Metal Gear Solid 3: Snake Eater (Sony Playstation 2)

MGS3 Snake EaterDe volta com mais um artigo da série Metal Gear Solid, desta vez com um jogo que renovou inteiramente a série, a meu ver. Metal Gear Solid 3: Snake Eater, para além de não ser jogado com Solid Snake mas sim o seu predecessor Big Boss em plenos anos 60, apresentou diversas mudanças na jogabilidade, com uma experiência com mais foco na sobrevivência. Esta edição que faz parte da minha colecção pertence à reedição que foi lançada algo recentemente, sem a menção na capa das funcionalidades online incluídas. Tenho pena que essa reedição não tenha sido a versão Subsistence que contém diversos extras tal como a versão Substance do MGS2 que analisei anteriormente. Custou-me então sensivelmente 10€ e está em óptimo estado.

Metal Gear Solid 3 Snake Eater - PS2
Jogo completo com caixa, papelada e um bom manual.

A história decorre em pleno clima de guerra fria, no ano de 1964. Naked Snake, o futuro Big Boss e um dos principais protagonistas dos primeiros Metal Gear da MSX, possui como missão infiltrar-se em solo soviético e resgatar o cientista Dr. Sokolov, que se encontrava a desenvolver uma poderosa nova arma nuclear. A coisa não corre bem, com Snake a ser surpreendido pela sua mentora “The Boss” a trair o seu país e unir-se ao lado soviético, mais precisamente à facção extremista a cargo do Coronel Volgin que estava por detrás do conflito em questão. Esta reviravolta torna a colocar Snake em plena tundra soviética, agora com o objectivo adicional de assassinar a sua antiga mentora e destruir a nova arma nuclear. Gostei bastante da história proporcionada por este jogo, repleta de jogos de conspirações e contra-espionagem, com agentes duplos e demais personagens misteriosas. Revolver Ocelot faz aqui a sua primeira aparição.

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Snake e Sokolov, o cientista por detrás de todo o conflito

Com a maior parte do jogo a decorrer em plena selva ou outros ambientes exteriores, a Konami decidiu introduzir uma jogabilidade mais voltada para a sobrevivência. Agora, para além de Snake possuir uma barra de energia que dita a quantidade de “vida” que possui, existe também uma barra de “stamina“, que vai decrescendo com o tempo, precisando de ser restabelecida com comida. Ora a comida é nada mais nada menos que a bicharada que Snake consegue caçar no meio natural. Ratos, coelhos, cobras e sapos, vale tudo! Diferentes tipos de comida restabelecerão diferentes quantidades de stamina, podendo alguns ser até venenosos ou estarem podres, tornando Snake doente. A barra de vida tornou-se auto-regenerativa, porém com algumas condicionantes. Cada vez que Snake sofre algum ferimento, ou uma intoxicação alimentar, perde de imediato alguns pontos de vida conforme seria de esperar. Depois a vida regenera até um determinado limite, não regenerando ao máximo se não tratarmos dos ferimentos. Nos items iniciais que dispomos (e poderemos encontrar diversas supplies espalhadas pelo jogo fora) temos diverso equipamento de primeiros socorros, como pensos, desinfectantes, soro, entre outros, que permitem tratar das feridas de Snake. Outra inovação trazida na jogabilidade, é um sistema de combate corporal mais avançado, com diversos novos movimentos que podemos executar.

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Desta vez as comunicações são tomadas à moda antiga

