Castlevania Anniversary Collection (Nintendo Switch)

Vamos voltar a mais uma compilação, desta vez esta Castlevania Anniversary Collection cujo lançamento físico esteve a cargo da Limited Run Games. É uma compilação cuja emulação esteve a cargo da M2, que já está mais que habituada a fazer trabalhos como este (foram eles que trataram da emulação de várias consolas mini como é o caso da PC Engine ou ambas as Mega Drive e muitas outras compilações similares), e o número de jogos aqui incluído até que é algo satisfatório. O meu exemplar veio da Limited Run Games algures em Janeiro do ano passado, tendo custado os habituais 35 dólares mais portes e taxas.

Jogo com caixa e livrete com algumas palavras e imagens de cada jogo presente nesta compilação

Neste artigo vou focar-me no conteúdo desta compilação, particularmente os seus extras e uma análise um pouco mais detalhada apenas aos jogos que, até ao momento de escrita deste artigo, ainda não possuo na colecção, o que é o caso do Castlevania III e Kid Dracula. Um detalhe interessante a referir é que todos os jogos possuem também as suas versões japonesas disponíveis para serem jogadas, excepto no entanto para o Castlevania II da NES imaginando que seja do nosso progresso depender bastante do texto que vamos lendo aqui e ali.

Uma das melhores características desta compilação é a inclusão das versões japonesas dos jogos aqui presentes, visto que muitas das versões ocidentais possuem alguma censura. E o Castlevania III com aquela banda sonora faz uma grande diferença!

Indo para os jogos propriamente ditos e começando pela trilogia original da NES, temos aqui portanto o primeiro Castlevania, um jogo icónico e que para sempre mudou o paradigma dos jogos 2D sidescroller, o Castlevania II Simon’s Quest, um jogo um pouco mal amado mas considero-o importantíssimo para influenciar os metroidvanias que viriam a ser lançados no futuro e por fim este Castlevania III: Dracula’s Curse onde me vou focar um pouco mais.

Antes de iniciarmos cada jogo temos direito a um ecrã com algumas infomações adicionais. Pena que os manuais aqui incluidos sejam demasiado simplificados!

Neste terceiro título controlamos Trevor Belmont onde a sua família, depois de ter sido exilada para uma terra longínqua devido à população temer os seus poderes, acaba por ser chamado novamente, pois Dracula renasceu e voltou a lançar o terror pela Europa fora, algures no século XV. Os controlos são os mesmos de sempre, com um botão para saltar e outro para atacar com o vampire killer, o tal chicote dos Belmont passado de geração em geração. Poderemos também apanhar armas especiais cujas munições vão sendo os corações que podemos apanhar ao destruir candelabros e ocasionalmente poderemos encontrar pedaços de comida em locais escondidos que nos regeneram parcialmente a barra de vida. É um jogo bem mais próximo do original nas suas mecânicas portanto, sendo também mais linear que o seu predecessor.

Uma das novidades do Castlevania III é o facto de podermos recrutar uma de 3 personagens para nos ajudar, cada qual com distintas habilidades entre si

Existem no entanto algumas novidades que o tornam bastante único. Para além do Trevor Belmont, à medida em que avançamos no jogo poderemos recrutar um de três personagens que nos irão acompanhar ao longo do resto da aventura e das quais poderemos controlar sempre que o desejarmos ao pressionar o botão Select. As personagens são: Grant Danasty, um acrobata bastante ágil (o mais rápido de todas as personagens disponíveis) e o único capaz de mudar a direcção a meio de um salto, para além de poder escalar paredes. Os contras é que os seus ataques e alcance são bastante fracos. A Sypha Belenades é uma feiticeira disfarçada de monge e apesar dos seus ataques básicos serem também bastante fracos, pode ter acesso a poderosos feitiços elementais que nos podem ajudar bastante. Poderemos lançar feitiços de fogo, gelo ou ar, todos com diferentes utilidades. Por fim temos o Alucard, o filho de Drácula que é semi-vampiro e revoltou-se contra o seu pai. Infelizmente o Alucard não é muito ágil e os seus saltos não são grande coisa, mas tem a vantagem de se transformar em morcego e assim atravessarmos os níveis a voar, a custo dos tais corações que poderemos ir coleccionando. Para além disso, o jogo terá alguns caminhos alternativos com níveis distintos entre si e com quatro finais distintos, o que aumenta bastante a sua longevidade.

Outra das novidades aqui introduzidas são as bifurcações nos caminhos, que nos levam a níveis completamente distintos

A nível gráfico este Castlevania III é excelente. Mantém a mesma lógica do primeiro Castlevania a nível de inimigos e bosses, tendo no entanto níveis bem mais variados nos seus cenários. Aliás, cenários esses que estão muito bem detalhados para um jogo de NES e ocasionalmente com bonitos efeitos gráficos como é o caso do efeito de nevoeiro num dos níveis. As músicas são igualmente boas, embora nós ocidentais temos ficado bastante a perder nesse departamento. Tal como no Castlevania II, a Konami lançou este jogo no Japão num cartucho com hardware adicional que expandia as capacidades de som da NES. As músicas nessa versão possuem então alguns canais de som a mais e que fazem bastante a diferença!

