Pac-Man (Atari 2600)

Mais uma super rapidinha a uma das primeiras, senão mesmo a primeira, adaptação para uma consola do grande clássico que foi nas arcadas, o primeiro Pac-Man, criado pela Namco, mas publicado nas arcades fora do Japão pela Midway, num estranho acordo de licenciamento que até lhes permitiu o desenvolvimento de algumas sequelas, como foi o caso de Ms. Pac-Man. Entretanto, no que diz respeito aos sistemas domésticos, sejam consolas ou computadores, foi a Atari quem publicou imensas conversões para practicamente todas as plataformas relevantes que existiam no ocidente, entre 1982 e 1983. A mais famosa, mas não pelas melhores razões, é mesmo a versão da Atari 2600 que cá trago agora. Tal como os outros jogos desta plataforma que cá trouxe recentemente, o meu exemplar veio de um pequeno bundle de alguns jogos, consolas e acessórios que comprei recentemente numa feira de velharias por 25€.

Cartucho solto

Toda a gente conhece o Pac-Man original. Aquele jogo onde temos um labirinto repleto de bolas amarelas e alguns fantasmas a perseguir-nos. A fórmula é muito simples de entender e rapidamente viciante: o objectivo é o de apanhar todos os objectos no labirinto sem que os fantasmas nos apanhem. Espalhados pelos labirintos teremos também uns quantos power ups que nos deixam temporariamente invencíveis e é aí que nos podemos vingar dos fantasmas, ao devorá-los e arrecadar ainda mais pontos. Uma vez limpo o labirinto, recomeçamos o desafio.

É verdade que a Atari 2600 tem um hardware muito modesto, mas podiam ao menos acertar nas cores e no design do labirinto

Agora esta versão da Atari 2600 foi muito criticada quando saiu. Era expectável que a nível audiovisual a conversão não fosse tão fiel devido às limitações técnicas da consola, mas o resultado ainda assim ficou bastante aquém das expectativas. Não conheço a Atari 2600 assim tão bem para saber o quão melhor esta versão do Pac-Man poderia ter sido, mas pelo menos acertarem nas cores e design do próprio labirinto creio que seria o mínimo. Em vez de círculos amarelos para o Pac-Man comer, temos linhas e os power ups são quadrados gigantes. Os fantasmas possuem todos a mesma cor, enquanto na versão original cada fantasma de cada cor possuía diferentes padrões de movimento. Aqui sinceramente nem dá para perceber e para além disso há um grande sprite flickering, aí acredito que seja mesmo pelas limitações da consola em apresentar tanta sprite em simultâneo no ecrã. Mas esse flickering é incomodativo, pois por vezes até parece que os fantasmas desaparecem do ecrã e outras vezes nem me apercebo porque morri. De resto os efeitos sonoros também não são nada de especial.

Portanto este Pac-Man é uma versão muito modesta do clássico arcade e aparentemente foi lançada desta forma apenas porque a Atari apressou bastante o lançamento do jogo. A Atari publicou também conversões para muitos outros sistemas na mesma altura, presumo que todas elas sejam melhores.

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The Walking Dead: The Final Season (Sony Playstation 4)

Bom, este último Walking Dead foi sem dúvida um parto difícil. A Telltale estava em dificuldades financeiras, eventualmente fechou e o projecto ficou a meio, pois tal como a esmagadora maioria dos restantes jogos do seu catálogo eram lançados num formato episódico, com os episódios a sairem ao longo de vários meses. Mas a vontade dos fãs, mas também dos criadores, era mesmo finalizar o jogo e fechar a já longa aventura de Clementine no apocalipse zombie, pelo que a Skybound Games, com vários dos elementos que trabalharam no jogo pela Telltale, decidiram acabar a obra que começaram. E ainda bem! O meu exemplar foi comprado no ebay por menos de 10 libras algures no antes do início da quarentena obrigatória pós-covid, em Março, mas apenas me chegou às mãos no início de Julho.

Jogo com caixa

A história decorre alguns anos após os acontecimentos vividos no A New Frontier, onde mais uma vez encarnamos na jovem Clementine, agora adolescente com uns 15, 16 anos, que se faz à estrada com Alvin Junior, também mais crescido. Começamos por explorar uma casa abandonada em busca de mais mantimentos, mas as coisas não correm lá muito bem, somos atacados e acabamos por ser resgatados por um grupo de outros adolescentes, que possuem uma comunidade numa escola abandonada, que originalmente recebia apenas jovens delinquentes. Mas a vida não vai ser fácil, pois há mais um conflito à espreita e uma vez mais Clementine terá de lutar pela sua sobrevivência, à medida que vai criando laços com os seus novos colegas e claro, ensinando o melhor que sabe ao seu pupilo Alvin Junior.

