Ridge Racer (Sony Playstation Portable)

Até então, a saga Ridge Racer da Namco, com as suas origens nas arcades durante a década de 90, tinha vindo a acompanhar o lançamento das novas consolas da Sony. Foi assim com o primeiro Ridge Racer na Playstation, Ridge Racer V na Playstation 2 e agora na PSP, com este outro Ridge Racer, que apesar de possuir o mesmo nome do primeiro jogo, é na verdade uma espécie de homenagem a toda a série até então. O meu exemplar foi comprado algures em Abril de 2015, tendo vindo da saudosa Cash Converters de ALfragide, por 3€.

Jogo com caixa e manual

Os modos de jogo que temos são os World Tour, Single Race, Time Trial e Wireless Battle. O último é o típico modo multiplayer que, como habitualmente, nem sequer experimentei. Os Single Race e Time Trial devem ser também auto explanatórios, pois são modos de jogo onde poderemos jogar os circuitos já desbloqueados de forma despreocupada ou, no caso do time attack, com vista em fazer o melhor tempo possível. O World Tour é, portanto, o modo de jogo que nos irá consumir mais horas, pois consiste em dezenas de pequenos torneios onde teremos de participar num número variável de corridas. É aqui que vamos desbloqueando novos carros e circuitos para jogar nos outros modos de jogo também. Cada corrida possui critérios distintos de qualificação para a corrida seguinte, inicialmente basta-nos chegar em terceiro lugar (concorrem sempre 12 carros), mas à medida que vamos avançando no torneio teremos de chegar em segundo ou primeiro lugar.

Com a câmara na primeira pessoa temos direito a um espelho retrovisor onde podemos tomar conta dos oponentes que se aproximam de nós

E à medida que vamos jogando, não conseguimos deixar de sentir uma certa familiaridade com as pistas que vamos percorrendo. Então fui ler sobre este Ridge Racer e lá descobri que o mesmo é uma espécie de homenagem a toda a série disponível até então, onde os seus circuitos e carros são remixes dos mesmos presentes em jogos anteriores. Mas nem tudo são lembranças do passado, a jogabilidade continua bastante arcade, o que me agrada, mas introduziram também um sistema de nitros que teremos de usar de forma inteligente para ganhar vantagem perante a competição. Basicamente no lado esquerdo do ecrã vemos 3 garrafas de nitro, vazias, cujas se vão enchendo, uma de cada vez, à medida que vamos correndo. Uma vez com pelo menos uma garrafa cheia, poderemos activar o nitro para, durante alguns segundos, atingirmos velocidades estonteantes e conseguir ultrapassar a concorrência.

À medida que vamos avançando no jogo desbloqueamos novos carros e circuitos

No que diz respeito aos audiovisuais, devo dizer que este é um jogo muito bem conseguido, ainda para mais sendo um título de lançamento da PSP (pelo menos por cá na Europa). Os circuitos estão muito bem detalhados, onde iremos percorrer diversos locais de Ridge City e suas imediações, como o centro da cidade repleto de arranha céus, as suas estradas pelas montanhas ou à beira mar, bem como alguns circuitos que se aventuram mais no interior. Graficamente é um jogo excelente, não ficando atrás de muitos jogos de corrida lançados na Playstation 2. As pistas são bastante detalhadas, com bonitos efeitos gráficos como o reflexo do sol no asfalto durante o crepúsculo, ou o trilho de luz deixado pelos faróis traseiros dos carros nas corridas nocturnas. Só os carros, quando os vemos de perto, é que nos apercebemos que são mais “quadrados” do que o suposto, mas sinceramente é um pequeno sacrifício quando vemos tudo o resto. As músicas são remixes de temas conhecidos dos jogos anteriores, e o resultado é uma banda sonora bastante agradável e diversificada. Tanto temos músicas mais mexidas e electrónicas, como outras bem mais calmas e cheias de influências jazz. Outras ainda mais pop e rock!

