Gargoyle’s Quest (Nintendo Gameboy)

Um dos spinoffs mais interessantes da série Ghosts ‘n Goblins é a subsérie Gargoyle’s Quest, onde o diabrete Red Areemer, um dos inimigos mais irritantes da série original, passa a herói do mundo dos monstros. O primeiro lançamento foi precisamente para a Gameboy original, tendo sido lançado algures no ano de 1990 pela Capcom. Já o meu exemplar foi comprado na Cash Converter durante o passado mês de Julho, tendo-me custado uns 12€.

Cartucho solto

Apesar do jogo decorrer no mesmo universo de Ghosts ‘n Goblins, passa-se na verdade no mundo dos monstros, cujo foi invadido por outros monstros ainda mais poderosos e cabe ao nosso Red Areemer derrotá-los. O facto mais interessante deste Gargoyle’s Quest é que este é uma espécie de Zelda 2, misturando os conceitos de platforming mais exigentes típicos da série GnG, com alguns elementos RPG também.

Vamos então passar por dois diferentes tipos de jogabilidade. Tanto ao explorar cidades, aldeias ou mesmo ao atravessar o próprio mapa, o jogo assume uma perspectiva vista de cima, tal como nos habituaram os JRPGs dessa época. Aqui poderemos interagir com outras personagens, incluindo um que nos vai atribuindo passwords, bem como interagir com o cenário, em busca de itens. Enquanto vamos explorando o mundo, somos muitas vezes interrompidos para batalhas aleatórias e, tal como no Zelda 2, estas são passadas em segmentos de acção em sidescrolling 2D, numa área algo reduzida e uma vez derrotados todos os inimigos somos levados de volta para a vista aérea. As dungeons que teremos de explorar são também níveis de acção em sidescrolling mas mais longos, com mais inimigos, imensos obstáculos para ultrapassar e claro, um boss para defrontar no final.

O interface nas secções de RPG é muito similar

As mecânicas de jogo nestas fases obrigam-nos a um platforming mais exigente, com o nosso diabinho a poder voar e manter temporariamente a mesma altitude, bem como agarrar-se a paredes. Mas à medida que vamos avançando no jogo, iremos melhorar as suas habilidades, ao aumentar a capacidade dos seus saltos, aumentar o tempo de voo bem como a sua barra de vida. Novos ataques também vão sendo desbloqueados, incluindo um ataque capaz de destruir alguns blocos especiais, ou outro capaz de criar pequenas plataformas que nos permitem, temporiariamente, escalar paredes repletas de espinhos. Enquantos os outros upgrades são permanentes, os diferentes tipos de ataques podem ser alternados livremente entre si durante a aventura. O facto de não podermos voar livremente, apenas em linha recta horizontal e durante um período limitado, com vários obstáculos e inimigos a nos tentar atacar, tornam este um jogo bastante exigente, especialmente enquanto não expandirmos a barra de vida e de tempo de voo! Ao longo do jogo vamos encontrar vários itens, as vials, que servem de moeda de troca para comprar vidas extra. Ocasionalmente vamos encontrando corações que nos regeneram parcialmente a barra de vida e eventualmente ganharemos um item que nos permite regenerá-la completamente, embora apenas o possamos usar uma vez por dungeon.

Podemo-nos agarrar a paredes, mas não as podemos escalar, temos de usar as habilidades de salto e voo cuidadosamente para ultrapassar obstáculos

Graficamente é um jogo simples, tendo em conta que corre num Gameboy clássico, mas mesmo assim, para um título de 1990, os gráficos são bastante detalhados dentro das suas limitações, especialmente os inimigos e bosses. As músicas também são agradáveis, com algumas melodias a fazerem lembrar os clássicos da série GnG e eu adoro o chiptune da NES e Gameboy clássica!

Portanto este Gargoyle’s Quest é o início de uma subsérie muito interessante do mundo de Ghouls ‘n Ghosts, ao misturar conceitos de RPG com o platforming exigente já conhecido. A série continua com uma sequela na NES e com o fantástico Demon’s Crest na SNES, este último que dificilmente arranjarei em formato físico devido ao seu preço proibitivo. Mas veremos!

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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