Wario World (Nintendo GameCube)

Tempo de voltar finalmente à Nintendo GameCube para mais um jogo que há muito tinha em fila de espera. Desenvolvido pela icónica Treasure, que já havia colaborado com a Nintendo no Sin & Punishment para a Nintendo 64, Wario World é um jogo de acção lançado originalmente em 2003 e, até ao momento de escrita deste artigo, mantém-se como um exclusivo deste sistema. O meu exemplar já não sei precisar quando foi comprado, mas lembro-me de o ter adquirido na saudosa Cash Converters de Alfragide, há mais de 10 anos, por um valor bastante convidativo.

Jogo com caixa, manuais e papelada

A premissa é simples. Wario, como sabem, é uma personagem imensamente gananciosa que tem vindo a “juntar” tesouros ao longo de toda a sua vida. Agora vive feliz no seu novo e luxuoso castelo, onde alberga toda essa fortuna acumulada. No entanto, no meio de tanto ouro e pedras preciosas, estava ali um perigo latente: uma jóia amaldiçoada que esconde uma poderosa entidade maléfica. A certa altura, essa entidade desperta, transforma todo o ouro acumulado em monstros e desfaz o castelo de Wario. Lá teremos então de atravessar toda uma série de níveis, acessíveis a partir de portais, até conseguirmos finalmente enfrentar Black Jewel e, quem sabe, recuperar o castelo e a sua fortuna.

Uma explicação muito alto nível do que cada coleccionável nos desbloqueia.

A jogabilidade deste Wario World é muito distinta dos restantes jogos da icónica personagem da Nintendo. Pensem numa espécie de híbrido entre um jogo de plataformas em 3D com um beat ‘em up e com alguns segmentos de puzzle platforming pelo meio também. O combate é de longe a melhor mecânica deste jogo e, ao início, até parece bastante simples, embora tenha demorado um pouco a habituar-me. O botão A salta e o botão B ataca com socos, sendo que poderemos também desencadear alguns combos. Saltar e pressionar de seguida o botão R desencadeia o Ground Pound, onde Wario aterra de rabo com grande velocidade. Os inimigos maiores, depois de levarem dano suficiente, ficam temporariamente atordoados, pelo que é altura de os agarrar (também com o botão B) e atirá-los na direcção pretendida ao largar o botão. É também aqui, depois de agarrarmos os inimigos, que entram em cena outros golpes especiais que só me apercebi da sua existência mais tarde: depois de agarrar os inimigos podemos usá-los como arma, seja ao rodar o analógico de forma a que Wario comece a rodopiar sobre si mesmo, ou saltar e depois pressionar o botão R, para executar um pile driver bastante poderoso. Quando interiorizei essas mecânicas, o combate acabou por se tornar muito mais divertido e esses golpes especiais serão mesmo necessários para ultrapassar certos obstáculos, como rodopiar sobre roldanas para activar certos mecanismos, ou usar o pile driver para partir certas superfícies no chão.

Cada mundo termina ainda com um confronto contra um boss, que obriga normalmente a identificar padrões de ataque e a tirar partido das diferentes habilidades de Wario

O jogo está também repleto de inúmeros segredos que, caso os queiramos encontrar todos, irão-nos obrigar a explorar cada nível afincadamente e percorrer todos os caminhos alternativos que nos vão aparecendo. Temos vários tesouros escondidos que, uma vez coleccionados na sua totalidade nos desbloqueiam certos micro-jogos do WarioWare que podem ser descarregados para a GameBoy Advance. Poderemos ainda encontrar itens dourados para desbloquear expansões à barra de vida de Wario, mas os coleccionáveis mais importantes são os spritelings e os diamantes vermelhos. Os primeiros são criaturas inofensivas presas dentro de caixotes e, quantas mais libertarmos, melhor será o final que conseguimos alcançar. Já os diamantes vermelhos exigem que coleccionemos um número mínimo em cada nível, de forma a desbloquear a sua saída.