Pode não parecer mas este é um bonito efeito gráfico na NES

Ainda na NES, embora esteja no final da lista dos jogos disponíveis, temos também o Kid Dracula. Lançado originalmente no Japão em 1990, este foi um jogo que se manteve exclusivo naquele território precisamente até ao lançamento desta compilação, onde todo o seu texto foi traduzido para inglês. Aqui controlamos um pequeno Drácula e o jogo possui uma temática bem mais alegre e claro, apesar de ter alguns picos de dificuldade (principalmente nos últimos níveis), é bem mais fácil que os Castlevania normais, até porque temos bem mais controlo nos saltos, embora quando sofremos dano também vamos um pouco para trás, o que pode arruinar algum salto que tenhamos planeado.

Kid Dracula é um jogo bem mais simples mas não deixa de ser um platformer divertido

A nível de mecânicas, um botão salta e o outro ataca, o que no caso deste Kid Dracula refere-se a lançar projécteis de fogo. Mantendo o botão pressionado durante alguns segundos carregamos um charge attack, lançado assim que largarmos o botão. À medida que vamos avançando no jogo iremos também desbloquear outros ataques como bombas, projécteis teleguiados ou outros poderes especiais como nos transformar temporariamente num morcego ou inverter (também de forma temporária) a gravidade. Todos estes power ups podem ser seleccionados através do botão Select.

Matando os inimigos com um charged shot podemos coleccionar moedas que podem ser usadas em mini jogos de bónus entre os níveis para ganhar mais vidas.

A nível audiovisual o jogo é bastante mais infantilizado nos seus cenários, que por sua vez até que são bastante diversificados. Começamos o jogo pelo próprio castelo do Dracula, passando pelos céus, subterrâneos, o Egipto ou até a cidade de Nova Iorque, onde o boss desse nível é nada mais nada menos que a própria estátua da Liberdade e que, em vez de combater, prefere lançar uma espécie de concurso televisivo de perguntas e respostas. As músicas são agradáveis, embora muito abaixo daquilo que a série principal nos trouxe. Este Kid Dracula é portanto um interessante jogo de plataformas e um bonito spinoff da série.

Como é habitual neste tipo de compilações recentes, podemos optar por várias formas de apresentar a imagem no ecrã.

Continuando pela compilação, esta inclui também os Castlevania Adventure e Castlevania II: Belmont’s Revenge da Game Boy clássica que são bastante simples nas suas mecânicas e a nível audiovisual também. Notavelmente a compilação não traz o Castlevania Legend também para o Game Boy, supostamente pelo facto de a Konami eventualmente o ter considerado não canónico, mas o que dizer da inclusão do Kid Dracula nesse caso? E falando no Kid Dracula, a versão Game Boy poderia perfeitamente ter sido incluída também. É uma pena que tanto uma como a outra não esteja incluída, particularmente o Castlevania Legends pois actualmente é um jogo caríssimo. De resto, das consolas de 16bit temos também o Super Castlevania IV da Super Nintendo e o Castlevania Bloodlines / The New Generation da Mega Drive, ambos excelentes jogos. Infelizmente o Rondo of Blood da PC Engine ficou de fora (posteriormente lançado numa outra compilação Castlevania Requiem com o Symphony of the Night também), assim como a sua adaptação mais simplificada da Super Nintendo (Dracula X / Vampire Kiss) que também acabou por sair numa outra compilação mais dedicada aos títulos portáteis.

O melhor bónus aqui presente é mesmo um livro electrónico cheio de informações, entrevistas e documentos utilizados para criar os jogos!

De resto, para além da possibilidade de criar save states (um funcionalidade de rewind seria óptima também), o jogo oferece-nos a possibilidade de gravar a nossa playthrough, para além de incluir toda uma série de diferentes filtros gráficos como costuma ser habitual nestas compilações. Para além disso, o jogo traz também um ebook com informações de todos os jogos presentes na compilação, entrevistas a pessoas envolvidas na série e vários documentos usados durante a criação dos jogos, o que para os fãs é um extra muito interessante. Em suma é uma sólida compilação, mas a meu ver poderia perfeitamente ter incluído alguns títulos adicionais como o já referido Castlevania Legend, a versão GB do Kid Dracula (que é um jogo inteiramente novo), a versão MSX do primeiro Castlevania que é também muito diferente da versão NES, o Haunted Castle de arcade ou o Castlevania Chronicles do Sharp X68000 ou PS1.

