Mystic Quest Legend (Super Nintendo)

Conhecido nos Estados Unidos como Final Fantasy Mystic Quest este é um spinoff da série principal de Final Fantasy, tendo inclusivamente sido lançada em primeiro lugar no ocidente. Isto porque o público alvo deste jogo era precisamente o público ocidental, jogador de consolas, sem muita experiência em RPGs. Este é então um RPG muito simplificado a nível de história e mecânicas de jogo e a expectativa da Squaresoft é que o mesmo servisse como uma espécie de ponto de entrada ao mundo dos JRPGs, algo que a Square se veio a especializar durante essa época. O meu exemplar veio de uma loja do Reino Unido, custou-me 6 libras.

Apenas cartucho

A nível de história este é um jogo muito simples, onde controlamos o jovem Benjamin, que no meio do caos em ver a sua cidade natal destruída, somos abordados por um velhote que diz que somos um cavaleiro de uma antiga profecia e teremos de “libertar” os quatro cristais mágicos elementais (água, fogo, terra e ar) e no fim defrontar um vilão qualquer. Nada do outro mundo portanto, e tal como nos Final Fantasy clássicos, há sempre cristais mágicos envolvios na história. A diferença aqui é que a história foi muito simplificada ao mais básico dos diálogos.

Podemos usar o machado para cortar árvores e abrir caminho para algumas passagens secretas e não só

De resto este é um RPG com batalhas por turnos, mas não aleatórias, pois vemos as sprites dos inimigos e só se quisermos combater é que vamos ter com eles e despoletar o confronto. Alguns são inevitáveis pois bloqueiam o nosso caminho, mas muitos são completamente opcionais, embora seja recomendável que os combatemos quanto mais não seja para ganhar experiência. Até porque não temos nada a perder, só o tempo, pois se perdermos um combate somos convidados a tentar de novo e podemos fazer save game em qualquer ponto do jogo, fora das batalhas. Por outro lado as dungeons são mais complexas e por vezes temos alguns puzzles para resolver ao activar botões para abrir portas, arrastar blocos de gelo para servirem de plataformas, entre outros. O facto de não termos batalhas aleatórias também nos permite explorar melhor cada dungeon. Infelizmente no “mapa mundo” a nossa liberdade já é extremamente limitada, pois apenas podemos navegar de ícone para ícone, nas direcções demarcadas por setas no ecrã. Cada ícone representa uma aldeia/vila, dungeon, floresta ou campo de batalha, onde tipicamente teremos 10 batalhas para completar. Alguns dos caminhos estão inicialmente bloqueados até que a história se desenrole.

O inventário deste jogo é algo bizarro. A nível de equipamento, é como se tivéssemos todas as armaduras, escudos, capacetes e amuletos equipados ao mesmo tempo.

Mas voltando ao esquema de batalhas, algumas coisas estão aqui uma vez mais simplificadas. Por um lado apenas teremos um parceiro de combate ao nosso lado de cada vez, que vão entrando e saindo da party à medida que a história vai progredindo. Nós subimos de nível, eles não. Para além disso, nas batalhas, eles podem ser controlados automaticamente pelo CPU ou manualmente por nós. Ao longo do jogo vamos encontrando uma série de diferentes armas, cujas versões melhoradas vão automaticamente substituir a versão mais fraca que tínhamos antes. Por exemplo, começamos o jogo com uma espada normal, eventualmente descobrimos uma espada melhor, que é automaticamente equipada. Algo similar acontece com as armaduras que vamos encontrando. As magias são também itens que podem ser encontrados ao explorar as dungeons ou como recompensa a “limpar” os campos de batalha de todos os inimigos. Cada feitiço que encontramos está associado a um tipo de magia diferente: magia branca para feitiços regenerativos, magia negra para feitiços ofensivos e elementais (fogo, vento, gelo, terra) e magia do tipo “Wizard” que tipicamente possui os feitiços mais poderosos como o Meteor ou Flare. Cada um destes tipos de magia possui diferentes “pontos de mana” que podem ser gastos ao invocar os seus feitiços, sendo que estes números vão aumentando gradualmente com a nossa experiência de batalha.