Com o jogo a decorrer nos anos 60, não podemos esperar todo o equipamento High-tech de todos os Metal Gear até à data. Aquele radarzinho todo xpto onde podiamos ver nitidamente o mapa da sala e a posição dos inimigos? Esqueçam. Aqui podemos utilizar Sonars, detectores anti-pessoais, visores térmicos e a sempre útil vista em primeira pessoa para procurar os nossos adversários e tentar passar despercebidos. Se formos descobertos, a tradicional fase de alerta-evasão-precaução decorre. De qualquer das formas, o jogo oferece um armamento de luxo se quisermos ter uma abordagem mais assassina, bem como podemos tirar partido dos objectos que estão à nossa volta, como os clichés dos barris de combustível. Caso queiramos jogar inteiramente nas sombras, o jogo oferece ainda algo de novo: a camuflagem e pinturas faciais. Dispomos inicialmente de um reduzido número de diferentes trajes e pinturas faciais que podemos alternar sempre que bem entendermos, podendo encontrar várias outras espalhadas pelo jogo, ou como conteúdo bónus acessível de outras formas. No canto superior do ecrã dispomos de uma percentagem que nos indica quão bem camuflados estamos, com os resultados a serem muito melhores se nos colocarmos em prone, como seria óbvio. Para além do modo história, Snake Eater oferece ainda algum conteúdo extra, tal como um minijogo “Snake vs. Monkey”, repleto de humor. Aqui Solid Snake deve apanhar uma série de macacos da série Ape Escape da Sony, espalhados por vários diferentes níveis. Ao completar estes níveis, também desbloqueamos alguns items bónus que poderemos utilizar no jogo principal. Para além do mais contém um modo de jogo em que apenas lutamos contra os bosses consecutivamente, para além de uma outra opção em ver todas as cutscenes do jogo que desbloqueamos.

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Esta é a The Boss, antiga mentora de Snake e uma das maiores antagonistas do jogo

Passando para a questão da apresentação audiovisual, há também muito a dizer, não fosse o jogo estar repleto de cutscenes longas como os anteriores. Felizmente aqueles diálogos a roçar o emo e divagações filosóficas levadas ao extremo do Sons of Liberty não estão aqui presentes em grande número. Apesar de existirem alguns momentos mais lamechas, ou não fosse o Snake ser obrigado a lutar contra a sua mestra, grande parte da história é contada através de cenas de acção à Hollywood, ou cenas de intriga e mistério características do tempo da guerra fria, com as ameaças nucleares, conspirações e espionagem. Devo dizer que desta vez gostei bastante do final do jogo. Ainda há tempo para existir algum fan service com as taradices do Kojima, sejam as cenas cheias de sex appeal de Eva, os já habituais posters de meninas em trajes menores, ou outras coisas mais homo que não valem a pena referir. Uma introdução interessante é o facto de, em certas partes de algumas cutscenes, podermos controlar a câmara da mesma, quando vemos a acção nos olhos de Snake. O voice acting acho que está bastante competente, com a voz de Naked Snake a ser bastante familiar. Poucas vezes ouvimos música ao longo do jogo, mas quando a mesma entra, entra no momento certo e com a mood adequada. Graficamente o jogo está óptimo para uma PS2, com efeitos de luz bem conseguidos e as personagens bem representadas, oferecendo expressões faciais convincentes. Apenas faltou o lip synch, mas para uma PS2 não podemos pedir tudo. Gostei bastante do artwork no geral, no que diz respeito à representação das personagens. Mais uma vez, iremos enfrentar diversos bosses com habilidades sobre humanas, desta vez a Cobra Unit, o esquadrão comandado pela Boss. Ainda assim, continuo a achar os do Metal Gear Solid como os mais carismáticos, apesar de a luta contra o Matusalém dos snipers ter sido bastante épica e muito bem conseguida.

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A sério, Kojima?

Haveria muito mais a dizer, o jogo está repleto de pequenos detalhes na jogabilidade que não referi, para além de muito conteúdo escondido ao longo do jogo. Gostei mesmo muito de ter jogado este Metal Gear, é facilmente dos melhores jogos que a PS2 tem para oferecer, na minha opinião. Apesar de existir também para a 3DS, as versões que eu hoje em dia recomendaria comprar seria a Subsistence para a PS2 que inclui imenso conteúdo extra, como as VR Missions, uma câmara totalmente controlável no jogo principal, um modo online, e os 2 Metal Gear originais da MSX como jogos de bónus. Como é possível que essa versão acabe por ser algo cara nos dias de hoje, a colectânea HD para a PS3 onde este jogo se inclui, também é a versão Subsistence com todo o conteúdo extra. Mesmo tendo esta Snake Eater, planeio no futuro comprar essa colectânea, este jogo merece-o.

