Turbo Racing (Nintendo Entertainment System)

Voltando às rapidinhas, mas agora na NES, vamos ficar com um interessante jogo de Fórmula 1 que eu nunca tinha ouvido falar. Produto da Data East, este Turbo Racing até que é um jogo bem completo para uma plataforma 8bit, com voltas de treino, qualificação, idas às boxes durante a corrida e upgrades nos carros! O meu exemplar foi comprado na loja Mr. Zombie algures no mês passado de Julho, tendo-me custado apenas 4€.

Cartucho solto

Aqui lá teremos uma temporada para fazer de corridas de F1 à volta do Mundo, embora o circuito do Estoril não esteja presente. Antes de competir, no entanto, teremos sempre a hipótese de practicar cada pista e correr as voltas de qualificação para decidir em que posição da grelha partimos na corrida em si. Aqui teremos não só de ter em conta o combustível e o dano do carro, que nos fará visitar as boxes com alguma frequência. Antes de tudo isso no entanto, somos assignados 10 “skill points” que poderemos atribuir a vários atributos do carro, como aceleração, velocidade de ponta, suspensão, turbos ou eficiência dos mecânicos nas boxes, por exemplo. À medida que vamos competindo, e mediante a posição que terminarmos a corrida, somos recompensados com mais alguns pontos para gastar nestes upgrades. Na segunda parte do jogo já seremos uma força imparável!

Nos Estados Unidos, o jogo teve o licenciamento do piloto Al Unser Junior, que nos dá dicas antes de cada corrida

A nível de controlos, os botões faciais servem para acelerar e travar, já o d-pad, para além de virar o carro para a esquerda ou direita, permite-nos alternar entre as diferentes mudanças da caixa de velocidades, incluindo activar o turbo, que nos gasta um combustível especial e que nos levará sempre a visitar as boxes. Mas se tivermos uma equipa bem treinada nas boxes, os poucos segundos que levamos são suficientes para depois recuperar o primeiro lugar!

Podemos assignar pontos a diversas categorias do carro, para os melhorar

A nível gráfico, é um jogo simples dentro das limitações de uma NES, mas com alguns detalhes interessantes. As pistas possuem diferentes backgrounds consoante a localização de cada circuito (por exemplo vemos a torre Eiffel em Paris, ou ruinas gregas em Atenas). À medida que vamos correndo, e para simular que as corridas demoram muito tempo, começamos a ver o Sol a por-se com as corridas a terminarem sempre no lusco-fusco. Outro pormenor interessante é o facto dos circuitos terem algumas lombas e depressões. Já no que diz respeito ao som, nada de especial a apontar nos efeitos sonoros e música. As músicas são muito agradáveis e um efeito de som que achei particularmente útil é uma espécie de apito que vamos ouvindo sempre que tivermos algum carro atrás de nós, prestes a ultrapassar-nos.

Começamos a correr de dia, terminamos já no twilight

Portanto este Turbo Racing é um jogo de corridas interessante, longe do realismo de outros simuladores, mas com bem mais conteúdo e mecânicas de jogo que estava à espera. Do ponto de vista audiovisual, foi também uma surpresa bem agradável!

Gargoyle’s Quest (Nintendo Gameboy)

Um dos spinoffs mais interessantes da série Ghosts ‘n Goblins é a subsérie Gargoyle’s Quest, onde o diabrete Red Areemer, um dos inimigos mais irritantes da série original, passa a herói do mundo dos monstros. O primeiro lançamento foi precisamente para a Gameboy original, tendo sido lançado algures no ano de 1990 pela Capcom. Já o meu exemplar foi comprado na Cash Converter durante o passado mês de Julho, tendo-me custado uns 12€.

Cartucho solto

Apesar do jogo decorrer no mesmo universo de Ghosts ‘n Goblins, passa-se na verdade no mundo dos monstros, cujo foi invadido por outros monstros ainda mais poderosos e cabe ao nosso Red Areemer derrotá-los. O facto mais interessante deste Gargoyle’s Quest é que este é uma espécie de Zelda 2, misturando os conceitos de platforming mais exigentes típicos da série GnG, com alguns elementos RPG também.