Silent Hill (Sony Playstation)

É verdade. Até agora nunca tinha jogado nenhum Silent Hill. Há uns meses atrás decidi que na altura do Halloween deste ano ia finalmente pegar nessa série, começando pelo seu primeiro jogo na Playstation e lá o fiz. E que jogão é! Apesar de não ter sido o primeiro survival horror a ser lançado, Resident Evil foi um jogo importantíssimo na popularização do género que lhe trouxe muitos imitadores. Mas apenas 3 anos após esse lançamento, a Konami conseguiu apresentar um outro survival horror com um foco muito maior na atmosfera de terror e mesmo passados todos estes anos, Silent Hill continua a ser um jogo tão assustador e bem conseguido como em 1999. O meu exemplar foi comprado há muitos anos atrás, no antigo site leilões.net. Custou-me 7.5€, veio dos Açores e tinha chegado em excelente estado!

Jogo com caixa, manuais e papelada diversa

A história leva-nos a encarnar no papel de Harry Mason, um cidadão norte-americano perfeitamente comum que estava a viajar para a pequena cidade de Silent Hill com a sua filha adoptiva (Cheryl Mason) para umas pequenas férias. Mas mesmo quando estavam prestes a entrar na cidade, Harry sofre um acidente automóvel e quando volta a si descobre que a sua filha está desaparecida, partindo imediatamente no seu encalço. Mas a pequena cidade de Silent Hill, envolta numa névoa permanente e aparentemente desprovida de qualquer presença humana, rapidamente começa a mostrar as suas verdadeiras cores: estranhas e grotescas criaturas atacam, ocasionalmente somos transportados para uma outra dimensão ainda mais opressora e os poucos NPCs que ocasionalmente vamos conhecendo ainda mais contribuem para todo o mistério.

Apesar dos perigos que corremos, vamos ter vários edifícios que poderemos explorar livremente, alguns contém valiosas provisões!

No que diz respeito aos controlos, confesso que inicialmente me custou um pouco voltar aos tank controls do passado, mas ao fim de algum tempo lá me voltei a habituar. Os controlos são então os seguintes: o direccional ou analógico esquerdo servem para controlar a personagem, com os tank controls a obrigarem-nos a que a personagem ande em frente quando pressionamos para cima, para trás ao pressionar para baixo e as direcções a rodarem Harry em ambos os sentidos. Os botões faciais servem para interagir com objectos/atacar (X), o quadrado para correr, triângulo para consultar o mapa a zona onde estamos (se o tivermos encontrado, claro) e o círculo para ligar/desligar a lanterna. Os botões L1 e R1 servem para strafing lateral, o L2 para posicionar a câmara nas costas de Harry e R2 para activar a postura de ataque, onde poderemos posteriormente atacar com o X. Start pausa e Select abre o menu onde poderemos explorar o nosso inventário, utilizar itens regenerativos, mudar de armas, entre outros. O ecrã de opções possui algumas opções escondidas e uma delas deu um grande jeito: alternar entre andar ou correr por defeito, o que eu acabei por fazer, pois sempre que possível, particularmente em áreas largas, fugia dos inimigos para conservar munições.

Como noutros survival horrors da mesma época, teremos de explorar bem os cenários em busca de objectos que nos ajudam a desbloquear certos caminhos. Alguns puzzles também.

E sim, conservar munições e itens regenerativos continua a ser uma das preocupações que teremos de ter em conta. Existem diversas armas que poderemos vir a encontrar, desde melee como facas, tubos metálicos ou machados, bem como diversas armas de fogo com munições limitadas. Há inimigos que são complicados de os atingirmos com armas brancas (aquelas criaturas voadoras particularmente), pelo que ir alternando de arma consoante as munições que temos e avaliar se cada combate vale a pena ou não, é um exercício que terá de ser feito recorrentemente. É que ocasionalmente teremos também alguns bosses para defrontar e convém ter munições e itens regenerativos suficientes para os enfrentar. De resto, lá teremos de ir explorar os cenários em busca não só de mantimentos mas também objectos como chaves ou outros que nos irão a resolver uma série de puzzles, que por sua vez nos darão acesso a novas áreas a serem exploradas.

Estas criaturas foram removidas da versão europeia do jogo por presumivelmente se assemelharem demasiado com crianças

Mas é mesmo na atmosfera que este Silen Hill brilha. A própria vila de Silen Hill coberta de nevoeiro, que é tipicamente utilizado em videojogos desta geração para mascarar a curta draw distance, acaba no entanto por fazer todo o sentido aqui, até porque oculta também uma série de perigos que inevitavelmente nos irão surpreender. O som que nos acompanha está repleto de ruído estático, sirenes ou campainhas que tocam ininterruptamente, particularmente quando temos inimigos nas nossas imediações. Ocasionalmente iremos transitar entre a dimensão “real” e uma outra ainda mais macabra, onde no lugar de solo alcatroado e paredes normais, todas as superfícies são substituídas por um metal bastante oxidado e muitas vezes adornado com decorações macabras: corpos mutilados pregados à parede, poças de sange por razão nenhuma, entre outros. O design dos inimigos é também bastante original, embora as enfermeiras ainda tenham um aspecto bem mais humano do que as que nos foram introduzidas nas sequelas. A versão europeia é ligeiramente censurada, pois há um inimigo (dos primeiros a aparecer) que parece uma criança deformada, tendo sido substituída por outro inimigo mais grotesco que apenas surge mais tarde nas outras versões. E essa tal outra dimensão é ainda bem mais escura, o que nos obriga a utilizar a lanterna para conseguirmos ver alguma coisa. No entanto a lanterna é também um chamariz para os inimigos, pelo que também aí devemos ter algum cuidado enquanto a usamos. Portanto, toda esta conjugação de factores tornam o Silent Hill num jogo que nos coloca constantemente numa atmosfera bastante tensa e de puro terror. E sim, mesmo sendo um jogo de PS1, com gráficos em 3D poligonal algo primitivos, não deixa de ser excelente na atmosfera que cria.

