Arcade’s Greatest Hits – The Atari Collection 1 (Sony Playstation)

Continuando pelas rapidinhas, ficamos agora com uma interessante compilação retro lançada para a Playstation, Sega Saturn e Super Nintendo, contendo 6 clássicos de uma era de ouro das arcades. Nomeadamente temos aqui conversões de Asteroids, Battlezone, Centipede, Missile Command, Super Breakout e Tempest, todos eles clássicos que deveriam dispensar apresentações. Mas felizmente esta versão para a Playstation (e a da Saturn também) não são só meras compilações mas possuem também alguns extras interessantes. O meu exemplar foi comprador algures no final do ano passado numa das minhas idas à feira da Vandoma. Custou-me 2€.

Jogo com caixa e manual

Todos os jogos são representações fiéis aos originais, pelo que não esperem por gráficos super detalhados, nada disso. Os visuais primitivos (às vezes até com gráficos vectoriais como é o caso de Battlezone ou Asteroids) e os sons simples estão aqui muito bem representados. Infelizmente é o jogo não suportar o analógico, pelo que teremos de usar sempre o D-Pad para control e movimentação nos diferentes jogos, o que nem sempre resulta bem pois alguns jogos usavam trackballs ou outros sistemas analógicos que não se traduzem bem num control digital como o d-pad.

De conteúdo bónus podemos ver uma entrevista aos criadores de alguns destes clássicos

Para além da compilação em si, a Digital Eclipse teve o cuidado de elevar o nível de nostalgia desta compilação, ao incluir uma interessante cutscene de abertura e um menu de selecção de jogos que nos mostra a arcade cabinet de cada jogo. Para além disso temos um autêntico documentário dividido em seis capítulos que contam a história da Atari nesta época, com entrevistas aos criadores dos jogos desta compilação e não só. Muito interessante que só por si já vale a pena obter esta compilação.

D (PC)

Continuando pelos artigos bem rápidos, o jogo que vos trago cá agora é uma adaptação de um jogo que eu já analisei aqui, mas para a Sega Saturn, cujo artigo com mais detalhe pode ser lido aqui. O meu exemplar foi adquirido algures em Janeiro na feira da Vandoma no Porto, tendo-me custado 5€.

Jogo em formato big box completo com caixa, manuais e papelada

Basicamente este é o mesmo jogo que na Sega Saturn, com a vantagem de possuir cutscenes em maior resolução, tornando-o mais jogável. Isto se o conseguirem colocar a correr decentemente num PC moderno, claro está. As mecânicas de jogo são semelhantes, sendo este um jogo de Aventura gráfica point and click na primeira pessoa, com gráficos pré-renderizado e imensas cutscenes em full motion video, onde cada uma das nossas acções está representada por uma pequena cutscene. Daí a versão PC ter envelhecido melhor devido à qualidade do video ser superior. De resto está tudo igual, desde o voice acting muito mau e uma história que fazem a Jill Sandwich corar de inveja.

Nightbreed (ZX Spectrum)

Continuando pelas rapidinhas, hoje voltamos ao mítico ZX Spectrum, o microcomputador 8bit da Sinclair que levou vários países europeus ao rubro. Nightbreed foi um filme de terror do início da década de 90, realizado por Clive Barker, já conhecido autor e realizador de livros e filmes do género. E tal como muitos filmes da década de 80 e 90, a britânica Ocean Software acabou por garantir os direitos para uma conversão para videojogos, que foi lançada para variados sistemas na altura. O meu exemplar foi comprado algures no final do ano passado na Feira da Vandoma no Porto por 5€. É um jogo 100% original.

Jogo em caixa com manual

O jogo tenta seguir mais ou menos a história do filme, onde encarnamos no Aaron Boone, que viaja até ao mundo de Midian, onde monstros vivem e outros seres renegados pela humanidade vivem, os chamados Nightbreed. Eventualmente coisas acontecem e temos de salvar os Nightbreed para além da nossa namorada Lori que por sua vez foi raptada pelo psiquatra/serial killer Dr. Phillip Decker… bom, perdi-me aqui pelo meio, tenho mesmo de ver o filme.

Os cenários até que estão bem detalhados para o Spectrum. O problema está mesmo na falta de cor das sprites que nos screnshots dificulta as coisas

Na sua essência, este jogo é um sidescroller/plataformas, com um bocadinho de Metroid pelo meio visto que teremos de explorar o cenário e fazer algum backtracking, seja para procurar itens, falar com alguns NPCs e por aí fora. Temos um botão para saltar e um outro para atacar, o que pode ser um nadinha frustrante visto que o nosso ataque principal é um pontapé quando alguns dos nossos inimigos estão equipados com metralhadoras e não têm medo de as usar. O sistema de saúde/vidas é interessante. Inicialmente dispomos 3 vidas que são identificadas com 3 caras humanas no canto superior direito do ecrã. Cada vez que sofremos dano, uma das caras vai-se transformando em caveira e assim que estiver completamente transformada, é como se perdesse uma vida e o dano que vamos recebendo começa a deformar a cara seguinte. Entretanto por vezes lá vemos umas bolhas de ar a percorrer o ecrã e sempre que as tocamos, a nossa vida vai regenerando. Entretanto, se já tivermos uma ou mais caveiras completes, essas não podem ser regeneradas, são mesmo vidas perdidas.

