Astérix (Nintendo Entertainment System)

Astérix é sem dúvida uma das franchises de banda desenhada europeia mais bem conhecidas em todo o mundo. E naturalmente que não foi preciso esperar muito tempo até que começassem a surgir as primeiras adaptações para os videojogos. Durante os anos 80 foram várias as empresas a produzir videojogos sobre os irredutíveis heróis Gauleses, com resultados bem variados. Na primeira metade da década de 90 no entanto, as coisas começaram a mudar para o melhor. Nas consolas da Sega era a própria empresa nipónica que detinha os direitos, tendo produzido alguns óptimos jogos na Master System e outros não tão bons por intermédio da Core Design para a Mega Drive. Nas arcades a Konami lançou um excelente beat ‘em up e nas consolas da Nintendo foi a Infogrames que detinha a licença, algo que creio que retém até hoje. Em 1993 a Infogrames produz o seu primeiro videojogo do Astérix, cujo é lançado em simultâneo para a NES, Gameboy e SNES. A versão SNES inclusivamente já a trouxe cá, pelo que aconselho a sua leitura. O meu exemplar da NES foi-me oferecido por um particular algures em Setembro deste ano.

Apenas cartucho

A história é a mesma da versão SNES: os Romanos raptaram Obélix e cabe ao seu melhor amigo Astérix salvá-lo. Vamos então atravessar parte do continente Europeu até chegar a Roma, num jogo com muito platforming! O primeiro conjunto de níveis é passado na própria Gália, onde atravessamos paisagens como florestas (repletas de antas e outros megalíticos) ou mesmo bases romanas. O segundo conjunto de níveis é passado nas montanhas Helvéticas, vulgo Suíça, pelo que são níveis onde a neve e gelo são predominantes e logo depois em Espanha, algures na costa mediterrânica. O terceiro conjunto de níveis é dedicado ao Egipto com os seus desertos e pirâmides (sim, que grande volta para chegar a Roma!). O quarto conjunto de níveis sim, já é passado em Roma, onde temos inclusivamente aquele nível numa montanha russa, mas que não é tão chato quanto na versão SNES. É aqui que culminamos o jogo com um confronto contra um boss de forma a libertar Obelix. Todos os outros mundos têm um boss que muito nos remete para o clássico Donkey Kong, mas curiosamente são bosses opcionais.

Este jogo foi lançado para NES, SNES e Gameboy e ao que sei, a história é similar em todas as versões.

Os controlos são simples com dois botões faciais disponíveis. Um botão para saltar, o outro para dar socos, resultando nos PAF! que tão bem conhecemos das banda desenhadas. Como muitos jogos de plataformas temos vários itens para apanhar. As estrelas são o análogo das moedas nos jogos do Mario, ganhamos uma vida a cada 100, sendo que as ânforas valem por 10 estrelas. Temos também vários blocos que podemos destruir, presenteando-nos com estrelas ou outros power ups como vidas extra, invencibilidade temporária ou “asas” (como as do capacete do Asterix) que servem para restaurar a nossa barra de vida. Ao destruir um determinado número de blocos podemos encontrar chaves que nos transportam para cavernas secretas onde podemos apanhar uma série de itens. Entre cada nível temos também um nível de bónus que consiste em estarmos a saltar entre uma série de barris em alto mar, enquanto vão caindo do céu vários itens. Naturalmente que não temos muito tempo disponível e também não podemos tocar na água.

Para uma NES, é um jogo tecnicamente muito bem conseguido

No que diz respeito aos audiovisuais acho este um jogo muito bem conseguido para uma plataforma como a NES. Os níveis são todos muito bem coloridos e apresentam um óptimo nível de detalhe. As músicas são fantásticas e se acham que têm uma sonoridade muito próxima dos jogos de microcomputadores europeus da década de 80, inícios de 90, então acertaram em cheio! É que a versão NES não foi produzida pela Infogrames mas sim por um estúdio mais pequeno, curiosamente espanhol, chamado BitManagers/New Frontier, que começaram precisamente a programar videojogos para sistemas como ZX Spectrum, Amstrad e MSX.

Entre cada “mundo” temos um boss opcional que nos remete para o Donkey Kong.

