Final Fantasy I and II: Dawn of Souls (Nintendo Gameboy Advance)

Siga para mais um artigo ultra-rápido que o tempo também anda escasso. O artigo de hoje incide numa interessante compilação com os primeiros dois Final Fantasy que já viram imensos relançamentos desde o seu lançamento original no final da década de 80. O artigo vai ser curto cada jogo já foi abordado nestes respectivos artigos: Final Fantasy e Final Fantasy II e cada um deles possui todas as novidades introduzidas por esta compilação da Gameboy Advance. O meu exemplar foi comprado numa loja por através de um particular, ficou-me por cerca de 10€ se bem me recordo.

Jogo completo com caixa, manuais e papelada diversa.

Esta versão apesar de não incluir os extras da versão PS1 e PSP, nomeadamente a banda sonora de qualidade CD Audio, cutscenes em CG, e dungeons extra da versão PSP, não deixa de ser uma óptima opção para conhecer ambos os jogos, até porque já traz alguns melhoramentos interessantes.

Lucky Luke: Desperado Train (Nintendo Gameboy Color)

Sempre gostei bastante de banda desenhada europeia, desde criança. E naturalmente, videojogos baseados nessas mesmas banda desenhadas também me interessavam. Tirando o caso do Astérix, cuja licença chegou a passar por várias empresas desde a francesa Infogrames, até às nipónicas Sega e Konami, os outros jogos de heróis como Tintin, Smurfs ou Spirou ficaram a cargo da Infogrames. E durante os anos 90, a meu ver a Infogrames sempre fez um bom trabalho com essas licenças, resultando normalmente em jogos de plataforma de qualidade. Infelizmente com o virar do milénio as coisas deixaram de ser tão lineares assim. O meu exemplar deste Lucky Luke Desperado Train veio da feira da Vandoma algures há 2 meses atrás, custou-me 2€.

Apenas cartucho

Este jogo, protagonizado pelo pistoleiro mais rápido do Oeste, mais rápido que a sua própria sombra, coloca-o no encalço uma vez mais dos irmãos Dalton que estão novamente a tramar das suas. Na verdade os Dalton tomaram um comboio de assalto mas antes que os travemos, teremos de atravessar uma série de níveis ao longo do país norte-americano. Na maior parte dos casos, este é um simples jogo de plataformas, com Luke a poder saltar e disparar o seu famoso revólver contra bandidos e outros animais mais ou menos selvagens que se atravessam no nosso caminho. Ocasionalmente também podemos usar barras de dinamite para rebentar paredes e descobrir passagens secretas. Por vezes podemos também jogar partes de um determinado nível com o cavalo do Luke, ou mesmo com Ratantan, o seu fiel cão. Aí não há mesmo nada que saber, só correr e saltar.

Se quisermos poderemos rejogar algum nível anterior através do mapa do jogo.

Entre cada nível de plataformas poderemos ter vários mini-jogos diferentes, desde galerias de tiro onde temos de disparar contra os Daltons ou outras pessoas, até um daqueles jogos de ritmo tipo Dance Dance Revolution, onde temos de pressionar numa série de botões no momento certo, ao mesmo tempo que estão umas bailarinas a dançar can-can num saloon. Ou uma corrida de barcos tipo micro machines? Ou um minijogo para mandar telegramas! Confesso que aí a Infogrames até se esmerou em apresentar um jogo variado, mas nos níveis de plataformas propriamente ditos acho que poderiam ter-se esmerado mais. Isto porque o jogo é lento, os inimigos não têm nenhum carisma, e sinceramente os níveis parecem-me completamente desconexos entre si.

Graficamente acho que o jogo poderia ser um pouco melhor. É certo que estamos a falar de uma Gameboy Color com todas as suas limitações, mas acho que as sprites poderiam ser mais bem detalhadas e os níveis em si bem mais coloridos. As músicas são agradáveis, mas nada que seja propriamente memorável.

Acho que o jogo poderia ter cores mais garridas.

Portanto, no fim de contas, este é um daqueles jogos que só posso mesmo recomendar aos fãs de Lucky Luke. Apesar da sua variedade em minijogos ser bastante interessante, o jogo como um todo poderia ser um pouco mais trabalhado.

