Continuando pelas rapidinhas vamos num instante ao segundo jogo da saga Guilty Gear, uma série de jogos de luta 2D produzidos pela Arc System Works, conhecidos pela sua jogabilidade alucinante e banda sonora repleta de guitarradas mesmo como eu gosto. Esta sequela já acabou por sair originalmente nas arcades, através do sistema Naomi da Sega. Naturalmente que foi depois convertido para várias consolas, entre as quais esta versão para a PS2 que cá tenho e deu entrada na minha colecção algures em Setembro de 2016 através de uma compra na CeX. Custou-me 2€.
Jogo com caixa, manual e papelada
Tal como jogos como Samurai Shodown ou Last Blade, esta série é também de jogos de luta 2D onde os lutadores usam armas brancas, predominantemente espadas. Mas ao contrário dessas duas séries cujo foco está na cultura Samurai e/ou outras artes marciais orientais, aqui a narrativa leva-nos para um futuro apocalíptico, com cyborgs chamados Gears no centro dos conflitos. Mas também se vai buscar muitas influências às tradições japonesas ou até temáticas do sobrenatural.
As persoagens possuem todas um óptimo design e golpes especiais
A jogabilidade é, à falta de melhor palavra, intensa. Há um grande foco nos combos e counters e, tal como no primeiro jogo vamos tendo uma barra de “tensão” que vai aumentando consoante a nossa performance nas batalhas. Quando a barra chegar a um certo nível, poderemos desbloquear alguns golpes poderosos e, no caso de atingirmos o nível máximo de tensão poderemos desencadear um golpe mortal, que se bem feito, mata o nosso oponente, vencendo assim o combate, não interessando o round em que estivermos. De resto dispomos aqui de vários modos de jogo que dispensam apresentações, tais como o arcade, o versus para 2 jogadores, um modo de treino onde poderemos apurar as mecânicas de jogo e as particularidades de cada lutador e por fim temos também o survival. Este último, tal como o nome indica é um modo de jogo onde a nossa resiliência é posta à prova, onde teremos de enfrentar vários oponentes de forma consecutiva, sem a nossa vida ser regenerada entre rounds.
A jogabilidade é caótica e os gráficos são de um 2D excelente!
No que diz respeito aos audiovisuais este é mais um jogo excelente. As arenas estão repletas de detalhes, assim como as personagens são muito bem desenhadas, possuindo boas animações e um visual muito original. Assim se faz um bonito jogo em 2D! Mas se por um lado os gráficos são muito bons, todo o som, desde as habituais falas em Japonês dos lutadores que não conseguimos entender, passando pela “narração” das batalhas ou pela banda sonora, tudo excelente! Adoro aqueles detalhes de “Heaven and Hell”, “Duel” e “Let’s Rock” ditos por uma voz robotizada antes de cada combate. As músicas, uma vez mais estão mesmo no meu gosto. Metal com grandes guitarradas! Mesmo naquelas músicas mais calmas e com algumas influências mais folk, a guitarra rock acaba por se destacar depois. Só tenho pena que, em comparação com o primeiro jogo, aqui não tenhamos mais diálogos entre as personagens, para percebermos melhor a história e a relação que uns lutadores vão tendo uns com os outros. Aqui temos apenas uma frase dita pelo vencedor no final de cada combate e siga.
Portanto, temos aqui um belo jogo de luta, cujo acabou por ter mais tarde inúmeros follow ups, sendo que alguns deles nunca chegaram a sair cá em solo nacional. A ver se os trago cá num futuro próximo.
A saga Assassin’s Creed era bastante original na altura em que saiu. Conta-nos o conflito secular entre a ordem secreta dos templários que tentava controlar toda a população e por outro lado os Assassinos, que pregavam a liberdade absoluta. Por um lado o jogo decorre nos tempos de hoje, onde controlamos Desmond Miles, que, através da tecnologia Animus, conseguíamos reviver as memórias dos seus ancestores asassinos que estavam alojadas no seu ADN, vivendo as suas experiências em diversas fases da nossa História. Começamos na idade média, no tempo das Cruzadas e com o assassino Altair, já no segundo jogo principal da série revivemos as histórias de Ezio Auditore da Firenze, no período dourado do Renascimento, em pleno século XV e XVI, na Itália.
