Global Gladiators (Sega Game Gear)

GlobalGladiators-GG-EU-Front-mediumMais um micro-artigo só mesmo para picar o ponto que estes últimos dias têm sido de trabalho intenso e sinceramente também não teria muito mais a acrescentar a este jogo. Isto porque este é um daqueles exemplos em que 2 versões para 2 sistemas acabam por ser bem semelhantes e não há realmente muito a dizer. O jogo que cá trago hoje é a versão Game Gear do Global Gladiators, um platformer bem competente, apesar de ter o nome do Mc Donalds por detrás do mesmo. Este meu exemplar foi-me oferecido após ter comprado uma Gameboy Color na feira da Vandoma por 5€. O vendedor decidiu-me despachar esse jogo também em conjunto. Edit: Arranjei recentemente através de um amigo uma versão completa por 10€.

Jogo com caixa e manual

E digo que este é um micro artigo pois já escrevi sobre a versão Master System há uns bons tempos atrás, sendo esse um dos meus jogos de infância. Poderão ler esse artigo mais detalhado aqui.

Comix Zone (Sega Mega Drive)

Comix ZoneUm dos melhores e mais originais videojogos que passaram pela mítica consola de 16bit da Sega foi um produto do seu já extinto estúdio norte-americano Sega Technical Institute, que nos trouxe também outros clássicos como Kid Chameleon ou uma valiosa participação no desenvolvimento de Sonic the Hedgehog 2. Comix Zone é um jogo de pancada lançado em 1995, mas ao contrário de clássicos como Final Fight ou Streets of Rage, a sua jogabilidade e conceito acaba por ser inteiramente diferente, como irei mencionar em seguida. Este meu exemplar foi comprado salvo erro no mês passado de Abril, tendo-me custado 5€, faltando-lhe o famigerado CD com a banda sonora.

Jogo com caixa e manuais

Então de que se trata este Comix Zone afinal? É um jogo de pancada à lá Final Fight, mas também não tem nada a ver. A semelhança está apenas no facto de termos de andar à pancada com vários inimigos até chegar ao fim do nível, mas em vez de vaguearmos em ruas, edifícios ou afins, vamos estar dentro de um livro de banda desenhada, saltando de quadradinho em quadradinho. E como tudo isso aconteceu? Bom, a nossa personagem chama-se Sketch Turner, um artista de banda desenhada que estava precisamente a trabalhar no seu livro Comix Zone numa noite de tempestade. Até que um relâmpago atinge o livro e claro, aconteceu o inevitável no mundo das comics. O vilão Mortus, um poderoso mutante ganha vida e troca de lugar com Sketch, enviando-o para a sua própria criação, o projecto do seu livro de BD. Aí Sketch vê-se a lutar contra as criaturas que idealizou, sendo ajudado pela Alissa Cyan, uma das líderes da resistência humana e com Mortus do outro lado do livro a tentar complicar-lhe a vida ao máximo.

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Na banda desenhada norte americana, muitos super heróis surgem com alguma catástrofe… aqui é mais ao contrário.

A jogabilidade é simples, embora Comix Zone não seja propriamente um jogo fácil pois os inimigos não nos dão lá muito sossego. O botão A distribui pancada, o B serve para saltar e podemos usar combinações desses botões para desencadear diferentes golpes ou combos. Um dos golpes especiais consiste em Sketch arrancar um pouco de papel do seu próprio livro e com isso fazer um avião de papel capaz de causar dano a todos os inimigos que se atravessem no seu caminho, no entanto a custo de um pouco da sua própria barra de vida, pelo que deve ser utilizado com moderação. Por outro lado, são detalhes como esse que fazem este jogo tão original, essa interacção com a própria banda desenhada onde estamos inseridos, muitas vezes temos mesmo de romper “papel” que separa os vários quadradinhos para progredir no nível.

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Esta secção inicial do jogo é das coisas que me ficou gravada na memória ao longo de todos estes anos.

Mas para além das cenas de pancadaria da velha, Comix Zone incorpora na sua jogabilidade alguns elementos de puzzle game, onde teremos de interagir com o cenário, para avançar  para o painel seguinte, sejam simples acções como pressionar um botão ou mover uma alavanca, ou usar a sua ratazana de estimação para alcançar zonas estreitas e assim conseguir avançar. A ratazana está incluida no sistema de inventário do jogo, onde Sketch pode armazenar até 3 itens, incluindo armas como bombas ou facas, itens que regeneram vida, ou um power up bem poderoso que transformam Sketch num super-herói, pelo menos temporariamente.