Infelizmente no mapa mundo não temos grande liberdade de movimentos

A nível audiovisual, é um jogo algo bipolar. Por um lado os gráficos são simples, não há nenhum cenário que seja especialmente interessante de explorar e os inimigos que combatemos têm sempre um aspecto um pouco mais “desenho animado” e não tão sério. Acho engraçado no entanto as diferentes posturas que cada monstro tem, especialmente quando estão prestes a serem derrotados. Mas se os gráficos não são grande coisa, já nas músicas a história é outra, pois são excelentes. Temos muitas músicas que me parecem retiradas de um álbum de heavy metal dos anos 80, cheias de agradáveis riffs de guitarra que até dá para abanar o capacete enquanto jogamos. Mesmo as músicas mais calmas também são bastante agradáveis.

Os inimigos em si até que possuem algum detalhe. Só não gosto muito é do desenho em si.

Portanto, este Mystic Quest Legend, apesar de, como um todo, não ser um RPG nada de especial, não deixa de ser um jogo interessante. É certo que a Squaresoft sabia e podia fazer muito melhor, mas compreendo que, devido ao seu catálogo de RPGs cada vez maior na Super Famicom, quisessem testar as águas do público ocidental, que, pelo menos a nível de consolas, ainda não estavam muito habituados a JRPGs. Mas não sei se depois de jogar este jogo pela primeira vez eu passaria a gostar de RPGs, pois para mim terem uma boa história e apresentação audiovisual sempre foi o mais importante, e o que acabou por me levar a gostar de JRPGs no geral. Coisa que este Mystic Quest não tem.

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Dragon: The Bruce Lee Story (Sega Mega Drive)

Continuando pelas rapidinhas vamos agora para mais um jogo da Mega Drive. Dragon: The Bruce Lee Story é a adaptação do filme do mesmo nome que seria uma suposta biografia do famosíssimo actor de filmes de artes marciais, que teve um fim de vida trágico, infelizmente. Por acaso nunca vi o filme, mas a Virgin achou que seria boa ideia fazer um videojogo à volta do mesmo e nas consolas 16bit onde o mesmo foi lançado, este é essencialmente um jogo de luta com algumas particularidades. As versões Master System e Game Gear são um beat ‘em up à Streets of Rage, pelo que um dia destes haverei de as trazer cá. O meu exemplar foi comprado no passado mês de Janeiro, tendo vindo num grande bundle de jogos de Mega Drive que tinha comprado a um particular.

Jogo com caixa e manual

Aqui controlamos Bruce Lee ao longo de várias cenas do filme, começando por lutar contra um marinheiro num bar em Hong Kong, cozinheiros num restaurante chinês, entre vários outros bandidos, supostamente sempre de cenas retiradas do filme. Entre cada combate temos também pequenas cutscenes com frases retiradas do filme, mas que nem por isso me esclarecem muito acerca da história em si.