Cada nível é acedido através de um hub central, tal como noutros jogos tridimensionais do Mario

Estes diamantes vermelhos estão escondidos em desafios especiais, que devem ser acedidos ao abrir alçapões espalhados pelos níveis. Aí somos transportados para um segmento especial mais focado em puzzle solving ou em desafios de plataformas mais exigentes. Estas secções são também as únicas onde temos algum controlo de câmara, recorrendo ao analógico C. Infelizmente, não é um controlo de câmara completo, pois apenas podemos alternar entre diversos ângulos de câmara fixos. É algo notoriamente propositado porque muitos dos puzzles que temos para resolver dependem da perspectiva utilizada. Já nos níveis normais, não temos, infelizmente, qualquer controlo de câmara, o que foi algo que não estava à espera, mas depois lá me acabei por habituar. Aí o analógico C apenas serve para deslocar muito ligeiramente a câmara na direcção pretendida sendo que a mesma é logo recentrada mal larguemos o analógico.

O combate parece, inicialmente, bastante simples, mas acaba por se revelar muito divertido!

No que toca à componente audiovisual, Wario World é um jogo simples para os padrões actuais. Ainda assim, os níveis vão sendo bastante variados, desde florestas, ruínas, casas assombradas, circos, montanhas geladas, entre vários outros, todos com um bom nível de detalhe, embora ocasionalmente, algumas das texturas sejam notoriamente de pior qualidade que outras. No entanto, tendo em conta a quantidade absurda de inimigos que poderemos vir a combater em simultâneo, o jogo mantém uma boa performance como um todo. Já no que diz respeito ao som em si, não esperem uma banda sonora típica da Treasure com as suas músicas altamente enérgicas a acompanhar uma acção frenética, mas sim uma banda sonora com o cunho da Nintendo: ecléctica, com melodias agradáveis e sonoridades bastante variadas, ocasionalmente com aquele cunho mais “estranho” que tanto caracteriza os jogos desta personagem.

Os segmentos especiais oferecem-nos vários desafios que nos obrigam a alternar os ângulos de câmara. A única parte onde temos esse controlo.

Portanto Wario World acabou por revelar-se uma interessante surpresa à medida que o ia jogando. A experiência dos primeiros níveis não foi a melhor pois achei o sistema de combate bastante simples e aborrecido. No entanto, quando me apercebi dos golpes especiais, tudo começou a mudar de figura: o combate tornou-se muito mais empolgante! Peca também por ser um jogo algo curto, embora a sua longevidade seja bastante ampliada por quem queira tentar obter todos os coleccionáveis. Recentemente a Nintendo disponibilizou este jogo no serviço Nintendo Classics disponível para subscritores do Nintendo Switch Online e donos de uma Nintendo Switch 2. Uma boa oportunidade para descobrir esta pequena pérola algo obscura do catálogo da Nintendo GameCube.

Star Fox: Assault (Nintendo Gamecube)

Vamos voltar à Nintendo GameCube para um jogo que teve um ciclo de desenvolvimento bastante curioso. Anunciado ainda uns bons meses antes do lançamento de Star Fox Adventures, desde cedo que despertou interesse, pois não só era um título desenvolvido pela Namco, mas também por estar a ser trabalho pelas pessoas envolvidas na série Ace Combat. No entanto, o jogo acabou por sofrer múltiplos atrasos, com o seu lançamento a acontecer apenas na primeira metade de 2005. O meu exemplar, no entanto, foi comprado algures em Setembro de 2021 numa CeX por um preço consideravelmente mais caro do que eu gostaria de dar, mas ainda assim abaixo do valor de mercado da época.

