Colecção de videojogos – alguns "rants" e análises
Autor: cyberquake
Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
Vamos agora a mais uma rapidinha, desta vez para a segunda parte da conversão do primeiro R-Type na PC-Engine. Sim, por algum motivo, quando a Hudson converteu este clássico das arcades para o seu sistema, decidiram dividi-lo em 2 lançamentos distintos, separados por breves meses entre si. Não se sabe bem o porquê desta decisão, mas especula-se que tenha sido para evitar maiores custos de produção de cartuchos de maior capacidade. O que é certo é que no ano seguinte, em 1989, quando sai o R-Type na Turbografx-16 nos Estados Unidos, o jogo acaba mesmo por sair completo, num cartucho de maior capacidade. O meu exemplar foi comprado algures em Outubro em bundle com vários outros jogos de PC-Engine numa loja japonesa. Este custou cerca de 20€, mais portes e alfândega.
Jogo com manual embutido na capa
Não tenho muito mais a afirmar do que o que já disse na minha análise à primeira parte desta conversão. Estamos então perante uma excelente conversão do ponto de vista técnico quando comparado ao lançamento original arcade. É no entanto bastante desafiante pois temos aqui os 4 últimos níveis e começamos sem nenhum dos power ups, pelo que será um início algo turbulento. No final do primeiro jogo fiquei com uma password, eu achava que poderia inserir essa password antes de começar a segunda parte e talvez herdar os power ups acumulados na primeira metade, mas não vi nenhuma opção de colocar uma password. Terminando o jogo, lá tive mais outra password e intrigado com isso lá pesquisei um pouco mais na internet. Então descobri que existe mesmo uma maneira de introduzir passwords, bastando pressionar o botão select, seguido do run no ecrã título. E sim, a password recebida no final da primeira metade permite-nos começar a segunda parte com os power ups acumulados, já a segunda palavra passe permite começar uma segunda run na primeira parte, presumo que com um nível de dificuldade maior. É um pouco estranho este sistema de passwords estar algo escondido, mas se calhar até vem no manual de instruções e eu não tenha reparado por estar inteiramente em japonês.
Começar o jogo neste inferno sem nenhum power up vai ser duro!
Portanto volto a afirmar, esta versão do R-Type para a PC-Engine é uma versão muito boa do ponto de vista técnico, só é pena o lançamento japonês estar dividido em duas metades, o que poderá induzir em erro quem estiver a começar a coleccionar para este sistema (o que foi o meu caso, confesso). Ainda assim, se procurarem bem, o conjunto das duas partes acaba por ser uma alternativa mais barata tanto à versão norte-americana que possui o jogo completo num só cartucho, como a versão lançada posteriormente para a PC-Engine CD, que inclui alguns extras como cutscenes e banda sonora em formato CD Audio.
Imediatamente após ter terminado o primeiro Batman da Telltale comecei a sua sequela, este The Enemy Within. É um jogo muito semelhante ao seu predecessor no que diz respeito a mecânicas de jogo, pelo que este artigo será uma rapidinha. Desta vez joguei-o no PC através do steam, pois não o tenho em formato físico noutra plataforma. O meu exemplar digital foi comprado nalgum bundle por uma bagatela, seguramente.
Ora estamos então perante mais um híbrido entre uma aventura gráfica, sequências de acção repletas de QTEs e uma narrativa madura e dramática a acompanhar toda a aventura. Nesta sequela voltamos a controlar o Batman/Bruce Wayne, que se verá envolvido com muitos outros vilões conhecidos daquele universo, como o Enigma, Freeze, Bane, Harley Quinn e claro, Joker. Todos esses vilões visitam Gotham por algum motivo e no seu encalço está também uma agência secreta governamental, também envolta em mistério e com objectivos algo dúbios. Pelo meio, como é habitual, vamos ter de responder a várias questões e tomar decisões que irão afectar o decorrer da história e as relações que as personagens à nossa volta vão ter connosco. Desta vez pareceu-me mesmo haverem consequências maiores para as opções que tomamos, com certos capítulos a tornarem-se muito diferentes mediante as nossas escolhas. Particularmente o último episódio, onde o Joker acaba por ter maior protagonismo.
