Sparkster (Sega Mega Drive)

O Rocket Knight Adventures é um dos primeiros exemplos de um videojogo de excelência que a Konami desenvolveu para a Mega Drive. Este Sparkster, não confundir com o jogo de mesmo nome para a Super Nintendo, é uma sequela directa de Rocket Knight Adventures e, apesar de para mim não ser tão memorável quanto o original, não deixa de ser um excelente jogo de acção e com algumas melhorias face ao original em vários aspectos. O meu exemplar, onde até à data apenas possuo um cartucho, veio de um bundle de jogos Mega Drive que comprei a meias com um colega, tendo-me ficado cada jogo por um preço algures entre os 5€ e 10€.

Apenas o cartucho, para já

Tal como referi acima, este Sparkster é uma sequela directa do Rocket Knight Adventures, onde mais uma vez controlamos o mesmo protagonista, um marsupial equipado com uma espada e Jetpack, para defender o seu reino de mais uma invasão, desta vez por parte do império de Gedol. O rival de Sparkster, Axel Gear, marca novamente a sua presença, raptando mais uma princesa.

Os combates de mechas estão mais uma vez de volta!

Aliás, como prólogo, começamos precisamente por defrontar Axel montado no nosso mecha, numa sequência que pode ser dispensada ao pressionar o botão de start, algo que não recomendo por razões que explicarei mais à frente. De qualquer das formas é bom termos de volta estes segmentos de mechas, algo que se irá repetir no quarto nível. Mas vamos então abordar mecânicas de jogo, onde o rocket mantém o seu papel de destaque. Os controlos são simples, com um botão para Sparkster atacar com a sua espada, outro para saltar e um outro para activar o seu jetpack. A grande diferença face ao original, é que no jogo anterior, teríamos de manter um botão pressionado para carregar o jetpack e depois de carregado o que achássemos suficiente, largavamos o botão e Sparkster já saía disparado na direcção pretendida. No entanto, enquanto estivéssemos parados a carregar os foguetes, estávamos também vulneráveis a sofrer dano. Ora nesta sequela os foguetes regeneram-se mais rápido e sozinhos, o que nos dá muita mais agilidade, até para ficar no ar bem mais tempo.

Graficamente o jogo está bem mais colorido que o original, o que é óptimo

Tal como no anterior, quando saímos disparados com os foguetes, o Sparkster usa a sua espada como a ponta de uma flecha, pelo que também é uma forma de não só causar dano nos inimigos, como também evitar sofrer dano quando nos espetamos contra alguns obstáculos como a lava ou espinhos. Tal como no jogo anterior também, ao se voarmos na diagonal, iremos fazer ricochete em qualquer superfície, pelo que também acaba por ser uma forma interessante de atravessar alguns túneis ou corredores apertados e repletos de perigos. Os foguetes carregam em 2 níveis, e a partir do momento que o segundo nível também estiver carregado, quando sairmos disparados a voar, Sparkster irá voar em forma de parafuso, algo que teremos de usar para activar alguns interruptores ou mesmo no confronto contra um boss em particular, para desapertar os seus parafusos e o desmantelar. Pressionando no botão de foguete sem nenhuma direcção pressionada em simultâneo, faz com que Sparkster rodopie sobre si mesmo, mantendo-se no mesmo local. Para além de servir de ataque, é também uma outra forma de nos protegermos de dano inimigo.

Bosses nunca faltam!

Por fim, convém referir também os power ups que podemos encontrar. Para além da comida que nos regenera a barra de vida, itens de fogo que nos aumentam o dano infligido pela nossa espada, ou mesmo vidas extra, temos também pedras preciosas coloridas que possuem características especiais. Ao coleccionar 10 pedras azuis, ou 1 vermelha, activamos uma espécie de uma roleta no canto superior direito do ecrã, onde, conforme o resultado final, nos pode recompensar com itens extra a cairem do céu. Para além disso, e de boosters de foguetes que carregam e activam automaticamente os foguetes quando lhes tocarmos, temos também uma série de rélicas de espadas, espalhadas ao longo dos níveis. Estas têm um papel semelhante às esmeraldas dos Sonics, pois ao encontrar as 7 espadas, Sparkster transforma-se numa versão dourada, algo necessário para desbloquear o último boss e chegar ao final verdadeiro. A primeira espada está logo no prólogo opcional, onde combatemos o nosso rival em mechas. Por isso referi acima que não era boa ideia dispensar essa parte!

