Hook (Super Nintendo)

Vamos voltar à Super Nintendo para mais uma rapidinha a um videojogo de plataformas, desta vez para este Hook, uma de várias adaptações para videojogos do famoso filme de 1991 que estrelava Robin Williams no papel de Peter Pan, já adulto. Existem múltiplos jogos do Hook, espalhados por uma imensidão de plataformas. A Ocean ficou com os direitos de produzir adaptações para computadores, tendo lançado uma aventura gráfica e um jogo de acção/plataformas para o Commodore 64. A Irem produziu um beat ‘em up nas arcades que eu desconhecia por completo e por sua vez a Sony Imageworks publicou todos os videojogos lançados em consolas, com esta versão SNES a sair em primeiro lugar, algures em 1992. O meu exemplar foi comprado numa cash converters algures no passado mês de Outubro por cerca de 15€ se bem me recordo.

Cartucho solto

Creio que só vi o filme do Hook uma vez quando era mais novo, mas a cutscene de abertura faz um bom papel em relembrar-nos da premissa do jogo: Peter Pan depois das suas aventuras na Terra do Nunca acaba por voltar a casa, cresce, casa, tem filhos e acaba por se esquecer de tudo. O Capitão Gancho (Captain Hook) planeia no entanto a sua vingança, consegue visitar o mundo real e raptar Jack e Maggie, os filhos de Peter. Eis então que entra em cena a fada Sininho (Tinker), que leva Peter Pan de novo para a Terra do Nunca para que ele recupere as crianças e derrote o Captain Hook uma vez mais.

O primeiro nível acaba por ser uma espécie de tutorial, onde temos de provar que somos o Peter Pan, derrotar todos os pirralhos que por lá andam e recuperar a nossa espada

No que diz respeito a mecânicas de jogo, estas são muito simples, sendo este um jogo de acção/plataformas em 2D, onde um dos botões faciais da SNES serve para saltar e outro para atacar. Por vezes iremos encontrar a fada Tinker espalhada pelos níveis e quando nos posicionamos debaixo dela, iremos recarregar a barra de energia para voar. Nessa altura, ao clicar duplamente no botão de salto, poderemos voar livremente, com a tal barra de energia a decrescer enquanto voamos. O objectivo é o de ir atravessando uma série de níveis, defrontando inimigos, ultrapassando obstáculos e usar o poder de voo ocasionalmente. No final de cada nível temos tipicamente um confronto contra um boss. Ao longo do jogo iremos encontrar diversos itens que poderemos apanhar. As jóias, deixadas pelos inimigos derrotados, servem apenas para aumentar a nossa pontuação. Peças de fruta como cerejas ou maçãs regeneram parcialmente ou completamente a nossa barra de vida, enquanto que as folhas podem incrementar a nossa barra de vida de 2 pontos de vida para até um máximo de 4. Vidas extra também podem ser encontradas. Quando temos a nossa barra de vida no máximo, a espada de Peter dispara também um projéctil de energia, o que irá dar um jeitaço tremendo!

A Sininho e os seus pózinhos de perlimpimpim são o que nos permite voar

A nível audiovisual é um jogo simples, mas possui o seu charme. Iremos percorrer florestas, montanhas, cavernas e também os interiores do navio de Hook, com níveis bem coloridos, mas com um nível de detalhe algo inconsistente, com alguns níveis bem mais simples que outros. Não esperem por visuais tão cuidados como um Yoshi’s Island ou Megaman X, mas cumpre bem o seu papel, apesar que se as sprites fossem um nadinha maiores não me queixava. A música é também bastante agradável, com uma banda sonora muito sinfónica cujas músicas presumo eu que sejam adaptações da banda sonora do filme. Este tipo de som mais sinfónico é algo que a Super Nintendo faz muito bem!

No final de cada nível esperem por um boss, mas não esperem que sejam muito maiores que este

Portanto estamos aqui perante um jogo de plataformas bastante sólido, apesar de ser algo curto e não tão desafiante quanto isso. Ainda assim faz algumas coisas bem feitas, como a fluidez e os controlos dos voos do Peter Pan! Esta versão da SNES foi posteriormente convertida para os sistemas da Sega. A versão Mega Drive, para além de perder algum detalhe gráfico como as cores mais reduzidas, perde também um dos níveis, aparentemente. Já a versão Mega CD está intacta, possui voice acting, a banda sonora do filme e uma ou outra cutscene em FMV, pelo que será também uma versão a ter em conta. A Master System ia recebendo também uma conversão que acabou por ser cancelada, tendo saído apenas na Game Gear. Existem também versões para a NES e Gameboy, mas estas são aparentemente jogos distintos, tendo sido produzidos pela mesma equipa que fez a versão Commodore 64.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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