After Burner II (Sega Mega Drive)

Fica difícil escrever sobre este After Burner II depois de já ter escrto sobre o mesmo na sua versão After Burner Complete para a Sega 32X, tendo esta sido uma versão mais fiel ao original arcade, pelo menos até ter chegado a compilação Sega Ages para a Saturn. Portanto já adivinharam, este vai ser mais uma super-rapidinha! O meu exemplar veio do Reino Unido, por menos de 5 libras.

Jogo com caixa e manual

Tal como alguns outros jogos arcade da mesma época, por exemplo o Galaxy Force II, este After  Burner II não é uma verdadeira sequela, mas sim um update ao original, possuindo apenas mais níveis e alguns melhoramentos ligeiros na sua jogabilidade, como a possibilidade de alterar a velocidade a que o avião viaja. A versão Mega Drive traz tudo isso e naturalmente que era uma versão bem mais impressionante do que a conversão do original para a Master System. É um jogo lançado relativamente cedo no ciclo de vida da Mega Drive, tendo saído algures durante 1990, sendo uma conversão muito benvinda.

Vamos ouvir Fire! muitas vezes

Graficamente é um dos títulos arcade que usavam a tecnologia Super Scaler, uma técnica que permitia a ampliação de sprites de uma forma bastante fluída. A versão Mega Drive ainda não é tão boa quanto a arcade, mas não deixa de ser uma conversão interessante. O jogo continua frenético, as músicas são agradáveis e os gráficos não perderam assim tanta qualidade quanto isso. É verdade que a versão 32X acaba por ser ainda mais fiel ao original arcade, mas foi lançada já em 1995, numa altura em que o original arcade já tinha 8 anos, pelo que essa adaptação já não teve o mesmo impacto.

Shadow of the Beast (Sega Master System)

Voltando às rapidinhas na Master System, vamos ficar agora com um jogo onde já cá trouxe duas das suas conversões, nomeadamente a versão ZX Spectrum e da Mega Drive, que já é mais próxima do original Amiga. Para a Master System, cuja conversão ficou a cargo da TecMagik, estes decidiram mudar algumas coisas nas mecânicas de jogo base. Algumas foram boas ideias, outras nem por isso. O meu exemplar foi comprado no início de Dezembro na Feira da Vandoma no Porto por 15€.

Jogo com caixa e manuais

Ora o que temos então de novo? A principal novidade está num sistema de inventário, que nos permite ir coleccionando os itens e usá-los mais tarde, como chaves para abrir portas, poções mágicas de efeitos diversos, ou mesmo outros itens especiais como uma tocha, uma arma e uma espécie de jetpack que necessitaremos de usar nalguns níveis em específico. A ideia até que é boa, mas poderia estar melhor implementada, pois o inventário é muito limitado e a gestão poderia ser melhor. Isto porque para apanhar um item basta tocar-lhe, e se por um lado algumas poções podem ter efeitos benéficos como regenerar parte da barra de energia ou dar invencibilidade temporária, muitas outras possuem efeitos adversos como trocar os controlos ou perder parte da barra de vida. Portanto não só podemos apanhar itens que não queremos, como depois não temos forma de os tirar do inventário a não ser usá-los. Também temos de ter cuidado para não gastar itens chave antes do tempo!

Graficamente é uma versão bem competente para a Master System, com sprites grandes, detalhadas e alguns efeitos de parallax scrolling

Os controlos também poderiam ser melhores. Tal como nas outras versões, este é um jogo difícil, pois os inimigos surgem rapidamente das margens do ecrã, com pouca margem para reagir e na maior parte do jogo a única arma que temos são os punhos, pelo que teremos de ter um timing muito perfeito para conseguir atacar os inimigos correctamente. Por vezes é mesmo impossível não sofrer dano. Ora este é um daqueles jogos em que o D-Pad para cima serve de botão de salto, o que sinceramente não é uma boa ideia num jogo tão exigente quanto este. Os botões faciais servem para atacar e lançar o menu com o inventário. Sinceramente eu colocaria o inventário no menu de pausa, libertando esse botão para os saltos. É que quando lançamos o inventário o jogo acaba por ficar pausado de qualquer das formas…