Metal Gear Solid 2: Substance (Sony Playstation 2)

MGS2 Substance PS2O Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty era, juntamente com outros como Final Fantasy X, um dos jogos mais aguardados pelos entusiastas da Sony, tendo muitos comprado a sua PS2 por esse motivo. E com razão, não fosse o Metal Gear Solid original da PS1 ter sido um jogo tão inovador e bem construído. Inicialmente exclusivo para a PS2, ao fim de um ano acabou por ter sido relançado novamente para a mesma plataforma, juntamente da Xbox e do PC, sob o codnome Substance, sendo a versão que trago cá. Substance incluiu diverso novo conteúdo, como as “já habituais” VR Missions, mas quanto a isso já falo. A minha cópia foi comprada no Natal de 2011 na Mediamarkt do Parque Nascente, no Porto. Este jogo pertence àquela reedição algo recente que foi feita para a PS2, juntamente do MGS 3: Snake Eater. Custou-me sensivelmente 10€.

Metal Gear Solid 2 Substance - PS2
Jogo completo com caixa, manual e papelada. Mais uma vez o artwork é óptimo

Update: Para além do MGS2 Substance acima fotografado, comprei também a edição normal do Metal Gear Solid 2 Sons of Liberty, devido ao extra de incluir um DVD com o making of. Veio da Feira da Ladra em Lisboa, a um preço tão reduzido que foi quase dado.

Sons of Liberty com caixa, manuais, papelada e DVD bónus
Sons of Liberty com caixa, manuais, papelada e DVD bónus

Metal Gear Solid 2 apresenta 2 capítulos diferentes. O primeiro, intitulado “Tanker”, coloca-nos no papel de Solid Snake quando o mesmo se infiltra num navio cargueiro norte-americano, aquando da sua passagem por Nova Iorque. Snake, agora fora da Foxhound, junta-se a Otacon numa organização não governamental anti-Metal Gear, as poderosas armas nucleares que deixaram de ser secretas e passaram a ser produzidas em massa por todas as grandes potências económicas mundiais. Snake encontra-se então a bordo de um navio ocupado por U.S. Marines, com a suspeita de carregar um protótipo de um novo modelo de Metal Gear. A missão de Snake seria apenas infiltrar-se e tirar algumas fotos ao Metal Gear de forma a incriminar o governo Norte-Americano, mas as coisas correm mal e uma outra força liderada por Revolver Otacon toma o navio de assalto, destruindo-o e levando o Metal Gear Ray consigo. Após este curto capítulo, a narrativa avança 2 anos na história, onde Solid Snake se encontra declarado morto, pelo que desta vez tomamos o papel de um novo recruta sob o comando do já conhecido Coronel Roy Campbell. Raiden, como ficou assim conhecido, tem a missão de se infiltrar na Big Shell, uma plataforma marítima perto de Manhattan. Foi tomada por um grupo terrorista e têm com eles uma série de reféns, incluindo o presidente dos E.U.A.. Mais uma vez iremos descobrir uma conspiração que dá mais voltas que o porco no espeto, de tal forma que quando chegamos ao fim do jogo ainda ficamos sem perceber muito bem o que para ali aconteceu. Como sempre a tecnologia dos Metal Gear é um elemento central na história, e teremos mais uma vez diversos vilões com habilidades sobre-humanas com que nos preocupar. Um deles já é bem conhecido, o Revolver Ocelot que a meu ver continua a ser a personagem mais interessante de toda a série.

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Desta vez os bosses sobre-humanos pertencem a um novo grupo de mercenários, o Dead Cell

A versão Substance inclui diversos extras. Para além dos já conhecidos Boss Survival e Casting Theater que haviam sido incluidos nalgumas versões do Sons of Liberty, este Substance apresenta centenas de VR Missions e outras missões alternativas, cujas podem ser jogadas quer com Snake ou Raiden, estando divididas em diversas categorias. Existem missões cujo objectivo consiste em ir do ponto A ao ponto B sem ser apanhado, outras em que devemos eliminar todos os adversários, outras em que teremos de neutralizar algumas bombas, etc. Como tenho muita coisa para jogar ainda, não perdi muito tempo nestes modos alternativos. Alternativo é o que poderemos também chamar às Snake Tales, um conjunto de side missions baseadas na história do jogo, mas não pertencendo de todo ao canon da série. O mais inesperado na minha opinião foi a inclusão de um mini-jogo de Skateboarding, mesmo à lá Tony Hawk. Infelizmente esta reedição do Substance não inclui o documentário do Making of Metal Gear Solid 2, o que é pena.

