World Soccer (Sega Master System)

Continuando pelas rapidinhas a jogos desportivos, hoje ficamos com um daqueles jogos que até joguei bastante na minha infância, pois um amigo meu tinha-o na compilação Master Games 1, que me chegou a emprestar por várias vezes. Conhecido nos Estados Unidos como Great Soccer, causa alguma confusão pois a Sega havia lançado 1 ano antes um outro jogo precisamente com esse nome, tendo-se ficado pelo Japão e aparentemente na Europa também, em formato Card apenas. O porquê desse jogo não ter saído nos EUA não faço ideia, mas certamente renomearam o World Soccer para ficar em linha com os outros jogos desportivos da consola da época, que tinham sempre “Great” no nome. O meu exemplar foi comprado no passado mês de Novembro numa loja alemã, tendo-me custado 4€.

Jogo com caixa e manual

Bom, e este World Soccer é um jogo de futebol extremamente simples, onde podemos apenas jogar partidas amigáveis para um ou dois jogadores, ou participar em duelos de penalties, uma vez mais para um ou dois jogadores. Já não me lembrava como a jogabilidade era incrivelmente lenta e os jogadores parece que andam a passo pelo campo… de resto as mecãnicas são simples, com um botão para passar e outro para rematar. Caso não tenhamos a posse da bola, para a roubar temos de aproximar o nosso jogador do adversário, que ele irá automaticamente tentar roubar a bola. A partir do momento em que a bola entra na grande área, teremos também de controlar o guarda-redes para defender as bolas. Faltas não existem, e no caso de uma partida terminar empatada vamos para os penalties. De resto temos apenas 8 equipas nacionais para escolher, como a Alemanha (ocidental), Argentina, Brasil, Reino Unido ou França.

Os jogadores têm um aspecto de desenho animado que até lhes dá um certo charme. Pena é serem tão lentos!

A nível audiovisual é um jogo muito simples e mesmo com poucas equipas nem sempre acertam nas cores típicas dos equipamentos de cada país. Mas ainda assim possui alguns detalhes interessantes como o facto de ouvirmos parte do hino nacional de cada equipa seleccionada em cada partida. Já nos confrontos em si, o campo é colorido, mas os jogadores possuem pouco detalhe, o que seria de esperar dado ser um jogo lançado cedo no ciclo de vida da consola. Quando mudamos para a vista de marcação de penalties, já temos então muito mais detalhe nas sprites dos jogadores. No que diz respeito ao som, até que é um jogo bem competente. Tal como referi acima, ao escolher as equipas para cada partida, vamos ouvindo parte do seu hino nacional, o que é um detalhe muito interessante. Já durante os jogos propriamente ditos, temos sempre a mesma música a tocar, que por sua vez é bastante agradável, felizmente.

No caso de uma partida terminar empatada, siga para os penálties que felizmente possui um grafismo diferente

Portanto este World Soccer é daqueles jogos que apesar de me trazer alguns sentimentos nostálgicos, é verdade que envelheceu muito mal. De resto, para além do verdadeiro Great Football que nunca vi à venda por cá, a verdade é que não havia mais nenhuma alternativa até ao lançamento do Italia 90.

 

Wimbledon (Sega Master System)

Mais uma rapidinha para a Master System, se bem que desta vez este artigo será meramente indicativo. Isto porque o primeiro Wimbledon para a Master System faz parte da compilação Gamebox: Série Esportes, lançada originalmente pela a Tectoy no mercado Brasileiro mas que também chegou cá a Portugal através dos portuguese Purples. Já na altura tinha feito uma análise ao Wimbledon por aí, pelo que recomendo que espreitem esse artigo.

Jogo com caixa e manual

O meu exemplar standalone deste jogo foi comprado numa loja alemã, por alturas de descontos de Black Friday. Ficou-me por 4€ mais portes, que se diluiram bem com os restantes jogos que acabei por comprar lá.

Strider II (Sega Master System)

Continuando pelas rapidinhas, vamos cá ficar com mais um jogo da Master System, cuja versão Game Gear já cá trouxe no passado. O infame Strider II, desenvolvido pela Tiertex e publicado pela U.S. Gold, uma sequela não oficial (se bem que devidamente licenciada pela Capcom), desenvolvida pela mesma equipa que converteu o Strider original para uma série de microcomputadores diferentes. Quando converteram esta sua sequela para as consolas da Sega, o jogo acabou por sofrer um redesign de forma a assemelhar-se mais ao original mas regra geral o jogo acabou por ter muita má fama. Já cá trouxe a versão Game Gear no passado, tempo agora para abordar brevemente a versão Master System que foi a única que joguei na minha infância. O meu exemplar veio de um bundle de jogos Master System que comprei a um particular no Facebook, que me ficou a pouco mais de 6.50€ por jogo.

