.

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Pelé (Sega Mega Drive)

Para não destoar, cá vamos para mais uma rapidinha a um jogo desportivo, este que, se deve ter vendido alguma coisa, foi certamente por ter o nome do Pelé na capa. Publicado pela Accolade em 1993, é um jogo infelizmente não lá muito bom. O meu exemplar foi comprado na loja Games ‘n Stuff algures no mês passado, creio que me custou uns 6 ou 7€.

Jogo com caixa e manual

Os defeitos de Pelé começam logo pelo interface com o utilizador. Ao começar o jogo temos a opção de “Start” ou “Options”. Escolhendo logo Start, somos levados para um outro ecrã onde poderemos escolher a equipa que queremos jogar, a cor dos uniformes, a disposição táctica e escolher o onze inicial. Então, mas e o modo de jogo? Pois, temos de ir a “Options” primeiro, senão o jogo assume todas as opções default. Aí é que podemos escolher se queremos jogar com 1 ou 2 jogadores e quais os modos de jogo, desde partidas amigáveis (a tal escolhida por defeito), um torneio tipo campeonato do Mundo, ou uma temporada. Existe também um modo de jogo para treinar, mas sinceramente não perdi muito tempo com esse. Depois claro, podemos também escolher a duração das partidas e algumas opções no som também.

O jogo é apresentado numa perspectiva quase isométrica, mas muito próxima do campo

Uma vez escolhido o modo de jogo lá somos largados no campo. A perspectiva é isométrica (mas num sentido diferente dos FIFAs), se bem que a câmara está demasiado próxima do campo, o que nos tira alguma visibilidade e dificulta caso queiramos fazer algum passe longo. A jogabilidade também não é a mais amigável. As equipas que podemos escolher, bom, serão selecções nacionais ou clubes fictícios? Bom, em Inglaterra podemos escolher Manchester, Norwich ou Liverpool, em Espanha, Madrid. Em França, Marselha. Em Itália, Milan e Roma. Em Portugal, que tal como a Escócia e Suécia, não parecem pertencer à Europa, apenas podemos escolher Lisboa. Argentina temos Buenos Aires e no Brasil temos Brasília, São Paulo ou Rio. Existem mais uns quantos países/cidades para escolher mas já deu para entender que este jogo de licenciamentos apenas tem a imagem do Pelé mesmo, tudo o resto é fictício e sinceramente a Accolade/Radical Entertainment só mostram que não fizeram nenhum trabalho de casa nesta questão das equipas. Mas vá lá que em Buenos Aires joga o Maradina, esse grande craque!

Já que a selecção das equipas são uma anedota, podemos ao menos customizar os seus uniformes ao detalhe

A nível gráfico, o jogo até que possui alguns detalhes interessantes, como as animações que surgem quando alguém marca golo ou do árbitro a marcar alguma falta. Mas de resto, e com detalhes os uniformes das equipas a parecerem completamente aleatórios, deixam algo a desejar e mais uma vez mostram desleixo dos produtores. Música apenas temos nos menus e sinceramente nem são assim tão más. Os efeitos sonoros durante as partidas resumem-se aos toques da bola, dos jogadores e o ruído do público, que acredito que não seja muito fácil de reproduzir numa consola como a Mega Drive, mas uma vez mais fica muito aquém das expectativas, temos exemplos muito melhores na mesma consola.

Em Espanha apenas podemos seleccionar Madrid. Os adeptos do Barcelona devem ter ficado muito satisfeitos.

Portanto este Pelé é mais um dos muitos, certamente dezenas, jogos de futebol que a Mega Drive tem para oferecer. E certamente consigo enumerar mais de 10 jogos de futebol na Mega Drive bem mais divertidos que este. Ainda assim, o nome de Pelé deve ter feito sucesso pois a Accolade lançou ainda mais um jogo no ano seguinte. Estou curioso em ver como se safaram, pois pelas imagens parece ter melhorado. Também não era muito difícil.

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Aerial Assault (Sega Game Gear)

Continuando pelas rapidinhas nas consolas 8bit da Sega, mas agora na sua portátil Game Gear, o jogo que vos trago agora é a adaptação para a portátil do Aerial Assault, um competente shmup da Master System. Como o hardware entre ambas as plataformas é muito similar, geralmente os jogos que saem para ambas as plataformas possuem muito poucas diferenças, o que não é o caso deste Aerial Assault cuja versão Game Gear já possui algumas diferenças consideráveis. O meu exemplar foi comprado algures em Novembro a um particular no OLX, tendo-me custado 10€.

