Time Stalkers (Sega Dreamcast)

Time StalkersJá há algum tempo que não trazia nada para Dreamcast para aqui, muito por culpa de um dos poucos jogos que tenho em backlog ser o Shenmue e querer guardar esse para uma altura mais especial. Mas também tenho andado entretido com o Time Stalkers da Climax Entertainment, um jogo que desde cedo estava na minha wishlist pois é um sucessor espiritual do Landstalker da Mega Drive… mas longe estava eu de saber que este Time Stalkers era um jogo com má fama e de facto deixou um pouco a desejar. Mas já lá vamos. Este meu exemplar foi comprado a um particular por 8€ há coisa de uns meses atrás se a memória não me falha.

Time Stalkers - Sega Dreamcast
Jogo com caixa e manual

Mas o que consiste este jogo afinal? Tanto o Landstalker da Mega Drive, Lady Stalker da SNES ou até o Dark Savior da Saturn eram RPGs de acção com uma perspectiva isométrica, aqui as coisas acabam por ser bastante diferentes, com o jogo a trazer dungeons geradas aleatoriamente e um sistema de combate que tanto tem elementos de estratégia como das mecânicas clássicas de batalhas por turnos e podemos também capturar monstros como no Pokémon para lutarem ao nosso lado. Confusos? Já explico melhor em seguida. A história é também muito simples e desinspirada, infelizmente. Começamos o jogo com um jovem irreverente de cabelos azuis, mesmo à JRPG, na sua perseguição de algum inimigo poderoso, sem sabermos o porquê. Mas Sword, o nome do rapaz, descobre um estranho livro e quando o abre para o inspeccionar, é transportado para um mundo fantasioso, uma espécie de ilha suspensa no ar, onde é recebido por um velhote chamado Master que nos diz que somos um herói e que temos de descobrir os mistérios daquela “ilha” se alguma vez quisermos voltar para o nosso mundo. Para isso vamos sendo convidado a explorar várias dungeons e cada vez que o façamos com sucesso, uma nova “terra” junta-se à nossa ilha, com mais casas e dungeons a explorar, NPCs para falar e ocasionalmente até teremos novas personagens jogáveis, como é o caso de Nigel (e a fada Friday) do Landstalker, Pyra do Shining in the Darkness (que também teve a Climax no seu desenvolvimento) ou a Lady do Lady Stalker. Com isso vamos misturando cenários medievais com cidades americanas dos anos 50, Japão moderno, zonas tribais ou mesmo futuristas.

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Para o jogador mais atento, dá para encontrar aí personagens de outros jogos que a Climax desenvolveu, como Nigel ou Lady, cada qual com as suas vantagens e desvantagens.

E se este conceito e o cast “all stars” até podem ser bastante interessantes, a sua execução é que me deixou algo a desejar, a começar nos diálogos que são bastante desinspirados, principalmente a personagem Sword que tenta ser alguém arrogante, egocêntrico, mas corajoso e destimido quando necessário, mas os diálogos acabam por ser muito pobrezinhos. Talvez a versão original japonesa seja melhor nesse aspecto! Os NPCs acabam por ser um pouco mais “parvinhos” e a história nunca se desenvolve muito, mas no caso de NPCs secundários isso não me chateia nada e às vezes até sabe bem um comic relief, mas era esperado que nas personagens principais se tivessem esmerado mais.

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É uma pena que a história esteja repleta de diálogos pobres e desconexos…

Passando para a jogabilidade em si, o fluxo do jogo é explorar e finalizar uma dungeon, desbloquear novas zonas para se explorar, incluindo uma nova dungeon e eventuais novas personagens jogáveis e repetir, existindo também a possibilidade de fazer algumas sidequests genéricas como encontrar o artefacto xpto ou derrotar alguns inmigos, descobrir personagens secretas ou itens lendários. Há de facto muita coisa para fazer, até porque podemos ver vários finais diferentes mediante a personagem escolhida para a última dungeon… mas infelizmente a vontade não é muita de o fazer e tal recai principalmente na jogabilidade das batalhas. Em primeiro lugar, cada vez que finalizemos uma dungeon, os nossos pontos de experiência voltam a zero, bem como os stat points amealhados. No entanto a nossa personagem vai podendo mudar de classe e com isso aprender novas skills e feitiços. Ainda assim, não podemos usar todas as skills que dispomos, mas temos de registar antes de entrar numa dungeon quais as que queremos utilizar. Cada personagem tem também um inventário limitado e diferente entre si, mais uma vez forçando a uma maior estratégia da personagem escolhida. Por exemplo, se aceitarmos uma quest de procura de tesouros, então é melhor escolher o Nigel pois é o que tem mais aptidões para isso. No entanto o Nigel não é o melhor para se combater…

