The Games Tome #125 – Puzzle Games

Mais uma semana, mais um episódio do The Games Tome! O tema central desta vez são os puzzle games que mais nos marcaram, sem contar com o Tetris! Mas cheira-me que vamos lá parar na mesma… a estrear dentro de minutos!

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Shinobi (Nintendo 3DS)

Vamos voltar à Nintendo 3DS e o segundo jogo que escolhi jogar na portátil da Nintendo foi um título que sempre tive bastante curiosidade em jogar, mas deparei-me com um grande desafio, mesmo à antiga! Durante uns quantos anos, principalmente na era pós-Dreamcast, a Sega andou a fazer uma série de experiências com as suas IPs mais antigas, mas infelizmente nem todas correram bem. A série Shinobi até que teve 2 entradas bastante interessantes na Playstation 2, com os Shinobi e Nightshade, mas quanto menos palavras forem gastas com o Revenge of Shinobi da GBA, melhor. Entretanto em 2011 lá sai este Shinobi para a Nintendo 3DS, um título que saiu ainda no início do ciclo de vida da plataforma e, apesar de a Sega ter novamente confiado a franquia Shinobi a um estúdio ocidental, eles até que acabaram por fazer um bom trabalho e homenagear a série. O meu exemplar foi comprado numa CeX na zona do Porto, algures em Junho de 2017 por 10€.

Jogo com caixa e manual, algo raro de se ver nos jogos 3DS

O jogo começa inicialmente no ano de 1256, onde controlamos Jiro Musashi, líder do clã ninja de Oboro, cuja “base” é atacada pelas forças de Zeed. E enquanto vamos defrontando as forças invasoras e defender o que resta da sua casa, cenas acontecem e acabamos por ser transportados para o futuro, onde Zeed acaba por se tornar no tirano que já conhecemos dos jogos anteriores. Jiro Musashi é, supostamente o pai de Joe Musashi, o herói dos Shinobi clássicos, mas os acontecimentos deste jogo acabam por mandar toda a timeline original por água abaixo, pelo que é melhor nem pensar muito nisso.

O parry (botão R) é mesmo o nosso melhor amigo! Mas tem de ser activado no timing certo!

E apesar de este ser um jogo com gráficos em 3D, a sua jogabilidade é completamente em 2D e, tal como nos Shinobi clássicos, há aqui um grande foco entre o platforming e combate exigentes. É que é daqueles jogos em que temos mesmo de ter reflexos de ninja, seja ao saltitar entre plataformas frágeis sob abismos sem fundo, deflectir golpes inimigos e atacá-los não só no momento certo, mas também da melhor forma. Mas vamos começar por abordar os controlos. O analógico serve para nos movimentarmos, como é óbvio, já o botão B serve para saltar (e Musashi pode fazer o seu habitual duplo salto, bem como saltar entre paredes), Y para atacar com a espada, A para atirar kunais, e por fim temos o botão X, que serve para lançar um gancho que nos permite agarrar ao tecto e que será indispensável nalguns desafios mais exigentes de platforming. Já os botões de cabeceira servem para deflectir (parry) ataques inimigos, ou para activar as habilidades mágicas de Musashi.

O duplo salto com cambalhota e depois atirar uma série de kunais é outra habilidade que dá muito jeito em certas alturas.

Já disse que este é um jogo difícil? Apesar de termos apenas 8 níveis, estes são bastante longos e repletos de desafios. Dependendo do grau de dificuldade escolhido, ao perder uma vida recomeçamos no último checkpoint, e ao gastar as vidas todas teremos de usar um continue, que nos leva a recomeçar o nível em questão do início. E como é bastante habitual perder as vidas todas só para memorizar os obstáculos, inimigos e seus padrões de ataque que teremos de ultrapassar, não deixa de ser um pouco frustrante perder no boss e ter de recomeçar tudo de novo. Mas é para practicar que existe mesmo o modo Beginner, que na verdade até é o modo de jogo recomendado pela Griptonite para quem começar o jogo pela primeira vez. Aqui, temos vidas infinitas, logo recomeçamos sempre a partir do último checkpoint e é a melhor forma de começar a explorar o jogo, as suas mecânicas e começar a memorizar os seus obstáculos e definir estratégias.

