Blue Stinger (Sega Dreamcast)

Sendo eu um grande SEGA fanboy na minha infância e adolescência, acompanhei com grande expectativa o lançamento da Sega Dreamcast, tanto no Japão, como nos EUA e claro, por cá no nosso continente. E a Dreamcast, quando finalmente foi lançada cá em 1999, até que possuía um catálogo de jogos de lançamento interessante, sendo que este Blue Stinger, produzido pela Climax (Landstalker, Dark Saviors, etc) sempre foi um dos que me despertou mais interesse, embora nunca tenha tido a oportunidade de o jogar antes. O meu exemplar foi comprado a um particular por uns 16/17€ salvo erro, algures em Maio do ano passado.

Jogo com caixa e manual

Por esta altura o género dos survival horrors era um dos mais populares da indústria, muito por culpa de jogos como Resident Evil e Silent Hill. E este Blue Stinger tenta replicar as mecânicas de jogo base desse tipo de jogos, onde teremos de enfrentar vários monstros, resolver alguns puzzles e procurar uma série de chaves ou cartões para abrir certas portas. Mas nunca chega a ser um jogo minimamente assustador, e a parte do survival, bom, jogando com paciência, raramente ficaremos sem munições. Mas já lá vamos.

Ocasionalmente teremos alguns puzzles para resolver, como habitual neste tipo de jogos.

Este Blue Stinger coloca-nos principalmente no controlo de Eliot, um agente da ESER (Emergency Sea Evacuation and Rescue) que estava a gozar as suas merecidas férias num barco ao largo de uma ilha. Essa ilha era ocupada por uma grande corporação, a Kimra, onde para além de todos os seus laboratórios scretos, também possuiam uma pequena cidade com todas as sua comodidades, onde viviam todos os funcionários da Kimra. A certa altura cai um objecto estranho do céu, atingindo precisamente o centro da ilha, causando uma grande explosão e uma barreira de energia que a circulou, isolando a ilha do mundo exterior. Eliot foi apanhado nesta confusão e acaba por acordar já na ilha, esta agora repleta de monstros e humanos mutantes. Portanto para além de lutar pela nossa sobrevivência, vamos também acabar por investigar o que aconteceu ao certo por lá. Mas Eliot não está sozinho, desde cedo que somos acompanhados por Dogs, um capitão de um navio que abastece a ilha e com uma personalidade muito peculiar.

Podemos comprar esta T-Shirt e se o Dogs a vestir, torna-se num mestre de Sumo

E o primeiro facto interessante deste Blue Stinger é mesmo a possibilidade de irmos alternando entre jogar com Eliot ou Dogs, sendo que ambos possuem algumas características que os diferenciam. Eliot é mais ágil, podendo nadar e equipar tanto armas de fogo como armas brancas para combates corpo a corpo, como por exemplo um taco de basebol, ou um machado ou até um sabre de luz à Star Wars. Já o Dogs é mais gordinho, não nada, nem usa armas brancas mas sim outras de fogo mais pesadas como uma rail gun ou uma metralhadora pesada. Pode no entanto vestir t-shirts que lhe o tornam num mestre de artes marciais, como uma t-shirt a dizer Karate, ou outra a dizer Wrestling, por exemplo! Só aqui já dá para ter uma ideia que não é um jogo para ser levado muito a sério. Agora muitos dos itens consumíveis que usamos, como armas, munições, comida ou bebida que nos regeneram (ou até extendem) a nossa barra de vida, podem não só serem encontrados ao longo dos cenários, bem como comprados em máquinas de vending que vamos encontrando um pouco por todo o lado. Portanto é importante irmos encontrando dinheiro para gastar nestas máquinas de vending, pelo que quem tiver paciência consegue-se ir abastecendo bem ao longo de toda a aventura. Isto porque para amealhar dinheiro podemos não só usar cartões de crédito que vamos encontrando (se bem que temos de adivinhar o seu pin) mas também apanhar as moedas que são cuspidas pelos mutantes humanos assim que os derrotarmos. Ora sempre que entramos e saimos na mesma sala, os monstros humanóides voltam à vida e mais uma vez carregadinhos de mais dinheiro, pelo que podemos ir repetindo este processo as vezes que forem necessárias para ir juntando mais dinheiro.