Esta dimensão alternativa está muito bem conseguida! E o design das várias criaturas que vamos enfrentando! Estas enfermeiras então ganham papel de destaque nos jogos seguintes!

Portanto sim, adorei jogar este Silent Hill e de facto concordo perfeitamente com o que se vai ouvindo sempre que o jogo é trazido à baila: a sua atmosfera aterradora e foco num terror mais psicológico é sem dúvida o grande diferenciador perante outros survival horrors da mesma época. E mesmo sendo um jogo com quase 25anos, continua a ser excelente naquilo que faz. Muito curioso para jogar o Silent Hill 2, que para muitos fãs é o seu preferido da série.

Teenage Mutant Ninja Turtles: The Cowabunga Collection (Sony Playstation 4)

Ao longo dos últimos meses tenho jogado aos poucos esta compilação de jogos das Tartaruga Ninja. Produzida pela Digital Eclipse, esta compilação é uma verdadeira lição em como se deve fazer material deste tipo. Traz quase todos os jogos TMNT clássicos da Konami lançados entre 1989 e 1993 (faltando apenas o TMNT Manhattan Missions exclusivo de DOS), sendo que todos esses jogos possuem também uma série de extras e melhoramentos como reduzir sprite flicker e lentidão nos jogos de NES, save states, rewind, vidas extra, entre outros como o suporte multiplayer inclusivamente online em certos jogos. Para além de todos os extras de conteúdo adicional como imensos scans das caixas e manuais de todos os jogos desta compilação e suas variantes, revistas de banda desenhada, publicidades, e muito mais. Foi notoriamente um labor of love. O meu exemplar foi comprado na Amazon por pouco mais de 22€ algures em Dezembro do ano passado.

Jogo com caixa

Irei aproveitar este artigo para me focar mais nos jogos que não tenho na minha colecção, pelo que não me vou alongar muito no Teenage Mutant Ninja Turtles da NES. É o primeiro jogo da Konami com esta propriedade intelectual e apesar de ser na minha opinião o pior, não é um mau jogo de todo, devido a nos permitir trocar de tartaruga a qualquer momento no jogo e alguma não linearidade da exploração. Sim o nível subaquático continua incrivelmente difícil e com tempo reduzido, mas os save states e rewind são uma ajuda preciosa.

A inclusão de inúmeros extras como manuais, publicidades, documentos de desenvolvimento ou artwork é uma excelente adição a esta compilação.

O TMNT Arcade Game, na sua versão arcade, está também aqui disponível para ser jogado. Este sim, um grande clássico da Konami por nos permitir jogar em multiplayer local com até mais 3 amigos e isso também está aqui presente na compilação, para além de permitir inclusivamente jogar online, algo que eu não experimentei. Para um jogo de 1989, tinha gráficos incríveis para a época e apesar de achar que a jogabilidade ainda esteja longe de ser refinada (os bosses são autênticas esponjas, por exemplo) não deixa de ser um óptimo jogo e que este sim, abriu portas para o sucesso dos restantes jogos da Konami das Tartarugas. O arcade game foi também trazido para a NES, que apesar de ser uma versão bem mais modesta, não deixa de ter sido uma conversão do arcade bem impressionante. Alguns dos extras incluídos desta versão incluem a opção de retirar o sprite flicker e alguns abrandamentos da versão original, deixando o jogo mais fluído. Mas sejamos sinceros, apesar desta versão NES possuir um ou outro nível adicional, a versão arcade é de longe superior.

As versões arcade aqui também suportam multiplayer local com até 4 jogadores em simultâneo!

Segue-se o primeiro jogo da Game Boy, o Fall of the Foot Clan. E este é um simples jogo de acção/plataformas onde teremos 5 níveis distintos para explorar e poderemos escolher com que tartaruga queremos jogar antes de os começar. É um jogo totalmente 2D e simples na sua jogabilidade, com um botão de salto e um outro para atacar. Pressionando baixo e ataque permite-nos disparar shurikens que, apesar de serem mais fracas que um golpe normal, permitem-nos atacar com segurança a média distância. Cada tartaruga tem a sua barra de vida que pode ser restabelecida ao comer pizza, mas caso morramos, a tartaruga que controlamos é capturada e somos obrigados a rejogar a zona onde estamos desde o início com outra tartaruga. Pode-se então dizer que este jogo possui 4 vidas ao todo! Em certas zonas poderemos encontrar níveis de bónus que servem contêm diferentes mini-jogos onde poderemos amealhar mais pontos, embora nem todos sejam assim tão interessantes quanto isso. De resto é um título ainda muito simples e lançado numa fase muito embrionária da Game Boy, com gráficos e animações simplistas, mas com uma banda sonora bem competente no entanto.

