Mortal Kombat Special Forces (Sony Playstation)

Voltando às rapidinhas, hoje vamos abordar um jogo algo interessante. Mortal Kombat é uma das franchises mais famosas dos jogos de luta dos anos 90, tanto nas arcadas, como nas consolas. E após uma série de vários jogos de luta 2D bem sucedidos, é no surgimento da quinta geração de consolas que a Midway decide experimentar um pouco com a série. Por um lado tivemos o Mortal Kombat 4 que foi o primeiro jogo de luta a série em 3D, com resultados não muito aclamados. Depois tivemos também o Mortal Kombat Mythologies Sub-Zero, que apesar de ser mau, espero um dia trazê-lo cá. Por fim temos o Mortal Kombat Special Forces, também lançado nessa mesma geração e uma vez mais a Midway a querer fazer algo de diferente na série. O meu exemplar foi comprado algures em Junho/Julho deste ano numa loja de videojogos em Lisboa. Custou-me 19€.

Jogo completo com caixa e manuais

Aparentemente este é uma prequela do primeiro Mortal Kombat, onde encarnamos na personagem Jax, que faz parte das Special Forces, uma unidade policial de elite. A missão de Jax é perseguir e defrontar os membros do violento gang Black Dragon, liderado pelo Kano, uma outra personagem conhecida do universo Mortal Kombat. E ao contrário do que eu pensava, este não é um mero beat ‘em up em 3D como se um Fighting Force mais violento se tratasse. Mas não, para além de distribuir pancada, vamos também poder equipar e usar armas de fogo, alguns níveis são algo labirínticos com pequenos puzzles para resolver e o jogo possui também pequenos elementos de RPG.

Quantos mais “níveis” subirmos, mais combos vamos aprender

Este é na verdade um jogo de acção na terceira pessoa, onde Jax pode andar à pancada e desencadear combos nos inimigos. Quantos mais inimigos derrotarmos, mais pontos de experiência ganhamos e assim vamos aprendendo novas combos mais complexas e devastadoras para usar. Se o jogo fosse só de porrada, até se calhar lhe achava mais piada, mas a partir do momento em que descobrimos que podemos usar armas de fogo, perde-se alguma da “magia”. Isto porque os inimigos também podem ter armas de fogo e não têm medo de as usar, pelo que se nós não as usarmos, acabamos por ficar em séria desvantagem. Felizmente que também podemos encontrar vários medkits e vidas extra para nos facilitar a vida. Por vezes o jogo até me faz lembrar títulos como Syphon Filter, principalmente quando podemos equipar a sniper rifle e, alternando numa perspectiva de primeira pessoa, poder mandar uns quantos headshots.

Isto, em conjunto com toda a exploração que somos obrigados a fazer, tanto nos níveis que decorrem no planeta Terra como no mundo misterioso do Otherrealm, tornam este jogo bem mais completo do que um mero beat ‘em up se tratasse. Mas a verdade é que, sendo este um Mortal Kombat, eu preferia de longe que o mesmo se tivesse mantido na pancadaria da velha.

O jogo possui elementos de jogos de acção como Syphon Filter que sinceramente não esperava ver aqui.

No que diz respeito aos audiovisuais, este até que é um jogo competente tecnicamente, com alguns bonitos efeitos gráficos aqui e ali, principalmente os efeitos de luz que achei interessantes tendo em conta as limitações da plataforma. Ainda assim, acho que os níveis poderiam ser melhor desenhados e ter um pouco mais de “vida”, o que não é o caso, principalmente nos níveis mais perto do final. A banda sonora não é nada de especial, não me ficou na memória.

De resto, este é um Mortal Kombat muito criticado pelos fãs por ter fugido bastante ao conceito original da série. Por um lado eu aprecio a tentativa da Midway em ter feito algo diferente, por outro lado creio que poderiam ter feito um trabalho melhor, pois o jogo teria potencial. Ainda assim não o achei assim tão mau quanto muitos o pintam.

Metroid (Nintendo Entertainment System)

Siga para mais um clássico, onde infelizmente já analisei alguns dos seus sucessores que melhoraram em muito a sua fórmula. Mas vamos fazer de conta que estamos em 1986/87 e obras de arte como Super Metroid ainda não existiam! O meu exemplar foi adquirido em 2 fases. A caixa (original) foi-me oferecida por um colega de trabalho algures no final de 2016. Já o cartucho foi comprado a um particular algures em Maio deste ano. Creio que me custou algo entre os 30 e 35€.