Jogo com caixa, manuais e papelada

A história decorre algures após os eventos decorridos em Star Fox Adventures, pois não só Krystal é uma das personagens que nos acompanha, o próprio planeta de Sauria é um dos locais que iremos visitar. O jogo começa como muitos outros nesta série, com Fox McCloud e companhia a aliarem-se às forças de Corneria e combater as forças do planeta Venom, agora lideradas pelo macaco Oikonny, sobrinho de Andross. No entanto, no final desse confronto surge uma enorme criatura insectóide que nos ataca e a trama adensa-se. Estes são os aparoid, que já haviam causado muito dano na galáxia vários anos antes e aparentemente estão novamente de regresso, pelo que o resto do jogo será passado a investigar, conter e combater essa ameaça.

Façam um favor a vocês mesmos, consultem as opções e escolham o esquema de controlo do meio

Uma das coisas que sempre chamou à atenção são os diferentes estilos de jogabilidade aqui presentes. Se já no Lylat Wars havia uma distinção entre o combate aéreo e on-rails característico dos Star Fox da Super Nintendo com combate mais livre no movimento e controlo de câmara, assim como a possibilidade de em certas ocasiões controlar veículos terrestres, este Assault foi ainda mais longe ao incluir tudo isso, mas também secções de combate pedestre, onde muitas vezes até poderemos entrar e sair dos nossos veículos livremente. Começando pelo básico, e apesar de o jogo oferecer algumas opções de customização dos controlos, a Arwing (nossa nave) tem um esquema de controlo único: o analógico controla o movimento, o botão A dispara o canhão principal, o B dispara bombas (que necessitam de munições próprias) o botão L activa os barrel rolls, o R trava, o Y activa o turbo, enquanto o X nos permite aterrar na superfície, ou seja, fora das missões on-rails. Já o Z é um botão comum a todos os veículos e esquema de controlo: permite-nos sair do veículo onde estamos.

Os segmentos de combate aéreo são de facto os mais divertidos!

Já quando usamos um Landmaster, ou simplesmente combatemos a pé, o jogo permite-nos escolher um de três esquemas de controlo. O escolhido por defeito obriga-nos a usar o analógico esquerdo para controlar o movimento e câmara (recorrendo ao botão R), enquanto o botão A dispara (um esquema algo semelhante ao Metroid Prime, portanto). O esquema “avançado” usa um método de controlo mais moderno, com o analógico esquerdo a mover, o direito controla a câmara e disparamos com o R e foi este o esquema que utilizei. Existe um terceiro método, onde o R movimenta personagem para a frente, enquanto o analógico controla a câmara e o botão A também dispara. Não me atrevi a experimentar. Tirando essas diferenças, os restantes botões serão mapeados de igual forma para acções como slide ou roll para evadir de ataques inimigos, saltar, activar zoom em armas que os suportem, etc. Para além disto, é também possível ajustar algumas preferências como a inversão do eixo vertical, algo que eu uso sempre que tenho essa possibilidade. Sinceramente até achei que o jogo se controlava decentemente bem, excepto o Landmaster, mas tal também é suposto, creio eu, pois estamos a controlar um tanque.

Em certos níveis vamos poder entrar e sair dos veículos à vontade, algo que teremos mesmo de acabar por fazer, quanto mais não seja para explorar o interior de certos edifícios.

As missões terrestres acabam sim por se tornar um pouco aborrecidas ao fim de algum tempo, mas acho que é mesmo mais por uma questão de design do que propriamente por má jogabilidade. Isto porque muito frequentemente teremos de destruir uma série de objectivos ( que por sua vez estão devidamente assinalados no mapa) e o simples facto de por vezes os cenários que temos de atravessar nessas secções terrestres serem corredores desinteressantes é que pode desmotivar um pouco. De resto, uma das maiores críticas é mesmo o facto desta ser uma aventura completamente linear, não existindo então nenhum caminho alternativo a tomar até ao final do jogo. Definimos que dificuldade queremos jogar no início do jogo e de resto é tudo igual. Vão existindo no entanto algumas recompensas: à medida que vamos avançando, poderemos desbloquear novos mapas ou personagens para os modos multiplayer, ou até um clássico da Namco, o Xevious. Infelizmente a versão Japonesa traz mais dois clássicos para desbloquear, o Battle City e o Star Luster, que ficaram aqui de fora. Por fim o jogo possui uma forte componente multiplayer local que sinceramente não cheguei a experimentar.

