Pokémon: Red Version (Nintendo Gameboy)

Só mesmo para picar o ponto vou deixar aqui a rapidíssima referência que recentemente adquiri um cartucho do Pokémon Red, o último que me faltava da primeira geração. Como já escrevi anteriormente sobre os Pokémon Blue e Yellow, não me vou estar a repetir visto serem essencialmente os mesmos jogos. E este cartucho foi comprado na Cash Converters de Alfragide algures durante o mês passado por algo entre 3 e 4€.

Pokémon Red - Nintendo Gameboy
Apenas cartucho

Para mais detalhe, recomendo a leitura dos artigos supracitados!

Resident Evil: Survivor (Sony Playstation)

Resident Evil SurvivorResident Evil: Survivor é o primeiro spin-off da série principal, saindo ainda para a primeira Playstation. E se a subsérie “Gun Survivor” que também abrange um spin off da série Dino Crisis já deu aqui o ar da sua graça com o Resident Evil Dead Aim, sempre tive curiosidade em experimentar o primeiro e quando o vi incompleto e em mau estado na feira da Ladra em Lisboa por cerca de 1€ decidi-o levar na mesma. Obviamente que um dia que o jogo me apareça à frente em melhores condições será substituído. Update: O que acabou por acontecer recentemente, com o meu amigo Ivan Cordeiro a oferecer-me um extra que tinha por lá, embora sem manual. Muito obrigado!

Jogo com caixa
Jogo com caixa

Os acontecimentos deste jogo decorrem não muito tempo depois dos acontecimentos dos Resident Evil 2 e 3, onde Raccoon City acabou por ser dizimada para conter a sua epidemia zombie. O local desta vez é uma ilha solitária no meio do oceano, com mais uma base de laboratórios da Umbrella onde as coisas correm mal e um novo surto do T-Virus é lançado sobre a população. O nosso personagem acorda nessa ilha após um acidente de helicóptero, amnésico e sem saber onde está, é levado a acreditar que o seu nome é Vincent, que mais tarde se vem a saber que Vicent era o líder da Umbrella nessa ilha, um homem cruel e impiedoso  que não olhava a meios em sacrificar humanos para as suas experiências biológicas. O costume vindo da Umbrella! É uma história simples, mas sinceramente não precisaríamos de muito mais para um jogo light gun, basta ver os primeiros The House of the Dead.

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Brains?

No entanto este não é um simples jogo light gun, como o The House of the Dead, Virtua Cop ou Time Crisis. Vai buscar outros elementos aos Resident Evil clássicos na medida em que nos podemos movimentar livremente, apanhar itens, interagir com os itens que apanhamos e com o cenário de forma a progredir no jogo. É essencialmente um first person shooter com suporte a uma light gun. E se o jogo tiver uma história simples e previsível por mim pode não ser algo assim tão mau, a jogabilidade acaba por ser crítica num jogo destes. E ao preferirem fazer algo mais fiel aos Resident Evil originais do que um mero light gun shooter on rails como The House of the Dead acabam por tornar este jogo mais frustrante de ser jogado com uma light gun, pois obriga-nos a mover a pistola para fora do alcance da TV de forma a nos movimentarmos, e movê-la para a TV para dispararmos. Assim sendo acabo por preferir usar o esquema de controlo com o gamepad apenas, embora mesmo assim os controlos não são tão bons como se fosse um FPS a sério, como um Quake 2, por exemplo, pois obriga-nos a alternar o uso do direccional para movimento ou para mirar com a arma. Falando nas armas, temos vários revólveres com munição infinita que poderemos vir a utilizar, mas armas mais poderosas como a shotgun, magnum ou lança granadas têm munições mais escassas e são melhor utilizadas nalguns inimigos específicos como um ou outro boss ou algum hunter mais chato lá na recta final do jogo.

Parecem, mas não são mergulhadores... são mais umas tropas de elite ao serviço da Umbrella
Parecem, mas não são mergulhadores… são mais umas tropas de elite ao serviço da Umbrella

De resto este Gun Survivor é um jogo curto, tanto que até nem podemos fazer save da nossa posição – apenas do armamento que possuímos, no entanto apresenta várias secções com caminhos alternativos que poderemos tomar, aumentando assim um pouco o seu factor de replayability. Graficamente é um jogo competente, mas temos de ter em consideração que, por ser jogado na primeira pessoa, os cenários não são pré-renderizados como nos Resident Evil clássicos, mas sim completamente poligonais, daí parecerem piores que os jogos anteriores da série, no entanto até que acho que os zombies e outras criaturas fofinhas como os hunters e lickers estejam bem detalhados. A música vai-se adaptando à atmosfera do jogo, sendo mais mexida em alturas com mais acção e tensa quando deve ser. Já o voice acting é horrível, infelizmente.