Portanto este acaba por ser um jogo desafiante, na medida em que inicialmente não sabemos muito bem o que fazer nem como recuperar dano perdido (e vamos perder muita vida), e o combate nem sempre é satisfatório pelo curto alcance dos nossos pontapés. Por outro lado, a nível audiovisual, este é um jogo decente para um ZX Spectrum, com cenários bem detalhados, que mostram um submundo demoníaco e desolador. Sendo este um jogo que suporta o ZX Spectrum 128K e respectivas variantes, existem também algumas músicas que vamos poder ouvir aqui e ali. Só é chato que esteja constantemente a pedir para carregar no play, stop e rewind quando andamos a navegar de um lado para o outro no mapa.

Virtua Racing Deluxe (Sega 32X)

Continuando pelas rapidinhas, mas desta vez pela 32X, o jogo que cá vos trago hoje é mais uma das conversões do Virtua Racing, o clássico arcade da SEGA que estreou o sistema arcade MODEL 1, desenvolvido em conjunto com a Lockheed Martin. Para os padrões de 1992, era practicamente o estado da arte, pelo que conversões para consolas domésticas seriam muito desafiantes. A Mega Drive foi a primeira consola a receber uma conversão, sendo o único jogo da biblioteca desta consola que usa um chip auxiliar para o cálculo dos gráficos em 3D, o SVP. Com o desenvolvimento da 32X, acharam por bem lançar também uma outra conversão para esse novo add-on, que possui melhores capacidades para gráficos em 3D. O meu exemplar foi comprado algures em Janeiro por 16€.

Jogo completo com caixa, e manuais!

Virtua Racing Deluxe é mais que uma simples adaptação do clássico arcade. Para além dos 3 circuitos originais, esta conversão dá-nos mais 2 pistas para correr, bem como mais 2 tipos de carros diferentes. Se no original apenas conduzimos um carro de Formula 1, aqui temos também um Stock Car (tipo Daytona USA) e um carro protótipo, com design mais futurista. Os modos de jogo também são idênticos com a versão arcade, um versus para 2 jogadores e também um modo time attack onde o objectivo é mesmo fazer o melhor tempo possível. De resto as mecânicas de jogo são mesmo o mais arcade possível, com o objectivo primordial ser sempre o de ter tempo disponível para chegar ao checkpoint seguinte. Terminar a corrida em primeiro? Só quando formos bons!

Embora não pareça, esta versão está bem mais próxima do original!

No que diz respeito aos audiovisuais, esta é uma adaptação mais fiel do original visto que possui mais polígonos e uma maior fluidez nas corridas. Ainda assim, e como seria de esperar, não é tão visualmente impressionante quanto a versão arcade e alguns sacrifícios tiveram de ser feitos, como a detecção de colisões que é inexistente ao embater em objectos pequenos como árvores ou sinais de trânsito. As músicas são bastante agradáveis, o jogo está repleto de pequenas melodias que vão sendo tocadas sempre que passamos um checkpoint, o que é engraçado.

Portanto, apesar da 32X ser um acessório questionável, a verdade é que este Virtua Racing Deluxe cai que nem uma luva no sistema, e se a 32X tivesse sido melhor planeada, talvez a versão de Mega Drive nunca tenha sido necessária!

PGA Tour Golf III (Sega Mega Drive)

Mais uma rapidinha para a Mega Drive, o jogo que cá trago agora é nada mais nada menos que mais um de desporto da Electronic Arts, desta vez um simulador de Golf, o PGA Tour Golf III. Enquanto que jogos bem mais simples como Mario Golf até que são bastante divertidos, estes acabam por ser mais numa onda de simulação, logo só mesmo os fãs do desporto o irão realmente apreciar. O que não é o meu caso. O meu exemplar veio de uma loja no Porto por 5€, estando completo e em bom estado.

Jogo completo com caixa e manuais

Tal como já referido, este é um simulador de golf, permitindo-nos jogar em diversos modos de jogo, alguns com capacidade para até 4 jogadores. Alguns como o Practice, Driving Range ou Putting Green permitem-nos treinar as nossas habilidades, enquanto que os torneios já são mais a doer. Nos torneios normais, escolhemos um campo de golfe e teremos de completar os seus 18 buracos, ao longo de 4 jornadas, sendo que os jogadores mais fracos (os que necessitam de mais tacadas) vão sendo consecutivamente eliminados no final de cada jornada.

Graficamente é um jogo que tenta incluir alguns elementos 3D que melhor simulem o campo de golfe.

A jogabilidade é então bastante técnica, mesmo para uma Mega Drive. Por um lado temos aqueles medidores habituais que medem o poder da nossa tacada bem como a sua direcção, aquelas mecânicas de jogo que existem desde sempre. Mas por outro lado também temos de contar com factores como o vento, ou os diferentes tipos de tacos a usar, sendo que cada um é mais adequado para situações específicas, algo que eu sou mesmo clueless. Quando estamos próximo de algum buraco, podemos activar o grid mode, que mostra uma porção do mapa em 3D, para que melhor consigamos perceber qual o relevo do campo, e assim conseguir decidir no tipo de tacada, direcção e força a aplicar.

A nível audiovisual, este é um jogo interessante, na medida em que os gráficos vão sendo detalhados e possui alguns detalhes interessantes, como os comentários de outros jogadores de golf aos cursos de golf que vamos abordar, os replays em pseudo 3D que reproduzem automaticamente quando fazemos uma boa jogada e as músicas alegres que vão tocando entre cada ronda e nos menus.