Portanto temos aqui um jogo de plataformas bem sólido, especialmente se forem fãs do Astérix, o que é o meu caso. Relembro que este jogo não tem nada a ver com o Astérix da Master System (também um excelente jogo de plataformas) que foi desenvolvido pela Sega. A versão SNES é superior graficamente, mas acho que esta versão acaba por ser mais coesa na jogabilidade.

Castlevania II: Simon’s Quest (Nintendo Entertainment System)

Muitas das séries mais sonantes da biblioteca da NES tinham como o segundo título um lançamento apelidado de “ovelha negra” por ter divergido da fórmula do jogo original. Super Mario Bros 2 (versões americana e europeia), Zelda 2, Metal Gear 2, e este Castlevania II: Simon’s Quest são alguns dos exemplos. Mas o que fez a Konami de errado neste caso? Na verdade, sinceramente não acho que este jogo seja mau e acabou por dar um “cheirinho” do que a série se viria a tornar a partir do Symphony of the Night. Mas já lá vamos. O meu exemplar foi comprado este mês a um particular, tendo-me custado 18€.

Apenas cartucho

O jogo coloca-nos uma vez mais no papel do caçador de vampiros Simon Belmont, algum tempo após termos derrotado o próprio Drácula no primeiro Castlevania, que aparentemente lançou uma maldição antes da sua morte. Para quebrar essa maldição, Simon tem de procurar os restos mortais de Drácula, localizados em cinco mansões distintas, trazê-los para o seu castelo, ressuscitar Drácula para que finalmente o possa derrotar uma vez mais. Ah, e temos 15 dias para fazer isso, caso contrário o Simon vai de vela.

Podemos interagir com NPCs e inclusivamente comprar coisas a alguns

A nível de jogabilidade este é um jogo que possui muitas diferenças face ao original. Vai buscar influências a Metroid, no sentido em que teremos de explorar o mapa e procurar itens que nos deixem desbloquear outras áreas, resultando numa jogabilidade não-linear. Para além disso vai buscando alguns elementos de RPG, na medida em que ganhamos pontos de experiência e ficamos mais fortes com os combates que passamos, bem como introduz um sistema de inventário, onde poderemos equipar diferentes itens e armas. Para isso, os corações largados pelos inimigos servem de unidade monetária, cujos podemos usar como moeda de troca ao interagir com alguns NPCs que vivem nas diferentes cidades que visitamos.

O jogo possui também um sistema de dia/noite, onde à noite os inimigos tornam-se mais fortes e difíceis de matar, porém dão-nos recompensas maiores. À noite as cidades não possuem quaisquer NPCs, sendo estes subsituídos por zombies. É verdade que estes sinais de metroidvania ainda são algo primitivos, principalmente nos diálogos que vamos tendo, que são bastante curtos e nem sempre tão esclarecedores quanto ao que temos de fazer para prosseguir no jogo.

What an horrible way to learn english

No entanto gostei do sistema de inventário. Ao longo do jogo poderemos comprar upgrades para o chicote bem como algumas armas secundárias, como é o caso do regresso da água benta com splash damage, ou armas inteiramente novas como diamantes que fazem ricochete nas superfícies até atingirem um inimigo. As partes do corpo de Drácula que vamos encontrando também podem ser “equipadas”, conferindo-nos algumas habilidades. Por exemplo, ao equipar a costela de Drácula activamos um escudo que nos protege de projécteis frontais, mas se antes equiparmos as unhas de Drácula ganhamos a habilidade de destruir alguns blocos que antes não conseguiríamos destruir. Outros itens têm usos menos interessantes e podem servir apenas para nos desbloquear acessos a certas partes do jogo.

Falando um pouco dos gráficos e som, bom os primeiros são minimamente bem detalhados, dentro dos possíveis que a NES permite. Mas pareceu-me ser um jogo com secções bem mais inistras, repletas de esqueletos e cadáveres por tudo quanto é sítio, até admira como a Nintendo of America deixou passar isto. Por outro lado acho que poderia haver uma maior variedade dos cenários, pois as cidades, outdoors e dungeons são muito semelhantes entre si. No que diz respeito ao som, e principalmente às músicas, bom aí o jogo não desaponta nada. É verdade que prefiro as músicas do primeiro Castlevania, mas estas também são bastante catchy e agradáveis.

