Richard and Alice (PC)

Continuando pelas rapidinhas a jogos de PC, vamos ficar com mais um pequeno jogo de aventura point and click produzido por um estúdio indie. Richard & Alice é um interessante jogo que decorre num futuro pós apocalíptico, onde as alterações climáticas levaram-nos a entrar numa nova idade do gelo, com os humanos a terem de lutar todos os dias para sobreviver nessas condições adversas. O meu exemplar foi comprado algures no ano passado num bundle a um preço bem em conta.

O jogo leva-nos a uma prisão de alta segurança, onde os prisioneiros Richard e Alice estão lá encarcerados. Richard já lá estava sozinho há bastante tempo pelo que até recebeu de bom agrado a notícia de ter uma nova colega de prisão. É enquanto Richard e Alice vão conversando que vamos ficar a conhecer melhor o seu passado, em particular a tocante história de sobrevivência de Alice e o seu pequeno filho Barney de 5 anos.

Richard e Alice estão presos num bunker bastante profundo, mas com todas as comodidades

No que diz respeito às mecânicas de jogo, bom, este é um point and click, onde com o rato poderemos movimentar as personagens e comentar/interagir com outros objectos e personagens. Temos também um sistema de inventário onde poderemos combinar objectos entre si, bem como usá-los nalguns puzzles. O habitual neste tipo de jogos portanto. Só tenho pena é na lentidão com que as personagens se movem de um lado para o outro… Mas é mesmo na narrativa que este Richard & Alice marca pontos. A história está muito bem escrita e repleta de situações difíceis onde para assegurar a sobrevivência, a humanidade e moralidade são muitas vezes postas de lado. E teremos também uns quantos finais diferentes para alcançar, embora nem sempre se perceba muito bem quais os triggers necessários para desbloquear cada final diferente, pelo que é bom se seguirem um guia para esse efeito.

Richard & Alice é um jogo sombrio

Já no que diz respeito aos gráficos, bom, não há outra forma de dizer isto, mas o jogo não tem muito bom aspecto. Eu gosto de jogos com um bom pixel art, mas devo dizer que já vi jogos mais bonitos a serem criados com o RPGMaker. Os cenários são o que ficou pior na minha opinião, mas tal como referi acima, a sua excelente narrativa acaba por superar largamente os visuais mais pobres. No que diz respeito ao som, nada de especial a apontar. As poucas músicas que existem adequam-se bem à atmosfera do jogo.

Portanto devo dizer que até gostei bastante deste Richard & Alice, mesmo que graficamente seja muito fraquinho. A sua narrativa é mesmo muito boa, pelo que recomendo vivamente que o joguem. A Owl Cave fez no ano seguinte o The Charnel House Trilogy que também já estou a jogar e parece-me muito interessante. Um artigo em breve!

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Clam Man (PC)

Voltando às rapidinhas, agora no PC, vamos ficar com mais uma pequena aventura gráfica point and click. Este Clam Man foi comprado num indie bundle em conjunto com o segundo Inspector Zé e Robot Palhaço algures no passado mês de Setembro. E até que faz sentido ambos os jogos terem vindo no mesmo bundle, pois são ambas aventuras gráficas relativamente curtas, mas porém com um grande foco no bom sentido de humor.

O mundo de Clam Man é estranho, pois todos os seus habitantes são seres marinhos antropormóficos, ou seja, com feições humanas. O próprio Clam Man é uma ameijoa, actualmente um comercial júnior na maior empresa de fabrico de maionese lá da cidade local. Até que, sem motivo aparente, Clam Man é despedido. Com todo o tempo livre do mundo, Clam Man sempre achou o seu despedimento injusto e também suspeito visto não haver razão aparente para tal, pois aparentemente a saúde financeira da empresa até era boa. Iremos então passar o resto do jogo a resolver este mistério e descobrir o motivo pelo seu despedimento. Naturalmente que iremos tropeçar numa teoria da conspiração que envolve o seu patrão e a máfia local.

O jogo possui visuais bem charmosos para quem gostar de cartoons

No que diz respeito às mecânicas de jogo, estas são muito simples, pois com o botão esquerdo do rato serve para nos movimentarmos para determinada posição no ecrã, já com o direito poderemos interagir com uma série de objectos e personagens. Os diálogos possuem várias temáticas que podem ser exploradas livremente, mas tipicamente não temos respostas erradas, basta correr exaustivamente todas as opções que eventualmente lá conseguimos prosseguir no jogo. Mas para quem gostar do bom humor aqui presente, vale a pena correr exaustivamente os diálogos, quanto mais não seja para nos rirmos um bocado pelo absurdo de muitos destes diálogos. Claro que ocasionalmente teremos também alguns puzzles para resolver que envolvem o uso e conjugação de objectos que vamos obtendo, mas estes são tipicamente bastante simples, excepto um, que nos poderá dar um pouco mais que pensar.

