Assassin’s Creed Rogue (Sony Playstation 3)

Este Assassin’s Creed Rogue representa um pico de popularidade para a saga. É que no mesmo ano a Ubisoft lança não um, mas sim dois Assassin’s Creed da série principal. E logo no mesmo dia! A ideia da Ubisoft foi lançar o Assassin’s Creed Unity para o PC e consolas da então nova geração (PS4 e Xbox One) mas, para as consolas da geração anterior, anunciaram quase de surpresa este Assassin’s Creed Rogue que também decorre no continente Norte-Americano, é um elo de ligação entre as histórias do AC IV, III e, parece-me, que também tem ligações directas com o próprio Unity. Pelo menos fiquei com essa impressão, visto que ainda não joguei o Unity. Entretanto a Ubisoft lança este jogo também para o PC no ano seguinte e em 2018 uma versão remasterizada para a PS4 e Xbox One. Eu fiquei-me pela versão PS3, que tenho a ideia de a ter comprado algures em 2016 a um preço muito convidativo.

Jogo com caixa, manual e papelada

Neste jogo encarnamos então no papel do assassino Shay Patrick Cormac, inicialmente no ano de 1752, algures na costa atlântica da América do Norte. À medida que vamos avançando na narrativa, certas coisas acontecem que levam Shay a revoltar-se com a sua ordem, pelo que passaremos a maior parte do jogo como um Templário e evitar que os Assassinos levem os seus planos avante. É engraçado que o evento que faz com que Shay mude de lado é um acontecimento negro da história portuguesa. Não querendo fazer grandes spoilers, digamos que experienciamos um conhecido dia de 1755 em Portugal. É uma pena que a presença de um Assassin’s Creed em solo nacional, pelo menos até este jogo, seja apenas essa pequena missão, mas gostei.

Neste Rogue temos 3 áreas distintas para explorar. O Atlântico Norte, já quase no árctico, a zona de River Valley, e a própria cidade de Nova Iorque

A nível de jogabilidade esperem por algo muito semelhante ao Assassin’s Creed IV Black Flag. Quer isto dizer que vamos controlar o nosso próprio navio e passar muito tempo a navegar, descobrir várias ilhas e terras que poderemos explorar, combates navais e inúmeros coleccionáveis para apanhar. Os combates marítimos estão muito semelhantes aos do Black Flag, embora agora temos também a possibilidade de ter o nosso navio albaroado e termos de nos defender de uma invasão inimiga. No solo, tal como já referi, esperem por muitas localizações a explorar e com muitos coleccionáveis e missões secundárias para completar, como desafios de caça, ataques a fortalezas inimigas, assaltos a depósitos de materiais entre outros. Uma das novidades são as Assassin Interception, onde teremos de proteger uma potencial vítima de ser assassinada por um grupo de Assassinos. Os edifícios que podemos renovar (e consequentemente receber uma renda) é algo que também marca o seu regresso e ainda bem, pois são uma ajuda muito importante nas nossas finanças. Este foi o primeiro Assassin’s Creed onde consegui nadar em dinheiro muito facilmente, sem ter grande necessidade de perder muito tempo em grinding. À medida que vamos fazendo todo o conteúdo opcional, acabaremos por ficar com dinheiro suficiente para comprar upgrades. As missões da frota naval estão também de volta e são também uma boa fonte de rendimento, embora as últimas missões apenas fiquem desbloqueadas após terminarmos a história principal.

Para além dos fortes marítimos, temos novamente as fortalezas em terra, agora lideradas por assassinos e que temos de libertar

Mas nem tudo foi positivo neste Assassin’s Creed Rogue. Em primeiro lugar, eu tinha jogado o Black Flag em Fevereiro/Março deste ano e joguei-o na PS4. Uma ou duas semanas depois de o terminar, comecei a jogar o Rogue na PS3 e rapidamente, ao fim de cerca de duas ou três horas de jogo encostei-o. Para além do óbvio downgrade gráfico, o que mais me atrapalhou foi que, no caso do Black Flag para a PS4, a Ubisoft trocou as funcionalidades dos triggers L1 e R1 para o L2 e R2. Aqui no Rogue, voltaram ao esquema mais tradicional, mas eu tinha ainda o meu cérebro completamente formatado para o Black Flag (e que sinceramente até achei mais intuitivo!) pelo que andava constantemente à luta com os próprios controlos. Depois de uma pausa de vários meses lá consegui voltar a habituar-me aos controlos novamente! O sistema de combate também foi ligeiramente modificado e agora ficou mais difícil (a meu ver) contra-atacar ou desarmar os nossos oponentes. Particularmente se estivermos rodeados de inimigos! Se contra-atacar um oponente, o Shay ainda demora a executá-lo, deixando-nos abertos a um ataque de um outro adversário. No entanto, a inclusão de novas armas, como as granadas, foi muito benvinda!