Nem todas as poções que encontramos têm efeitos positivos

Mas adiante, a nível gráfico é uma conversão também notável. As sprites são grandes e bem detalhadas, especialmente os bosses, que possuem um design muito interessante, se bem que practicamente não têm animações nenhumas. Os níveis “ao ar livre” possuem um interessante efeito de paralaxe, sendo que de resto acabam por ser algo aborrecidos, pois apenas temos de andar de um lado para o outro, defendendo-nos de ataques inimigos e esquivando de obstáculos. As músicas são bastante agradáveis, a TecMagik conseguiu fazer um excelente trabalho com o chip limitado da Master System e só nos faz pensar no quão bom seria se a Sega tivesse lançado a Master System com suporte ao som FM, tal como o fez no Japão.

De resto esta acaba então por ser uma interessante adaptação do clássico da Psygnosis. A Master System, como um modesto sistema 8bit, acaba por ser algo impressionante do ponto de vista técnico. A inclusão de um sistema de inventário é benvinda, mas a sua execução, assim como os controlos, poderiam ser muito melhores.

JoJo’s Bizarre Adventure (Sega Dreamcast)

Nos memes actuais, são muito comuns as referências ao anime JoJo. É uma série que tem vindo a ganhar cada vez mais popularidade no ocidente, apesar de já existir na forma de manga desde a década de 80. Os seus videojogos, pelo menos fora do Japão, têm sido algo escassos, sendo que no final da década de 90 a Capcom aproveitou a franchise para lançar mais um dos seus inúmeros jogos de luta em 2D nas arcades, tendo sido convertido posteriormente para sistemas como a Playstation e Dreamcast. O meu exemplar foi comprado algures em 2016, tendo vindo como new old stock numa loja no Porto. Custou-me 5€.

Jogo com caixa e manuais

Nunca li nem vi os mangas/anime JoJo, mas aparentemente seguem a linhagem da família Joestar no seu confronto contra Dio, um vampiro. Mas ao contrário da família Belmont que está munida de chicotes, aqui todas as personagens possuem poderes psíquicos, onde invocam um espírito que luta a seu lado e lhes pode conferir poderes especiais, como manipulação de elementos como água e vento, ou mesmo parar o tempo, no caso de Dio. Este Bizarre Adventure da Dreamcast possui na verdade não um mas sim dois jogos diferentes. A primeira versão arcade produzida pela Capcom era conhecida como JoJo’s Venture sendo que lançaram posteriormente uma actualização, com mais personagens jogáveis, mais arenas, mais golpes e possivelmente alguns balanceamentos na jogabilidade. Aqui podemos jogar ambos os jogos, onde para além do modo versus para 2 jogadores e o modo história/arcade, teremos também a possibilidade de jogar o modo Survival onde teremos de enfrentar oponentes em seguida até ao máximo que conseguirmos aguentar.

Alguns dos poderes especiais são mesmo muito extravagantes

A nível de jogabilidade, os botões faciais do comando da Dreamcast servem para desferir golpes ligeiros, médios e pesados. O botão que sobra serve para activar ou desactivar o stand, ou seja o nosso espírito/familiar que nos acompanha. Dependendo da personagem, o stand pode acompanhar-nos nos combates, lutando lado a lado, substituindo completamente a personagem principal, ou assumindo a forma de armas. Para além da barra de vida de cada lutador, abaixo vemos a barra de vida dos stands, cuja vai regenerando sempre que os desactivemos. O ritmo de jogo pode ser frenético principalmente quando activamos os stands, pois nessa forma já conseguimos despoletar uma série de combos e golpes especiais. Não tendo os stands disponíveis, as personagens também são um pouco mais vulneráveis, pelo que teremos de optar por uma jogabilidade mais contida. Antes de começarmos cada partida podemos optar por jogar no modo normal ou easy. Este último é bom para practicar, pois simplifica alguns golpes e combos, mas por outro lado não podemos desencadear alguns dos golpes mais poderosos. Para practicar a sério existe um modo de jogo para esse efeito.

