Golden Axe (Sega Mega Drive)

O Golden Axe é um dos videojogos preferidos da minha infância. Apesar de só muito mais tarde, já quando comecei a coleccionar mais a sério, é que vim a ter uma Mega Drive na colecção, este era daqueles que jogava imensas vezes em casa de amigos. E como na maioria dos casos em Portugal nos anos 90, jogávamos este jogo numa das várias compilações Mega Games, muitas vezes vendidas em bundle com a consola. Eu já analisei o Golden Axe com detalhe quando escrevi sobre a compilação Mega Games 2, pelo que recomendo a sua leitura.

Jogo com caixa e manual

O meu exemplar foi comprado no passado mês de Abril a um particular por 25€. Confesso que é mais do que eu gostaria de dar pelo jogo, mas este primeiro Golden Axe não é muito comum de aparecer por cá sem ser nas compilações, pelo que os preços têm vindo a subir.

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Destiny: The Collection (Sony Playstation 4)

Quando comprei a minha Playstation 4 algures em 2015/2016, o Destiny foi dos primeiros que comprei e joguei. O facto de ser um FPS com elementos de RPG e com uma vertente online muito forte, comprei-o mesmo numa de ir jogando em sessões esporádicas, enquanto ia jogando outros jogos de forma mais focada. Inicialmente tinha comprado uma compilação que já trazia todas as expansões até ao The Taken King (tinha sido um bom negócio numa CeX, onde me tinham garantido que o jogo tinha sido vendido selado pelo que os códigos para activar os DLCs ainda estariam válidos), mas algures no ano passado encontrei na Worten esta “The Collection” que trouxe ainda a última expansão “The Rise of Iron”. Custou-me algo em torno dos 13€.

Jogo completo com caixa e panfletos diversos

Confesso que nunca fui um grande fã de Halo, embora só tenha jogado os primeiros 2 e no PC. Mas admito que, para a época em que sairam, a sua vertente multiplayer tenha sido um grande sucesso na Xbox, mas eu sempre fui mais fã da campanha single-player. E o que este Destiny oferece é na verdade um misto dos dois mundos, mas já lá vamos. Em Destiny o jogo decorre algures no futuro, onde após séculos de prosperidade para a raça humana, que nos permitiu inclusivamente colonizar outros planetas do nosso sistema solar, como Vénus ou Marte, dá-se um colapso que deixou a humanidade na beira da extinção. Pelo meio, enquanto os sobreviventes humanos se regrupam na última cidade livre do planeta terra, várias outras raças alienígenas tomam de assalto as colónias terrestres abandonadas noutros planetas, bem como começam a invadir a Terra também.

Com a introdução da expansão The Taken King, novas subclasses podem ser desbloquadas. Para os Titans, temos os Sunbearers.

Como em muitos jogos online, começamos a aventura por construir a nossa personagem. Dispomos de três classes básicas – os Titans, especialistas em força bruta, os Hunters que são uma espécie de ninjas futuristas, sendo bastante ágeis e com uma jogabilidade que recompensa a precisão dos nossos ataques. Por fim temos os Warlocks, que conforme o nome indica são uma espécie de feiticeiros. Cada uma destas classes possui diferentes subclasses que podemos evoluir e que nos dão diferentes habilidades. Eu pessoalmente escolhi o Titan e a subclasse Striker, que me permitia dar socos poderosíssimos, bem como alguns outros poderes, à media que ia ganhando pontos de experiência.