Não dá para gravar o nosso progresso no jogo mas ao menos temos um sistema de passwords que também conta as espadas que já tenhamos encontrado

A nível audiovisual, é um jogo bem competente. Os níveis são bem detalhados e diversificados entre si. O primeiro nível então, é composto por vários segmentos que atravessam zonas completamente distintas, já os restantes acabam por ser mais consistentes. Os níveis são também muito mais coloridos que no primeiro jogo, e ainda bem! As músicas continuam vibrantes e cheias de energia, mais um ponto muito positivo.

Portanto este Sparkster acaba por ser uma excelente sequela a um dos maiores clássicos da Mega Drive. As mudanças nas mecânicas dos foguetes são muito benvindas, a acção non-stop continua a ser uma constante e as melhorias nos gráficos e som foram também muito benvindas. Ainda assim, por questões meramente nostálgicas, continuo a preferir o Rocket Knight Adventures, mas este é também muito, muito bom. A versão SNES é uma espécie de uma história paralela aos originais da Mega Drive, e espero poder vir a falar dessa versão no futuro.

Tiny Toon Adventures: ACME All-Stars (Sega Mega Drive)

Continuando pela Mega Drive, vamos ficar com mais um jogo relativo aos desenhos animados da Warner Bros, muito populares no início dos anos 90, os Tiny Toon Adventures da Warner Bros. Estes eram uma espécie de uma recreação dos Looney Tunes, onde personagens como Bugs Bunny, Daffy Duck, Taz, eram representados por uma versão infantil dos mesmos. Pelo menos até ao final da era das 16bit, era a Konami que detinha a licença para produzir videojogos sobre essa série, tendo no caso da Mega Drive, produzido anteriormente o Tiny Toon Adventures Buster’s Hidden Treasure. O meu exemplar foi comprado no verão deste ano, em Julho, através de um grande bundle de jogos e consolas comprado a meias com um amigo.

Jogo com caixa e manual

Se jogarmos sozinhos, então o modo história é provavelmente o mais desafiante. Aqui encarnamos no grupo de amigos dos coelhos Buster e Babs Bunny, o pato Plucky e o porquinho Hamton, que formam uma equipa para participar num torneio desportivo organizado por Montana Max, onde todos os Tiny Toon irão participar. As principais modalidades são futebol (4×4) e basquetebol (3×3), mas também iremos participar pelo menos uma vez em eventos como um whac-a-mole adaptado, uma corrida de obstáculos, e uma partida de bowling. Podemos também jogar partidas a solo destes desportos, seja sozinhos contra o CPU, ou em multiplayer, que suporta um máximo de 4 jogadores com recurso a um multitap, algo que nunca cheguei a testar.

Numa partida de futebol, não controlamos os guarda-redes

A jogabilidade é interessante e relativamente simples. No futebol temos o botão A para rematar a bola, o B para passar e o C para usar habilidades especiais. Cada personagem possui uma série de habilidades especiais, cujas podem ser algo variadas ao usar algumas combinações de botões depois de as iniciar com o botão C. Por exemplo, o Buster Bunny pode sair disparado a correr para a baliza e rematar muito forte, resultando num golo quase certo. Já o pato Plucky pode voar com a bola, mas tem de ter cuidado com as bigornas que começam a chover. Para além disso, as habilidades especiais podem também ser usadas defensivamente. Cada personagem possui então diferentes habilidades especiais que tornam cada partida muito caótica como se estivéssemos num cartoon da série. Convém mesmo practicá-las pois nos últimos níveis a IA já nos irá colocar muita mais dificuldade. Mas também não podemos andar a spammar estas habilidades pois cada vez que as usamos o indicador de energia da respectiva personagem vai-se esvaziando e no caso de estar completamente vazia, teremos de esperar algum tempo até se recarregar. No basquetebol a jogabilidade segue a mesma abordagem, onde o botão A serve para saltar e atirar ao certo, enquanto o B serve para passar a bola para um colega. Novamente o C serve para desencadear as habilidades especiais de cada um!

Os mini-jogos também possuem uma jogabilidade bastante intuitiva, onde no caso do bowling podemos reposicionar a nossa personagem, escolher o ãngulo de lançamento e a sua força. Naturalmente que também teremos habilidades especiais, algo que acontece em certas condições.

Alguns campos de jogo apresentam obstáculos adicionais que teremos também de ter em atenção

A nível audiovisual é um jogo uma vez mais competente, que vai herdando as sprites e animações do Buster’s Hidden Treasure. As arenas são bastante vívidas, muitas vezes até com outros obstáculos que apimentam ainda mais a jogabilidade e as habilidades especiais dão mesmo outra cor e vida ao jogo. As músicas são também bastante agradáveis, com a música título dos Tiny Toon a ecoar-nos nos ouvidos vezes sem conta.

