Dark Fall: The Journal (PC)

Hoje voltamos aos jogos de aventura point and click, um género que já cá não trazia há muito tempo. E de facto já tinha este Dark Fall na minha conta steam há vários anos, tendo vindo certamente de algum bundle por um preço muito em conta. Mas como já tinha comprado o segundo jogo em formato físico, numa CeX algures na zona do Porto, quis tentar fazer o mesmo para o primeiro, algo que apenas aconteceu na CeX de Aveiro, algures em Janeiro, tendo-me custado a módica quantia de 50 centimos. Não é uma edição normal de retalho, mas sim uma que veio de oferta com uma revista Mega Score. Já tive inúmeras oportunidades de ter comprado essa versão antes, em feiras de velharias principalmente, mas como a edição normal de retalho acabou por não aparecer, lá me deixei levar pela da Mega Score.

Jogo com caixa, versão Mega Score

Aqui controlamos um protagonista anónimo, que apenas conhecemos por ser irmão de Peter Crowhurst, um arquitecto. O jogo começa ao recebermos um telefonema de Peter, que suplica ao seu irmão que se meta no próximo comboio e o vá ajudar, pois teme pela sua própria vida. Peter estava a trabalhar numa estação ferroviara e respectivo hotel algures no sudoeste Inglês, abandonados no final da década de 40, com o intuito de estudar a estrutura, que viria a sofrer grandes obras de renovação num futuro próximo. No seu telefonema, Peter diz que não estava sozinho, dois universitários estavam com ele a estudar fenómenos paranormais no hotel, e teme que o que quer que os miúdos estavam à procura, encontrou-os e aparentemente encontrou Peter também. E lá nos metemos no tal comboio, com o protagonista a perder os sentidos e acordar às portas da tal estação de comboios, sendo acordado por uma voz de uma criança chamada Timothy Pike, que mais tarde vimos a descobrir que desapareceu algures na década de 40. Quando começamos a explorar o hotel, vamos desvendando os seus mistérios, descobrindo que todos os seus residentes e trabalhadores desapareceram misteriosamente numa noite em 1947, o que forçou o seu encerramento, e por consequência o da estação ferroviária também.

Os puzzles obrigam-nos mesmo a tirar várias notas, como é o caso desta mensagem que poderemos decifrar assim que encontrarmos a chave

E este é então um jogo de aventura point and click na primeira pessoa, com o jogador a mover-se por uma série de ecrãs estáticos e com gráficos pré-renderizados. O rato é a única forma de interacção no jogo, com o cursor a mudar de forma consoante o tipo de acção que poderemos fazer em determinada área. Por exemplo, se o cursor mudar para uma forma de seta, quer dizer que nos podemos mover nessa direcção. Se levarmos o cursor para as extremidades esquerda ou direita do ecrã, poderemo-nos virar nessa direcção respectiva. O cursor mudar para a forma de uma lupa indica que poderemos inspeccionar um objecto mais de perto, mudando para a forma de uma mão quer dizer que podemos interagir directamente com um objecto, enquanto se mudar para a forma de uma chave inglesa, indica que poderemos usar um item do inventário ali. À medida que vamos explorando as àreas do jogo, vamos descobrindo vários diários ou outras notas escritas, que não só nos vão contando um pouco mais da história de cada um dos desaparecidos, bem como nos dão algumas pistas para ultrapassar alguns dos puzzles que teremos de resolver, como os de abrir cofres, caixas ou portas. Ao contrário de outros jogos de aventura mais modernos, onde todas estes logs e pistas que vamos descobrindo, ficarem registadas algures nalgum menu do jogo. Aqui teremos mesmo de tirar algumas notas, especialmente às runas e seus significados que iremos encontrando ao longo do jogo, pois serão imperativas para resolver o puzzle final.

No ouija board, a IA sabe responder a algumas perguntas básicas

No que diz respeito aos audiovisuais, bom este jogo de um ponto de vista meramente técnico não envelheceu lá muito bem. Isto porque ao usar gráficos pré-renderizados, teremos de o jogar na sua resolução nativa. O problema é que esta é a velhinha resolução VGA, 640 por 480. Também não descobri nenhuma maneira de pelo menos jogar isto em modo janela, pelo que teremos mesmo de o jogar numa resolução muito baixa. Mas tirando este detalhe, o jogo faz um excelente trabalho em apresentar uma atmosfera bastante tensa. Os cenários são escuros, bem detalhados tendo em conta as limitações já mencionadas anteriormente. Vamos ouvir barulhos estranhos como passos, vozes dos antigos residentes do hotel, melodias que surgem do nada, telefonemas do além, bem como ver sombras a moverem-se ao longe, o que contribui para uma atmosfera bastante tensa, mesmo sabendo que é impossível morrer neste jogo.

Poderemos encontrar alguns gadgets para detectar actividade paranormal que nos podem ajudar a revelar mais pistas

Portanto este primeiro Dark Fall acabou por se revelar uma boa surpresa. Possui uma atmosfera bastante tensa, alguns gadgets interessantes como o equipamento para detectar actividadade paranormal e alguns puzzles desafiantes, que não só nos obrigam mesmo a tirar notas, como a explorar os cenários até ao seu mais ínfimo detalhe. A ver como a série evoluiu com o tempo, visto que tenho também a sua primeira sequela. Após esta, ainda foi lançado o terceiro capítulo Lost Souls em 2010, que irei tentar arranjar quando a encontrar a bom preço. Para este ano temos ainda uma nova sequela, que também deixarei debaixo de olho.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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