Ao longo do jogo teremos de manter uma frágil relação com o Joker e que irá influenciar bastante o último capítulo
A nível técnico é um jogo que segue uma vez mais um grafismo algo próximo do cel shading, que resulta bem tendo em conta as origens de banda desenhada do Batman e seu universo. Felizmente nesta versão PC não tive nenhum dos problemas técnicos que tive quando joguei a prequela na PS4. A acção manteve-se fluída sem quebras de framerate de maior. Os glitches gráficos e audio também não existiram nesta versão. De resto, e tal como o primeiro jogo, após o renascimento das cinzas da Telltale, foram lançados DLCs das “shadow edition” para ambos os jogos do batman. Esses DLCs são essencialmente filtros gráficos que lhes dão um aspecto mais noir, com gráficos maioritariamente a preto e branco. Não seria DLC que compraria, para ser sincero. E mesmo esses DLCs terem sido incluídos no bundle que comprei, acabei por não os experimentar, pelo que não me posso alongar.
Como é habitual, vamos ter muitas cutscenes de luta onde teremos de passar por uns quantos QTEs
A aventura termina com uma grande opção que teríamos de tomar em relação ao futuro de Batman/Bruce Wayne o que me deixou intrigado sobre o que poderia acontecer numa eventual sequela, mas aparentemente não há planos para que isso aconteça. Ainda assim devo dizer que no geral gostei de ambos os jogos do Batman da Telltale, precisamente por possuírem uma narrativa mais madura. Pena pelos inúmeros problemas técnicos do primeiro jogo.
Vamos agora para uma rapidinha a mais um jogo da Telltale, nomeadamente esta primeira temporada do Batman. Tal como os outros jogos de aventura da Telltale, este Batman é mais um misto entre aventura gráfica e sequências de acção repletas de QTEs. Pelo meio vamos tendo também vários diálogos cujas escolhas que vamos tomando vão tendo algumas consequências na narrativa, nomeadamente as relações entre Batman/Bruce Wayne e as restantes personagens, bem como alguns eventos que se podem tornar algo diferentes. Tenho duas versões distintas deste jogo, a primeira é a versão PC (digital, Steam) que me veio parar às mãos certamente através de algum bundle por uma bagatela, já a segunda é a versão PS4 que comprei algures em Outubro na Amazon por pouco mais de 10€. Este artigo irá incidir na versão PS4.
Jogo com caixa
O jogo passa-se todo em Gotham City, onde, à medida que vamos avançando na história, Bruce Wayne vai ser o centro de todas as atenções da cidade, devido a certos crimes que aconteceram no passado e que envolvem a sua família. Paralelamente (e eventualmente veremos que não é uma coincidência), começam a haver uma série de crimes violentos perpretados por um grupo de mercenários, que mais tarde se vem a descobrir que pertencem aos Children of Arkham. Portanto, iremos ao longo de todo o jogo alternar entre Bruce Wayne e a sua persona de Batman para desvendar todos esses mistérios e confrontar uma série de vilões. Caras conhecidas como a Catwoman, Joker, Penguin ou o Two Face serão alguns dos vilões que iremos lidar.
Como é habitual nos jogos da Telltale, temos um tempo limitado para responder. Não responder também é válido e terá as suas consequências
Tal como referi acima, esta é mais uma mistura entre aventura gráfica, onde teremos de explorar cenários e investigar uma série de pistas, bem como teremos várias cutscenes de acção repletas de quick time events, onde teremos de pressionar rapidamente os botões ou combinações que vão surgindo pelo ecrã. Pelo meio teremos muitos diálogos onde teremos de responder a perguntas dentro de um tempo limite, e ocasionalmente tomar algumas decisões importantes, como escolher qual pessoa queremos salvar num determinado conflito. As respostas que damos e as decisões que escolhemos vão mudando as relações com quem nos rodeia e, no limite, poderão também influenciar parte da narrativa. Digo parte da narrativa pois tipicamente estes jogos da Telltale dão-nos uma falsa sensação de liberdade e independentemente das escolhas tomadas, há sempre uma certa ordem de acontecimentos chave que nunca mudam. Poderemos no entanto, ter de visitar diferentes cenários, e por conseguinte iremos presenciar/interagir em diferentes eventos, mediante algumas escolhas que fazemos. Sinceramente até que gostei da história, a narrativa é bastante madura.