No que diz respeito aos auviovisuais este é um jogo muito simplista, se bem que gosto do seu charme nos gráficos. As personagens e cenários parecem todos desenhados à mão e sempre com algumas peculiaridades interessantes. Já no que diz respeito ao som, o jogo está acompanhado de uma banda sonora que é na sua maioria influenciada por temas mais jazz, o que até encaixa bem neste tipo de jogos onde fazemos trabalho de detective. Os diálogos são acompanhados de bips e bops aleatórios, mas o seu volume é muito inferior ao das músicas, poderia ter sido bem melhor balanceado.

Os diálogos possuem vários tópicos que podemos explorar, sempre com respostas absurdas

Portanto este Clam Man é um pequeno e divertido jogo de aventura gráfica que dá bem para entreter por umas curtas horas. É um jogo curto sim, mas o seu sentido de humor acaba por valer a pena. Se são fãs de aventuras gráficas e virem este jogo em promoção nalguma sale, poderá ser de aproveitar.

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Call of Duty Black Ops Declassified (Sony Playstation Vita)

Voltando às rapidinhas, mas agora na Playstation Vita, vamos ficar com aquele que acabou por ser o único título da série Call of Duty a ser lançado nesta consola portátil. E devo desde já dizer que é um jogo que me deixou bastante desiludido. O meu exemplar foi comprado algures durante o ano passado numa CeX, creio que me custou uns 10€ no máximo.

Jogo com caixa e papelada

E porque é que o jogo me deixou desiludido? Porque o seu modo single player é uma miséria. Em vez de ter uma campanha própria, o que aqui temos são um conjunto de 10 missões diversas (algumas com ligações aos Black Ops anteriores) mas que se completam numa questão de minutos. Este jogo foi feito a pensar especialmente em speedrunners, pois o tempo que levamos a completar cada missão é constantemente contabilizado no ecrã. Como as missões são curtas, não há cá checkpoints, pelo que se morrermos a meio teremos de recomeçar a missão de novo. Mas lá está, uma vez conhecendo bem o mapa e a localização dos inimigos, são missões que se completam em meros minutos. Poderíamos rejogá-las para obter melhores tempos ou em graus de dificuldade maiores, mas sinceramente nem me dei ao trabalho. O single player tem também umas missões em time trial que são basicamente aquelas galerias de tiro que costumamos ter como missões de treino nos Call of Duty principais, onde percorremos alguns níveis e teremos de abater uns quantos alvos e poupar alvos civis. O resto já é conteúdo multiplayer que sinceramente nem cheguei a experimentar.

O single player leva-nos a uma série de pequenas missões protagonizadas por algumas caras conhecidas

A nível de controlos, os botões de cabeceira servem para apontar e disparar, os restantes botões faciais servem para recarregar as armas, trocar de arma, alternar a nossa pose entre agachados ou em pé. Para as restantes accões como usar a faca ou granadas teremos de usar o touch screen da Vita, ao pressionando os ícones respectivos no ecrã. No caso das granadas, depois de pressionar o ícone da mesma, basta arrastar o dedo para a posição do ecrã onde queremos que a granada seja atirada. O botão direccional poderá servir para activar algum equipamento especial como é o caso dos óculos de visão nocturna em certas missões. Nada a apontar aos controlos portanto, a não ser que dava jeito os ataques melee terem um botão próprio.

Mesmo no single player vamos ganhando pontos de experiência que presumo que transitem para o multiplayer

Já no que diz respeito aos gráficos, eu ainda não joguei suficientemente na Vita para perceber ao certo quais as suas capacidades, mas não me parece andar muito longe da qualidade do Uncharted Golden Abyss. As personagens estão bem detalhadas, já os cenários notam-se aqui e ali algumas texturas mais fracas, mas no geral é um jogo bem agradável visualmente. O voice acting é o mesmo dos restantes Black Ops, temos os mesmos actores que dão as vozes às personagens principais como o Alex Mason, Woods e Hunter. De resto nada de especial a apontar ao som.

Portanto este Call of Duty Black Ops Declassified é para mim uma oportunidade perdida. Não estaria à espera de um modo campanha tão bom ou intenso como os Call of Duty principais, até porque provavelmente a Activision não quereria gastar tanto dinheiro com isso, mas o single player que aqui nos deixaram é uma miséria. A PS Vita é capaz de muito melhor. Sobra então o multiplayer, que acredito que não seja mau de todo (e até há a possibilidade de jogar em partidas ad-hoc – que não necessitam de servidor), mas aí já é um mundo em que não me aventuro.