No que diz respeito aos audiovisuais este é um jogo muito bem conseguido. Toda a acção se passa num mundo pós apocalíptico, pelo que iremos lutar em cidades em ruínas como Nova Iorque e a sua estátua da Liberdade desfeita em pedaços, os seus esgotos, mas somos também transportados para o outro lado do mundo, como os Himalaias ou outras aldeias Asiáticas que surpreendentemente têm importantes bases mutantes lá instaladas. O diálogo é também dado através de balões de banda desenhada, embora como é habitual nos jogos 16bit lá vamos tendo um ou outro voice sample. Os efeitos sonoros cumprem o seu papel, já a banda sonora tem uma toada mais rock que me agrada. Até porque o herói do jogo para além de desenhar BD também é um artista rock, calha tudo bem! O CD da banda sonora que vem com o jogo já contém músicas tocadas por uma banda “a sério”, mas não está no âmbito deste artigo. Até porque não o tenho!

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Como sempre o Mortus a não nos deixar em paz.

De resto, para além de uma dificuldade acima da média, só tenho mesmo pena que seja um jogo curto. Mesmo existindo algumas bifurcações de caminho que por vezes temos de optar, o que lhe dá logo alguns pontos para voltar a pegar no jogo, ainda assim acaba por saber muito a pouco. É uma pena que o Comix Zone só tenha saído em 1995, numa altura em que consolas como a Saturn ou a Playstation já estavam no mercado (ou prestes a entrar nele). Se tivesse saído mais cedo teria sido certamente um jogo com muito mais sucesso e reconhecimento do que aquele que goza hoje em dia.

Gauntlet (Sega Master System)

GauntletMais uma rapidinha a um jogo que eu tinha bastante curiosidade em experimentar mais aprofundadamente para a Master System. Gauntlet é um jogo originalmente lançado nas arcades, onde se tinha o objectivo de percorrer várias dungeons em busca de tesouros, e sobreviver o máximo de tempo possível, pois os inimigos eram às dezenas. E isto com a possibilidade de ser jogado com 4 jogadores em simultâneo, o que em 1985 deve ter sido algo muito porreiro de se fazer. Este meu exemplar foi comprado a um particular e custou-me cerca de 7€ se não estou em erro.

Gauntlet - Sega Master System
Jogo com caixa apenas

Mas a verdade é que eu nem sei muito bem que port esta versão Master System se encaixa! Não há assim muita informação sobre isso na internet, infelizmente. De qualquer das formas como a Master System não tem nenhum multitap, apenas poderemos no máximo jogar com 2 jogadores em simultâneo. Podemos escolher um herói no meio de 3 classes diferentes: o guerreiro, o elfo, a valkyria e o feiticeiro. Como seria de esperar, cada classe tem as suas vantagens e desvantagens, mas todas elas possuem ataques melee e de longo alcance ou magia, com dano variável mediante a classe escolhida. E atacar à distância acaba por ser bastante útil, pois muitas vezes temos autênticas multidões de inimigos para lidar! Até me surpreendeu, acho que nunca vi tanta sprite junta num jogo de Master System.

Alguns mapas são bastante abertos, acabando por ser normal alguns inimigos tentarem nos rodear
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Depois este é daqueles jogos que não têm fim. Na parte detrás da caixa diz que tem 512 níveis, mas na memória do jogo tem apenas cerca de 100, que a certo ponto se começam a repetir. O objectivo é avançar para o nível seguinte, marcado como um buraco no ecrã. Para além dos inimigos, temos de ter em conta a nossa saúde/fome, que se vai gastando lentamente com o movimento, ou mais rápido se levarmos com dano. E dada à natureza labiríntica dos níveis, muitas vezes acaba por não ser uma boa ideia explorar cada nível a 100% pois poderemos perder pontos de vida que poderão se tornar valiosos. Felizmente temos também alguns power ups para apanhar (cuidado para não os destruir!), que nos regeneram alguns pontos de vida, outros que nos aumentam vários stats como armadura, ataque, velocidade, magia, ou outros que nos deixam temporariamente invisíveis, por exemplo.

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Os tesouros servem apenas para nos aumentar a pontuação. Por vezes não vale o risco.