Ao longo do jogo vamos lutar uma série de combates semelhantes aos do filme

Depois se estavam a contar com um clone de Street Fighter, infelizmente enganam-se redondamente, pois possui muitas nuances. Os combates são na sua maioria de 1 contra 1, mas temos pelo menos 2 combates onde teremos de defrontar 2 inimigos em simultâneo. Por outro lado, também podemos jogar o modo história de forma cooperativa com até 3 humanos contra o CPU, mas nem assim as coisas ficam muito mais facilitadas. O inconveniente é que só podemos jogar com Bruce Lee, seja em que vertente multiplayer for, sim, mesmo no versus. Depois as mecânicas de jogo são muito estranhas e este é mesmo daqueles jogos em que convém usar um comando de 6 botões, pois aí até o botão MODE é usado. Basicamente teremos diferentes tipos de socos e pontapés, que por sua vez também são diferentes mediante a distância para os oponentes. Abaixo da barra de vida de Bruce temos uma barra de energia que, à medida em que a formos enchendo e tendo um comando de 6 botões nos permite mudar de estilo de luta, desbloqueando por sua vez alguns golpes especiais, incluindo o uso de nunchakus, que por sua vez vão também gastando essa barra de energia. Mas não é um jogo nada fácil pois a inteligência artificial não dá tréguas mesmo em graus de dificuldade mais baixos. Bloquear ou desviar dos golpes dos nossos oponentes é vital, e o facto de as mecânicas de jogo serem algo estranhas não ajuda nada. Regra geral temos um certo número de tentativas para vencer um combate, e quando as mesmas são esgotadas, somos levados para um confronto contra o boss final (que é muito difícil). Se o vencermos, continuamos a aventura para no fim o defrontar outra vez.

Por vezes temos que defrontar mais que um oponente!

A nível gráfico, não posso dizer que seja um jogo tão bem detalhado quanto o Street Fighter II, mas mesmo assim não me parece mau de todo. A nível de som, para além de umas voice samples um pouco roucas, as músicas não são nada do outro mundo mas cumprem bem o seu papel.

Portanto este Dragon: The Bruce Lee Story parece-me, infelizmente, uma oportunidade perdida de terem feito algo com pés e cabeça. Os controlos demoram tempo a habituar e o facto de a IA não dar tréguas também não ajuda. Para além disso, a decisão de mesmo no multiplayer apenas podermos controlar Bruce não faz muito sentido. Fiquei no entanto muito curioso com a versão Master System devido a esta ser um beat ‘em up. Espero num futuro breve a poder trazer cá.

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Taz-Mania (Sega Master System)

Vamos para mais uma rapidinha, agora na Master System, para abordar a adaptação do Taz-Mania que tinha sido produzido e lançado pela Sega na Mega Drive na mesma altura. A nível de mecânicas base e história, é muito similar à versão 16bit, mas naturalmente com menos detalhe gráfico. O meu exemplar foi comprado em Janeiro deste ano na Cash Converters do Porto. Custou-me 10€.

Jogo com caixa

Portanto o jogo conta a aventura de Taz em busca de um vale perdido onde aparentemente ainda habitam algumas aves pré históricas gigantes, que por sua vez também põe ovos bastante grandes. Iludido com a perspectiva de fazer uma omolete enorme, Taz parte então à descoberta de tal vale. Tal como na versão Mega Drive, vamos explorar alguns níveis distintos como selvas, cavernas ou ruínas de antigas civilizações.

Sim, isto parece que foi desenhado por crianças.

As mecânicas de jogo que foram introduzidas na Mega Drive mantêm-se em certa parte, visto que Taz pode saltar ou rodopiar sobre si mesmo como um furacão, o que ajuda bastante em alguns saltos mais sensíveis ou onde temos de chegar mais longe. Aqui o modo “furacão” é a única forma de ataque para os inimigos, onde na versão Mega Drive havia alguma variedade, pois podiamos saltar em cima deles como no Mario, ou até comê-los, se bem que nem todos os inimigos davam para fazer todos estes “ataques”. Aqui também temos power ups como comida que nos restabelecem parcialmente a vida, vidas extra, estrelas que nos dão invencibilidade temporária ou bombas que, se as comermos, causam-nos dano. Ao contrário da versão Mega Drive, onde tínhamos um botão que permitia comer coisas, aqui para consumir um destes itens basta passar por eles. Ou seja, temos de ter cuidado em não comer bombas por engano. Ao passar por elas em modo furacão são destruídas, mas por outro lado também temos de ter em atenção evitar destruir power ups dos bons. Outra diferença está no tempo em que podemos deixar o Taz em modo furacão, pois para além da barra de energia temos outra de stamina que se esvazia rapidamente quando estamos a rodopiar. Por outro lado também se encha muito rapidamente quando ficamos “normais”.

