NBA 2K (Sega Dreamcast)

Vamos a mais uma rapidinha, desta vez para a Sega Dreamcast. NBA 2K é o primeiro jogo da conhecida série desportiva da Visual Concepts, estúdio que em 1999 chegou a ser comprado pela própria Sega, de forma a dotar a Dreamcast de jogos desportivos de qualidade, nomeadamente da NBA, NHL e NFL. Isto causou um confronto com a Electronic Arts que ameaçou não suportar a Dreamcast a menos que a EA fosse a única empresa a produzir jogos de desporto para o sistema. Como a Sega já tinha comprado a Visual Concepts para renascer o branding Sega Sports, nunca chegaram a um acordo com a EA. E sinceramente eu também não negociaria com terroristas. No entanto a verdade é uma, os jogos da Visual Concepts sempre tiveram excelentes críticas e o facto de apenas a serie NBA 2K persistir até aos dias de hoje é porque a EA comprou a exclusividade de direitos para os outros dois desportos americanos. Por outro lado é pena que a Visual Concepts nunca tenha feito um jogo de futebol, os jogos de futebol lançados por intermédio da Sega nunca tiveram a mesma qualidade. Mas adiante, o meu exemplar foi comprado algures no mês passado por cerca de 4.5€ numa feira de velharias.

Jogo completo com caixa e manual

O jogo oferece-nos vários modos de jogo desde a partida amigável, um modo de práctica, play offs ou a temporada completa da época 1999/2000. Sendo este um jogo licenciado pela NBA, podem esperar pelas equipas e jogadores oficiais daquela época. O jogo dá-nos também a possibilidade de criar jogadores ou equipas fictícias, mas confesso que não perdi tempo com isso. No que diz respeito à jogabilidade, também não sou grande especialista em jogos de desporto “modernos”, mas pareceu-me sólida o suficiente.

Graficamente era um jogo impressionante para a época

Mas é nos audiovisuais que este jogo realmente brilha. Os jogadores possuem todos um óptimo nível de detalhe para a época, principalmente nas suas caras. Claro que nem tudo é perfeito e por vezes quando temos uma panorâmica mais geral do público lá reparamos que eles parecem feitos de papel. Mas no geral o jogo possui gráficos muito, muito bons para a época. No que diz respeito ao som, nada a apontar. Os comentadores são muito bons, estão sempre a relatar alguma coisa, o que mantém o interesse no jogo. Entramos de facto numa outra geração, no que diz respeito aos simuladores desportivos!

Castle of Illusion (Sega Mega Drive)

Se por um lado a Capcom detinha a licença da Disney para produzir videojogos para consolas da Nintendo, foi a própria Sega que inicialmente deteve a mesma para as suas consolas. E um dos primeiros produtos dessa licença foi precisamente o jogo de plataformas Castle of Illusion, com o Rato Mickey como protagonista principal. Depois do sucesso deste jogo, a Sega acabou também por lançar versões 8bit do mesmo para a Master System e Game Gear que já foram previamente trazidas cá. O meu exemplar da Mega Drive foi-me oferecido por um particular algures durante o meses de Agosto/Setembro.

Jogo com caixa e manual

No que diz respeito à história, esta é idêntica à das versões 8bit: a bruxa Mizrabel rapta a Minnie e para a salvar teremos de explorar as diferentes portas do tal “Castle of Illusion”, que dão acessos a diferentes mundos e em cada mundo teremos de resgatar uma pedra mágica para conseguir enfrentar a bruxa no final do jogo. Cada nível é composto de vários sub-níveis, finalizando sempre no confronto contra o boss do nível.

Este nível da floresta é um autêntico clássico

A nível de jogabilidade, esta é a típica de jogos de plataformas, onde Mickey pode atacar os inimigos de duas formas: ou saltando em cima deles (mas com o rabo), ou atirando-lhes itens que podemos coleccionar ao longo dos níveis. Por exemplo, no primeiro mundo da floresta podemos coleccionar maçãs que podem também servir de arma de arremesso. As versões 8bit possuem algumas diferenças na jogabilidadade, que já foram explicadas nos seus artigos respectivos, mas a maior está mesmo nos itens que encontramos, pois nas versões 8bit temos de abrir baús que podem conter diferentes itens com diferentes usos.