Graficamente é um jogo bastante simples, cenários com pouco detalhe visual, apenas um chão e várias paredes e com os inimigos também pequenos. Também pudera, com a quantidade deles que por vezes vemos no ecrã, não poderia ser de outra forma. A nível de som também é um jogo muito minimalista, com a música apenas a tocar entre cada nível, já o núcleo do jogo propriamente dito acaba por ser jogado todo em quase silêncio, não fossem os efeitos sonoros. Resumindo, apesar de não achar este um dos jogos de topo da Master System, devo dizer que esta conversão até que nem me pareceu nada má e satisfez plenamente a minha curiosidade com a série Gauntlet, que me pareceu interessante mas com imenso potencial para melhorar. A ver eventualmente como se safaram os restantes!

Space Gun (Sega Master System)

SpaceGun-SMSVamos lá para mais uma rapidinha just because of reasons. Eu adoro a Sega Master System e tenho uma wishlist muito bem definida para ficar bem satisfeito com a minha colecção para esta plataforma. No entanto, como é uma consola bem especial para mim, acabo sempre por ser mais abrangente e cá vêm parar uma série de jogos que por algum motivo lá teria um ou outro detalhe que me interessa, ou achei curioso. Este Space Gun era um desses, embora a minha memória tenha-me pregado uma valente partida. Foi um jogo comprado a um particular por cerca de 7€, se não estou errado.

Space Gun - Sega Master System
Jogo com caixa e manuais

A história é o cliché habitual em videojogos deste género: uma nave espacial gigante envia um pedido de socorro, ao qual um soldado que andava a passear pelas imediações acude e é esse mesmo soldado com o qual jogamos. Ao lá chegarmos vemos que a nave foi invadida por extraterrestres, alguns humanos estão por lá escondidos e claro, temos logo de dizimar todos os bicharocos e resgatar o máximo de sobreviventes possível. Quaisquer semelhanças com Alien são mera coincidência.

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Infelizmente não é um jogo tão rápido quanto o original, o que seria mais ou menos expectável.

Depois cá está: o original da Arcade parecia-me ser um jogo espectacular, com gráficos bem detalhados e mesmo que seja um bocadinho clone de Alien pareceu-me ser muito porreiro. O pouco que tinha jogado da versão Master System anteriormente também me deixou com boa impressão, pois achei o jogo bem detalhado. Mas a minha memória pregou-me uma grande partida, pois apesar de os monstros estarem bem detalhados, as suas animações ficaram mesmo horríveis, com dois ou três frames apenas. Terão sido as cutscenes entre cada nível que me tenham iludido há uns anos atrás? Pois essas continuo a gostar! Já as músicas achei um pouco monótonas, não compreendi muito bem de o objectivo era o de fazer um jogo “all guns blazing” ou algo mais tenso e com suspense. É que a nível de acção as coisas são bem lentinhas… e mesmo o plano do jogo alternar entre um scolling horizontal e um mais “3D”, nunca há assim muita coisa a acontecer. Ao contrário da versão arcade que sempre me pareceu bem porreirinha!

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Este é daqueles jogos bonitos em screenshots, mas depois deixa bastante a desejar quando o vemos em movimento

A jogabilidade é bastante simples, o objectivo é mesmo disparar contra tudo o que mexa, menos contra os humanos, esses contam como sobreviventes resgatados. Excepto aqueles que se transformam em aliens, claro que esses terão um destino diferente. Eventualmente lá apanhamos alguns power-ups como vários tipos de explosivos, ideais para se usarem em bosses. Aliás, ideais para se usar no último boss que foi de longe a coisa mais lixada em todo o jogo. E eu joguei apenas com o gamepad, calculo que com uma Light Phaser (que ainda não possuo) as coisas fiquem mais interessantes.

Mas ainda assim há aqui algo de muito curioso nesta versão do Space Gun e acaba por ser essa uma das razões pelas quais até gostaria de o ter. Porque raios, de todas as plataformas existentes no mercado no ano de 1992, foi a Master System a única consola caseira a receber uma conversão deste jogo? O mesmo existe também para uma série de computadores, mas consolas propriamente ditas foi apenas a Master System que o recebeu na sua altura. Talvez os monstros que são a Sega Menacer ou a Super Scope 6 terão influenciado? Nunca o saberemos. No fim de contas, para mim este é um daqueles jogos que apenas recomendo aos fãs mais hardcore de shooters de light gun, bem como a coleccionadores ávidos de Master System. Em screenshots até que é uma versão bonita, mas a Master System consegue fazer melhor.

