Muhammad Ali Heavyweight Boxing (Nintendo Gameboy)

Continuando pelas rapidinhas, vamos agora para mais uma na Gameboy clássica, a um jogo de boxe que sinceramente não me deixou lá muito impressionado. Baseado num dos atletas de boxe mais famosos da história da modalidade, este é um jogo de boxe com alguma componente de simulação, o que numa portátil tecnicamente limitada como a Nintendo Gameboy clássica seria um grande desafio. O meu exemplar foi comprado num pequeno bundle com 2 outros jogos de Gameboy, uma Gameboy clássica, e uma mala de viagem da Asciiware que me custou 10€ pelo conjunto, numa feira de velharias no passado mês de Junho.

Apenas cartucho

Apenas dispomos de dois modos de jogo, um que nos permite combater em confrontos “amigáveis” e o modo carreira onde o objectivo vai ser treinar e ir desafiando oponentes cada vez mais fortes, até chegarmos ao primeiro lugar do ranking. Agora infelizmente eu tenho só o cartucho do jogo, não consegui encontrar scans do manual em lado nenhum e o único FAQ que encontrei não ajuda grande coisa, pelo que não percebo nada dos controlos. Os botões A e B servem para dar socos com os diferentes braços, agora para bloquear ou aplicar alguns golpes específicos como um uppercut, não faço a mínima ideia de como se faz. O direccional serve para nos movimentarmos pela arena, esta que tem um efeito gráfico 3D interessante, mesmo numa Gameboy clássica.

Graficamente até que não é um jogo mau de todo devido aos efeitos 3D e a limitação da GB

Ao jogar vemos 2 barras, uma de tempo que é a duração dos rounds, outra de POW e em cada canto inferior do ecrã temos uma silhueta de cada lutador, que vai esvaziando à medida em que conseguirmos aplicar uma série de golpes bem sucedidos. Portanto suponho que uma é a barra de vida e a outra a de stamina? Esvaziando a silhueta do nosso oponente este fica inconsciente durante algum tempo, mas se deixarmos de conseguir atingir o adversário com sucesso a sua silhueta vai-se regenerando. Portanto parece-me que podemos ganhar o combate com KO técnico se conseguirmos atingir o oponente vezes suficientes seguidas até o deixar inconsciente, ou no final de todos os rounds deverá ganhar quem conseguiu infligir mais dano ao longo de toda a luta. No modo carreira, entre cada combate poderemos fazer uma série de exercícios que vão melhorando os atributos físicos de Muhammad Ali, deixando-o mais preparado para desafiar e vencer oponentes de ranking superior.

No modo carreira podemos treinar vários exercícios que melhorarão a nossa performance

A nível audiovisual é um jogo competente a nível gráfico, tendo em conta as limitações da plataforma. As sprites dos lutadores são relativamente grandes e bem detalhadas e o efeito 3D do ringue até que não ficou mal conseguido de todo nesta portátil. Por outro lado os efeitos sonoros, e as músicas quando existem são atrozes.

Para além desta versão para a Gameboy, existe uma outra para a Mega Drive que parece-me estar bem mais interessante e certamente que a irei jogar um dia com mais atenção.

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Ultimate Ghosts ‘n Goblins (Sony Playstation Portable)

Nos últimos tempos, este tem sido o meu jogo de mesinha-de-cabeceira, que vou dando uns toques antes de ir dormir. E apesar de ser muito mais generoso a nível de dificuldade quando comparado com os restantes jogos clássicos da série, não deixa de ser um grande desafio, mas já já vamos. Este Ultimate Ghosts ‘n Goblins surgiu numa altura em que estava a haver um certo revivalismo de alguns jogos retro e a PSP foi uma das plataformas que mais beneficiou com isso. Aqui temos finalmente uma nova iteração da série principal, que já não recebia um jogo novo desde o Super Ghouls n Ghosts. Os gráficos levaram um upgrade para o 3D poligonal, mas a jogabilidade mantém-se a clássica em 2D. O meu exemplar foi adquirido algures no verão do ano passado a um outro coleccionador, através de uma troca.

