X-Men Mutant Academy 2 (Sony Playstation)

O artigo de hoje é mais uma rapidinha, uma breve análise ao X-Men Mutant Academy 2, que embora seja melhor que o primeiro, confesso que continuo preferir de longe os fighters da Capcom do universo X-Men e/ou Marvel. Mas já lá vamos! O meu exemplar foi-me oferecido por um colega de trabalho, jutamente com mais alguns outros jogos de Playstation, algures em Abril de 2016.

Jogo com caixa, manual e papelada

Este é mais um jogo de luta 1 contra um no universo X-Men, mas com gráficos e jogabilidade em 2.5D, ou seja, tanto as personagens como os cenários são renderizados em 3D poligonal, mas a jogabilidade é toda mantida num plano 2D. A nível de modos de jogo temos exactamente os mesmos que o anterior, com os tradicionais modos arcade e versus, bem como o tutorial (Academy) onde o Professor Xavier nos explica detalhadamente as mecânicas de jogo. O modo de jogo que resta é o Survival que também dispensa apresentações, pois coloca-nos a enfrentar combates contínuos e apenas dispomos de uma só vida, pelo que o objectivo é o de aguentar o máximo de confrontos possível.

O elenco de personagens disponíveis é bem mais completo desta vez

Mesmo a nível de dificuldade, algumas das mecânicas base se mantiveram, como o facto de termos não uma, não duas, mas sim três barras de energia separadas que se vão enchendo à medida que vamos distribuindo pancada e, uma vez cheias, desbloqueiam a possibilidade de desencadear um golpe especial. Cada barra de energia enche a ritmos diferentes, pelo que as que demoram mais a encher são as que nos permitem desencadear os golpes especiais mais fortes. Também tal como na sua prequela é possível transferir a barra de energia de uma para outra e a nível de controlos, o esquema mantém-se também idêntico, com os botões faciais e R1/R2 a servirem para despoletar socos e pontapés, fracos, médios e fortes. Já os botões L1 e R1 ficam com os Counter e Throws.

Continuamos com as 3 barras de specials e poedmos transferir a energia de umas paras as outras

Mas confesso que este jogo ficou bem mais agradável que o seu predecessor, na minha opinião. Não só os combates são mais fluídos, como há uma maior variedade de golpes, incluindo combos aéreos, bem como uma maior variedade de personagens disponíveis! Mesmo a nível audiovisual, as personagens continuam bem detalhadas, mas desta vez os cenários são mais interessantes e fazem mais sentido tendo em conta o universo X-Men. Mas, no fim do dia, continuo de longe a preferir os fighters da Capcom. Ainda assim devo dizer que este Mutant Academy 2 até que foi uma agradável surpresa visto que não fiquei assim tão impressionado com o primeiro.

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Bikkuriman Daijikai (PC-Engine CD)

Vamos a mais uma super rapidinha a um outro jogo bizarro de PC-Engine CD que, devido à barreira linguística, não dá mesmo para tirar grande proveito. Mas sinceramente, mesmo que algum dia alguém se desse ao trabalho de fazer um patch de tradução do jogo (o que duvido seriamente), mesmo em inglês seria um jogo nada apelativo. Daí o artigo de hoje ser bastante curto! O meu exemplar veio em conjunto com a PC-Engine Duo RX que comprei no ano passado a um coleccionador francês.

Jogo com caixa e manual com poster no verso

Ora Bikkuriman, pelo que invesiguei, é uma marca de chocolates japoneses que fizeram sucesso na década de 80 ao introduzirem uma colecção de cromos com personagens bizarras. Esse sucesso levou à criação de séries animadas, mas também videojogos. O primeiro videojogo Bikkuriman é na verdade mais uma adaptação do primeiro Wonder Boy pela Hudson, que já tinha lançado esse mesmo jogo na MSX/Famicom/NES como Adventure Island e agora na PC-Engine como Bikkuriman. O jogo seguinte, já lançado em 1988 para o novíssimo sistema PC-Engine CD é então este Bikkuriman Daijikai. Então será este um jogo de plataformas como o primeiro? Antes fosse…