Beach Spikers (Nintendo Gamecube)

Continuando pelas rapidinhas e por jogos desportivos com o selo da Sega, Beach Spikers é mais um jogo com as suas origens nas arcades, tendo sido convertido unicamente para a Nintendo Gamecube. Acredito que, se a Dreamcast não tivesse tido uma morte prematura, talvez tivéssemos tido uma conversão para a última consola da Sega, visto este ser mais um jogo desenvolvido originalmente no sistema NAOMI. O meu exemplar foi comprado através de um particular e veio originalmente da CeX de Sintra, onde custou cerca de 3/4€ se bem me recordo.

Jogo com caixa, manual e papelada

Este é um jogo de voleibol de praia feminino de equipas de duas contra duas. E antes que s defensores dos bons costumes entrem em acção, é verdade que as jovens estão de bikini, mas este não é um jogo tão sexualizado quanto os Dead or Alive Xtreme Beach Volleyball, onde elas possuem bikinis super reduzidos e outros atributos corporais que não costumam ser muito comuns em atletas “a sério”.

A jogabilidade é óptima, excepto na parte da câmara que por vezes deixa-nos de fora do angulo de visão

De resto, tal como em muitas outras conversões arcade da Sega, o modo Arcade está aqui representado. Neste escolhemos uma de várias equipas disponíveis e vamos jogando diferentes partidas reduzidas onde não temos de marcar os 15 pontos para vencer, mas sim um número menor. É aqui que também temos a vertente tradicional do multiplayer que pode ser jogado com até 4 jogadores. Depois temos o World Tour Mode, onde já teremos muito mais para fazer. A jogabilidade em si é muito simples, com um botão para “passar” e outro para “rematar” a bola para o campo adversário. A intensidade dos nossos toques na bola aumenta consoante o tempo que deixamos o botão pressionado. Uma das coisas que não gostei muito é a câmara, pois esta é dinâmica demais. Mediante para onde vai a bola, a câmara vai rodando a perspectiva do camp, o que acaba por atrapalhar um pouco pois por vezes deixamos de ver a atleta que estamos a controlar.

Tal como um RPG se tratasse se escolhermos o modo de jogo World Tour podemos criar as nossas atletas

Mas para além do modo arcade, temos aqui também o World Tour, onde a Sega decidiu e bem incluir muito mais conteúdo. Inicialmente escolhemos a nossa equipa, a nossa atleta e a sua companheira de jogo, que por defeito é sempre controlada pelo CPU. Depois lá vamos jogando em diversos torneios ao longo do mundo, onde o objectivo é chegar o mais longe possível no torneio, para que no final da temporada a nossa equipa seja a que possui mais pontos. Inicialmente vamos ter muitas dificuldades pois a nossa colega de equipa é muito fraquinha, mas à medida em que vamos participando em partidas, poderemos melhorar os seus atributos, quase como um RPG se tratasse. Geralmente, na segunda temporada já temos um NPC bem aprimorado e que potencialmente joga ainda melhor que nós, o que nos dá mais chances de sucesso.

No que diz respeito aos audiovisuais, este é um jogo bem consistente. Por um lado a nível gráfico temos arenas de jogo muito bem detalhadas, embora às vezes até com um excesso de product placement nas publicidade. Por sua vez, as atletas também estão muito bem detalhadas e com boas animações. A música é que me desiludiu um pouco. Estou habituado àquelas jogos arcade da Sega do final dos anos 90 inícios de 2000, onde as bandas sonoras estão repletas de músicas rock e guitarradas orelhudas. Bom, elas aqui também existem, mas não me agradaram tanto desta vez.

E à medida que vamos jogando partidas ganhamos pontos de experiência que podem ser usados para melhorar os atributos da nossa colega de equipa, controlada pelo CPU

Concluindo, este jogo, tirando o problema da cãmara que me irrita um pouco por vezes, acaba por ser tanto um bom jogo arcade, como um bom jogo de voleibol de praia, principalmente pelo seu modo “campeonato”, onde poderemos inclusivamente desbloquear uma série de extras como diferentes penteados e trajes para as atletas.

Tiny Toon Adventures 2: Montana’s Movie Madness (Nintendo Gameboy)

Continuando pelas rapidinhas, vamos ficar com mais um jogo de plataformas dos Tiny Toons, cuja licença da franchise durante os anos 90 estava com a Konami, que por sua vez nos trouxe vários bons jogos desta série para a Gameboy, NES, Super Nintendo ou Mega Drive. Este meu exemplar foi comprado algures em Setembro no flea market do Porto, custando-me 4€ se bem me recordo.