Vamos então passar por dois diferentes tipos de jogabilidade. Tanto ao explorar cidades, aldeias ou mesmo ao atravessar o próprio mapa, o jogo assume uma perspectiva vista de cima, tal como nos habituaram os JRPGs dessa época. Aqui poderemos interagir com outras personagens, incluindo um que nos vai atribuindo passwords, bem como interagir com o cenário, em busca de itens. Enquanto vamos explorando o mundo, somos muitas vezes interrompidos para batalhas aleatórias e, tal como no Zelda 2, estas são passadas em segmentos de acção em sidescrolling 2D, numa área algo reduzida e uma vez derrotados todos os inimigos somos levados de volta para a vista aérea. As dungeons que teremos de explorar são também níveis de acção em sidescrolling mas mais longos, com mais inimigos, imensos obstáculos para ultrapassar e claro, um boss para defrontar no final.

O interface nas secções de RPG é muito similar

As mecânicas de jogo nestas fases obrigam-nos a um platforming mais exigente, com o nosso diabinho a poder voar e manter temporariamente a mesma altitude, bem como agarrar-se a paredes. Mas à medida que vamos avançando no jogo, iremos melhorar as suas habilidades, ao aumentar a capacidade dos seus saltos, aumentar o tempo de voo bem como a sua barra de vida. Novos ataques também vão sendo desbloqueados, incluindo um ataque capaz de destruir alguns blocos especiais, ou outro capaz de criar pequenas plataformas que nos permitem, temporiariamente, escalar paredes repletas de espinhos. Enquantos os outros upgrades são permanentes, os diferentes tipos de ataques podem ser alternados livremente entre si durante a aventura. O facto de não podermos voar livremente, apenas em linha recta horizontal e durante um período limitado, com vários obstáculos e inimigos a nos tentar atacar, tornam este um jogo bastante exigente, especialmente enquanto não expandirmos a barra de vida e de tempo de voo! Ao longo do jogo vamos encontrar vários itens, as vials, que servem de moeda de troca para comprar vidas extra. Ocasionalmente vamos encontrando corações que nos regeneram parcialmente a barra de vida e eventualmente ganharemos um item que nos permite regenerá-la completamente, embora apenas o possamos usar uma vez por dungeon.

Podemo-nos agarrar a paredes, mas não as podemos escalar, temos de usar as habilidades de salto e voo cuidadosamente para ultrapassar obstáculos

Graficamente é um jogo simples, tendo em conta que corre num Gameboy clássico, mas mesmo assim, para um título de 1990, os gráficos são bastante detalhados dentro das suas limitações, especialmente os inimigos e bosses. As músicas também são agradáveis, com algumas melodias a fazerem lembrar os clássicos da série GnG e eu adoro o chiptune da NES e Gameboy clássica!

Portanto este Gargoyle’s Quest é o início de uma subsérie muito interessante do mundo de Ghouls ‘n Ghosts, ao misturar conceitos de RPG com o platforming exigente já conhecido. A série continua com uma sequela na NES e com o fantástico Demon’s Crest na SNES, este último que dificilmente arranjarei em formato físico devido ao seu preço proibitivo. Mas veremos!

Turok 2: Seeds of Evil (Nintendo 64)

Depois do sucesso do primeiro Turok, a Iguana Entertainment não perdeu muito tempo em preparar uma sequela que acabou por ser lançada em 1998. É, na minha opinião, uma excelente sequela, onde melhoraram e muito na parte gráfica e variedade de armas. É também no entanto, tal como o seu predecessor, um jogo com níveis bastante vastos e labirínticos. O meu exemplar foi comprado a um amigo meu algures em Março deste ano, por cerca de 15€ se bem me recordo.

Jogo com caixa e manual

Desta vez controlamos um novo protagonista, que é chamado ao serviço por uma alienígena chamada Adon. Esta explica-nos que há uma outra civilização extraterrestre prestes a preparar das suas e ameaçar toda a vida no Universo. Para os deter, teremos de visitar 5 mundos separados de outras civilizações que estão a cooperar com os Primagen, cumprir uma série de objectivos e por fim assaltar a gigante nave espacial dos Primagen e por um cobro à sua ameaça.