Depois o que me irrita mesmo é o sistema de combates, só faltavam ser combates aleatórios. Os inimigos aparecem aleatoriamente na dungeon, mas só entramos em batalha se nos metermos com eles. E aí somos levados a uma pequena grelha de vários quadrados onde em cada turno podemos tomar várias acções desde usar itens, ataques com diferentes alcances e precisões ou mover para outra posição mais vantajosa, quer para defender quer para atacar. Também podemos tentar recrutar monstros e decidir as suas acções, mas muitos deles desobedecem às nossas ordens. Não sei se por culpa minha, ou se é mesmo design do jogo para que assim seja… sinceramente tudo isto, em conjunto com os pontos de experiência que voltam a zero e a maneira limitada para gerir as nossas skills e itens a transportar acabam por complicar desnecessariamente as coisas para um jogo que, com as suas dungeons aleatórias quase que pedem uma jogabilidade mais simples e dinâmica, tal como a do Phantasy Star Online, por exemplo.

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Estas misturas de RPG estratégico em espaços apertados em dungeons geradas aleatoriamente… foi uma decisão infeliz.

Tecnicamente é também um jogo muito pouco polido. As localidades e dungeons têm pouco detalhe e as animações parecem algo inacabadas, dá mesmo a sensação que o jogo foi desenvolvido à pressa o que é pena, até porque a Dreamcast nem tem assim tantos RPGs. A câmara é também muito má, em especial nas dungeons e nos corredores apertados. Nesses sítios, quando somos levados para um ecrã de batalha, por vezes nem conseguimos ver o que estamos a fazer por ter uma parede a tapar a visão. O voice acting é inexistente, já as músicas cumprem bem o seu papel, vão dando para entreter.

No fundo de contas este Time Stalkers deixou-me algo desiludido pois é um jogo que apresenta tantos conceitos fora do comum, e nota-se que a Climax esforçou-se por fazer algo diferente. Mas não sei se terá sido por falta de tempo ou dinheiro, para mim o resultado final foi uma jogabilidade desnecessariamente complicada nas batalhas, algo confusa em todo o resto, uma história que tinha potencial para ser melhor e alguns bugs técnicos. É uma pena, pois o jogo acaba por oferecer tanta coisa para fazer fora a história principal, mas não me deixa com vontade de continuar.

Mighty Morphin Power Rangers (Sega Game Gear)

Power RangersVamos lá a mais uma rapidinha. Há uns meses atrás aproveitei para escrever um artigo sobre o primeiro jogo dos Power Rangers da Mega Drive, um jogo que sinceramente não achei que fosse lá grande coisa. Recentemente um colega de trabalho ofereceu-me a sua Game Gear e um dos jogos que trazia era precisamente o primeiro Power Rangers. Geralmente as conversões 16 para 8 bit deixam sempre um pouco a desejar, mas esta parece-me ser uma excepção à regra, na medida em que gostei mais da jogabilidade.

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Apenas cartucho

Tal como a versão Mega Drive, este também é um jogo de luta, embora com um bocadinho de scrolling nas arenas, devido ao ecrã reduzido da Game Gear. Também tenta mimicar o que acontecia nos episódios da TV e nesse campo até acho que fez um papel melhor que a versão Mega Drive, pois a fórmula é a seguinte: A Rita Repulsa manda uma criatura qualquer para invadir a Terra, os Power Rangers andam à porrada com os minions e esse bicho especial, depois a Rita faz-lo crescer, os Power Rangers montam então o seu Mega Zord e lutam uma vez mais com o bicho agora crescido. A principal diferença aqui para a versão Mega Drive é que aqui vamos tendo os minions para lutar. Isto torna-se então numa espécie de beat ‘em up, mas onde enfrentamos um inimigo de cada vez. De resto temos também a inclusão do Ranger verde que começa por ser um mau da fita mas depois acaba por se juntar a nós e serve de personagem jogável.