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Revolver Ocelot está de volta!

De resto a jogabilidade deste jogo manteve todas as mecânicas e manobras do Metal Gear Solid da PS1, introduzindo uma série de novas manobras, como o facto de se poder esconder em cacifos e objectos similares, a perspectiva em primeira pessoa que oferecia uma precisão muito maior para atingir os guardas nos seus pontos fracos, poder-se agora andar “pendurado” em algumas superfícies, entre outros. A inteligência artificial dos inimigos também foi melhorada, sendo que os mesmos agora trabalham mais em equipa quando descobrem o jogador, comunicando constantemente entre si através dos seus rádios. Isto é interessante se bem que complica um pouco a vida para o jogador. Ao neutralizar um inimigo, o melhor é não perder muito tempo nessa sala mesmo, pois algum tempo depois alguém os tenta contactar pelo rádio e, não obtendo resposta, enviam uma patrulha de investigação, o que irá posteriormente alertar todos os outros guardas na área. O esquema do radar permanece idêntico, mostrando os campos de visão dos guardas e câmaras numa respectiva sala. Quando o jogador é descoberto, o radar muda para o modo de alerta e após o jogador se conseguir esconder, muda para o modo Evasion, onde os guardas continuam bastante atentos à procura do jogador. Nesse tempo o radar encontra-se inactivo. O que há de novo aqui é o facto o jogador ser obrigado a descarregar os mapas para a sua zona em diversos terminais espalhados pela base marítima. Dessa forma iremos jogar “às cegas” em vários pontos do jogo. Voltando à inteligência artificial, a mesma foi melhorada de forma a que agora fica também atenta à sombra do jogador, ou as suas pegadas que deixa após sair dum piso molhado. Felizmente os guardas não são assim tão inteligentes que se deixam enganar muitas vezes por alguém escondido debaixo de uma caixa de cartão.

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Raiden a armar-se em skater…

No que diz respeito à apresentação do jogo, antes de o mesmo ter saído, era facilmente dos jogos mais visualmente impressionantes que faziam parte do catálogo da PS2. Ambientes bem detalhados, com diversos efeitos gráficos notáveis, como gotas da chuva no chão, efeitos de partículas em explosões, ou mesmo pelas animações das personagens. Obviamente que com o passar do tempo a PS2 conseguiu apresentar jogos visualmente muito superiores, como o Black ou a própria sequela Metal Gear Solid 3 Snake Eater. Ainda assim, tendo em conta que é um jogo lançado originalmente em 2001,  apresenta um visual muito cuidado e bem conseguido. Só tenho pena realmente pela trama do jogo que inicialmente me pareceu bem interessante, mas na recta final a coisa já dava tanta volta e reviravolta que ficou algo difícil de discernir o que era verdade do que não o era. Para quem gosta de cutscenes a série Metal Gear (Solid) é um prato cheio e este jogo não é excepção. Na recta final deverão ter sido sem problemas umas 2 horas de cutscenes separadas por duas lutas de bosses. Quando a história é boa e os personagens são carismáticos (o que é o caso neste aspecto), até que gosto de cutscenes bem apresentadas como foi o caso. Mas quando são assim tão longas, Kojima e companhia deveria ter tido o cuidado de incluir mais alguns segmentos com gameplay pelo meio. Outro ponto que os fãs não gostaram muito foi da inclusão de Raiden. Snake, apesar de estar envolvido ao longo de practicamente todo o jogo, apenas é jogável no pequeno capítulo introdutório. O problema é que Raiden, pelo menos neste jogo, é apresentado como uma personagem bastante insegura e a narrativa está repleta de diálogos emo entre Raiden e a sua namorada Rosemary. Isto tirou de facto alguma piada ao jogo, mas a verdade é que Raiden veio para ficar, Metal Gear Revengeance que o diga.

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Raiden, definitivamente o Jar-Jar Binks deste jogo.

