Continuando pelas rapidinhas, mas agora para a Super Nintendo, o jogo que cá trago agora é nada mais nada menos que Super Ghouls ‘n Ghosts, o terceiro capítulo da série principal do Sir Arthur contra as forças infernais que raptaram a princesa Prin-Prin. Mas ao contrário dos anteriores, este não teve as suas origens, tendo sido lançado originalmente para a Super Nintendo. O meu exemplar veio de uma loja na Irlanda do Norte, aquando da minha estadia por lá no ano passado. Custou-me 40 libras, estando em estado impecável.
Jogo com caixa e manual
O conceito do jogo é semelhante aos dos seus predecessores: Prin-prin foi raptada por mais uns demónios e cabe-nos a nós salvá-la, tendo assim de enfrentar mais um exército de forças infernais. As mecânicas de jogo são ligeiramente diferentes do seu predecessor, na medida em que já não é possível atacar para cima ou para baixo, retornando assim um pouco mais às raízes do Ghosts ‘n Goblins. Por outro lado, para colmatar essa falha, introduziram aqui a possibilidade de se dar um salto duplo, o que nos ajuda bastante nos momentos mais de puro platforming. Também tal como os anteriores, não chegamos ao fim do jogo de uma só assentada, pois o mesmo obriga-nos a rejogar tudo de forma a procurar uma arma difícil de aparecer, de forma a que tenhamos acesso ao último nível e boss. De resto temos também a possibilidade de usar os charged attacks, que dependendo da arma que tenhamos equipada são ataques mágicos com diferentes efeitos. Para usar os charged attacks temos de procurar a armadura dourada que nos permite executá-los, mas temos agora também uma armadura verde que nos permite usar versões melhoradas das armas que tenhamos apanhado.
Super Ghouls ‘n Ghosts tira todo o partido das capacidades da Super Nintendo ao apresentar gráficos bem detalhados
A nível audiovisual é um jogo bem conseguido, pois os níveis apresentam muito mais cor e detalhe, o que acaba também ser fruto das capacidades da Super Nintendo, existindo alguns níveis que usam bem os efeitos de sprite zooming e rotation. A nível de músicas, a Super Nintendo tem a particularidade de ter um chip de som poderoso, capaz de replicar de forma convincente (para a altura, claro) uma série de sons diferentes. Assim sendo, as músicas deste Super Ghouls ‘n Ghosts estão repletas de orquestrações que assentam que nem uma luva ao conceito do jogo.
Tal como no seu predecessor, podemos usar ataques mágicos
Super Ghouls ‘n Ghosts acaba por ser uma óptima maneira de terminar a trilogia clássica. É na mesma um jogo bastante desafiante, embora seja o menos difícil dos 3 devido a não ser originalmente um jogo arcade. Recomendado! Se não encontrarem esta versão SNES a preços convidativos, podem sempre tentar encontrar a conversão para a Gameboy Advance que inclui um novo modo de jogo, ou então através de compilações que infelizmente também não andam muito baratas.
O sucesso de jogos como o Resident Evil na era das consolas 32bit não deixou ninguém indiferente, popularizando definitivamente o género dos survival-horrors que até então apenas Alone in the Dark seguia a fórmula. Isso fez com que surgissem vários outros jogos dentro do mesmo género, e a própria Capcom também quis continuar a apostar nessa fórmula, mas com um tema diferente. Pensado inicialmente como um Resident Evil passado no Japão feudal, durante a era de Sengoku, Onimusha estava inicialmente previsto para ser lançado ainda para a primeira Playstation. Mas ainda bem que assim não o foi! O meu exemplar sinceramente já não me recordo ao certo de onde veio nem quanto custou, até porque comecei por ter inicialmente a versão Platinum que acabei posteriormente por trocar pela edição normal.
Jogo com caixa, manual e papelada
Tal como referido acima, o jogo decorre durante o período Sengoku da história do Japão, marcado por constantes guerras entre diversos Shoguns de forma a tomar o poder do País, onde Nobunaga se revelava como um líder autoritário e suspeitava-se que as suas batalhas eram vencidas com a ajuda de demónios. O herói da história é o samurai Samanosuke, que acompanhado pela ninja Kaede, vai em auxílio da princesa Yuki do clã Saito, que lhe pede ajuda pois os seus serventes têm vindo a desaparecer misteriosamente do seu castelo. A caminho do castelo de Yuki, rapidamente nos apercebemos que existem de facto forças demoníacas por detrás desses acontecimentos.
