Strider II (Sega Master System)

Continuando pelas rapidinhas, vamos cá ficar com mais um jogo da Master System, cuja versão Game Gear já cá trouxe no passado. O infame Strider II, desenvolvido pela Tiertex e publicado pela U.S. Gold, uma sequela não oficial (se bem que devidamente licenciada pela Capcom), desenvolvida pela mesma equipa que converteu o Strider original para uma série de microcomputadores diferentes. Quando converteram esta sua sequela para as consolas da Sega, o jogo acabou por sofrer um redesign de forma a assemelhar-se mais ao original mas regra geral o jogo acabou por ter muita má fama. Já cá trouxe a versão Game Gear no passado, tempo agora para abordar brevemente a versão Master System que foi a única que joguei na minha infância. O meu exemplar veio de um bundle de jogos Master System que comprei a um particular no Facebook, que me ficou a pouco mais de 6.50€ por jogo.

Jogo com caixa

Neste jogo encarnamos então num outro ninja, que aparentemente tem de resgatar uma princesa de um outro imperador e tirano, mas noutro planeta que não a terra. Tal como o Strider original, o nosso ninja Hinjo é bastante atlético, podendo fazer saltos acrobáticos, escalar paredes, ou mesmo deslizar pelo chão de forma a desviar-se de projécteis que nos sejam atirados. Temos uma barra de vida e a possibilidade de atirar com shurikens infinitas (o que ê uma benção), algo que teremos de ter bem em conta, pois os inimigos surgem de todos os lados e os níveis também nos apresentam uns quantos obstáculos capazes de nos tirar dano. Na parte superior do ecrã vemos alguma informação, como a nossa barra de vida, ou uns pontos brancos do lado direito. Estes têm a ver com um escudo que podemos activar, que será tão mais resistente quanto os pontos brancos que tivermos. Felizmente que encontraremos alguns power ups que nos permitem restabelecer ambos os níveis.

O escudo é útil especialmente contra os bosses

Graficamente até que é um jogo bem detalhado para uma Master System, embora a sua performance seja sofrível, pois está repleto de abrandamentos. Na altura também não tinha reparado, mas apesar de o design dos níveis me parecer idêntico entre a Master System e Game Gear, na verdade há diferenças nas sprites, que na Game Gear foram modificadas de forma a se adaptarem melhor face ao pequeno ecrã. Aqui na Master System tudo é maior e os níveis parecem ter um pouco mais de detalhe. As músicas não são nada de especial confesso, mas como foi um jogo que joguei bastante quando era mais novo, ainda me lembrava de as ouvir, pelo menos as dos primeiros níveis, portanto se calhar nem são tão más assim.

A princesa que resgatamos no fim, ali com uns pixeis marotos

Quando era miúdo lembro-me deste ser um jogo bastante difícil e de não ter passado do segundo nível, hoje em dia já sei que é preciso jogar de forma cautelosa (mas não tão cautelosa assim pois temos um tempo limite em cada nível) e usar bem as habilidades de Strider, spammar shurikens, e os escudos nos confrontos contra os bosses. Não é um jogo tão bom quanto o Strider original, mas para uma Master System, e tirando a parte da performance, até nem me parece ser um mau jogo de todo, sinceramente.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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