Premier Manager 97 (Sega Mega Drive)

Vamos agora para uma super rapidinha para a Mega Drive. Ontem escrevi um breve artigo do Premier Manager para a Mega Drive, o primeiro jogo de coaching/simulação de uma equipa/clube de futebol. A série Premier Manager já existia antes do lançamento para a Mega Drive, mas essa versão para a consola da Sega deve-se ter revelado popular o suficiente para a Gremlin apostar em lançar uma outra versão. O meu exemplar foi comprado a um amigo no mês passado, tendo custado algo próximo dos 5€.

Jogo com caixa e manual

Recomendo então a leitura do artigo anterior, pois pelo pouco que joguei, este Premier Manager 97 possui a mesma estrutura e funcionalidades que o anterior, mas com a “novidade” de possuir dados de jogadores e estatísticas fiéis à época 96/97. Uma vez mais apenas clubes ingleses da terceira divisão para cima estão referenciados. Para além dos updates típicos da nova temporada, temos também novos ícones nos menus, mas aparentemente todas as funcionalidades do jogo anterior mantêm-se. Não me pareceu haverem grandes updates a nível de funcionalidades perante o jogo anterior. A nível gráfico, o jogo mantém o mesmo sistema de menus e detalhes minimalistas durante as partidas, mas devo dizer que gostei de ver mais referências à Sega nos patrocinadores, com a Sega Saturn e Virtua Fighter, por exemplo.

Uma vez iniciado o jogo, temos uma vez mais um menu por ícones, agora actualizados

Portanto para quem gostou do primeiro Premier Manager, poderá também gostar deste jogo, embora não acrescente nada de realmente importante relativamente ao primeiro jogo. Quem gostar mesmo deste tipo de jogos de simulação, certamente os Football Manager mais recentes no PC serão bem mais aliciantes.

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Premier Manager (Sega Mega Drive)

Voltando às rapidinhas na Mega Drive, vamos ficar agora com mais um jogo desportivo, o primeiro de gestão de futebol que alguma vez entrou na colecção. Não é de todo o meu género preferido, aliás, a minha única experiência com football sims foi com o saudoso Elifoot, a versão original em DOS. E não era muito bom no jogo. Portanto este será um artigo rápido onde vou referir por alto em que o jogo consiste e o que podemos fazer. Não cheguei a jogar sequer uma temporada inteira pois sinceramente não tenho paciência. Anyhow, o meu exemplar veio de um bundle de vários jogos de Mega Drive que comprei há uns meses atrás no flea market no Porto.

Jogo com caixa

Ao começar uma nova partida temos de começar invariavelmente por baixo, ou seja por escolher uma modesta equipa da terceira divisão Inglesa. Temos um budget inicial que nos permite montar a equipa técnica e eventualmente comprar um ou outro jogador para fortalecer a nossa equipa inicial. A nível de estratégias de jogo, podemos optar por alternar entre diferentes formações, qual o comportamento ofensivo, qual o defensivo, entre outros. Cada jogador possui stats em diversas categorias, como resistência física, passe, remate, entre outros. Estas categorias podem ser melhoradas ao definir planos de treino específicos por jogador, e ter uma boa equipa técnica (sim, esses também têm stats próprios) também ajudará nos treinos. A gestão de castigos e lesões também tem de ser tida em conta e a qualquer momento podemos visitar o mercado de transferências para tentar comprar e/ou vender jogadores, que aqui funciona num sistema de leilões onde cada clube interessado faz a sua oferta perante um valor base apresentado pelo jogo.

O ecrã inicial apresenta uma série de opções representadas por ícones.

Outras coisas que temos de nos preocupar é com a manutenção do estádio e patrocinadores. Podemos melhorar as condições do estádio, como aumentar as bancadas ou o estacionamento, o que claro que tem os seus custos, mas também nos dá a desculpa para aumentar o preço dos bilhetes. Os painéis publicitários do estádio podem ser preenchidos com publicidade de patrocinadores o que se traduz em mais dinheiro a entrar. No entanto, não nos podemos só preocupar com a saúde financeira do clube, os resultados desportivos também devem ser os melhores possíveis, caso contrário podemos ser despedidos. Por outro lado se a nossa performance for boa também podemos ser convidados a gerir outras equipas melhores. Durante as partidas em si podemos acompanhar os acontecimentos do jogo, nomeadamente as suas estatísticas como os remates, cartões, lesões e claro, golos. A qualquer momento podemos optar por alterar as estratégias de jogo e substituir jogadores, mas em nenhuma fase participamos no jogo em si, este é mesmo um jogo de gestão apenas.