Jogo com caixa e manuais

A nível de mecânicas de jogo esta é uma versão mais simplificada pois não temos armas secundárias. Mas vamos no entanto poder apanhar alguns power ups na mesma, desde upgrades às nossas armas, que podem passar a disparar projécteis algo teleguiados, mísseis, raios laser capazes de perfurar mais que um inimigo, ou projécteis que dispersam em várias direcções. Outros upgrades podem melhorar a agilidade do avião bem como conferir-lhe escudos frontais capazes de absorver alguns impactos. Se perdermos uma vida, naturalmente que o avião perde todos os upgrades apanhados até então.

A história é idêntica à versão Master System, onde uma organização terrorista (os NAC) conseguiram montar um verdadeiro exército e tomaram o mundo de assalto, com o herói a comandar um avião de combate e sozinho defrontar toda essa ameaça. Não me recordo se a versão Master System teria suporte a 2 jogadores, creio que não, mas esta versão Game Gear suporta multiplayer cooperativo com 2 jogadores ligados entre si.

O primeiro nível é completamente novo, não existe na Master System

A nível audiovisual, tal como a versão Master System, as músicas não são nada de especial, mas também não são propriamente irritantes. A nível gráfico acho que o jogo deu um passo atrás, pois as sprites estão um pouco mais infantilizadas e os cenários não são tão bem detalhados quanto a versão Master System, pois esta possuia alguns efeitos de paralaxe e aquela cena ao por do sol, transitando para uma poderosa tempestade, apesar de estar também aqui presente, não ficou tão bem conseguida. Os cenários seguem a mesma lógica, com o primeiro nível a ser inteiramente novo, sobrevoando uma cidade. O resto sobrevoamos oceanos, cavernas, uma grande base e por fim combatemos no espaço. A versão Master System possui sprites mais realistas, incluindo os bosses, e os inimigos são bem mais velozes e agressivos do que nesta versão.

O design das sprites infelizmente é muito inferior nesta versão, incluindo os bosses.

Portanto continuo a preferir a versão Master System deste Aerial Assault, pelo maior desafio, melhores mecânicas de jogo e melhores gráficos. No entanto não deixa de ser de louvar a iniciativa da Sega em querer tornar ambos os jogos diferentes entre si, quando os sistemas acabam por ser muito, muito semelhantes.

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Wimbledon (Sega Master System)

Mais uma rapidinha para a Master System, se bem que desta vez este artigo será meramente indicativo. Isto porque o primeiro Wimbledon para a Master System faz parte da compilação Gamebox: Série Esportes, lançada originalmente pela a Tectoy no mercado Brasileiro mas que também chegou cá a Portugal através dos portuguese Purples. Já na altura tinha feito uma análise ao Wimbledon por aí, pelo que recomendo que espreitem esse artigo.

Jogo com caixa e manual

O meu exemplar standalone deste jogo foi comprado numa loja alemã, por alturas de descontos de Black Friday. Ficou-me por 4€ mais portes, que se diluiram bem com os restantes jogos que acabei por comprar lá.

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Slam ‘n Jam ’96 (Sega Saturn)

Continuando pelas rapidinhas a jogos desportivos, vamos ficar agora com este Slam ‘n Jam 96, que foi lançado nesse ano para a Saturn e Playstation. Desenvolvido pela Left Field, a mesma empresa que chegou a estar associada à Nintendo durante alguns anos, tendo desenvolvido os NBA Courtside e Excitebike 64, este é um jogo de basquetebol 2D que me faz lembrar de certa forma a série NBA Jam. O meu exemplar foi comprado num pequeno bundle de outros jogos Saturn e Mega Drive que comprei algures em Outubro numa feira de velharias. Ficou-me por 2.5€ portanto!

Jogo com caixa e manuais

Apesar de Magic Johnson e Kareem Abdul-Jabbar serem estrelas da NBA que foram patrocinadas pelo jogo, este não tem licença sobre as equipas NBA, pelo que os jogadores restantes possuem todos nomes fictícios. Com isso em mente, podemos optar por jogar partidas individuais, um campeonato (desde uma temporada completa com 82 jogos, ou outras mais curtas) ou saltar directo para os playoffs típicos do final da temporada.