Ao longo do jogo vamos desbloqueando vários hubs sociais onde podemos interagir com uma série de NPCs, seja para receber quests, seja para comprar/vender alguns itens

Depois vamos tendo várias quests e diferentes tipos de missões pela frente. Temos missões que progridem a história e que, podem ser jogadas cooperativamente com mais uns 2 ou 3 amigos, temos patrulhas que podemos percorrer em cada planeta, onde poderemos fazer algumas pequenas missões ou, tal como em muitos MMOs, participar nalguns eventos públicos que geralmente consistem em derrotar algum boss gigantesco com a ajuda de qualquer outro jogador que esteja nas redondezas. Ainda na campanha, vamos tendo também Strikes e Raids. Estas são missões pensadas exclusivamente para o cooperativo. Os Strikes são para ser jogados com 3 pessoas, já os Raids, maiores e com alguns puzzles, é suposto serem jogados por 6 pessoas. Agora o problema é que muito pouca gente joga o primeiro Destiny e muitas vezes começamos um Strike ou Raid sozinho. Enquanto os Strikes, se tivermos paciência e a nossa personagem estiver suficientemente evoluída, até os conseguimos passar sozinhos (muitas vezes outros jogadores acabam por se juntar à nossa partida mais à frente), já os Raids não há hipótese nenhuma de se completar sozinho. E eu infelizmente não cheguei a fazer nenhum raid pois já não consegui arranjar quórum suficiente.

No final de cada missão temos um sumário dos pontos de experiência que ganhamos, tanto para a personagem, como para cada peça de equipamento que tenhamos equipada, podendo desbloquear novas skills ou habilidades.

Com a adição das expansões The Taken King e The Rise of Iron (gostei bastante da campanha do Taken King!) para além das missões principais da campanha de cada expansão, vamos também desbloqueando outras quests mais à MMO, consistindo em visitar áreas já conhecidas e coleccionar uma série de itens, ou derrotar alguns bosses super poderosos. O problema é que para além de algumas dessas quests serem algo repetitivas, muitos desses bosses são fortes demais para um jogador apenas o conseguir derrotar, até porque temos um tempo limite para o fazer. Portanto, com a falta de jogadores activos no Destiny 1, houve muitas destas quests das duas últimas expansões que desisti de fazer, o que é pena, pois muitas delas desbloqueiam depois algumas missões adicionais que não conseguimos jogar de outra forma. Sobre o multiplayer PVP, temos vários modos de jogo competitivo, sejam variantes de deathmatch, ou baseadas em objectivos onde teremos de controlar uma série de zonas num mapa. Infelizmente também não cheguei a testar nenhum destes modos de jogo devido à falta de pessoas. Inicialmente não quis jogar PVP pois a minha personagem estava ainda muito debilitada, mas só neste ano é que realmente investi umas horas valentes no Destiny e quando estava pronto para testar o PVP não consegui jogar uma única partida devido à falta de gente. É triste.

A qualquer momento podemos activar o nosso Ghost, que nos vai relembrando dos objectivos actuais e a sua localização no mapa, para além de permitir chamar um veículo para nos deslocarmos mais rápido, ou teletransportar de novo para a nave.

A nível gráfico é um jogo excelente para a época em que saiu e temos de ter em conta que o mesmo foi desenvolvido com a X360 e PS3 como plataformas base. Gosto bastante dos diferentes ambientes que exploramos, sejam as ruínas do Cosmodrome na Rússia, colónias humanas e cavernas tenebrosas dos the Hive na Lua, as ruínas de uma colónia avançada em Vénus, tomadas de assalto pela poderosa ameaça robótica dos The Vex, entre tantas outras! O jogo está repleto de pequenos momentos que me agradaram bastante, como é o caso dos ecrãs de loading, que são essencialmente pequenas cutscenes da nossa nave a sobrevoar a superfície de planetas ou a viajar a altas velocidades entre os diferentes planetas do nosso sistema solar. As músicas também variam desde o mais épico, pomposo e orquestral – perfeito quando combatemos em situações críticas, tenebrosas e tensas nalgumas alturas, ou, quando viajamos naqueles ecrãs de loading, conseguem ser tão pacíficas e relaxantes que só quero é que o loading demore um pouco mais.

Como muitos MMOs, por vezes surgem eventos públicos como bosses gigantes que qualquer jogador que se encontre lá perto pode enfrentar. Pena que já não hajam tantos assim como neste screenshot.