Os nitros devem ser usados de maneira inteligente, preferencialmente em grandes rectas

Até que gostei deste Ridge Racer. A sua jogabilidade é bastante precisa, ainda tem aquele feeling arcade que aprecio e no que diz respeito aos audiovisuais, é de facto um jogo muito bem conseguido. O seu modo World Tour é realmente extenso: são dezenas de torneios, com ainda mais dezenas de circuitos. É então um jogo perfeito para ser jogado em pequenas doses, pois infelizmente não há grande variedade a nível de desafios em cada torneio. Mas vamos tendo algumas recompensas interessantes para desbloquear, como alguns carros temáticos da Namco e, claro, um dos seus clássicos arcade dos anos 80, nomeadamente o New Rally X.

The King of Route 66 (Sony Playstation 2)

Desenvolvido originalmente para as arcades no sistema NAOMI2, este The King of Route 66 é uma sequela do 18 Wheeler, onde uma vez mais teremos de conduzir enormes camiões por estradas e cidades cheias de trânsito, competindo contra outros camionistas que só nos vão complicar a vida. Nas arcades, o jogo foi lançado algures em 2002. Nesta altura, apesar de ainda serem lançados alguns jogos esporadicamente para a Dreamcast, a plataforma já estava bem enterrada a nível global, pelo que a única conversão doméstica que o jogo recebeu até então foi para a Playstation 2, algures no ano seguinte. O meu exemplar foi comprado há coisa de 2 anos atrás, na Player Entertainment Exchange do Maia Shopping, que entretanto fechou portas. Já não me recordo quando custou, mas não terá sido mais do que 7€.

Jogo com caixa, manual e papelada

Nesta conversão para a PS2 dispomos de vários modos de jogo, mas vamos primeiramente abordar o “King of Route 66” que é a adaptação directa do original arcade. Aqui  temos de escolher um de vários camionistas estilosos, cada qual com o seu camião com diferentes estatísticas. Uns são mais rápidos, outros manobram melhor, bem como o seu peso é diferente. Uma vez escolhido o camionista, iremos percorrer os vários Estados Norte Americanos por onde a mítica Route 66 atravessa, desde a cidade de Chicago no estado de Illinois, culminando na Califórnia, na costa Oeste. Em cada um destes locais teremos várias missões pela frente, onde iremos defrontar os camionistas da empresa Tornado, que atormentam todos os outros camionistas de boas famílias que percorrem a mítica estrada Norte Americana.

A selecção de camionistas é uma vez mais divertidamente bizarra

Tipicamente, o fluxo das missões decorre da seguinte forma: chegar à empresa que nos vai dar trabalho dentro de um curto intervalo de tempo e/ou garantindo também que chegamos à frente dos camionistas da Tornado. Uma vez lá geralmente poderemos escolher um de 2 trabalhos com dificuldades “easy” e “hard”. A diferença entre ambas as dificuldades está no peso da carga e a distância/caminho necessário percorrer para a entregar ao seu destino, bem como os pontos/dinheiro que ganhamos no final. Mas antes de partir para as entregas, temos um mini-jogo de bónus onde teremos de engatar o atrelado. Aqui teremos de conduzir o camião em marcha-atrás até ao atrelado, travando em segurança mesmo no seu ponto de encaixe para não danificar a carga. Se o conseguirmos fazer em meros segundos, ou seja acelerar bastante no início e travar atempadamente, somos recompensados com dois nitros que poderemos usar posteriormente. E o que acontece a seguir é a tal missão onde teremos de entregar a carga em segurança ao seu destino. O problema é que temos um camionista rival a dificultar-nos a vida e temos de assegurar que chegamos ao destino antes dele.

Os diálogos são sofríveis mas faz parte do charme

Mas conduzir um camião a alta velocidade não é tarefa fácil e o nosso oponente conduz de forma muito agressiva e recupera rapidamente caso se despiste, ao contrário de nós. Então somos obrigados a jogar sujo, seja a aproveitar o túnel de vento do seu camião para ganhar mais velocidade, mas também procurar atalhos, mesmo que para isso tenhamos de sair fora da estrada e levar pela frente algumas estruturas pelo caminho. Há pouco referi os nitros e estes devem ser usados de forma inteligente, especialmente quando cortamos caminho. Para além dos nitros que possamos ter antes de começar a corrida, poderemos também encontrar outros espalhados ao longo do circuito, bem como símbolos da Route 66 que nos irão aumentar a pontuação no final.