Jogo com caixa e manual
Este AC Brotherhood continua a história exactamente do ponto onde o jogo anterior nos deixou, e vamos mais uma vez reviver as memórias de Ezio, desta vez com o jogo centrado na cidade de Roma, desde o pequeno distrito do Vaticano, passando para a cidade “moderna” e todas as suas ruínas do Império Romano. Ocasionalmente lá visitaremos outras localidades, como pequenos flashbacks em Florença ou algumas missões secundárias noutras localizações, como o monte Vesúvio. Mas já lá vamos. Sinceramente não me recordo bem onde e quando foi comprado o meu exemplar, creio que foi numa Cash Converters ou CeX, certamente antes de 2016 e não deve ter custado mais de 7€.
Uma das coisas que mais gostei neste jogo (e no anterior também) eram estes momentos trivia sobre algumas personagens e localidades notáveis que visitamos
O jogo herda as mesmas mecânicas do seu antecessor, apresentando um mundo em open world (embora nem todas as áreas do jogo estejam abertas logo no início), onde poderemos fazer várias missões, algumas obrigatórias para progredir na história, outras meramente opcionais mas que também dão jeito quanto mais não seja para ganhar dinheiro ou desbloquear alguns extras. Também tal como os seus predecessores, há aqui um foco numa jogabilidade furtiva, onde teremos de passar despercebidos por entre os guardas, Aliás, muitas das missões obrigam-nos mesmo a não ser detectados de forma alguma. Para isso temos algumas artimanhas como andar misturados nas multidões ou escondidos em fardos de palha, poços ou outros lugares menos suspeitos. Assassinar os guardas por trás (mesmo à traição!) e depois esconder os seus corpos também pode ser uma opção, mas convém que seja num local reservado senão de outra forma a população também entra em pânico e chama à atenção dos restantes guardas.
Lembram-se da cidade de Monteriggioni que tão carinhosamente reconstruiram no jogo anterior? Pois, é reduzida aqui em ruínas.
Se formos apanhados podemos fugir e aí o parkour ganha especial relevância pois teremos de escalar paredes, saltar entre telhados o mais rápido possível para perder os guardas de vista. Caso decidamos combater, o jogo mantém o mesmo tipo de armas que tínhamos antes, desde a lâmina escondida, veneno, pequenas facas que podem ser atiradas, ou armas mais pesadas como grandes espadas ou machados, passando também por armas de fogo algo primitivas. As habilidades base como o contra-ataque ou a possibilidade de desarmar os inimigos também se mantêm aqui. As grandes novidades estão no facto de podermos equipar um pára-quedas (desbloqueado algures a meio do jogo, por intermédio do grande Leonardo DaVinci), a de formar um pequeno esquadrão de assassinos que nos podem ajudar – daí o jogo ter o sobrenome de “Brotherhood”, ou as tarefas de renovação da cidade de Roma.
Tanto exploramos a Roma moderna e renascentista, como as ruínas do seu império
Mais detalhes destes últimos: a cidade de Roma está dividida em pequenas regiões, cada uma com uma torre comandada por um capitão do exército de Borgia. Nós somos encorajados a assassinar esses capitães e posteriormente destruir as suas torres. Quando o fizermos, poderemos abrir uma série de lojas como bancos, ferreiros, comerciantes de arte, médicos ou alfaiates e comprar alguns monumentos históricos, renovando assim a cidade de Roma, e ao mesmo tempo ir ganhando algum dinheiro de 20 em 20 minutos mediante a quantidade de lojas/monumentos que renovamos. Para além disso, a certa altura do jogo ganhamos a habilidade de recrutar candidatos a assassinos. Basicamente por cada torre de Borgia que destruimos, poderemos recrutar mais um candidato. Depois podemos mandá-los em missões para que ganhem experiência (e dinheiro para nós), para que subam de nível e fiquem mais fortes. Os assassinos que estejam em standby podem-nos ajudar sempre que desejarmos. Ao pressionar o botão L2, lá aparece um ou outro assassino que esteja livre e começa a combater com os guardas que estejam à nossa volta, criando manobras de diversão perfeitas para quando temos alguma missão em que tenhamos de passar despercebidos. Por outro lado, quanto mais fortes forem os nossos assassinos, melhor se safam no combate. E para além disso, se tivermos 6 assassinos em standby, podemos também usar a habilidade Arrow Storm que, como o nome indica, é uma chuva de flechas que atinge todos os inimigos visíveis no ecrã.