Jogo completo com caixa, manual e papelada

Como sempre nos jogos desta série, há uma princesa que é raptada por forças demoníacas e cabe ao pobre cavaleiro Artur a missão de a salvar, tendo para isso de atravessar um autêntico inferno de criaturas e obstáculos. E como habitual nesta série, chegando ao “fim” somos gentilmente convidados a recomeçar tudo de novo porque nos falta uma coisa ou outra, e neste caso serão um certo número mínimo de anéis de ouro que nos desbloqueiam o boss. Mas já lá vamos a isso com mais detalhe. Na sua essência a nível de mecânicas de jogo é um título muito similar aos seus predecessores, vamos poder encontrar várias armas diferentes, armaduras que nos conferem mais resistência ao dano infligido pelos inimigos e os saltos, bom, esses continuam imperdoáveis, pois não podemos de forma alguma corrigir a trajectória a meio do salto, como em muitos outros platformers. Portanto a partir do momento que saltamos numa direcção, é uma acção commited até ao fim e se tiver de correr mal, vai correr.

Anéis dourados são apenas um dos itens secretos que temos de encontrar ao longo dos níveis

Mas o que temos de mais interessante aqui é mesmo a grande variedade de itens, armas, escudos e magias que podemos encontrar, equipar e usar as diferentes habilidades que as mesmas contêm. Um dos primeiros itens que podemos encontrar são umas botas especiais, que nos dão a habilidade de dar duplos saltos, depois podemos também encontrar vários tipos de magia diferentes que terão diferentes utilidades, algumas delas até para descobrir segredos! É o que acontece com a magia de petrificar inimigos, que funciona ao contrário se a lançarmos para estátuas de pedra e outros objectos rochosos. Assim transformam-se em itens, alguns que poderão ser bastante valiosos. Para além das armas podemos também encontrar escudos que têm uma durabilidade limitada. Um deles, um escudo com asas, é bastante valioso pois permite-nos voar por alguns segundos e assim alcançar zonas que de outra forma não poderíamos alcançar. Temos também diferentes armaduras que podemos encontrar, umas mais poderosas que nos vão dar mais pontos de vida, outras que nos dão menos pontos de vida adicionais, mas são igualmente úteis. É o que acontece com uma armadura voadora, que apesar de só nos dar 2 pontos de vida adicionais, a sua possibilidade de nos deixar voar o tempo que quisermos (logo que não sejamos atingidos com nada) já é uma grande ajuda.

Temos várias armaduras para apanhar, cada qual com diferentes atributos e habilidades.

Ao explorar os cenários também poderão encontrar algumas passagens secretas, sendo que pelo menos 3 delas nos dão acesso a salas onde estão umas bruxas a preparar uma poção qualquer e nos pedem 3 ingredientes cada uma. Esses ingredientes são também itens secretos que teremos de os procurar ao longo dos níveis, mas as recompensas que temos ao colectá-los todos acabam por ser bastante úteis. Um é um item que nos reduz em metade o custo de cada magia que lançamos. Outro é um escudo indestrutível capaz de absorver pontos de dano e transformá-los em pontos de magia que vão preenchendo a nossa barra de magia. Por fim, o último item que podemos obter das bruxas é a wave magic, uma magia que para além de causar bastante dano, pode também desintegrar uma série de obstáculos como chamas, o que é incrivelmente útil em alguns níveis.

Portanto toda esta faceta de exploração exaustiva dos níveis, bem como a possibilidade de nos teletransportarmos entre vários níveis, são uma nova novidade interessante e muito benvinda na série. Mas claro, sendo este um Ghosts ‘n Goblins, o desafio está mesmo na nossa destreza e uso de forma altamente eficiente todos os itens e power ups que poderemos vir a ter ao nosso dispor, mesmo nos modos de dificuldade mais baixos. Recomendo também vivamente o uso de um guia, pois há itens muito difíceis de encontrar mesmo.

Em certas alturas do jogo temos a possibilidade de voltar a jogar níveis antigos, de forma a descobrir mais dos seus segredos. Mas também poderemos encontrar itens de teletransporte que tornam essa tarefa mais fácil

Já no que diz respeito aos audiovisuais, este é um jogo bem conseguido. Os cenários são bastante diversificados entre si, embora todos eles sejam desoladores. Temos as vilas em ruínas, cavernas repletas de lava, um nível subaquático que é mais chato ainda que o habitual, entre outros. Os gráficos, todos em 3D poligonal são agradáveis e bem detalhados, até porque o facto da jogabilidade ser toda em 2D também permite que os níveis sejam mais polidos. A banda sonora é também agradável, contando com uma série de reinterpretações de temas já conhecidos da série, agora com uma roupagem mais orquestral, bem como alguns temas novos mas que se adequam perfeitamente ao ambiente épico que a acção nos impõe.