O modo de jogo seguinte já é exclusivo desta versão PS2 e intitula-se Queen of Route 66. Aqui também teremos de escolher um camionista e iremos uma vez mais percorrer a estrada ao longo de todos aqueles estados Norte Americanos. A diferença é que participamos numa espécie de concurso em cada estado, onde teremos de cumprir uma série de objectivos para conquistar a miss lá do sítio. Esses objectivos podem ser coleccionar ou destruir um certo número de objectos espalhados pelos mapas, num determinado tempo limite, completar algumas corridas com tempos apertados sem destruir nada à nossa volta, participar em battle royales, ou seja, destruir os camiões adversários, entre outros. Aqui, com o dinheiro que vamos ganhando, poderemos também modificar o camião, ao comprar novas peças que lhe melhorem a sua performance, o que irá certamente ajudar para cumprir alguns objectivos. Finalizando este modo de jogo, desbloqueamos uma discoteca onde podemos ver as meninas a dançar com pouca roupa. Inclusivamente podemos vê-las só em bikini, se apanharmos emblemas da Route 66 suficientes neste, e noutros modos de jogo.

Um dos desafios do Route 66 challenge é o de destruir uma série de carros dentro de um tempo limite

O modo de jogo seguinte é o Route 66 Challenge, onde, sem qualquer narrativa manhosa por detrás, teremos uma vez mais de completar vários desafios diferentes, como coleccionar os tais símbolos da Route 66, destruir camiões ou carros ou escoltar outra camionista. Por fim temos também o Rival Chase, onde teremos alguns circuitos mais longos para competir contra outros camionistas. Para além disto temos naturalmente uma vertente multiplayer, que sinceramente nunca cheguei a experimentar.

A nível audiovisual, este jogo é muito especial nesse aspecto. Os gráficos como um todo não são nada do outro mundo, mas competentes para a altura em que o jogo saiu. Os circuitos em cada estado parecem-me representar bem as zonas por onde passam, desde pequenas cidades típicas do interior norte-americano ou outras localizações mais afastadas da civilização, diferentes condições atmosféricas, incluindo todas aquelas zonas mais áridas dos estados mais a sul. As personagens no entanto são muito bizarras, a começar pelos motoristas. E se por um lado esta faceta mais absurda é algo que me agrada, aquelas personagens supostamente mais “normais” também estão representadas de forma algo estranha. Já no que diz respeito ao som, bom a banda sonora agrada-me, sendo na sua maioria baseada em rock, mas com um cheirinho a country. e que assenta que nem uma luva ao estilo do jogo. O voice acting é terrível. Por um lado acho que a Sega se esforçou ao introduzir personagens com diferentes sotaques de cada região, algo bem notório no modo Queen, mas por outro lado temos muitas personagens com vozes irritantes, como é o caso do velhote Noisy Duck e de alguns dos antagonistas. A história como um todo é algo cringe, mas sinceramente isso também acaba por contribuir para o jogo ter um certo charme.

O interior dos camiões está top!

Portanto este The King of Route 66 acaba por ser uma interessante sequela do 18 Wheeler. Para quem gostou de jogar o original, irá certamente apreciar este jogo, pois a Sega esforçou-se en incluir muitos mais modos de jogo e desafios adicionais nesta versão doméstica. Mas não é um jogo que irá certamente agradar a todos, pois a sua jogabilidade é bastante peculiar e vai-nos obrigar a investir muitas horas para dominar a condução de cada camião. A sua história, voice acting e o design bizarro de várias personagens também poderá alienar algumas pessoas, mas sinceramente, por muito estranho que seja, até que gostei.