No que diz respeito aos modos de jogo não há muito mais a acrescentar, até porque o modo temporada pode ser bastante extenso

O jogo é apresentado numa perspectiva frontal para os cestos, com as personagens, público todos completamente em 2D. Sinceramente até prefiro assim, pois esta geração sempre deixou algo a desejar no 3D, mas jogos com um 2D bem feito envelheceram muito melhor. E é o que me parece ser neste jogo! Confesso que não sou o maior conhecedor de jogos de basquetebol, mas a jogabilidade aqui parece-me bastante simples e divertida, oferecendo no entanto algumas possibilidades adicionais, como activar a fatiga, faltas (ao contrário de NBA Jam, onde vale tudo) e substituir jogadores com base nas suas estatísticas. Mas tal como o NBA Jam, o jogo possui um ritmo muito elevado, com a possibilidade também de tentarmos encestar as bolas de forma estilosa (embora não tão exageradamente como no NBA Jam). Há também a possibilidade de optar pelo multiplayer para várias pessoas com recurso ao multitap, o que me parece ser uma boa ideia.

Visualmente é um jogo com um 2D muito competente e um bom sprite scaling

A nível audiovisual o jogo apenas possui músicas nos menus e afins, embora estas até sejam agradáveis. Durante as partidas só temos os ruídos do jogo, o barulho emotivo do público e os comentadores desportivos que vão soltando algumas larachas. Graficamente acho que é um jogo bastante apelativo, pois todas as sprites estão desenhadas no 2D muito bem detalhado e animado, portanto acho que acabou por envelhecer muito melhor que outros jogos desportivos da época. A única coisa em 3D são os contornos da arena desportiva que também são simples, portanto também não envelheceram lá muito mal.

Portanto este Slam ‘n Jam até que se revelou numa óptima surpresa, dos poucos jogos de basquetebol que joguei na Saturn este parece-me ser o mais divertido e de longe o mais apelativo visualmente pelo seus visuais em 2D muito bem detalhados. Antes deste havia o Slam ‘n Jam 95, lançado para a 3DO apenas e pelo menos a nível visual parece-me muito similar. Já depois deste jogo a Left Field entrou numa parceria com a Nintendo onde, no meio de outros jogos, começou a série NBA Courtside, que já possui uma toada mais realista.

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INXS: Make My Video (Sega Mega CD)

Continuando pelas rapidinhas, mas agora na Mega CD, hoje trago-vos cá mais um jogo estranho da sua biblioteca. A série Make My Video era uma série baseada em vários artistas musicais onde o objectivo era criarmos alguns videoclips criativos para as suas músicas. Existem 4 títulos desta série, se bem que aqui na Europa apenas tenhamos recebido 3. O que cá trago hoje é sobre os INXS uma popular banda rock dos anos 90. O meu exemplar foi comprado na loja Mr. Zombie algures no final de Outubro/inícios de Novembro, numa altura em que eles fizeram descontos sobre todo o material Sega que tinham no site. Ficou-me então por cerca de 8€.

Jogo com caixa e manuais

E então em que consiste este “jogo”? Assim que ligamos a consola vemos duas raparigas entretidas a jogar bilhar, até que são abordadas por 2 anormais que as estão a comer com os olhos e que nos desafiam a criar o melhor videoclip de sempre dos INXS. Se não os quisermos aturar podemos carregar no Start, que nos leva a ser abordados por outras personagens como 2 motards femininas, um nerd e um “cool guy” que não quer saber das raparigas para nada, logo tem todo o seu interesse. Independentemente das personagens que quisermos desafiar, temos sempre a opção de editar o videoclip de 3 músicas, todas do mesmo álbum, lançado no mesmo ano que este jogo: Heaven Sent, Not Enough Time e Baby Don’t Cry. Mediante as personagens que vamos desafiar, antes de começar a editar o vídeo eles vão-nos dar algumas dicas sobre o que gostariam de ver no vídeo. Uns querem cenas azuis, outros personagens intelectuais, outros gostariam de ver répteis, entre outras sugestões.

No ecrã inicial, com o start, podemos alternar de desafios

Uma vez aceite um desafio, lá somos lançados para o ecrã de edição de vídeo. O clip da música começa a tocar no centro do ecrã e em baixo vemos 3 video feeds diferentes, cada um mapeado para um botão facial da Mega Drive. No canto superior esquerdo, com o D-Pad podemos seleccionar e activar uma série de efeitos especiais, desde espelhar imagens, pixelizá-las (sim, ainda mais), brincar com escalas de cores, activar as letras da música como legendas, entre outros. E portanto, usando o D-Pad para seleccionar efeitos e os botões faciais para activar os diferentes feeds de vídeo (que para além do videoclip consistem em imagens aleatórias de filmes vintage ou clipes parvos de animação) lá teremos de montar um vídeo de acordo com os requisitos de cada personagem. Se formos bem sucedidos, no final eles vão dizer que adoraram o nosso vídeo e somos presenteados com uma cena cómica, caso contrário, também somos presenteados com outra cena cómica e convidados a tentar novamente. Se quiserem editar os videoclips livremente, sem qualquer restrição imposta pelo jogo, existe também um modo de jogo que nos deixa fazê-lo.