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Este Power Rangers é um jogo de luta bem fluído e que faz melhor figura que a versão Mega Drive

De resto temos claro um modo versus em que após chegarmos ao fim do jogo principal em Normal ou Hard desbloqueia todas as personagens jogáveis para este modo de jogo, o dream mode, que nos permite fazer lutas impossíveis como um power ranger contra o MegaZord, por exemplo. Mas é mesmo na jogabilidade fluída e rápida que este jogo marca pontos quando comparado com a versão Mega Drive. Mesmo dispondo de apenas 2 botões de acção e um direccional, existem uma série de golpes especiais que podemos desencadear e a sua execução está bastante boa tendo em conta que é um jogo de Game Gear. Fiquei agradavelmente surpreendido!

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Boas cutscenes entre cada batalha, com um maior foco n saga do ranger verde

No quesito gráfico, este é também um bom trabalho tendo em conta as limitações da plataforma. É bastante colorido, com animações fluídas e detalhadas tendo em conta a baixa resolução do ecrã. As músicas é que são o calcanhar de Aquiles habitual nas máquinas de 8bit da Sega, no entanto ainda ouvimos uma ou outra melodia bem familiar para quem viu o programa de TV na sua altura. Um bom jogo no fim de contas!

Panzer Dragoon (Sega Saturn)

Panzer DragoonSe forem fãs da Sega como eu, muito provavelmente já sabem que a Saturn teve um lançamento algo atabalhoado no ocidente. Para tentar combater a Sony com a sua Playstation, a Sega decidiu anunciar completamente de surpresa na E3 de 1995 que a sua consola estaria disponível para venda logo no dia seguinte nos Estados Unidos, apenas em certas cadeias de lojas. Foi um movimento que apanhou todos de surpresa: as empresas que estavam a desenvolver software para a Saturn não puderam acompanhar esta nova data e durante vários meses os únicos jogos disponíveis para a Saturn no ocidente foram os do lançamento, que por sua vez também tinham sido produtos um pouco apressados e com uma qualidade algo abaixo do que seria expectável, tal como aconteceu com o Daytona USA ou o Virtua Fighter. Para além do mais, as outras cadeias de lojas que não foram “presenteadas” com este lançamento surpresa da Saturn decidiram-se vingar da Sega e encurtaram o seu espaço de exposição para as suas competidores directas. Boa Sega! Mas desses jogos de lançamento havia um que não tinha sido apanhado por estas confusões e surpreendentemente era mesmo um óptimo jogo: o Panzer Dragoon. O meu exemplar foi-me oferecido pelo meu amigo do Game Chest, o Mike Silva, a quem eu muito agradeço!

Jogo com caixa

Mas então o que consiste este Panzer Dragoon? É um shooter tri-dimensional, um pouco como um Space Harrier, mas em que viajamos montados nas costas de um dragão equipado com uma armadura. Se só isso já não fosse motivo para gerar curiosidade em experimentar este jogo, a equipa de desenvolvimento (Team Andromeda) ainda teve tempo de preparar toda uma mitologia por detrás, com direito a um novo dialecto e tudo, embora isso ainda não seja completamente perceptível neste primeiro jogo. O mundo de Panzer Dragoon é uma espécie de mundo pós-apocalíptico, onde uma antiga, porém tecnologicamente altamente avançada civilização foi dizimada tendo sido vítima da sua própria tecnologia. O nosso herói anónimo estava apenas a participar numa caçada quando se vê envolvido num confronto entre dois dragões e seus “cavaleiros”, até que um deles é ferido mortalmente e pede-nos, no seu leito de morte, que continuemos a sua missão. Somos então levados a montar um dragão azul (mesmo como eu gosto!) e lutar contra as forças imperiais de forma a impedi-los de activarem uma poderosa arma, rélica dessa civilização antiga.

