Sakura Magical Girls (PC)

E vamos lá para mais um artigo super rápido da saga Sakura! Estão a terminar, prometo! O que cá trago agora é o Sakura Magical Girls, também lançado em 2017 e tal como os seus predecessores, veio para a minha colecção digital do steam através de um indie bundle comprado a um preço bastante agradável, algures durante o ano passado.

A história desta vez coloca-nos no papel de mais um jovem adolescente. Só que desta vez é um delinquente que, visto ter tido más notas na escola e dever um balúrdio de dinheiro aos seus pais, vê-se forçado a arranjar um emprego e a única coisa que consegue é ser empregado de limpeza num hotel de luxo. No entanto no meio de uma das suas limpezas lá se vê envolvido numa confusão entre raparigas com poderes mágicos que combatem monstros. Como não seria suposto o rapaz conseguir ver nem as raparigas nem os monstros, pelos vistos também tem poderes mágicos e lá teremos de treinar magia com as moçoilas. Estes tipos da Winged Cloud têm cada ideia por vezes…

Duas das jovens com quem interagimos. Como sempre moças com muitas curvas.

As mecânicas de jogo são as habituais de uma visual novel da Winged Cloud, embora as escolhas que por vezes teremos de fazer não se reflitam tanto na maneira como a história se vai desenrolando. De resto podem contar com as mesmas habilidades em avançar texto já lido, ouvir os textos com voz automática, mas uma vez mais infelizmente não temos qualquer voice acting. Não entendo como é que eles para alguns jogos se esmeram e colocam voice acting, enquanto que para outros nada disso. As músicas não são nada de especial, exceptuando uma ou outra mais hard rock que me agrada mais.

Sakura Agent (PC)

Continuando pelas rapidinhas de visual novels da série Sakura, o que trago hoje é o Sakura Agent, lançado em 2017 pela Winged Cloud. Tal como os outros jogos da saga que tenho até agora na minha conta steam, este deu entrada na colecção algures em 2017, através de um indie bundle com um preço bastante em conta.

A temática desta visual novel é que os protagonistas são agentes de uma agência tipo “Men In Black”, mas ao contrário de lutarem contra extra-terrestres propriamente ditos, estes agentes lutam contra incursões de criaturas provenientes de outras dimensões. O protagonista principal é um jovem agente que se vê envolvido com a sua assistente e uma nova recruta numa história que vai misturando o combate com criaturas de outras dimensões com os eventuais romances à volta daquele triângulo. Nada de novo aí!

Estas são as 2 protagonistas que em conjunto com a personagem principal formam o triângulo amoroso desta vez.

O Sakura Nova tinha sido um jogo que até gostei pelos seus audiovisuais e a certo ponto pela história que misturava temas de fantasia e sci-fi. Infelizmente aqui deram um passo atrás, pois a arte não está tão boa (pelo menos para o meu gosto) e voltaram a não incluir qualquer voice-acting. Por outro lado o jogo possui algumas músicas mais hard rock que me agradam! De resto contem com as mesmas mecânicas de jogo como a possibilidade de avançar texto já lido ou ouvir os mesmos com uma voz automática.

Sakura Nova (PC)

Mais uma rapidinha da série Sakura, agora para o Sakura Cloud que sinceramente até nem desgostei de todo. Tal como o Sakura Fantasy, este também tem a temática de fantasia, mas ao contrário do anterior que é totalmente fantasia medieval, este aqui mistura o futurismo com o medieval, fazendo-me lembrar por vezes jogos como a saga Phantasy Star. Mas já lá vamos. Tal como todos os outros jogos desta saga que possuo até agora, este foi também num indie bundle algures no ano passado por um óptimo preço.

O protagonista principal é um jovem aspirante a Cavaleiro lá do reino, cujo pai é o Cavaleiro mais poderoso do reino. Aluno da academia, este Sakura Nova coloca-nos numa party com mais 2 raparigas (como sempre voluptuosas) que também querem ser cavaleiras por distintos motivos. À medida em que a história vai progredindo vamos tendo diferentes missões para matar certos tipos de monstros e o romance entre o protagonista e as suas colegas vai evoluindo, à medida das escolhas que fazemos.

Acho que todos sabemos o que vai acontecer a seguir.

Mais uma vez o jogo utiliza o mesmo motor de jogo dos anteriores, pelo que sabem com o que contar: a possibilidade de fazer skip a texto já lido, uma voz computorizada que lê os textos e desta vez resolveram incluir algo que já não faziam há algum tempo: voice acting em Japonês para as personagens femininas! De resto a nível audiovisual é um bom jogo. Gosto do design dos backgrounds e das personagens e as músicas são também agradáveis,

Sakura Space (PC)

Tempo para mais um artigo super rápido de uma visual novel da saga Sakura. Sakura Space, tal como o título indica, é um jogo com a temática do espaço, sendo portanto futurista. O meu exemplar digital entrou na minha conta steam tal como todos os outros jogos da série até ao momento, através de um indie bundle comprado algures no ano passado a um preço muito reduzido.

As protagonistas são uma equipa de 3 mercenárias caçadoras de prémios (como sempre moçoilas voluptuosas). A certa altura surge uma proposta que recompensa 1 bilião de dólares imperiais pela captura de um criminoso misterioso, uma quantia vastamente superior a qualquer outra recompensa que surgiu até então. Ao longo da história vamos então tentar capturar esse bandido que acaba por se revelar mais uma jovem com tudo no sítio e a história vai tendo os seus momentos habituais de romance ou outras situações embaraçosas onde as jovens acabam com pouca roupa.

Desta vez até que gostei da escrita!