As sequências de acção estão repletas de QTEs bem estilizados
A nível gráfico é um jogo que segue os mesmos visuais da série Walking Dead da Telltale, com os seus gráficos algo cel shaded e que sinceramente resultam bem, pois Batman surge precisamente de um contexto de banda desenhada. O voice acting é, como habitual nos jogos da Telltale, excelente e a banda sonora acompanha bem a narrativa, alternando entre temas mais atmosféricos ou mais épicos consoante o contexto. Para além disso, toda a acção é apresentada de uma forma algo cinemática e que também resulta bastante bem. Até aqui tudo bem, mas pelo menos na PS4 o jogo está repleto de problemas técnicos. Para além de quebras graves de framerate (o que já me tinha habituado nos jogos da Telltale na PS3), o jogo está repleto de glitches gráficos e problemas de audio. Em relação a estes últimos, por vezes há diálogos inaudíveis, mas que estão presentes nas legendas, outras vezes é ao contrário, ouvimos diálogos, mas nada é escrito nas legendas. Também me aconteceu por vezes a música ser interrompida abruptamente a meio de uma conversa e só retornar quando se muda de cena. No que diz respeito aos bugs gráficos, temos coisas como a imagem ficar desfocada do nada (e não me parece que seja propositado), conseguir ver o interior da cabeça do Bruce nalgumas cutscenes ou alguns problemas de renderização de certos efeitos especiais de luz/sombras e afins. Por exemplo, o mais gritante é o fumo dos cigarros do Gordon, que aparece sempre no ecrã como formas brancas opacas. Parece que fizeram recortes de uma folha de papel e colaram! Mas tal como referi acima, isto na versão PS4. No PC não sei se terá os mesmo problemas.
Ocasionalmente temos também de fazer algum trabalho de detective e analisar cenas de crme
Portanto devo dizer que, apesar dos problemas técnicos que acompanharam toda a aventura, pelo menos na versão PS4, até que gostei deste Batman. A sua narrativa madura agradou-me bastante, mas de certa forma compreendo o porquê da Telltale Games ter falido. A fórmula que usaram consistentemente ao longo de todos estes jogos acaba por se esgotar. E sinceramente, apesar de até gostar dos seus jogos, nunca conseguiria comprar uma destas aventuras a full price. E o facto da versão PS4 estar repleta de problemas técnicos também não ajudava. Mas depois da falência da Telltale em 2018 e o seu ressurgimento no ano seguinte (agora com outros patrões), foram lançados alguns DLCs adicionais para ambas as aventuras do Batman, as Shadow Edition. Estas aparentemente davam um look mais noir a ambos os jogos, mas sinceramente nem as experimentei. Poderia tê-lo feito na versão PC, cujo DLC já veio incluindo no bundle, mas não o fiz.
Vamos agora voltar à série Call of Duty para aquele que é, até ao momento em que estou a escrever isto, o último Call of Duty que tenho na colecção. Lançado originalmente em 2016 e produzido pelos veteranos da Infinity Ward, este é mais um Call of Duty que segue a veia futurista introduzida nos últimos jogos da série que haviam saído até então, nomeadamente o Advanced Warfare e Black Ops III. Tal como é habitual, este artigo irá-se focar unicamente no modo campanha, visto que nem sequer experimentei nenhum dos modos de jogo multiplayer. O meu exemplar foi comprado algures em 2018 numa Fnac em Paris, creio que me custou uns 10€.
Jogo com caixa, papelada e 6 DVDs. Não é por acaso que a maioria dos jogos que saíram para PC em formato físico passaram a ter apenas um código de download.
A história leva-nos então a um futuro bem mais distante, onde a raça humana começou verdadeiramente a exploração do seu sistema solar, ao instalar colónias e fábricas de extracção mineral em diversos planetas e luas. A civilização marciana estava bem avançada, de tal forma que os seus líderes se revoltam, constroem um grande exército e invadem a Terra, atacando a cidade de Genebra, na Suíça, no dia em que as forças militares terrestres tinham toda a sua frota espacial a sobrevoar a cidade numa parada militar. Ao longo do jogo iremos então combater as forças da SDF (Settlement Defense Force) ao longo de todo o sistema solar, seja em combate de infantaria, tanto em missões mais furtivas ou de combate directo, seja em autênticas dogfights a bordo de naves espaciais.