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A cutscene inicial até é bem mais longa do que eu estaria à espera, são entre 6 a 7 minutos para nos contextualizar, mas ainda muito fica por descobrir deste mundo misterioso

Este é um shooter on-rails, ou seja seguimos um caminho pré-determinado (com alguns graus de liberdade) e temos de tentar atingir todos os inimigos que sobrevoam connosco, bem como evitar obstáculos e os seus projécteis. Mas também temos um controlo de 360º da nossa vista, através dos botões de cabeceira do comando da Saturn. Clicando no L ou no R giramos a câmara 90º para a esquerda ou direita respectivamente e isto é mesmo muito útil pois os inimigos podem surgir de qualquer lado e convém acertarmo-lhes o quanto antes. Para isso temos um radar no canto superior direito que nos vai mostrando as posições inimigas ao qual vamos ter de ir prestando alguma atenção. Para os derrotar temos 2 tipos de armas de fogo. Podemos disparar no nosso revólver, mas também podemos dar uma de “After Burner” e utilizar um mecanismo de lock-on para disparar a partir do nosso dragão bolas de energia teleguiadas. Podemos seleccionar vários alvos ao mesmo tempo e isso acaba por ser a chave de obtermos uma boa performance. Claro que no final de cada nível temos sempre um boss para enfrentar onde teremos de por em prática todas estas mecânicas de jogo. Mediante a nossa performance (e é bem difícil termos uma performance boa) poderemos ganhar uma vida extra!

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Os níveis são bastante simples a nível técnico, mas são suficientes para darmos azo à imaginação do potencial que toda a arte desta série tem

De resto, a nível técnico este ainda é um jogo algo simples, sendo um produto do início de vida da Saturn, consola essa que por si só já tinha os seus quês no hardware e na dificuldade de programação para se tirar um bom rendimento nos jogos 3D. Temos então um framerate baixo e cenários ainda bastante simplistas, no entanto não deixa de ser um jogo belíssimo por todo o imaginário que apresenta. Quem não gostaria de “conduzir” um dragão de guerra?? As músicas infelizmente é que já achei que não fossem as mais adequadas à “epicidade” que este Panzer Dragoon tenta deixar transparecer.

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Ao mudarmos o ângulo da nossa câmara, o radar também muda de direcção

Existem outras versões deste Panzer Dragoon. A mais conhecida é talvez a versão Windows que foi lançada não muito tempo depois da versão Saturn. Infelizmente os problemas de performance persistem nessa versão, mas ao menos poderia ser jogada numa resolução mais alta. Existe também uma conversão para a PS2, mas essa infelizmente ainda não lhe deitei as mãos. De resto, apesar de ser um jogo ainda um pouco cru, não deixa de ser um óptimo aperitivo a uma série que tenho muita pena que a Sega tenha deixado cair no esquecimento após o Panzer Dragoon Orta.

Indiana Jones and the Last Crusade (Sega Mega Drive)

Indiana JonesComo se calhar terão reparado, o blogue tem estado um pouco inactivo nos últimos tempos, é que eu estive de férias e aproveitei para tirar um pouco de férias da escrita também. Mas já estou de regresso a Portugal e para celebrar tal façanha cá fica mais uma rapidinha. Mais uma vez vou escrever sobre este terceiro filme do Indiana Jones, após ter escrito sobre a versão da Master System que sinceramente nem é assim grande coisa. Este meu exemplar da Mega Drive foi comprado há coisa de um mês atrás na cash converters de Alfragide por cerca de 5/6€.

Indiana Jones and the Last Crusade - Sega Mega Drive
Jogo com caixa e manuais

Bom, esta foi uma daquelas compras por impulso, pois surgiu numa altura em que levei muito jogo da Mega Drive/Master System da cash converters de uma só vez. Acabei por incluir este Indiana Jones no bundle pois tinha a ilusão que a versão Mega Drive seria mais jogável. Bom, e numa coisa realmente a versão Mega Drive é superior: nos audiovisuais. Já a jogabilidade infelizmente continua muito mázinha. Este é na verdade um jogo muito similar a nível de mecânicas de jogo e dos níveis que teremos pela frente com as outras versões, embora a estrutura dos níveis em si me pareça ser algo diferente. Ou seja, é na mesma um jogo de plataformas e Indy pode atacar os seus inimigos com os punhos (mais vale estar quieto pois o alcance é muito curto e perdemos uma vida muito rapidamente), ou com o chicote, se bem que este parece enfraquecer a cada vez que seja utilizado. Depois para além dos saltos continuarem a não serem os melhores e a maneira que o Indy se balanceia de uma plataforma para a outra com o seu chicote parecer também rápida demais, o próprio design dos níveis e da forma como os inimigos estão dispostos também não são os melhores. Vamos ser atingidos por coisas que não vemos até ser tarde demais, a detecção de colisões também não funciona da melhor forma e por aí fora, que é como quem diz: vamos morrer muitas vezes ao tentar passar o jogo.