Quantos mais combos fizermos sem sofrer dano, mais pontos vamos ganhando e o Musashi vai ficando também mais forte

De resto, a verdade é que é um jogo desafiante mas não necessariamente por mau game design. Aqui sempre que morremos a culpa é inteiramente nossa, e isso sente-se bem na pele. Mas não deixa de ser bastante recompensador conseguir fazer um parry no tempo certo, para em seguida desferir uma série de combos nos inimigos próximos. É também um jogo com um grande foco num sistema de pontuação e cada vez que acertamos em alguém, ou deflectimos um golpe inimigo, vamos ganhando pontos com isso. Mas já se sofrermos dano, ou mesmo perdermos uma vida, já levamos uma grande penalização pontual. Se por outro lado conseguirmos causar dano continuamente, vamos ganhando também alguns bónus, como mais agilidade ou poder de ataque, que se esfumam logo mal soframos dano, naturalmente. Usar magias também é algo que é penalizador a nível de pontos. Ah, as magias! Estas são muito parecidas às dos clássicos, como a invencibilidade temporária, o poder de fogo que causa dano em todos os inimigos no ecrã, ou a possibilidde de ficarmos muito mais ágeis durante um certo intervalo de tempo.

Ocasionalmente vamos ter alguns segmentos de jogo diferentes do sidescrolling

Outro dos pontos fortes deste jogo é a quantidade de conteúdo desbloqueável. Espalhados ao longo dos níveis, para além dos power ups habituais que nos restauram energia, moedas que nos dão mais pontos, power ups para usar magias, ou simplesmente bombas que nos causam dano, também poderemos encontrar, geralmente bem escondidas, ícones de bónus e de perícia. As primeiras desbloqueiam-nos a um nível de bónus no final do nível, muito similar aos níveis de bónus do primeiro Shinobi. Já os ícones de perícia, quando os apanharmos (são 2 por nível), desbloqueamos também uma Secret Mission, níveis secretos, com uns visuais muito VR e que são especialmente difíceis. Mesmo ao usar o Street Pass também desbloqueamos ainda mais níveis secretos (e ainda mais difícieis pois são 1-hit kill). Como a minha 3DS não tem saído de casa, infelizmente não desbloqueei nenhum deste conteúdo. Para além de tudo isto, o Shinobi tem também um sistema de achievements interno, artwork desbloqueável, e também um pequeno museu com informações e trivia sobre todos os lançamentos da série Shinobi, mesmo aqueles mais desconhecidos como o Cyber Shinobi, Revenge of Shinobi GBA ou até o Alex Kidd in Shinobi World!

Afterburner? Yep

A nível audiovisual este é um jogo que me deixa com sentimentos mistos. Por um lado os cenários vão sendo variados, e até vamos ter alguns segmentos que não são sidescrollers típicos, como a perseguição a cavalo no século XIII, a perseguição na autoestrada no futuro, ou o Jiro surfista, que é controlado pelo sensor de movimento da 3DS. Mas a nível gráfico propriamente dito, o jogo apresenta os cenários e personagens em 3D completamente poligonal e infelizmente, sendo este um jogo de primeira geração da 3DS, o resultado final não é assim tão longe do que uma DS normal é capaz de fazer. Sinceramente acho que resultaria muito melhor se o jogo fosse completamente 2D como os clássicos, mas compreendo que os efeitos 3D da 3DS não tivessem o mesmo impacto dessa forma. A nível de som, as músicas vão tendo sempre melodias orientais na sua base, mas sempre misturadas com instrumentação mais rock, electrónica ou orquestral. Não são más músicas de todo, mas o chiptune da Mega Drive é imbatível nesta série. Pelo meio vamos tendo também algumas cutscenes anime que até resultaram bem.

Portanto este Shinobi 3DS é um jogo bastante desafiante e mesmo tendo sido confiado a um estúdio ocidental, creio que eles fizeram um óptimo trabalho ao capturar toda a essência da série na sua jogabilidade. Há aqui também uma série de homenagens não só à série Shinobi, mas também a outros clássicos da Sega como o Golden Axe ou Afterburner e para além disso existe imenso conteúdo desbloqueável para os mais bravos. A meu ver só perde mesmo na questão gráfica.