Portanto este Ultimate Ghosts ‘n Goblins é um título a meu ver muito bem conseguido por parte da Capcom, de tal forma que nem consigo entender como é que nunca o relançaram em plataformas mais modernas, quanto mais não fosse um lançamento digital. Uma versão para a Switch vinha mesmo a calhar! Mas para já, o único relançamento foi para a própria PSP, exclusivo para o Japão. Essa versão possui todo o conteúdo da versão original, mais um outro modo de jogo diferente, que torna a experiência mais fiel aos clássicos arcade ou seja, menos exploração, menos coisas para coleccionar e/ou equipar, mas mais dificuldade ainda.

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Solar Jetman (Nintendo Entertainment System)

Voltando às rapidinhas, o jogo que cá trago hoje é mais um título interessante da Rare, numa fase em que eles deixaram o ZX Spectrum de lado e começaram mais a apostar no ramo das consolas, com um foco maior na NES. E este Solar Jetman é um interessante título de exploração espacial, com um grande foco na gravidade que vai diferindo de planeta para planeta e isso influencia bastante a nossa maneira de controlar o personagem principal. O meu exemplar foi comprado no passado mês de Maio numa Cash Converters, tendo-me custado 5€.

Apenas cartucho

Na verdade, este Solar Jetman é uma evolução de alguns jogos do passado da Rare como Ultimate, pois herda várias mecânicas de jogo dos seus predecessores do ZX Spectrum, Lunar Jetman e Jetpac. Aqui controlamos o mesmo astronauta que está a tentar reconstruir uma nave espacial poderosa, a warpship, que lhe permitirá explorar os confins do espaço. Para isso teremos de visitar mais de uma dezena de planetas, explorar as suas cavernas em busca das peças da nave, mas também de combustível, para que a nossa nave-mãe consiga viajar para o planeta seguinte e possamos repetir todos estes passos.

Para além de termos de nos concentrar vivamente em não bater em nada, também teremos inimigos para destruir

Começamos por conduzir uma pequena nave, uma probe, e a primeira coisa que me vem à cabeça é que jogar isto é quase como o Lunar Lander, onde temos de usar a propulsão dos motores para aterrar em segurança na superfície. Aqui a diferença é que não queremos propriamente aterrar, até porque qualquer contacto com as superfícies nos causa dano, pelo que temos de rodar a nave e usar o seu propulsor para nos mover de um lado para o outro. Agora com diferentes gravidades, a propulsão que temos de usar nunca é bem a mesma de um nível para o outro e a inércia também tem de ser tida em conta, caso contrário vamos andar sempre a embarrar nas paredes. Temos inimigos para destruir e os itens que encontramos, onde se incluem o combustível e as peças da nave já referidas, são transportados através de um cabo, o que nos baralha ainda mais as contas quando tentamos controlar a nave. É um jogo que nos obriga a algum treino e adaptação, sem dúvida.

Caso fiquemos sem combustível ou soframos muito dano, temos de tentar sobreviver sem a probe até arranjarmos uma substituta

Para além do combustível e peças da nave, podemos também encontrar outros itens como cristais ou caixas de materiais diversos que se traduzem em mais pontos. Para além disso, nos primeiros 2 planetas podemos também encontrar algum equipamento adicional para as nossas probes, como escudos (que não podem ser usados quando estamos a transportar itens), boosters que nos dão maior poder de propulsão mas consomem mais combustível, ou mapas que nos dão uma vista geral da área à nossa volta. Os pontos que vamos amealhando são também a unidade monetária do jogo e entre planetas poderemos comprar equipamento mais poderoso com esse dinheiro, que pode posteriormente ser equipado nas nossas probes. Desde vários tipos de armas e bombas, propulsores mais potentes, motores mais eficientes no consumo de combustível, escudos melhores, um automapper que passa a mostrar pontos de interesse nos mapas, entre muitas outras opções.