No ecrã gestão da equipa, temos uma série de ícones que nos permitem alternar entre subvistas

No que diz respeito aos gráficos, este é um jogo muito minimalista. Assim que começamos ou carregamos uma temporada, o menu inicial possui uma série de ícones relativos a diferentes opções, como a gestão do estádio, dos jogadores, os sponsors, entrar no mercado de transferências, entre outros. O ícone de uma máquina de fax indica-nos não só as estatísticas gerais da nossa perfomance em jogos, bem como é onde recebemos algumas notícias de entidades externas, como multas da federação, ou informação sobre o dinheiro a receber por eventuais direitos televisivos. Uma vez gerindo os jogadores, os ecrãs possuem muito texto, com alguns ícones laterais que nos permitem alternar a informação visível no ecrã, como por exemplo o estado físico dos jogadores que estejam lesionados. É uma interface algo confusa e dava mesmo jeito ter o manual do jogo para ajudar nisto. Felizmente o Premier Manager 97 possui menus muito similares, pelo que também consegui tirar dicas de lá. Durante as partidas apenas vemos informação no ecrã dos remates de cada equipa, golos, eventuais cartões recebidos e lesões. Paralelamente podemos activar ou desactivar algumas animações que surgem sempre que há um golo ou jogada perigosa. Um outro detalhe interessante são os patrocinadores que podemos ter e colocar painéis publicitários no estádio. A Sega é um dos sponsors, é giro encher o estádio com painéis publicitários da Mega Drive! Já no que diz respeito à música, apenas a ouvi tocar no ecrã título. É uma música agradável, mas poderíamos ter mais um pouco.

Portanto este Premier Manager parece-me ser um jogo interessante, sendo o primeiro do género na Mega Drive. Para a altura em que saiu, terá sido certamente uma boa opção para quem gostava deste tipo de jogos e não tinha um computador, onde estes jogos são habitualmente mais prolíferos. No ano seguinte a Mega Drive recebeu também o Premier Manager 97 que me parece muito idêntico a este.

 

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Zool (Sega Mega Drive)

Desenvolvido originalmente pelo estúdio britânico da Gremlin, Zool começou por ser uma espécie de resposta às guerras de mascotes, introduzidas pelo enorme sucesso de Sonic the Hedgehog. Desenvolvido inicialmente para o sistema Commodore Amiga, Zool acabou também por receber várias conversões para as consolas da época e naturalmente a Mega Drive não ficou de fora. O meu exemplar veio de um lote de jogos de Mega Drive que comprei a um particular algures no mês passado. Ficou por cerca de 10€ se bem me recordo.

Jogo com caixa e manual

O protagonista é o ninja Zool, cuja nave espacial se vê atraída por um vortex, é sugada e despenha-se num planeta repleto de doces. Aí apercebe-se que este mundo está a ser atacado pelas forças de Krool, um vilão qualquer, e Zool terá de o derrotar se quiser voltar a casa. Ao longo do jogo iremos explorar outras zonas, sendo sete ao todo com 4 actos cada uma, sendo que no último acto de cada nível temos sempre um boss para defrontar.

Graficamente é um jogo cheio de detalhes interessantes, como estas transparências das gelatinas.