A Digital Eclipse deu-se ao trabalho de construir também estes pequenos guias para cada jogo, mesmo como se fossem páginas de revista!

Segue-se o Turtles in Time, o segundo jogo arcade presente nesta compilação, lançado originalmente em 1991. É um beat ‘em up absolutamente fantástico e com uma jogabilidade melhorada perante o seu antecessor, até porque temos muitos mais golpes distintos que podemos executar. É também um jogo que pode ser jogado com um máximo de 4 jogadores em simultâneo e deve ter sido absolutamente incrível ser jogado com amigos numa arcade, até porque se jogado sozinho isto come imensos créditos. Gráficos e som incrível, uma boa variedade de níveis (até porque como o nome indica o jogo envolve viagens no tempo), um excelente jogo. Este Turtles in Time acabou mais tarde por ser relançado para a Super Nintendo, que é também uma conversão bem interessante. Graficamente fica uns furos abaixo do original como seria de esperar, mas não deixa de ser bem competente nesse departamento e traz ainda uns quantos extras. Como seria de esperar essa versão está também aqui representada, pelo que vos convido a ler esse artigo para mais detalhes.

Podemos também optar por dimensionar a imagem da forma que quisermos, assim como activar ou desactivar bordas no ecrã

A Game Boy recebeu ainda em 1991 o seu segundo jogo, o Back from the Sewers. Apesar de ser superior ao seu predecessor, mantém-se um jogo de acção relativamente simples, onde antes de cada nível podemos escolher qual a tartaruga com a qual queremos jogar e os controlos são simples com um botão de salto e outro de ataque. Os níveis são mais longos, muito melhor detalhados graficamente e apesar de a maioria do jogo se apresentar como um título 2D de plataformas/acção num único plano, alguns níveis (ou excertos) já apresentam aqueles visuais típicos de um beat ‘em up, onde teríamos uma maior liberdade de movimento. Caso percamos uma vida teremos de rejogar o nível com uma das outras tartarugas e, quando chegamos ao final do mesmo, somos levados a um nível de bónus com um boss que se o conseguirmos derrotar, libertaremos a tartaruga que havia sido feita prisioneira antes. Se mantivermos todas as tartarugas em jogo, teremos então um outro nível de bónus para jogar, onde teremos de apanhar uma série de pizzas num período de tempo algo apertado. A nível audiovisual é um jogo simples devido às limitações técnicas da Game Boy original, mas bem mais detalhado visualmente que o seu predecessor, com níveis mais detalhados e sprites maiores. As músicas são óptimas e temos ainda alguns clipes de voz digitalizada.

No caso dos jogos de Game Boy podemos também optar por escolher os vários tons de monocromático do ecrã original de Game Boy, GB Pocket ou até um modo Game Boy Color que lhe acrescenta alguma cor.

A NES recebeu em 1992 um outro beat’ em up, o Manhattan Project. Infelizmente este é um jogo que nunca chegou a sair na Europa o que é uma pena pois nessa altura a franchise das tartarugas ninja ainda era bem popular e a NES ainda detinha uma quota considerável do mercado. Comparando com a versão NES do Arcade Game, este é de longe um título superior. A jogabilidade mantém-se simples com um botão de ataque e outro de salto, embora seja agora possível desencadear diferentes golpes como atirar inimigos uns contra os outros ou usar um special (ao pressionar ambos os botões faciais em simultâneo) que apesar de poderoso, retira-nos alguma da vida de cada vez que o usamos. Os níveis são longos, bem detalhados (para um sistema 8bit) e com uma maior variedade de inimigos. As músicas são como tem sido habitual, excelentes! A versão aqui emulada conta uma vez mais com funcionalidades extra que podem remover os abrandamentos e sprite flicker da versão original.

Foi mesmo uma pena este Manhattan Project não ter recebido um lançamento europeu nos anos 90. Ao menos muita gente poderá jogá-lo pela primeira vez aqui!

Em 1992, para além da Super Nintendo ter recebido a conversão do Turtles in Time que eu já mencionei acima, foi também a altura da Mega Drive receber o seu primeiro jogo desta série, o Hyperstone Heist, que também já cá o trouxe no passado, pelo que não me vou alongar nesse título, até porque esta versão não inclui nenhum extra de relevo. O ano seguinte começa com um novo jogo para a Game Boy, o Radical Rescue. Esse também já cá trouxe no passado, pelo que também não o irei detalhar, apenas deixar a dica que, tal como os outros jogos Game Boy presentes nesta compilação, o jogo inclui alguns melhoramentos incluindo um modo “a cores” muito rudimentar, supostamente idêntico ao que uma Game Boy Color apresentaria.