Gunblade NY and LA Machineguns (Nintendo Wii)

Se há coisa que a Wii e os seus comandos estranhos me agradou, é a facilidade que oferecem para jogar light gun shooters. E várias empresas perceberam isso, com a Sega a , maproveitar para relançar na plataforma vários dos seus light gun shooters. Alguns que nunca haviam sido lançados antes, como foi o caso do Ghost Squad, e desta compilação que contém os Gunblade NY e LA Machineguns. É pena que a Namco não tenha seguido a mesma ideia com os seus Time Crisis clássicos ou Point Blank! O meu exemplar foi comprado há uns anos atrás numa CeX do norte do país, tendo-me custado uns 6€ se bem me recordo.

Jogo com caixa e papelada

Se não se recordam de nenhum destes jogos em particular, devem-se recordar mais facilmente de ver em centros arcade algumas máquinas com enormes metralhadoras pesadas montadas na sua cabine. Bom, a probabilidade do jogo ser um destes dois é elevadíssima. Gunblade NY foi lançado ainda no velhinho sistema Sega Model 2, o mesmo sistema que nos trouxe clássicos como Daytona USA, Sega Rally, Virtua Fighter 2, Virtua Cop 1 e 2, etc. Já o LA Machineguns saiu mais tarde, creio que em 1998, já no sistema Sega Model 3, que possuía gráficos muito, muito mais avançados para a época.

Gun

O Gunblade NY presenteia-nos com 2 séries de níveis completamente distintas para escolher, bem como um modo de jogo adicional que mistura as áreas de ambos

Mas vamos a um jogo de cada vez, começando pelo primeiro, Gunblade NY. Aqui encarnamos num de dois polícias a bordo de um helicóptero, enquanto que a cidade de Nova Iorque é atacada por um bando de terroristas cyborgs, munidos de bazookas, e outros robots ameaçadores. O objectivo é o de limpar as ruas de todos estes inimigos, sendo que perdemos uma vida caso sejamos atingidos por um dos seus mísseis. Sabemos que um inimigo está prestes a disparar quando lhe surge um círculo vermelho à sua volta e mesmo quando disparam mísseis contra nós, podemos abatê-los antes de sermos atingidos. Inicialmente dispomos de 2 percursos diferentes para percorrer, um easy e o hard, que nos levam a diferentes níveis e bosses, embora todos decorram nas ruas de Nova Iorque, ou nas águas à sua volta. A jogabilidade em si é mesmo só apontar o wiimote e manter o botão de disparo pressionado, sem mais preocupaçãos. Não há reloads, não há armas que sobreaquecem, é mesmo só assentar chumbo nos inimigos que nos aparecem à frente! Mas claro, este é um jogo bastante frenético e apesar de acção ser on-rails, ou seja, sem qualquer controlo de câmara ou do caminho a seguir, a acção em si é bastante frenética, com o helicóptero a mover-se constantemente, por vezes passando em caminhos tão estreitos que nem sei como é possível, e claro, com inimigos a surgirem por todos os lados. Para além destes dois percursos, Gunblade NY possui também um modo Score Attack, onde dispomos de 1 ou 2 minutos para completar cada zona, sem direito a quaisquer continues. Se a nossa performance for boa, avançamos para um nível na campanha Hard, se não for tão boa quanto isso, já avançamos para um nível no Easy. É um modo de jogo feito para os profissionais que procurem um desafio maior.

O Gunblade NY foi um jogo lançado originalmente para o sistema Model 2, não envelheceu muito bem.

Já o LA Machineguns decorre não só em Los Angeles, mas sim em toda a Costa Oeste norte americana, pois teremos  também níveis em Las Vegas ou na prisão de Alcatraz, que fica perto de San Francisco. Aqui não temos diferentes campanhas, mas sim 5 diferentes níveis que podem ser jogados em qualquer ordem. E no que diz respeito à jogabilidade, contem com o mesmo shooting on rails bastante caótico, com uma câmara frenética e inimigos a surgir de todos os lados. Temos é agora um sistema de combos que nos permite pontuar mais ao derrotar uma série de inimigos sem sofrer dano, bem como teremos de evitar disparar sobre alguns civis inocentes que são apanhados no meio da confusão. Não temos o modo Score Attack aqui. De qualquer das formas, tanto num jogo como no outro, à medida que os vamos jogando, iremos subir de ranking policial, onde poderemos desbloquear novas armas (rapid fire, spread shot, por exemplo) que podem ser assignadas ao D-Pad do Wiimote. Para além disso tínhamos também a possibilidade de consultar os leaderboards na internet e ver onde a nossa pontuação se encaixava. Considerando todos os extras que a Sega incluiu no Ghost Squad, sinceramente achei que pudessem incluir mais qualquer coisa.