Portanto, este Destiny é um jogo que confesso que me divertiu, mesmo não sendo eu um grande fã de MMOs e afins. Mesmo com pouca gente a jogar hoje em dia, ainda deu para fazer todas as missões principais do modo história, a maioria dos Strikes e algumas quests adicionais. Tudo o resto já se torna muito difícil de obter (ou aborrecido) devido ao jogo já não ter tantos jogadores activos quanto isso. Mas ainda assim consigo ver porque foi um jogo de sucesso na altura que saiu. Todo o loot que podemos obter e customizar para a nossa personagem é impressionante, para além de toda uma série de itens cosméticos que podem comprar se isso for a vossa cena. Talvez compre o Destiny 2 no futuro pois gostei da história em geral deste Destiny e estou curioso em ver como a evoluiram, Fico no entanto a aguardar por uma compilação que já traga todas as expansões (não me enganam mais como o The Taken King Legendary Edition!).

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Point Blank 2 (Sony Playstation)

Voltando às rapidinhas, mas agora para a Playstation, o jogo que cá vos trago hoje é o follow up do Point Blank, um interessante e  muito divertido light gun shooter com as suas origens nas arcades. E com o sucesso do primeiro jogo (que por sua vez já tinha sido uma conversão tardia), não tardou muito para surgir também na Playstation a sua sequela, com muitos mais minijogos divertidos e bizarros quanto baste. O meu exemplar foi comprado numa das minhas idas à feira da Vandoma no Porto algures em Junho de 2017. Se bem me lembro custou-me 1€ e estava debaixo de uma pilha de CDs de música.

Jogo completo com manual

Tal como no jogo anterior da Playstation, temos aqui vários modos de jogo, incluindo uma adaptação do arcade. Aqui, mediante a dificuldade seleccionada teremos vários níveis/mini-jogos para completar. Estes são galerias de tiro podem ser coisas simples como alvejar uma série de alvos, incluindo níveis à lá “Lethal Enforcers” onde aparecem bandidos de cartão. Mas também podem ser bastante bizarros, como tosquiar uma série de ovelhas à lei da bala, ou despir a armadura de um cavaleiro até o deixar de boxers. Cada desafio possui um tempo limite e nalguns casos, também um número limite de balas. Para além do arcade temos um versus para 2 jogadores e um modo de Endurance, que consiste, num número limitado de vidas, tentarmos ultrapassar o máximo número de desafios que conseguirmos.

Atirar em ninjas? Porque não?

Depois temos o Party Mode, que como o nome indica, é adequado para multiplayer para várias pessoas. Temos vários modos multiplayer como torneios e afins, mas no fim de contas resumem-se a jogarmos várias partidas dos desafios normais do Point Blank, ganhando quem fizer mais pontos. Para além disso temos o Theme Park mode que é o modo história deste Point Blank 2. Ao contrário do primeiro jogo que tínhamos aqui um RPG simples, porém interessante, aqui temos um modo história diferente, que decorre algures num parque de diversões e que no fundo se vai resumir a jogarmos também uma série de desafios.

A nível gráfico, esperem pelo mesmo estilo cartoonesco do primeiro jogo, o que pessoalmente sempre me agradou. As músicas são bastante variadas entre si, desde temas mais rock, outros mais épicos ou orquestrais, ou outros mais funky, uma vez mais, tal como no primeiro jogo temos direito a uma banda sonora diversificada.

Uma das referências que aqui vemos a outros jogos da Namco são os níveis inspirados no Galaga

Portanto este Point Blank 2 acaba por ser mais um jogo interessante e bem humorado, com imensos novos desafios pela frente, uns mais bizarros que os outros. Peca no entanto pela falta de um modo single player mais sólido, se bem que o arcade com os seus diferentes níveis de dificuldade já servem bastante para nos divertir.

