Great Football (Sega Master System)

Continuando pelas rapidinhas a videojogos desportivos, e ainda na Master System também, o jogo que cá trago agora é de futebol americano, esse desporto que continua a ser algo incógnito para mim, se bem que já sei um pouco mais das suas regras. Este meu exemplar do Great Football veio no passado mês de Novembro de uma Cash Converters em Genebra, na Suíça, tendo-me custado algo em volta dos 8€.

Jogo com caixa e manual

Aqui podemos jogar partidas para um ou dois jogadores, onde poderemos escolher algumas equipas que penso que são certamente fictícias, mas não faço idea se são baseadas nalgumas equipas reais. De qualquer das formas, pelo que percebi o jogo comporta-se de maneira um pouco diferente, quer joguemos sozinhos contra o CPU, ou contra um amigo. Ou seja, jogando sozinhos, o CPU já possui alguns pontos de avanço e o objectivo é ultrapassá-los, completanto com sucesso uma série de jogadas ofensivas. Aqui podemos escolher a formação que queremos que a nossa equipa mantenha, tentar passar a bola para alguém que se consiga esgueirar pelo meio dos adversários e conquistar o máximo de jardas possível à equipa adversária. A partir do momento que passamos as 45 jardas podemos também tentar marcar golo, embora não dê tantos pontos como um touchdown. No modo multiplayer para 2 jogadores já teríamos de nos preocupar com jogadas defensivas mas sinceramente não cheguei sequer a experimentar.

Visualmente é um jogo muito simples, tal como os outros “Great Sports”

A nível audiovisual, não sei o que dizer pois é um jogo lançado ainda cedo no ciclo de vida da plataforma e é um jogo bastante simples, com poucas equipas à escolha. Os jogadores são minúsculos no ecrã, mas visto que temos de ter tantos no ecrã em simultâneo, também é compreensível que sejam pequenos e pouco detalhados. As músicas são pouco variadas, mas até que são agradáveis.

É suposto haver uma estratégia para cada formação, mas ainda não cheguei lá.

De resto, convém também referir que este Great Football foi também relançado no mesmo ano como Sports Pad Football, exclusivamente em solo americano. Isto porque tanto os japoneses como os norte americanos tiveram direito a um periférico especial, que possuía uma trackball, em vez de um analógico ou d-pad, tendo sido usado em apenas 3 jogos desportivos, incluindo o Great Ice Hockey que também não chegou a sair na Europa.

Andre Agassi Tennis (Sega Master System)

Continuando pelas rapidinhas a videojogos desportivos, o jogo que cá trago agora é mais um de ténis, tendo sido licenciado pelo conhecido tenista Andre Agassi. Publicado pela TecMagik, foi um jogo que acabou por sair para uma série de diferentes plataformas, sendo que as versões sega 8bit são muito similares entre si. O meu exemplar foi comprado a um particular no mês passado, veio de um bundle de vários jogos de Master System, que me terá ficado a pouco mais de 6€ por jogo.

Jogo com caixa e manual

Portanto este é um jogo de ténis muito simples, nos modos de jogo que apresenta: podemos ver o CPU a jogar uma partida sozinho, participar em partidas amigáveis com 1 ou 2 jogadores, ou participar num torneio, uma vez mais em singles ou doubles ou seja, um contra um, ou dois contra dois. Aqui podemos optar por jogar com Andre Agassi, ou uma série de outros jogadores fictícios, tanto masculinos como femininos. Depois, com apenas 2 botões faciais no comando da Master System, apenas podemos dar 2 tipos de raquetadas. A jogabilidade em si parece-me sólida e com o pacing certo, nem tão rápida, nem tão lenta, pelo que se torna agradável.