O objectivo em cada nível é o de procurar a sua saída, indicada por uma seta algures no fundo do ecrã. Mas antes de aproveitar a saída, teremos também uma quota de itens bónus para apanhar, quota essa que está directamente associada ao nível de dificuldade escolhido. Jogando em Normal apenas somos obrigados a apanhar 50% desses coleccionáveis, no Easy a quota passa para 25%, enquanto no Hard são 75%. Isto obriga-nos a explorar bem os níveis e seus recantos, o que como devem calcular acarreta algum risco pois temos vários obstáculos e inimigos para ultrapassar. Mas Zool é um ninja, e como todos os ninjas este é bastante ágil, possuindo uma série de habilidades no seu reportório. Por um lado move-se bastante rápido, pode escalar e saltar entre paredes, bem como agarrar-se a certas superfícies em alguns tectos. No que diz respeito aos controlos, temos um botão para Zool disparar a sua arma, outro para saltar e um outro para rodopiar enquanto salta, algo que recomendo vivamente que se habituem a fazer. Isto porque podemos derrotar os inimigos ao disparar sobre eles ou saltando-lhes em cima, mas como o jogo é bastante rápido, por vezes os inimigos surgem subitamente no ecrã, pelo que se estivermos a rodopiar enquanto saltamos, também lhes conseguimos infligir dano.

Os níveis são bastante variados nas suas temáticas, mas sempre muito bem coloridos.

Para além dos itens que podemos apanhar para  aumentar a pontuação e cumprir as quotas por nível, iremos naturalmente encontrar outros power ups, como bombas capazes de limpar o ecrã de inimigos, itens que nos permitem saltar mais rápido, invencibilidade ou ter um duplo que mimica os nossos movimentos, tudo com uma duração limitada. Para além disso ao explorar bem os níveis poderemos encontrar alguns níveis de bónus, que são segmentos de shmup horizontais curtos, porém bem difíceis.

A nível audiovisual, este é um título bem competente, com gráficos bem detalhados e bastante coloridos. É verdade que o original Commodore Amiga é ainda mais colorido e bem detalhado, mas esta conversão para a Mega Drive é bem satisfatória nesse ponto. Os níveis são bastante diversificados entre si e com temáticas originais, com o primeiro mundo a ser ter toda uma temática de doces, tendo sido inclusivamente patrocinado pela Chupa Chups, conhecida marca. Os restantes níveis são também originais, com um mundo com temática de instrumentos musicais, outro de bricolagem, entre outros, todos eles bastante coloridos e bem detalhados. As músicas foram também outra óptima surpresa, sendo estas bastante agradáveis e aceleradas.

Os níveis bónus parecem passar dentro de um organismo.

Portanto este Zool acabou por se revelar uma óptima surpresa. É um jogo de plataformas sólido e desafiante, pois apesar da sua potencial velocidade estonteante, esta é na verdade uma armadilha que nos obriga a jogar de forma mais cautelosa e ponderada. A nível técnico é também um jogo muito bem conseguido. No universo Sega, temos também uma versão Master System e Game Gear que são notoriamente mais modestas mas espero em breve poder elaborar mais sobre as mesmas.

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Steins;Gate 0 (Sony Playstation 4)

Depois de ter terminado o Steins;Gate original, não perdi muito tempo a começar a sua sequela. A nível de mecânicas de jogo é muito semelhante ao seu predecessor, pelo que este artigo será mais uma rapidinha. O meu exemplar foi comprado numa CeX na zona do Porto, algures no final de Outubro de 2018, tendo-me custado na altura uns 8€.

Jogo com caixa

Portanto este jogo decorre algures num futuro alternativo, onde Okabe falha o seu objectivo principal, se jogaram o primeiro jogo para obter o True Ending, sabem do que estou a referir. Então aqui controlamos um Okabe Rintaro bastante desolado e deprimido, frustrado pela sua impotência em mudar as coisas e torna-se agora uma pessoa mais séria, sem ceder às loucuras da sua persona Hououin Kyouma (só por isso já começo a gostar do jogo!). Decide ir para a faculdade e estudar, mas uma vez mais o destino prega-lhe uma partida. Agora para além de lidar com viagens no tempo ou alterações da linha temporal, também temos uma Inteligência Artificial super sofisticada para lidar e que irá ter um papel fulcral na história. É o máximo que consigo dizer sem spoilar a história.