Ao contrários dos outros jogos da série, não temos quaisquer caminhos alternativos, com a história a seguir um único caminho e a dificuldade ser seleccionada no início

A nível gráfico até que considero este jogo bastante interessante. O Star Fox Adventures da Rare era de facto muito bom graficamente e este Assault acaba por ficar um pouco abaixo a nível de detalhe, mas não deixa de ser um jogo com gráficos bem detalhados numa Nintendo GameCube. Nada de especial a apontar aos efeitos sonoros, a música é por norma orquestral e algo épica e os diálogos são todos narrados em inglês, com o que me parecem ser, talvez, os mesmos actores que deram a voz às personagens no seu antecessor. Pelo meio também vamos ter várias cut-scenes em CGI que vão avançando a narrativa e estas são igualmente bem detalhadas e já agora, a narrativa até que acabou por ser consideravelmente melhor do que esperava.

Portanto este Star Fox Assault é um jogo que apesar de ter má fama, pelos seus maus controlos nos segmentos terrestres, sinceramente até nem o achei mau de todo. O facto de nos dar a possibilidade de utilizar um esquema de controlo que utiliza ambos os analógicos para controlo de movimento e câmara já o traz em linha para um sistema mais standard para o que estamos habituados actualmente. Talvez o facto dessas opções de controlo estarem algo escondidas tenha feito com que muitos jogadores nem sequer se tivessem apercebido da sua existência? Bom, já em relação ao que restou desta parceria entre a Namco e a Nintendo (que por sua vez fazia parte de uma parceria maior com a Sega também à mistura, ver Triforce), a Namco estava também a desenvolver um Star Fox para arcade, mas tal acabou por nunca ver a luz do dia.

Phantasy Star Online: Episode I and II Plus (Nintendo GameCube)

Tempo de voltar às rapidinhas e à Nintendo GameCube para um artigo muito breve, o de um relançamento do Phantasy Star Online cujo lançamento se ficou pelo Japão e Américas. Já por cá falei várias vezes do Phantasy Star Online, tanto o seu lançamento original de Dreamcast, como o seu relançamento na Nintendo GameCube, um dos primeiros jogos que comprei para o sistema e que muito joguei (se bem que sempre de forma offline, pelo menos nessa versão da consola da Nintendo). Esta versão Plus contém algum conteúdo adicional que irei descrever muito brevemente. Sendo eu um grande fã desta série, este já era um lançamento que tinha em vista em adicionar à colecção há vários anos, mas o seu preço proibitivo sempre me inibiu de o comprar. Sinceramente nunca estaria à espera de encontrar esta variante na Europa, muito menos cá em Portugal. Eis que um dia destes o vejo numa cash converters e a menos de metade do preço que habitualmente é vendido no ebay norte-americano! Acabei por não resistir, não foi um jogo barato, mas tendo em conta o preço apetecível e não ter de me chatear com despesas aduaneiras, lá teve de ser.

Ora como já referi no artigo do PSO Episode I & II, esse lançamento para além de incluir o conteúdo do PSO ver. 2 da Dreamcast (e PC) trazia também uma nova expansão, o tal segundo episódio, que narra um novo capítulo na história, novas áreas para serem exploradas, novas quests, mais inimigos para combater, mais armas para coleccionar e outros modos de jogo adicionais. O principal motivo da existência desta versão Plus é o facto desta corrigir alguns bugs, um deles bastante severo visto que permitia a consola correr homebrews (ou jogos piratas) sem qualquer modificação adicional ao sistema. Curiosamente a versão Plus nunca chegou a sair na Europa, o que me leva a crer que esse problema já estaria resolvido no lançamento europeu, ou a Sega simplesmente já não quis saber. Para além disso, esta versão traz algumas sidequests adicionais, que outrora apenas estariam disponíveis para quem jogasse o jogo de forma online, passando a estar agora no disco e disponíveis a qualquer um. Eu na verdade já tinha jogado esse conteúdo no Phantasy Star Online Blue Burst, o último relançamento oficial do Phantasy Star Online clássico, versão exclusiva para o PC, com ainda uma nova expansão para ser jogada, o Episode IV (o Episode III é uma conversa completamente diferente).