Apenas cartucho

A história é bastante simples como habitual. O riquinho Montana Max decidiu exibir uma série de maus filmes protagonizados pelo próprio e o Buster Bunny decide estragar-lhe os planos, saltando para dentro dos seus próprios filmes. Como já devem ter adivinhado, vamos participar numa série de clichés do cinema, começando pelos westerns, passando pelos filmes de samurais, futuristas ou de terror.

Graficamente é um jogo bem detalhado, com níveis bastante distintos entre si.

No que diz respeito aos controlos, estes são relativamente simples, com um botão para saltar e outro para atacar com pontapés, embora nem todos os inimigos possam ser derrotados dessa forma. Alguns só mesmo saltando-lhes para cima, como habitualmente em muitos jogos de plataformas.Também temos a possibilidade de sair a correr, mas temos de pressionar primeiro no botão direccional para baixo durante alguns segundos e só depois para a esquerda ou direita, para o Buster Bunny sair correndo nessa direcção. Cada nível é composto por várias etapas, culminando sempre na etapa final onde defrontamos Montana Max como vilão temático do nível onde estamos. De resto, entre cada nível lá participamos nalguns minijogos opcionais onde poderemos ganhar vidas extra. Os minijogos podem ser de basquetebol, onde temos de fintar Pluckey Duck e encestar, de puxar a corda, ou dar toques em bolas de futebol até marcar golos. Ocasionalmente, no decorrer dos níveis lá podemos ir para uma espécie de roleta russa, onde podemos ganhar vidas, pontos, saúde, ou cenouras.

Ocasionalmente lá temos oportunidade de jogar numa roleta onde apenas perdemos algo se acertarmos no Dizzy Devil

No que diz respeito aos audiovisuais este é um jogo competente tendo em conta que corre num Gameboy clássico. As sprites são bem detalhadas, assim como os backgrounds dos níveis. As músicas são também agradáveis, incluindo não só a faixa temática da série, mas também alguns excertos de música clássica. Portanto, no fim de contas este é mais um jogo de plataformas sólido, embora não seja excelente. Para quem for fã do género ou da série Tiny Toon tem aqui mais um bom jogo para explorar.

Tennis (Nintendo Gameboy)

Continuando pelas rapidinhas, vamos voltar novamente à Gameboy clássica e o seu catálogo de jogos de lançamento. Um desses títulos era nada mais nada menos que este Tennis, que por si só já era uma espécie de conversão do jogo de mesmo nome da NES, também lançado por alturas do lançamento da consola. O meu exemplar foi comprado algures no passado mês de Setembro, na Feira da Vandoma por 1€.

Apenas cartucho

Na NES, este era um jogo bastante simples onde poderíamos participar em jogos de 1 contra 1, ou 2 contra 2, seja sozinhos, ou com um amigo. A versão Gameboy é algo diferente, não só a nível gráfico, como também na jogabilidade que oferece. Aqui podemos apenas jogar em partidas de 1 contra 1, seja sozinhos, seja contra um amigo através do cabo de ligação de Game Boy. De resto, este é mais um simples jogo de ténis onde os 2 botões faciais disponíveis permitem-nos dar “raquetadas” mais tensas e rápidas, ou atirar bolas em arco. De resto, podemos também escolher o nível de dificuldade do CPU.

O Mario continua a ser o árbitro do jogo.

A nível audiovisial, o jogo original da NES era super simples. Na Gameboy também é um jogo simples, até porque o ecrã é a preto e branco, mas acaba por ser um jogo mais detalhado. As sprites das personagens têm um pouco mais de detalhe e cada vez que a bola bate no court, deixa temporariamente uma marca no local exacto onde bateu, o que é também um detalhe interessante. Já no que diz respeito à música, bom, não há uma grande variedade, as músicas não são muito memoráveis, mas não são desagradáveis.

No fim de contas este Tennis é um jogo muito simples, algo típico dos jogos do início de vida da Gameboy. Mas possui uma jogabilidade que apesar de não ser profunda, não deixa de ser agradável e certamente que divertiu muitos jovens naquelas viagens chatas que por vezes se fazia ao fim de semana com a família.