Para quem for fã da série, apesar de em teoria não ser um jogo tão empolgante como o primeiro, este Metal Gear não deixa de ser uma boa aventura. A versão original “Sons of Liberty” para a PS2 ficou completamente obsoleta na minha opinião, pelo que hoje em dia sempre recomendo esta versão Substance que se encontra muito facilmente nas grandes superfícies comerciais, ou mesmo a sua conversão em HD para a PS3/X360 que para além deste Substance traz também a versão Subsistence de Metal Gear Solid 3 e uma conversão para consolas domésticas do Peace Walker, originalmente lançado para a PSP. Tendo em conta que a versão PS3 dessa colectânea hoje em dia se encontra mais barata do que comprar os 3 jogos novos separadamente, eu diria que seria mesmo a melhor opção de compra.

Metal Gear Solid: The Twin Snakes (Nintendo Gamecube)

MGS The Twin SnakesO Metal Gear Solid original é na minha opinião um dos jogos mais importantes em toda a biblioteca da primeira Playstation. A sua história complexa, recheada de personagens carismáticas, traições e enormes conspirações, aliadas a uma jogabilidade stealth, forçando o jogador a estar atento às movimentações dos inimigos e pensar antes de se expor, tornaram Metal Gear Solid num verdadeiro colosso dos videojogos. O Metal Gear Solid 2 (que finalmente estou a jogar), aliado ao Final Fantasy X foi um dos grandes nomes que promoveram a Playstation 2 nos seus primeiros tempos, obliterando por completo a concorrência. Com o MGS2 a acabar por sair também para a Xbox, a Nintendo, que precisava urgentemente de jogos sonantes de third parties, conseguiu um acordo com a Konami que, com a supervisão de Hideo Kojima, delegou para a Silicon Knights (produtores do excelente Eternal Darkness) que desenvolvesse este remake do Metal Gear Solid em exclusivo para o cubo da Nintendo.

Metal Gear Solid the Twin Snakes - Nintendo Gamecube
Jogo completo com caixa, manuais e papelada

Os eventos deste jogo decorrem 6 anos após os eventos do Metal Gear 2 (não confundir com Metal Gear Solid 2), onde Solid Snake mais uma vez se teria reformado. Acontece que numa base militar remota lá para os lados do Alasca (Shadow Moses) terá sido tomada de assalto pelo grupo FOXHOUND, o mesmo grupo militar em que outrora Solid Snake fez parte, tendo os mesmos se apoderado de um Metal Gear, um “mecha” gigante com poderio militar nuclear. Mais uma vez, o dever chama Solid Snake, que se deve infiltrar na base e eliminar a ameaça, para além de resgatar alguns reféns importantes. Ao longo da aventura, Snake vai mais uma vez descobrir uma grande conspiração que envolve o conflito em Shadow Moses e a tecnologia militar dos Metal Gear. Para além disso vamos também conhecer diversas personagens que marcaram toda a série, desde os nossos aliados Otacon, Mei Ling, Mery Silverburgh, até aos vários bosses que vamos encontrando, que para além de habilidades fora do normal, possuem um carisma fora-de-série. Estou obviamente a referir-me a personagens como Revolver Ocelot, Psycho Mantis, Sniper Wolf ou o Liquid Snake, como não poderia deixar de ser.

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A Briefing room foi uma óptima maneira de nos colocarem ao corrente da situação

Este Twin Snakes mantém toda a base de Shadow Moses intacta, os mesmos inimigos e obstáculos, porém aumentou a inteligência artificial dos mesmos e para compensar, as inovações do gameplay introduzidas por MGS2 foram também aqui implementadas, tais como a perspectiva de primeira pessoa, ou a possibilidade de Snake se pendurar em varandas e passadiços. Todos aqueles truques para Snake se evadir dos seus adversários estão aqui presentes, seja esconder-se dentro de caixas (como se um guarda na vida real não achasse isso suspeito…), fazer barulhos intencionais para atrair guardas a um determinado local, a possibilidade de matar ou apenas neutralizar os guardas, com a preocupação de arrastar os seus corpos fora do campo de visão de outros guardas ou câmaras, entre outras técnicas. Para seu auxilio, Snake dispõe de um radar que indica a presença dos outros guardas e câmaras de vigilância, bem como os seus campos de visão respectivos. Estando fora dos seus campos de visão, Snake deverá passar despercebido. Fazendo barulhos podem alertar os guardas, e caso Snake seja descoberto, o jogo passa para um modo de Alerta, com o radar a desligar-se e reforços dos guardas a chegarem perto de Snake, forçando-o a esconder-se novamente. Após Snake se esconder durante algum tempo, o jogo entra no modo Evasion, onde os guardas ainda estão atentos à procura do Snake, sendo que ao fim de algum tempo o jogo entra novamente no modo Infiltration com a segurança a retomar o seu ponto normal.