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The Last of Us Remastered (Sony Playstation 4)

Lançado originalmente para a PS3 em 2013, The Last of Us é um dos lançamentos mais ambiciosos da Naughty Dog e também um dos mais bem sucedidos comercialmente e criticamente aclamados. Naturalmente que um remaster acabou por ser produzido e lançado para a PS4 no ano seguinte, que já inclui também uma série de DLCs, incluindo o Left Behind que também acabei por jogar. O meu exemplar sinceramente já nem me recordo bem onde e quando o comprei, creio que veio da Worten numa das suas promoções de “leve 3 e pague 2”, tendo-me ficado portanto a menos de 15€.

Jogo com caixa e folheto

The Last of Us é um jogo que decorre num futuro pós apocalíptico, após a raça humana ter sido tomada de surpresa por uma infecção fungal que os transforma numa espécie de zombies. A civilização ainda existe, mas no caso das grandes cidades, estão a ser controlados pelos militares e a Ordem já há muito que se foi. Isso levou ao surgimento dos fireflies, um grupo paramilitar que se revolta contra o exército. Na maior parte do jogo nós vamos controlar Joel, um contrabandista que não toma nenhum dos lados no conflito mas que, relutantemente, acaba por ser encumbido de uma missão muito importante para os fireflies, escoltar a jovem Ellie para o agrupamento dos fireflies numa outra cidade norte-americana. Ellie é uma adolescente muito especial, pois foi mordida, apanhou a infecção fungal, mas desenvolveu uma imunidade que não a transformou num zombie, portanto será a chave para a investigação de uma eventual cura. Digamos só que as coisas nem sempre correm bem e teremos de atravessar uma grande parte dos Estados Unidos, desde várias cidades em ruínas, florestas, pequenas povoações no interior e por aí fora até cumprirmos a nossa missão. Tal como na série Uncharted, há também um grande foco na narrativa e na forma como a relação de Ellie e Joel se desenvolve, mas de uma forma bem mais intensa do que em qualquer Uncharted até à data.

Com recursos muito limitados, manter alguma furtividade é imperativo

No que diz respeito à jogabilidade, confesso que inicialmente me atrapalhei um pouco com os controlos, mas à medida que ia avançando no jogo, as coisas já começavam a fazer mais sentido e no final já era um mestre no stealth e eficiência. Sim, vamos ter confrontos contra outros humanos e/ou zombies, e a furtividade é muito importante não só para poupar recursos (as balas são muito escassas), mas também para evitar que sejamos rodeados por todos os inimigos na área em que estamos actualmente. Em alguns segmentos do jogo somos mesmo obrigados a combater, já noutros se tivermos cuidado podemos atravessá-los sem sermos descobertos e assim poupar recursos bem como a nossa barra de vida, que não é regenerativa automaticamente. O crafting é então outro dos pontos muito importantes no jogo, que nos permitem construir medktis, diversos tipos de bombas ou cocktails molotov, ou facas improvisadas (se bem que bastante frágeis). A exploração dos cenários à nossa volta é então um outro ponto muito importante na jogabilidade, pois não só vamos encontrando ingredientes para o crafting, munições, bem como alguns coleccionáveis ou outros itens que melhoram a eficiência dos produtos do crafting, como as bombas terem um raio de explosão melhor, ou os medkits curarem mais percentagem da barra de vida. Ocasionalmente vamos também encontrar algumas bancas que nos permitem customizar e melhorar as armas que carregamos connosco, como a capacidade de armazenar mais balas, melhorar o alcance ou o dano, entre outros.

Ocasionalmente temos a hipótese de melhorar as nossas armas de fogo com materiais que vamos encontrando ao longo da aventura

De resto temos também aqui incluído um modo multiplayer, que aparentemente nesta versão remastered já traz todos os mapas adicionais dos DLCs lançados previamente para a Playstation 3. Sinceramente nem o experimentei, mas pelo que li teríamos de escolher uma facção e depois teríamos uma série de diferentes modos de jogo para jogar e o objectivo seria o de sobreviver e evoluir essa facção ao longo de um ano. Mas voltando aos DLCs, a principal razão de eu ter comprado esta versão remastered é a inclusão do DLC Left Behind que contém mais conteúdo single player. Aqui controlamos a jovem Ellie, com a narrativa a ser dividida em duas partes. Tanto ficamos a saber um pouco mais do seu passado, bem como vemos o que a Ellie fez numa certa parte da história principal que tinha ficado por contar. Isto sim, para mim são DLCs que fazem sentido, embora ache que a parte do inverno poderia perfeitamente ter sido um capítulo que estivesse incluído no jogo principal também.

Ocasionalmente teremos alguns puzzles para resolver para ultrapassar alguns obstáculos.