O combustível perdendo todo o combustível da nossa probe (que também diminui cada vez que sofremos dano), passamos a controlar o astronauta directamente, com o seu jetpack. É bem mais ágil para se controlar, porém muito mais frágil, no entanto pode ser o suficiente para conseguirmos regressar à base e entrar numa nova probe, ou então recuperar uma das probes suplentes que poderemos encontrar algures nos níveis. Caso contrário, perdemos uma vida. Felizmente temos também alguns níveis bónus que podemos encontrar e nos dão vidas extra.

Podemos encontrar alguns portais que para além de nos transportar de uma zona do mapa para outra, ajudam-nos a deixar as nossas cargas directamente na nave mãe, que poderá estar bastante longe.

No que diz respeito aos audiovisuais este é um jogo competente. É certo que os planetas em si não são muito diferentes uns dos outros, a não ser pela diferente temática nas cores. De resto podem encontrar montes e cavernas para explorar. Os inimigos vão sendo algo variados, pois à medida em que vamos explorando planetas novos, novos e mais poderosos inimigos vão surgindo. As músicas são agradáveis, embora sejam bastante discretas, principalmente quando estamos plenamente focados na exploração e evitar colidir com tudo e mais alguma coisa!

Portanto este Solar Jetman até que é um jogo interessante da Rare, embora não seja para todos, pois possui mecânicas de jogo que exigem algum treino e adaptação de planeta para planeta. Felizmente que vamos poder ir gravando o nosso progresso no jogo com recurso às belas das passwords. Para um desafio maior seria interessante se os planetas fossem gerados aleatoriamente, bem como a disposição dos seus itens, mas provavelmente isso iria ainda alienar mais gente.

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Heavenly Sword (Sony Playstation 3)

Ultimamente tenho tirado algum pó da PS3 e jogado alguns títulos que cá tinha para reduzir o backlog. O que escolhi desta vez foi o Heavenly Sword, um título de acção desenvolvido pela Ninja Theory em exclusivo para a consola da Sony, tendo saído ainda algo no início de vida da plataforma em 2007. Nesta altura jogos como God of War eram o que estava na moda, pelo que este Heavenly Sword acaba por capitalizar um pouco nessa fórmula, ao ser um hack and slash épico, com cenários grandiosos, muitos inimigos para combater e alguns quick time events à mistura. O meu exemplar foi comprado algures em 2017 numa worten, custou-me exactamente 2.51€, era um jogo usado, mas em bom estado.

Jogo com caixa e manual

O jogo decorre num mundo fantasioso, onde um poderoso e tirano rei, Bohan, está a aterrorizar toda a população e exterminar todos os clãs tribais que lhe poderiam fazer frente. Nós controlamos uma protagonista feminina, a Nariko, membro do último clã ainda existente, mas que está agora a ser alvo dos ataques de Bohan, até porque este quer a Heavenly Sword a todo o custo. Esta espada fez parte de uma grande batalha outrora e está agora amaldiçoada, pois cada pessoa que a tente usar, está condenado a ser consumido pela própria, a menos que seja o guerreiro escolhido de uma certa profecia. Nariko nasceu no ano dessa mesma profecia, mas sendo uma mulher e tendo a sua mãe infelizmente falecido durante o parto, nunca foi muito aceite nem pelo seu pai (líder do clã), nem pelos seus restantes colegas. O jogo começa precisamente com Nariko a combater um enorme exército das forças de Bohan e usando a Heavenly Sword, que aparentemente acaba por a consumir e sucumbe na batalha. Aqui Nariko começa então a narrar os eventos que aconteceram há cinco dias atrás e a levaram a usar a espada.

Na sua essência, é um jogo algo similar aos God of War clássicos, com os seus cenários majestosos e ângulos de câmara fixos

Na sua maioria, o jogo é um hack-and-slash com um grande foco nos combos e na agilidade de Nariko. Com os ângulos de câmara fixos (se bem que podemos usar os botões de cabeceira L2 e R2 para rodar temporariamente a câmara) o segundo analógico, que em muitos outros jogos de acção serviria para controlar a câmara, serve para nos auxiliar no combate, fazendo com que Nariko se desvie na direcção pretendida. Os botões faciais, principalmente o quadrado e triângulo servem para atacar, sendo que à medida que vamos progredindo no jogo, novos combos vão sendo desbloqueadas. O círculo serve para desbloquear alguns golpes especiais (assim que tivermos feito combos suficientes), ou para entrar nalguns QTEs que serão obrigatórios para derrotar alguns bosses.