O design dos inimigos está muito bem conseguido e bastante variado

Tal como já referi acima, este Turok 2 é um jogo não tão diferente do seu antecessor, ao introduzir poucos níveis, mas os mesmos são gigantes, repletos de passagens secretas, objectivos para cumprir e segredos para descobrir. Começamos também a aventura num hub repleto de portais para os diferentes níveis, onde apenas o primeiro nível se encontra desbloqueado. Para além dos objectivos que teremos de cumprir em cada nível (resgatar reféns, destruir objectos ou estruturas, proteger um totem, entre outros), teremos também de explorar os níveis de forma a encontrar chaves que nos desbloqueiem as passagens para os níveis seguintes. Para além disso, para defrontar o boss final, teremos também de procurar também as Primagen Keys, uma por nível. O problema é que estas chaves estão em locais de difícil acesso, que requerem habilidades especiais, como a possibilidade de caminhar sobre a lava, saltar longas distâncias ou observar caminhos invisíveis. Para essas habilidades teremos de coleccionar uma série de talismãs, que estarão também tipicamente espalhados em níveis diferentes. Portanto teremos de revisitar o mesmo nível mais que uma vez para coleccionar tudo. Tendo em conta que os níveis são muito largos e labirínticos, isto pode ser um problema.

Ocasionalmente lá teremos algum boss para enfrentar

No que diz respeito à jogabilidade, esperem por controlos algo customizáveis, mas bastante próximos do Turok original. Os controlos por defeito são até algo próximos do que temos hoje em dia, mas revertidos, com o analógico a servir para controlar a câmara e o C-Stick a servir para mover. O gatilho Z serve para disparar, os botões A e B para alternar entre armas, o botão R para saltar, L para activar o mapa e o d-pad com uma série de funções secundárias, como seleccionar diferentes tipos de munição para a mesma arma, ou activar a scope. O arsenal à nossa disposição é mesmo variado, desde o habitual arco e flecha, pistola e shotgun (esta última com diferentes tipos de munições), passando por armas cada vez mais imponentes como uma plasma rifle, metralhadora pesada, mísseis teleguiados ou o cerebral bore, uma arma que lança projécteis que perfuram o crânio dos oponentes e fazem-lhes explodir a cabeça! De resto, para além do modo história, temos também um multiplayer com capacidade até 4 jogadores em split screen que eu acabei por nem sequer experimentar.

Os níveis são super longos e com imensos objectivos a cumprir

Já sobre a sua apresentação audiovisual, este é um jogo a meu ver muito bem conseguido face ao original. É verdade que os níveis continuam bastante grandes e complexos, mas agora há muita mais variedade nos seus cenários, mesmo dentro do mesmo nível. A qualidade dos gráficos em si também está muito boa, com várias texturas de melhor qualidade face ao original. Os inimigos e restantes personagens estão também muito bem detalhados e animados e uma vez mais este é um jogo cheio de gore, com cada inimigo a possuir várias animações distintas quando morrem. Os níveis e inimigos são variados entre si, tal como referido acima, apresentando civilizações distintas, com diferentes paisagens, desde cavernas, selvas, estruturas em pedra ou outras mais sci-fi. Temos também algum nevoeiro, mas está bem mais longe que no primeiro Turok. Por outro lado, as músicas não são assim tantas quanto isso e, apesar de não serem nada de especial, até que resultam bem, pois possuem bastante ritmo que casa bem com toda a acção que vamos vivendo. Nada a apontar aos efeitos sonoros, mas fiquei agradavelmente surpreendido pela quantidade de samples de voz.

Sim, este é um jogo com imenso gore

A melhor prestação audiovisual deste Turok 2 face ao original deve-se ao facto de a Iguana/Acclaim terem optado por produzir o jogo num cartucho de 32MB que, embora muito longe dos 650/700MB de um CD, já lhes permitiu armazenar mais e melhores texturas, mais vozes e por aí fora. O que nos leva mesmo a questionar o quão bom seriam os restantes jogos na Nintendo 64 caso a Nintendo tivesse optado por adoptar o formato CD ao invés do cartucho.

