Super Princess Peach (Nintendo DS)

Este Super Princess Peach é um daqueles jogos que já tinha terminado há anos atrás. Quando comprei a minha DS, das primeiras compras de follow up que fiz foi arranjar um flashcart, pois usei bastante esta portátil da Nintendo nas viagens que fazia de e para a faculdade e, quando arranjei trabalho em Lisboa, nas viagens Porto-Lisboa também. Como no passado mês de Maio lá arranjei um exemplar, que foi comprado na CeX por cerca de 10€ (pois tinha algumas coisas para troca), lá foi tempo de fazer load do meu save antigo e refrescar algumas memórias.

Jogo com caixa, manual e papelada

Ora este é mais um jogo de plataformas 2D dentro do universo Mario. E depois de Luigi e Yoshi terem tido o seu momento de fama, a Nintendo lá decidiu desenvolver um jogo com a princesa Peach como principal protagonista. Invertendo os papéis, desta vez caberá à Peach resgatar Mario (e Luigi) das garras do Bowser! Para a auxiliar teremos uma espécie de guarda-chuva mágico que, em conjunto com o controlo das emoções de Peach, traz algumas novidades na jogabilidade que melhor diferenciam este jogo dos platformers tradicionais de Mario.

Neste jogo os papéis inverteram-se e será Peach a salvar o dia

Para atacar os inimigos, temos de lhes atingir com o guarda-chuva. Mas em vez de um sistema de power ups, teremos logo de imediato à nossa disposição, no ecrã inferior da Nintendo DS, a possibilidade de alternar entre várias estados emocionais de Peach. Quando Peach está radiante, pode flutuar pelo ar, bem como rodopiar sobre si mesma, criando um tornardo que poderá servir para ultrapassar alguns obstáculos. Quando está infeliz, Peach torna-se num chafariz de lágrimas, que, por exemplo logo no primeiro mundo, pode fazer crescer algumas plantas. Neste estado, Peach também corre bastante rápido. Por outro lado, a Peach furiosa é bastante lenta, pesada, e envolta em chamas, que pode ser usado para, por exemplo, queimar pontes de madeira, abrindo assim novos caminhos. Por fim sobra-nos outro estado emocional que, quando activado, deixa Peach envolta num escudo que a protege de sofrer dano. Todos estes diferentes estados de espírito e suas habilidades vão usando uma barra de energia, que poderá ser restabelecida ao apanhar uns power ups azuis, ou ao absorver os inimigos com o guarda-chuva. Os power ups que restam são os corações que servem para restaurar a barra de vida.

Quando alguma coisa nova aparece, teremos alguns blocos que servem de tutoriais

Para além disto, há um grande foco na exploração de cada nível. De forma a defrontar o boss final, somos encorajados e encontrar 3 Toads escondidos em cada nível. Para além disso, poderemos descobrir músicas e peças de diferentes puzzles que poderemos posteriormente tentar completar. Teremos 8 mundos distintos para explorar, culminando como habitual no Castelo de Bowser e uma vez derrotado, somos convidados a jogar todos níveis novamente, não só para descobrir mais segredos, mas também para desbloquear 3 níveis extra em cada mundo. Para além disso, as moedas que vamos apanhando podem ser posteriormente usadas numa loja para comprar novas habilidades ou extensões da barra de vida e/ou de energia. Como se isto não bastasse, teremos também mini-jogos (e novos níveis) para ir desbloqueando! Estes são jogos onde teremos de usar as especificações da Nintendo DS, nomeadamente o seu touchscreen e/ou o seu microfone.

No touchscreen poderemos alternar livremente entre os diversos estados de espíirito de Peach, cada um com diferentes habilidades

Graficamente é um jogo bastante colorido, embora sinceramente não tenha assim tanto detalhe gráfico quanto isso. Tirando um ou outro pormenor, era um jogo que facilmente poderia ser jogado numa Gameboy Advance. Iremos atravessar florestas, um vulcão, a típica mansão labiríntica e repleta de Boos entre outros locais típicos do Mushroom Kingdom. Por outro lado devo dizer que gostei bastante das músicas! São tipicamente muito alegres, mas também com melodias muito viciantes! Um detalhe interessante aqui é o facto das músicas mudarem enquanto vamos alternando por entre os diferentes estados de espírito da Peach, mas mantêm sempre a mesma melodia!