Durante o “jogo” temos de ler detalhes dos vários cromos Bikkuriman…

Na verdade este é um daqueles quizz games, que por algum motivo fazem um sucesso considerável no Japão e que eu nunca vou compreender o porquê, um pouco como os jogos de corridas de cavalos. Então a ideia aqui é ir explorando os diferentes cromos, ler um pouco sobre eles e eventualmente alguém nos faz uma pergunta. Se acertamos, passamos para a fase seguinte do jogo, que consiste em ver mais cromos e ler os seus detalhes, para mais tarde termos de responder a outra pergunta. É só isto. Naturalmente que com a barreira linguística não faço ideia do que estava ali a fazer, mas realmente as personagens têm um aspecto bastante bizarro!

…para eventualmente respondermos a algumas perguntas!

A nível audiovisual é um jogo muito simples e a única coisa que lhe faz justificar ser em formato CD é o facto de ter alguns clipes de voz e algumas músicas que suspeito que tenham sido retiradas ou do anime, ou de eventuais anúncios televisivos. Ao longo do jogo em si, iremos ouvir algumas músicas em chiptune que sinceramente não achei nada de especial.

E pronto, Bikkuriman Daijikai é isto. Uma curiosidade apenas, que mesmo para a altura em que saiu, acho que apenas despertaria o interesse a quem fosse mesmo grande aficcionado daquela colecção de cromos em particular!

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Venom – Spider-Man: Separation Anxiety (Sega Mega Drive)

Ora este é um jogo que já tenho na colecção desde o final de 2015, mas tenho evitado escrever sobre ele pois queria arranjar a sua prequela (Maximum Carnage) primeiro. Infelizmente com os preços a ficarem cada vez mais proibitivos tanto da versão Mega Drive como Super Nintendo, vou deixar de esperar e um dia que me apareça, escrevo algo depois. Como referi acima, este meu exemplar chegou-me à colecção no final de 2015, após o ter comprado a um particular por 10€. É um dos jogos que a Ecofilmes lançou cá com uma capa impressa por eles, mas com um cartucho e manual Sega Genesis. Teoricamente vinha também com o habitual manual PT da Ecofilmes. A Ecofilmes fez isto com vários jogos, curiosamente uma grande parte deles são da Acclaim, onde excedentes de stock Norte-Americano foram aproveitados para lançamentos por cá.

Jogo com caixa e manual, uma aberração da Ecofilmes

Infelizmente não tenho muitas coisas boas a dizer deste Separation Anxiety. O primeiro jogo, Maximum Carnage, colocava-nos no papel de Spider-Man ou Venom e iríamos enfrentar muitos vilões do universo Marvel, culminando no confronto contra o próprio Carnage. Aqui acabamos por repetir a dose, se bem que agora temos a possibilidade de jogar de forma cooperativa com outro jogador, um controla o Spider-Man, o outro o Venom. A nível de mecânicas de jogo parece-me ser muito idêntico, pois estamos perante um beat ‘em up onde tanto uma personagem como outra podem distribuir pancada com um certo foco em combos, bem como usar as suas habilidades especiais, como usar as teias tanto para atacar os inimigos, como para se moverem mais rapidamente pelo ecrã, bem como podem também escalar paredes e edifícios. À medida que vamos jogando iremos também encontrar alguns power ups, que tanto nos podem regenerar a barra de vida, fornecer vidas extras, ou manter um stock de golpes especiais que podemos activar a qualquer momento no jogo. Estes invocam certas personagens da Marvel como o Captain America, Ghost Rider ou Daredevil, que surgem no ecrã durante uns segundos e lançam um ataque capaz de atingir multiplos inimigos em simultâneo. Mas sinceramente nem sempre são tão úteis assim. Os últimos níveis foram especialmente frustrantes!

No primeiro nível enfrentamos uma série de bandidos mas rapidamente a variedade de inimigos diminui drasticamente

Até aqui tudo bem, e a inclusão de um modo multiplayer é de facto benvinda, mas em (quase) tudo o resto, este jogo acaba por ser inferior ao seu predecessor. A começar pelo design dos níveis e inimigos. Aqui a maior parte do tempo iremos percorrer cenários algo desinspirados e sem grande variedade de coisas a acontecer. Os inimigos também são um problema gritante de falta de variedade, pois iremos enfrentar sempre os mesmos robots e inimigos humanóides, mas com cores diferentes.