É inegável que o Tournament Fighters da Super Nintendo não seja superior ao da Mega Drive, tanto em jogabilidade como em gráficos. A banda sonora já é bem mais discutível, na minha opinião.

Para fechar a compilação, seguem-se então os Tournament Fighters, a começar pelo lançamento da Super Nintendo que, para a minha surpresa depois de ter jogado a versão Mega Drive, me apercebi que era um jogo inteiramente diferente e sinceramente também o achei melhor em todos os aspectos. A começar pela jogabilidade que é mais fluída e o uso de quatro botões faciais dá-nos também uma maior variedade de diferentes golpes que podemos executar. Graficamente, apesar de eu achar os cenários da versão da Sega por vezes bastante originais, na verdade acho que os gráficos mais coloridos e apesar de os cenários urbanos não serem tão originais, acabam por resultar melhor como um todo, até por se adequarem mais a um estilo mais urbano da própria série. De resto, para além do modo história esta versão traz também um modo arcade e versus, onde temos uma maior liberdade de escolha das personagens jogáveis.

Outros dos extras, podemos consultar todas as bandas sonoras dos títulos aqui presentes!

Segue-se então a versão Mega Drive deste Tournament Fighters que também já cá a trouxe no passado, pelo que não me vou alongar aqui. Para além destas versões 16bit a Konami decide também lançar uma versão para a NES já em 1994 e, por incrível que pareça, até a Europa a chegou a receber, ao contrário do Manhattan Project que é de longe um jogo melhor e mais interessante. E este é na mesma um jogo de luta de 1 contra 1, mas com uma jogabilidade bem mais simples devido aos poucos botões faciais disponíveis. Um detalhe interessante na jogabilidade é o facto de ocasionalmente surgir no ecrã um aparelho voador e a personagem que o conseguir partir e apanhar a esfera brilhante que o mesmo larga, pode posteriormente utilizar um poderoso golpe capaz de retirar uma percentagem generosa da vida do nosso oponente. De resto, a selecção de personagens e cenários também é bastante reduzida e no que diz respeito aos modos de jogo temos o modo história, versus e um torneio que não cheguei a experimentar.

Portanto esta Cowabunga Collection é uma excelente compilação de videojogos mais antigos e a meu ver a Digital Eclipse está de parabéns pois elevaram bastante a fasquia do que seria expectável numa compilação deste género. Para além de suportes a save states, rewinds, multiplayer online em certos jogos e vários outros melhoramentos (incluindo melhorar a performance e eliminar o sprite flicker de todos os jogos da NES, por exemplo), a Digital decidiu também incluir pequenos guias com algumas dicas para cada jogo, construídos como se tivessem sido retirados de uma revista de videojogos dos anos 90 e estes podem também serem consultados a qualquer momento no jogo. Depois temos todo o “museu” com scans de alta qualidade das caixas e manuais de cada lançamento as suas versões americanas e japonesas, assim como muitos outros registos interessantes, como anúncios, galerias de arte, capas de banda desenhada, entre outros. Só tenho mesmo pena de os manuais não poderem ser consultados a qualquer momento dentro dos jogos tal como os pequenos guias.

Teenage Mutant Ninja Turtles 2: Battle Nexus (Nintendo Game Boy Advance)

No seguimento do Teenage Mutant Ninja Turtles do Game Boy Advance que trouxe cá há umas semanas, chegou a hora de jogar o segundo jogo presente na compilação Double Pack. E este é um jogo que apesar de manter muitas das ideias e mecânicas de jogo do seu antecessor, introduz também algumas novidades. No entanto, algumas foram bem-vindas, outras nem tanto. O meu exemplar foi comprado numa Cash Converters há uns meses atrás por pouco mais de 15€.

Compilação com caixa, manuais e papelada

Ora tal como o seu predecessor este segundo jogo é baseado na “nova” série televisiva de animação introduzida algures em 2003. Não faço ideia se a história é baseada nalgum conjunto de episódios, mas basicamente envolve viagens interplanetárias recorrendo a uma tecnologia de teletransporte, que por sua vez é baseada no misterioso poder de uma série de cristais que o Shredder tem andado a juntar. A primeira metade do jogo é toda passada num outro planeta onde as tartarugas são transportadas para lá e acabam por se ver envolvidas num conflito entre facções que perseguem um robot especial pois contém a mente de um famoso cientista que estava precisamente a estudar essa mesma tecnologia de teletransporte. Mas rapidamente começam a ser tecidas ligações ao Shredder, pelo que na segunda metade do jogo iremos visitar o Japão feudal e novamente a cidade de Nova Iorque onde iremos uma vez mais defrontá-lo.