Podemos alternar entre ambas as personagens livremente

De resto, os controlos são relativamente simples, tendo em conta que estamos a falar de um jogo de acção em 3D, mas para uma consola que dispõe apenas de um analógico. Então a câmara prega-nos por vezes algumas partidas, visto que não a podemos controlar enquanto jogamos normalmente. Quando estivermos parados é possível alternar para uma perspectiva de primeira pessoa e olhar para os cenários livremente em 360º, mas não é a mesma coisa até porque não podemos fazer mais nada assim. Curiosamente a versão japonesa deste jogo possui ângulos de câmara fixos à lá Resident Evil clássicos, mesmo sem ter gráficos pré-renderizados.

Vamos tendo vários monstros diferentes para combater, mas nunca chega a ser um jogo propriamente assustador.

No que diz respeito aos gráficos, bom, estamos perante um jogo de lançamento da Dreamcast. Ou seja, em 1999 garantidamente que não havia nada melhor graficamente, tanto na Playstation 1, quanto na Nintendo 64. Mas mesmo assim não é um jogo que tenha envelhecido propriamente bem. As personagens possuem pouco detalhe poligonal e parecem feitos de plasticina! Mas ainda assim, nota-se perfeitamente que houve um esforço por parte da Climax em deixar tudo o mais realista possível, princpalmente quando exploramos o que resta da cidade construída para os funcionários de Kimra. O jogo decorre em plena época natalícia, embora seja nos trópicos pelo que é um bocado estranho ver motivos de Natal em pleno bom tempo. Ainda asssim, as lojas, os cinemas e outros sítios vão possuindo algumas texturas interessantes, inúmeras publicidades e luzinhas. Até um club de strip a Kimra construiu para os seus funcionários, e claro que o iremos explorar também. Mas no som, bom… as músicas são muito operáticas e épicas… o problema é que as vamos ouvindo vezes sem conta, mesmo quando tal não se justifica. Quando visitamos a zona da cidade, a música é ridicularmente alegre, quase que de fanfarra, o que mais uma vez se acaba por ser algo bizarro e chato.

Graficamente é um jogo onde até tiveram uma interessante atenção ao detalhe

Já no que diz respeito ao voice acting, é engraçado que todas as versões, incluindo a japonesa, possuem o mesmo voice acting em inglês. A qualidade dos actores sinceramente não é má de todo, já presenciei muito, muito pior e em jogos mais recentes que este. Mas a narrativa… bem, essa é tão surreal que só por isso já faz todo o jogo valer a pena. Desde as piadas más que vão mandando ocasionalmente, passando por algumas cenas muito bizarras, como o Dogs a insistir com o Eliot para tomarem um banho de água quente numa sauna, ou do nada, depois de Eliot ser infectado (desculpem o spoiler), urinar para um lago e sair um jacto verde das suas calças.

Mas também temos alguns momentos awkward deliciosos

Portanto, este Blue Stinger, apesar dos seus problemas de câmara e acting dignos de um filme de série B, até que se nota bem que a Climax se esforçou bastante para fazer uma obra prima. E apesar do jogo não ter envelhecido tão bem quanto isso, na verdade para mim até se revelou numa surpresa interessante.

Call of Duty Modern Warfare 2 (PC)

Agora que arranjei um PC novo, está na hora de ir jogando uma série de jogos que estavam em fila de espera há muito tempo. Este Modern Warfare 2 era um deles e mesmo apesar de ser já um jogo relativamente antigo e o meu portátil ter todos os specs necessários para o correr minimamente bem, a verdade é que o meu velhinho portátil já estava longe de ter a mesma performance de outros tempos, pelo que este acabou por ficar na gaveta até agora. Já nem me lembro muito bem quando arranjei o jogo, creio que foi algures em 2012 e na New Game do Maia Shopping. Quanto custou? 5 ou 10€, foi numa altura onde andaram a despachar uma série de jogos de PC a baixo preço.