Portanto, este Turok 2, apesar de ser um jogo bastante longo pelos seus extensos níveis e backtracking necessário para concluir todos os objectivos, acabou por me surpreender pela positiva, não só pelos seus melhores gráficos e som, mas também pela variedade de novos níveis e armas. A ver como se safaram no Turok 3, que ainda não me apareceu nenhum exemplar. Para além disso, este jogo tinha também sido lançado no PC e recentemente saiu uma versão remasterizada, tal como o primeiro jogo, para plataformas modernas.

Star Wars: Shadows of the Empire (Nintendo 64 / PC)

Ora cá está um jogo que não resistiu bem ao teste do tempo. Lançado originalmente para a Nintendo 64 (supostamente estava para ser um título de lançamento), este é um produto da LucasArts que visava expandir o universo Star Wars nos videojogos e banda desenhada, ao contar uma história secundária, também protagonizando por uma personagem secundária. Lançado próximo da janela de lançamento da Nintendo 64, o jogo acabou por receber também uma conversão para o PC no ano seguinte. O meu exemplar da Nintendo 64 foi comprado online no passado mês de Junho por cerca de 14€, enquanto a versão PC possuo uma cópia digital no steam que veio de algum bundle baratinho.

Jogo com caixa, manual e papelada

A história decorre algures entre os filmes do Empire Strikes Back e o Return of the Jedi, protagonizando o mercenário Dash Rendar (que muito faz lembrar o Han Solo) e seu robot Leebo. Começamos por participar na batalha de Hoth, onde as forças Imperiais atacam os rebeldes naquele planeta gelado e, tal como no filme, teremos de destruir algumas forças inimigas a bordo de um snowspeeder, incluindo fazer tropeçar uns quantos AT-ST. Depois temos uma secção onde jogamos a pé, defendendo a base rebelde de forças Imperiais, enquanto procuramos alcançar a nossa nave espacial e escapar dali para fora. A fase seguinte do jogo já decorre algum tempo depois, onde estamos no encalço de Boba Fett para recuperar o corpo de Han Solo e pelo meio iremos claro também tropeçar numa grande conspiração montada pelos Sith.

Creio que aqui foi mesmo a primeira vez que pudemos participar na batalha de Hoth desta forma

Portanto este Shadows of the Empire é um jogo de acção, que tanto vai tendo níveis onde controlamos Dash a pé como se um shooter na terceira (ou primeira) pessoa se tratasse, mas também temos outros que envolvem naves espaciais ou outros veículos, como a já referida batalha de Hoth logo no início do jogo, algumas batalhas a bordo da própria nave de Dash, ou uma interessante perseguição de motos em Tatooine. O seu maior problema, tal como muitos jogos 3D desta era, são os seus maus controlos e controlo de câmara, algo especialmente notório na versão Nintendo 64. No PC as coisas são um pouco melhores mas mesmo assim, devo dizer que tive mais dificuldade em controlar os veículos com o rato do que com o teclado. Já no que diz respeito às mecânicas de jogo, Dash não é um Jedi nem nada que se pareça, pelo que não usamos light sabers nem poderes da Força. Começamos por ter à nossa disposição um blaster de munição ilimitada, mas acabaremos por encontrar também outras armas (estas já de munições limitadas) ao longo do jogo, bem como alguns medkits que tanto jeito nos vão dar, especialmente na versão Nintendo 64 devido aos maus controlos. Outros itens que podemos encontrar poderão ser vidas extra ou os tais challenge points, que nos podem desbloquear uma série de batotas, caso os encontremos todos.

A versão Nintendo 64 não possui voice acting nem cutscenes em CGI mas até gostei desta abordagem