O LA Machineguns é um jogo mais aprimorado e com um sistema de combos

A nível audiovisual, o Gunblade NY é de longe o jogo que envelheceu pior. Os gráficos são muito quadrados, com poucas texturas e poucos ambientes destrutíveis, ficando apenas algumas marcas como se fossem autocolantes de buracos de balas. Pode ser a nostalgia a pregar-me partidas mas era capaz de jurar que o original arcade é mais colorido, ou pelo menos com cores mais vivas. Aqui até o azul predominante parece muito deslavado. Já o LA Machineguns, sendo um jogo de Model 3, possui gráficos bem mais modernos, com edifícios e inimigos mais polígonose e texturas mais detalhadas. A banda sonora, tanto num jogo como no outro é bastante acelerada, embora preferia que incidisse mais no rock como em muitos outros clássicos da Sega nas arcades da época. Aqui é mais sintetizadores e música electrónica.

Portanto, esta pequena compilação com estes 2 shooters arcade acaba por ser muito benvinda, até porque, até à data, é a única forma que temos de jogar legitimamente ambos os jogos em casa, a menos que comprem as máquinas arcade. Para além dos leaderboards e armas extra, poderíamos talvez esperar outros extras, o que não aconteceu. Ainda assim achei de louvar que a Sega tivesse tido o cuidado de lançar na Wii uma boa parte do seu catálogo de light gun shooters, embora jogos como Confidential Mission, a série Virtua Cop (principalmente pelo Virtua Cop 3 que nunca saiu fora das arcades) e outros menos conhecidos também pudessem ter recebido o mesmo tratamento.

Wrestle War (Sega Mega Drive)

Vamos voltar à Mega Drive para mais uma rapidinha, visto que não sou grande fã de jogos de wrestling. E este Wrestle War em particular foi um jogo desenvolvido pela própria Sega, originalmente para as arcades e que acabou, mais tarde, por ser também lançado para a Mega Drive. Curiosamente é dos poucos exemplos de um jogo ter saído no Japão e territórios PAL, mas não ter saído no mercado norte americano. O meu exemplar foi comprado numa CeX algures no mês passado, tendo surgido por 4€. Comprei online, na esperança de estar completo, o que infelizmente não foi o caso. Benvindo Portugal, à CeX roulette no que diz respeito ao retro!

Jogo com caixa

Basicamente o objectivo deste jogo é o de ser campeão de Wrestling, sendo que para isso teremos de enfrentar diversos oponentes espalhados pelos Estados Unidos e no fim lutar contra os detentores de 2 títulos: Sega Wrestling Federation e Sega Wrestling Alliance. Temos também um modo para 2 jogadores, que sinceramente nem experimentei.

Quando esta barra surgir no ecrã, é tempo de button mashing!

Como em muitos jogos de wrestling, o objectivo em cada combate é o de desgastar o oponente, para que depois o dominemos durante algum tempo, até que o árbitro do combate conte alguns segundos e nos atribua a vitória. Os botões faciais da Mega Drive servem para dar socos, pontapés ou agarrar o adversário, sendo que os mesmos botões poderão despoletar acções diferentes consoante o contexto. Por exemplo, com um oponente no chão, o botão A serve para pegar nele, o B para o pisar com pontapés, e o C para nos debruçarmos sobre o oponente para o dominar. Muitas vezes os combatentes agarram-se uns aos outros, surgindo uma “power bar” no ecrã. Aqui a ideia é pressionar o mesmo botão muito rapidamente, para que a balança penda para o nosso lado e conseguirmos depois agarrar o adversário com sucesso. Cada lutador possui também uma barra de vida, ou stamina, que quanto mais baixa for, mais difícil será o lutador recuperar de um pin, ou seja, quando temos alguém debruçado sobre nós no chão do ringue.