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Call of Duty: Advanced Warfare (PC)

Continuando pelas rapidinhas no PC, vamos ficar com mais um título da série Call of Duty, desta vez com o futurista Advanced Warfare. E porquê um artigo curto? Bom, tal como a maioria dos Call of Duty que joguei, apenas me dediquei à sua campanha, embora o jogo possua uma componente muito forte no multiplayer. E já não me lembro bem quando e onde comprei este meu exemplar. Tenho a ideia de ter sido numa worten e não me terá custado mais de 15€.

Jogo com caixa, papelada e 6 DVDs… não é por acaso que muitos jogos de PC actualmente estão disponíveis digitalmente apenas

Ora a campanha deste jogo decorre no futuro, entre os anos 2054 e 2061, onde controlamos o soldado Jack Mitchel (protagonizado pelo actor Troy Baker), outrora membro dos Marines e após uma missão algo falhada na Coreia, acaba por se alistar na Atlas, um grupo militar privado e liderado por Jonathan Irons (protagonizado por Kevin Spacey). Inicialmente o principal antagonista é o líder da KVA, um grupo terrorista que tem estado a semear o caos um pouco por todo o planeta. E à medida que a história vai avançando, a Atlas vai-se tornando cada vez mais poderosa, os conflitos vão escalando e já se está mesmo a ver onde as coisas vão parar!

Graficamente é um jogo que está muito bom

A nível de jogabilidade, esperem por um modo campanha curto, mas com a intensidade do costume. As missões vão alternando entre missões mais furtivas, com várias secções onde teremos mesmo de nos esforçar por passar despercebidos, mas também outras missões de guerra mais aberta. Tudo isto com uma forte componente tecnológica, não fosse o jogo decorrer no futuro. Para além de uma grande panóplia de diferentes armas que poderemos usar, em todas as missões teremos também o auxílio de um exo-esqueleto que nos confere também algumas habilidades adicionais, como a força sobre-humana, correr bem rápido ou saltar bastante alto. Mais tarde teremos também a possibilidade de nos tornarmos temporariamente invisíveis, o que será necessário nalgumas das missões furtivas. Há portanto um grande “piscar de olhos” aos Crysis nesse aspecto, mas as semelhanças ficam-se por aí, pois as missões aqui são bem mais lineares e contidas. Se bem que mesmo assim surpreendeu-me pela positiva, ao termos vários caminhos alternativos por onde podemos optar por seguir e melhor flanquear as forças adversárias! Um outro detalhe interessante é que, entre cada missão, vamos poder melhorar o nosso exo-esqueleto, à medida que vamos cumprindo certos pré requisitos, como alcançar um certo número de kills, outro de kills por granadas, outro por headshots e um outro para os documentos que poderemos encontrar espalhados pelos níveis.

Ocasionalmente também poderemos conduzir alguns veículos futuristas

De resto, para além do modo campanha que mais uma vez afirmo, é curto, mas extremamente competente e eficaz, o “grosso” deste Call of Duty estaria uma vez mais na sua musculada vertente multiplayer competitiva, que eu sinceramente não experimentei sequer. O que também é da praxe é o modo zombies e um outro co-op mais genérico. Este último é aqui intitulado Exo Survival, enquanto o modo zombies é chamado de Exo Zombies, mas uma vez mais, nem sequer os experimentei, pelo que não vale a pena estar-me a alongar nesse aspecto.

Existe uma grande variedade de cenários a explorar, incluindo a Grécia

Do ponto de vista técnico este é realmente um jogo excelente. Aparentemente foi desenvolvido com base num motor gráfico de última geração (para a altura) e isso é bem evidente no poderio gráfico. Teremos então cenários, personagens e efeitos visuais muito bem detalhados e a própria variedade de cenários foi muito benvinda. Para terem uma ideia até uma zona mais histórica da Grécia poderemos visitar! Tive um ligeiro calafrio quando há uma breve menção da minha cidade do Porto numa cutscene, seria interessante vê-la representada num videojogo deste calibre, mas por outro lado também não queria ver a Cidade Invicta em ruínas… De resto a nivel de som e voice acting nada a apontar, continua excelente. Foi interessante ver o papel do Kevin Spacey, embora aqueles plot twists tenham sido bastante previsíveis. A série Call of Duty continuou no futuro nas iterações seguintes, com o Black Ops III de 2015 a ser o próximo título que irei jogar, mas desta vez na PS4.