Os bosses não são nada complicados

O jogo está dividido portanto em várias zonas, cada uma com dois níveis de plataformas onde o objectivo é unicamente o de encontrar a sua saída e por fim um nível contra um boss. Os níveis em si são relativamente simples, não sendo este um jogo muito difícil, até porque temos power ups com fartura (bons e maus). Há alguns níveis um pouco mais labirínticos que teremos de explorar mais e por vezes lá temos de dar alguns saltos de fé. Isto porque apesar de Taz se poder agachar, infelizmente não serve para a câmara do jogo se mover para baixo, mostrando-nos se temos ou não plataformas em baixo para aterrar com segurança. Mas com todos os power ups que podemos encontrar, esta é uma inconveniência menor.

Se explorarmos os níveis calmamente vemos que há uma abundância de vidas extra e itens que nos regeneram a energia

De resto a nível audiovisual, eu não estava de todo à espera de um jogo com o mesmo nível de detalhe da versão Mega Drive, se bem que também não achei a versão Mega Drive nada por aí além nos gráficos. Mas confesso que estava à espera que o resultado final fosse um pouco melhor. Nada a apontar às sprites de Taz e dos inimigos, mas os cenários estão muito, muito feios mesmo. Parece que foram desenhados por crianças! A Master System é claramente capaz de muito melhor. As músicas também não são nada de especial infelizmente. Mas por incrível que pareça a versão Game Gear consegue ser ainda muito pior, mas isso seria tema para um eventual artigo futuro.

Portanto este Taz-Mania é um simples jogo de plataformas, que sinceramente deixa muito a desejar nos seus audiovisuais. Se forem coleccionadores, evitem pagar muito dinheiro por este jogo. Eu arrependi-me bastante dos 10€ que dei, devia ter sido metade.

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Point Blank (Sony Playstation)

A melhor definição que consigo dar para o point and blank é algo do género: pensem num Warioware só com minijogos de light gun. O jogo é bizarro (a começar pelos seus protagonistas – Dr Don e Dr Dan) e os minijogos também o são! Com as suas origens nas arcades em 1994, o seu lançamento para a Playstation, anos mais tarde, não é um mero port do arcade, incluindo muito conteúdo novo, o que é bom. O meu exemplar foi comprado algures em Fevereiro de 2017, creio que numa visita à Feira da Vandoma no Porto. Não me recordo ao certo quanto custou, mas lembro-me que foi barato, algo abaixo dos 3€.

Jogo com caixa e um folheto publicitário.

O que seria expectável neste Point Blank para a Playstation seria a Namco adaptar a versão arcade e incluir alguns extras como novos níveis. E isso acontece, onde temos o training, arcade e special, que andam à volta do mesmo conceito de jogo, mas com diferentes graus de dificuldade e longevidade. Aqui vamos ter de participar numa série de cenários, que são na verdade diferentes galerias de tiro com diferentes objectivos. Esperam-nos coisas simples como acertar nos alvos de uma determinada cor, disparar sobre pratos atirados para o ar, ou coisas cada vez mais bizarras como cucos a sair de relógios, galerias de tiro à lá Lethal Enforcers onde não podemos acertar em inocentes, uma matriz de números onde temos de os acertar por ordem crescente, salvar Don ou Dan de serem comidos por piranhas ou de serem queimados vivos por uma tribo de canibais, os desafios são muito variados. O que os torna desafiantes é mesmo as suas condições, onde geralmente temos poucos segundos (20 ou menos) e/ou poucas balas disponíveis para alcançar os objectivos. Consoante vamos progredindo e escolher “caminhos” mais difíceis, o desafio vai aumentando de forma a nos obrigar a ser o mais precisos possível. Isto pois vamos ter desafios com tempos tão reduzidos como 2 ou 3 segundos para acertar numa série de alvos rodeados por “não alvos” onde somos penalizados se os atingirmos. Isso obriga-nos mesmo a ter a lightgun o mais calibrada possível (se bem que também podemos jogar com o comando, o que nos obriga ainda a mais precisão) e treinar bastante os nossos reflexos.