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Animaniacs (Sega Mega Drive)

Uma das minhas séries de animação preferidas dos anos 90 foi sem dúvida os Animaniacs, da Warner Bros. Introduzindo 3 personagens tresloucadas (Yakko, Wakko e Dot), esta era uma série de animação cheia de humor absurdo, como muitos outros clássicos de animação da mesma década. E claro, introduziu-nos também a dupla de ratos Pinky e Brain, que ainda hoje deve estar a magicar um plano qualquer para dominar o mundo. A certa altura nos anos 90, a Konami detinha a licença para adaptações desta série em videojogos acabando por produzir 2 videojogos diferentes para a Mega Drive e Super Nintendo. O meu exemplar da Mega Drive foi comprado algures no mês de Janeiro num bundle grandinho de vários jogos, tendo-me ficado a menos de 5€ cada.

Joco completo com caixa e manual

A certo dia os 3 irmãos acordam e decidem montar uma loja deles com memorabilia do cinema, e já que vivem dentro das próprias instalações da Warner Bros, porque não coleccionar uma série de artefactos dos seus estúdios? E vai ser mesmo isso que vamos fazer, ao explorar cinco diferentes estúdios que estão a rodar filmes com diferentes temáticas. O senão é que aqui controlamos os 3 irmãos em simultâneo, podendo alternar entre os 3 de forma livre, sendo que cada um possui diferentes habilidades. Yakko, o mais alto, possui uma raquete com a qual podemos atacar os inimigos e atordoá-los durante alguns segundos e também é o único que consegue arrastar caixas ou outros objectos pesados. Wakko, o que tem o boné, tem um martelo gigante que pode destruir alguns blocos, activar interruptores ou alavancas e, por mais estúpido que seja, acender rastilhos de bombas. Por fim temos a Dot cuja única habilidade é a de poder atirar beijos para o ar, que podem seduzir algumas personagens, alterando temporariamente o seu comportamento para a nossa vantagem.

Os primeiros 4 níveis podem ser jogados em qualquer ordem

E ao longo dos vários níveis teremos mesmo de usar todas estas habilidades, se bem que por vezes não é muito claro o que temos de fazer. E tendo em conta que os níveis são temporizados (ainda assim o tempo limite é generoso), também não podemos perder tanto tempo assim para tentar perceber o que fazer. Em alguns confrontos contra bosses ou mini bosses teremos inclusivamente de alternar entre personagens on the fly e usar as suas habilidades de forma rápida, o que exige algum esforço na coordenação. De resto os animaniacs têm uma barra de energia que é representada pelas suas caras. Começam com caras alegres, mas à medida que vão sofrendo dano as caras vão se tornando mais tristes, assustadas ou no limite, ficam a piscar, que sinaliza que estamos na iminência de perder uma vida. No entanto podemos restaurar alguma energia ao apanhar itens com comida. Para além disso podemos apanhar vidas extra, um relógio que nos extende o tempo limite para acabar o nível que estamos ou estrelas, que são os coleccionáveis e que, ao coleccionarmos 100 de cada vez também ganhamos uma vida extra. Quando exploramos os níveis podemos também encontrar algumas passagens secretas que nos dão acesso a um minijogo de bónus que é uma espécie de roleta. Podemos “apostar” algumas das nossas estrelas em algumas caras conhecidas, rodamos a roleta e se sair a cara em que apostamos, ganhamos algumas estrelas extra.

Cada um dos animaniacs possui diferentes habilidades. Aqui ilustrado temos o Yakko a arrastar um caixote que nos permite subir para a plataforma acima

De resto, a nível audiovisual, devo dizer que para mim é o ponto mais forte do jogo. Por um lado porque temos cutscenes entre cada nível que vão avançando na história e mantêm o sentido de humor absurdo que a série Animaniacs sempre nos habituou. Por outro lado, os níveis em si são bastante coloridos e muito bem detalhados, assim como as sprites estão bem animadas. Os níveis em si são bastante variados, onde temos temáticas inspiradas em filmes como Indiana Jones, Star Wars, westerns, ou horror onde temos de apanhar uma máscara semelhante à do Jason Voorhees de Sexta-Feira 13, mas o nível em si tem uma temática do Drácula. As músicas também são bastante agradáveis e os efeitos sonoros também.

