Metroid (Nintendo Entertainment System)

Siga para mais um clássico, onde infelizmente já analisei alguns dos seus sucessores que melhoraram em muito a sua fórmula. Mas vamos fazer de conta que estamos em 1986/87 e obras de arte como Super Metroid ainda não existiam! O meu exemplar foi adquirido em 2 fases. A caixa (original) foi-me oferecida por um colega de trabalho algures no final de 2016. Já o cartucho foi comprado a um particular algures em Maio deste ano. Creio que me custou algo entre os 30 e 35€.

Jogo com caixa

O jogo introduz-nos pela primeira vez ao universo Metroid, onde encarnamos em Samus Aran, uma caçadora de prémios que investiga o planeta Zebes em busca dos Space Pirates, que por sua vez estavam a fazer experiências com os Metroids, poderosas criaturas de natureza parasita com potencial para servirem de armas biológicas. Samus Aran é um nome algo ambíguo e na altura ninguém sabia que Samus era de facto uma mulher, algo que é revelado no final do jogo, pois mediante a nossa performance, Samus retira o capacete ou o seu fato completo, revelando assim o seu género.

A morph ball é logo o primeiro power up que podemos encontrar. É que se não o apanharmos e usarmos, nem conseguimos sair daquela sala.

Mas vamos para a jogabilidade. Metroid foi um jogo bastante inovador para a época. Ao contrário de Super Mario Bros, que também foi inovador por variadíssimas razões, este é também um jogo de acção e plataforma, mas com um conceito muito diferente. Aqui temos um planeta inteiro para explorar livremente, podendo atravessar ecrãs em qualquer direcção, enquanto que no SMB apenas tínhamos scrolling da esquerda para a direita. Mas para além disso, o jogo ultimamente acaba também por nos obrigar a fazer imenso backtracking. Isto porque muitas vezes chegamos a um sítio e nos apercebemos que não conseguimos abrir uma porta, ou alcançar uma saída até então inalcançável. Ao explorar os cenários vamos encontrando vários itens que nos conferem novas habilidades que nos permitem então progredir mais. Por exemplo, as portas que dividem as salas nos mapas são tipicamente azuis. Ao disparar a nossa arma contra as mesmas, elas abrem. No entanto eventualmente lá nos deparamos com uma porta vermelha que não conseguimos abrir de maneira nenhuma. A solução? Procurar o addon dos mísseis para a nossa arma, que já nos irá permitir abrir as portas vermelhas.

Se a nossa performance for suficientemente boa, no final do jogo somos recompensados com a Samus em trajes menores.

Vários são os itens que nos conferem habilidades adicionais e assim avançar mais no jogo como é o caso da morph ball, que nos permite enrolar como uma esfera e assim atravessar túneis estreitos, bombas que podemos largar quando estamos transformados na morph ball, diferentes beams e armaduras que podemos equipar, entre muitos outros. Para além disso existem inúmeros segredos para descobrir, como expansões de mísseis ou de energy tanks escondidas nos cenários. Só é pena que o jogo não possua um sistema de inventário como os seus sucessores, pois aqui se quisermos re-equipar uma arma antiga, temos de fazer backtracking até à sala onde ela está disponível e substituí-la pela arma que tivermos actualmente equipada. Isto é um pouco chato, até porque para terminar o jogo teremos mesmo de recuperar o Ice Beam, que permite congelar os Metroids para que depois os consigamos derrotar com mísseis (a única forma que temos de os matar!).

A nível audiovisual, não deixa de ser um grande jogo para a NES, principalmente pela banda sonora. A introdução da faixa-título é provavelmente das melodias mais sombrias que a Nintendo alguma vez criou, e todo o jogo tem uma atmosfera de solidão profunda, à medida em que exploramos um planeta desconhecido e repleto de criaturas que só nos querem tirar a vida. As inspirações do Alien parecem-me óbvias na atmosfera que o jogo tenta transparecer. A nível gráfico é uma versão competente para a NES, embora naturalmente que as sequelas acabaram por introduzir muito mais detalhe nos cenários e inimigos. A performance não é das melhores, nota-se algum slowdown quando há muita coisa a acontecer no ecrã em simultâneo, mas não me incomoda assim tanto.

O jogo tem também um sistema de passwords onde uma delas nos deixa precisamente jogar com a Samus sem a sua armadura.

Portanto, este acaba por ser um excelente jogo para a NES e que nos deixou um legado importantíssimo, não só para as suas sequelas directas, como inspirou muitos outros videojogos que são aclamados pela crítica e fãs até aos dias de hoje. Para além desta versão, em 2004 foi lançado para a Gameboy Advance um excelente remake intitulado Metroid: Zero Mission que, para além de todas as melhorias gráficas e sonoras, traz muitas das melhorias de jogabilidade que vimos nas sequelas como Super Metroid ou Metroid Fusion.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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2 respostas a Metroid (Nintendo Entertainment System)

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