Estás no jogo errado, Okabe

No que diz respeito à jogabilidade, esta é exactamente igual à do primeiro jogo. Estamos então portanto perante uma Visual Novel com carradas de texto para ler (não é tão longa como o primeiro jogo mas não anda longe disso), onde ocasionalmente teremos de tomar algumas decisões que irão decidir os eventos futuros e levar-nos a um de vários finais possíveis. Essas decisões envolvem uma vez mais as interacções que vamos tendo com o telemóvel ao aceitar/rejeitar certas chamadas telefonicas chave, bem como ler e responder a mensagens. Mas desta vez estas decisões levam a ramificações na história bastante díspares entre si! E se chegarmos ao verdadeiro final, apercebemo-nos que uma sequela deverá estar a caminho.

No que diz respeito aos audiovisuais, uma vez mais para quem jogou o primeiro jogo ou está habituado a VNs já pode ter uma ideia do que esperar aqui. Ou seja, vamos ter várias imagens estáticas das personagens com quem vamos interagindo, com as suas expressões faciais e posturas a mudarem conforme os diálogos vão decorrendo, com algumas imagens mais trabalhadas a surgirem ocasionalmente. É um jogo muito estático e confesso que numa PS4 estava à espera que a 5pb se tivesse esmerado um pouco mais ao incluir mais animações. Mas ainda assim, devo dizer que gostei mais do desenho das personagens neste jogo, excepto o Daru, preferi o Daru anterior. De resto as músicas vão sendo agradáveis e variadas, desde temas bem calmos, outras melodias mais alegres e algumas mais tensas para as situações mais bicudas que iremos enfrentar.

Agora em vez de mandar emails, temos um Instant Messenger para interagir

Portanto é mais uma VN sólida para quem gostar de ler uma boa história. O facto das escolhas que formos tomando mudarem radicalmente a narrativa em cada ramificação é uma boa ideia, mas por vezes acaba por tornar as coisas bem mais confusas. E no geral devo dizer que preferi a história do primeiro jogo, mas esta também está repleta de boas surpresas.

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Turok: Dinosaur Hunter (Nintendo 64)

Um dos jogos que mais nostalgia me traz da Nintendo 64 é precisamente este primeiro Turok. Quando o jogo saiu por cá, ainda muito antes de eu sequer sonhar em comprar uma Nintendo 64, eu já era um fanático por FPS clássicos, perdendo muitas horas no meu PC a jogar títulos como Doom, Duke Nukem 3D ou Quake. E este era um FPS que me parecia muito bom, para além disso até tinha dinossauros, o que para mim era algo, na altura, bastante original. O meu exemplar foi comprado há vários anos atrás, algures em 2015 numa das minhas idas à Feira da Ladra em Lisboa. Custou-me 3€ se bem me recordo.

Jogo com caixa e manuais

Não fazia ideia, mas Turok tem as suas origens numa banda desenhada, cuja editora havia sido comprada pela própria Acclaim algures na década de 90. Então com esta nova franchise à sua guarda, fazia todo o sentido que se desenvolvesse algum videojogo. Para além dos títulos que a Gameboy e Gameboy Color receberam, a Nintendo 64 foi a plataforma de eleição para receber os jogos da saga principal naquela geração, se bem que o PC também chegou a receber algumas conversões. E a história remete-nos para uma tribo de nativo-americanos cuja possui um papel muito importante e ancestral: o de guardar a barreira que separa o nosso planeta e o mundo de Lost Land, um mundo fantástico repleto de criaturas como dinossauros, cyborgs ou outras criaturas reptilianas que há muito querem invadir o nosso planeta. Nós controlamos um índio dessa mesma tribo, que viaja para esse mundo de forma a impedir que o vilão Campaigner coloque as suas mãos no Chronoscepter, uma arma/artefacto mágico de poderes inimagináveis. Iremos então percorrer diversos cenários daquele mundo, como florestas, templos, ruínas ou mesmo enormes fortalezas high-tech, para coleccionar as peças que formam o Chronoscepter e defrontar os maus da fita que se atravessam no nosso caminho.