Os assassinos que recrutamos podem ser evoluídos à medida em que os mandamos fazer algumas missões pela Europa fora, Lisboa incluida.
Para além disso temos outras facções com as quais colaboramos como os ladrões de La Volpe, os mercenários de Bartolomeo ou as “acompanhantes de luxo”, que podem ser contratados também para distrairem os guardas, para além de nos presentearem com um número considerável de missões opcionais e outros desafios. Portanto este Assassin’s Creed possui imenso conteúdo para quem não se quiser restringir apenas à história principal e nem sequer referi os DLCs que não cheguei a jogar (só mais tarde é que me apercebi que supostamente o DLC Copernicus Conspiracy é gratuito). Temos ainda uma vertente multiplayer que sinceramente também não experimentei, pelo que não me vou alongar.
Saltos suicidas? Yep, continuamos a fazer disso.
Na parte técnica, este jogo usa o mesmo motor gráfico do seu predecessor, pelo que podem contar com o mesmo detalhe gráfico. No entanto, se no Assassin’s Creed II poderiamos viajar livremente entre diferentes cidades, aqui o jogo passa-se principalmente em Roma, possuindo um mapa bem maior. Acredito que isso se traduza em mais carga para processamento, pois desta vez vi várias quebras de framerate bem notórias e por muitas vezes. Ainda assim, para quem jogou o Assassin’s Creed II, já dá para ter uma ideia com o que contar. A cidade de Roma está bem ilustrada e é muito interessante ver o contraste entre uma cidade no centro do Renascimento, com as ruínas de um antigo e imponente império. Mais uma vez nada a apontar ao voice acting que é bem competente e a banda sonora que é dinâmica, alternando entre melodias bem atmosféricas e outras mais tensas ou épicas quando a acção aperta mais.
Portanto, este é mais um jogo sólido na franchise Assassin’s Creed. Neste ponto (ainda não joguei os seguintes), consigo perceber o porquê da Ubisoft ter entrado numa onda de lançar um AC novo a cada ano. Até à altura têm sido jogos bem executados e com uma boa evolução na história e na jogabilidade. A ver em breve como se safou o AC Revelations, que fecha a trilogia de Ezio.
Sempre gostei bastante de banda desenhada europeia, desde criança. E naturalmente, videojogos baseados nessas mesmas banda desenhadas também me interessavam. Tirando o caso do Astérix, cuja licença chegou a passar por várias empresas desde a francesa Infogrames, até às nipónicas Sega e Konami, os outros jogos de heróis como Tintin, Smurfs ou Spirou ficaram a cargo da Infogrames. E durante os anos 90, a meu ver a Infogrames sempre fez um bom trabalho com essas licenças, resultando normalmente em jogos de plataforma de qualidade. Infelizmente com o virar do milénio as coisas deixaram de ser tão lineares assim. O meu exemplar deste Lucky Luke Desperado Train veio da feira da Vandoma algures há 2 meses atrás, custou-me 2€.
Apenas cartucho
Este jogo, protagonizado pelo pistoleiro mais rápido do Oeste, mais rápido que a sua própria sombra, coloca-o no encalço uma vez mais dos irmãos Dalton que estão novamente a tramar das suas. Na verdade os Dalton tomaram um comboio de assalto mas antes que os travemos, teremos de atravessar uma série de níveis ao longo do país norte-americano. Na maior parte dos casos, este é um simples jogo de plataformas, com Luke a poder saltar e disparar o seu famoso revólver contra bandidos e outros animais mais ou menos selvagens que se atravessam no nosso caminho. Ocasionalmente também podemos usar barras de dinamite para rebentar paredes e descobrir passagens secretas. Por vezes podemos também jogar partes de um determinado nível com o cavalo do Luke, ou mesmo com Ratantan, o seu fiel cão. Aí não há mesmo nada que saber, só correr e saltar.
Se quisermos poderemos rejogar algum nível anterior através do mapa do jogo.