Jogo com caixa

O jogo introduz-nos pela primeira vez ao universo Metroid, onde encarnamos em Samus Aran, uma caçadora de prémios que investiga o planeta Zebes em busca dos Space Pirates, que por sua vez estavam a fazer experiências com os Metroids, poderosas criaturas de natureza parasita com potencial para servirem de armas biológicas. Samus Aran é um nome algo ambíguo e na altura ninguém sabia que Samus era de facto uma mulher, algo que é revelado no final do jogo, pois mediante a nossa performance, Samus retira o capacete ou o seu fato completo, revelando assim o seu género.

A morph ball é logo o primeiro power up que podemos encontrar. É que se não o apanharmos e usarmos, nem conseguimos sair daquela sala.

Mas vamos para a jogabilidade. Metroid foi um jogo bastante inovador para a época. Ao contrário de Super Mario Bros, que também foi inovador por variadíssimas razões, este é também um jogo de acção e plataforma, mas com um conceito muito diferente. Aqui temos um planeta inteiro para explorar livremente, podendo atravessar ecrãs em qualquer direcção, enquanto que no SMB apenas tínhamos scrolling da esquerda para a direita. Mas para além disso, o jogo ultimamente acaba também por nos obrigar a fazer imenso backtracking. Isto porque muitas vezes chegamos a um sítio e nos apercebemos que não conseguimos abrir uma porta, ou alcançar uma saída até então inalcançável. Ao explorar os cenários vamos encontrando vários itens que nos conferem novas habilidades que nos permitem então progredir mais. Por exemplo, as portas que dividem as salas nos mapas são tipicamente azuis. Ao disparar a nossa arma contra as mesmas, elas abrem. No entanto eventualmente lá nos deparamos com uma porta vermelha que não conseguimos abrir de maneira nenhuma. A solução? Procurar o addon dos mísseis para a nossa arma, que já nos irá permitir abrir as portas vermelhas.

Se a nossa performance for suficientemente boa, no final do jogo somos recompensados com a Samus em trajes menores.

Vários são os itens que nos conferem habilidades adicionais e assim avançar mais no jogo como é o caso da morph ball, que nos permite enrolar como uma esfera e assim atravessar túneis estreitos, bombas que podemos largar quando estamos transformados na morph ball, diferentes beams e armaduras que podemos equipar, entre muitos outros. Para além disso existem inúmeros segredos para descobrir, como expansões de mísseis ou de energy tanks escondidas nos cenários. Só é pena que o jogo não possua um sistema de inventário como os seus sucessores, pois aqui se quisermos re-equipar uma arma antiga, temos de fazer backtracking até à sala onde ela está disponível e substituí-la pela arma que tivermos actualmente equipada. Isto é um pouco chato, até porque para terminar o jogo teremos mesmo de recuperar o Ice Beam, que permite congelar os Metroids para que depois os consigamos derrotar com mísseis (a única forma que temos de os matar!).

A nível audiovisual, não deixa de ser um grande jogo para a NES, principalmente pela banda sonora. A introdução da faixa-título é provavelmente das melodias mais sombrias que a Nintendo alguma vez criou, e todo o jogo tem uma atmosfera de solidão profunda, à medida em que exploramos um planeta desconhecido e repleto de criaturas que só nos querem tirar a vida. As inspirações do Alien parecem-me óbvias na atmosfera que o jogo tenta transparecer. A nível gráfico é uma versão competente para a NES, embora naturalmente que as sequelas acabaram por introduzir muito mais detalhe nos cenários e inimigos. A performance não é das melhores, nota-se algum slowdown quando há muita coisa a acontecer no ecrã em simultâneo, mas não me incomoda assim tanto.

O jogo tem também um sistema de passwords onde uma delas nos deixa precisamente jogar com a Samus sem a sua armadura.

Portanto, este acaba por ser um excelente jogo para a NES e que nos deixou um legado importantíssimo, não só para as suas sequelas directas, como inspirou muitos outros videojogos que são aclamados pela crítica e fãs até aos dias de hoje. Para além desta versão, em 2004 foi lançado para a Gameboy Advance um excelente remake intitulado Metroid: Zero Mission que, para além de todas as melhorias gráficas e sonoras, traz muitas das melhorias de jogabilidade que vimos nas sequelas como Super Metroid ou Metroid Fusion.