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O jogo tenta retratar alguns dos momentos do filme. No entanto, neste nível e no anterior o Indiana Jones deveria ser adolescente e não adulto.

Outra das coisas que esta versão tem que a Master System não tem são os bosses no final de cada nível, que por sua vez também dispõem de uma barra de energia e é fácil perceber se falta muito para os derrotar ou não. Mas não respirem de alívio quando os derrotarem pois geralmente há umas armadilhas no fim. E falando em fim, o último nível é mais uma vez passado nas catacumbas em busca do Santo Graal (no final do jogo temos mesmo de escolher o cálice certo) e teremos de ter em conta o famoso puzzle do IEHOVA.

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O último nível não tem qualquer boss, e só quem viu o filme é que sabe o que fazer. Este é de facto um nível mais inteligente!

Tal como referi acima, no que diz respeito aos audiovisuais então sim, este jogo é muito bem detalhado – embora continue a achar estúpido que a sprite do Indiana Jones no primeiro nível seja a dele adulto e não a de adolescente – mas no geral os gráficos são bem competentes. As músicas também vão buscar muitas melodias ao filme mas acho que têm aquele som mais arranhado como a Mega Drive infelizmente ficou bem conhecida, mesmo tendo no seu catálogo jogos com som excelente, como os Streets of Rage, claro está. No fim de contas, e infelizmente digo isto, não acho que este seja propriamente um jogo bom. É possível que esta seja a melhor versão das várias existentes no mercado, mas para mim ainda deixa muito a desejar na jogabilidade.

Rambo III (Sega Master System)

Rambo IIIA rapidinha de hoje é sobre uma de várias adaptações que fizeram ao clássico filme de Sylvester Stallone, o Rambo III. Só a Sega desenvolveu duas versões adaptadas do mesmo filme, uma para a Master System e uma outra para a Mega Drive. A versão Mega Drive é um shooter que faz lembrar jogos como Commando ou Ikari Warriors, já a versão 8bit é um pequeno lightgun shooter na mesma veia de um Operation Wolf… que por sua vez é notoriamente inspirado nestes mesmos filmes. O meu exemplar foi comprado algures durnate o mês passado por 3€ a um particular.

Rambo III - Sega Master System
Jogo com caixa e manuais

Sendo um jogo de lightgun para um sistema 8bit, não esperem por algo que seja de um outro mundo, mas sim um jogo simples e na verdade é o que este Rambo III é. Aqui temos de disparar contra tudo o que mexa, excepto alguns reféns que lá vão surgindo num ou noutro nível e que devemos libertar. Os inimigos vão aparecendo aos montes no ecrã e é fácil ver a nossa barra de vida a descer vertiginosamente caso não sejamos suficientemente rápidos a combatê-los. Os inimigos que aparecem mais próximo de nós são mais letais que os que aparecem no fundo, mas de qualquer das formas existem granadas que podemos lançar para causar dano a vários inimigos em simultâneo… esses powerups bem como munições extra podem ir sendo capturados ao longo do jogo também.

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O jogo até que é bem detalhado e tenta retratar dentro dos possíveis os acontecimentos no filme. Se bem que não me lembro de ter visto estes uniformes…

De resto este Rambo III é muito curto. Muito curto mesmo. Se formos bons é daqueles jogos que conseguimos acabar em cerca de 10 minutos, o que é pena pois pelo menos até parece fazer justiça ao filme, com os vários níveis a representarem diferentes momentos do filme, como o resgate ao Trautman ou a perseguição final do helicóptero soviético. Graficamente é, portanto um jogo bem competente para a Master System, até porque entre cada nível temos sempre uma nova imagem bem detalhada do próprio Rambo. Já as músicas é que não são lá grande espingarda.

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O último confronto não é em scrolling horizontal como nos outros níveis, mas em pseudo-3D

É um jogo interessante de se ter meramente a nível de coleccionismo ou se forem fãs do Rambo/Stallone, pois a sua curtíssima duração acaba por o prejudicar.