Portanto este Animaniacs é um jogo interessante que mistura conceitos de platforming e puzzle. No entanto a sua implementação não é a melhor pois nem sempre é fácil entender o que temos de fazer para avançar nos níveis, algo que me aconteceu mais nos primeiros 2 níveis. Seria interessante se tivessem colocado mais algumas pistas visuais aqui e ali. A mecânica de alternar entre Animaniacs é também interessante, mas nos confrontos contra bosses onde temos de alternar entre habilidades pode dificultar-nos um pouco a vida, mas lá está, aí acaba mesmo por ser uma questão de práctica e destreza que se ganha com a experiência. De resto, para além da versão SNES que foi desenvolvida paralelamente a esta e é um jogo completamente diferente, convém também mencionar que existe também uma versão Gameboy, esta já semelhante à versão Mega Drive, embora com menos conteúdo.

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Cobra Command (Sega Mega CD)

Voltando às rapidinhas, vamos agora visitar a Mega CD para mais um jogo baseado em full motion video, tal como o Road Avenger que já cá trouxe. Aliás, tal como Road Avenger, este Cobra Command é também uma conversão de um jogo arcade bem mais antigo, da década de 80, tendo sido produzido para arcades baseadas na tecnologia Laserdisc, uma espécie de concorrente ao CD que acabou por prevalecer na indústria. Este meu exemplar é o que vem em conjunto com o Sol-Feace, que mais tarde também conto escrever para aqui um artigo.

Jogo com caixa e manual

Neste Cobra Command nós estamos ao “volante” de um helicóptero militar, com o propósito de combater uma poderosa organização militar que ameaça todo o mundo livre. Começamos precisamente nas ruas de Nova Iorque a combater todos os inimigos que nos surjam à frente, sejam outros helicópteros, tanques, navios, baterias antiaéreas, etc. Basicamente temos de estar atentos ao que nos dizem e às pistas visuais para abater os inimigos que nos aparecem à frente. Ao longo de todo o jogo temos uma mira que pode ser usada para apontar e atingir os inimigos antes que estes disparem sobre nós (caso contrário lá se vai uma vida), mas muitas vezes também temos de nos desviar de alguns obstáculos, usando para isso o próprio D-Pad e pressioná-lo nas direcções o mais rápido possível. É, portanto, um gigante quick-time event com alguns elementos de light gun shooter, sendo que temos de usar o comando para apontar e disparar. Por norma dispomos de 3 vidas e caso falhemos algum alvo, ou não nos desviamos a tempo, temos direito a uma simpática cutscene do nosso helicóptero a explodir e lá se vai uma vida. Portanto, acaba  por ser um daqueles jogos onde reflexos rápidos e alguma memorização ajudam bastante.

Mais que um quick time event gigante, também temos um cursor para apontar e disparar para os inimigos

Infelizmente, tal como o Road Avenger, a qualidade do vídeo não é grande coisa, fruto das limitações da própria Mega CD, com cores mais esbatidas e uma resolução menor. De resto, nada contra as músicas que são maioritariamente rock em qualidade CD-Audio e para o comandante que nos vai dando indicações bem claras, indicações essas que são também chave para progredirmos no jogo, pois quando nos diz que temos de virar para uma certa direcção, é bom que o façamos logo.

Portanto, este é um jogo que infelizmente não envelheceu nada bem. Mas ao contrário de outros jogos da Mega CD baseados em full motion video, este é daqueles que temos de o olhar para lentes ainda bem mais antigas, visto ser um jogo original de 1984, para arcades baseadas em laserdisc, tal como o Dragon’s Lair. E nessa altura, ver um jogo com “gráficos” de qualidade de desenhos animados era sem dúvida algo impressionante!