As batalhas navais estão também de regresso e, tal como no Black Flag, temos alguns navios lendários para abater se quisermos

A nível audiovisual eu diria que é um jogo competente para uma PS3, visto que é um jogo de mundo aberto e muitas vezes é necessário renderizar grandes paisagens ou, no caso das metrópoles, também têm de ser devidamente habitadas. E aqui nota-se bem algumas quebras de frame rate nalguns momentos, algo que já não estava tão habituado a ver no Black Flag da PS4. Acho que as maiores quebras de frame rate que tive foram quando invadia os grandes navios man ‘o wars. No deck haviam grandes batalhas entre NPCs e a PS3 estava com notórias dificuldades em processar todas essas acções. Mas tirando esse choque de ter jogado o Black Flag na PS4 e depois fazer o downgrade para a PS3 no Rogue, contem com um jogo bem detalhado, pelo menos ao nível do Assassin’s Creed III. No que diz respeito ao som, nada de especial a apontar à banda sonora que é tipicamente calma e atmosférica quando estamos simplesmente a explorar os cenários (e as canções cantadas pela tripulação do nosso navio estão de volta, algumas até são as mesmas das do Black Flag), mas também rapidamente se torna mais tensa ou épica quando as coisas aquecem e o momento assim o exige. O voice acting está bastante competente como tem sido habitual na série também.

Portanto, tirando um ou outro problema técnico (que creio que se resolveria se jogasse a versão PC ou a remastered na PS4/Xbox One), este Assassin’s Creed Rogue até que foi uma experiência bem positiva. Como foi lançado ao mesmo tempo do Unity, sempre fiquei com a ideia que este Rogue era uma tentativa de fazer um jogo à pressa para ganhar mais uns trocos. E se por um lado até que possa ter sido algo desse género, pois a nível de mecânicas não é um jogo tão diferente assim do Black Flag, a verdade é que até se revelou um jogo bem divertido e com uma boa narrativa que de facto une ali umas quantas pontas soltas entre o ACIII e Black Flag.

Super Bust-A-Move 2 (Sony Playstation 2)

Voltando à PS2 e a rapidinhas de jogos mais arcade, ficamos agora com o segundo Super Bust-A-Move da Taito que foi lançado para a Playstation 2 algures em 2002, embora não tenha recebido nenhuma conversão para outro sistema. Tal como o seu predecessor, mantém muitos das mecânicas de jogo que estaríamos à espera, adicionando no entanto alguns novos modos de jogo. O meu exemplar foi comprado algures em 2017 através de um particular, creio que me custou uns 5€.

Jogo com caixa, manual e papelada

Temos então o Story Mode, Battle Mode, 1P Puzzle Mode e o Edit Mode. Vamos começar pelo Battle Mode que pode ser jogado contra o CPU ou contra um amigo. E aqui a ideia é a de limpar a nossa área de jogo o mais rapidamente possível, se possível também com jogadas que façam muitas esferas coloridas “caírem” de forma a mandar “lixo” para o ecrã do nosso oponente. Aquele que ficar com o ecrã mais cheio, de tal forma que pelo menos uma esfere ultrapasse a sua área de jogo, perde o confronto. Um dos sub-modos de jogo que podemos escolher aqui introduz as Chain Reactions que consistem em, no caso das esferas que deixamos cair ao explodir um conjunto de 3 ou mais esferas da mesma cor e que as estavam a segurar, essas esferas transitam para junto de outras esferas da mesma cor, podendo causar as tais reacções em cadeia que nos conferem ainda mais pontos.

O modo battle permite-nos jogar contra o CPU ou contra um amigo. A personagem da direita está em maus lençís!