Apesar de ser um jogo que não varia muito nos cenários, gostei que os mesmos fossem mais sinistros ainda.

Portanto este Castlevania II, apesar de ser bastante diferente do primeiro e terceiro jogos da NES, não deixa de ser uma peça importante. Foi uma das primeiras vezes que a Konami explorou uma vertente mais não linear e incluiu alguns elementos de RPG, algo que viria a ser refinado anos mais tarde. Mas é também um jogo que nos dá alguma longevidade, pois temos 3 finais diferentes para atingir, mediante o número de dias que levamos a chegar ao fim.

Mario vs. Donkey Kong 2: March of the Minis (Nintendo DS)

Vamos continuar pelas portáteis da Nintendo, desta vez com o Mario vs Donkey Kong 2, desenvolvido para a Nintendo DS. Esta série, que tem as suas origens no Donkey Kong da velhinha Gameboy, continua a explorar a rivalidade de Mario e Donkey Kong, algo que perdura desde o início da década de 80 com o jogo arcade de mesmo nome. É uma série que mistura de forma muito interessante os conceitos de plataforma e puzzle e aqui os Minis, que tinham sido introduzidos no jogo anterior para a GBA, ganham novamente papel de destaque. O meu exemplar foi comprado há coisa de 2 meses atrás, custando-me 7€ a um particular.

Jogo completo com manual e papelada

A história é uma vez mais muito simples, decorrendo na cerimónia de abertura do Mini-Mario Amusement Park, que conta com a presença de Pauline, a primeira “dama em apuros” da história da Nintendo. Acontece que Mario e Donkey Kong presenteiam Pauline com um brinquedo em miniatura da sua pessoa e Pauline acaba por escolher o brinquedo do Mario. Isto faz com que Donkey Kong se encha de ciúmes, pegue na Pauline e saia disparado a correr com ela às costas para o topo do edifício. Impossibilitado de ir atrás de Donkey Kong, Mario terá de controlar os seus mini-Marios à distância, atravessando 9 salas (níveis) por cada andar do prédio (mundos) até chegarmos ao topo e defrontarmos Donkey Kong pela última vez.

Desta vez não controlamos o Mario mas sim os seus bonecos apenas. Temos
é de os guiar como nos Lemmings para a saída do nível, podendo também manipular os cenários.

Portanto, ao contrário do jogo anterior onde controlávamos directamente Mario que tinha de salvar todos os mini-Marios e encaminhá-los à saída de cada nível, agora usamos o touch screen da Nintendo DS para controlar os mini-Marios espalhados em cada nível, bem como poderemos controlar alguns dos obstáculos como chamar elevadores, alterar a direcção em que correias automáticas circulam, entre outros. Antes de começarmos cada nível temos a liberdade de movimentar a câmara (com o D-Pad ou botões faciais) o tempo que quisermos, pois o jogo só começa a contabilizar o tempo do nível a partir do momento em que começamos a interagir com o cenário ou com algum mini-Mario. Com a stylus podemos controlar a direcção em que queremos que os mini-Marios andem, fazê-los saltar e/ou entrar em tubos, ou forçar a sua paragem, ao simplesmente tocar-lhes com a stylus.

A maioria dos bosses já tem mecânicas de jogo algo diferentes e que até me fazem lembrar jogos como Bust-A-Move

Claro que em cada nível temos inimigos e obstáculos que teremos de evitar para que todos os mini-marios sobrevivam, sendo que à medida que vamos progredindo no jogo, novos conceitos são-nos apresentados, como as superfícies magnetizadas, que deixam os bonecos caminharem sobre paredes ou tectos. O objectivo de cada nível é encaminhar cada mini-mario disponível no nível para a saída, sendo que no final a nossa performance é avaliada em vários factores, incluindo o tempo que demoramos a resolver o puzzle. Mas se quisermos completar o jogo a 100% temos de nos esforçar para ganhar uma medalha de ouro em cada nível. Para isso é necessário que: todos os mini-Marios cheguem à saída e com pouco tempo de disância entre cada um e que, pelo menos um dos mini-Marios nunca tenha sido parado por nós, ou seja, tenha estado sempre em movimento ao longo de todo o nível. Visto que teremos vários mini-Marios em cada nível para encaminhar, com muitos inimigos e obstáculos, e cada nível possui uma área de jogo maior que o ecrã da Nintendo DS, isto obriga-nos a reflexos rápidos e a um planeamento muito cuidadoso antes de iniciar cada nível.