Tal como nos CoD anteriores, não vamos combater apenas soldados humanos, mas robots soldados também
A jogabilidade é o que devem esperar de um Call of Duty. Este é então um first person shooter bastante sólido nos seus controlos e mecânicas de jogo, onde vamos ter acesso a dezenas de armas de fogo, diferentes tipos de granadas e outros gadgets. Algumas das mecânicas introduzidas nos outros Call of Duty futuristas foram também aqui mantidas, como é o caso da possibilidade de fazer hacking a robôs inimigos, passando-os a controlar temporariamente, ou a possibilidade de activar boosters no nosso equipamento, permitindo-nos saltar mais alto, ou mesmo correr em paredes. Os combates em gravidade zero também regressam, assim como o gancho que nos permite alcançar superfícies distantes rapidamente, mas também atacar inimigos. Esperem por uma campanha com uma forte narrativa e repleta de reviravoltas, mas o que eu mais gostei foram mesmo os combates espaciais, a bordo de caças. Aqui teremos autênticas dogfights contra caças inimigos e naves bem maiores, que nos irão obrigar não só a gerir bem os recursos como armas de fogo e flares para nos defendermos de mísseis inimigos, mas também os after burners, para as perseguições a mais altas velocidades ou simplesmente para escapar de algum lock-on inimigo. Um outro detalhe que achei interessante é o facto de existirem múltiplas missões opcionais que poderemos completar, aumentando assim a longevidade da campanha, que me demorou quase 10h a completar.
Os combates com naves espaciais foram provavelmente os meus momentos preferidos
De resto, a série Call of Duty é mais conhecida por todas as suas componentes multiplayer, mas tal como referi acima, nem sequer as experimentei, pelo que não me vou alongar nesse tópico. Temos o habituais modos de jogo multiplayer competitivo e cooperativo, este sendo o já tradicional modo zombies que desta vez decorre algures nos anos 80 e com uns visuais muito psicadélicos e cartoon também. Pareceu-me bem divertido e humorado pelo gameplay que vi, mas acabei mesmo por não o experimentar.
Algumas das paisagens estão belíssimas
Do ponto de vista audiovisual este é um excelente título. Há uma grande variedade de cenários, não só a cidade de Genebra mas também todas instalações que iremos visitar ao longo de todo o sistema solar, que resultam num leque muito variado de paisagens. Para não mencionar toda a exploração espacial em si, não só nos combates em gravidade zero, mas também de todas as naves que iremos explorar, se bem que estas não diferem muito, naturalmente. Mas tudo está bem representado, com gráficos muito detalhados não só nas personagens como em todos os cenários. Efeitos de luz e partículas estão também impressionantes para a época! No que diz respeito ao voice acting e som no geral, este continua excelente como a série nos tem vindo a habituar. Aliás, no modo campanha a Activision voltou a recrutar várias caras conhecidas de Hollywood para representar várias das personagens principais, com o destaque a ir, claro, para Kit Harington como o vilão (you know nothing, Jon Snow).
Uma vez mais temos alguns actores conhecidos a dar a cara a uma série de personagens
Portanto devo dizer que até gostei bastante deste Infinite Warfare. Não fui um grande fã de campanha do Black Ops III, mas devo dizer que a Activision/Infinity Ward acabaram por se esmerar neste jogo. Gostei da campanha, a variedade de armas e equipamentos, que embora não seja tão grande quanto no Black Ops III, acabam por resumir bem algumas das habilidades mais úteis. Os combates espaciais foram outro dos aspectos que gostei bastante! Gostava que voltassem a revisitar esta série Infinite Warfare, visto que ainda haveria potencial para eventuais sequelas. Mas visto que foi um jogo que não vendeu tanto quanto os outros, não me parece que a Activision esteja para aí virada.
Vamos voltar à Super Nintendo para mais uma rapidinha a um videojogo de plataformas, desta vez para este Hook, uma de várias adaptações para videojogos do famoso filme de 1991 que estrelava Robin Williams no papel de Peter Pan, já adulto. Existem múltiplos jogos do Hook, espalhados por uma imensidão de plataformas. A Ocean ficou com os direitos de produzir adaptações para computadores, tendo lançado uma aventura gráfica e um jogo de acção/plataformas para o Commodore 64. A Irem produziu um beat ‘em up nas arcades que eu desconhecia por completo e por sua vez a Sony Imageworks publicou todos os videojogos lançados em consolas, com esta versão SNES a sair em primeiro lugar, algures em 1992. O meu exemplar foi comprado numa cash converters algures no passado mês de Outubro por cerca de 15€ se bem me recordo.