Os lutadores até que possuem alguns detalhes interessantes como diferentes expressões faciais, mas raramente vemos a nossa personagem de frente

No que diz respeito aos audiovisuais, as sprites dos lutadores têm um aspecto cartoony, o que sinceramente até me agrada, e são supostamente inspiradas noutros wrestlers famosos do final da década de 80. A versão Japonesa possui como protagonista um clone de Hulk Hogan, cuja sprite foi alterada na versão Europeia para a de um lutador mais genérico, certamente para evitar conflitos de licenças. As expressões faciais dos lutadores quando nos combates são também bem conseguidas e sinceramente a única coisa que me incomodou mesmo é a câmara do jogo. Isto porque vemos sempre as costas da nossa personagem e quando o mesmo se vira para o ecrã, o jogo altera a perspectiva para as costas dele uma vez mais. Mas faz isso de uma forma muito rápida, a transição é um bocado estranha. De resto, nada a apontar aos efeitos sonoros e as músicas são agradáveis.

Portanto este Wrestle War é um jogo de wrestling simples e com raízes completamente arcade. Para quem for fã do género, creio que a Mega Drive possui jogos de wrestling oficiais da WWF com mais qualidade como um todo do que este.

Sonic Rush Adventure (Nintendo DS)

Há muito tempo atrás, quando terminei o Sonic Rush no meu fiel flashcart para a Nintendo DS, peguei logo a seguir na sua sequela, o Sonic Rush Adventure. Mas tal como o anterior, andava a ver se o apanhava usado a um preço próximo dos 5€, o que nunca tinha chegado a acontecer. Então no passado mês de Dezembro comprei ambos numa CeX, este já estava nos 8€, mas ficou-me um pouco mais barato pois levei alguns repetidos à troca para atenuar no preço.

Jogo com caixa, manual e papelada

Este Sonic Rush Adventure mistura então os conceitos de um jogo de plataformas com os de aventura. E na parte das plataformas, as mesmas mecânicas introduzidas no Sonic Rush estão novamente aqui presentes: é um jogo maioritariamente 2D, cuja acção atravessa os 2 ecrãs da Nintendo DS. Podemos jogar uma vez mais com Sonic, e mais tarde também Blaze regressa, ambos com as mesmas mecânicas introduzidas anteriormente. A tension bar está novamente aqui presente, cuja se vai enchendo sempre que fizermos alguns truques enquanto estivermos pelo ar. Esta barra pode ser depois gasta ao dar um boost extra de velocidade tanto a Sonic como a Blaze, tornando-os invencíveis enquanto temos esta habilidade activa. Também tal como no anterior, o jogo possui alguns elementos 3D, não só nos confrontos com os bosses, que sinceramante agora até são mais apelativos, mas também em alguns segmentos “on rails” durante os níveis em si, como por exemplo nas partes onde conduzimos um minecart, ocasionalmente poderemos atravessar um túnel em 3D.

Na nossa base de operações podemos falar com os NPCs e traçar rotas para explorar

Para além de tudo isto, temos também uma grande componente de aventura e exploração. Mas antes de as abordar, deixem-me só fazer um pequeno parêntesis na história: Sonic e Tails viajam na famosa avioneta da raposa para investigar uma misteriosa fonte de energia. Entretanto são arrastados por uma enorme tempestade e na manhã seguinte acordam na praia de uma ilha tropical, sendo salvos pela Marine, uma guaxinim muito chata. Para tentarem voltar a casa, terão de explorar o arquipélago à sua volta, descobrindo pelo meio piratas robóticos que estão a tramar alguma coisa e a Blaze, que acaba por se juntar a Sonic na sua aventura. Então a ilha onde demos à costa acaba por ser a base de operações e o ponto de partida para o oceano que a rodeia. Inicialmente dispomos apenas de uma moto de água que nos permite explorar apenas as imediações da ilha, onde não só poderemos descobrir outras ilhas grandes que albergam o conjunto normal de 2 níveis + um boss, bem como poderemos encontrar ilhas menores, com níveis de plataformas bastante mais simples. Todas estas ilhas e os níveis que jogamos também nos oferecem matérias primas que poderemos usar posteriormente para construir outros meios de transporte, como um barco capaz de viajar distâncias maiores, um hovercraft que permite viajar sobre o gelo e por fim um submarino que nos permite viajar debaixo de água, todos eles nos permitirão alcançar algumas ilhas adicionais que avançam a história principal.