A nível técnico, esta é mais uma visual novel como muitas outras, mas infelizmente as escolhas que tomamos não resultam em grandes divergências na história, o que é pena. A qualidade dos desenhos é excelente, mas infelizmente mais uma vez não existe qualquer voice acting, o que acontece com alguns dos jogos mais antigos da série. Por outro lado as músicas são agradáveis, algumas delas possuem uma toada mais electrónica que se adequam perfeitamente ao ambiente proposto pelo jogo.

Thunderhawk (Sega Mega CD)

Voltando à Mega CD, o jogo que cá vos trago agora é um interessante shooter militar desenvolvido pela Core Design. Thunderhawk, lançado originalmente em 1992 para os computadores Commodore Amiga e PC (para DOS), cuja versão já abordei superficialmente na compilação Fly & Drive, acabou também por ter uma conversão para a Mega CD que saiu no ano seguinte. Esta versão para a Mega CD possui uma jogabilidade mais simples, e um grafismo diferente, mas já lá vamos. O meu exemplar foi comprado algures no mês de março numa loja online, tendo-me custado 12€.

Jogo com caixa. As pessoas muito gostavam de comer manuais…

Este jogo coloca-nos a bordo de um helicóptero de combate fictício, ao longo de várias campanhas espalhadas pelo globo, desde conflitos relacionados com tráfico de armas na américa do sul, conflitos na europa de leste, médio oriente ou até combater piratas no mar da China. São 10 campanhas no total, cada qual com um número de missões que varia entre as 4 ou 6. As missões em si consistem sempre na destruição de uma série de objectivos primários, sejam algumas importantes peças de artilharia ou tanques de guerra, depósitos de óleo, radares ou mesmo bases militares por inteiro. A diferença é que por vezes nalgumas missões teremos mesmo de ser rápidos a destruir todos os objectivos primários, caso contrário falhamos a missão. Depois, para além dos alvos primários, temos dezenas de alvos secundários como baterias anti-aéreas, camiões militares, tanques, entre outros. Estes alvos não são obrigatórios serem destruidos para cumprir as missões, mas quantos mais forem destruidos, melhor será a nossa pontuação e mais medalhas de mérito vamos ganhando.

O jogo possui várias campanhas diferentes ao longo do globo

O helicóptero está sempre equipado com uma metralhadora pesada com munições infinitas e sem o perigo de sobre aquecimento, 76 rockets e 14 mísseis para alvos mais robustos. Nalgumas missões com objectivos mais peculiares, os rockets podem ser substituídos por outras armas, como é o caso das bombas de profundidade anti submarinos numa das missões do Alaska, por exemplo.

Os controlos não são lá muito complicados, com o botão direccional a controlar o movimento, um botão facial para disparar a arma equipada, outro para alternar as armas a equipar e por fim sobra um botão facial que serve para controlar o helicóptero em posição estática no mapa. Ao pressionar esse botão (que pode ser configurável) em conjunto com o d-pad para cima ou baixo, controla a altitude do helicóptero. Por outro lado, ao pressionar no D-pad para a esquerda ou direita faz com que o helicóptero se volte para esses lados, sem sair da sua posição no mapa.

O jogo possui alguns efeitos gráficos interessantes como um pseudo mode 7 e rotação de sprites. Algo que a Mega CD conseguia fazer bem, mas poucas foram as empresas que o exploraram.

Bom, eu nunca perdi muito tempo com a versão PC pois na altura não me consegui entender com o esquema de controlo do helicóptero, mas fiquei com a sensação de ser um jogo mais de simulação, mas espero dar uma segunda chance ao jogo em breve. Aqui a acção é practicamente arcade, com inúmeros alvos para abater em cada missão. E a menos que joguemos no modo hard, mesmo passando por dezenas de baterias antiaéreas e tanques, se nos mantivermos sempre em movimento, practicamente não somos atingidos. A maior ameaça está nos outros alvos aéreos como helicópteros ou aviões que sobrevoam muito rapidamente a área de jogo e facilmente nos atingem com um míssil, pelo que temos de estar atentos ao radar e tentar antecipar o seu ataque, ou desviar do míssil ao fazer algumas manobras mais violentas. Ainda assim, se formos atingidos, apenas nos afecta uma lasquinha de nada na barra de armadura no nosso helicóptero, o que não é nada realista.

O jogo está repleto de várias animações e cutscenes entre missões.

A nível técnico este é um jogo muitíssimo interessante. Por um lado, e comparando com a versão PC, esta versão Mega CD está repleta de pequenas cutscenes entre missões, sejam elas pequenas animações do helicóptero em movimento, a descolar ou a regressar à base, ou os próprios briefings antes de cada missão que são narrados com voice acting, enquanto na versão PC isso não acontece. Depois no jogo em si, é certo que a versão PC apresenta um grafismo poligonal primitivo, já esta acaba por ser mais fiel às 16bits. O jogo decorre na mesma numa perspectiva de primeira pessoa, mas o mapa é um plano gigante, típico dos efeitos de mode 7 que a SNES tão famosamente implementou. Mas ao contrário do mode 7 da SNES, para além disso os mapas totalmente planos e desprovidos de vida, pois são também ricos em sprites. As músicas neste jogo têm quase todas uma toada mais rock, com as músicas repletas de guitarradas, o que à partida me agradaria bastante, mas a verdade é que as músicas não são nada de especial e acabam por se tornar bastante repetitivas pois o jogo ainda é longo.

Portanto, este Thunderhawk para a Mega CD acaba por ser um título muito interessante. Mais que uma conversão dos originais de Commodore Amiga e PC, esta versão acaba por ser muito mais arcade do que simulação, tornando o jogo numa experiência bastante agradável, mesmo tendo alguns defeitos. Felizmente é também um jogo muito comum para a Mega CD, pelo que não terão de pagar um rim para o comprar.