O Episode II é conteúdo inteiramente novo. A versão Plus traz algumas sidequests no disco que de outra forma apenas estariam disponíveis online

Eu avisei que este artigo seria mesmo muito breve, este relançamento do PSO é uma mera curiosidade, até porque para quem quiser matar saudades do original, é muito fácil encontrar o Blue Burst disponível para ser jogado em servidores privados. Essa é também uma versão que eu adoraria ter um dia destes na colecção, mas infelizmente o seu preço é também demasiado alto e duvido muito que a encontre casualmente numa cash converters.

Super Monkey Ball 2 (Nintendo GameCube)

Tempo de voltar à Nintendo GameCube para este Super Monkey Ball 2, que o tenho vindo a jogar em partidas curtas ao longo das últimas semanas. É a sequela do Super Monkey Ball, outrora também um exclusivo de GameCube e este foi uma adaptação musculada (com muito mais conteúdo adicional) do Monkey Ball, um título arcade de 2001. O meu exemplar foi comprado algures numa feira de velharias no início de 2001 a um preço bastante em conta.

Jogo com caixa, manual e papelada

Bom, o conceito do Super Monkey Ball é bizarro, mas bastante simples e original. Controlamos um macaco dentro de uma esfera colorida e o objectivo é levá-lo do ponto A ao ponto B durante 100 níveis repletos de obstáculos. O desafio? Nós não controlamos o macaco, mas sim a superfície do nível em si. Ou seja, com o analógico esquerdo teremos de inclinar o nível na direcção pretendida para o macaco se mover. No entanto, os níveis estão rodeados de abismos sem fundo e muitos outros obstáculos, pelo que teremos de os practicar muitas vezes e conhecer bem os níveis para ter sucesso, até cada nível tem também um tempo limite de 60 segundos para ser finalizado. Abençoado emulador Dolphin e os seus save states! Já não me recordo bem da complexidade dos níveis do primeiro jogo, mas acho que aqui ainda levaram as coisas mais a sério, com a inclusão de interruptores, portais e plataformas dinâmicas (em movimento) que tornam o jogo ainda mais desafiante. No entanto, infelizmente, não temos uma vez mais qualquer controlo de câmara, o que é uma pena. Acredito que o primeiro Super Monkey Ball até fosse um jogo que estivesse originalmente em desenvolvimento para a Dreamcast, mas aqui já não há grande desculpa, sinceramente.

O botão A serve para ampliar o mapa do nível, no canto inferior direito. Controlo de câmara continua a ser algo em falta.