O 1P Puzzle mode é também muito similar ao introduzido no jogo anterior, onde depois de escolhermos que personagem queremos representar, vamos ter inúmeros desafios com ecrãs já previamente preenchidos de esferas coloridas e a ideia é limpar o ecrã no menor tempo possível. Também tal como no jogo anterior, existem vários caminhos alternativos que poderemos optar à medida que vamos avançando no jogo, com cada um desses caminhos a possuir puzzles diferentes. O Story Mode é, como o nome indica, um modo história onde escolhemos uma das várias personagens coloridas que o jogo nos apresenta e teremos de escalar uma torre de 5 andares, na esperança de encontrar um tesouro valioso no cimo da torre. Independentemente da personagem escolhida, a história é extremamente simples. Em cada um dos pisos da torre iremos encontrar vários desafios que tanto podem ser partidas de Puzzle Bobble normais, duelos contra o CPU ou até uma partida de “Endless Puzzle”, onde vão estando constantemente a surgir novas esferas coloridas no topo do ecrã. Por fim temos também o Edit Mode, onde poderíamos criar os nossos puzzles, mas confesso que não perdi tempo aí. De resto convém também referir que este jogo inclui também todas aquelas esferas e blocos especiais para ter em conta, como as esferas com uma chama que explodem as esferas coloridas à sua volta, esferas arco-íris que assumem a cor da explosão de um conjunto de esferas que explode à sua volta, entre muitos outros diferentes tipos que teremos de ter em conta.

Temos de ter em atenção ao que fazem as esferas e blocos especiais. Por exemplo, estas que têm setas fazem deslocar o nosso canhão horizontalmente

Já no que diz respeito aos audiovisuais, estamos aqui perante um jogo muito colorido, mas também muito simples. E nem esperaria que fosse de outra forma! O modo de história tem algumas cutscenes, mas essas são extremamente simples. E o voice acting, sinceramente também achei muito mau. Mas tirando esses momentos cringe, esperem por músicas agradáveis e gráficos simples, cute e coloridos.

Portanto este Super Puzzle Bobble é mais uma alternativa a quem procura um jogo puzzle que seja bastante divertido, mas também desafiante, especialmente se jogado sozinho. Alguns desafios vão-nos dar algumas dores de cabeça e teremos mesmo de aprender a usar as esferas especiais em nosso proveito! Mas para quem gostar de jogar este tipo de jogos de forma mais casual, ou então contra amigos, se já tiverem o primeiro Super Puzzle Bobble da PS2 então não estão a perder muito.

Assassin’s Creed IV: Black Flag (Sony Playstation 4)

Lançado em 2013, Assassin’s Creed IV mantém o seu foco no território norte-americano, mas desta vez uns bons anos antes das aventuras de Connor no Assassin’s Creed III, até porque controlamos nada mais nada menos que Edward Kenway, seu avô. E com as batalhas navais introduzidas no seu antecessor até tiveram sucesso, a Ubisoft decide dedicar esta aventura precisamente aos piratas nos mares das Caraíbas. Foi um jogo lançado numa altura de transição de gerações de consolas, com versões para as consolas principais de ambas as gerações. Originalmente até tinha comprado a versão PS3, mas acabei mais tarde por trocar por uma versão PS4, já não me recordo quando nem onde, mas foi certamente barata.

Jogo com caixa, manual (o que é raro num jogo PS4!) e papelada

Este Assassin’s Creed começa de uma forma algo diferente, pois Edward Kenway era mesmo um mero pirata e que, em busca de lucro fácil, acaba por envolver numa conspiração dos Templários e que, inedvertidamente acaba por enfraquecer a posição dos Assassinos da região. Eventualmente Edward consegue também o seu próprio barco, faz amizades com outros capitães piratas notáveis e começa também, aos poucos, a colaborar com a ordem dos Assassinos locais. Em paralelo há também uma trama a decorrer no presente, onde controlamos um funcionário da Abstergo que navega pelo Animus para explorar não as memórias dos seus antepassados, mas sim as memórias de uma certa personagem também muito importante naquele universo. Teoricamente a Abstergo (Entertainment) está a explorar essas memórias para criar filmes ou diversões de realidade virtual sobre aventuras de piratas, mas na verdade o que lhes interessa são informações cruciais de artefactos da tal primeira Civilização.