Jogo com caixa

Neste jogo encarnamos então num outro ninja, que aparentemente tem de resgatar uma princesa de um outro imperador e tirano, mas noutro planeta que não a terra. Tal como o Strider original, o nosso ninja Hinjo é bastante atlético, podendo fazer saltos acrobáticos, escalar paredes, ou mesmo deslizar pelo chão de forma a desviar-se de projécteis que nos sejam atirados. Temos uma barra de vida e a possibilidade de atirar com shurikens infinitas (o que ê uma benção), algo que teremos de ter bem em conta, pois os inimigos surgem de todos os lados e os níveis também nos apresentam uns quantos obstáculos capazes de nos tirar dano. Na parte superior do ecrã vemos alguma informação, como a nossa barra de vida, ou uns pontos brancos do lado direito. Estes têm a ver com um escudo que podemos activar, que será tão mais resistente quanto os pontos brancos que tivermos. Felizmente que encontraremos alguns power ups que nos permitem restabelecer ambos os níveis.

O escudo é útil especialmente contra os bosses

Graficamente até que é um jogo bem detalhado para uma Master System, embora a sua performance seja sofrível, pois está repleto de abrandamentos. Na altura também não tinha reparado, mas apesar de o design dos níveis me parecer idêntico entre a Master System e Game Gear, na verdade há diferenças nas sprites, que na Game Gear foram modificadas de forma a se adaptarem melhor face ao pequeno ecrã. Aqui na Master System tudo é maior e os níveis parecem ter um pouco mais de detalhe. As músicas não são nada de especial confesso, mas como foi um jogo que joguei bastante quando era mais novo, ainda me lembrava de as ouvir, pelo menos as dos primeiros níveis, portanto se calhar nem são tão más assim.

A princesa que resgatamos no fim, ali com uns pixeis marotos

Quando era miúdo lembro-me deste ser um jogo bastante difícil e de não ter passado do segundo nível, hoje em dia já sei que é preciso jogar de forma cautelosa (mas não tão cautelosa assim pois temos um tempo limite em cada nível) e usar bem as habilidades de Strider, spammar shurikens, e os escudos nos confrontos contra os bosses. Não é um jogo tão bom quanto o Strider original, mas para uma Master System, e tirando a parte da performance, até nem me parece ser um mau jogo de todo, sinceramente.

Miracle Warriors (Sega Master System)

Continuando pelas rapidinhas vamos voltar à Master System e abordar um dos seus poucos RPGs disponíveis na sua biblioteca. Originalmente desenvolvido pela ASCII e a desconhecida Kogado para uma série de computadores japoneses como Haja no Fuuin, tendo sido posteriormente convertido para a Famicom e Master System. Mas apenas a versão Master System chegou ao ocidente, fruto talvez do seu reduzido catálogo de jogos deste género. O meu exemplar foi comprado em Setembro, numa viagem de trabalho que fiz a Paris e onde deu tempo para visitar as lojas da Boulevard Voltaire, tendo-me custado 20€.

Jogo com caixa

A história leva-nos como não poderia deixar de ser a um mundo fantasioso, onde um ser demoníaco voltou a invadir a terra, inundando-a de monstros. Nós somos um dos heróis de uma profecia qualquer, pelo que teremos de encontrar os outros 3 companheiros da profecia, os Miracle Warriors, bem encontrar também mais umas três chaves interdimensionais que nos deixam entrar na dimensão do vilão (ou melhor dizendo, vilã) e defrontá-lo. Claro que convém também fazer uma série de sidequests e encontrar o melhor equipamento disponível para cada personagem, pelo que teremos muito trabalho pela frente.

Lá terá de ser…

Tal como muitos RPGs old school, o ecrã está dividido da seguinte forma: na parte inferior temos no lado esquerdo os pontos de vida e de experiência de cada personagem. Ao lado direito algumas informações como o dinheiro disponível, ervas regenerativas, dentes de inimigos derrotados (que pode ser usado para trocar por dinheiro ou itens especiais nas diversas aldeias) e os pontos de carácter. Estes últimos são os nossos pontos de karma, pois nas batalhas nem sempre aparecem bandidos ou monstros para combater, também podemos encontrar viajantes, vendedores e monges inocentes que, ao atacá-los irá influenciar negativamente a nossa reputação, algo que pode barrar a nossa entrada nalgumas aldeias.

As batalhas são sempre um contra um em cada turno, mesmo quando temos mais que um elemento no grupo

Na parte superior do ecrã, do lado direito, temos o mapa seja do overworld, cavernas ou cidades/aldeias. Do outro lado temos a vista principal que nos mostra as paisagem de onde estamos, ou no caso de transitar para uma batalha, mostra o nosso oponente. Bom, pelos screenshots eu sempre pensei que este fosse um RPG jogado na primeira pessoa, mas infelizmente não é bem assim, pois esse ecrã muda muito, muito pouco, apenas as cores tendo em conta o tipo de solo que estamos a pisar e pouco mais. As aldeias possuem quase sempre o mesmo ecrã, e as batalhas têm um ecrã típico para cada tipo de terreno.