F-Zero X (Nintendo 64)

Escrever algo sobre este jogo depois de já o ter feito para o F-Zero GX torna-se uma tarefa algo ingrata pois o clássico da Game Cube é uma evolução a todos os níveis deste jogo lançado para a Nintendo 64. Mas vamos lá na mesma! O meu exemplar foi comprado algures em 2015 numa ida à feira da Ladra em Lisboa, veio num bundle de vários jogos em caixa de Nintendo 64 e que me custou algo entre os 2.5€ e 3€ se bem me recordo.

Jogo com caixa, manual e papelada

O F-Zero original foi um dos jogos de lançamento da Super Nintendo e ilustrava da melhor forma um dos efeitos gráficos que a consola era capaz de fazer, o mode 7. Mas claro, para além disso possuia uma jogabilidade frenética e desafiante! Sem contar com os follow ups lançados também para a SNES apenas em solo japonês através do serviço Satellaview, F-Zero X foi a primeira sequela real do primeiro jogo. Desta vez com circuitos inteiramente em 3D, a Nintendo esmerou-se e o jogo evoluiu de uma forma bem interessante, principalmente contando que já tínhamos no mercado outros concorrentes como a série Wipeout ou Hi-Octane da Bullfrog.

Desta vez temos muitas mais novas personagens e naves no universo F-Zero

Vamos começar com os modos de jogo disponíveis. O principal é o Grand Prix, onde poderemos participar em diversos campeonatos com 6 circuitos cada, onde teremos de correr 3 voltas contra 30 oponentes em cada pista. Inicialmente podemos competir em apenas 3 campeonatos (Jack, Queen e King) cuja dificuldade nos circuitos vai aumentando progressivamente. Depois desbloqueamos o campeonato Joker e por fim o campeonato X, este último com 6 pistas geradas aleatoriamente! Nos campeonatos o objectivo é chegar sempre nos primeiros lugares, de forma a amealharmos o máximo de pontos possível para que no fim das 6 corridas sejamos o piloto com mais pontos. Antes de começar cada campeonato, podemos também escolher o grau de dificuldade, que se traduz no nível de agressividade dos nossos 29 oponentes, bem como o número de vidas/naves disponíveis por corrida. Número de vidas? Como assim? Bom, nós temos uma barra de energia que se vai detiorando à medida em que embatemos nas bermas da pista ou sofremos colisões com os adversários. Se essa barra de energia se esgotar, a nave é destruída. Para além disso, há também a hipótese de sermos projectados para fora da pista, pelo que lá se vai mais uma vida.

Jogar contra 29 oponentes sedentos de sangue em circuitos caóticos é um desafio e pêras!

E jogar este F-Zero X em níveis superiores de dificuldade mostra-se mesmo uma tarefa hercúlea pois os oponentes não nos dão tréguas nenhumas. Já achava impressionante este jogo conseguir ter 30 naves em simultâneo no ecrã, então se forem todos bem agressivos, o desafio é bem grande e temos mesmo de conhecer as pistas ao pormenor e tirar proveito da jogabilidade, seja com os drifts em curvas mais apertadas, seja com o uso inteligente dos turbos. Os turbos ficam disponíveis no fim da primeira volta na corrida, mas ao os usarmos vamos esvaziando a nossa barra de energia, pelo que temos mesmo de os usar com cuidado!

Os outros modos de jogo são fáceis de depreender do que se tratam. Temos o Time Attack onde o objectivo é mesmo o de fazer o melhor tempo possível nos circuitos, o Practice onde poderemos treinar a nossa performance nos circuitos, o versus é o modo multiplayer que pode ser jogado com até 4 jogadores em simultâneo. Por fim temos o Death Race que é uma espécie de corrida deathmatch onde o objectivo é o de eliminar todos os adversários.

Infelizmente toda a fluídez do jogo teve um preço, os gráficos tiveram de ser algo sacrificados

No que diz respeito à performance do jogo e seus audiovisuais… bom, em primeiro lugar é notório que este é um jogo bastante fluído e que corre a 60fps. No entanto tudo isso teve como sacrifício os gráficos que não são nada do outro mundo. Os circuitos possuem texturas muito simples e um nevoeiro que disfarça um pouco o pop-in dos cenários e outras imperfeições gráficas. Mas o que é certo é que o jogo possui uma jogabilidade excelente e as velocidades que atingimos são mesmo estonteantes! Por outro lado a banda sonora também se revelou numa excelente surpresa, pois ao contrário de tudo o que esperava da Nintendo, esta banda sonora é toda composta por hard rock/metal para homens de barba rija! Até alguns riffs de thrash e death metal (incluindo vozes guturais) podem aqui ser ouvidos! Espectacular (para o meu gosto, claro)!