Portanto este Super Princess Peach acaba por ser um jogo de plataformas 2D bem sólido como a Nintendo sempre fez bem. Mas ao contrário dos Yoshi’s Island, Donkey Kong Country, Luigi’s Mansion e afins, parece que este Super Princess Peach não teve tanto sucesso quanto isso, pois, pelo menos até agora, a Nintendo não voltou a revisitar esta ideia.

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Call of Duty: Black Ops (PC)

Produzido pela Treyarch, que já nos tinha trazido no passado o Call of Duty World At War, e sendo lançado uma vez mais no meio da série Modern Warfare da Infinity Ward, a Treyarch decidiu desta vez apresentar-nos um jogo que decorre em plena Guerra Fria nos anos 60. O meu exemplar foi comprado há uns bons anos atrás, creio que na Game do Maia Shopping e se bem me recordo custou-me uns 10€.

Jogo com caixa, manual e papelada

A  história centra-se à volta de Alex Mason, um operativo norte-americano da CIA, que está a ser interrogado e vamos revivendo várias das missões secretas em que participou entre 1961 e 1968, a começar por uma tentativa falhada de assassinato do Fidel Castro em Havana, onde acabou por ser feito prisioneiro e enviado para uma prisão soviética. As restantes missões irão-nos revelar como Mason conseguiu escapar-se da prisão Soviética, bem como outras missões que nos colocarão no encalço de uns certos alvos Soviéticos que estão a preparar um ataque de larga escala nos Estados Unidos. Iremos então visitar vários teatros de guerra como o Vietname, Laos, Hong Kong, mas também algumas localizações no União Soviética. Sinceramente gostei bastante da campanha. Acho o período da Guerra Fria um período muito interessante da nossa história moderna, e todo o conceito de espionagem, contra-informação e os sleeper agents estão aqui bem representados.

O nosso arsenal é bastante vasto. Uma shotgun com cartuchos incendiários? Sim por favor!

Tal como muitos outros Call of Duty modernos, teremos um grande arsenal de armas de diferentes exércitos que poderemos vir a usar, embora apenas possamos carregar com 2 armas de cada vez, mais granadas e ocasionalmente teremos também de usar outro tipo de equipamentos, como os “marcadores” de alvos para artilharia. Vamos tendo missões variadas, umas com um maior foco em abordagens furtivas, outras grandes perseguições de veículos, ou mesmo uma missão onde pilotamos um BlackBird para a estratosfera e estamos a suportar uma missão de infiltração na superfície. Ocasionalmente também vamos tendo outros momentos interessantes, por exemplo adorei quando descemos um rio de barco, a destruir imensas estruturas do exército vietnamita, ao som de Sympathy for the Devil dos Rolling Stones, foi um momento muito Apocalypse Now! De resto, para além da curta campanha o jogo trouxe uma vez mais o seu modo Zombies, que já tinha sido introduzido no World At War, também da Treyarch. Este é um modo de jogo cooperativo, onde teremos de defender uma base de ataques zombies cada vez mais numerosos e agressivos. Sinceramente não perdi muito tempo com isto, até porque não tinha ninguém com quem jogar. O modo multiplayer competitivo também foi algo que não experimentei, mas tradicionalmente os Call of Duty são muito fortes nesse aspecto, ao introduzir vários modos de jogo, pontos de experiência que nos irão desbloquear novas armas e a possibilidade de as customizar ao nosso gosto.