A grande novidade está mesmo no facto de podermos jogar com um amigo

A nível gráfico também achei um jogo algo desinsipirado. Por um lado as sprites do Venom e Spider-Man estão bem detalhadas e à medida que vamos distribuindo pancada vão surgindo no ecrã aquelas onomatopeias como BLAM e KABOOM mesmo como nas banda desenhada, o que já tinha achado um detalhe interessante no Maximum Carnage. Por outro lado os níveis são um pouco desinspirados e os seus visuais algo pré-renderizados também não ficaram assim tão bons. Mesmo a nível de apresentação, o Maximum Carnage tinha algumas cutscenes em formato de banda desenhada, aqui só temos algumas paredes de texto entre os níveis. Já as músicas, sinceramente até não as achei nada más de todo, é mais um dos poucos pontos positivos!

Portanto a ideia que fica deste Separation Anxiety é que foi um jogo feito à pressa, para capitalizar no sucesso que o primeiro recebeu. O modo multiplayer é de facto muito benvindo, mas em tudo o resto (excepto a banda sonora) o Maximum Carnage é superior.

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Lust for Darkness (PC)

Continuando pelo PC e agora para uma rapidinha, deixo-vos com um breve artigo sobre o Lust for Darkness, um indie jogo de terror produzido pela Movie Games. O meu exemplar acho que foi comprado nalgum bundle baratinho, sinceramente já não sei precisar quando nem quanto custou.

E este é um jogo de terror na primeira pessoa, um pouco à imagem de jogos como o Amnesia: The Dark Descent, até porque o protagonista está completamente indefeso perante os perigos que irá enfrentar. Ao contrário do Amnesia, que é um excelente jogo de terror, este já não é tão bom quanto isso infelizmente. Iremos controlar na maior parte de todo o jogo um homem chamado Jonathan, que anos após o misterioso desaparecimento da sua esposa Amanda, acaba por ser contactado pela própria que lhe diz que está viva, mas corre perigo de vida e pede-lhe para se infiltrar numa mansão onde foi feita prisioneira. No curto prólogo do jogo controlamos precisamente a própria Amanda e vemos como é que ela acabou por ficar aprisionada.

É uma pena que a narrativa não seja tão boa pois o conceito do jogo até que tem bastante potencial

Agora quando nos infiltramos na tal mansão (e a palavra certa é mesmo infiltrar pois os seguranças expulsam-nos caso sejamos encontrados) deparamo-nos que está a decorrer um importante evento de um clube/culto secreto, que irá resultar em orgias e outros rituais que abrem um portal para uma outra dimensão algo demoníaca. Faz-me lembrar de certa forma parte do filme Eyes Wide Shut, embora claro sem a parte dos demónios e tal. E lá teremos de explorar não só a mansão bem como a outra dimensão sinistra, tanto para entender o que se está ali a passar, mas também para salvar Amanda e defrontar quem a raptou em primeiro lugar.

Este é então um jogo de aventura na primeira pessoa, onde teremos de explorar os cenários, interagir com alguns objectos, resolver alguns puzzles e eventualmente evitar alguns confrontos. A nível audiovisual sinceramente estava à espera que fosse um pouco melhor. Graficamente os cenários até que estão bem conseguidos, a mansão parece mesmo tirada dos anos 1920-1930 e a dimensão de Lusst’ghaa é bastante sinistra. O problema é que as personagens estão muito mal detalhadas, infelizmente, parecem bonecos de silicone. Para além disso o voice acting não é nada de especial, o que acaba por estragar um pouco a narrativa. O que é pena pois a história que nos é aqui apresentada teria potencial para ser muito melhor, tanto na narrativa, como numa atmosfera mais tensa e aterradora ao longo do jogo. E este é um jogo com inúmeras referências de cariz sexual, portanto vai haver muita nudez e actos sexuais (por vezes bastante bizarros até), pelo que ficam avisados que é mesmo melhor deixar este jogo fora do alcance de menores.