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Nem todas as armas têm munição ilimitada, só os revólveres, excepto a Magnum.

No fim de contas, para mim jogar um Resident Evil inteiramente na primeira pessoa sempre tinha sido algo que gostaria de fazer, tanto como um light gun shooter puro e duro que nem o The House of the Dead, ou algo mais ao estilo FPS clássico. Infelizmente a Capcom decidiu misturar as duas coisas e ainda outras dos Resident Evil clássicos, resultando numa jogabilidade que tinha potencial (e obrigação) de ser melhor. Mas não acho que seja um jogo mau de todo e com alguma práctica até se joga bem.

Mighty Morphin Power Rangers (Sega Game Gear)

Power RangersVamos lá a mais uma rapidinha. Há uns meses atrás aproveitei para escrever um artigo sobre o primeiro jogo dos Power Rangers da Mega Drive, um jogo que sinceramente não achei que fosse lá grande coisa. Recentemente um colega de trabalho ofereceu-me a sua Game Gear e um dos jogos que trazia era precisamente o primeiro Power Rangers. Geralmente as conversões 16 para 8 bit deixam sempre um pouco a desejar, mas esta parece-me ser uma excepção à regra, na medida em que gostei mais da jogabilidade.

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Apenas cartucho

Tal como a versão Mega Drive, este também é um jogo de luta, embora com um bocadinho de scrolling nas arenas, devido ao ecrã reduzido da Game Gear. Também tenta mimicar o que acontecia nos episódios da TV e nesse campo até acho que fez um papel melhor que a versão Mega Drive, pois a fórmula é a seguinte: A Rita Repulsa manda uma criatura qualquer para invadir a Terra, os Power Rangers andam à porrada com os minions e esse bicho especial, depois a Rita faz-lo crescer, os Power Rangers montam então o seu Mega Zord e lutam uma vez mais com o bicho agora crescido. A principal diferença aqui para a versão Mega Drive é que aqui vamos tendo os minions para lutar. Isto torna-se então numa espécie de beat ‘em up, mas onde enfrentamos um inimigo de cada vez. De resto temos também a inclusão do Ranger verde que começa por ser um mau da fita mas depois acaba por se juntar a nós e serve de personagem jogável.

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Este Power Rangers é um jogo de luta bem fluído e que faz melhor figura que a versão Mega Drive

De resto temos claro um modo versus em que após chegarmos ao fim do jogo principal em Normal ou Hard desbloqueia todas as personagens jogáveis para este modo de jogo, o dream mode, que nos permite fazer lutas impossíveis como um power ranger contra o MegaZord, por exemplo. Mas é mesmo na jogabilidade fluída e rápida que este jogo marca pontos quando comparado com a versão Mega Drive. Mesmo dispondo de apenas 2 botões de acção e um direccional, existem uma série de golpes especiais que podemos desencadear e a sua execução está bastante boa tendo em conta que é um jogo de Game Gear. Fiquei agradavelmente surpreendido!

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Boas cutscenes entre cada batalha, com um maior foco n saga do ranger verde

No quesito gráfico, este é também um bom trabalho tendo em conta as limitações da plataforma. É bastante colorido, com animações fluídas e detalhadas tendo em conta a baixa resolução do ecrã. As músicas é que são o calcanhar de Aquiles habitual nas máquinas de 8bit da Sega, no entanto ainda ouvimos uma ou outra melodia bem familiar para quem viu o programa de TV na sua altura. Um bom jogo no fim de contas!