Usar os turbos nas alturas certas é uma das chaves para o sucesso!

Portanto, apesar dos sacrifícios gráficos que tiveram de ser feitos em prol da jogabilidade e fluidez de jogo, este F-Zero X é um excelente jogo para a Nintendo 64. Possivelmente o seu melhor racer! No Japão ainda assistimos ao lançamento do F-Zero X Expansion Kit para o interessante add-on Nintendo 64 Disk Drive que nunca saiu fora de terras nipónicas. Esta expansão incluía, entre outros, vários novos circuitos e editores de pistas e naves! De resto, foi com o lançamento do F-Zero GX que a série atingiu o seu clímax, a meu ver: a jogabilidade frenética, os circuitos caóticos e a fluidez de F-Zero X estão ali presentes, mas com uma melhoria gráfica fantástica. Só fica mesmo a perder pela banda sonora que, apesar de ter alguns influências rock e electrónica, está longe do surpreendente heavy metal de F-Zero X.

Crystal Warriors (Sega Game Gear)

Eis que, após um longo interregno que abrangeu viagens em trabalho e férias, é tempo de voltar ao artigos aqui no blogue, com mais uma rapidinha para a Sega Game Gear. Crystal Warriors é um interessante, porém modesto, RPG estratégico desenvolvido pela própria Sega para a sua portátil 8bit. O meu exemplar foi adquirido algures entre Maio e Junho, por um intermediário que estava no Reino Unido e me trouxe este cartucho de uma CeX por 5 libras.

Apenas cartucho

O jogo narra a história da princesa de Iris do pacífico reino de Arliel, que por sua vez albergava quatro cristais mágicos que mantinham o balanço do poder naquele mundo. Até que surge um misterioso exército das trevas liderado por Grym que toma Arliel de assalto e consegue obter 3 dos cristais. Só não levou o último pois era a própria Iris que o tinha consigo e estava fora do seu reino aquando do ataque e agora tem as forças de Grym no seu encalce. A aventura vai prosseguindo à medida em que vamos travando batalhas e libertar as aldeias/cidades ocupadas pelas forças inimigas, até que conseguimos finalmente defrontar os comandantes inimigos e assim restaurar a paz na região.

Ao derrotar os monstros acabamos por os recrutar para lutarem ao nosso lado

Na sua essência, este jogo possui mecânicas algo semelhantes a outros RPGs estratégicos por turnos como Shining Force. No nosso turno, podemos seleccionar as nossas personagens (uma de cada vez) e posicioná-las consoante o seu alcance, atacar e usar magias ofensivas ou regenerativas. É um jogo muito simples, mas possui algumas nuances interessantes. Uma delas é o facto dos campos de batalha possuem monstros e soldados inimigos. Os monstros, depois de derrotados, são capturados e podem ser usados posteriormente nos combates seguintes como arma de ataque por parte de quem os capturou, mas uma vez derrotados dessa forma, são perdidos para sempre. Outro detalhe interessante é que os soldados inimigos inicialmente são desconhecidos, surgindo como um boneco anónimo. Só depois de se envolverem em combate é que sabemos da sua identidade. Isso ou usamos o feitiço Scan para desvendar um inimigo de cada vez. No final de cada batalha, visitamos a cidade libertada, onde poderemos visitar uma série de edifícios onde poderemos comprar novas armas, equipamento, feitiço, falar com NPCs, gravar o nosso progresso no jogo, ou mesmo recrutar novos elementos para a nossa party, sendo que em cada batalha poderemos ter um máximo de apenas 9 elementos.

Não podemos deixar que qualquer unidade inimiga alcance a nossa fortaleza, caso contrário é game over

No que diz respeito aos audiovisuais, este é também um jogo simples, apesar de bastante colorido. As personagens possuem quase todas influências arábicas o que não é muito usual em RPGs de fantasia, mas que dá uns laivos de originalidade ao jogo. Por outro lado as animações poderiam ser muito melhores. As músicas são agradáveis, mas nada que tenha ficado propriamente na memória.