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Blackhawk (Super Nintendo)

Blackhawk, conhecido lá fora por Blackthorne, é um dos primeiros videojogos produzidos pela Blizzard, os mesmos que criaram Warcraft, Diablo ou Starcraft, sendo este um jogo de acção / plataformas, que pessoalmente sempre me fez lembrar o prince of Persia, embora mais longo e com armas de fogo em vez de espadas. Mas já lá vamos. O meu exemplar veio algures no mês de Janeiro deste ano, após ter sido comprado numa loja no Reino Unido por 3 libras.

Apenas cartucho

O jogo leva-nos ao mundo de Tuul, onde o povo de Androth estava a ser invadido pelos monstros liderados por Sarlac. Com o castelo de Androth prestes a cair perante a invasão, o rei lá do sítio, com a ajuda do seu feiticeiro, consegue transportar o seu filho bébé (Kyle) para o planeta Terra, de forma a que cresça em segurança. 20 anos depois, com Kyle já adulto, somos transportados de volta para o planeta Tuul, onde iremos combater as forças de Sarlac e recuperar o reino de Androth.

O facto de comparar este jogo ao Prince of Persia não é assim tão descabido de todo, pois as animações de Kyle foram capturadas da mesma forma que as do Prince e na verdade muitos dos movimentos que podemos fazer, como andar devagar , correr para saltar precipícios, ou subir/descer plataformas são muito semelhantes. Mesmo alguns dos puzzles são parecidos, pois em alguns sítios temos de pressionar botões no solo para abrir algumas portas longínquas e temporizadas. Mas enquanto Prince possuia combates de espada e pouco mais, aqui os combates usam armas de fogo e temos também uma série de itens (para além de poções que nos regeneram a vida) que podemos apanhar para resolver alguns puzzles. Coisas básicas como chaves que nos abrem portas ou extendem pontes, plataformas elevatórias, ou então diversos tipos de bombas diferentes que tanto nos podem ajudar a derrotar alguns inimigos mais poderosos, como para destruir algumas máquinas de difícil acesso, como é o caso das “vespas” que são na verdade bombas controladas remotamente.

Nos combates podemos alternar entre estar no plano de fundo em segurança ou descoberto para atacar. O problema é que os inimigos fazem o mesmo, deixando os combates algo morosos.

Os combates são então outro dos pontos fortes do jogo. Kyle está munido de uma caçadeira, que à medida que vamos progredindo no jogo vai ficando cada vez mais poderosa (e os inimigos que temos de enfrentar também). Agora, tal como nos filmes, tanto nós quanto os inimigos tem a capacidade de se expor quando disparam, e encostar-se à parede para não levarem com tiros. Portanto cada duelo vai ser travado desta forma, com toda a gente encostada à parede, os monstros expõem-se para disparar e na fração de segundos em que páram de disparar, mas ainda estão expostos, é quando temos nós de sair da nossa guarda e disparar. É um conceito interessante, mas confesso que, ao fim de dezenas de combates, todos eles travados desta forma, acaba por cansar um pouco.

Apesar de ter gostado bastante desta cutscene inicial, deu-me a entender que este seria um jogo mais cinemático do que realmente o é.

Depois os níveis são bastante grandes, obrigam-nos a uma exploração muito cuidada e memorizar caminhos para conseguirmos resolver alguns dos seus puzzles. Mas não deixam de ter uma atmosfera muito cinematográfica (como o Flashback, por exemplo), que sempre achei interessante. Vamos explorar minas, florestas, desertos e o castelo de Sarlac, pelo que os visuais vão sendo sempre algo distintos entre cada zona, mas como os níveis acabam por ser bem grandinhos, o que conjugado com todos estes combates lentos, acabam por tornar o jogo um pouco repetitivo e para ir jogando por etapas – felizmente temos passwords no final de cada nível. Por outro lado as músicas também são algo variadas, introduzindo aqui e ali algumas guitarras eléctricas, mas sempre numa toada algo contida e repetitiva. Ou seja, música um pouco ambiental, mas que sinceramente não se adequa muito aos níveis que vamos explorando.