Editar os vídeos de acordo com as expectativas não é nada fácil pois temos de estar muito atentos às imagens que vão surgindo em cada feed

A nível audiovisual… bom os clips de video são mostrados numa janela muito pequena, altamente pixelizados e com baixa qualidade de cor, algo que infelizmente é normal nos jogos de Mega CD. O acting não é lá grande coisa como devem de calcular e no fim de contas este é um “jogo” que recomendo apenas para coleccionadores, fãs de INXS, ou caso o encontrem bem barato, quanto mais não seja para servir de exemplo de algo que envelheceu muito mal.

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Champions World Class Soccer (Sega Mega Drive)

Continuando pelas rapidinhas, mas agora na Mega Drive, hoje trago-vos por cá mais um videojogo de futebol. Desenvolvido pela Flying Edge, uma subdivisão da Acclaim, este jogo foi lançado em 1994, sendo que na Europa foram saindo versões com capas, manuais e label do cartucho completamente distintas entre si. A mais popular de se encontrar por cá é a que está na imagem acima do jogo, mas no Reino Unido a Acclaim conseguiu os direitos sobre o nome e imagem de Ryan Giggs, jogador muito popular na altura. Já a versão francesa tem toda a equipa do PSG como destaque, mas a nível de conteúdo parecem-me todas as versões idênticas. A versão que trago hoje é precisamente a do Reino Unido, que foi comprada algures em Novembro na loja Games n Stuff, tendo custado uns 6€, salvo erro. Se um dia vier a arranjar mais alguma das versões irei meramente actualizar este post.

Jogo com caixa e manual, versão patrocinada pelo Ryan Giggs

A nível de modos de jogo não temos lá muitas opções, ou jogamos uma partida amigável, seja sozinhos ou contra o CPU, ou entramos num torneio de selecções nacionais semelhante aos Mundiais, com uma fase de grupos e depois uma série de eliminatórias até à final. Na fase de grupos, ainda apanhamos o sistema de receber apenas 2 pontos em caso de vitória.

Apenas temos selecções nacionais para escolher, incluindo a portuguesa

As mecânicas de jogo são relativamente simples, com os botões a servir de passe, remate ou tackle e troca de jogador, no caso de estarmos na posse de bola ou não. A nível de customizações, podemos optar por definir a duração das partidas, activar ou desactivar faltas, foras de jogo e o controlo dos guarda-redes, que pode ser automático, semi automático (o guarda redes apenas defende automaticamente) ou completamente manual, o que sinceramente não recomendo. Antes de cada partida podemos apenas alterar a formação táctica da equipa e pouco mais. E se por um lado as mecânicas de jogo são relativamente simples na teoria, infelizmente no campo a sua implementação não foi de todo a melhor, a começar precisamente na lentidão que os jogadores se arrastam pelo campo.

Entre cada partida e nos intervalos temos direito a uma intervenção do comentador desportivo

A nível audiovisual, bom, o jogo até tem alguns detalhes interessantes, como o ecrã do apresentador televisivo que vai dando os seus comentários entre cada partida. Não é algo completamente original, pois existem vários videojogos da EA Sports com a mesma abordagem, mas não deixa de ser interessante. O campo de futebol até que é colorido e com algum detalhe, com o público bem visível e as publicidades habituais ao pé das linhas. Mas na parte do som o jogo deixa muito a desejar. As músicas apenas existem no ecrã título e menu inicial, durante o resto do jogo apenas ouvimos os ruídos do público e outros sons aleatórios, que sinceramente não são nada apelativos. Até as celebrações dos golos são tão fatelas…

A perspectiva do jogo é horizontal, com um radar no canto superior direito que indica a posição de cada jogador

Portanto sinceramente este Champions World Class Soccer é um jogo de futebol muito mediano. Existe uma grande variedade de jogos de futebol na Mega Drive, muitos deles melhores que este, pelo que não há grande razão para escolherem este jogo quando quiserem jogar uma partida rápida de futebol à moda dos 16bit.

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