Mas também o que não falta aqui são modos de jogo distintos. Começamos pelo modo história que nos leva a atravessar 10 mundos distintos com 10 níveis cada e felizmente aqui só temos de nos preocupar em terminar cada nível dentro do tempo limite e as nossas vidas são ilimitadas. O modo challenge já pode ser jogado com até 4 jogadores a aqui já temos um número de vidas limitado e somos convidados em conseguir ultrapassar vários conjuntos de níveis sem gastar nenhum continue, naturalmente com a dificuldade a aumentar à medida que vamos avançando e níveis extra que poderão ser desbloqueados. Para além de tudo isto temos também o practice, que nos deixa practicar todos os níveis que tenhamos desbloqueados nos modos de jogo anteriores e o party mode. Esta é uma grande compilação de vários minijogos que podem ser jogados sozinho ou com amigos. Monkey Race 2 (clone de Mario Kart), Monkey Fight 2 (clone de Super Smash Bros), Monkey Target 2, Monkey Billiards 2, Monkey Bowling 2, Monkey Golf 2 são todas “sequelas” dos mini-jogos introduzidos no primeiro jogo. Mas para além de todos esses mini jogos temos mais uns quantos que podem vir a ser desbloqueados: Monkey Boat é um jogo de corridas de canoa com controlos um bocado obtusos (usam os triggers para cada um dos remos), Monkey Shot é um light gun shooter, Monkey Dogfight é um jogo de combate aéreo, já o Monkey Soccer, Mokey Baseball e Monkey Tennis deveriam ser auto explanatórios. Portanto sim, para além do conteúdo normal temos 12 mini jogos diferentes para experimentar, o que aumenta consideravelmente a longevidade do jogo.

À medida que vamos avançando, os níveis vão ficando cada vez mais complexos

De resto, a nível técnico este é um jogo bastante simples, até porque os níveis em si são simples figuras geométricas. Os modelos poligonais não são incríveis (e sinceramente nem precisam de o ser) e as texturas também vão sendo simples. Se me dissessem que este era um jogo de Dreamcast eu acreditaria-me sem quaisquer problemas. No entanto, nota-se que houve uma maior atenção ao detalhe nos cenários de fundo de cada nível, que estão bem melhor detalhados e também variados entre si. Mas o foco dos Super Monkey Ball não são de todo os seus gráficos. O modo história vai tendo algumas cut-scenes simples e com voice acting numa língua inventada, pelo que não há nada de especial a apontar aqui. Já a banda sonora essa vai sendo bastante eclética, atravessando vários géneros musicais, desde o rock ou até jazz, electrónica e muitos outros. Não é nada do outro mundo mas ouve-se bem!

Como se não bastasse, o que não faltam por aí são mini jogos que podem ser jogados sozinhos ou com amigos. São 12 ao todo!

Portanto este Super Monkey Ball 2 é mais um jogo bastante desafiante que nos obriga a ser exímios na forma em como atravessamos os níveis, que vão sendo progressivamente mais complexos e com alguns elementos de puzzle adicionais. Mas dava mesmo jeito que o segundo analógico controlasse a câmara também! De resto é um lançamento que vale a pena também por todo o conteúdo adicional que contém: 12 mini jogos distintos e alguns deles até são bem divertidos. De resto, tal como aconteceu com a sua prequela, este jogo foi um exclusivo de GameCube, pelo menos até 2005, altura em que a Sega lança, para a PS2 e Xbox, um Super Monkey Ball Deluxe que inclui todos (ou practicamente todos) os níveis dos primeiros dois jogos e mais umas dezenas de novos níveis, assim como todos os mini-jogos aqui presentes. Essa sim, a versão definitiva!

Super Monkey Ball (Nintendo Gamecube)

Vamos voltar à Nintendo Gamecube para mais um dos seus títulos outrora exclusivos. Com as suas origens como um título arcade desenvolvido pela Sega chamado apenas Monkey Ball, este Super Monkey Ball é uma versão com mais conteúdo, lançada originalmente para a Gamecube e como um dos seus jogos de lançamento em vários mercados. O meu exemplar veio de uma Cex algures em Agosto de 2018 e creio que me custou uns 4€.