Os ângulos de camara fixos têm a chatice de por vezes ocultar os inimigos que temos de enfrentar
Apesar de não ser propriamente um survival horror como Resident Evil, até porque as mecânicas de combate são diferentes, envolvendo diversas espadas e magias, não havendo muito a preocupação em poupar recursos como munições. É verdade que também temos algumas armas de maior alcance, como um arco ou uma arma de fogo rudimentar onde teremos de economizar as suas munições, mas essas armas não são muito usadas. De resto, todas as mecânicas de jogo são mesmo semelhantes ao Resident Evil, incluindo os tank controls, as câmaras fixas, e os cenários pré-renderizados. Os puzzles ocasionais, e a exploração são também componentes muito fortes na jogabilidade, pois para progredir no jogo teremos muitas vezes de procurar e/ou interagir com objectos que nos vão desbloqueando novas portas e procurar novos caminhos.
Como não poderia deixar de ser temos alguns puzzles pela frente
As mecânicas de combate são interessantes. Sempre que derrotamos algum inimigo, o mesmo liberta algumas orbs que podem depois ser absorvidas pela gauntlet mágica que temos equipada. Essas orbs são coloridas, com cada cor a ter usos distintos. As douradas e prateadas servem para recuperar alguns pontos de vida ou magia respectivamente. As mais comuns são as vermelhas, que podem depois ser usadas para aumentar os nossos pontos de experiência para evoluir as espadas mágicas que vamos obtendo, tornando-as mais poderosas. Também podemos evoluir alguns itens, como as herbs que se tornam em medicine, recuperando mais pontos de vida, ou as flechas que se tornam em flechas de fogo, causando mais dano. Depois temos as espadas. A nossa espada inicial não possui quaisquer poderes mágicos, mas depois vamos encontrando novas espadas mágicas com poderes elementais como electricidade, fogo e vento (a água e a terra ficaram de fora). Esses poderes mágicos são usados para nos auxiliar nos combates, por exemplo, o golpe mágico do vento chama um cyclone capaz de atingir vários oponentes em simultâneo, enquanto o fogo desfere um golpe muito poderoso, mas que atinge apenas um oponente.
Os combates são bem mais dinâmicos como num hack ´n slash onde podemos também desencadear ataques mágicos
Os inimigos também vão tendo movimentações e ataques diferentes, o que nos obriga a ter algum critério na altura do combate e reagir de forma apropriada. Um pouco como nos hack ‘n slash, daí este ser um jogo tão parecido com os Resident Evil clássicos, mas da mesma forma tão diferente. Ocasionalmente também controlamos Kaede, que é uma personagem muito mais fraca que Samanosuke, pelo menos até apanharmos uma nova arma que é mais poderosa. No entanto na maior parte do tempo em que a controlamos, convém mesmo fugir dos inimigos. Depois, tal como Resident Evil, temos vários bonus a desbloquear ao terminar o jogo, mediante a nossa performance. Desde novos níveis de dificuldade, um mini jogo “Oni Spirits”, ou vestimentas extra para Kaede e Samanosuke.
Como não podia deixar de ser, temos algum conteúdo extra para desbloquear, incluindo um fato de panda para o Samanosuke
A nível audiovisual este é um jogo que me impressionou para a época em que foi lançado. Os gráficos são muito bons, mesmo com os cenários a possuirem gráficos pré-renderizados, gosto bastante do design dos níveis, que estão mesmo muito bem conseguidos. Para quem for fã da cultura Japonesa, irá certamente adorar explorer os cenários aqui apresentados. O design dos monstros também está muito bem conseguido e as expresses faciais estão excelentes. Isto para os padrões de 2001, claro! O voice acting está também bem conseguido e a banda Sonora mistura de forma magistral instrumentos típicos japoneses, com boas orquestrações que vão alternando entre momentos mais tensos ou épicos, consoante a acção e a narrativa.