Na última batalha temos mesmo muitos inimigos pela frente, uma demonstração de poder de processamento que a “nova” geração de consolas trazia

Assim que começamos a usar a Heavenly Sword todo o potencial do combate é desbloqueado. Normalmente usamos a pose “speed”, que é a que melhor balanceia a velocidade e dano. Ao manter o botão R1 pressionado, começamos a desencadear golpes na pose “heavy“, que são mais lentos, no entanto bastante mais poderosos. Ao manter o botão L1 pressionado enquanto combatemos estamos a usar a pose “ranged“, onde a espada se divide em 2, estando ligadas por correntes. Isto permite-nos usar alguns ataques de média distância, bastante rápidos porém causam pouco dano. Ao longo do jogo vamos encontrar inimigos que são mais susceptíveis a um tipo de ataques que outros, pelo que deveremos usar estas habilidades de maneira inteligente. Vamos também ter inimigos que estão constantemente em poses defensivas e bloqueiam todos os nossos ataques, pelo que vamos ter de aprender e usar alguns combos capazes de perfurar as suas defesas. Os counters também têm a sua importância, sendo que devemos carregar no triângulo (com a pose certa) uns instantes antes dos inimigos atacarem. Para isso, temos de estar atentos aos seus movimentos, mas a Ninja Theory também nos facilitou um pouco a tarefa, pois antes de atacar, cada oponente ganha uma certa aura. Se for um ataque normal, a aura é azulada, pelo que o counter deve ser normal. Se a aura for dourada, então vão atacar com um golpe poderoso, pelo que devemos pressionar no R1 e triângulo. Se a aura for vermelha, então convém é fugir pois são golpes indefensáveis. Até aqui tudo bem, o sistema de combate exige algum treino e usar bastante o analógico direito para nos conseguirmos esquivar dos golpes inimigos e não quebrar o nosso combo count. Quanto melhor for a nossa performance em combate não só ficamos com alguns golpes especiais disponíveis para gastar, como vamos sendo recompensados com várias coisas, desde desbloquear novos combos, bem como desbloquear uma série de conteúdo adicional como artwork, pequenas animações que contam mais da história, ou partes do documentário de making of do jogo.

A nossa performance é avaliada e vai desbloqueando uma série de extras

No entanto Nariko não é a única personagem jogável, por vezes também jogamos com a pequena Kai. Esta pequena não combate como Nariko, o foco dela é o sniping. Vamos ter várias missões onde teremos de atingir inimigos, alguns longe, outros mais perto pelo que teremos de fugir até chegar a uma distância de segurança e começar a disparar flechas. Para alvos de longa distância, podemos usar a habilidade de aftertouch. Aqui a câmara acompanha a flecha assim que ela é disparada em câmara lenta, e com o sensor de movimento do comando da PS3 podemos desviar a flecha para onde quisermos. Bom, a ideia é excelente, mas para mim foi um martírio controlar estas flechas em condições pois temos de ter o comando em posição neutra só para manter a trajectória e para fazer ajustes muitas vezes as coisas saíam-me ao lado e eram só setas a raspar soldados inimigos. Depois lá me apercebi nas opções que podemos desactivar os sensores de movimento e controlar as setas normalmente, e aí as coisas melhoraram imenso!

A nível gráfico, é um jogo impressionante para 2007, sem dúvida. As caras das personagens principais estão muito bem definidas, cheias de detalhes o que lhes conferem emoções muito fiáveis nas cutscenes. Os cenários, muito influenciados por arquitecturas orientais são também muito bonitos. Mas não deixa de ser um jogo do início de vida da PS3, ainda temos algumas texturas, principalmente nos solos, que são de baixa resolução, mas nada que incomode. As músicas oscilam entre o épico e melodias mais calmas e ambientais, repletas de influência oriental, o que me agrada bastante. A nível de voice acting acho que é um jogo bem conhecido até porque tem alguns actores conhecidos ao representar as vozes das personagens principais. Mas por vezes temos alguns diálogos bastante bizarros, principalmente com os lacaios de Bohan, Flying Fox e Whiptail.