Ocasionalmente teremos de controlar alguns veículos. Felizmente os helicópteros são bem mais fáceis de controlar que no Battlefield

A nível audiovisual, este Black Ops é um jogo que usa um motor gráfico já algo antigo, sendo derivado do próprio World At War. Portanto não esperem por um jogo que possua muita geometria nos cenários e modelos com muitos polígonos, mas ainda assim é um jogo que cumpre bem o seu papel. Os níveis vão sendo algo variados entre si, desde uma cidade de Havana desvastada pela guerra no início da década de 60, passando por vários níveis na Ásia, uns nas selvas de Laos e Vietname, outros mais urbanos como em Hong Kong. Outros níveis na Sibéria em instalações militares Soviéticas ou mesmo a cena do escape da prisão Soviética vão-nos levando ao longo de cenários algo distintos entre si. E sendo um jogo que se passa durante a década de 60, vamos ver imensa tecnologia retro espalhada ao longo dos seus vários níveis. O voice acting e o som no geral é bem competente, já a música possui até algumas músicas de artistas licenciados, como os já referidos Rolling Stones ou Creedence Clearwater Revival, bem como alguns artistas mais modernos nos seus modos multiplayer.

O jogo possui também os seus segredos, como este mini jogo escondido

Portanto este Call of Duty Black Ops, tenho de o analisar apenas pela sua campanha single-player, visto que não perdi tempo com os seus modos multiplayer, que seriam certamente os modos de jogo onde a sua comunidade de jogadores torrou mais tempo. E devo dizer que gostei bastante da sua campanha, mesmo sendo bastante curta. Mas tendo em conta que apenas tinha pago 10€ pelo jogo novo, acho que foi um valor mais que justo tendo em conta o que tirei do jogo. Estou curioso em ver como a Treyarch evoluiu este arco da história nas suas sequelas, mas o próximo Call of Duty que jogarei será mais um jogo da Infinity Ward, o Modern Warfare 3.

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Leisure Suite Larry: Magna Cum Laude (PC)

Depois do fantástico Leisure Suit Larry 7: Love For Sail, Al Lowe e companhia já tinha uma boa ideia do que quereria fazer com o novo jogo da saga. Entretanto, na indústria, coisas maiores aconteceram: a Sierra foi adquirida por um grupo maior, que acabou por ser acusado num dos maiores escândalos de fraude do seu tempo. Como fallout, a Sierra foi uma das empresas que sofreu, ao ter de despedir muita gente e Al Lowe foi um dos que abandonou a empresa. E com ele a sua sequela, até porque o mercado para os jogos de aventura point and click já era cada vez menor. Anos mais tarde, e mais uma série de compras, fusões, restruturações e afins, o que sobrava da Sierra acabou por ficar a pertencer à Vivendi, que decidiram então fazer uma nova sequela do Leisure Suit Larry. Com o foco nas consolas (embora naturalmente uma versão para o PC também foi lançada), e como o mercado dos jogos de aventura tradicionais era ainda um mercado de nicho, decidiram então fazer um jogo que sai completamente fora do que a série nos tinha habituado até então. O meu exemplar foi comprado há uns bons anos atrás, não sei precisar quando ao certo, nem quanto custou, mas tenho a ideia de ter sido comprado na extinta Game do Maia Shopping, eles iam tendo sempre uma série de jogos de PC interessantes a preços bem convidativos.

Jogo com caixa e 4 CDs. Manual nem vê-lo e sinceramente não sei se é suposto pois não me recordo se o comprei novo ou usado, mas pelo que vi em anúncios de ebay parece ser mesmo assim.

Este Magna Cum Laude começa por se diferenciar do seu legado precisamente ao introduzir uma nova personagem, o jovem Larry Lovage, sobrinho de Larry Laffer, ao focar-se nas suas aventuras em tempos de faculdade. Tal como o seu tio, Lovage é um grande pervertido, mas também algo impopular. E depois de nos termos apercebido que o mais recente dating show universitário está a preparar-se para gravar uma edição naquele campus universitário, Larry decide tentar a sorte e participar. Para progredir no programa, Larry terá de adquirir uma série de objectos de afecto de várias raparigas, pelo que, tal como o seu tio, teremos de correr mundos e fundos para as tentar engatar, o que resulta na maioria das vezes, em situações hilariantes e humilhantes para Larry.