Portanto este ACME All-Stars é um jogo divertido, embora seja mais agradável jogá-lo no multiplayer contra amigos. Curiosamente não foi o único Tiny Toon desportivo que a Konami lançou em 1994, pois as consolas da Nintendo  (SNES e Game Boy) acabaram por receber o Tiny Toon Adventures: Wild & Wacky Sports, embora o jogo na Europa já cá tenha chegado mais tarde (1996 no caso da versão SNES!), pelo que me passou completamente despercebido.

Silent Service (Nintendo Entertainment System)

Continuando pelas rapidinhas, ficamos agora com um simulador desenvolvido originalmente pela Microprose (who else?) para vários computadores diferentes entre 1985 e 1987. Mais tarde a Konami adquiriu os direitos para publicar uma conversão para a NES, aparentemente desenvolvida pela própria Rare. O meu exemplar veio da loja Mr. Zombie há uns meses atrás, creio que me custou 16€, estando o jogo completo e numa condição impecável, o que foi a principal razão que me levou à sua compra. Mas vendo o nome da Konami na caixa confesso que estava à espera de algo mais arcade, o que não foi de todo o caso.

Jogo com caixa e manual

De qualquer das formas este Silent Service aborda o teatro de guerra do Pacífico durante a Segunda Guerra Mundial, em pleno confronto entre Estados Unidos e Japão. Podemos participar em várias missões distintas missões de treino, outras para destruir vários convoys de embarcações inimigas (porque dizer comboios de barcos soa estranho), ou algumas missões mais específicas, que consistem em partir de um porto algo aleatório, procurar navios inimigos, afundar o máximo que conseguirmos e voltar ao porto em segurança. Naturalmente, sendo este um simulador, há muita coisa a ter em conta. Antes de começar cada missão podemos ajustar a dificuldade da mesma em certos parâmetros, como a visibilidade, os padrões de movimento dos navios inimigos, a distância onde eles estão, a possibilidade de fazer reparações ao submarino in loco ou num porto, entre outros.

Em quase todos os ecrãs temos na mesma acesso a alguns controlos essenciais, como é o da velocidade, leme, periscópio ou controlo de tempo

Depois começando a missão é que as coisas começam realmente a ganhar outra forma. Em Silent Service vários ecrãs que podemos consultar, mas 3 deles são os mais importantes: um de navegação, um para o combate, e outro para a manutenção do nosso submarino. Cada um dos ecrãs tem diferentes ícones com que devemos interagir. No ecrã de navegação podemos ver o mapa da área à nossa volta e ampliá-lo várias vezes para mais detalhe. No ecrã de combate, poderemos disparar os torpedos ou o canhão do deck (se estivermos à superfície). De resto temos vários outros controlos que estão presentes em practicamente todos os ecrãs, como o leme (que também nos permite controlar a profundidade do submarino), um controlo para a velocidade do submarino, ou a possibilidade de acelerar o tempo, o que é bastante útil para quando os navios ainda estão longe de nós e temos de nos aproximar e/ou fazer alguma manobra evasiva.

Para alternar entre ecrãs usamos o botão Select.

A nível audiovisual é um jogo bastante simples porém eficaz. Todas as interfaces que temos disponíveis estão devidamente representadas e não oferecem muitas dúvidas. Os efeitos sonoros também são competentes e como devem calcular, sendo este um simulador, não temos qualquer música durante as missões. Um detalhe interessante é, quando escolhemos as nossas iniciais para o nome, podemos ver e ouvir a representação dessa letra em código morse, algo que era fundamental naquele tempo.

De resto, Silent Service é isto. Mesmo para quem não é grande fã de simuladores, como é o meu caso, até é um jogo que dá para divertir um pouco e pareceu-me bem mais simples do que o outro simulador de submarinos que já joguei, o 688 Attack Sub.

Metal Gear Rising Revengeance (Sony Playstation 3)

A Platinum Games foi uma das melhores produtoras de videojogos introduzidas na geração passada. Inicialmente contratualizadas com a Sega, nem todos os seus jogos tiveram o merecido sucesso comercial, como foi o caso de Bayonetta e Vanquish. Mas finda a parceria com a Sega, a Platinum começou a colaborar também com outras empresas e o primeiro projecto foi precisamente este Metal Gear. A ideia de um Metal Gear com o Raiden como protagonista e com um maior foco na acção já tinha sido apresentada por Hideo Kojima na E3 de 2009, mas dificuldades no desenvolvimento deixaram o mesmo em hiato, até que o desenvolvimento foi retomado pela Platinum, culminando no lançamento do jogo em 2013. Sinceramente já não me recordo ao certo onde e quando comprei o meu exemplar, mas tenho a vaga ideia de o ter comprado por 15€ na Mediamarkt de Alfragide. O steelbook veio de uma das minhas idas à feira da Ladra em Lisboa, já não me lembro quanto me custou mas duvido que tenha sido mais de 2€.