Como a Capcom nos tem vindo a habituar desde os Darkstalkers e a série Versus, a acção pode ficar mesmo muito intensa

No que diz respeito aos audiovisuais, este é um jogo desenvolvido originalmente no sistema CPS3 da Capcom, o mesmo usado nos Street Fighter III que acabaram mais tarde por serem convertidos para a Dreamcast. Portanto possui sprites em 2D muito bem detalhadas e animadas, já as arenas são algo estáticas, mas não deixam de ser bonitas. Se jogarmos o modo história/arcade, entre cada combate vamos vendo cutscenes que contam a história do ponto de vista da personagem escolhida. Nunca vi o anime, pelo que não sei o quão fidedignas estas histórias são, mas se escolhermos um dos bons da fita, a maneira como a história se desenrola acaba por ser muito semelhante no final. Já se escolhermos um dos vilões, as coisas acabam por não correr muito bem para os heróis. Mas as cutscenes até que são consideráveis para um jogo de luta, pelo que foi uma agradável surpresa. Aparentemente a conversão da Playstation inclui ainda um Super Story Mode, que parece ser ainda melhor, é pena que não chegou a este port. No que diz respeito ao som, bom ouvimos muitas frases em japonês como não poderia deixar de ser. As músicas confesso que estava à espera que fossem um pouco mais memoráveis, mas não são más de todo.

Portanto este JoJo’s Bizarre Adventure acaba por ser mais um bom jogo de luta da Capcom e confesso que até me deixou com vontade de ver o anime um dia destes. É uma pena que o jogo não tenha tido tanto sucesso assim, pois depois deste fighter foram feitos uns jogos para a PS2 que até me pareceram bastante interessantes, mas ficaram-se pelo Japão apenas. Na PS3 e PS4 porém surgiu mais uma dupla de fighters, e estes já sairam no Ocidente, embora a Capcom já nada tenha a ver com os mesmos. A ver se lhes dou uma oportunidade um dia que os encontre no preço certo.

Formula One 99 (Sony Playstation)

Para acabar o ano, o artigo de hoje será mais uma rapidinha. Depois do abandono por parte da Bizarre Creations da alçada da Psygnosis, o outrora gigante britânico teve de subcontratar uma equipa para desenvolver o Formula 1 98, jogo esse que teve um desenvolvimento algo atribulado e, apesar de não ser mau de todo, não teve uma recepção tão boa por parte do público. No ano seguinte a Psygnosis recorreu a um outro pequeno estúdio britânico que já havia colaborado com eles no passado, o Studio 33, que acabou por também ficar responsável não só por este, mas pelos seguintes jogos de Formula 1 na primeira Playstation. O meu exemplar foi comprado algures em Janeiro de 2018, numa das minhas idas à feira da Vandoma, tendo-me custado 4€.

Jogo com caixa, manual e um disco bónus com demos

Este jogo é então baseado na época de 1999-2000 de Formula 1, contendo todos os circuitos, equipas e pilotos oficiais dessa época, incluindo pela primeira vez o canadiano Jacques Villeneuve, que não havia cedido os seus direitos de imagem em muitos outros jogos anteriores. A nível de modos de jogo, bom o arcade que esteve presente nos dois jogos anteriores foi completamente à sua vida, pois aqui apenas temos a opção de participar em corridas ocasionais, ou tentar o modo temporada completo, onde teremos de escolher uma equipa e piloto para representar e participar ao longo de toda a temporada de 1999, que inclui um dia de treinos, outro para a prova de qualificação e finalmente a corrida em si.

Graficamente é um jogo muito bem conseguido para uma PS1 e isso nota-se bem no circuito do mónaco, por exemplo

A nível de mecânicas de jogo, os controlos parecem-me estar melhores que no anterior e o jogo oferece imensas opções de customização, não só para activar ou desactivar algumas regras de jogo, como a implementação do sistema de bandeiras ou o número de voltas necessário, bem como outras opções como o desgaste dos pneus, consumo de combustível, o sistema de dano físico nos carros ou mesmo as condições metereológicas. Com isto tudo activado, o jogo torna-se bem mais desafiante pois teremos sem dúvida que fazer uma gestão do carro mais cuidada e ir às boxes ocasionalmente, o que nos poderá causar algumas dores de cabeça. Como seria de esperar podemos também customizar o carro de corrida para corrida.