Os diálogos são muito engraçados, mas porque temos de jogar este mini jogo estúpido? Era muito melhor se pudéssemos escolher as respostas que queríamos dar…

A primeira fase do engate é sempre a da conversa com uma miúda nova. E enquanto Larry vai inventando histórias mirabulantes para a manter interessada, nós temos de estar atento a um mini-jogo que decorre no ecrã de baixo. Basicamente controlamos um espermatozóide num segmento de scrolling horizontal onde teremos de tocar nos corações verdes que vão surgindo, para aumentar o interesse da rapariga em nós mas também evitar os objectos de cor vermelha, que fazem precisamente o efeito contrário. Não seria bem mais agradável se tivessemos diálogos dinâmicos onde poderíamos escolher as nossas respostas? Depois a miúda lá nos pede alguma coisa mais, que irá resultar noutro mini jogo diferente, desde misturar bebidas alcoólicas, que é tipicamente uma sequência de quick time events onde teremos de pressionar os botões que vão surgindo no ecrã, ou saltos num trampolim, onde teremos umas mecânicas de jogo semelhantes aos jogos rítmicos, pois teremos de também pressionar uma série de botões no timing certo para ir fazendo uma coreografia enquanto saltamos. Ou jogar um jogo tipicamente universitário de atirar moedas para dentro de um copo, mas infelizmente com os piores controlos de sempre. Ou outros mini jogos onde teremos de fugir de alguém, enquanto vamos coleccionando uma série de tokens pelo caminho. Existem mais exemplos de outros mini jogos, mas nenhum é propriamente interessante.

Para engatar uma miúda teremos de vencer uma série de diferentes desafios, que são tipicamente vários mini jogos distintos

E teremos 15 raparigas para conquistar, onde teremos de meter conversa com elas (enquanto jogamos o tal jogo do espermatozóide), vencer um desafio que elas nos acabam por propor (outro mini jogo), mais outra sessão de conversa e tipicamente mais outro desafio, o que sinceramente acaba por se tornar algo aborrecido, o que é pena. Digo isto porque sinceramente até gostei dos diálogos e sentido de humor. Este Magna Cum Laude é mais obsceno, e com um sentido de humor que faz lembrar bastante os filmes American Pie, até porque os protagonistas são todos jovens universitários. Mas ser obrigado a jogar uma série de mini jogos chatos só para avançar na história acaba por ser uma desilusão. Temos também de estar atentos à nossa economia, pois por vezes teremos de comprar coisas em máquinas de vending e em algumas lojas peculiares, quanto mais não sejam novas roupas e acessórios, o que será um requisito para podermos sequer conseguir falar com algumas raparigas. Para isso poderemos explorar os cenários em busca de dinheiro escondido, mas também jogar alguns mini jogos (outra vez) a troco de alguns trocos. Ou tirar fotografias aleatórias e trocá-las por dinheiro numa certa discoteca, e claro, se as fotografias forem mais quentes ou escandalosas, valem mais. Para além de conquistar as miúdas, teremos também algumas side quests opcionais (que claro, envolvem o mesmo tipo de desafios da história principal). E para além de dinheiro, podemos também encontrar os secret tokens, que são uma unidade monetária em lojas mais shady, onde poderemos comprar, entre outros, imagens das miúdas nuas que vamos conquistando.

O Quarters, com os piores controlos de sempre

Graficamente é um jogo minimamente competente, tendo em conta que, apesar de ser de 2004, ainda foi desenvolvido a pensar principalmente em consolas como a PS2 e Xbox. Os gráficos são algo cartoony, o que sinceramente me agrada, e para além da universidade e seu campus, como dormitórios e fraternidades estudantis, também vamos poder explorar as zonas urbanas à sua volta, onde se incluem um clube de strip (tinha de ser!) ou um bar muito manhoso chamado Leftys Too. Mas o Leftys Too não é a única referência aos Larry clássicos, pois Larry Laffer vai aparecendo ocasionalmente na história como mentor de Larry Lovage e outros detalhes, como o ecrã título de Larry 4: The Missing Floppies, o tal jogo que nunca aconteceu, a surgir no PC de Larry Lovage. Ao menos a High Voltage Software ainda foi prestando este tipo de homenagens aos Larry clássicos! De resto o voice acting é bem competente e bem humorado.