Jogo com caixa, manual, papelada e steelbook.

O jogo começa em 2018, 4 anos após os acontecimentos narrados no Metal Gear Solid 4 e com o Raiden, agora um cyborg completo, como protagonista principal. Com os acontecimentos do MGS4, as empresas militares privadas focam-se agora no uso de cyborgs para combater nas frentes de combate que vão surgindo um pouco por todo o mundo. E tal como é habitual nos jogos desta série, vamos descobrindo uma conspiração que envolve nomes grandes da sociedade para promover uma cultura de guerra global.

Apesar de podermos equipar algumas armas secundárias como granadas ou lança-rockets, o foco da jogabilidade está mesmo em esquartejar os inimigos com a espada

Este é na sua essência um jogo de acção, embora ainda tenha um ou outro elemento de furtividade, pois em várias fases do jogo somos convidados a defrontar ou evadir uma série de inimigos sem sermos descobertos, mas caso o sejamos, a penalização também não é muita, a não ser por sermos rapidamente rodeados de inimigos para combater em simultâneo. Quando somos descobertos, o habitual ciclo de alerta/evasão é activado e podemos procurar um sítio seguro para nos esconder, ou então, tal como já referi, enfrentar os inimigos todos de uma só vez.

A nossa performance está constantemente a ser avaliada, e quanto melhor for, mais pontos ganhamos

E de facto o sistema de combate é muito dinâmico e pouca vontade nos dá em manter uma jogabilidade mais cautelosa. Temos um botão facial para saltar, outro para interagir com objectos e dois para ataques leves ou pesados. Os botões de cabeceira, principalmente o L1 e R1 também possuem grande destaque, nomeadamente para activarmos o “ninja run” e “blade mode“. O primeiro aumenta-nos bastante a agilidade e pode ser usado em conjunto com os botões de ataque para desencadear diferentes combos. O segundo obriga-nos a ficar parados, mas permite-nos, em câmara lenta, ter uma grande autonomia no uso da espada, podendo cortar objectos ou inimigos em múltiplas direcções. Muitos são os objectos dos cenários que podem ser cortados em pedacinhos, incluindo carros, caixas ou mesmo partes da estrutura dos edifícios. Mas é mesmo ao usar estas habilidades nos inimigos que tem mais piada, pois podemos cortá-los cirurgicamente e usar partes do seu corpo para restabelecer a nossa energia ou no caso de alguns inimigos chave, cortar o seu braço direito e usar a informação alojada no seu braço para desbloquear outras coisas no jogo.

Tal como nos outros MGS, podemos passar longos minutos em conversas por codec com outros NPCs

A nossa performance em cada nível vai sendo avaliada e os inimigos que destruirmos, bem como os itens que apanhemos, traduzem-se em pontos que podem ser posteriormente usados numa loja para melhorar as capacidades do Raiden, tanto na sua resiliência, agilidade, bem como aprender novas skills, ou comprar/equipar diferentes armas e armaduras. Outros desbloqueáveis como VR Missions também podem ser encontrados ao activar terminais que se encontram espalhados pelos níveis, por vezes bem escondidos. De resto, temos uns quantos DLCs, incluindo pequenas campanhas para outras personagens que infelizmente parecem nunca ter sido lançadas numa edição física e eu sinceramente acabei por não os comprar. É pena, pois gostaria de jogar as outras campanhas, mas estando os DLCs ainda a full price ao fim deste tempo todo não faz sentido.

Espalhados pelos níveis podemos encontrar laptops que nos desbloqueiam VR missions que poderemos jogar à parte

A nível audiovisual é um título muito bem conseguido por parte da Konami e Platinum Games. Os gráficos estão bem detalhados, e o design futurista dos cyborgs agrada-me bastante. Nada contra o voice acting que uma vez mais é bem conseguido e tal como os restantes Metal Gear, podemos a qualquer momento contactar outros NPCs com o nosso codec e ouvir um pouco mais o que eles tiverem a dizer. A banda sonora adequa-se bastante bem ao ritmo acelerado e frenético do jogo, sendo na sua maioria composta por músicas rock bem animadas o que mais uma vez também me agrada bastante.