Se ganharmos uma medalha de ouro em cada nível, no final do jogo desbloqueamos uma série de níveis adicionais. Para além disso, nos níveis normais temos também algumas letras para apanhar, que no final soletram a palavra MINIMARIO. Se as apanharmos todas em cada nível, nesse mundo desbloqueamos um nível de bónus que é uma espécie de “Wack-A-Mole” onde teremos de tocar com a stylus nos Shyguys que vão surgindo no ecrã. Depois lá enfrentamos o boss daquele mundo, que é naturalmente um confronto com o Donkey Kong. Aqui as mecânicas de jogo são algo diferentes, pois temos um canhão rotativo (que faz lembrar o Bust-A-Move) onde teremos de disparar os mini-Marios de forma a atingir o Donkey Kong uma série de vezes. Para além de tudo isto, temos ainda um modo de edição de níveis que sinceramente não cheguei a experimentar, mas aparentemente poderiam ser partilhados com amigos via online.

Temos também algumas pequenas cutscenes em CG que têm bastante qualidade para uma Nintendo DS.

Graficamente é um jogo colorido e com cenários 2D bem detalhados, como já estaríamos à espera num jogo Mario. Muitos dos mundos temáticos vão buscar influências às séries Mario e Donkey Kong, com as selvas, cavernas e castelos com lava que teremos de explorar, tendo ainda algumas secções novas como os níveis mais industriais. Ocasionalmente também temos algumas cutscenes em CG que possuem uma qualidade excelente para uma Nintendo DS. As músicas são igualmente agradáveis, sendo na sua maioria remixes de melodias bem conhecidas para os fãs da Nintendo.

Portanto no fim de contas esta é mais uma entrada sólida nesta série, que mistura muito bem os conceitos de platforming e de puzzle, obrigando-nos a pensar e ter reflexos rápidos, especialmente se quisermos ter o melhor resultado possível no final de cada nível. Mas este Mario vs Donkey Kong 2 não se ficou por aqui, pois pouco tempo depois tivemos, de forma exclusivamente digital, o Mario vs. Donkey Kong: Minis March Again! que por acaso foi dos primeiros jogos que experimentei na minha Nintendo DS. Mas isso será assunto para outro artigo a ser publicado em breve.

Wizards and Warriors X: The Fortress of Fear (Nintendo Gameboy)

Continuando pelas rapidinhas, desta vez na Gameboy Clássica, o jogo que cá trago hoje é mais um Wizards & Warriors, agora desenvolvido de raiz para a Gameboy. Eu que só tinha jogado o segundo jogo na NES, que foi uma supresa algo agridoce, Isto porque apesar de ter sido desenvolvido pela Rare, ainda deixava um pouco a desejar na sua jogabilidade como um todo. Este meu exemplar também foi comprado meio ao engano, numa das minhas idas à feira da Vandoma no Porto ha uns meses atrás. Custou-me cerca de 3€ se bem me recordo.

Apenas cartucho

Por acaso, apesar de supostamente ser o décimo capítulo da saga, este decorre 17 anos depois do segundo jogo, onde o feiticeiro Malkil regressa à vida, refugia-se na fortaleza Fortress of Fear e rapta a princesa lá do sítio. Uma vez mais cabe a um guerreiro, desta vez chamado Kuros, de o defrontar e resgatar a princesa.

Felizmente agora é bem mais intuitivo atacar os inimigos, o que não quer dizer que a nossa vida esteja facilitada

Comparando com o jogo anterior, este é muito mais linear, na medida em que os níveis são mais curtos e não temos uma componente de exploração tão importante. A acção também é mais simplificada, na medida em que para derrotar os inimigos apenas temos de os atacar com a espada, ao contrário dos últimos jogos que tinham uma abordagem mais parecida com os Ys clássicos. Mas é claro que teremos imensos obstáculos, principalmente inimigos que surgem de vários sítios e que necessitam de vários golpes para serem derrotados. Nós temos uma barra de vida, pelo que felizmente não perdemos uma vida com 1 ou 2 golpes sofridos como em muitos jogos da época. Ainda assim não será uma aventura fácil.