Graficamente as personagens principais estão muito bem detalhadas e possuem óptimas animações faciais

Portanto este Heavenly Sword é um jogo de acção interessante, principalmente para os fãs de God of War daquela geração. Temos um interessante sistema de combate, com alguns quick time events à mistura (se bem que isto já não me agrada tanto até porque o tempo de reacção é muito curto na maior parte das vezes). O sistema de lançamento de projécteis em câmara lenta com recurso ao aftertouch é uma boa ideia, mas a sua implementação com os controlos de movimento deixa algo a desejar, pelo que recomendo vivamente que os desactivem. A história em si é interessante e o mundo que temos de explorar é bastante agradável. É um jogo também relativamente curto, pelo que se o encontrarem a um preço baratinho dêm-lhe uma chance!

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Micro Machines Turbo Tournament 96 (Sega Mega Drive)

A saga Micro Machines, apesar de ter tido um início de vida conturbado na NES, com um lançamento não oficial que gerou alguma polémica nos Estados Unidos, foi na Europa e nas 16bit que a série viu mais sucesso. Só a Mega Drive recebeu 4 jogos diferentes, alguns exclusivos em solo europeu, como é o caso deste Turbo Tournament 96. Mas na verdade este Turbo Tournament 96 não é um jogo inteiramente novo, mas uma versão melhorada do Micro Machines 2: Turbo Tournament. Aqui temos novas pistas, outras pistas actualizadas, novos modos de jogo e um editor de pistas que anteriormente só estava disponível na versão MS-DOS do Micro Machines 2. O meu exemplar veio do Reino Unido, algures no mês de Maio e custou-me algo em torno dos 10€.

Jogo com caixa e manual

A nível de modos de jogo, se jogarmos sozinhos temos os seguintes: challenge – aquele modo de jogo mais tradicional onde vamos competir numa série de circuitos e o objectivo é finalizar nos 2 lugares cimeiros para avançar para o seguinte. Caso contrário perdemos uma vida e somos convidados a tentar novamente. Se por outro lado conseguirmos chegar em primeiro 3 vezes seguidas somos presenteados com um nível bónus onde poderemos ganhar uma vida extra se formos bem sucedidos. O Head-to-Head é outro dos clássicos do multiplayer mas também pode ser jogado sozinho. Aqui temos apenas 2 carros em pista e o objectivo é deixar o carro adversário para trás (fora do alcance da câmara) um certo número de vezes. Temos também o time trial que conforme o nome indica somos obrigados a completar os circuitos dentro de um tempo limite (e conhecer os atalhos ajuda e muito!). por fim temos também o League Mode, que são pequenos campeonatos de corridas por pontos e ganha quem tiver mais pontos no final. Por fim, podemos rejogar todos estes modos de jogo no modo Pro – um nível de dificuldade superior com circuitos mais sinuosos e repletos de obstáculos.

Os menus são bem detalhados e intuitivos como habitual

Como habitual, a grande piada do jogo está mesmo no multiplayer que, recorrendo à tecnologia J-Cart, podemos ter 4 comandos ligados à Mega Drive em simultâneo sem recorrer a hardware adicional. Para além disso, é possível ainda extender o número de jogadores para 8, sendo que cada jogador partilha metade de um comando da Mega Drive. Sinceramente nunca gostei muito dos controlos nesta versão, pois um jogador tem o D-Pad, o outro tem os botões A, B e C para controlar o seu veículo. Entre 1 a 4 jogadores, temos os mesmos modos de jogo da vertente single player, se bem que para 4 jogadores podemos também jogar com equipas de 2. Para 8 jogadores temos o modo torneio mas sinceramente nunca o experimentei.