Já no que diz respeito aos audiovisuais, vamos por partes. A versão Nintendo 64 apresenta uns gráficos ainda muito rudimentares, com as personagens (principalmente a do próprio Dash) ainda a terem pouco detalhe poligonal. Os níveis, apesar de até serem algo variados entre si nos cenários que nos apresentam, estão repletos de texturas simples, de baixa resolução e com uma geometria ainda muito “quadrada”. Para além disso, muitos dos níveis onde controlamos o Dash a pé, estão repletos de estreitas passagens com abismos profundos, o que, num jogo com mais controlos e má câmara, não é muito boa ideia. Naturalmente a versão PC possui gráficos melhores, com as texturas de maior resolução, embora a geometria algo rudimentar dos níveis ainda se mantenha. A versão PC no entanto não é um jogo que seja suportado nativamente por sistemas operativos modernos e, mesmo no caso das versões disponíveis no steam ou gog terem sido algo optimizadas nesse aspecto, ainda estão longe de estar perfeitas. Escolhendo resoluções muito altas torna o HUD e todas as restantes mensagens de texto que eventualmente poderao surgir no ecrã demasiado pequenas, bem como estragando algumas das cutscenes. Cutscenes essas que são em CGI na versão PC e imagens estáticas ou pouco animadas na versão Nintendo 64, se bem que até nem desgostei do resultado das mesmas na consola da Nintendo. No que diz respeito ao som, esperem pelas habituais músicas da saga Star Wars enquanto vamos jogando, nada de especial a apontar aqui. No entanto, a versão PC leva uma vez mais a melhor, pois para além das músicas terem mais qualidade, esta versão inclui também várias vozes, o que não acontece na Nintendo 64.

Infelizmente nem a versão PC envelheceu tão bem assim. Mesmo a nível de controlos deixa algo a desejar

Portanto este Star Wars Shadows of the Empire já ficou riscado da minha lista. Era um jogo que sempre tive alguma curiosidade em jogar e, embora não tenha envelhecido nada bem, tanto a nível audiovisual como em mecânicas de jogo, é inegável que a LucasArts se tenha esforçado bastante para apresentar um excelente videojogo. Mas jogos de acção em 3D ainda eram algo que a indústria ainda estava longe de encontrar um standard em termos de controlos, mecânicas de jogo e afins, pelo que, a meu ver, muitas das fraquezas deste jogo acabam por ser desculpáveis. Mas serviu de pedra de lançamento para outros jogos bem mais interessantes da franchise que lhe seguiram, como Rogue Squadron ou Jedi Knight.

Zombies (Super Nintendo)

Continuando pelas rapidinhas, embora este jogo até merecesse um artigo bem mais extenso, a razão pela qual não o faço é porque já cá trouxe a versão para a Mega Drive, que analisei mais extensivamente no passado. O meu exemplar foi comprado no passado mês de Junho, na loja Ingame em São João da Madeira, tendo-me custado 30€ e está completo.

Jogo com caixa e manuais

Recomendo vivamente que leiam o artigo da versão Mega Drive, pois aqui vou fazer apenas algumas breve menções nas diferenças entre ambas as versões. A Super Nintendo foi a consola que serviu de base para a criação deste jogo, e a meu ver acaba também por levar a melhor particularmente nos seus audiovisuais. A nível gráfico como seria de esperar a versão SNES é bem mais colorida e para além disso os níveis possuem um pouco mais de detalhe quando comparados à versão Mega Drive. Mas a diferença mais notória é,  mesmo a existência de uma barra vertical do lado direito, com o radar, a barra de vida e as armas e itens seleccionados no momento, que retira algum do campo de visão. Isto na versão Mega Drive, claro. Na Super Nintendo a barra de vida e armas/itens seleccionados estão sobrepostos à área de jogo na parte superior do ecrã, já o radar teremos de o activar/desactivar manualmente, sobrepondo-se também à área de jogo, se bem que possui um fundo transparente. As músicas e efeitos sonoros também ficaram mais bem conseguidas nesta versão.

A versão SNES é mais colorida, melhor detalhada e joga-se igualmente bem!

Já no que diz respeito à jogabilidade, essa felizmente continua excelente, com as mesmas mecânicas de jogo. Os botões extra no comando da SNES permitem-nos mapear melhor cada acção, embora esse problema deixa de existir na Mega Drive caso usemos um comando de 6 botões. De resto, o único problema que aponto aqui é mesmo no grande número de níveis e, apesar de ser um jogo extremamente divertido pela grande variedade de armas ou itens que podemos usar e segredos para descobrir, o facto de possuir cerca de 50 níveis acaba por torná-lo um pouco repetitivo ao fim de algum tempo.