Havana é uma das várias cidades que iremos explorar

A nível de controlos, os mesmos foram ligeiramente modificados, a meu ver para melhor, no que diz respeito ao combate corpo-a-corpo, armas de fogo e o habitual parkour. As habilidades estão todas lá na mesma, mas simplificaram ligeiramente alguns dos seus controlos. O que gostei mais é o facto do sistema de notoriedade (nas cidades) ter sido eliminado. Agora podemos fazer asneiras quanto baste que para a nossa notoriedade baixar já não temos de andar a subornar pessoas ou rasgar cartazes de criminosos procurados, mas sim basta sairmos de cena, procurar um local isolado e esperar algum tempo até ficarmos completamente anónimos de novo. Já nas batalhas navais, que estão mais uma vez de regresso (ou não fosse este um jogo dedicado a piratas), quantos mais navios atacarmos, maior será a nossa notoriedade e, sendo esta suficientemente elevada, iremos também atrair navios de caçadores de piratas. Mas felizmente essa notoriodade também é fácil de ser reduzida.

Espalhados pelos oceanos podemos também encontrar náufragos que podemos adicionar à nossa tripulação ou carga perdida

De resto esperem pelas habituais mecânicas de um Assassin’s Creed, sendo este um jogo de mundo aberto, esperem por vários coleccionáveis para apanhar e missões secundárias para cumprir. A grande diferença está mesmo na sua magnitude, pois vamos ter algumas pequenas cidades para explorar, mas muitas outras ilhas desertas e localizações de interesse ao longo dos oceanos. Portanto, para quem quiser fazer todas as sidequests e apanhar todos os coleccionáveis, têm aqui muitas horas de jogo pela frente. O sistema de caça e crafting marca cá uma vez mais a sua presença, agora com a possibilidade também de caçarmos tubarões ou baleias em alto mar, mas não há um foco tão grande na caça como no jogo anterior. O que está também de volta é todo o sistema de trading que podemos gerir, ao criar uma frota de navios e levá-los em várias rotas comerciais, algo muito útil para fazer dinheiro extra, até porque todos os upgrades que podemos comprar para o Edward Kenway, a sua residência, ou mesmo o seu barco Jackdaw custam dinheiro e/ou outros recursos como madeira ou metais que teremos de obter ao assaltar outros navios. De todo este conteúdo opcional, o que não gostei nada foram as missões de exploração subaquática. Os controlos não são de todos os melhores os mares estão repletos de perigos como tubarões, medusas ou moreias, para além de estarmos constantemente pressionados pela falta de ar.

Sendo um jogo baseado em aventuras piratas, não podiam faltar mapas de tesouros escondidos!

A nível gráfico é um jogo que sofre por estar ali numa transição de gerações. Mesmo jogando-o numa Playstation 4, o salto gráfico não é ainda tão considerável assim, quando comparado com uma versão PS3 ou Xbox 360. Ainda assim é bastante competente e gostei bastante de explorar as Caraíbas. O jogo possui um sistema de meteorologia dinâmica e num minuto podemos estar a navegar em oceanos calmos, como noutro já podemos estar rodeados de tufões e ondas gigantes. E quando temos de enfrentar armadas e/ou fortes inimigos nestas condições? Gostei bastante! De resto, o voice acting é bastante competente e apesar de, na maior parte do jogo iremos enfrentar forças espanholas ou inglesas, há um certo ponto na história onde iremos enfrentar uma armada portuguesa. E apesar dos actores portugueses não terem sido propriamente os melhores, é agradável ouvi-los a falar uns com os outros em português de Portugal. Ou mesmo quando os combatemos, ouvir um “anda cá otário!” é delicioso.

O combate continua brutal como sempre!

Portanto o meu balanço para este Assassin’s Creed IV Black Flag acaba por ser bastante positivo no final. Gostei da forma como a personagem Edward Kenway vai evoluindo com o tempo e é um jogo que nos apresenta de facto imensas coisas para fazer em paralelo à história principal. E navegar pelos mares das Caraíbas, descobrir ilhas desertas, ou simplesmente atacar navios aleatórios que se atravessavam no nosso caminho, foi de facto uma experiência muito agradável. Mas confesso que, perto do fim, já me estava a cansar um pouco. A minha ideia era pegar no Assassin’s Creed Rogue logo de seguida, mas acho que lhe vou dar um ou dois meses de intervalo.