Jogo com caixa, manual e papelada diversa

Este Modern Warfare 2 como devem calcular continua a história do seu predecessor, onde encarnamos em diversos soldados de elite na sua luta contra o terrorismo, partindo no encalço de Vladimir Makarov, líder de um movimento ultranacionalista Russo, que esteve na base dos conflitos narrados no primeiro jogo. Desta vez as coisas acabam por correr ainda pior, com as forças Russas a acabar por invadir a costa Leste norte-americana, dando início a um conflito em larga escala entre as duas potências militares.

Spoiler com 10 anos! Neste jogo os Estados Unidos acabam por ser invadidos pelos Russos

Aqui dispomos de três modos jogo principais: a campanha, que nos levarão a diversos teatros de guerra, tanto no médio oriente, na Rússia, regiões suburbanas da costa Norte-Americana ou mesmo a favelas do Rio de Janeiro. Aqui as mecânicas de jogo assentam nos conceitos já trazidos no Modern Warfare anterior, onde começamos cada missão com um conjunto de armas pré-definido, mas onde, à medida que vamos progredindo, poderemos trocar as nossas armas por muitas outras que surgirão, tanto modelos norte-americanos/NATO, como armas estrangeiras envergadas pelos nossos adversários. Revólveres, armas automáticas, metralhadoras pesadas, shotguns ou vários explosivos são o prato do dia. Ocasionalmente lá teremos de usar algumas armas especiais, como designadores laser para artilharia ou mesmo controladores de drones, que podemos usar para bombardear posições inimigas. O progresso é salvo através de vários checkpoints, embora por vezes já me tenha acontecido o jogo gravar o progresso quando estou debaixo de intenso fogo inimigo, o que não dá muito jeito para o respawn. Também tal como o seu antecessor não temos quaisquer medkits, com a nossa vida a regenerar-se automaticamente assim que encontrarmos um abrigo que nos proteja do fogo inimigo. Mas nem todas as superfícies dão cobertura suficiente, desta vez as balas atravessam madeira ou lata, o que não dá muito jeito nas missões nas favelas brasileiras.

A história está repleta de momentos dramáticos

Os modos de jogo restantes resumem-se ao multiplayer e Spec Ops. Estas últimas são pequenas missões standalone que servem de desafios à nossa perícia e podem ser jogadas cooperativamente. Estas consistem em missões como matar uma série de adversários no menor tempo possível, defender pontos de interesse de várias waves inimigas, incluindo artilharia e pesados, missões furtivas onde temos de passar despercebidos, entre outros desafios cuja dificuldade vai aumentando à medida que vamos desbloqueando novas missões. Por fim temos a vertente multiplayer competitiva, bom sinceramente nem a experimentei pois o meu backlog, principalmente no PC é gigante e prefiro dedicar-me a outros jogos do que gastar milhentas horas em multiplayer, por mais divertido que seja. Mas lembro-me de amigos meus perderem muitas horas no multiplayer do MW2, mesmo depois de vários outros Call of Duty mais recentes serem lançados, ainda preferirem o multiplayer deste jogo. Pelo que vi dispomos de várias vertentes, desde variantes de deathmatch e capture the flag, passando por outros modos de jogo com objectivos de conquistar e/ou destruir pontos de interesse. À medida que vamos jogando matando adversários ou completar objectivos, a nossa personagem vai ganhando pontos de experiência, que nos vão desbloqueando novas armas e/ou acessórios/customizações para as mesmas, como diferentes miras, silenciadores, etc. Vamos também desbloqueando alguns perks que podemos equipar na nossa personagem, coisas como a capacidade de correr sem cansar, causar mais dano seja com balas, seja com explosões, ficar invisível para turrets e outras armas automáticas, andar silencioso entre muitas outras.