Falando nas batalhas, aqui as mecânicas também são um pouco diferentes do habitual, pois apesar de serem por turnos, mesmo que tenhamos mais que um elemento na nossa party, apenas um pode atacar de cada vez, escolhido por nós no início de cada turno. As acções que podemos tomar, no entanto são as habituais como atacar, fugir, usar itens mágicos como as tais ervas regenerativas ou ataques mágicos. Podemos também invocar alguns feitiços (assim que os desbloquearmos) ou tentar falar com os oponentes. O equipamento que podemos encontrar é algo limitado, assim como a sua durabilidade, tendo de visitar ferreiros nas aldeias para os reparar. Ou se juntarmos fundos suficientes podemos contratar um desses ferreiros para nos acompanhar, reparando o nosso equipamento constantemente.

Infelizmente é um jogo que engana muito nos screenshots, pois acaba por deixar um pouco a desejar na apresentação

A nível audiovisual, bom confesso que como referi acima, estava à espera de algo mais na apresentação, principalmente na exploração do mundo e aldeias/castelos e afins. Ao menos temos um número considerável de diferentes monstros, com poucas palette swaps entre si. As músicas, apesar de poucas, são agradáveis e ainda bem, pois as vamos ouvir durante muito tempo. A versão japonesa possui suporte ao FM Sound, com uma banda sonora muito melhor.

Portanto este Miracle Warriors é um RPG ainda muito primitivo, que me decepcionou um pouco na sua apresentação e em algumas mecânicas. Tem no entanto alguns detalhes interessantes como o tal sistema de karma. Recomendado apenas para os entusiastas de RPGs da velha guarda, pois mesmo a nível de narrativa, este é um jogo de poucas palavras.

Dragon: The Bruce Lee Story (Sega Master System)

Para além da versão 16bit deste Bruce Lee Story que por acaso já cá trouxe, na sua encarnação para a Mega Drive, a Virgin produziu também versões 8bit do mesmo, que sairam para a Master System e Game Gear. Mas se por um lado a versão mais robusta é um jogo de luta com uma mecânicas de jogo algo estranhas e repletas de particularidades, esta versão 8bit possui mecânicas completamente diferentes, sendo uma mistura entre plataformas e beat ‘em up. Mas já lá vamos. O meu exemplar foi comprado algures no passado mês de Outubro, tendo vindo de um bundle considerável de jogos e consolas que comprei a meias com um amigo.

Jogo com caixa e manuais

O jogo leva-nos uma vez mais por uma viagem na vida de Bruce Lee, tal como o filme. Vamos atravessar vários dos cenários que vimos no jogo da Mega Drive, mas naturalmente com menos detalhe. Ña sua essência este é um jogo de plataformas onde o botão 1 serve para saltar e o 2 para atacar, e usando-os em conjunto com o D-pad podemos saltar mais alto ou descer de plataformas, bem como usar diferentes socos e pontapés. Pressionando os 2 botões faciais em simultâneo permite-nos fazer um flying kick. Mas para além do platforming, temos a parte da pancada, que como podem ver, podemos desferir diversos golpes diferentes aos inimigos que nos aparecem à frente. Mas para além disso temos outras particularidades típicas de beat ‘em ups, como a necessidade ocasional de derrotar todos os inimigos no ecrã para poder avançar.

Esta versão 8bit mistura o conceito de platforming e beat ‘em up, mas infelizmente não o faz muito bem

Ao longo do jogo teremos diversas plataformas para saltar, obstáculos para ultrapassar (como as serras giratórias no segundo nível) e inimigos para combater, incluindo um boss no final de cada nível. Ao longo do jogo vamos encontrando vários itens para coleccionar (na verdade temos de os atingir para ficar com eles, não basta tocar-lhes), muitos destes apenas servem para nos aumentar a pontuação, enquanto outros nos podem restaurar parcialmente ou totalmente a barra de vida, dar vidas extra, ou um outro que nos aumenta temporariamente o dano que podemos inflingir nos adversários. Para além disso, ocasionalmente podemos encontrar alguns objectos especiais que, uma vez atingidos, deslizam pela superfície, derrotando todos os oponentes que se atravessarem no seu caminho. É o que acontece nos barris de óleo do primeiro e terceiro nível, ou os blocos de gelo do segundo.

Graficamente é um jogo colorido e com algum detalhe nos níveis, mas acho que as personagens poderiam ser melhor trabalhadas

A nível audiovisual sinceramente acho que este jogo poderia ser melhor. As sprites são muito pequenas, com poucos detalhes e animações e, apesar do jogo até ser colorido quanto baste, sinceramente acho que o design dos níveis e a sua arte poderia ter sido melhor aproveitada. No que diz respeito ao audio, bom, aqui também temos um jogo que nos deixa algo a desejar, pois os efeitos de som não são nada de especial e as músicas… bom, temos uma música no ecrã título – que não é nada má – e outra se conseguirmos chegar ao fim. Ao longo do jogo propriamente dito não temos qualquer música, algo que não se entende e só dá a sensação de estarmos a jogar algo inacabado.

Portanto, estaa versão 8bit do Dragon: A Bruce Lee Story acaba uma vez mais por ser um jogo algo mediano. Por um lado acho que a Virgin fez bem em decidir fazer um jogo completamente diferente nas consolas 8bit, por outro, a sua implementação acaba por não ser a melhor, uma vez mais. É um jogo bem mais jogável que a versão 16bit, é certo, mas a sua apresentação deixa muito a desejar.