Inicialmente os inimigos não são muito perigosos

E este é então um FPS todo em 3D à maneira old school, com carradas de inimigos, um arsenal vasto e bastante variado entre si e power ups a rodos que nos restabelecem (ou extendem) a nossa barra de vida e armadura. Os controlos, infelizmente como devem calcular não são envelheceram bem. Por defeito, o analógico controla a câmara, enquanto os C-buttons controlam o nosso movimento, o que é o contrário do que estamos habituados hoje em dia. Para além disso, por defeito os movimentos da câmara no eixo Y estão invertidos, o que eu desactivo sempre. Os botões A e B servem para alternar entre as armas que temos ao dispor, o botão R para saltar e o gatilho Z para disparar. Sinceramente prefiro jogar isto num emulador com controlos customizados WASD + rato, que foi o que acabei por fazer.

Sim, teremos muitas plataformas para saltar

Não temos muitos níveis, são 8 ao todo, mas em compensação os mesmos são gigantes, com muitas áreas para explorar e passagens secretas para descobrir. No primeiro nível, depois de alguma exploração, encontramos uma zona cheia de portais. É aqui que poderemos entrar nos níveis seguintes, sendo que para isso precisaremos de encontrar um certo número de chaves que abram o portal para os níveis seguintes. Daí teremos de explorar os cenários muito bem, não só para procurar as tais peças do chronoscepter, cujo só finalizamos já perto do boss final. Para além de armas, munições e power ups genéricos que nos dão pontos de vida ou armadura, também vamos encontrar imensos triângulos espalhados pelos níveis. Estes, ao coleccionar 100 de cada vez, dão-nos uma vida extra. O progresso no jogo pode ser gravado em localizações próprias para o efeito, se bem que também vamos atravessando alguns checkpoints ocasionalmente, e é daí que recomeçamos o jogo caso percamos alguma vida.

Podemos gravar o nosso progresso nestes savepoints

A nível gráfico, este é um daqueles jogos que abusa bastante do efeito nevoeiro. Enquanto nos primeiros níveis, principalmente aqueles na selva, até parece algo natural, noutras alturas torna-se um bocado incómodo. Isto porque também temos uma forte componente de platforming e em certos sítios o nevoeiro exagerado não nos permite ver bem as plataforma ao longe, o que não ajuda nada. No emulador, com o poder do save state e controlos customizados para WASD+rato, até que não é um grande problema, já jogando no hardware real pode-se tornar um pouco frustrante. Mas este efeito nevoeiro é usado principalmente para facilitar no processamento dos polígonos à nossa frente e o Turok acaba por ser um FPS com uma boa estabilidade por causa disso. Os níveis vão sendo variados entre si, com cenários de selva, montanha, cavernas, templos gigantes, mas também enormes fortalezas mais high-tech. São gráficos geralmente bem detalhados, o que me acabou por surpreender pela positiva. As músicas, por outro lado são poucas e com pouca variedade e vida, resumindo-se a ritmos tribais e algumas melodias mais contidas. Parecem-me samples curtos, tornando as poucas músicas bastante repetitivas. Certamente uma limitação de hardware imposta pelo tamanho físico que um cartucho de Nintendo 64 aguenta, lembrando que este Turok é um jogo de primeira geração da Nintendo 64, os cartuchos de maior capacidade seriam certamente bem mais caros.

Teremos também alguns bosses para enfrentar

Portanto este Turok acabou por se revelar numa boa surpresa por ser um FPS bastante sólido. Os seus controlos não são os melhores hoje em dia, mas naquela altura ainda não tínhamos o standard nos controlos que temos actualmente. O facto de os níveis serem bastante grandes poderá no entanto ser um factor algo dissuasivo também. Para além da versão Nintendo 64 saiu também uma versão para os PC, cuja foi remasterizada em HD recentemente. Será certamente a melhor maneira de jogar o primeiro Turok nos dias que correm. Curioso em ver como a série evoluiu nos restantes títulos da Nintendo 64, uma vez que já terminei o Turok Evolution na Gamecube (jogo que espero um dia recuperar para a minha colecção) e o recente reboot de 2008.

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Cutthroat Island (Sega Mega Drive)

Voltando às rapidinhas na Mega Drive, hoje ficamos com uma adaptação de um famoso (aparentemente não pelas melhores razões) filme de piratas dos anos 90. Lembro-me vagamente de ter visto este filme quando era criança/adolescente e até ter gostado, mas pelo que andei a ler, foi um filme que fracassou bastante comercialmente. De qualquer das formas, o hype que teve aquando da sua produção levou à Acclaim a adquirir os direitos para uma conversão para videojogo, e a Mega Drive foi uma das pltaformas que o recebeu. Spoiler alert: é um jogo mau. O meu exemplar foi comprado no passado mês de Fevereiro a um colega, tendo-me custado algo próximo dos 5€.