Graficamente é um jogo bem bonito para os padrões de 1990.

No que diz respeito aos audiovisuais, é natural que a versão Mega Drive seja superior em todos os aspectos. Os níveis estão muito bem detalhados, com bom parallax scrolling, e os cenários parecem todos retirados de filmes de fantasia clássicos da Disney, o que é um ponto positivo para mim. A única coisa que mudaria seria talvez a tonalidade dos gráficos que em vários níveis me parece muito escura, mas é um ponto muito menor. No que diz respeito às músicas, estas são também bastante agradáveis.

Portanto, este é um jogo de plataformas muito competente, que deu origem a vários outros jogos de plataformas com personagens da Disney igualmente com óptimos padrões de qualidade. Na altura em que saiu, este Castle of Illusion serviu bem para demonstar as capacidades técnicas da Mega Drive face â sua concorrência, numa época em que o Sonic era ainda uma miragem. É também de ressalvar que recentemente, embora já lá vão uns 5 anos, a Sega lançou um remake completo a este jogo, algo que eu quero experimentar muito em breve.

 

Mortal Kombat 3 (Sega Mega Drive)

Continuando pelas super rapidinhas que o meu tempo livre infelizmente anda escasso, o jogo que cá trago hoje é a adaptação do Mortal Kombat 3 para a Mega Drive. O artigo vai ser curto visto que já escrevi sobre a conversão para MS-DOS (que é tecnicamente superior em todos os aspectos) ou do follow-up Ultimate Mortal Kombat 3, pelo que recomendo uma leitura desses artigos para mais detalhes. O meu exemplar foi comprado por fases. Por um lado comprei a caixa numa feira de velharias, depois lá me apareceu o cartucho também. Ao todo isto ficou-me por menos de 7€.

Jogo com caixa e manual

O que diferencia a versão Mega Drive pela positiva é, uma vez mais, o suporte a comandos de 6 botões que num jogo como este faz toda a diferença. Pela negativa temos a parte audiovisual, os cenários e sprites não são tão coloridos e detalhados quanto a versão arcade (ou mesmo a versão SNES!), e as músicas e efeitos sonoros também não têm a mesma qualidade. Mas não deixa de ser uma conversão bem competente dado às limitações de hardware da velhinha Mega Drive.

Temos muitas caras novas, mas também muitas caras conhecidas que desapareceram, como os ninjas.

Nos anos 90,as melhores versões deste jogo eram mesmo as do PC, seja a versão DOS ou Windows. A versão Playstation também anda lá perto, perdendo apenas no facto de ter loadings excessivos, mesmo a meio dos combates. Ainda assim, com todas as suas limitações, a versão Mega Drive continua a ser bastante divertida e competente, embora eu prefira a encarnação Ultimate Mortal Kombat 3, pelo maior número de personagens disponíveis,

Tennis (Nintendo Gameboy)

Continuando pelas rapidinhas, vamos voltar novamente à Gameboy clássica e o seu catálogo de jogos de lançamento. Um desses títulos era nada mais nada menos que este Tennis, que por si só já era uma espécie de conversão do jogo de mesmo nome da NES, também lançado por alturas do lançamento da consola. O meu exemplar foi comprado algures no passado mês de Setembro, na Feira da Vandoma por 1€.

Apenas cartucho

Na NES, este era um jogo bastante simples onde poderíamos participar em jogos de 1 contra 1, ou 2 contra 2, seja sozinhos, ou com um amigo. A versão Gameboy é algo diferente, não só a nível gráfico, como também na jogabilidade que oferece. Aqui podemos apenas jogar em partidas de 1 contra 1, seja sozinhos, seja contra um amigo através do cabo de ligação de Game Boy. De resto, este é mais um simples jogo de ténis onde os 2 botões faciais disponíveis permitem-nos dar “raquetadas” mais tensas e rápidas, ou atirar bolas em arco. De resto, podemos também escolher o nível de dificuldade do CPU.