Panzer Dragoon (Sega Saturn)

Panzer DragoonSe forem fãs da Sega como eu, muito provavelmente já sabem que a Saturn teve um lançamento algo atabalhoado no ocidente. Para tentar combater a Sony com a sua Playstation, a Sega decidiu anunciar completamente de surpresa na E3 de 1995 que a sua consola estaria disponível para venda logo no dia seguinte nos Estados Unidos, apenas em certas cadeias de lojas. Foi um movimento que apanhou todos de surpresa: as empresas que estavam a desenvolver software para a Saturn não puderam acompanhar esta nova data e durante vários meses os únicos jogos disponíveis para a Saturn no ocidente foram os do lançamento, que por sua vez também tinham sido produtos um pouco apressados e com uma qualidade algo abaixo do que seria expectável, tal como aconteceu com o Daytona USA ou o Virtua Fighter. Para além do mais, as outras cadeias de lojas que não foram “presenteadas” com este lançamento surpresa da Saturn decidiram-se vingar da Sega e encurtaram o seu espaço de exposição para as suas competidores directas. Boa Sega! Mas desses jogos de lançamento havia um que não tinha sido apanhado por estas confusões e surpreendentemente era mesmo um óptimo jogo: o Panzer Dragoon. O meu exemplar foi-me oferecido pelo meu amigo do Game Chest, o Mike Silva, a quem eu muito agradeço!

Jogo com caixa

Mas então o que consiste este Panzer Dragoon? É um shooter tri-dimensional, um pouco como um Space Harrier, mas em que viajamos montados nas costas de um dragão equipado com uma armadura. Se só isso já não fosse motivo para gerar curiosidade em experimentar este jogo, a equipa de desenvolvimento (Team Andromeda) ainda teve tempo de preparar toda uma mitologia por detrás, com direito a um novo dialecto e tudo, embora isso ainda não seja completamente perceptível neste primeiro jogo. O mundo de Panzer Dragoon é uma espécie de mundo pós-apocalíptico, onde uma antiga, porém tecnologicamente altamente avançada civilização foi dizimada tendo sido vítima da sua própria tecnologia. O nosso herói anónimo estava apenas a participar numa caçada quando se vê envolvido num confronto entre dois dragões e seus “cavaleiros”, até que um deles é ferido mortalmente e pede-nos, no seu leito de morte, que continuemos a sua missão. Somos então levados a montar um dragão azul (mesmo como eu gosto!) e lutar contra as forças imperiais de forma a impedi-los de activarem uma poderosa arma, rélica dessa civilização antiga.

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A cutscene inicial até é bem mais longa do que eu estaria à espera, são entre 6 a 7 minutos para nos contextualizar, mas ainda muito fica por descobrir deste mundo misterioso

Este é um shooter on-rails, ou seja seguimos um caminho pré-determinado (com alguns graus de liberdade) e temos de tentar atingir todos os inimigos que sobrevoam connosco, bem como evitar obstáculos e os seus projécteis. Mas também temos um controlo de 360º da nossa vista, através dos botões de cabeceira do comando da Saturn. Clicando no L ou no R giramos a câmara 90º para a esquerda ou direita respectivamente e isto é mesmo muito útil pois os inimigos podem surgir de qualquer lado e convém acertarmo-lhes o quanto antes. Para isso temos um radar no canto superior direito que nos vai mostrando as posições inimigas ao qual vamos ter de ir prestando alguma atenção. Para os derrotar temos 2 tipos de armas de fogo. Podemos disparar no nosso revólver, mas também podemos dar uma de “After Burner” e utilizar um mecanismo de lock-on para disparar a partir do nosso dragão bolas de energia teleguiadas. Podemos seleccionar vários alvos ao mesmo tempo e isso acaba por ser a chave de obtermos uma boa performance. Claro que no final de cada nível temos sempre um boss para enfrentar onde teremos de por em prática todas estas mecânicas de jogo. Mediante a nossa performance (e é bem difícil termos uma performance boa) poderemos ganhar uma vida extra!

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Os níveis são bastante simples a nível técnico, mas são suficientes para darmos azo à imaginação do potencial que toda a arte desta série tem

De resto, a nível técnico este ainda é um jogo algo simples, sendo um produto do início de vida da Saturn, consola essa que por si só já tinha os seus quês no hardware e na dificuldade de programação para se tirar um bom rendimento nos jogos 3D. Temos então um framerate baixo e cenários ainda bastante simplistas, no entanto não deixa de ser um jogo belíssimo por todo o imaginário que apresenta. Quem não gostaria de “conduzir” um dragão de guerra?? As músicas infelizmente é que já achei que não fossem as mais adequadas à “epicidade” que este Panzer Dragoon tenta deixar transparecer.