Pobre Leonardo que uma vez mais não tem nenhuma habilidade verdadeiramente distinta

O jogo anterior era um híbrido entre um beat ‘em up completamente 2D e um jogo de acção/plataformas, com alguns segmentos ocasionais onde conduziríamos algum veículo e mecânicas de jogo distintas. Esta sequela pega nessa mesma fórmula base, mas com algumas mudanças. Agora não há uma campanha própria para cada tartaruga, mas sim todos os níveis podem ser jogados com a tartaruga que desejamos. Para além disso há também um maior foco na exploração, pois os níveis tendem a ser maiores, mais labirínticos e aqueles cristais que poderíamos apanhar (mas não eram mandatórios) no jogo anterior, são agora obrigatórios para avançarmos para o conjunto de níveis seguinte. E muitos desses cristais estão escondidos em locais que apenas uma das tartarugas os poderá encontrar, pelo que acabamos por ser obrigados a jogar o mesmo nível várias vezes para coleccionar todos esses cristais. Ou quase todos, mediante a dificuldade escolhida. Se ao menos desse para trocar de tartaruga no momento, como acontece nalguns outros jogos das tartarugas mais antigos (como o original de NES), seria sem dúvida um jogo menos maçudo neste ponto.

Os cristais que temos de encontrar estão muitas vezes escondidos em blocos destrutíveis e nem sempre ao alcance de qualquer tartaruga

As mecânicas de jogo são muito similares, pelo menos nos níveis “normais” de platforming. Um botão salta, o outro ataca e com diferentes combinações de botões poderemos desencadear diferentes ataques, incluindo charged attacks. Tal como referi acima, todas as tartarugas possuem diferentes habilidades e golpes, excepto o Leonardo, que não tem nenhuma habilidade muito distinta que nos ajude a procurar cristais escondidos. O Michelangelo tem um charged attack que lhe permite atirar os seus nunchakus como se fossem um bumerangue e assim destruir algumas paredes/rochas mais distantes e que tipicamente têm cristais escondidos, assim como pode usar os mesmos nunchakus como uma hélice de helicóptero, permitindo-nos assim saltar mais longe. O Donatello pode usar o seu bastão como “salto à vara” e também saltar mais alto, enquanto o Raphael consegue escalar paredes e assim alcançar zonas inalcançáveis para as outras tartarugas.

Tal como o seu predecessor ocasionalmente temos alguns níveis com mecânicas de jogo bem distintas como shmups

Ainda nestes níveis de exploração há algo de novo a mencionar: as mecânicas de stealth. Tipicamente começamos cada nível sem as nossas armas, estando apenas munidos de shurikens que não causam lá muito dano. A primeira coisa que nos devemos focar em cada nível é precisamente encontrar as nossas armas e enquanto isso não acontece o jogo também nos encoraja a jogar de uma forma mais furtiva, pois sempre que temos de atravessar alguma zona patrulhada por inimigos, tipicamente temos sempre onde nos esconder e caso sejamos descobertos também é despoletado um alarme que alerta os inimigos na sala ou até poderá chamar mais alguns. Mas esse alarme rapidamente também é desactivado quando saimos do seu campo de visão. De resto, temos também os níveis onde conduzimos veículos, que são tipicamente shmups horizontais ou outros na primeira pessoa onde controlamos uma mira e teremos de destruir uma série de inimigos ou obstáculos. Por fim convém também mencionar que existem modos de jogo adicionais como o Battle ou Race mas confesso que nem os experimentei.

Graficamente o jogo é interessante com níveis e inimigos bem detalhados

No que diz respeito aos audiovisuais estamos perante um jogo bem competente uma vez mais. Os cenários são bem coloridos e detalhados e o mesmo pode ser dito das tartarugas e inimigos no geral, que estão tipicamente bem detalhados e animados. Os bosses são bem grandinhos como manda a lei também! A banda sonora é uma vez mais agradável sendo agora mais focada em temas com uma certa toada jazz ou electrónica e que a meu ver até não resultam mal de todo. Temos no entanto menos cutscenes entre níveis que avançam a história, mas confesso que as poucas que existem não foram lá muito interessantes também, tal como no primeiro jogo. Achei-as demasiado longas e com diálogos algo aborrecidos.

Portanto este TMNT 2 Battle Nexus é um jogo de acção interessante para um sistema como o Game Boy Advance. Do ponto de vista técnico é um jogo bem bonito, detalhado e animado, as mecânicas de jogo não são nada más, só tenho mesmo a queixar do facto de ser obrigatório jogar todos os níveis mais que uma vez e explorá-los à exaustão com várias tartarugas em busca de todos aqueles cristais. As versões para as consolas domésticas da altura, PS2, GC e Xbox foram muito pior recebidas por algum motivo, no entanto.