A campanha é curta, mas as Special Ops e o modo multiplayer acrescentaram-lhe muitas horas de diversão

A nível audiovisual, este era um jogo bem competente para a sua época, levando-nos a visitar cenários bastante distintos entre si, desde florestas, bases militares modernas, outras improvisadas em cavernas, cidades americanas, no médio oriente, um aeroporto ou até um gulag russo são apenas alguns dos cenários que iremos explorar, todos eles bem detalhados. Jogando sem qualquer mod de texturas HD e com tudo no máximo, é um jogo que não envelheceu nada mal. Está também repleto de momentos cinematográficos e com uma narrativa muito competente, que nos consegue imergir completamete na acção que se passa à nossa volta. E sim, o voice acting está excelente, mesmo durante os tiroteios o jogo está repleto de detalhes agradáveis, como é o caso das missões nas favelas brasileiras, onde vamos ouvindo os  bandidos a falarem em português uns com os outros, avisando-os da nossa posição. As músicas, como já é habitual na série, são geralmente bastante épicas, enfatizando todo o drama que vamos vivenciando.

Portanto este Call of Duty Modern Warfare 2 acaba por ser uma excelente sequela nesta já longa série de first person shooters militares. Apesar de termos tido o World at War pelo meio, este Modern Warfare 2 acabou por popularizar definitivamente os shooters mais modernos, algo que séries como Medal of Honor e Battlefield acabaram por consolidar logo depois. Para além de uma curta, porém sólida campanha single player, os desafios e o modo online que se manteve extremamente popular anos a fio, tornaram este Modern Warfare 2 em mais um caso sério de sucesso.

Destiny: The Collection (Sony Playstation 4)

Quando comprei a minha Playstation 4 algures em 2015/2016, o Destiny foi dos primeiros que comprei e joguei. O facto de ser um FPS com elementos de RPG e com uma vertente online muito forte, comprei-o mesmo numa de ir jogando em sessões esporádicas, enquanto ia jogando outros jogos de forma mais focada. Inicialmente tinha comprado uma compilação que já trazia todas as expansões até ao The Taken King (tinha sido um bom negócio numa CeX, onde me tinham garantido que o jogo tinha sido vendido selado pelo que os códigos para activar os DLCs ainda estariam válidos), mas algures no ano passado encontrei na Worten esta “The Collection” que trouxe ainda a última expansão “The Rise of Iron”. Custou-me algo em torno dos 13€.

Jogo completo com caixa e panfletos diversos

Confesso que nunca fui um grande fã de Halo, embora só tenha jogado os primeiros 2 e no PC. Mas admito que, para a época em que sairam, a sua vertente multiplayer tenha sido um grande sucesso na Xbox, mas eu sempre fui mais fã da campanha single-player. E o que este Destiny oferece é na verdade um misto dos dois mundos, mas já lá vamos. Em Destiny o jogo decorre algures no futuro, onde após séculos de prosperidade para a raça humana, que nos permitiu inclusivamente colonizar outros planetas do nosso sistema solar, como Vénus ou Marte, dá-se um colapso que deixou a humanidade na beira da extinção. Pelo meio, enquanto os sobreviventes humanos se regrupam na última cidade livre do planeta terra, várias outras raças alienígenas tomam de assalto as colónias terrestres abandonadas noutros planetas, bem como começam a invadir a Terra também.

Com a introdução da expansão The Taken King, novas subclasses podem ser desbloquadas. Para os Titans, temos os Sunbearers.

Como em muitos jogos online, começamos a aventura por construir a nossa personagem. Dispomos de três classes básicas – os Titans, especialistas em força bruta, os Hunters que são uma espécie de ninjas futuristas, sendo bastante ágeis e com uma jogabilidade que recompensa a precisão dos nossos ataques. Por fim temos os Warlocks, que conforme o nome indica são uma espécie de feiticeiros. Cada uma destas classes possui diferentes subclasses que podemos evoluir e que nos dão diferentes habilidades. Eu pessoalmente escolhi o Titan e a subclasse Striker, que me permitia dar socos poderosíssimos, bem como alguns outros poderes, à media que ia ganhando pontos de experiência.

