Mario vs. Donkey Kong 2: March of the Minis (Nintendo DS)

Vamos continuar pelas portáteis da Nintendo, desta vez com o Mario vs Donkey Kong 2, desenvolvido para a Nintendo DS. Esta série, que tem as suas origens no Donkey Kong da velhinha Gameboy, continua a explorar a rivalidade de Mario e Donkey Kong, algo que perdura desde o início da década de 80 com o jogo arcade de mesmo nome. É uma série que mistura de forma muito interessante os conceitos de plataforma e puzzle e aqui os Minis, que tinham sido introduzidos no jogo anterior para a GBA, ganham novamente papel de destaque. O meu exemplar foi comprado há coisa de 2 meses atrás, custando-me 7€ a um particular.

Jogo completo com manual e papelada

A história é uma vez mais muito simples, decorrendo na cerimónia de abertura do Mini-Mario Amusement Park, que conta com a presença de Pauline, a primeira “dama em apuros” da história da Nintendo. Acontece que Mario e Donkey Kong presenteiam Pauline com um brinquedo em miniatura da sua pessoa e Pauline acaba por escolher o brinquedo do Mario. Isto faz com que Donkey Kong se encha de ciúmes, pegue na Pauline e saia disparado a correr com ela às costas para o topo do edifício. Impossibilitado de ir atrás de Donkey Kong, Mario terá de controlar os seus mini-Marios à distância, atravessando 9 salas (níveis) por cada andar do prédio (mundos) até chegarmos ao topo e defrontarmos Donkey Kong pela última vez.

Desta vez não controlamos o Mario mas sim os seus bonecos apenas. Temos
é de os guiar como nos Lemmings para a saída do nível, podendo também manipular os cenários.

Portanto, ao contrário do jogo anterior onde controlávamos directamente Mario que tinha de salvar todos os mini-Marios e encaminhá-los à saída de cada nível, agora usamos o touch screen da Nintendo DS para controlar os mini-Marios espalhados em cada nível, bem como poderemos controlar alguns dos obstáculos como chamar elevadores, alterar a direcção em que correias automáticas circulam, entre outros. Antes de começarmos cada nível temos a liberdade de movimentar a câmara (com o D-Pad ou botões faciais) o tempo que quisermos, pois o jogo só começa a contabilizar o tempo do nível a partir do momento em que começamos a interagir com o cenário ou com algum mini-Mario. Com a stylus podemos controlar a direcção em que queremos que os mini-Marios andem, fazê-los saltar e/ou entrar em tubos, ou forçar a sua paragem, ao simplesmente tocar-lhes com a stylus.

A maioria dos bosses já tem mecânicas de jogo algo diferentes e que até me fazem lembrar jogos como Bust-A-Move

Claro que em cada nível temos inimigos e obstáculos que teremos de evitar para que todos os mini-marios sobrevivam, sendo que à medida que vamos progredindo no jogo, novos conceitos são-nos apresentados, como as superfícies magnetizadas, que deixam os bonecos caminharem sobre paredes ou tectos. O objectivo de cada nível é encaminhar cada mini-mario disponível no nível para a saída, sendo que no final a nossa performance é avaliada em vários factores, incluindo o tempo que demoramos a resolver o puzzle. Mas se quisermos completar o jogo a 100% temos de nos esforçar para ganhar uma medalha de ouro em cada nível. Para isso é necessário que: todos os mini-Marios cheguem à saída e com pouco tempo de disância entre cada um e que, pelo menos um dos mini-Marios nunca tenha sido parado por nós, ou seja, tenha estado sempre em movimento ao longo de todo o nível. Visto que teremos vários mini-Marios em cada nível para encaminhar, com muitos inimigos e obstáculos, e cada nível possui uma área de jogo maior que o ecrã da Nintendo DS, isto obriga-nos a reflexos rápidos e a um planeamento muito cuidadoso antes de iniciar cada nível.

Se ganharmos uma medalha de ouro em cada nível, no final do jogo desbloqueamos uma série de níveis adicionais. Para além disso, nos níveis normais temos também algumas letras para apanhar, que no final soletram a palavra MINIMARIO. Se as apanharmos todas em cada nível, nesse mundo desbloqueamos um nível de bónus que é uma espécie de “Wack-A-Mole” onde teremos de tocar com a stylus nos Shyguys que vão surgindo no ecrã. Depois lá enfrentamos o boss daquele mundo, que é naturalmente um confronto com o Donkey Kong. Aqui as mecânicas de jogo são algo diferentes, pois temos um canhão rotativo (que faz lembrar o Bust-A-Move) onde teremos de disparar os mini-Marios de forma a atingir o Donkey Kong uma série de vezes. Para além de tudo isto, temos ainda um modo de edição de níveis que sinceramente não cheguei a experimentar, mas aparentemente poderiam ser partilhados com amigos via online.

Temos também algumas pequenas cutscenes em CG que têm bastante qualidade para uma Nintendo DS.

Graficamente é um jogo colorido e com cenários 2D bem detalhados, como já estaríamos à espera num jogo Mario. Muitos dos mundos temáticos vão buscar influências às séries Mario e Donkey Kong, com as selvas, cavernas e castelos com lava que teremos de explorar, tendo ainda algumas secções novas como os níveis mais industriais. Ocasionalmente também temos algumas cutscenes em CG que possuem uma qualidade excelente para uma Nintendo DS. As músicas são igualmente agradáveis, sendo na sua maioria remixes de melodias bem conhecidas para os fãs da Nintendo.

Portanto no fim de contas esta é mais uma entrada sólida nesta série, que mistura muito bem os conceitos de platforming e de puzzle, obrigando-nos a pensar e ter reflexos rápidos, especialmente se quisermos ter o melhor resultado possível no final de cada nível. Mas este Mario vs Donkey Kong 2 não se ficou por aqui, pois pouco tempo depois tivemos, de forma exclusivamente digital, o Mario vs. Donkey Kong: Minis March Again! que por acaso foi dos primeiros jogos que experimentei na minha Nintendo DS. Mas isso será assunto para outro artigo a ser publicado em breve.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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