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The Games Tome #124 – Hidden Gems

O episódio desta semana do The Games Tome tem como tema central as hidden gems, alguns jogos que consideramos muito bons, mas que por algum motivo não têm tanta fama quanto isso!

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The Witcher III: Blood and Wine (PC)

Vamos a mais uma rapidinha e revisitar o mundo de Witcher, para a segunda expansão do fantástico The Witcher III. E a razão pela qual esta é uma rapidinha, é porque a expansão Blood and Wine, a nível de mecânicas de jogo adiciona poucas coisas em relação ao jogo base, pelo que recomendo a sua leitura. O meu exemplar foi comprado por 20€ numa Worten algures em 2016 e, tal como a expansão Hearts of Stone, a sua edição física contém mais uns baralhos de gwent e um código de download.

Edição física com sleeve, caixa de cartão, papelada e dois decks de Gwent, um da facção dos Northern Kingdoms, outro do Império de Nilfgaard

Enquanto a narrativa de Hearts of Stone não se entende muito bem se decorre durante, ou imediatamente após os acontecimentos de The Wild Hunt, em Blood & Wine isso é claro, a expansão é suposta decorrer após os acontecimentos da aventura principal. Aqui basicamente Geralt é recrutado pela Duquesa de Toussaint, uma terra mais a sul e famosa pelo seu bom tempo e cultura vinícola, para defrontar uma misteriosa criatura que já assassinou 3 personagens relativamente importantes lá da zona. E com um grande torneio a decorrer que atrai nobres de todo o mundo, a Duquesa teme que alguma tragédia ainda maior aconteça. Naturalmente que as coisas não são assim tão simples e a criatura que iremos enfrentar não é um bicho qualquer, nem as suas motivações são tão simples assim.

Aqui também podemos ter a nossa casa, que naturalmente poderá ter alguns upgrades e a decoração por nossa conta

A nível de mecânicas de jogo esperem pelas mesmas mecânicas base do original mais um ou outro extra. A expansão Hearts of Stone trouxe uma série de novas armas e armaduras para descobrir bem como novos encantamentos que poderíamos adicionar ao equipamento, dando-nos novas habilidades. Aqui temos também novas armas e armaduras, mais a possibilidade de criar mutações adicionais, herdando mais habilidades para o combate e eventualmente mais slots para equipar skills. A região de Toussaint é bastante grande, existem imensas sidequests e pontos de interesse a visitar no mapa, incluindo agora também fortalezas repletas de soldados inimigos para conquistar. Já no que diz respeito ao Gwent, nesta expansão é também introduzida uma nova facção de cartas, os Skellige, que a nível de habilidades vão buscar algumas influências a outros decks, como é o caso do muster, por exemplo, mas também com outras particularidades próprias. São tipicamente decks muito agressivos!

Foram também adicionadas algumas criaturas novas para defrontar

Graficamente a expansão usa o mesmo motor gráfico do jogo base, mas o mundo de Toussaint representa um grande contraste com os tons cinzento e castanhos de Velen, ou os cinzentos, azuis e brancos das ilhas de Skellige. Estamos perante uma terra rica, sem a desvastação trazida pela guerra, com um clima bastante solarengo e uma arquitectura que me faz lembrar os países mediterrânicos. Talvez se tenham inspirado no sul de França, até porque a maioria das personagens têm nomes franceses e claro, toda a cultura vinícola associada. Foi mesmo um grande choque (e uma óptima surpresa!) ao entrar em Toussaint pela primeira vez, com as suas paisagens idílicas e sol bem forte. O voice acting continua bastante bom e as músicas são uma vez mais bastante agradáveis e atmosféricas.

Como tem sido habitual, algumas side quests têm os seus momentos mais awkward, no bom sentido

Foi uma expansão que me durou cerca de 30 horas, o dobro da anterior, pelo que possui bastante conteúdo e de qualidade. Venha o próximo Witcher, esta foi uma fantástica viagem!

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