Este Onimusha foi então uma bela surpresa para mim, era um jogo que estava na minha fila de espera já há muito tempo e fiquei arrependido em não o ter jogado mais cedo. O seu maior defeito é mesmo a longevidade, pois é um jogo bastante curto, infelizmente. Pegarei muito em breve no segundo jogo da série, estou bastante interessado em ver como evoluiu!
A rapidinha de hoje leva-nos de volta à Sony Playstation 2, para este lançamento que é na verdade uma grande homenagem ao jogo de luta mais famoso de todos os tempos, o Street Fighter 2. Este Hyper Street Fighter II junta todos os diferentes lançamentos do jogo num só, como o SFII Tutbo, Champion Edition, Super e por aí fora, mas não numa compilação propriamente dita, mas já lá vamos. O meu exemplar foi comprado na CeX de Gaia algures durante o verão. Custou-me 15€.
Jogo com caixa e manual. É uma pena que não use a artwork japonesa.
Pois bem, em vez desta ser uma compilação como as Street Fighter Collection, na verdade este jogo coloca-nos todo o line-up do Super Street Fighter II à disposição, mas onde podemos seleccionar qual a jogabilidade que queremos usar, desde a original do World Warriors, até à do Super Street Fighter II Turbo. Naturalmente que cada versão possui as suas diferenças a nível de balanceamento de dificuldade e há lutadores que são muito mais fortes numa versão do que noutras. O meu problema com esta compilação é que este modo “Hyper Fighting” seria bastante interessante se fosse um modo de jogo de bónus, e este Hyper Street Fighter II trouxesse também versões integrais de todos as variantes do Street Fighter II aqui referidas.
O que esta edição de aniversário traz é a possibilidade de jogarmos com qualquer versão de um lutador do Street Fighter II
Para além disso, temos o Gallery Mode que uma vez mais deixa algo a desejar. As compilações que tinham saído anteriormente possuíam alguns extras interessantes como muito artwork. Um pequeno documentário de making-of seria igualmente excelente. Aqui temos um sound test que nos deixa ouvir as músicas e efeitos sonoros de todas as versões, para além das cinemáticas de início e fim de jogo. O melhor extra vai claro para a inclusão do filme anime Street Fighter II. Vem na sua versão dobrada em inglês, eu preferia que viesse apenas legendado, mas mesmo assim foi um bom extra.
Ghouls ‘n Ghosts é o segundo capítulo da saga Ghosts ‘n Goblins, a mesma que coloca o pobre Sir Arthur a lutar contra uma enorme horde de criaturas demoníacas até descer até ao inferno e resgatar das mãos do diabo, a sua princesa Prin Prin. Sim, aqui a mesma formula é repetida novamente, com a jogabilidade a ter algumas novidades e melhorias. Este meu exemplar foi comprado por 1.5€ numa feira de velharias algures em Julho e sendo apenas o cartucho, é um daqueles jogos que farei questão em ter um dia completíssimo. Edit: arranjei recentemente um exemplar completo e, tendo em conta que me vi livre do cartucho, acabou por ficar por pouco mais de 5€.
Jogo com caixa e manual
Tal como muitos jogos nas consolas da Sega nos anos 80, início dos 90, as suas conversões ficavam a cargo da própria Sega, que aproveitou para lançar duas versões distintas, esta da Mega Drive, e uma 8bit para a Sega Master System que possui algumas diferenças mais acentuadas face à versão original de arcade, mas isso ficaria para um eventual futuro artigo, assim que arranjar essa versão. Aqui, o que este jogo tem de mais diferente em relação ao primeiro é mesmo a possibilidade de disparar as nossas armas directamente para cima e também para baixo, durante os saltos. Todas as armas que estavam presentes no primeiro jogo também marcam aqui a sua presença, incluindo duas novas como uma espada que não serve para atirar aos inimigos, servindo apenas para ataques de curto alcance. Um dos powerups que podemos também encontrar é a Magic Armor, uma armadura dourada que nos confere ataques mágicos, característicos de cada arma que tenhamos equipado. Esses ataques devem ser carregados através de uma barra de energia, para que sejam os mais devastadores possível.
Os bosses estão maiores que nunca!