Os níveis são variados, coloridos e muito bem detalhados

Quando viajamos num destes meios de transporte, as viagens são mini-jogos com mecânicas diferentes, onde teremos vários obstáculos pela frente até alcançarmos a meta, ou seja, o ponto de chegada da rota que traçamos inicialmente. Estes mini-jogos são também inteiramente em 3D e usam o touchscreen da Nintendo DS, não só para mover o veículo, bem como para disparar sobre os inimigos que nos surgem pela frente. E estas mecânicas são inteiramente diferentes de veículo para veículo. Para além de tudo isto teremos vários NPCs com os quais poderemos interagir na nossa base. Alguns desbloqueiam-nos upgrades cosméticos, outros dão-nos missões adicionais para cumprir, caso desejemos. Estas consistem em desafios como chegar ao final de um nível dentro de um tempo limite, defrontar um boss numa versão mais complicada, coleccionar um determinado número de anéis ou derrotar um certo número de inimigos num nível, entre outros.

Para conquistar as esmeraldas caóticas temos de vencer umas corridas de moto de água

Depois claro, podemos chegar ao “fim” do jogo, mas para alcançar o seu verdadeiro final, lá teremos de coleccionar uma vez mais 14 esmeraldas: as tradicionais sete Chaos Emeralds do mundo do Sonic, mais sete Sol Emeralds do mundo de Blaze. Para as Chaos Emeralds, desta vez não precisamos de entrar em níveis bónus durante os níveis normais. Ao navegar pelos oceanos, ocasionalmente somos surpreendidos pelo pirata Johnny que nos desafia para uma corrida de moto de água. Se chegarmos à meta à sua frente, ganhamos uma Chaos Emerald. Algumas corridas no entanto serão demasiado complicadas, pelo que teremos de fazer um upgrade à nossa mota de água para o conseguir vencer. Estes upgrades a veículos apenas são desbloqueados após chegarmos ao final normal do jogo, e uma vez mais precisarão de recursos que nos obrigam a rejogar alguns dos níveis previamente desbloqueados. As Sol Emeralds são desbloqueadas ao jogar algumas missões adicionais especialmente concebidas para esse efeito. Uma vez coleccionadas todas as esmeraldas, lá desbloqueamos o verdadeiro boss final. Para além de tudo isto, Sonic Rush Adventure possuia também uma componente multiplayer que sinceramente nunca cheguei a explorar.

Os segmentos em 3D também estão bem detalhados tendo em conta as capacidades da portátil

De resto, do ponto de vista audiovisual, este Sonic Rush Adventure é um jogo bem conseguido. Os níveis principais atravessam uma vez mais diversos mundos diferentes, alguns típicos dos Sonics, como as florestas verdejantes, ruínas de templos ou zonas mais industriais, desta vez com uma temática mais steampunk. Os gráficos 2D estão muito bem detalhados e o 3D, dentro das limitações da Nintendo DS, também está muito bem conseguido, principalmente os bosses que enfrentamos, agora bem mais detalhados e variados entre si. As músicas são outro ponto forte no jogo, sendo bastante agradáveis e muito variadas dentro dos géneros musicais.

Portanto, devo dizer que até gostei deste Sonic Rush Adventure. Por um lado continuo a não apreciar assim tanto as mecânicas da Tension Bar, bem como o número de abismos sem fundo em alguns níveis, mas a Sonic Team e a Dimps estiveram bem em colocar todos estes elementos extra de aventura no jogo. A narrativa peca no entanto pelos seus diálogos longos e algo infantis, mas este é um jogo do Sonic, não posso esperar por uma história mais madura, mas se os diálogos (e a Marine como um todo) não fossem tão chatos teria sido bem melhor.