Já no que diz respeito aos audiovisuais, bom este é um jogo excelente tendo em conta que foi desenvolvido para uma consola da geração anterior. Para uma PS3, os visuais estão incríveis como a Naughty Dog já nos tinha habituado com o Uncharted 2 e 3. Os cenários estão muitíssimo bem detalhados, as cidades em ruínas e tomadas pela natureza, o detalhe das personagens e suas expressões faciais estão de facto muito bons. Esta versão remastered aumenta a resolução para 1080p nativos, melhora o framerate, as texturas possuem mais detalhe, melhores efeitos de luz e por aí fora. Mas não deixa de ser um jogo da geração anterior. Ainda assim, possui visuais excelentes. A narrativa é igualmente muito boa, o voice acting é mais do que competente e as músicas são na sua maioria temas acústicos e algo melancólicos, o que assenta que nem uma luva à atmosfera mais pesada deste The Last of Us.

Alguns infectados são cegos, porém têm a audição muito mais desenvolvida, pelo que teremos de ter extra cuidado para sermos silenciosos.

Portanto este é um excelente jogo. Um dos melhores títulos da geração da PS3, que tem neste remaster uma maneira bem em conta de ser jogado na consola da geração seguinte, visto que a PS4 não possui retrocompatibilidade. É um remaster que inclui alguns pequenos melhoramentos gráficos e que melhoram a sua fluidez. Mas a inclusão dos DLC, especialmente do Left Behind é, para mim, um ponto muito importante também. Fiquei com vontade de jogar a sequela, mas apenas o farei assim que os preços forem bem mais convidativos.

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Steins;Gate Elite (Sony Playstation 4)

Vamos a mais uma rapidinha, desta vez para a Playstation 4 para aquele que é um remake de uma das visual novels mais interessantes que tive o prazer de jogar. O Steins;Gate original, uma visual novel com a temática das viagens fez bastante sucesso de tal forma que chegou a originar um anime que contava a mesma história do jogo. Este Elite é então um remake que conta a mesma história, mas agora com cenas do próprio anime, em vez das típicas imagens estáticas que geralmente nos são proporcionadas por este tipo de jogos. A história e mecânicas de jogo são semelhantes, pelo que recomendo a leitura da minha opinião da versão PS3 do lançamento original. O meu exemplar deste Elite foi comprado numa CeX algures no passado mês de Agosto por 12€, creio.

Jogo com caixa

Ora aqui temos na mesma a narração da aventura de Okabe Rintaro e seus amigos, que por acidente constroem uma espécie de máquina do tempo. As interacções que vão tendo com esta máquina vão ter repercussões no passado e o presente acaba por ser todo reconstruído, sempre de forma surpreendente e com repercussões de “efeito de borboleta” que ninguém estaria à espera. Eventualmente tropeçam também numa grande conspiração onde o SERN (CERN) estaria também a investigar a tecnologia de máquinas do tempo em segredo, com planos de controlar o mundo no futuro. A narrativa inicialmente irritava-me um pouco pela personalidade excêntrica de Okabe, a personagem principal, mas when shit hits the fan, as coisas ganham proporções épicas e isso devo dizer que gostei bastante. Esta versão mantém a história do original quase intacta, tendo sido retiradas algumas partes de certos finais alternativos, mas nada de muito relevante se perdeu. Ainda assim, este é um jogo para perdermos umas boas dezenas de horas, até porque temos uns quantos finais distintos para alcançar se assim o desejarmos.

As animações em vez de backgrounds estáticos dão uma outra vida à narrativa

No que diz respeito às mecânicas de jogo, bom, este é um visual novel, pelo que apenas temos de ler texto na maior parte do tempo. O original tinha um grande foco no uso do telemóvel para ler/enviar mensagens ou receber/fazer chamadas e era aí que poderíamos tomar decisões que levariam a história para finais distintos. Essas mecânicas foram agora um pouco simplificadas na medida em que já não podemos consultar o telemóvel sempre que quisermos. Mas sim é o próprio jogo que pára a história e nos mostra o telemóvel sempre que necessário para tomar acções, ou ignorá-las. Do ponto de vista audiovisual, o jogo possui o mesmo voice acting que me pareceu bem competente já no jogo original. Já da parte gráfica, bom, agora com vários clips do anime a acompanhar a narrativa já lhe dá de facto um outro dinamismo. Era bom que o primeiro já fosse assim, mas compreendo perfeitamente que o budget necessário para este nível de apresentação já seja outro.

A interface com o telemóvel foi simplificada, agora apenas o usamos quando o jogo bem entender

Portanto este Steins;Gate Elite é, para mim, a melhor maneira de apreciar esta história actualmente (devo dizer que não vi o anime). A apresentação bem mais dinâmica com sequências de animação é um ponto positivo que pesa bem mais que o facto de terem feito ligeiros cortes na história em si.

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