Jogo com caixa e manual

O jogo tenta seguir a história do filme, que protagoniza os piratas Morgan e Shaw na busca de um tesouro escondido algures nas Caraíbas, confrontando pelo meio tanto as forças da lei, como outros piratas que vão à procura do mesmo que nós. Na sua essência, este é um beat ‘em up como Golden Axe, onde Morgan e Shaw podem atacar com as suas espadas, bem como desferir socos e pontapés, usando os botões B e A para esse efeito. O botão C serve para saltar. Poderemos executar uma série de golpes diferentes e à medida que vamos progredindo no jogo iremos aprender alguns golpes especiais também, se bem que alguns exigem que tenhamos 2 armas na nossa posse. Ao longo do jogo iremos encontrar também uma série de itens que podemos apanhar, desde bebidas que nos regeneram a barra de vida, vidas extra, ou outros objectos como bombas que podemos atirar aos inimigos, pistolas ou a tal espada extra que servirá para executar alguns golpes especiais que vamos aprendendo.

Antes de começar a aventura podemos optar por controlar Morgan ou Shaw

Até aqui tudo bem, o problema é que os controlos não respondem lá muito bem, alguns dos golpes especiais são bem difíceis de executar e os inimigos não nos dão tréguas. Ainda assim a Software Creations tentou dar alguma variedade na jogabilidade, ao incluir também alguns segmentos de platforming e exploração em diversos níveis. Logo no segundo nível descemos umas colinas dentro de um carrinho de minas, onde teremos de nos desviar de alguns obstáculos como rochas ou árvores. O problema é que este é um nível de  memorização mais que tudo, pois os obstáculos surgem rápido demais, não temos tempo quase nenhum de nos desviarmos.

No que diz respeito aos audiovisuais, nota-se que este jogo deve ter tido o seu desenvolvimento algo apressado. Por um lado os gráficos são coloridos e os níveis até que possuem alguma variedade de cenários, no entanto o detalhe gráfico não é lá grande coisa. Mesmo em alguns detalhes como os diálogos ou pequenas cutscenes que vamos vendo entre cada nível, por vezes são bastante difíceis de ler visto as letras serem todas brancas e os planos de fundo também muito claros em certas alturas. São pequenos detalhes que demonstram mesmo que não testaram o jogo devidamente. As músicas são também uma mistura estranha de notas musicais desconexas entre si, o que é uma pena.

O nível em que jogamos em cima de uma carruagem é provavelmente o melhor

Portanto este Cutthroat Island é um jogo de acção da Mega Drive que sinceramente acho bastante dispensável. Muitos são capazes de dizer o mesmo do filme, mas já não me lembro muito bem do mesmo. O que cada vez mais me começo a aperceber, é que a nostalgia nos prega mesmo muitas partidas. Quando era miúdo, gostava da maior parte dos jogos da Acclaim. Agora cada vez mais me apercebo que muito do que a Acclaim punha cá para fora eram jogos francamente maus.

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Steins;Gate (Sony Playstation 3)

Voltando à Playstation 3, vamos ficar agora com uma visual novel muito interessante, que já tinha ouvido falar muito bem ao longo dos últimos 10 anos, porém apenas a joguei nestes últimos dias. Se bem que a minha cópia também só foi comprada algures em Setembro de 2018, numas férias que fiz na Polónia. Este meu exemplar veio de uma loja algures em Varsóvia por um preço próximo dos 5€.