Entre cada nível de plataformas poderemos ter vários mini-jogos diferentes, desde galerias de tiro onde temos de disparar contra os Daltons ou outras pessoas, até um daqueles jogos de ritmo tipo Dance Dance Revolution, onde temos de pressionar numa série de botões no momento certo, ao mesmo tempo que estão umas bailarinas a dançar can-can num saloon. Ou uma corrida de barcos tipo micro machines? Ou um minijogo para mandar telegramas! Confesso que aí a Infogrames até se esmerou em apresentar um jogo variado, mas nos níveis de plataformas propriamente ditos acho que poderiam ter-se esmerado mais. Isto porque o jogo é lento, os inimigos não têm nenhum carisma, e sinceramente os níveis parecem-me completamente desconexos entre si.
Graficamente acho que o jogo poderia ser um pouco melhor. É certo que estamos a falar de uma Gameboy Color com todas as suas limitações, mas acho que as sprites poderiam ser mais bem detalhadas e os níveis em si bem mais coloridos. As músicas são agradáveis, mas nada que seja propriamente memorável.
Acho que o jogo poderia ter cores mais garridas.
Portanto, no fim de contas, este é um daqueles jogos que só posso mesmo recomendar aos fãs de Lucky Luke. Apesar da sua variedade em minijogos ser bastante interessante, o jogo como um todo poderia ser um pouco mais trabalhado.
Continuando pelas rapidinhas e por jogos desportivos com o selo da Sega, Beach Spikers é mais um jogo com as suas origens nas arcades, tendo sido convertido unicamente para a Nintendo Gamecube. Acredito que, se a Dreamcast não tivesse tido uma morte prematura, talvez tivéssemos tido uma conversão para a última consola da Sega, visto este ser mais um jogo desenvolvido originalmente no sistema NAOMI. O meu exemplar foi comprado através de um particular e veio originalmente da CeX de Sintra, onde custou cerca de 3/4€ se bem me recordo.
Jogo com caixa, manual e papelada
Este é um jogo de voleibol de praia feminino de equipas de duas contra duas. E antes que s defensores dos bons costumes entrem em acção, é verdade que as jovens estão de bikini, mas este não é um jogo tão sexualizado quanto os Dead or Alive Xtreme Beach Volleyball, onde elas possuem bikinis super reduzidos e outros atributos corporais que não costumam ser muito comuns em atletas “a sério”.
A jogabilidade é óptima, excepto na parte da câmara que por vezes deixa-nos de fora do angulo de visão
De resto, tal como em muitas outras conversões arcade da Sega, o modo Arcade está aqui representado. Neste escolhemos uma de várias equipas disponíveis e vamos jogando diferentes partidas reduzidas onde não temos de marcar os 15 pontos para vencer, mas sim um número menor. É aqui que também temos a vertente tradicional do multiplayer que pode ser jogado com até 4 jogadores. Depois temos o World Tour Mode, onde já teremos muito mais para fazer. A jogabilidade em si é muito simples, com um botão para “passar” e outro para “rematar” a bola para o campo adversário. A intensidade dos nossos toques na bola aumenta consoante o tempo que deixamos o botão pressionado. Uma das coisas que não gostei muito é a câmara, pois esta é dinâmica demais. Mediante para onde vai a bola, a câmara vai rodando a perspectiva do camp, o que acaba por atrapalhar um pouco pois por vezes deixamos de ver a atleta que estamos a controlar.
Tal como um RPG se tratasse se escolhermos o modo de jogo World Tour podemos criar as nossas atletas
Mas para além do modo arcade, temos aqui também o World Tour, onde a Sega decidiu e bem incluir muito mais conteúdo. Inicialmente escolhemos a nossa equipa, a nossa atleta e a sua companheira de jogo, que por defeito é sempre controlada pelo CPU. Depois lá vamos jogando em diversos torneios ao longo do mundo, onde o objectivo é chegar o mais longe possível no torneio, para que no final da temporada a nossa equipa seja a que possui mais pontos. Inicialmente vamos ter muitas dificuldades pois a nossa colega de equipa é muito fraquinha, mas à medida em que vamos participando em partidas, poderemos melhorar os seus atributos, quase como um RPG se tratasse. Geralmente, na segunda temporada já temos um NPC bem aprimorado e que potencialmente joga ainda melhor que nós, o que nos dá mais chances de sucesso.