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As conversas com o CODEC são constantes, embora por vezes chateiem um pouco.

Snake vai contando também com um extenso catálogo de items e armas, desde a arma tranquilizante M9, passando por várias armas de fogo como a Socom, Famas ou diversos tipos de granadas de explosivos. No inventário de Solid Snake também poderemos encontrar para além de items regenerativos como as Rations ou Bandages, uma câmara fotográfica, binóculos normais e de infravermelhos, entre outros, como a infame caixa em que Snake consegue passar despercebido, ou os vários cartões de segurança que lhe darão acesso a várias secções da base militar. Também muito importante para a jogabilidade são as clássicas transmissões que Snake consegue fazer com várias personalidades através do seu Codec, seja para fazer save game, ou obter conselhos acerca da sua missão, a base de Shadow Moses, os seus adversários, entre outros. Grande parte dos diálogos e das revelações bombásticas são feitas através destas comunicações no Codec, sendo um elemento clássico em toda a série. Este Twin Snakes não inclui as VR Missions que sairam na sua versão “Integral”, mas herdou a colecção de Dog Tags do MGS2, para além de existir um modo extra consistindo apenas em lutas contra os bosses.

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De vez em quando encontramos alguns tributos à Big N espalhados pela base.

O jogo tem óptimos visuais para uma Gamecube, apresentando uma Shadow Moses bem mais detalhada. Mas os gráficos melhorados não foram a única mudança no visual deste Twin Snakes, as cut-scenes foram também mudadas pela própria Konami, o que desagradou a vários fãs. Eu como nunca joguei o Metal Gear Solid original em detrimento deste, não tenho com que me queixar, pois gostei do resultado final. As vozes foram inteiramente regravadas, mantendo no geral os actores que fizeram as vozes originalmente no primeiro jogo, excepto a voz do “Ninja”, que ficou a cargo de outra pessoa. Mais uma vez foi uma decisão que não agradou a toda a gente, mas que a mim nada me diz. De qualquer das formas, creio que o carisma das personagens se manteve intacto e isso é que realmente interessa, visto ter sido o que mais gostei neste jogo. O artwork disponível na caixa e manual também é bastante bom. Acho que para quem for um fã da série, não deve deixar passar de lado este remake, que é bastante interessante de se jogar e pemanece com uma apresentação fantástica. Entretanto ando a divertir-me com o Metal Gear Solid 2 Substance, pelo que provavelmente será o próximo artigo desta série.

Castlevania Order of Ecclesia (Nintendo DS)

Castlevania-Order-of-Ecclesia-EURCastlevania é uma das séries que mais me agrada nesta arte. Enquanto nos primeiros jogos a jogabilidade era a de um simples side-scroller sempre com a temática vampiresca, desde o fenomenal Symphony of the Night lançado originalmente para a PS1 que a série adoptou uma mecânica mais aproximada de um Metroid 2D, com uma imensa exploração e backtracking ao longo dos cenários, em conjunto com alguns elementos de RPG tal como subir níveis, ganhar pontos de experiência e utilizar várias peças diferentes de equipamento. Para além disso a série ganhou também algumas iterações em 3D mas isso não é agora para aqui chamado. Order of Ecclesia é o terceiro Castlevania a sair para uma DS, saindo originalmente durante o ano de 2008. A minha cópia foi adquirida no início deste Janeiro numa loja GAME no Maiashopping. Custou-me 12€, usado e está em bom estado. Só não está em perfeito estado pois os imbecis da GAME colocaram as etiquetas do preço no próprio papel do jogo, não no plástico da capa, e ao arrancar o autocolante danifiquei um pouco a capa.