Pelo menos no PC, a versão Europeia não vem com qualquer censura, daí ter Uncut no nome.

Portanto este Magna Cum Laude é uma desilusão por um lado, mas por outro também me fez esboçar uns quantos sorrisos. Apesar de ser bem mais vulgar e obsceno que os Larry clássicos, tem na mesma um excelente sentido de humor. Pena mesmo que a jogabilidade não seja nada de especial, ao forçar-nos constantemente a jogar uma série de mini jogos aborrecidos para poder prosseguir na história. Mas o legado de Larry Lovage não se fica por aqui, embora o seu segundo título, Box Office Bust, possua ainda críticas muito piores. Veremos como se comporta pois será um dos próximos jogos que irei jogar.

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Wonder Boy in Monster World (Sega Mega Drive)

Vamos ficar agora com uma rapidinha na Mega Drive, não porque este Wonder Boy não mereça um artigo mais extenso, mas sim porque já por cá abordei a sua versão Master System, onde acabei também por tocar nas suas diferenças perante a versão 16-bit. O meu exemplar foi comprado a um amigo no passado mês de Maio.

Jogo com caixa

Portanto este Wonder Boy é mais um título na saga Monster World / Monster Land, tratando-se de um jogo de plataformas 2D, mas com elementos de metroidvania e RPG. Infelizmente não reaproveitaram uma das melhores características do Dragon’s Trap que era a possibilidade do herói se transformar nalguns animais que lhe conferiam diferentes habilidades. No seu lugar vamos sendo acompanhados por algumas pequenas personagens, mas só enquanto exploramos algumas dungeons específicas, como uma fada que nos pode regenerar a vida, um anão capaz de encontrar ouro escondido ou outras criaturas que nos ajudam a atacar os inimigos. Mas eventualmente poderemo-nos transformar também numa forma de anão, que nos permitirá aceder a passagens estreitas e explorar novos segredos. E sim, tal como os outros Monster World, o mundo está repleto de tesouros escondidos, bem como teremos acesso a uma série de armas, armaduras e restante equipamento, bem como outros itens mágicos para comprar em diversas lojas. Pelo que por vezes teremos de grindar um pouco e ir derrotando vários inimigos para coleccionar dinheiro e poder ir equipando melhor a nossa personagem. As magias estão também melhor implementadas neste jogo, pois iremos adquirindo diversos feitiços distintos e poderemos mapear dois feitiços para acesso rápido, ao pressionar o botão A e em seguida o d-pad para a esquerda ou direita.

O tridente de Poseidon é o item que nos permite explorar debaixo de água

No que diz respeito aos audiovisuais, naturalmente que a versão Mega Drive está bem mais colorida, com gráficos mais detalhados, e melhores músicas do que a conversão da Master System. No entanto, não está muito longe dos Wonder Boy clássicos para a Master System, mantendo o mesmo estilo gráfico das suas sprites e cenários no geral. Mas é sem dúvida um jogo mais completo (até porque possui mais áreas para explorar!) e com uma melhor jogabilidade no geral. As músicas naturalmente que também são mais agradáveis que na versão Master System, embora seria curioso ver como as bandas sonoras se comparariam, caso a WestOne tivesse composto também uma banda sonora para o FM Unit.

Desta vez temos bem mais lojas para explorar e NPCs para interagir

Portanto, este Wonder Boy é mais um excelente jogo de acção/plataformas e os fãs da série certamente que o irão apreciar, embora considere que esteja uns furos abaixo que o fantástico Wonderboy III: The Dragon’s Trap da Master System. Mas possui também uma série de melhorias, nomeadamente no sistema de magias e o facto de termos mais cidades para explorar e NPCs para interagir. Por fim, nunca é demais agradecer o facto da WestOne se ter dado ao trabalho de converter este jogo para a Master System, numa altura em que a consola já há muito tinha deixado de ser o foco da Sega. Essa versão 8bit, apesar de não ser tão boa quanto a da Mega Drive, é também uma entrada sólida no catálogo Monster World. Pena que o Monster World IV nunca tenha chegado cá no seu tempo.