Street Racer (Sega Mega Drive)

O Street Racer é um interessante jogo de corridas ao estilo Mario Kart que acabou por sair para uma série de diferentes sistemas, alguns de gerações distintas. Já cá trouxe a versão Sega Saturn no passado que, apesar de ser muito similar à versão Playstation, é dos poucos exemplos de jogos multiplataformas 3D em que a versão Saturn acabou por levar a melhor por incluir mais alguns detalhes gráficos não existentes na versão PS1. As versões para as consolas 16bit por outro lado são bastante diferentes entre si, com a versão SNES a usar o seu típico mode 7, enquanto que a versão Mega Drive, apesar de ser mais tradicional nesse aspecto, não deixa de até ter a sua graça do ponto de vista técnico. Mas já lá vamos. O meu exemplar foi comprado a um amigo algures em Julho deste ano, tendo-me custado uns 5€ creio.

Jogo com caixa e manual

Este Street Racer dispõe de vários modos de jogo, a começar pelo Practice que nos permite treinar com os carros de diferentes personagens ao longo de vários circuitos, bem como treinar em dois modos de jogo especiais: o Rumble e Soccer que detalharei mais à frente. O modo campeonato é o principal modo de jogo single player onde, como o nome indica, iremos participar num campeonato de diversos circuitos e vamos ganhando pontos mediante a posição em que terminamos a corrida. No fim do campeonato quem tiver mais pontos ganha e temos 3 níveis de dificuldade a experimentar, todos com circuitos diferentes e uma inteligência artificial cada vez mais agressiva. O modo head to head é o principal modo de jogo para o multiplayer que pode ser jogado até 4 jogadores em simultâneo e suporta corridas, rumble e soccer. Estes últimos são modos de jogo distintos que também podem ser jogados sozinhos. O rumble coloca-nos a correr num circuito circular, onde o objectivo é o de atirar os inimigos para fora da pista e tentar a todo o custo sobreviver e não sermos nós os atirados borda fora. O soccer, como o nome indica é uma adaptação de futebol onde a ideia é apanhar a bola num campo de futebol e levá-la até à baliza, marcando o máximo de golos possível. O problema é que este é um modo de jogo bastante caótico visto que são todos contra todos, então teremos 8 carros em simultâneo no ecrã, todos à pancada e a tentar roubar a bola entre si e em seguida marcar.

Sair fora da pista? Sim vai acontecer muitas vezes

Mas vamos voltar às corridas normais que é sem dúvida o principal modo de jogo. Este é então um jogo de corridas inspirado no Mario Kart onde cada personagem possui o seu kart com características distintas e ao longo do jogo, para além de podermos saltar, agredir os oponentes com socos, também teremos uma série de power ups para apanhar ou evitar. Alguns, como as estrelas, poderão dar-nos pontos extra no final de cada corrida, outros como minas ou bombas explodem e custam-nos alguns segundos preciosos. Se bem que as bombas têm um timer para explodir e podem ser passadas aos veículos adversários! Outros power ups podem-nos regenerar a barra de vida do carro ou dar turbos. De resto, todas as personagens têm também ataques especiais que são distintos entre si.

No final de cada corrida são também atribuidos alguns pontos de bónus a quem fizer a volta mais rápida, a quem apanhou mais estrelas ou a quem distribuiu mais porrada

Até aqui tudo bem, mas o jogo infelizmente tem uma série de problemas, a começar pelos seus controlos que não são os melhores. O botão B serve para acelerar, já o botão C serve para activar os turbos. O botão direccional serve para virar o carro se pressionarmos para a esquerda ou direita, mas serve também para travar (baixo) ou saltar (cima). Para despoletar os diferentes ataques temos sempre de usar combinações de botões. Para dar socos para a esquerda ou direita temos de pressionar os botões A e B em simultâneo, ou B e C respectivamente. Já para os ataques especiais (side attack e front attack) temos de pressionar o botão A mais baixo ou cima respectivamente. Ou seja, temos bem mais funcionalidades do que botões num comando standard da Mega Drive e, mesmo com o jogo a suportar comandos de 6 botões, o seu mapeamento poderia e deveria ser melhor, pois nem assim evitamos combinações de botões para certas acções. Ora e depois de nos habituarmos aos controlos temos o problema das corridas. É muito fácil o nosso carro sair fora da pista em curvas apertadas pelo que teremos de desacelerar sempre, enquanto os nossos oponentes parecem não sofrer do mesmo mal. E depois em curvas apertadas a câmara do jogo não acompanha bem a curva, pelo que vamos acabar por ter algumas surpresas desagradáveis como bombas ou minas que não vamos conseguir evitar. No primeiro nível de dificuldade do campeonato isto até acaba por não causar muitos transtornos pois uns turbos bem colocados levam-nos de volta para a luta nos lugares cimeiros, mas à medida que vamos avançando no jogo a IA começa a ficar cada vez mais agressiva nos campeonatos seguintes e estes segundos que perdemos serão mesmo fundamentais.