Castlevania Order of Ecclesia NDS
Jogo completo com caixa, manuais e papelada

Como sempre a história anda à volta de Dracula, o seu regresso ou alguém que o tenta ressuscitar. É um jogo que se passa no século XIX, altura em que o Clã Belmont que protegeu durante séculos a Humanidade das forças das Trevas se encontrava desaparecido. Várias organizações surgiram para colmatar essa falha, sendo que este jogo se centra na Order of Ecclesia, que criou um trio de Glyphs baseadas nos poderes de Dracula para usar contra o próprio. A protagonista principal é a jovem Shanoa, que se preparava para ser a próxima hospedeira das Glyphs (de nome Dominus). Durante o ritual da passagem, o melhor amigo de Shanoa, também um membro da Order of Ecclesia chamado Albus, rouba as glyphs para si, fazendo com que Shanoa perca todas as memórias que previamente possuia. O resto do jogo é passado na perseguição de Albus e das Glyphs, com a trama a ir-se desenrolando a partir daí.

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Shanoa prestes a adquirir mais uma glyph

A mecânica de jogo é ligeiramente diferente dos restantes “Metroidvanias“, com os vários níveis estarem separados entre si através de um world map, sendo que é possível revisitar níveis antigos para ganhar experiência ou para explorar novas áreas. O ataque é feito utilizando as glyphs, que existem dezenas e dezenas delas espalhadas pelo jogo. As glyphs tanto podem ser armas brancas como feitiços, e sempre que usamos uma delas consumimos Magic Points, existem também outras especiais que nos dão habilidades próprias. A barra de energia dos MPs é restabelecida automaticamente ao fim de algum tempo. Podemos usar 3 glyphs ao mesmo tempo e desencadear golpes especiais bastante poderosos chamados “Glyph Union”. Estes ataques especiais consomem os coraçõezinhos que vamos encontrando ao longo do jogo. Para além disso temos a barra de energia, que mal chegue a zero é sinal de Game Over. O sistema de batalha é portanto algo complexo, para além do mais que podemos ganhar experiência para subir os stat points de Shanoa bem como de várias glyphs. Para além disso com o decorrer do jogo vamos libertar vários habitantes da vila de Shanoa que posteriormente nos dão várias side-quests para fazer, é um jogo bastante completo neste aspecto, com a dificuldade esperada num Castlevania.

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Vista normal da DS - ecrã superior para mapa e inferior para a acção.

Para além da quest principal existe muito mais a fazer em Order of Ecclesia. Em primeiro lugar podemos mencionar o Boss Rush mode, que como o próprio nome indica é uma série de combates seguidos contra os vários bosses do jogo. Também, no final da quest principal poderemos rejogar o jogo com outra personagem que não vale a pena estar a dizer agora. Para além disso temos várias vertentes multiplayer, que tanto podem ser jogadas numa rede local entre várias DS (cada qual com a sua cópia do jogo) bem como na própria Wi-Fi Connection. Existe o Shop Mode, que não é nada mais nada menos que uma feira virtual, onde podemos comprar e vender items do jogo uns aos outros, bem como o Race Mode. Neste modo competitivo somos largados num “circuito”, que não é nada mais do que uma passagem repleta de obstáculos e inimigos. A pontuação é obtida mediante o número de inimigos derrotados e o tempo que cada jogador demora a atingir a meta. Este race mode é possível de ser treinado em single-player, na vertente “Practice”.

Graficamente é um jogo bonito que usa bem as capacidades da DS em fazer um jogo 2D com fundos e personagens bonitas e bem definidas para a resolução do ecrã.  Gosto particularmente do artwork, que embora não seja de Ayami Kojima, a artista responsável pelo artwork de Symphony of the Night, Lament of Innocence e vários outros jogos da série, afastam-se do artwork genérico de anime dos 2 Castlevania de DS que sairam anteriormente. O responsável em questão chama-se Masaki Hirooka, e conseguiu um artwork diferente de Kojima, mas igualmente maduro, a meu ver. As musicas também são óptimas, tendo em conta que estamos a falar de um hardware como a Nintendo DS.

Shanoa
Artwork de Shanoa

Para quem gosta da série, este é sem dúvida um Castlevania a não perder, apesar do meu preferido da DS ainda ser o Portrait of Ruin. Em Order of Ecclesia a Konami decidiu enveredar por mecânicas de jogo diferentes, bem como um artwork mais maduro que as iterações anteriores na Nintendo DS. Apesar de ser um pouco mais linear que os anteriores, Order of Ecclesia tem bastante conteúdo para deixar um fã da série satisfeito.