Portanto este Crystal Warriors, apesar de não ser um Shining Force (e na Game Gear até temos três!), até dá para entreter. Possui uma jogabilidade simples mas com algumas nuances interessantes e para além do modo história, temos ainda uma vertente multiplayer que permite combates estratégicos entre 2 jogadores com as suas Game Gears ligadas entre si.

Axelay (Super Nintendo)

Nos anos 90, os shmups eram um dos videojogos mais populares das arcades e não só. A Konami, que com a sua série Gradius revitalizou o género em meados da década de 80, esteve também por detrás deste Axelay, um shooter que parece ter sido desenvolvido tendo unicamente em conta os pontos fortos que a Super Nintendo na altura apresentava face à sua concorrência, o mode 7, rotação de sprites e uma boa banda sonora. Mas já lá vamos. O meu exemplar foi comprado algures no passado mês de Julho, numa ida a Lisboa. Custou-me 12€ numa Cash Converters.

Apenas cartucho

O jogo começa com uma interessante cutscene de uma nave espacial gigante a aparecer numa cidade e de repente o mundo já estava em ruínas. Ou seja, naturalmente que começamos a aventura com o cliché habitual: uma civilização extraterrestre toma de assalto uma civilização humana algures no sistema solar de Illis e cabe-nos a nós encarnar no piloto da única nave de combate que resta à civilização e travar este assalto antes que tudo esteja perdido.

Antes de cada nível podemos escolher uma arma de cada tipo para equipar

Se por um lado a história não é nada de original, por outro a jogabilidade é bastante agradável. O jogo vai alternando entre a jogabilidade típica de um shmup vertical e horizontal, sendo que nos níveis verticais há um muito interessante efeito mode 7 que acaba por resultar muito bem e dá uma boa sensação de profundidade. Alguns dos bosses destes níveis verticais ficaram muito bem conseguidos por isso mesmo. Antes de cada nível podemos escolher quais as armas que queremos equipar a nossa nave, embora inicialmente a escolha seja limitada. À medida que vamos progredindo no jogo novas armas vão sendo desbloqueadas, pelo que vamos ter um leque maior à nossa escolha. Quando vamos conhecendo melhor os níveis, vamo-nos apercebendo que algumas armas acabam por resultar melhor nalguns inimigos que noutras, pelo que a decisão de que armas levar connosco em cada nível acaba por ser importante. Depois de termos  3 armas escolhidas podemos alternar entre as mesmas de forma livre, com os botões L e R.

Nos níveis verticais, há um interessante efeito de mode 7 que simula a rotação do planeta!

E se por um lado as armas possuem ataques muito distintos entre si, por outro lado não temos aqui nenhum sistema de power ups e afins. É escolhermos bem as armas que queremos e acabou! Por outro lado o jogo também não é assim tão imperdoável, pois as armas vão servindo de escudo. Ao levarmos um tiro, a arma que tínhamos equipada fica desabilitada e passamos automaticamente para a arma seguinte. Quando se esgotarem as três armas, então sim, lá perdemos uma vida. Se colidirmos com uma nave inimiga a perda de vida é imediata.

Antes de começarmos o jogo temos direito a uma interessante cutscene

No que diz respeito aos audiovisuais, este é um jogo muito forte nesse patamar. Por um lado por os níveis estarem muito distintos entre si, tanto sobrevoamos desertos como cidades, cavernas e claro, com os últimos confrontos a serem levados para o espaço. O efeito de mode 7 está de facto muito bom nos níveis verticais, dando-nos uma sensação de estarmos mesmo a sobrevoar um planeta com a sua curvatura natural. Nos outros níveis também estão repletos de detalhe, inimigos grandes e igualmente bem detalhados. Como sempre, nos últimos níveis, e se jogado em níveis de dificuldade superiores, por vezes é complicado estar atento a tudo o que se passa à nossa volta: todos os projécteis coloridos dos inimigos, os nossos próprios disparos, os obstáculos dos cenários, e as naves que deixamos passar! No que diz respeito às músicas, este jogo possui uma banda sonora um pouco fora do comum. Geralmente temos música techno ou hard rock, mas aqui as músicas são bem mais calmas e até um pouco jazzy, o que não é habitual. Mas o que é certo é que até resultam bem!

Este boss é impressionante!

Portanto, este Axelay até que é um jogo muito interessante, principalmente se forem fãs de shmups, então passa mesmo a ser um jogo obrigatório na vossa colecção de SNES.