No entanto teremos vários itens para apanhar que nos podem auxiliar na aventura. Por um lado temos objectos como pequenos tesouros que apenas servem para aumentar a pontuação, mas por outro temos coisas mais úteis como comida e bebida que nos regeneram a vida, vidas extra e chaves que podem abrir baús que por sua vez podem ter alguns destes itens, ou feitiços que podem depois ser usados. Feitiços que nos permitem saltar mais alto, regenerar vida ou mesmo invencibilidade temporária são coisas que dão um jeitaço!

Por vezes podemos encontrar feitiços ou outros objectos mágicos que nos auxiliam bastante

No que diz respeito aos audiovisuais, tal como os seus predecessores estes são bastante simples e desta vez há uma menor variedade nos cenários, até porque estamos sempre dentro de um castelo. As músicas por outro lado são bastante agradáveis, já os efeitos sonoros poderiam ser melhores, aquele ruído que ouvimos cada vez que atingimos um inimigo não é lá grande coisa.

Portanto este é um jogo de acção/plataformas bastante existente e diferente dos seus predecessores. Por um lado o facto de ter um “sistema de combate” mais tradicional creio que foi um passo na direcção certa, por outro há muito menos variedade de cenários e de coisas que podemos fazer.

International Superstar Soccer 2 (Nintendo Gamecube)

Nos últimos anos há uma grande disputa entre FIFA e Pro Evolution Soccer pelo título de melhor videojogo do desporto rei. É tipo os fanboys de Ronaldo e Messi! Mas antes de Pro Evolution Soccer, a Konami detinha ainda uma outra série mais antiga, com as suas origens nas consolas de 16bit Super Nintendo e Mega Drive, que acabou por desaparecer, em detrimento da série Pro Evolution Soccer, desenvolvida por uma equipa diferente na Konami e com um foco muito maior no realismo e simulação. Este ISS2 está longe, muito longe de ser o segundo jogo da séria, mas digamos que é o segundo jogo da sexta-geração de consolas, onde a Gamecube se enquadra. Eu não costumo perder muito tempo com jogos de desporto “modernos”, mas por 1€ não o quis deixar ficar na CeX, algures no final deste Verão.

Jogo com caixa, manuais e papelada

Neste jogo, tal como todos os outros ISS que me lembro, apenas controlamos selecções nacionais, não clubes. Mas desta vez parece-me que todos os jogadores possuem nomes reais, pelo menos pelo que consegui perceber daquelas equipas mais famosas da época. No que diz respeito a modos de jogo, temos vários, desde partidas amigáveis, ou a participação em diferentes taças e ligas que inclusivamente poderemos customizar. Para além disso temos ainda um modo de treino que sinceramente não perdi muito com ele. No que diz respeito à jogabilidade, não a achei nada de complicado, mas também é por isso que esta série tem uma fama de ser mais arcade que simulação. É claro que mesmo assim temos coisas como tácticas de jogo, formação escolhida, substituições e afins! Só tenho pena deste jogo não ter qualquer modo de jogo mais extravagante, como o mini RPG que tivemos no ISS 2000 para a Nintendo 64.

Mais uma vez, no ISS apenas temos selecções nacionais para jogar

No que diz respeito aos audiovisuais este não é um jogo que reinvente a roda. Os jogadores não possuem tanto detalhe quanto isso e o mesmo pode ser dito dos estádios. Ainda assim, cumpre o seu papel. Músicas só nos menus, e tipicamente costuma ser bem mexida, já nas partidas temos só os comentários dos narradores (que por acaso estão disponíveis em 5 línguas diferentes) e os barulhos típicos do estádio e do seu público.

De resto este parece-me ser um jogo de futebol competente, embora na Gamecube também não haja muito mais por onde explorar nesse campo. É que para além dos FIFAs, este ISS2 e o ISS3, não há mesmo muitas mais opções. Só se for mesmo este Virtua Striker 3, que é um jogo bastante arcade.