Road Avenger (Sega Mega CD)

Road AvengerCá estou eu para mais uma rapidinha, desta vez a um jogo da Mega CD, um addon para a Sega Mega Drive que eu ainda não tenho, mas que tenho um carinho muito especial por essa plataforma mal amada por muitos. O jogo que trago cá hoje é o Road Avenger, um dos muitos videojogos baseados em sequências de full motion video existentes no sistema, um panorama normal em todos os sistemas de videojogos que lessem CDs naquela época. Afinal, o FMV era o futuro! Este meu exemplar foi comprado a um particular por 5€, está completo e em bom estado.

Road Avenger - Sega Mega CD
Jogo com caixa e manual

Quando estava a fazer a minha pesquisa adicional para escrever este meu artigo aprendi algo de novo. Tinha a ideia que este era um jogo novo da Wolfteam mas não, esta é uma conversão do Road Blaster da Data East, lançado para sistemas de laserdisc em 1985, na mesma época de outros clássicos como Dragon’s Lair. Então já estão a ver mais ou menos do que este jogo se trata, conduzimos um mega-carro a altas velocidades por estradas, esplanadas, centros comerciais, desfiladeiros e não só, combatendo uma série de bandidos também a alta velocidade e teremos de carregar numa série de botões a todos os momentos para não sofrermos nenhum acidente.

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Muitas vezes o jogo coloca-nos em situações impossíveis, mas é só pressionar no botão que aparece no ecrã e está tudo bem.

Mas ao contrário do Dragon’s Lair onde saber o que fazer e quando sempre foi um mistério dos deuses para mim, aqui vamos tendo indicações no ecrã dos botões que temos de carregar, sejam direcções, acelerar, travar ou atacar. Portanto basicamente isto é um quick time event de cerca de 20 minutos se fizermos sempre tudo bem. Como vamos andando a ziguezaguear, travar e acelerar constantemente, as acções que o jogo nos pede para fazer até se adequam bem ao que vamos vendo no “filme” e apesar de se falharmos algum desses botões o carro espeta-se e teremos de recomeçar nalgum checkpoint lá para trás, mas ter as indicações no ecrã acaba mesmo por ser uma grande ajuda e livra-nos dessa frustração. Claro que podemos jogar no hard e não ter nenhuma destas indicações, mas a única vantagem que eu veria aí é não ter o “bip-bip-bip” irritante a tocar cada vez que aparece no ecrã a indicação do que teremos de fazer. Ou seja, a cada 5 segundos ou menos.

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Muitos peões vamos por em perigo!

Mas porque raio andamos assim feitos maluquinhos pela estrada fora a perseguir bandidos? Bom, a nossa personagem é um polícia que a certa altura é atacado por um grupo de bandidos e a sua noiva acaba por morrer. A solução? Construir um carro super-potente e partir para a estrada, albarroando todos os arruaceiros que se atravessem à nossa frente! Basicamente um Mad Max sem ser passado num mundo pós apocalíptico. Mas isto é algo que só nos apercebemos no manual, ou na introdução do jogo, pois tirando isso, tudo o resto, ou quase tudo, são mesmo as cenas de condução a alta velocidade.

No que diz respeito aos audiovisuais, as animações são boas, afinal o original já tinha sido produzido em conjunto com a Toei Animation, que já nos anos 80 nos trouxe muitos animes de qualidade. A qualidade do video propriamente dito é que não é a melhor, devido à baixa resolução e menos cores que a Mega CD impunha com as suas limitações de hardware. Mas ao menos é bastante fluído. O tema título é de uma banda de J-Rock e sinceramente passou-me bastante ao lado. Ao longo do jogo também continuamos a ouvir uma banda sonora mais rockalhada, mas eu estava era com mais atenção ao que tinha de fazer do que propriamente ouvir a música. E aquele bip-bip-bip…

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Sim, por vezes também acontecem situações insólitas como esta…

Resumindo este é um jogo interessante que pega na mesma fórmula do Dragon’s Lair e torna-a mais acessível aos meros mortais como eu. Continua a não ser um jogo para todos, pois acaba por não ter muito “sumo” e os jogos baseados em full motion video nunca envelheceram muito bem. Mas era um dos jogos da biblioteca da Mega CD que eu gostava de ter quanto mais não seja por questões nostálgicas. Mas para mim está ainda longe das obras primas que sairam neste add-on.