Mesmo no modo arcade podemos escolher diferentes tipos de dificuldade

Para além destes modos de jogo temos ainda alguns “party” que nos permitem fazer torneios multiplayer, ganhando aquele que no final de uma sequência de vários mini-jogos possuir mais pontos. Mas para além disso temos ainda um Quest Mode que é nada mais nada menos que um RPG. Sim, um RPG, com batalhas aleatórias e tudo! Como nos movemos no mapa? Fácil, disparar para a posição onde queremos ir que as nossas personagens se começam a movimentar nessa direcção. Diálogos? Fácil, basta disparar para andar com o texto para a frente. Menus? Mesma coisa, usar a lightgun como cursor e disparar na área seleccionada. Seja para escolher itens em lojas, seja para navegar no nosso inventário. E sim, temos alguns combates aleatórios que são na verdade estes mesmos mini jogos que podemos jogar nos outros modos de jogo. A história aí é muito parva e não se deve levar a sério, com Don e Dan a serem convencidos a explorar uma ilha remota em busca da Gunball, uma arma mítica de uma civilização de outros tempos, mas ao mesmo tempo mágica e que daria imortalidade a quem a usar. Depois a partir daí lá vamos explorar as diferentes aldeias e interagir com os seus habitantes, cada qual com a sua história bizarra por detrás (até temos uma aparição de Mulder e Scully algures na segunda metade do jogo!). É um RPG simples e parvo, mas uma adição muito benvinda a um jogo que, já por si só nos daria muitas horas de diversão se apenas fizessem uma conversão directa do modo arcade, já com estes extras todos, e principalmente este do RPG, acaba por ser uma excelente atitude da Namco.

Independentemente do cenário que temos pela frente, acertar nestas bombas nunca é boa ideia

A nível de audiovisuais, este é um jogo inteiramente em 2D, e sinceramente acho que fica muito bem assim, até pela sua natureza mais “animada”. Adoro o design tosco do Dr. Don e Dr. Dan, e podem esperar um estilo muito caricaturado ao longo de todo o jogo. As músicas vão sendo variadas, por vezes tão bizarras quanto os cenários que nos vão sendo postos à frente, o que me agradou bastante.

Sim, este é um jogo bizarro. É por isso que é bom!

Portanto este Point Blank acabou por se revelar para mim numa bela surpresa, principalmente pela quantidade de extras que a Namco decidiu incluir neste lançamento para consolas domésticas. E não se iludam pelos visuais parvos, pois Point Blank é um jogo bastante desafiante para quem quiser explorar os modos de jogo mais difíceis. Existem alguns desafios que são mesmo muito difíceis! Para a Playstation 1 ainda recebemos mais duas sequelas e estou genuinamente curioso em ver o como a série evoluiu.

 

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Olympic Winter Games (Sega Mega Drive)

Continuando no reino das 16bit, vamos agora para a Mega Drive para mais uma rapidinha a um jogo desportivo. Depois de Olympic Gold, baseado nos jogos Olímpicos de Barcelona de 1992, a U.S. Gold volta a lançar um jogo olímpico, desta vez para os Olímpicos de Inverno de 1994 em Lillehammer, na Finlândia. E tal como os videojogos deste tipo, poderemos participar numa série de diferentes eventos desportivos, que infelizmente costumam ter a praga de possuirem controlos estranhos e difíceis de dominar. O que não é a excepção aqui! O meu exemplar veio num bundle de mais de 20 jogos de Mega Drive que surgiu num negócio a um particular, ficando a um preço bem em conta no final. Devo dizer que fiquei agradavelmente surpreendido pela quantidade de papelada que este jogo trazia!