Quando deixamos inimigos atordoados, é a melhor altura para activar o Blade Mode e, em câmara lenta, conseguimos causar muito dano.

Portanto este Metal Gear Rising é um excelente jogo de acção, não o encarem como um Metal Gear Solid tradicional com o seu foco na furtividade. Se jogaram outros títulos da Platinum como é o caso do Vanquish, já podem ter uma ideia da acção over-the-top que irão encontrar neste jogo. Isto, aliado a um bom sistema de combate e óptimos gráficos e som, tornam este título num excelente jogo de acção, para fãs de Metal Gear e não só.

Batman Returns (Super Nintendo)

O segundo filme do Batman realizado pelo Tim Burton teve direito a inúmeras adaptações para os videojogos, incluindo as versões Mega Drive e Sega 8bit que já cá trouxe anteriormente. Enquanto as versões para as consolas da Sega foram publicadas pela mesma, as versões Nintendo foram publicadas pela Konami, incluindo esta mesma versão para a Super Nintendo. E uma das coisas que a Konami melhor fazia no início da década de 90 eram os beat ‘em ups arcade como os Teenage Mutant Ninja Turtles, Simpsons ou Astérix. E então decidiram adaptar o Batman Returns para um jogo deste género, que a meu ver até resulta bem. O meu exemplar veio de uma loja online por 17€ no último mês de Maio.

Apenas cartucho

O jogo segue de forma minimamente fiel os acontecimentos do filme, onde como Batman iremos não só defrontar os bandidos do Pinguim, mas também a Catwoman. Na maioria dos níveis que vamos percorrendo, o jogo assume-se como um beat ‘em up, onde temos um botão para salto, e outro para ataque, que mediante as combinações de posições do btaman e outros botões nos permite fazer diferentes combos. Gosto particularmente de agarrar os oponentes e atirá-los contra as paredes ou outros objectos, causando dano visível nos cenários. Por exemplo podemos atirá-los contra as vitrines de lojas nas ruas de Gotham! Ou outro dos meus golpes preferidos é quando agarramos um inimigo de cada lado e esmagamos os seus crânios um contra o outro, so cool! Podemos também atirar batarangs que os temos de munição ilimitada, lançar o gancho que sinceramente não tem grande utilidade nos níveis “normais”, bloquear golpes adversários com os botões de cabeceira. Ah e temos também umas bombas em número limitado que podemos usar quando as coisas estiverem complicadas, pois causam dano em todos os inimigos presentes no ecrã.

Aquelas montras podem ser partidas ao atirar os bandidos lá para dentro

Há pouco referi que o jogo era na sua maioria um beat ‘em up e realmente é mesmo excelente beat ‘em up muito agradável de jogar. Mas ocasionalmente lá temos um ou outro nível diferente como aquela vez em que subimos um elevador (não sei qual é o fascínio deste tipo de jogos com combates em elevadores) assim que chegamos ao topo do edifício temos um nível todo em sidescroller completamente 2D pela frente. E é aqui que realmente o gancho que mencionei há pouco é realmente útil, para nos ajudar a atravessar alguns abismos. Depois deste nível temos mais à frente mais um nível inteiramente diferente onde conduzimos o Batmobile, numa perspectiva como se um jogo de corridas se tratasse. Claro que vamos ter de enfrentar muitos lacaios do Pinguim na mesma! Este segmento fez-me lembrar os níveis extra da versão Mega CD do Batman Returns, que espero vir a ter na minha colecção um dia destes.

Como é habitual neste género de videojogos, vamos ter muitos bosses para defrontar

No que diz respeito aos audiovisuais este é mesmo um jogo muito bem conseguido. Os níveis estão com óptimos gráficos, com as ruas de Gotham repletas de pequenos detalhes muito bem conseguidos. Nada a apontar aos efeitos sonoros mas já na banda sonora confesso que não está muito a meu gosto. Isto porque as músicas são bastante orquestrais e a Super Nintendo é muito boa nisso, mas num beat ‘em up como este confesso que estava à espera de algo mais rock, mas por outro lado sendo uma adaptação de um filme, compreendo o porquê da Konami ter ido antes por este caminho.

Tal como na versão Mega CD também podemos conduzir o Batmobile aqui

Portanto este Batman Returns é um excelente jogo da Konami para a Super Nintendo. Facilmente das melhores adaptações de filmes para videojogos no seu tempo, não necessariamente pela fidelidade com a qual representa os acontecimentos do filme, mas sim por ser um jogo muito divertido.