Teenage Mutant Ninja Turtles (Nintendo Gameboy Advance)

Depois do enorme sucesso que os desenhos animados das tartarugas ninja tiveram no final da década de 80 e uma boa parte dos anos 90, a série ficou algo adormecida nos anos seguintes. Mas em 2003 lá decidem fazer uma nova série de animação, agora com um estilo artístico bem mais moderno e urbano e lá estava a Konami para adquirir os direitos para produzir videojogos uma vez mais. E assim o fizeram, com vários títulos lançados para as consolas de sexta geração e os sistemas portáteis de renome que a acompanharam. Este artigo refere-se então à versão Game Boy Advance do primeiro jogo desta nova série das tartarugas ninja e o meu exemplar é na verdade uma compilação com o segundo jogo que planearei jogar em breve.

Compilação com os primeiros dois jogos desta nova série. Completo com caixa, manuais e papelada

Ora e o primeiro apontamento a fazer é mesmo em relação à estrutura do jogo. Esta é uma experiência completamente single player e cada tartaruga terá um conjunto próprio de níveis para jogar, cada qual com a sua história. Uma vez concluídas as 4 campanhas é então desbloqueado o conjunto de níveis final, onde invadimos a torre de Shredder para o confrontar no final. A sensação que me dá é história de cada uma das tartarugas parece-me ser baseada nalguns dos episódios da primeira temporada dessa nova série, mas posso estar completamente errado visto que nunca vi esta série animada moderna. Digo isto porque temos histórias onde personagens como a April e Casey Jones são introduzidos como se ninguém os conhecesse, por exemplo.

No lugar das pizzas são estes itens verdes genéricos que nos regeneram parte da nossa barra de vida

Já no que diz respeito à jogabilidade, bom esta é inspirada tanto nos beat ‘em ups das antigas, como ocasionalmente com alguns elementos de plataforma. Isto porque apesar de andarmos à porrada como num beat ‘em up, a acção resume-se a um plano 2D apenas. Os controlos são simples com um botão para saltar, outro para atacar, e caso os pressionemos em simultâneo (ou então com o R), podemos desferir um poderoso golpe mas que também nos causa algum dano a nós próprios, pelo que teremos de o utilizar com alguma calma. Mantendo o botão de ataque pressionado faz com que lancemos um charged attack que é distinto de tartaruga para tartaruga, com o Michelangelo a atirar os seus nunchakus como se fossem bumerangues, o Leonardo e Donatello lançam poderosos ataques horizontais e verticais respectivamente e o Raphael dá uma de Chun Li ao desferir uma chuva de pontapés.

Visualmente o jogo até que é bem apelativo, com gráficos coloridos, bem detalhados e animados

De resto cada tartaruga possui ainda mais diferentes habilidades, entre si: o Michelangelo consegue saltar entre paredes, o Donatello utiliza o seu bastão para saltar mais longe, o Raphael consegue escalar paredes e o Leonardo… bom… esse consegue esgueirar-se em túneis de esgoto. Acho que a Konami não conseguiu pensar numa habilidade de jeito para ele. De qualquer das formas, com a campanha de cada tartaruga a ser diferente uma das outras, também é esperado que ocasionalmente tenhamos de utilizar estas habilidades únicas de cada tartaruga. Por fim convém também esclarecer que cada campanha está dividida em 4 actos (mais 2 da campanha final) sendo que em cada uma delas teremos um nível com veículos que também usa mecânicas únicas por tartaruga. No caso do Donatello temos um nível tipo shmup horizontal onde este voa numa asa-delta, com o Raphael conduzimos uma moto a alta velocidade e de certa forma até me faz lembrar o Excitebike, com o Leonardo conduzimos um veículo blindado e teremos de disparar para uma série de inimigos que nos vão surgindo à frente e por fim o nível do Michelangelo leva-nos a conduzir um skate por um circuito tubular, que me faz lembrar os níveis de bónus do Sonic 2.

Ocasionalmente somos surpreendidos com níveis com mecânicas completamente distintas dos outros

A nível audiovisual o jogo até que é bem competente, com gráficos bem detalhados e coloridos e os cenários até que vão sendo algo variados, alternando entre túneis do metro e do esgoto, as ruas da cidade de nova iorque ou o interior de fábricas e laboratórios científicos. Os inimigos e as próprias tartarugas estão também bem detalhadas, coloridas e animadas. Entre cada nível vamos tendo sempre cutscenes com imagens estáticas e que vão avançando a narrativa, pecando no entanto por serem demasiado longas e algo enfadonhas. As músicas são também agradáveis com uma vez mais a banda sonora a ter toda uma toada de rock.

Pena no entanto que as cutscenes sejam bastante enfadonhas

Portanto este primeiro jogo das tartarugas ninja para a Gameboy Advance até que é algo interessante, mas está longe de ser uma obra prima. Não há nada de muito errado com a sua jogabilidade, mas aquele meio termo entre beat ‘em up e jogo de plataformas faz com que o jogo não seja particularmente excelente num ou noutro campo. O facto de algumas das habilidades diferentes entre as tartarugas não serem assim tão úteis quanto isso também mostra que o jogo terá sido algo apressado no seu desenvolvimento. Ainda assim foi uma experiência agradável de se jogar e os seus gráficos são também um ponto bastante positivo.