Jogo com caixa, manuais e papelada diversa

Felizmente o meu exemplar veio com o manual, pois poucos são os eventos onde temos alguma indicação visual no ecrã sobre o que temos de fazer. A maior parte das acções estão assignadas ao D-pad para movimentar o atleta, enquanto que os botões faciais vão servindo para ganharmos velocidade nalguns eventos, por exemplo. Mas convém lermos mesmo o manual ou um guia online e aproveitar a opção de treino para ir practicando os eventos, pois quando for a sério, o CPU não perdoa. Estes eventos podem ser diferentes provas de slalom de esqui, bobsled e um outro parecido, mas de trenó para uma pessoa apenas, corridas de patins de gelo, o tradicional salto de esqui, a prova de biatlo onde temos de correr com esquis e atirar ao alvo com uma arma de fogo, entre outros. São no total 10 eventos, e em alguns deles podemos competir head-to-head contra amigos, já noutros cada jogador joga à vez.

Passar pelos checkpoints nem sempre é fácil

A nível audiovisual é um jogo até que competente. Não é tão bonito quanto o Winter Challenge com os seus visuais 3D (mas felizmente também não é tão lento!!), mas os eventos apresentam um nível de detalhe satisfatório. Também vamos ouvindo várias músicas agradáveis, seja nos menus entre cada prova, ou mesmo nalgumas provas em si, o que sinceramente até me agradou. Portanto este Olympic Winter Games até pode ser um jogo interessante para quem for fã do género, mas eu sinceramente não sou grande fã de button mashers deste tipo.

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Super Punch-Out (Super Nintendo)

A série Punch-Out tem as suas origens nas arcades, sendo um dos vários sucessos da Nintendo nesse ramo no início da década de 80. Mas sem dúvida que a entrada mais conhecida é a versão NES, principalmente a primeira edição que saiu no Ocidente, intitulada Mike Tyson’s Punch-Out, onde o na época famosíssimo pugilista era um dos protagonistas do jogo, servindo de oponente final. Anos mais tarde o jogo foi relançado na NES sem nenhuma referência ao pugilista devido à licença de utilização do seu nome e imagem já ter expirado. E em 1994 eis que sai uma sequela na Super Nintendo, visualmente já muito mais próxima dos lançamentos originais arcade, com sprites muito bem detalhadas. O meu exemplar é uma versão norte-americana que comprei algures no mês passado por 5€.

Jogo completo com caixa e manual. Versão norte-americana. Ainda bem que tenho um adaptador!

Este é um jogo inteiramente single player, onde controlamos um pugilista numa perspectiva de terceira pessoa, com a câmara a posicionar-se nas suas costas. Podemos desferir golpes com os punhos esquerdo e direito, bloquear golpes inimigos, bem como desviarmo-nos deles, ao abaixar ou esquivar para os lados. Para isso é fulcral estarmos atentos aos movimentos dos nossos oponentes e quando adivinharmos que vão atacar, conseguir reagir atempadamente. O facto da sprite do jogador ser transparente permite-nos fazer precisamente isso. Mas ainda assim convém conhecermos bem os nossos oponentes, pois quando eles estão a prestes a preparar um golpe especial, não o conseguimos bloquear, temos mesmo de nos esquivar. Por outro lado também temos de ser inteligentes e aproveitar as abertas que os oponentes nos vão dando para atacar o melhor possível.