Confesso que não conhecia a expressão Love para Zero

A nível gráfico é um jogo que cumpre os seus requisitos mínimos. Os ringues de jogo até que estão bem detalhados dentro do possível para uma consola 8bit. Gosto em particular do público que está repleto de pequenos detalhes de movimento. Os campos podem ser distintos, desde relva, tartan ou mesmo cimento. Se isso se traduz algo diferente na forma como a bola se comporta, sinceramente não consegui perceber. A nível de som é que é um pouco mais fraco, as músicas apenas existem no ecrã título, menus e afins, mas sinceramente são muito minimalistas e mázinhas.

Podemos por optar por jogar com Andre Agassi ou outros jogadores fictícios

Portanto este Andre Agassi Tennis é um bom jogo de Ténis para as consolas 8bit da Sega, no entanto a série Wimbledon parece-me ainda mais completa, pelo que também serão excelentes alternativas.

World Soccer (Sega Master System)

Continuando pelas rapidinhas a jogos desportivos, hoje ficamos com um daqueles jogos que até joguei bastante na minha infância, pois um amigo meu tinha-o na compilação Master Games 1, que me chegou a emprestar por várias vezes. Conhecido nos Estados Unidos como Great Soccer, causa alguma confusão pois a Sega havia lançado 1 ano antes um outro jogo precisamente com esse nome, tendo-se ficado pelo Japão e aparentemente na Europa também, em formato Card apenas. O porquê desse jogo não ter saído nos EUA não faço ideia, mas certamente renomearam o World Soccer para ficar em linha com os outros jogos desportivos da consola da época, que tinham sempre “Great” no nome. O meu exemplar foi comprado no passado mês de Novembro numa loja alemã, tendo-me custado 4€.

Jogo com caixa e manual

Bom, e este World Soccer é um jogo de futebol extremamente simples, onde podemos apenas jogar partidas amigáveis para um ou dois jogadores, ou participar em duelos de penalties, uma vez mais para um ou dois jogadores. Já não me lembrava como a jogabilidade era incrivelmente lenta e os jogadores parece que andam a passo pelo campo… de resto as mecãnicas são simples, com um botão para passar e outro para rematar. Caso não tenhamos a posse da bola, para a roubar temos de aproximar o nosso jogador do adversário, que ele irá automaticamente tentar roubar a bola. A partir do momento em que a bola entra na grande área, teremos também de controlar o guarda-redes para defender as bolas. Faltas não existem, e no caso de uma partida terminar empatada vamos para os penalties. De resto temos apenas 8 equipas nacionais para escolher, como a Alemanha (ocidental), Argentina, Brasil, Reino Unido ou França.

Os jogadores têm um aspecto de desenho animado que até lhes dá um certo charme. Pena é serem tão lentos!

A nível audiovisual é um jogo muito simples e mesmo com poucas equipas nem sempre acertam nas cores típicas dos equipamentos de cada país. Mas ainda assim possui alguns detalhes interessantes como o facto de ouvirmos parte do hino nacional de cada equipa seleccionada em cada partida. Já nos confrontos em si, o campo é colorido, mas os jogadores possuem pouco detalhe, o que seria de esperar dado ser um jogo lançado cedo no ciclo de vida da consola. Quando mudamos para a vista de marcação de penalties, já temos então muito mais detalhe nas sprites dos jogadores. No que diz respeito ao som, até que é um jogo bem competente. Tal como referi acima, ao escolher as equipas para cada partida, vamos ouvindo parte do seu hino nacional, o que é um detalhe muito interessante. Já durante os jogos propriamente ditos, temos sempre a mesma música a tocar, que por sua vez é bastante agradável, felizmente.

No caso de uma partida terminar empatada, siga para os penálties que felizmente possui um grafismo diferente

Portanto este World Soccer é daqueles jogos que apesar de me trazer alguns sentimentos nostálgicos, é verdade que envelheceu muito mal. De resto, para além do verdadeiro Great Football que nunca vi à venda por cá, a verdade é que não havia mais nenhuma alternativa até ao lançamento do Italia 90.