As corridas são sempre feitas em locais inusitados como a cozinha, a banheira ou o jardim

Graficamente é um jogo excelente e bastante colorido. Sempre achei piada ao conceito de pistas improvisadas em qualquer divisão da casa ou mesmo nos exteriores, como os jardins ou praias e aqui mantemos o conceito. Desde corridas de barcos em torno de uma banheira, ou carros a correrem nas secretárias da escola, no cimento da garagem e com os objectos normais a esses ambientes a servirem de obstáculos, ou fazer mesmo parte integrante do circuito, como réguas a servirem de pontes entre as mesas dos alunos. Temos pistas com muitos obstáculos, mas já não são só os buracos que nos preocupam. Agora temos circuitos em cima de mesas de carpinteiros ou oficinas, cheias de ferramenta a trabalhar que nos destrói os carros se lá embarramos. Ou pistas no exterior com outros obstáculos naturais, como vento, pequenos tornados, ou mesmo a água do mar que por vezes se atravessa na pista. Portanto há aqui uma maior variedade de cenários e obstáculos, o que me agrada bastante. Creio que são mais de 80 pistas ao todo e ainda temos o editor de pistas que nos permite criar as nossas! Por outro lado nada a apontar aso efeitos sonoros e as músicas são também muito agradáveis.

Pelo menos numa das pistas a câmara está bastante distante, o que para mim é novidade

Portanto este Micro Machines 96 acaba por ser mais uma entrada bem sólida na série. É bastante desafiante se o jogarmos sozinhos, pois temos de conhecer bem as pistas onde corremos, os seus perigos e preferencialmente os seus atalhos para ganhar uma vantagem competitiva. Mas jogando com amigos, o divertimento é ainda maior por todo o caos que podemos causar!

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Formula 1 97 (Sony Playstation)

Voltando às rapidinhas, vamos agora para um conhecido jogo de corridas na Playstation. Depois do sucesso do Formula 1 original, que foi desenvolvido pela Bizarre Creations e publicado pela Psygnosis, naturalmente que uma sequela estaria em cima da mesa, algo que aconteceu logo no ano seguinte com este Formula 1 97. O meu exemplar foi comprado algures no mês passado de Maio, veio da loja Mr. Zombies e custou-me 4€.

Jogo com caixa e manual

Este jogo aborda a temporada de 1997 na Fórmula 1, onde o nosso circuito do Estoril ainda marcava a sua presença. Temos todas as equipas e pilotos oficiais dessa temporada, excepto o Jacques Villeneuve da Williams, que tinha copyrights próprios da sua imagem, tendo sido substituído por um piloto genérico. Sinceramente não me recordo se isso já tinha ocorrido no jogo anterior, mas lembro-me de outros jogos da mesma época que tiveram o mesmo problema.

A informação que vemos no ecrã é muito idêntica ao que veríamos na TV

De resto, para além de corridas singulares e multiplayer que agora nos permite jogar em split screen, eu diria que este F1 97 possui 2 modos de jogo principais: o Arcade e Campeonato. O primeiro é sem dúvida o meu preferido, onde temos a possibilidade de participar numa série de pistas que diferem mediante o grau de dificuldade escolhido. Assim que começamos uma corrida, isto é mesmo arcade, pouco temos a customizar no carro e o que conta é ir passando os checkpoints antes do relógio em contagem decrescente chegar a zero. Competir no modo arcade e completá-lo em diferentes graus de dificuldade desbloqueia-nos novas pistas.

Aqui quando chove, chove a sério!

O modo campeonato é aquele que os fãs de simulação vão sem dúvida perder mais tempo. Aqui escolhemos um piloto para representar e teremos toda uma temporada de F1 pela frente. Os carros podem ser altamente customizados, assim como as corridas em si, desde o número de voltas, passando pelas condições atmosféricas que podem ser completamente aleatórias ou não. Aqui devo dizer que os menus e apresentação geral deste jogo poderiam ter sido melhores conseguidos. A informação está dispersa de forma confusa e caso tenhamos a metereologia aleatória seria bom saber antes de começar uma corrida ou prova de qualificação quais as condições atmosféricas, para pelo menos escolhermos os pneus certos.

