Mais uma super rapidinha de uma visual novel da série Sakura. O capítulo de hoje é o Sakura Shrine Girls e, tal como os outros jogos da saga, entrou na minha conta Steam através de um indie bundle comprado algures no ano passado por um preço reduzido.
Neste jogo a Winged Cloud voltam a abordar as jovens voluptuosas mas “espíritas”. Já tivemos mulheres raposas em jogos como Sakura Spirit ou Sakura Santa, agora as duas protagonistas femininas são duas espíritas gato. O protagonista principal é mais um jovem adolescente, mas que está a treinar para ser “padre”, creio que da religião Shinto, o que é uma tradição da sua família, e acaba por ganhar contacto com as 2 furries. O resto da história vai-se desenvolvendo a partir daí, com algum os habituais pseudo romances e situações embaraçosas a acontecerem.
As mecânicas de jogo são as tradicionais de uma visual novel, a existirem alguns momentos onde teremos de tomar algumas decisões, mas a história não se altera muito com as nossas decisões. No entanto, com a função de skip text, que avança texto que já tenhamos lido em playthroughs anteriores, é muito fácil rejogar e explorar as pequenas variantes na história, ao fazer escolhas diferentes.
Este é mesmo para os furries de plantão!
A nível audiovisual, este jogo possui backgrounds bem desenhados, são para mim o ponto forte do jogo. As músicas também vão sendo calmas e alegres, sendo que aquelas que possuem melodias mais tradicionais japonesas agradam-me mais. Infelizmente o jogo não possui nenhum voice acting, a não ser a voz robotizada que lê os textos se assim o desejarmos.
Jogos que sejam lançados já na fase final do ciclo de vida de uma consola, quando a sua sucessora já está até bem instalada no mercado, geralmente recaem numa de duas categorias: ou são jogos medianos, sem grande esforço por parte das produtoras, que apenas querem lucrar algo mais com a base instalada actual da consola, ou então são jogos em que os seus devs se esforçam bastante, e que tecnicamente conseguem retirar muito proveito do hardware. Felizmente este C-12 recai nesta última categoria. O meu exemplar foi comprado algures no Verão de 2016 a um particular. Ficou-me por 5€, estando em óptimo estado.
Jogo com caixa, manual e papelada promocional.
O jogo decorre num futuro pós-apocalíptico, após uma invasão extraterrestre que deixou o nosso planeta em ruínas. O protagonista é o Tenente Riley Vaughan da Resistência Humana, que possui um interessante implante cibernético no crânio. A substituir um dos seus olhos, Riley possui um equipamento de origem alienígena que lhe permite obter informações do ambiente à sua volta, incluindo dos inimigos e objectos que encontramos.
Com o uso vamos desbloqueando modos secundários de fogo nas armas equipadas
As mecânicas de jogo são as típicas de um jogo de acção na terceira pessoa do final da década de 90, inícios de 2000. Para além dos tiroteios em que estaremos envolvidos, onde teremos uma grande gama de armas a utilizar, tanto humanas como de origem extraterrestre, contem também com a exploração necessária para cumprir certos objectivos, que envolvem arrastar objectos de um lado para o outro, procurar chaves para abrir portas, entre outros. Um dos aspectos mais interessantes deste jogo na minha opinião é justamente o facto de podermos temporariamente entrar no modo de primeira pessoa, usando a tal tecnologia cyborg do protagonista. Aqui podemos explorar melhor o que nos rodeia, e quando encontramos algum inimigo, surge um pop-um no ecrã com informações do mesmo, como o tipo de inimigo que é, os seus tipos de ataques e a quantidade de vida que lhes resta. No entanto, não conseguimos andar e disparar ao mesmo tempo no modo de primeira pessoa, o que é pena.
Apesar de não haver muita variedade de cenários, graficamente este é um jogo bem conseguido para uma PS1
Outras habilidades que vamos tendo consistem na possibilidade de usar um escudo electromagnético que nos protege dos perigos, ou carregá-lo de tal forma a gerar um impulso electromagnético capaz de causar dano. O arsenal que vamos desbloqueando é considerável e com o tempo acabamos também por desbloquear novos modos secundários de fogo, o que também acaba por ser interessante. De resto os controlos já estão muito próximos aos de os jogos de acção na terceira pessoa dos dias de hoje, com um analógico a controlar o movimento e o outro a controlar a câmara.