A outra dimensão tem um aspecto muito H.P. Lovecraft

Portanto estamos aqui perante um jogo que tem um conceito bastante interessante, mas infelizmente o resultado final fica consideravelmente aquém do seu potencial. Sendo este um jogo indie compreende-se perfeitamente, no entanto. A mesma equipa está a preparar um novo jogo deste universo chamado Lust from Beyond que irá sair algures ainda neste ano, pelo que estou curioso em ver que pontos menos positivos irão melhorar!

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King’s Quest II (PC)

Depois do sucesso do primeiro King’s Quest, a Roberta Williams não perdeu muito tempo a preparar uma sequela. Lançada originalmente em 1985, o jogo teve um relançamento em 1987 que já suporta gráficos com o standard EGA e foi essa a versão que joguei pois é a que vem incluída na King’s Quest Collection, que por sua vez veio num humble bundle com dezenas de clássicos da Sierra que comprei algures no ano passado por uma bagatela.

Ora com os eventos do primeiro jogo, que colocaram o outrora cavaleiro Sir Graham agora como Rei Graham no trono de Daventry, Graham, ao espreitar no seu espelho mágico que lhe conta os eventos do futuro, vê uma donzela em perigo, numa terra distante. Calha bem, pois Graham ainda está solteiro e precisa de uma companheira para governar o seu reino. Partimos então para o mundo de Kolyma em busca da donzela Valanice, onde teremos de explorar mais uns quantos cenários diferentes, coleccionar objectos, escapar de inimigos e obstáculos e interagir com o mundo à nossa volta de forma a ir progredindo no jogo. Tal como no primeiro King’s Quest aqui vamos tendo uma vez mais várias maneiras de resolver alguns dos puzzles, embora o jogo nos encoraje a usar métodos não violentos, atribuindo-nos mais pontos a essas acções. Mas claro, temos também inúmeras maneiras de morrer neste jogo, desde cair em buracos, escadas, afogar, ou simplesmente ser atacado/comido por alguns dos inimigos que iremos enfrentar. A nível de jogabilidade contem com o habitual dos jogos da Sierra desta época. É um jogo de aventura onde nos podemos deslocar com as teclas das setas e usar uma linha de comandos para efectuar acções de observar, interagir com objectos ou outras personagens, o que nos obriga não só a usar o vocabulário que o jogo espera, bem como estarmos numa localização algo precisa.

Uma vez mais teremos de escapar de uma série de inimigos que surgem do nada!

A nível audiovisual, bom, em relação ao primeiro King’s Quest acho que ganha alguns pontos por haver mais alguma variedade de cenários. É que para chegar à ilha onde Valanice está aprisionada vamos ter de procurar uma série de chaves para abrir uma porta mágica que, depois de aberta, nos mostra outra porta trancada! Então teremos de explorar diferentes cenários, onde certos contos de fantasia clássicos estão também aqui representados como a história do Capuchinho Vermelho, ou mesmo o castelo do Drácula e porque não uma visita a Neptuno no fundo dos oceanos? Mas tirando a variedade, os cenários em si não envelheceram lá muito bem. De todas as aventuras gráficas que joguei da Sierra até agora e que ainda usam o AGI como motor de jogo, acho que só o primeiro Larry e Police Quest resistiram ao teste do tempo, apresentando visuais minimalistas, mas ainda com um certo charme! No que diz respeito ao som, esta versão não suporta qualquer placa de som, pelo que apenas ouvimos algumas melodias com o som atroz do PC-Speaker. Há outras versões da época que suportam placas de som, mas não esta.

Uma caverna com um morcego? O que sairá dali?

De resto, este é um jogo de aventura sólido e já começamos a ver um pouco do bom humor que a maior parte das aventuras gráficas da Sierra também tinham. Ao explorar o lar de uma bruxa vemos um Batmobile a sair da caverna, ao que o jogo refere que está completamente fora de sítio, bem como uma publicidade ao primeiro Space Quest que também surge aparentemente do nada. Mas ainda é um jogo muito solitário, com poucos NPCs com os quais podemos dialogar. A ver como se safam nas sequelas!

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