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Assault City (Sega Master System)

Continuando pelas rapidinhas e em consolas da Sega, vamos agora ficar com um light gun shooter lançado para a Master System no início da década de 90. Assault City acabou inclusivamente por ser lançado em 2 versões distintas, uma que suporta apenas a light phaser, e outra, mais comum, que suporta apenas o comando normal ou o joystick. Porque não fizeram antes uma versão que suportasse ambos os periféricos sinceramente não consigo compreender. A minha versão suporta apenas os comandos normais, veio da Cash Converters algures no passado mês de Abril por 12€.

Jogo com caixa e manuais

Assault City decorre algures no futuro, onde as máquinas se revoltaram contra os humanos e começaram a atacá-los. Nós encarnamos num soldado que descobre uma pessoa gravemente ferida e que, antes de falecer, lhe entrega uma arma toda high-tech e lhe pede para viajar até ao centro de controlo, onde poderemos destruir o computador que gere todos os outros robôs e assim terminar este banho de sangue.

Graficamente nem é um mau jogo, pena que os inimigos possuam poucas animações

Como muitos outros light gun shooters da era 8bit, não esperem por um jogo tão dinâmico quanto isso. Começamos por um nível de treino que é uma galeria de tiro, onde vão surgindo no ecrã vários alvos humanos ou robôs e naturalmente devemo-nos focar apenas em atingir os robôs. Mediante a nossa performance nesse nível de treino, o nível de dificuldade do jogo em si rambém se irá adaptar às nossas habilidades. Depois lá começamos a aventura a sério, com o ecrã a ir fazendo scrolling automático da esquerda para a direita e o objectivo vai ser o de destruir todos os robôs que nos vão aparecendo no ecrã, sendo que num dos níveis teremos também alguns humanos que devemos evitar atingir.

Engrish fresquinho

No que diz respeito às mecânicas de jogo, este não difere muito de outros shooters similares da sua época, como o Operation Wolf, por exemplo. A primeira parte de cada nível é toda em scrolling automático da esquerda para a direita como já referi, e para além de todos os inimigos que vamos enfrentando, também temos de estar atentos a alguns power ups que podem surgir, sendo que para os coleccionar também teremos de lhes disparar. Estes podem ser medkits que nos regeneram parcialmente a barra de vida, enquanto outros são upgrades para a nossa arma, tornando os nossos disparos mais amplos ou mesmo activando o rapid fire, mas aqui temos de ter em atenção para que a arma também não sobreaqueça. No final de cada nível espera-nos também um boss, que vai possuindo padrões de ataque diferentes, bem como zonas que se tornam vulneráveis apenas temporariamente, pelo que temos de ter sempre alguma paciência quando os enfrentamos.

Temos de estar especialmente atentos aos bosses pois levantam as suas defesas por pouco tempo

A nível audiovisual é um jogo até algo interessante, tendo em conta as limitações da consola. Os níveis são coloridos e variados entre si, assim como os inimigos. Entre cada nível vamos tendo cutscenes muito simples (e cheias de engrish) que nos vão contando a história. O meu único senão é que, pelo menos nos primeiros níveis, os inimigos não possuem nenhuma animação quando são derrotados, mas sim temos algumas sprites de explosões a surgirem à sua volta. No entanto, com o sprite flicker, nem sempre me apercebo se realmente acertei nalgum inimigo ou não. Num dos últimos níveis, os inimigos  que lá surgem já possuem animações quando são atingidos, o que é estranho a Sega só se ter preocupado com isso nessa altura… De resto as músicas não são nada de especial.

Portanto este Assault City é um shooter simples, que provavelmente seria bem mais agradável de jogar com uma light phaser em vez de um comando tradicional. Ainda assim é um jogo que dá para entreter e não é dos mais penalizadores quando morremos, pelo que eventualmente lá conseguimos chegar ao final.

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