No que diz respeito aos audiovisuais, este é um jogo bem consistente. Por um lado a nível gráfico temos arenas de jogo muito bem detalhadas, embora às vezes até com um excesso de product placement nas publicidade. Por sua vez, as atletas também estão muito bem detalhadas e com boas animações. A música é que me desiludiu um pouco. Estou habituado àquelas jogos arcade da Sega do final dos anos 90 inícios de 2000, onde as bandas sonoras estão repletas de músicas rock e guitarradas orelhudas. Bom, elas aqui também existem, mas não me agradaram tanto desta vez.
E à medida que vamos jogando partidas ganhamos pontos de experiência que podem ser usados para melhorar os atributos da nossa colega de equipa, controlada pelo CPU
Concluindo, este jogo, tirando o problema da cãmara que me irrita um pouco por vezes, acaba por ser tanto um bom jogo arcade, como um bom jogo de voleibol de praia, principalmente pelo seu modo “campeonato”, onde poderemos inclusivamente desbloquear uma série de extras como diferentes penteados e trajes para as atletas.
Voltando aos jogos desportivos e à Dreamcast, o Virtua Tennis foi mais uma daquelas conversões arcade para a Dreamcast, visto que o original foi desenvolvido para o sistema Naomi. Mas a Sega felizmente já estava a aprender umas coisas e esta não foi uma simples conversão do jogo arcade (que por si só já era excelente) mas inclui também um modo singleplayer muito competente. O meu exemplar foi comprado algures no mês passado, custando-me menos de 5€.
Jogo com caixa e manuais
Aqui dispomos de vários modos de jogo, desde as partidas simples que podem ser jogadas entre 1 até 4 jogadores em simultâneo, o modo arcade e o modo World Circuit. No primeiro jogo, optamos por escolher um de vários tenistas reais que competiam ainda em 1999/2000 e teremos de vencer uma série de 5 partidas em diferentes estádios. Na verdade não temos de jogar uma série de sets como nas partidas a sério, mas sim ganha-se a partida ao melhor de 3 jogos, não sets. Por fim temos o World Circuit Mode que é um modo singleplayer com muito mais conteúdo adicional.
A nível de jogabilidade e audiovisuais, este era de factp um jogo impressionante para a época
Aqui teremos muitas mais partidas para participar ao longo de todo o mundo, para além de alguns mini-jogos com diferentes desafios que servem para treino. Em ambos podemos amealhar dinheiro que pode depois ser usado em lojas para comprar novas roupas, contratar parceiros, desbloquear novos estádios ou jogadores, ou comprar outros power ups como novas raquetes ou bebidas energéticas. O original de arcade era um jogo excelente pela sua jogabilidade simples, intuitiva e excelentes audiovisuais. encontrando-se fielmente representado nesta versão da Dreamcast. Mas a inclusão desta campanha singleplayer acrescenta muito conteúdo ao jogo já que, para quem for bom jogador, consegue terminar o modo arcade em cerca de 10 minutos.
No modo carreira vamos tendo alguns minijogos deliciosos.
No que diz respeito aos audiovisuais, estes são excelentes para os padrões de 1999, com os tenistas profissionais muito bem detalhados, assim como os estádios e o próprio público, dentro dos possíveis. A nível de som é também um jogo excelente e uma das coisas interessantes que reparei é que, no modo arcade quando jogamos em França, o locutor fala em francês, enquanto que nos restos dos locais é inglês, com expressões americanas ou britânicas consoante o local onde estamos a jogar. Achei que foi um detalhe muito interessante! E depois, claro, uma vez mais nos jogos arcade da Sega daquele tempo, a banda sonora é repleta de grandes guitarradas e riffs orelhudos que a mim muito me agradam.
No fim de contas, mesmo que não sejam grandes apreciadores de jogos de desporto, é fácil entender o porquê deste jogo ter sido tão bem aclamado pela crítica na altura em que saiu. A jogabilidade é excelente, viciante e os audiovisuais incríveis para a época. A Sega manteve esta série viva por muitos mais anos, mas confesso que depois dos originais para Dreamcast não voltei a pegar na mesma.