Ao longo do jogo vamos desbloqueando vários hubs sociais onde podemos interagir com uma série de NPCs, seja para receber quests, seja para comprar/vender alguns itens

Depois vamos tendo várias quests e diferentes tipos de missões pela frente. Temos missões que progridem a história e que, podem ser jogadas cooperativamente com mais uns 2 ou 3 amigos, temos patrulhas que podemos percorrer em cada planeta, onde poderemos fazer algumas pequenas missões ou, tal como em muitos MMOs, participar nalguns eventos públicos que geralmente consistem em derrotar algum boss gigantesco com a ajuda de qualquer outro jogador que esteja nas redondezas. Ainda na campanha, vamos tendo também Strikes e Raids. Estas são missões pensadas exclusivamente para o cooperativo. Os Strikes são para ser jogados com 3 pessoas, já os Raids, maiores e com alguns puzzles, é suposto serem jogados por 6 pessoas. Agora o problema é que muito pouca gente joga o primeiro Destiny e muitas vezes começamos um Strike ou Raid sozinho. Enquanto os Strikes, se tivermos paciência e a nossa personagem estiver suficientemente evoluída, até os conseguimos passar sozinhos (muitas vezes outros jogadores acabam por se juntar à nossa partida mais à frente), já os Raids não há hipótese nenhuma de se completar sozinho. E eu infelizmente não cheguei a fazer nenhum raid pois já não consegui arranjar quórum suficiente.

No final de cada missão temos um sumário dos pontos de experiência que ganhamos, tanto para a personagem, como para cada peça de equipamento que tenhamos equipada, podendo desbloquear novas skills ou habilidades.

Com a adição das expansões The Taken King e The Rise of Iron (gostei bastante da campanha do Taken King!) para além das missões principais da campanha de cada expansão, vamos também desbloqueando outras quests mais à MMO, consistindo em visitar áreas já conhecidas e coleccionar uma série de itens, ou derrotar alguns bosses super poderosos. O problema é que para além de algumas dessas quests serem algo repetitivas, muitos desses bosses são fortes demais para um jogador apenas o conseguir derrotar, até porque temos um tempo limite para o fazer. Portanto, com a falta de jogadores activos no Destiny 1, houve muitas destas quests das duas últimas expansões que desisti de fazer, o que é pena, pois muitas delas desbloqueiam depois algumas missões adicionais que não conseguimos jogar de outra forma. Sobre o multiplayer PVP, temos vários modos de jogo competitivo, sejam variantes de deathmatch, ou baseadas em objectivos onde teremos de controlar uma série de zonas num mapa. Infelizmente também não cheguei a testar nenhum destes modos de jogo devido à falta de pessoas. Inicialmente não quis jogar PVP pois a minha personagem estava ainda muito debilitada, mas só neste ano é que realmente investi umas horas valentes no Destiny e quando estava pronto para testar o PVP não consegui jogar uma única partida devido à falta de gente. É triste.

A qualquer momento podemos activar o nosso Ghost, que nos vai relembrando dos objectivos actuais e a sua localização no mapa, para além de permitir chamar um veículo para nos deslocarmos mais rápido, ou teletransportar de novo para a nave.

A nível gráfico é um jogo excelente para a época em que saiu e temos de ter em conta que o mesmo foi desenvolvido com a X360 e PS3 como plataformas base. Gosto bastante dos diferentes ambientes que exploramos, sejam as ruínas do Cosmodrome na Rússia, colónias humanas e cavernas tenebrosas dos the Hive na Lua, as ruínas de uma colónia avançada em Vénus, tomadas de assalto pela poderosa ameaça robótica dos The Vex, entre tantas outras! O jogo está repleto de pequenos momentos que me agradaram bastante, como é o caso dos ecrãs de loading, que são essencialmente pequenas cutscenes da nossa nave a sobrevoar a superfície de planetas ou a viajar a altas velocidades entre os diferentes planetas do nosso sistema solar. As músicas também variam desde o mais épico, pomposo e orquestral – perfeito quando combatemos em situações críticas, tenebrosas e tensas nalgumas alturas, ou, quando viajamos naqueles ecrãs de loading, conseguem ser tão pacíficas e relaxantes que só quero é que o loading demore um pouco mais.