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Ao mudarmos o ângulo da nossa câmara, o radar também muda de direcção

Existem outras versões deste Panzer Dragoon. A mais conhecida é talvez a versão Windows que foi lançada não muito tempo depois da versão Saturn. Infelizmente os problemas de performance persistem nessa versão, mas ao menos poderia ser jogada numa resolução mais alta. Existe também uma conversão para a PS2, mas essa infelizmente ainda não lhe deitei as mãos. De resto, apesar de ser um jogo ainda um pouco cru, não deixa de ser um óptimo aperitivo a uma série que tenho muita pena que a Sega tenha deixado cair no esquecimento após o Panzer Dragoon Orta.

Indiana Jones and the Last Crusade (Sega Mega Drive)

Indiana JonesComo se calhar terão reparado, o blogue tem estado um pouco inactivo nos últimos tempos, é que eu estive de férias e aproveitei para tirar um pouco de férias da escrita também. Mas já estou de regresso a Portugal e para celebrar tal façanha cá fica mais uma rapidinha. Mais uma vez vou escrever sobre este terceiro filme do Indiana Jones, após ter escrito sobre a versão da Master System que sinceramente nem é assim grande coisa. Este meu exemplar da Mega Drive foi comprado há coisa de um mês atrás na cash converters de Alfragide por cerca de 5/6€.

Indiana Jones and the Last Crusade - Sega Mega Drive
Jogo com caixa e manuais

Bom, esta foi uma daquelas compras por impulso, pois surgiu numa altura em que levei muito jogo da Mega Drive/Master System da cash converters de uma só vez. Acabei por incluir este Indiana Jones no bundle pois tinha a ilusão que a versão Mega Drive seria mais jogável. Bom, e numa coisa realmente a versão Mega Drive é superior: nos audiovisuais. Já a jogabilidade infelizmente continua muito mázinha. Este é na verdade um jogo muito similar a nível de mecânicas de jogo e dos níveis que teremos pela frente com as outras versões, embora a estrutura dos níveis em si me pareça ser algo diferente. Ou seja, é na mesma um jogo de plataformas e Indy pode atacar os seus inimigos com os punhos (mais vale estar quieto pois o alcance é muito curto e perdemos uma vida muito rapidamente), ou com o chicote, se bem que este parece enfraquecer a cada vez que seja utilizado. Depois para além dos saltos continuarem a não serem os melhores e a maneira que o Indy se balanceia de uma plataforma para a outra com o seu chicote parecer também rápida demais, o próprio design dos níveis e da forma como os inimigos estão dispostos também não são os melhores. Vamos ser atingidos por coisas que não vemos até ser tarde demais, a detecção de colisões também não funciona da melhor forma e por aí fora, que é como quem diz: vamos morrer muitas vezes ao tentar passar o jogo.

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O jogo tenta retratar alguns dos momentos do filme. No entanto, neste nível e no anterior o Indiana Jones deveria ser adolescente e não adulto.

Outra das coisas que esta versão tem que a Master System não tem são os bosses no final de cada nível, que por sua vez também dispõem de uma barra de energia e é fácil perceber se falta muito para os derrotar ou não. Mas não respirem de alívio quando os derrotarem pois geralmente há umas armadilhas no fim. E falando em fim, o último nível é mais uma vez passado nas catacumbas em busca do Santo Graal (no final do jogo temos mesmo de escolher o cálice certo) e teremos de ter em conta o famoso puzzle do IEHOVA.

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O último nível não tem qualquer boss, e só quem viu o filme é que sabe o que fazer. Este é de facto um nível mais inteligente!

Tal como referi acima, no que diz respeito aos audiovisuais então sim, este jogo é muito bem detalhado – embora continue a achar estúpido que a sprite do Indiana Jones no primeiro nível seja a dele adulto e não a de adolescente – mas no geral os gráficos são bem competentes. As músicas também vão buscar muitas melodias ao filme mas acho que têm aquele som mais arranhado como a Mega Drive infelizmente ficou bem conhecida, mesmo tendo no seu catálogo jogos com som excelente, como os Streets of Rage, claro está. No fim de contas, e infelizmente digo isto, não acho que este seja propriamente um jogo bom. É possível que esta seja a melhor versão das várias existentes no mercado, mas para mim ainda deixa muito a desejar na jogabilidade.