Para quem não for fã de simulação temos sempre a hipótese de experimentar o modo arcade

A nível audiovisual era um jogo impressionante para a época e melhorou face ao seu antecessor quanto mais não fosse pelos efeitos metereológicos, e sistema de dano que poderia deixar os carros a largarem algumas peças na pista após colisões mais feias. Os circuitos em si estão muito bem detalhados para a época, embora se note bastante pop-in dos cenários a serem construídos à nossa frente. Felizmente a pista está quase sempre construída, pois a menos que sejam aficcionados do desporto e conheçam os circuitos muito bem, sinto a falta de um mapa que nos indique a posição na pista. Mas pronto, isto é suposto ser um simulador… De resto nada a apontar para os efeitos sonoros, nem para os comentários que me parecem competentes. E mais uma vez temos comentadores em várias línguas, o que é um ponto interessante. Não sei qual a qualidade dos outros, mas nos ingleses nada a apontar! No que diz respeito às músicas, estas só se ouvem em menus e afins e são uma mistura de temas rock, repletos de guitarradas como eu gosto, passando por música electrónica e outras faixas mais ambientais.

Portanto, se forem fãs de simuladores de Fórmula 1 e tiveram uma Playstation na segunda metade da década de 90, é muito provável que este jogo vos tenha agradado bastante! Parece-me uma boa sequela, melhorando várias coisas face ao original, e estou curioso para ver como evoluiu a série no Formula 1 98.

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The Terminator (Sega Mega Drive)

The Terminator foi um excelente filme de acção da década de 80. A sua sequela então nem se fala, é um dos meus filmes de acção preferidos. Naturalmente que, com o sucesso dos filmes não faltariam adaptações para os videojogos e pelo menos no caso das consolas da Sega foi a Virgin e a Probe que estiveram por detrás dos mesmos. A versão Master System já a cá tinha trazido antes, chegou agora a vez da versão Mega Drive. O meu exemplar foi comprado algures em Maio, veio do UK e ficou-me por algo próximo dos 5€.

Jogo com caixa e manual

A história é simples e toda a gente já a conhece. Algures no futuro a humanidade desenvolve uma poderosa inteligência artificial chamada Skynet que decide que a melhor solução para o planeta é exterminar os humanos. Após lançar um conflito nuclear que dizima a maior parte da população, produz uma série de cyborgs humanóides para exterminar os restantes. Ainda assim, com a resistência humana a dar luta, Skynet decide enviar um dos seus exterminadores para o passado, no ano de 1984, de forma a assassinar Sarah Connor, mãe do líder da resistência humana. Os humanos lançam então um dos seus soldados para o passado também, de forma a tentar proteger Sarah a todo o custo.

Graficamente não é nada do outro mundo mas devo dizer que até gostei deste segundo nível

Este jogo começa precisamente no futuro, onde encarnamos no papel de Reese, o humano escolhido para viajar ao passado. E começamos precisamente por nos esgueirarmos por entre os campos de batalha, trincheiras humanas e corredores repletos de exterminadores para procurar (e activar) a máquina do tempo que nos levará ao passado. Inicialmente munidos de granadas infinitas, ocasionalmente encontramos algumas bombas que devemos usar para limpar o ecrã de inimigos, e isto é algo que devemos fazer consistentemente, pois vamos tendo exterminadores e outros inimigos (nos outros níveis) a surgirem de todos os lados. Ao contrário da versão Master System, que tem um foco maior no platforming, esta versão Mega Drive é um sidescroller de acção puro e duro. Eventualmente lá encontramos uma metrelhadora que dá mais jeito para combater os exterminadores e lá conseguimos viajar para o passado.

Polícias, exterminadores e bandidos, tudo nos quer matar!

Depois lá usamos uma caçadeira e temos de jogar com calma e ir limpando todos os inimigos que nos aparecem à frente. Ao contrário da versão Master System, aqui poderemos ter alguns power ups que nos restauram a vida e são extremamente úteis, até porque em níveis de dificuldade mais avançados é virtualmente impossível não sofrer dano. Tudo isto me parece muito bonito mas no entaanto temos apenas 4 níveis pela frenet, o que sabe a pouco.

A nível audiovisual, a versão Master System impressionava pelos ecrãs onde contava a história, mas esta versão Mega Drive por incrível que pareça é mais pobre nesse aspecto. Por outro lado as músicas são bem mais agradáveis!

Aqui não há cutscenes, só paredes de texto

Este The Terminator é então um jogo de acção que deixa um pouco a desejar e nalgumas coisas a versão Master System é surpreendentemente superior. No entanto existem outras versões também publicadas pela Virgin e que são jogos diferentes, como as versões NES, SNES e Mega CD que acaba por ser bastante superior à da Mega Drive. Mas isso seria tema para um outro artigo diferente.

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