Tal como nos restantes jogos da série, as escolhas que tomamos vão tendo consequências tanto nos relacionamentos com as pessoas à nossa volta e por vezes para desenlaces bem mais graves

Tal como os restantes jogos desta série, este é, na sua essência, uma aventura gráfica onde poderemos interagir com cenários, objectos e outras pessoas. Todas as opções que vamos tomando, sejam nos diálogos, sejam algumas outras decisões chave em momentos de maior aflição, vão tendo algumas repercussões, desde nas relações entre as diferentes personagens, ou mesmo outras que ditarão a vida e morte de alguns intervenientes. No meio disso está a criança Alvin Junior, que temos sempre de ter o cuidado de a educar da melhor forma, seja com dicas de sobrevivência, seja com decisões morais mais sensíveis que tipicamente envolvem matar outros humanos. Sem dúvida que o crescimento de AJ como personagem é um dos pontos mais fortes de toda a narrativa!

Os quick time events são bastante dinâmicos, nada aborrecidos

Mas para além de toda a exploração e diálogos, teremos também algumas sequências de combate para atravessar. Muitas destas envolvem alguns quick time events que, tal como no seu predecessor, acabam por ser bastante dinâmicos e agradáveis. Mas também, noutras ocasiões, vamos mesmo ter de combater como se estivéssemos um jogo de acção. Teremos combates contra zombies em grupos, onde teremos de nos mover cuidadosamente para não sermos encurralados e os ir incapacitando e/ou matá-los. Ou outros segmentos com tiroteios onde temos mesmo de apontar e disparar! São sem dúvida algumas novidades benvindas, mas a sua implementação por vezes ainda deixa algo a desejar. Principalmente o botão de correr, dava jeito em momentos mais apertados que Clementine corresse mesmo, em vez de andar ligeiramente mais rápido. Ou as acções de incapacitar/matar, que por vezes não surgem quando nos aproximamos demasiado de um zombie.

Ocasionalmente vamos tendo maior liberdade de movimento nas sequências de acção

Do ponto de vista audiovisual, o jogo segue a mesma aposta no cell shading mas, não sei bem como explicar isto, devo dizer que gostei bastante do resultado nesta Final Season. Os visuais possuem um aspecto ainda mais próximo de uma banda desenhada que, como sabemos é o formato original da franchise The Walking Dead, mas devo dizer que gostei bastante do detalhe artístico e claro, das expressões faciais que estão de facto muito boas. O voice acting é uma vez mais muito bom e, no que diz respeito às músicas, temos aqui algumas músicas mais acústicas, com um cheirinho a folk moderno que também me agradaram imenso.

Graficamente o jogo está bem melhor que os seus antecessores

Portanto esta The Final Season é um jogo que acabou por me agradar, sejam pelos novos segmentos com mais acção livre, seja pelos audiovisuais mais arrojados ou pela óptima narrativa que fecha a saga de Clementine, agora com a jovem adolescente a servir de guardiã e exemplo para uma criança. Foi uma boa maneira de fechar um ciclo!

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Missile Command (Atari 2600)

Missile Command é daqueles jogos que só poderiam ter surgido no clima de guerra fria bem acentuado que ainda se vivia na década de 80, onde as grandes potências viviam num receio constante de um eventual holocausto nuclear que poderia surgir  sempre que os EUA ou a USSR se desentendessem. Apesar da história oficial por detrás deste jogo envolver 2 civilizações alienígenas de planetas diferentes que se atacam uma à outra, o seu paralelismo com a realidade da Guerra Fria é inegável. O meu exemplar veio de um bundle recente de consolas, jogos e acessórios que comprei no passado mês de Junho numa feira de velharias por 25€.