Antes de cada combate temos uma breve descrição do nosso oponente

No topo do ecrã temos as barras de energia, nossa e do oponente e o objectivo, tal como nos jogos de luta, é reduzir a barra de energia do oponente a zero. Isto faz com que eles percam temporariamente os sentidos e o árbitro começa a contagem até 10. Mas a maioria dos oponentes acaba por conseguir se levantar e recuperar um pouco da sua energia, pelo que teremos de usar estratégias como alguns golpes especiais e poderosos para os derrotar com um technical knock out. E quando podemos usar esses golpes especiais? Na parte inferior do ecrã temos uma outra barrinha que se vai enchendo à medida em que atingimos o nosso oponente, por outro lado vai diminuindo sempre que levarmos algum soco. Quando estiver no máximo, podemos usar esses golpes poderosos. De resto o jogo coloca-nos a competir em várias ligas de dificuldade crescente, cada qual com quatro oponentes que teremos de defrontar. E temos de derrotar cada um deles em menos de 3 minutos, caso contrário acaba o combate e aí o perdedor somos sempre nós, perdendo uma vida.

Os oponentes para além de serem bizarros, são sprites bem grandes e bem detalhadas.

Graficamente é um jogo colorido e muito bem detalhado, onde o destaque está nos pugilistas que defrontamos, cujas sprites são bem grandes e muito bem detalhadas e animadas. Todas as personagens têm um look muito cartoon, o que resulta numa bem atmosfera agradável. Aliás, muitas das personagens são também oponentes que já existiam nos Punch Out anteriores, pelo que quem for fã da série já sabe com o que contar aqui. As arenas também são bem detalhadas, principalmente o seu público envolvente que está repleto de energia! No que diz respeito ao som, a música tem uma toada mais rock que sinceramente me agrada, bem como vários clipes de vozes digitalizadas, comos os números em inglês de 1 a 10, ou os “Knock Out” proferidos pelo árbitro, entre outros. Os samples de voz estão bem nítidos, só o four é que sempre me soou um pouco estranho.

Portanto este Super Punch Out acaba por ser um jogo bem divertido, onde os seus pontos fortes estão mesmo em se afastar do realismo de outras simulações. É um jogo divertido, mas mesmo assim desafiante pois temos de estudar bem os nossos oponentes, as suas estratégias e ter bons reflexos. Já  os oponentes, de tão bizarros que são, são certamente a parte mais interessante de todo o jogo.

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The Lion King (Sega Mega Drive)

Vamos para mais uma rapidinha, não porque o jogo não mereça uma análise mais em detalhe, mas sim porque já aqui trouxe a versão da Super Nintendo, que é muito idêntica e que recomendo a sua leitura para mais detalhe. O meu exemplar da Mega Drive foi comprado no mês passado de Janeiro, num bundle de dezenas de jogos Mega Drive que comprei a um particular e este, como ainda não o tinha na colecção, apesar de nunca ter sido prioridade por já ter a versão SNES, acabou por cá ficar.

Jogo com caixa e manual

A nível de jogabilidade, gráficos e som, esta versão é muito semelhante à SNES. Na jogabilidade esperem na mesma pelas mesmas frustrações em alguns níveis, embora controlar o Simba, especialmente nos saltos, me pareça um pouco melhor nesta versão. A nível gráfico, a versão Mega Drive está ligeiramente inferior à versão SNES, seja por ter menos variedade de cores nos níveis, ou na falta de um ou outro efeito gráfico. As músicas, apesar de serem na mesma bastante agradáveis, não há como negar que a versão Super Nintendo é muito superior. Logo na música título na versão SNES ouvimos instrumentos nítidos e alguns coros vocais, algo que não acontece aqui. Mas a música não deixa de ser agradável, no entanto. Aqui também temos algumas pequenas cutscenes com voice samples de qualidade, mas mais uma vez a versão SNES acaba por ser um pouco melhor nesse aspecto.

Embora a versão SNES seja ligeiramente superior nos gráficos, esta versão Mega Drive não é nada má

De resto este Lion King não deixa de ser um sólido jogo de plataformas, mesmo que não tenham a versão SNES ou PC, não deixam de ficar bem servidos aqui.

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