 

Wimbledon (Sega Master System)

Mais uma rapidinha para a Master System, se bem que desta vez este artigo será meramente indicativo. Isto porque o primeiro Wimbledon para a Master System faz parte da compilação Gamebox: Série Esportes, lançada originalmente pela a Tectoy no mercado Brasileiro mas que também chegou cá a Portugal através dos portuguese Purples. Já na altura tinha feito uma análise ao Wimbledon por aí, pelo que recomendo que espreitem esse artigo.

Jogo com caixa e manual

O meu exemplar standalone deste jogo foi comprado numa loja alemã, por alturas de descontos de Black Friday. Ficou-me por 4€ mais portes, que se diluiram bem com os restantes jogos que acabei por comprar lá.

Strider II (Sega Master System)

Continuando pelas rapidinhas, vamos cá ficar com mais um jogo da Master System, cuja versão Game Gear já cá trouxe no passado. O infame Strider II, desenvolvido pela Tiertex e publicado pela U.S. Gold, uma sequela não oficial (se bem que devidamente licenciada pela Capcom), desenvolvida pela mesma equipa que converteu o Strider original para uma série de microcomputadores diferentes. Quando converteram esta sua sequela para as consolas da Sega, o jogo acabou por sofrer um redesign de forma a assemelhar-se mais ao original mas regra geral o jogo acabou por ter muita má fama. Já cá trouxe a versão Game Gear no passado, tempo agora para abordar brevemente a versão Master System que foi a única que joguei na minha infância. O meu exemplar veio de um bundle de jogos Master System que comprei a um particular no Facebook, que me ficou a pouco mais de 6.50€ por jogo.

Jogo com caixa

Neste jogo encarnamos então num outro ninja, que aparentemente tem de resgatar uma princesa de um outro imperador e tirano, mas noutro planeta que não a terra. Tal como o Strider original, o nosso ninja Hinjo é bastante atlético, podendo fazer saltos acrobáticos, escalar paredes, ou mesmo deslizar pelo chão de forma a desviar-se de projécteis que nos sejam atirados. Temos uma barra de vida e a possibilidade de atirar com shurikens infinitas (o que ê uma benção), algo que teremos de ter bem em conta, pois os inimigos surgem de todos os lados e os níveis também nos apresentam uns quantos obstáculos capazes de nos tirar dano. Na parte superior do ecrã vemos alguma informação, como a nossa barra de vida, ou uns pontos brancos do lado direito. Estes têm a ver com um escudo que podemos activar, que será tão mais resistente quanto os pontos brancos que tivermos. Felizmente que encontraremos alguns power ups que nos permitem restabelecer ambos os níveis.

O escudo é útil especialmente contra os bosses

Graficamente até que é um jogo bem detalhado para uma Master System, embora a sua performance seja sofrível, pois está repleto de abrandamentos. Na altura também não tinha reparado, mas apesar de o design dos níveis me parecer idêntico entre a Master System e Game Gear, na verdade há diferenças nas sprites, que na Game Gear foram modificadas de forma a se adaptarem melhor face ao pequeno ecrã. Aqui na Master System tudo é maior e os níveis parecem ter um pouco mais de detalhe. As músicas não são nada de especial confesso, mas como foi um jogo que joguei bastante quando era mais novo, ainda me lembrava de as ouvir, pelo menos as dos primeiros níveis, portanto se calhar nem são tão más assim.

A princesa que resgatamos no fim, ali com uns pixeis marotos

Quando era miúdo lembro-me deste ser um jogo bastante difícil e de não ter passado do segundo nível, hoje em dia já sei que é preciso jogar de forma cautelosa (mas não tão cautelosa assim pois temos um tempo limite em cada nível) e usar bem as habilidades de Strider, spammar shurikens, e os escudos nos confrontos contra os bosses. Não é um jogo tão bom quanto o Strider original, mas para uma Master System, e tirando a parte da performance, até nem me parece ser um mau jogo de todo, sinceramente.