Jogo com caixa, manual e papelada

O conceito deste Super Monkey Ball é simples. Nós controlamos um macaco preso dentro de uma bola e o objectivo é levá-lo em segurança do ponto A ao ponto B, ao longo de dezenas de níveis repletos de abismos e obstáculos. Mas não controlamos o macaco directamente, mas sim a superfície do nível. Todo o controlo está então assente no analógico esquerdo da Gamecube, com o botão A a servir apenas para ampliar o mapa presente no canto inferior esquerdo do ecrã. É portanto um jogo simples nas suas mecânicas de jogo, mas bastante desafiante pois para além de termos vidas limitadas (cujo número pode ser aumentado ao coleccionar às 100 bananas de cada vez) e um tempo limite para completar cada nível, estes vão sendo cada vez mais complexos e repletos de obstáculos, exigindo portanto muita precisão nos seus controlos. É também um jogo bastante frustrante nas dificuldades mais elevadas (cada nível de dificuldade possui um conjunto cada vez maior de níveis) pois para além dos circuitos serem mais complexos, infelizmente não temos qualquer controlo de câmara, o que me leva a suspeitar que este seria um jogo que estaria a ser também desenvolvido para a Dreamcast.

O conceito do jogo é simples, mas o desafio é cada vez maior à medida que vamos avançando

Para além do modo de jogo normal, que também pode ser jogado com um máximo de 4 jogadores onde cada um joga à vez, temos vários outros modos de jogo. Ainda dentro do main game poderemos practicar níveis que tenhamos desbloqueado, ou jogá-lo num modo multiplayer competitivo que sinceramente não testei. De resto temos também um modo party e vários outros mini jogos que poderemos vir a desbloquear. Estes últimos consistem em adaptações de bilhar, bowling e mini golf, cada qual com um esquema de controlo próprio e algo similar às mecânicas de jogo que foram levadas nesses mini-jogos para a série Yakuza, o que não é de estranhar visto que Toshihiro Nagoshi e várias outras pessoas que trabalharam nos Yakuza também trabalharam neste jogo. O modo party inclui mais alguns mini jogos que podem também serem jogados em multiplayer tal como um jogo de corrida algo similar aos Mario Kart até no seu sistema de power ups, um de luta algo inspirado no Super Smash Bros, onde o objectivo é ganhar pontos ao atirar os oponentes para fora da arena e um “Monkey Target”. Aqui temos o macaco a rebolar numa rampa para sair depois disparado pelo ar. As metades da sua bola servem como asas, pelo que teremos algum controlo de movimento enquanto voamos e o objectivo é o de fazer o máximo de pontos possível, seja ao apanhar itens pelo caminho, ou aterrar em alvos que nos dão uma pontuação diferente mediante onde assentarmos.

Visualmente o jogo é simples, porém funcional para o que se propõe

Já no que diz respeito aos audiovisuais, este é um jogo muito simples, pois os seus cenários têm algumas estruturas de fundo (como casas no topo de montanhas), mas são assentes em vazio para dar esse desafio extra de termos cuidado em não atirar com o macaco borda fora. Já a banda sonora é bastante eclética, consistindo em músicas mais electrónicas ou rock nos níveis arcade ou temas até mais funky ou jazzy nalguns dos mini jogos como é o caso do bilhar.

A iclusão de vários mini jogos aumenta bem a sua longevidade, particularmente pelo facto de todos suportarem multiplayer

Portanto este Super Monkey Ball é um jogo interessante e viciante nas suas mecânicas de jogo que apesar de serem bastante simples de entender obrigam a um grande esforço para as dominar. O facto de não controlarmos a câmara é a meu ver um factor que contribui bastante para frustração desnecessária e espero que a Sega tenha corrigido isso nas inúmeras sequelas que a séri Super Monkey Ball foi recebendo ao longo dos anos. De resto, a inclusão de vários outros mini jogos é um factor bem positivo e que aumenta consideravelmente a longevidade do jogo. Apesar deste ser um exclusivo de Nintendo Gamecube, assim como a sua sequela directa, a Sega acaba por lançar, já em 2005 o Super Monkey Ball Deluxe para a PS2 e Xbox. Essa versão inclui a maioria dos níveis presentes neste e no SMB2, bem como dezenas de novos níveis e mini-jogos. Seria portanto a versão definitiva dos primeiros 2 jogos da série!