Como muitos MMOs, por vezes surgem eventos públicos como bosses gigantes que qualquer jogador que se encontre lá perto pode enfrentar. Pena que já não hajam tantos assim como neste screenshot.

Portanto, este Destiny é um jogo que confesso que me divertiu, mesmo não sendo eu um grande fã de MMOs e afins. Mesmo com pouca gente a jogar hoje em dia, ainda deu para fazer todas as missões principais do modo história, a maioria dos Strikes e algumas quests adicionais. Tudo o resto já se torna muito difícil de obter (ou aborrecido) devido ao jogo já não ter tantos jogadores activos quanto isso. Mas ainda assim consigo ver porque foi um jogo de sucesso na altura que saiu. Todo o loot que podemos obter e customizar para a nossa personagem é impressionante, para além de toda uma série de itens cosméticos que podem comprar se isso for a vossa cena. Talvez compre o Destiny 2 no futuro pois gostei da história em geral deste Destiny e estou curioso em ver como a evoluiram, Fico no entanto a aguardar por uma compilação que já traga todas as expansões (não me enganam mais como o The Taken King Legendary Edition!).

Spider-Man (Sony Playstation)

Continuando pelas rapidinhas, vamos agora para um clássico da Playstation 1 que na altura nunca joguei. Agora que finalmente peguei nele, consigo ver o apelo que tem perante os fãs da série e da Playstation no geral. O meu exemplar foi comprado algures em 2015, num negócio de um pequeno bundle que comprei a um particular no OLX. Se bem me recordo ficou-me a menos de 5€ por jogo.

Jogo com caixa, manual e papelada

A história leva-nos para uma convenção científica, onde o Dr. Otto Octavius se preparava para mostrar a sua mais recente descoberta científica, quando um homem-aranha impostor irrompe pela multidão e rouba a invenção de Octavius. Mas Peter Parker, o verdadeiro homem aranha, estava na multidão e assiste a tudo, assim como Eddie Brock (Venom). Ambos decidem procurar vingança, o Venom pensa que foi o Homem Aranha que está por detrás da tramoia, e o verdadeiro Spider Man procura quem está por detrás destes acontecimentos, de forma a provar a sua inocência.

Os níveis iniciais também vão servindo um pouco de tutoriais e mostram-nos as mecânicas de jogo

Mas o que mais impressionou na altura foi a jogabilidade que é muito boa, tanto em zonas abertas, amplas e exteriores, como interiores, em corredores mais apertados. Quando andamos cá fora, o que mais dá pica é mesmo andar a balancear entre os arranha céus de Nova Iorque. Depois podemos também escalar em qualquer tipo de paredes ou tectos, o que acaba por ser muito útil para passarmos despercebidos em espaços fechados. Isto porque dependendo dos níveis em que estamos, vamos tendo diferentes objectivos, desde resgatar reféns a bandidos, fugir da polícia em perseguições policiais de helicóptero, ou simplesmente ir do ponto A ao ponto B, derrotando todos os inimigos que nos vão aparecendo pelo caminho, como habitual em jogos de acção deste género.

Spider Man pode atacar com socos e pontapés, bem como usar as suas teias, não só para se balancear entre os arranha céus, mas também para atacar os inimigos. Infelizmente as teias não são infinitas, pelo que temos de ir encontrando vários power-ups para restabelecer a nossa vida, as teias e não só. Existem powerups especiais como armaduras que nos dão mais alguma resistência ao dano, teias de fogo que dão um jeitaço para derrotar os Symbiots. Também podemos ir desbloqueando outras vestimentas para o aranhiço, como o seu fato de symbiot, ou o de outras versões da banda desenhada, como o Spiderman 2099.