Jogo com caixa

Então em que consiste este Steins;Gate? É uma visual novel produzida pelos japoneses da Nitro+ que, pelo que me apercebi, já têm um grande leque de visual novels, todas com temas sci-fi aparentemente, se bem que a maioria dos seus títulos se tenham ficado unicamente em solo japonês. Este Steins;Gate é a primeira destas VNs a sair fora do Japão e percebe-se bem o porquê, pois possui uma história muito interessante e repleta de reviravoltas. Muito genericamente e para evitar spoilers, é uma narrativa que nos coloca nos olhos de Okabe Kintaro e a sua persona Hououin Kyouma, um jovem que parece viver num mundo anime, constantemente a falar como se fosse um super vilão, o que sinceramente até me irritou bastante no início. Mas, em conjunto com os seus amigos e outras pessoas que acabam por se cruzar na sua vida, constroem por acidente uma pequena máquina do tempo e paralelamente descobrem também uma grande conspiração por parte de uma poderosa corporação que planeia dominar o mundo através da tecnologia de viagens do tempo.

Ligar um telemóvel a um microondas para o controlar à distância resultou numa máquina do tempo rudimentar

Inicialmente esta máquina tem a habilidade de enviar e-mails para o passado, coisa que Okabe e amigos experimentam e em cada e-mail enviado que tenha influenciado acontecimentos no passado, o seu presente é todo alterado para comportar as alterações que foram feitas. Curiosamente, Okabe é a única pessoa capaz de se lembrar de como as coisas eram antes de o passado ter sido alterado e à medida que vamos avançando na história, vemos como pequenas mudanças podem ter trazido consequências catastróficas na vida das personagens e não só. Sendo esta uma visual novel algo tradicional, teremos vários finais diferentes que poderemos alcançar mediante as acções que tomamos. Essas acções consistem principalmente em escolhas que fazemos no telemovel, seja ao atender/ignorar chamadas telefónicas dos nossos amigos, ou abrir/ignorar e responder aos seus e-mails de formas diferentes. Mas as escolhas que de facto têm mais peso são as que tomamos perante a máquina do tempo. Na primeira metade do jogo não tomamos muitas decisões importantes pois Okabe e companhia estão entretidos a explorar as habilidades do engenho que criaram, mas a certa altura shit hits the fan e iremos começar a tomar uma série de decisões difíceis, com grandes impactos e sacrifícios, tanto no grupo de amigos de Okabe bem como no futuro da Humanidade no geral.

O nosso telemóvel é algo que nos irá acompanhar de perto ao longo de toda a aventura e poderemos interagir com o mesmo.

A história geral do jogo está de facto muito bem conseguida, pois mistura conceitos científicos bem como questões éticas e filosóficas que nos fazem pensar melhor no conceito fantasioso que temos habitualmente de viagens no tempo e as consequências que alterar a história, por mais pequenas que sejam as mudanças, podem trazer. Como visual novel, este é um jogo muito longo, com muito texto, que nos irá levar dezenas de horas (a menos que queiram ler tudo a correr) para o jogar até ao fim e explorar os seus diferentes finais. Por mim tudo bem, mas confesso que inicialmente a personalidade de Okabe me estava a irritar profundamente. Okabe é um jovem que vive num mundo de fantasia, acha-se um cientista maluco supervilão e todas, ou quase todas as suas falas são exageradamente dramáticas por causa disso. À medida que a história vai progredindo e as coisas começam a ficar apertadas, Okabe também começa a deixar cair um pouco esta máscara no entanto.

De resto, é um jogo com uma banda sonora interessante e eclética, abrangendo diversos estilos musicais para cada contexto e emoções. O voice acting felizmente foi mantido todo em japonês, o que faz todo o sentido, até porque o jogo decorre em plena Akihabara em Tóquio. A nível gráfico, esta é uma visual novel, onde os cenários são estáticos e as personagens também, com algumas pequenas animações nas suas expressões faciais. Sinceramente não sou um grande fã do estilo de desenho do artista, mas o que interessa aqui mesmo é a história e essa, tal como já referi várias vezes, é bastante interessante.

Confesso que não sou o maior fã da arte deste jogo, principalmente pela forma como representam os olhos

Portanto se são fãs de visual novels, este Steins;Gate é de facto um jogo muito interessante e recomendo-o vivamente. Existem vários spin-offs que se ficaram apenas pelo Japão, uma sequela directa que vou começar na Playstation 4 ainda hoje e um remake deste primeiro jogo, completamente animado, que irei certamente comprar e rejogar esta aventura assim que o encontrar num preço confortável.

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