Cartucho solto
Creio que só vi o filme do Hook uma vez quando era mais novo, mas a cutscene de abertura faz um bom papel em relembrar-nos da premissa do jogo: Peter Pan depois das suas aventuras na Terra do Nunca acaba por voltar a casa, cresce, casa, tem filhos e acaba por se esquecer de tudo. O Capitão Gancho (Captain Hook) planeia no entanto a sua vingança, consegue visitar o mundo real e raptar Jack e Maggie, os filhos de Peter. Eis então que entra em cena a fada Sininho (Tinker), que leva Peter Pan de novo para a Terra do Nunca para que ele recupere as crianças e derrote o Captain Hook uma vez mais.
O primeiro nível acaba por ser uma espécie de tutorial, onde temos de provar que somos o Peter Pan, derrotar todos os pirralhos que por lá andam e recuperar a nossa espada
No que diz respeito a mecânicas de jogo, estas são muito simples, sendo este um jogo de acção/plataformas em 2D, onde um dos botões faciais da SNES serve para saltar e outro para atacar. Por vezes iremos encontrar a fada Tinker espalhada pelos níveis e quando nos posicionamos debaixo dela, iremos recarregar a barra de energia para voar. Nessa altura, ao clicar duplamente no botão de salto, poderemos voar livremente, com a tal barra de energia a decrescer enquanto voamos. O objectivo é o de ir atravessando uma série de níveis, defrontando inimigos, ultrapassando obstáculos e usar o poder de voo ocasionalmente. No final de cada nível temos tipicamente um confronto contra um boss. Ao longo do jogo iremos encontrar diversos itens que poderemos apanhar. As jóias, deixadas pelos inimigos derrotados, servem apenas para aumentar a nossa pontuação. Peças de fruta como cerejas ou maçãs regeneram parcialmente ou completamente a nossa barra de vida, enquanto que as folhas podem incrementar a nossa barra de vida de 2 pontos de vida para até um máximo de 4. Vidas extra também podem ser encontradas. Quando temos a nossa barra de vida no máximo, a espada de Peter dispara também um projéctil de energia, o que irá dar um jeitaço tremendo!
A Sininho e os seus pózinhos de perlimpimpim são o que nos permite voar
A nível audiovisual é um jogo simples, mas possui o seu charme. Iremos percorrer florestas, montanhas, cavernas e também os interiores do navio de Hook, com níveis bem coloridos, mas com um nível de detalhe algo inconsistente, com alguns níveis bem mais simples que outros. Não esperem por visuais tão cuidados como um Yoshi’s Island ou Megaman X, mas cumpre bem o seu papel, apesar que se as sprites fossem um nadinha maiores não me queixava. A música é também bastante agradável, com uma banda sonora muito sinfónica cujas músicas presumo eu que sejam adaptações da banda sonora do filme. Este tipo de som mais sinfónico é algo que a Super Nintendo faz muito bem!
No final de cada nível esperem por um boss, mas não esperem que sejam muito maiores que este
Portanto estamos aqui perante um jogo de plataformas bastante sólido, apesar de ser algo curto e não tão desafiante quanto isso. Ainda assim faz algumas coisas bem feitas, como a fluidez e os controlos dos voos do Peter Pan! Esta versão da SNES foi posteriormente convertida para os sistemas da Sega. A versão Mega Drive, para além de perder algum detalhe gráfico como as cores mais reduzidas, perde também um dos níveis, aparentemente. Já a versão Mega CD está intacta, possui voice acting, a banda sonora do filme e uma ou outra cutscene em FMV, pelo que será também uma versão a ter em conta. A Master System ia recebendo também uma conversão que acabou por ser cancelada, tendo saído apenas na Game Gear. Existem também versões para a NES e Gameboy, mas estas são aparentemente jogos distintos, tendo sido produzidos pela mesma equipa que fez a versão Commodore 64.