Do ponto de vista técnico, na minha opinião este acaba por ser um bom trabalho. Por um lado é certo que não há assim muita variedade de cenários, ou temos cidades em ruínas, bunkers da resistência ou bases alienígenas, mas por outro lado graficamente acaba por ser um jogo muito bem conseguido na minha opinião, pela sua apresentação limpa, e por gráficos bem polidos para uma Playstation 1. Embora no entanto sofra um pouco de pop-in nos cenários, especialmente naqueles a céu aberto, mas nada que borre muito a pintura. As músicas vão-se adequando à acção que o jogo oferece, embora não fiquem na memória. Nada a apontar aos efeitos sonoros que cumprem bem o seu papel e para além disso temos direito a um voice acting bem british que sinceramente acaba por ser uma lufada de ar fresco no meio de tanto sotaque norte-americano nos videojogos.
Na primeira pessoa podemos ver detalhes dos NPCs e inimigos que nos rodeiam
No fim de contas, este C-12 acaba por ser uma óptima surpresa, um jogo de acção bem competente, lançado já na fase final de vida útil da PS1, quando a PS2 já estava bem cimentada no mercado. Essa situação é ainda mais gritante no mercado norte-americano, pois o jogo acabou por sair por aquelas bandas só em 2002. Portanto não é um jogo perfeito, mas para quem gostar de jogos de acção tem aqui um bom exemplar para adicionar à biblioteca da Playstation clássica.
Siga para mais um artigo bastante rápido sobre mais um jogo da série Sakura. Desta vez o escolhido é o Sakura Santa que é mais uma visual novel da Winged Cloud, mas agora com a temática natalícia. E tal como todos os outros jogos desta saga, este veio parar à minha conta do Steam através de um indie bundle que os juntava practicamente todos por um preço muito acessível.
O protagonista é um jovem universitário que se encontra bastante sozinho a dias de passar o natal. Então, subitamente vê-se envolvido com 3 moçoilas que se interessam por ele e a história anda à volta desse romance.
De resto, é uma visual novel simples. Existem várias escolhas que teremos de fazer ao longo do jogo que nos levarão a diferentes finais, mas felizmente, devido à opção de “skip text” que avança o texto já lido previamente, é muito fácil rejogar a aventura e explorar os diferentes finais. As músicas são festivas e alegres, com algumas melodias mais jazzy ou com guitarras acústicas e que não me desagradaram. Surpreeendentemente não há músicas de Natal, o que para mim não é necessariamente mau.
Vamos a mais uma super rapidinha para mais uma visual novel da série Sakura. Tal como o nome indica, esta é uma sequela directa do Sakura Beach, um dos que para mim, infelizmente foi das visual novels mais fracas da saga até então. Portanto este artigo não vai ser nada longo. A minha cópia digital foi comprada num indie bundle com quase todos os outros jogos da série por um preço muito reduzido.
Tal como a sua prequela este é mais um romance de verão entre adolescentes. Os protagonistas são os mesmos (com a adição de mais uma rapariga interessada no protagonista), os cenários são os mesmos do jogo anterior e as músicas também. Já no primeiro jogo não achei a história nada de interessante, assim como as músicas escolhidas, que são sempre bastante alegres. É uma pena, mas a meu ver escolheram o jogo errado para fazer uma sequela. Façam do Sakura Fantasy, esse ao menos tinha uma história mais interessante e que até agora ficou sem conclusão.
E siga para mais uma super rapidinha a um jogo da série Sakura. Desta vez o que cá trago hoje é o Sakura Swim Club que é mais uma visual novel com contornos eróticos mas com nada explícito (pelo menos na sua versão steam). Tal como os outros jogos desta saga que eu tenho, este veio entrar na minha conta steam após ter comprado um indie bundle muito baratinho que incluiu a saga quase toda.
Bom, muito resumidamente esta é mais uma visual novel clássica onde teremos muito texto para ler e algumas escolhas para fazer (embora não tenham consequências lá muito diferentes entre si). O protagonista é uma vez mais um jovem adolescente e este é mais um romance que decorre numa escola secundária, desta vez no clube de natação que por algum motivo só é frequentado por duas raparigas com tudo no sítio.
De resto contem com uma visual novel igual a muitas outras com o conceito de romance na escola secundária. Este jogo, tal como alguns outros, teve direito a um patch que introduziu voice acting, e de resto contem com as mesmas funcionalidades do motor de jogo que é semelhante a todos os outros Sakuras que sairam até à data.