O Mario continua a ser o árbitro do jogo.

A nível audiovisial, o jogo original da NES era super simples. Na Gameboy também é um jogo simples, até porque o ecrã é a preto e branco, mas acaba por ser um jogo mais detalhado. As sprites das personagens têm um pouco mais de detalhe e cada vez que a bola bate no court, deixa temporariamente uma marca no local exacto onde bateu, o que é também um detalhe interessante. Já no que diz respeito à música, bom, não há uma grande variedade, as músicas não são muito memoráveis, mas não são desagradáveis.

No fim de contas este Tennis é um jogo muito simples, algo típico dos jogos do início de vida da Gameboy. Mas possui uma jogabilidade que apesar de não ser profunda, não deixa de ser agradável e certamente que divertiu muitos jovens naquelas viagens chatas que por vezes se fazia ao fim de semana com a família.

Legend (Super Nintendo)

Continuando pelas rapidinhas, vamos agora falar de um interessante beat ‘em up da Super Nintendo, cujas influências do Golden Axe são inegáveis. Simplesmente intitulado de Legend, este jogo foi desenvolvido pelo pequeno estúdio Arcade Zone (mais tarde renomeado para Toka) e lançado nos mercados Americano e Europeu algures durante o ano de 1994. O meu exemplar veio de uma Cash Converters em Lisboa, algures durante o mês de Junho e custou-me 12€.

Apenas cartucho

Inspirado por Golden Axe, que por sua vez era inspirado nos filmes de Conan o Bárbaro, este Legend segue o mesmo tipo de história: o reino de Sellech vivia um período de terror que já perdurava há 1000 anos, onde o seu imperador governava com uma mão de ferro. O seu filho Clovis também planeia algo nada de bom, e a missão de libertar o povo do seu tirano cabe-nos agora a nós, através de um ou dois guerreiros bárbaros, caso joguemos com um amigo, claro.

No início não há lá muita variedade de inimigos.

No que diz respeito à jogabilidade, esta é também muito parecida com a de Golden Axe. Isto pois para além distribuir porrada a torto e a direito, um dos itens que podemos apanhar são potes de magia que podem depois ser usados para efectuar ataques mágicos que atingem todos os inimigos em simultâneo. Podemos carregar com um máximo de 9 potes, mas ao contrário de Golden Axe, onde poderíamos desencadear ataques mágicos mais potentes consoante o número de potes mágicos que gastávamos, aqui apesar de existirem diferentes ataques, todos eles gastam 2 potes apenas e causam a mesma quantidade de dano aos inimigos. Outros itens que podemos apanhar podem ser comida que nos restabelecem parte da nossa barra de energia, ou chaves que podem ser posteriormente usadas em níveis bónus, para abrir baús que podem conter vidas extra, comida, magia, entre outros.

Os níveis são muito bem conseguidos, com alguns detalhes gráficos muito interessantes como o uso de transparências.

Graficamente é um jogo muito bom, com níveis e personagens muito bem detalhadas. No entanto, por outro lado, inicialmente notei pouca variedade de inimigos, muitos sendo palette swaps uns dos outros, mas a partir da segunda metade do jogo começamos a ter mais variedade. Os níveis em si, conforme já referido, possuem muito detalhe mas por vezes tanto detalhe também atrapalha. Isto porque pos cenários possuem detalhes em foreground que tapam Clovis e/ou os inimigos, atrapalhando assim um pouco na jogabilidade. No que diz respeito às músicas, estas são agradáveis mas também notei pouca variedade nas mesmas.

Portanto, mesmo não sendo um jogo perfeito, este Legend não deixa de ser uma experiência bastante agradável. 4 anos depois, já com a Arcade Zone ter mudado o nome para Toka, foi lançado um remake para a Playstation original que inicialmente me deixou bastante curioso, mas depois de ver que mudaram o estilo gráfico de um bonito 2D para um 3D primitivo, confesso que a curiosidade me passou logo.