As diferentes condições metereológicas marcam uma vez mais presença, com bonitos efeitos

A nível de apresentação o jogo deu um passo em frente, a começar logo pelos menus, que estão visualmente muito mais apelativos e intuitivos. Nas corridas em si, não só os carros e as pistas parecem-me ter ainda mais detalhe que nos jogos anteriores, bem como a performance não parece ter sido afectada. O pop-in dos cenários serem “construídos” à nossa frente existe (como é normal em practicamente todos os jogos de consola desta época), mas está muito reduzido. Os comentários continuam presentes e dão outra vida às corridas. Já as músicas, agora temos muito menos que nos jogos anteriores, apenas existem no início e fim do jogo, por algum motivo.

Portanto este Formula 1 99 acabou por se revelar numa boa surpresa. Por um lado retiraram algum conteúdo como a variante arcade, se bem que a Psygnosis iria lançar 2 anos mais tarde um jogo de Formula 1 exclusivamente de mecânicas arcade, por outro lado investiram mais na apresentação do jogo e os seus controlos, resultando numa agradável experiência. É também de referir que este Formula One 99 acabou também por ser lançado no PC, algo que não tinha acontecido no anterior.

James Pond 3: Operation Starfish (Sega Mega Drive)

O James Pond II, especialmente a sua conversão para a Master System, é um dos jogos mais nostálgicos para mim, pois foi um dos que joguei bastante na minha infância. Existem mais uns quantos jogos nesta franchise, e o que cá trago hoje é o terceiro (e para já último) jogo da série principal. O meu exemplar foi comprado numa Cash Converters em Genebra, na Suíça, numa altura em que viajei em trabalho até lá e consegui tirar umas horas para visitar algumas lojas. Ficou-me barato, cerca de 5€.

Jogo com caixa

Ora neste jogo voltamos a confrontar o vilão da série, o Dr. Maybe, que decide viajar até à lua e por em práctica o seu novo plano diabólico: com a ajuda de um exército de ratos, irá minerar o queijo lunar, de forma a invadir o mercado terrestre de queijo e assim conseguir financiamento para novos planos de dominação global. Bom, é uma temática original pelo menos.

A primeira coisa descartada do jogo anterior é o fato especial que James tinha vestido e que lhe permitia esticar-se indefinidamente e agarrar-se ao tecto ou a plataformas. Na verdade o peixe James foi completamente remodelado para este jogo, possuindo agora pernas em vez de uma barbatana e uma velocidade que quase chega a fazer frente à de Sonic. O jogo em si é bastante grande, com mais de 100 níveis para jogar, espalhados por um grande mapa mundo à semelhança de Super Mario World. Na maior parte dos níveis apenas nos temos de preocupar em chegar à saída, onde temos de destruir uma aparelho de comunicações ao serviço do Dr. Maybe. Mas noutros níveis esse beacon está desactivado, pelo que teremos de explorar os níveis ainda mais de forma a encontrar 4 chávenas de chá coloridas para os activar e depois finalmente destruir. A exploração de níveis é algo vital se quisermos obter o melhor final e descobrir todos os segredos. Por exemplo, temos níveis que são minas de queijo, as quais devem ser destruídas. Noutros vamos encontrar máquinas de exploração de Stiltonium, um metal qualquer que o Dr. Maybe está a usar para construir uma super arma. Estas têm de ser destruídas para obter o melhor final. Noutros níveis ainda poderemos encontrar tesouros perdidos, outros agentes, colegas de James, peças de um satélite, ou mesmo desbloquear níveis secretos!