Cartucho solto

O objectivo neste jogo é simples, nós temos de defender uma série de cidades que estão debaixo de fogo inimigo, com vários mísseis a serem disparados pelos céus, bem como outras naves/aviões que também nos tentarão atacar e destruir as cidades. Para defesa temos um canhão central que nos permite disparar até 3 mísseis de seguida para nos defendermos dos ataques inimigos. Para isso podemos mover livremente um cursor e, depois de pressionar o botão de fogo, um dos nossos mísseis será disparado e irá detonar na posição onde tínhamos o cursor posicionado quando pressionamos o botão. A sua explosão alcança um raio considerável, destruindo todos os mísseis e inimigos que apanha. À medida que os mísseis inimigos vão sendo lançados, eles vão deixando um rasto que nos deixa prever a sua trajectória, no entanto mais para a frente teremos também outras ameaças a ter em conta que já são mais complicadas de prever o seu movimento.

No centro temos o canhão que usamos para lançar os nossos mísseis defensivos. Ao lado, 6 cidades que teremos de defender

Como muitos outros jogos tipicamente arcade da época, este Missile Command não tem fim, com o objectivo ser o de sobreviver o máximo possível, bem como melhorar a nossa pontuação máxima. Temos apenas 30 mísseis disponíveis para usar em cada ronda e o jogo acaba quando já não tivermos nenhuma cidade para defender. Mas atenção que a cada 10000 pontos que amealhamos, o jogo recupera automaticamente uma das cidades que ficaram destruídas! De resto a jogabilidade da versão Atari é um pouco mais simplificada face à versão arcade, pois no original havia uma maior variedade de inimigos e tínhamos 3 canhões para usar, ao invés de apenas um.

No que diz respeito aos gráficos, esta versão é bastante simples, como seria de esperar. No entanto os gráficos são bastante funcionais para a jogabilidade intuitiva que Missile Command apresenta. Sempre gostei do efeito gráfico do rasto dos mísseis! A nível de som, as coisas também são bastante simples e funcionais.

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Rise of the Robots (Sega Mega Drive)

Já que estamos numa de rapidinhas, vamos continuar, ao abordar agora a versão Mega Drive do Rise of the Robots, um dos jogos mais hyped dos anos 90. mas que, quando saiu, acabou por ficar muito aquém das expectativas. Já cá tinha trazido a versão Super Nintendo no passado, pelo que recomendo que leiam esse artigo para mais algum detalhe. O meu exemplar da Mega Drive foi comprado a um particular no passado mês por cerca de 6, 7€.

Jogo com caixa e manual

Este é um jogo idêntico à sua versão SNES, ou seja um jogo de luta muito simples onde apenas podemos dar socos e pontapés, mas de uma forma algo atabalhoada, e, por motivos de história apenas poderemos controlar o cyborg presente na capa. Supostamente seria um jogo de luta altamente inteligente, com o CPU a aprender a nossa maneira de jogar e tentar contrariar os nossos movimentos, mas sinceramente o que se nota aqui é uma fluidez lenta e jogabilidade desinspirada.

É a mesma coisa qur nas SNES mas com gráficos menos coloridos

Do ponto de vista audiovisual, os lançamentos originais para DOS e Amiga estão de facto muito bons, repletos de cutscenes em CGI e uma música composta pelo Brian May, guitarrista dos Queen, que toca no ecrã título. Isso transitou tudo para as versões SNES e Mega Drive, embora aqui na Mega Drive as cores estejam muito mais esbatidas. Ainda assim, a cutscene inicial e aquelas pequenas intros a cada novo robot que lutamos, são sem dúvida o ponto alto do jogo. A música do Brian May infelizmente não ficou grande coisa aqui.

E pronto, é isto o Rise of the Robots para a Mega Drive. Uma versão para a Mega CD também chegou a estar em desenvolvimento, mas acabou por não se materializar. Ainda nas consolas da Sega, temos também uma versão 8bit para a Game Gear que mete medo só de pensar. E nesta altura do campeonato ainda não me apareceu nenhum Rise 2 para jogar, mas confesso que também não tenho pressa.

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Kung Fu Kid (Sega Master System)

Vamos a mais outra super rapidinha, pois este pequeno e simples beat ‘em up da Master System já foi cá analisado anteriormente. Kung Fu Kid faz parte da compilação Gamebox Série Lutas, lançada originalmente pela Tec Toy em exclusivo no mercado brasileiro, mas a distribuidora portuguesa da Ecofilmes acabou por importar algumas cópias e lançar por cá também. Recomendo então que dêm uma olhada nesse artigo.

Jogo com caixa e manual

Entretanto, o meu exemplar deste Kung Fu Kid foi-me vendido por um amigo por 5€, durante o passado mês de Junho.

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