Depois como seria expectável, este é um jogo bastante difícil, com inimigos a surgirem de todos os lados, e apenas temos direito a um golpe de misericórdia, pois se estivermos com a armadura equipada e sofrermos dano, o pobre Arthur tem de sobreviver de boxers, já se sofrer mais dano assim lá se vai uma vida. E tal como o seu antecessor, perto do final do jogo é-nos dito que temos de jogar tudo de novo, pois para defrontar o boss final (Loki nesta versão, Lucifer na original), teremos de encontrar uma arma especial que nos permite posteriormente derrotá-lo. Mas esta versão Mega Drive possui algumas vantagens face à arcade, pois é ligeiramente mais fácil, com mais checkpoints, graus de dificuldade e a possibilidade de termos continues infinitos.
Agora temos também ataques mágicos, mas para isso precisamos de apanhar também uma armadura dourada
A nível audiovisual, naturalmente que há um pequeno downgrade gráfico perante a versão arcade, que para os padrões de 1988, era um jogo bastante bem detalhado nas arcadas. Ainda assim, esta versão Mega Drive mantém todo o espírito do original, com vários cenários e bosses bastante sinistros. Sinceramente sempre gostei da arte desta série! As músicas também são bastante agradáveis.
Para enfrentarmos o último boss, teremos também de rejogar tudo de novo!
Portanto, este Ghouls ‘n Ghosts acaba por ser um clássico. E mesmo não sendo uma conversão perfeita da versão arcade (essas honras foram pela primeira vez para o obscuro computador X68000), ainda assim possui algumas peculiaridades que podem agradar a quem não gostar da dificuldade extrema do original. A Sega produziu também a conversão para a Master System que acaba por ser bastante diferente, mas isso fica para um outro artigo.
Quando via vídeos deste jogo no saudoso Templo dos Jogos, ficava sempre com o bichinho em jogá-lo. Por um lado é só mais um jogo de puzzle com blocos coloridos como muitos se fazem por aí, por outro tem as personagens do Street Fighter! O artigo de hoje recai então numa rapidinha a este clássico jogo de puzzle para a Saturn, cujo meu exemplar foi comprado algures em Junho na feira da Vandoma no Porto. Ficou-me por 10€.
Jogo com caixa
As mecânicas de jogo não são só as de agrupar blocos coloridos que eles depois acabam por desaparecer. Na verdade, ao juntar blocos da mesma cor eles fundem-se, mas para os destruir temos de encostar um “bloco” de ataque da mesma cor que faz despoletar uma explosão que é partilhada por todos os blocos da mesma cor que estão em contacto com o “bloco de ataque”. Cada vez que destruímos blocos do nosso lado mandamos para o lado do oponente uma série “counter blocks”, que só ao fim de alguns turnos é que se tornam em blocos coloridos. Até lá só servem para atrapalhar, pelo que quem encher o ecrã primeiro, perde a ronda! E claro, ao fazer combos encadeados só nos facilita mais as coisas, pois enviamos mais “lixo” para o oponente.
Podemos desbloquear algumas personagens secretas como o Akuma
Existem vários modos de jogo, o arcade apenas é single player e leva-nos a defrontar todos os oponentes, uns a seguir aos outros e o Akuma é o oponente final. O Versus como o próprio nome indica é a vertente multiplayer e por fim temos o Street Puzzle Mode, que é um modo single player mas que nos deixa desbloquear alguns extras como vestimentas alternativos, músicas, ou mesmo códigos que nos desbloqueiem personagens extra como o Dan ou Akuma. A jogabilidade em si é bastante viciante, como tipicamente estes puzzle games o são.
Blocos da mesma cor vão se fundindo em blocos maiores, que causam mais estragos para o oponente quando forem rebentados
A nível audiovisual é um jogo bem conseguido. Apesar do seu nome ser uma referência ao Super Street Fighter II Turbo, na verdade o seu elenco vai buscar os lutadores à série Darkstalkers e Street Fighter Alpha. As personagens estão representadas de uma forma caricaturizada, tipicamente apelidada de super deformed. Para o tipo de jogo que é, sinceramente até que calha bem este estilo visual. As músicas são agradáveis e os efeitos sonoros, bom, parece que estou num anime com tantas bocas em japonês que as personagens vão mandando umas para as outras!