Portanto este Blackhawk, ou Blackthorne se preferirem, acaba por ser um interessante jogo de acção, mas ainda longe do brilhantismo que a Blizzard mais tarde nos veio a habituar. Possui alguns conceitos interessantes e na verdade o jogo é bastante sólido e agradável, mas acaba por se tornar muito repetitivo pelos seus combates pausados e níveis grandes, labirínticos e cheios de segredos a descobrir.

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Road Rash (Sega Mega Drive)

Escrever sobre o Road Rash original da Mega Drive, depois de já ter escrito sobre as suas sequelas directas (RR2 e RR3), a surpeendentemente competente conversão da Master System, ou mesmo o seu remake para a Sega Saturn, não sei mesmo o que mais dizer aqui, pelo que esperem por mais um artigo curto. O meu exemplar foi comprado a um amigo no mês passado, tendo-me custado algo entre os 5 e os 10€.

Jogo com caixa

Como já todos sabem, o propósito do Road Rash é participar em corridas ilegais de motos, sendo que neste primeiro jogo iremos percorrer várias estradas nacionais ao longo do estado da California. Começamos por competir com uma moto modesta, ao longo de percursos relativamente curtos, sendo que se terminarmos a corrida nos primeiros lugares podemos avançar para a corrida seguinte. Mediante o lugar onde terminamos cada corrida ganhamos mais ou menos dinheiro que pode posteriormente ser usado para comprar motos mais potentes, algo que teremos mesmo que fazer pois a dificuldade (e distância) vai aumentando progressivamente.

O dinheiro que ganhamos nas corridas pode depois ser usado para comprar novas motos

E claro, sendo este um jogo de corridas de motos ilegais, é aceite que possamos bater nos nossos oponentes. Inicialmente podemos apenas dar socos e pontapés, mas com alguma habilidade poderemos roubar armas dos outros motociclistas, como bastões de baseball ou correntes metálicas. Cada personagem possui uma barra de vida (incluindo nós) pelo que se os conseguirmos derrotar faz com que caiam da moto, causando também dano na moto (algo que também temos de ter em conta nós próprios). Acidentes fazem com que sejamos disparados da nossa moto, tendo depois de andar a pé até ao local onde a moto ficou. Tendo em conta que também vamos ver motos da polícia pelo caminho (que não se inibem de nos dar pancada), cair da moto enquanto somos perseguidos pela polícia geralmente acaba em sermos presos. O dinheiro que vamos amealhando, para além de comprar novas motos, serve também para reparar a nossa moto ou pagar as multas/fianças de cada vez que somos apanhados pela polícia.

Se cairmos da moto, só nos resta ir a pé atrás dela.

De resto, a nível técnico, sempre gostei da apresentação do jogo, seja pelas interacções que vamos tendo com os outros oponentes entre cada corrida, ou as pequenas (e geralmente cómicas) cutscenes que vemos no final de cada corrida. Durante as corridas em si, os cenários são minimamente bem detalhados, dentro do habitual nos jogos de corrida da Mega Drive. Temos é várias colinas, pelo que a estrada vai subindo e descendo de maneira suave. Na parte inferior do ecrã temos também a vista traseira dos dois espelhos retrovisores da moto, algo muito útil para percebermos se algum oponente nos está a tentar ultrapassar. As músicas têm também uma toada mais rock, o que se adequa bem ao conceito do jogo e também me agrada particularmente.

Portanto estamos aqui perante mais um clássico da era 16bit, um clássico que deixa uma certa saudade, já era tempo da Electronic Arts revisitar esta franchise.

 

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