Um dos powerups que podemos apanhar é uma armadura que nos deixa mais resistentes ao dano sofrido

A nível de audiovisuais é um jogo muito interessante para a altura em que saiu. Produzido pela Neversoft, utiliza o motor gráfico dos Tony Hawk’s Pro Skater, apresentando assim gráficos 3D bastante interessantes e bem detalhados, pelo menos para o que a Playstation é capaz de fazer. Já no que diz respeito às músicas, as mesmas são na sua maioria músicas mais rock e/ou Nu Metal, o que na altura era do que mais se ouvia e sinceramente até assentam bem ao jogo. Os efeitos sonoros e voice acting estão também bastante bem conseguidos, pois vamos estar constantemente a ouvir o Peter Parker a mandar piadas e comentários sobre o que se está a passar, e temos até o próprio Stan Lee, criador do super herói, a narrar certos momentos no jogo.

Também podemos apontar as teias para onde quisermos, ao controlar a câmara livremente

Portanto, este Spider-man, para além de ser um jogo de acção muito sólido, acaba também por ser um interessante título para os fãs de super-heróis, por toda a componente de narrativa.

Disney’s Tarzan (Nintendo Gameboy Color)

A rapidinha de hoje vai continuar pelos jogos da Disney, desta vez para a Gameboy Color. Mas ao contrário da maioria dos jogos da Disney das décadas de 80 e 90, cujos eram desenvolvidos pela Capcom, Sega ou Virgin, esta adaptação do filme Tarzan para a Gameboy Color acabou por deixar muito a desejar. O meu exemplar foi comprado em Maio, numa das minhas idas à feira da Vandoma no Porto, onde comprei um conjunto de 22 cartuchos  de Gameboy/Color por 20€.

Apenas cartucho

Este Tarzan é um jogo de plataformas que pode ser resumido apenas numa frase: “apanhar bananas e ir procurar um amigo”. Inicialmente jogamos com o Tarzan como criança e ao longo de uma série de níveis teremos precisamente de saltar de plataforma em plataforma, escalar paredes ou balançar-nos em lianas, até apanhar um certo número de bananas que nos é indicado no início do nível. Cumprido esse objectivo lá teremos de procurar o macaco Turk até chegarmos ao nível seguinte. Nalguns níveis os papéis invertem-se e jogamos com Turk, cujas mecânicas de jogo se mantêm e no fim lá teremos de procurar o Tarzan. Eventualmente o Tarzan cresce, passamos a controlá-lo na fase adulta, mas uma vez mais tudo fica na mesma. A diferença é que no fim temos de nos encontrar com a Jane, que em alguns níveis também pode ser jogada.

Os gráficos são estranhos. Os backgrounds deveriam ser mais detalhados e o resto parece digitalizado, mas fica mal.

Para além de ser chato andar apenas a procurar bananas, não temos qualquer botão de ataque, pelo que temos de nos esquivar dos animais da selva, sejam eles crocodilos ou meros pássaros. A única excepção está num boss que defrontamos no primeiro nível em que jogamos com o Tarzan adulto. Mas mesmo aí o sistema de detecção de colisões está horrível. De resto sobra-nos os níveis de bónus, onde levamos Tarzan a saltar por cima de troncos e desviar-se de outros obstáculos, enquanto foge de uma manada de elefantes em fúria e colecciona mais umas bananas, desta vez a troco de vidas extra.

Antes do jogo temos uma pequena cutscene que aparenta ser em full motion video. Mas em baixíssima resolução e com cores péssimas.

De resto a nível audiovisual é um jogo muito fraquinho. As músicas são muito pouco variadas e bastante miniamalistas, usando bastante ritmos tribais na percursão e pouco mais. A nivel gráfico, por um lado até acho que o jogo possui sprites bem animadas, por outro os backgrounds deveriam ser muito mais detalhados do que o são. Apenas vemos uma mudança mais agradável naqueles níveis passados já na civilização.

Portanto, na minha modesta opinião, este Tarzan é um jogo para se passar longe.