O fato biónico do jogo anterior é substituído por umas botas magnéticas que nos permitem andar pelas paredes ou mesmo de cabeça para baixo

Mas vamos então às mecânicas de jogo. James foi redesenhado para ter uma aparência mais humanóide, pois agora possui braços e pernas em vez de barbatanas. Isto permite-lhe não só correr e saltar como antes, mas também dar socos e apanhar itens. E se por um lado não possui o fato de robocod que lhe permitia esticar-se no jogo anterior, possui agora uma espécie de botas magnéticas que lhe permitem andar em paredes ou mesmo no tecto, algo que teremos de dominar para passar alguns desafios de platforming. Depois tal como no jogo anterior vamos ver inúmeros itens e power ups. Os mais comuns são pequenas luas, onde a cada 1000 que apanhemos ganhamos uma vida extra. Outros variados servem apenas para nos darem pontos extra, mas teremos muitos mais itens que poderemos equipar e usar livremente. Alguns, como botas ou pedaços de queijo, possuem pouca utilidade a não ser servirem de degraus para alcançar algumas plataformas mais altas. Outros como um guarda chuva, se equipados servem para nos amparar as quedas, ou ums sapatos com molas que podem ser usados para conseguirmos saltar em elevadas alturas. Bombas ou dinamites que podem ser usadas não só para destruir as máquinas de Stiltonium, mas também para abrir passagens em certos túneis, paredes ou mesmo atiradas contra os inimigos. Jetpacks com combustível limitado que nos permitem voar livremente pelos níveis, armas que disparam comida, cujas munições podem ser maçãs (por defeito), morangos para rapid fire ou bolos para serem projécteis teleguiados. Muitos mais são os itens que podemos usar, pelo que neste aspecto o jogo até que está bastante bem pensado.

O mapa mundo acaba por se tornar bastante confuso com tantos caminhos alternativos que poderemos tomar

Para fazer save, num jogo desta envergadura, somos presentados com algumas passwords bem longas ocasionalmente. Estas são obtidas no final de cada confronto com bosses, ou nalguns níveis normais, caso encontremos um item específico, um surveillance beacon, também somos presenteados com uma password após completar o nível. De resto, a nível de jogabilidade, este James Pond 3 acaba por ser um jogo de plataformas com várias novas mecânicas de jogo, níveis bem grandes que podem (e devem) ser explorados afincadamente. No entanto, apesar do seu aspecto algo infantil, este não é necessariamente um jogo fácil. James Pond ganha velocidade facilmente, podendo sofrer dano com os inimigos espalhados no ecrã ou os inúmeros obstáculos que vão sendo cada vez mais letais à medida que vamos avançando no jogo. Muitos dos inimigos também precisam de levar com bastantes golpes antes de serem derrotados, o que também não ajuda. Portanto, não havendo qualquer tempo limite para completar um nível, é recomendado que joguemos de forma prudente, avançando pouco de cada vez. O facto de apenas gravarmos o progresso de vez em quando também pode ser um factor algo desmotivante num jogo desta envergadura.

Também poderemos jogar ocasionalmente com um sapo, que por sua vez também tem um conjunto próprio de habilidades e power ups

No que diz respeito aos audiovisuais, sinceramente até que gostei deste James Pond 3. Para um jogo que decorre inteiramente na Lua, até que possui níveis bem diversificados entre si, atravessando várias cavernas ou mesmo florestas, níveis temáticos repletos de queijos ou outras doçarias. A sprites de James, dos seus companheiros e inimigos estão no geral bem coloridas e detalhadas também. As músicas possuem um certo charme e os detalhes de todos aqueles pequenos diálogos que vamos vendo ocasionalmente foram também bem conseguidos.

Portanto este James Pond 3 surpreendeu-me pela positiva não só pelo tamanho em si do jogo, mas também por todas as novas mecânicas que lhe introduziram, nomeadamente todos os itens e a forma como teremos de os usar para alcançar todos os segredos que o jogo tem para oferecer. A única coisa que eu mudaria, no entanto, é a quantidade de dano que alguns inimigos precisam para finalmente serem derrotados. Passwords mais frequentes ou melhor ainda, a possibilidade de fazer save a qualquer momento no overworld também seriam benvindas para um jogo desta envergadura. Infelizmente este acabou por ser o último jogo da saga James Pond, sendo que anos mais tarde, já neste milénio, decidiram fazer um remake do jogo anterior que chegou a consolas como a Playstation e Playstation 2.