Os modos de jogo adicionais são benvindos, mas pena este Soccer ser tão caótico!

De resto, a nível audiovisual sinceramente até gosto deste Street Racer. Todos os oponentes são bastante distintos entre si e são todas personagens algo carismáticas. Os carros possuem animações mesmo típicas de desenhos animados e os circuitos vão tendo sempre diferentes backgrounds, relacionados com cada uma das personagens. Por exemplo, as pistas da Surf Girl são sempre nas praias de Sidney, enquanto que as do Frankenstein são na Transilvânia. É também interessante a forma como implementaram os circuitos propriamente ditos, parece quase mode 7! De resto as músicas são também bastante agradáveis.

Portanto este Street Racer é um jogo interessante mas que acaba por ser prejudicado pelos seus controlos desnecessariamente complicados para um jogo de kart racing. O facto das curvas serem muito traiçoeiras por esconderem obstáculos também não é um ponto a seu favor, o que é pena pois do ponto de vista audiovisual até é um jogo bem competente. A ver um dia como se safou a versão SNES!

F1 Pole Position 2 (Super Nintendo)

Desde cedo que a nipónica Human Entertainment nos trouxe vários jogos de Formula 1, sendo que a sua série Human Grand Prix, conhecida por cá como F1 Pole Position, é sem dúvida a mais popular. Conhecida como Human Grand Prix no Japão, nem todos os seus jogos chegaram a sair no ocidente. Este F1 Pole Position 2 acabou por não sair nos Estados Unidos, tendo sido publicado na Europa por intermédio da UbiSoft. O meu exemplar foi comprado na cash converters algures durante o mês de Dezembro por cerca de 8€ se bem me recordo.

Cartucho solto

Dispomos de vários modos de jogo desde uma corrida de treino ou o modo Battle onde concorremos contra um oponente humano ou controlado pelo CPU. Mas o modo de jogo principal é, claro, o World Grand Prix, onde iremos participar na temporada de 1993-1994, com todos os circuitos, fabricantes e pilotos que participaram nessa temporada, excepto o saudoso Ayrton Senna que, devido ao seu trágico acidente que lhe tirou a vida em San Marino, acabou por ser substituído por Mika Hakkinen. Mas o jogo tem uma grande oferta de customização, a começar pelos próprios pilotos que podem ser editados, bem como os seus contratos alocados a outros fabricantes. Por exemplo, podemos colocar o Schumacher já a concorrer pela Ferrari, enquanto que nessa temporada ainda estava pela Benetton.

As opções de customização são surpreendentemente vastas!

Antes de cada corrida, como é habitual poderemos optar por correr algumas voltas de treino, a qualificação e por fim a corrida. Antes disso podemos no entanto customizar imensos aspectos no carro. Mediante o grau de dificuldade escolhido, o número de voltas e desgaste do carro, poderemos ter de ser chamados para ir à box, seja para trocar pneus, a suspensão, entre outras peças que podem ter desgaste durante as corridas. De resto, é lutar para chegar nos lugares cimeiros e garantir a melhor classificação possível no final da temporada.

A parte superior do ecrã pode ser alternada entre informação da corrida ou espelhos retrovisores

Passando para os audiovisuais, acho este um jogo interessante. Possui boas músicas, que apenas tocam nos menus, cutscenes e ecrã título, pois durante as corridas em si apenas ouvimos o ruído dos motores dos carros. Mas na parte gráfica, vamos começar pelas corridas. O jogo utiliza o mode 7 para desenhar os circuitos, tal como Super Mario Kart ou F-Zero o fizeram. Acredito que na altura isto até fosse algo visualmente atractivo, mas sinceramente nunca gostei muito do mode 7 utilizado desta forma, pois os circuitos ficam completamente planos, sem grande detalhe nas pistas. De resto, durante as corridas temos uma série de indicadores visuais interessantes, incluindo o estado do carro e do desgaste das suas peças. Fora das corridas, no entanto, é aí que o jogo vai apresentar detalhes bem mais surpreendentes. Ocasionalmente temos algumas cutscenes com animações e o detalhe mais interessante vai mesmo para as celebrações do pódio, cujos pilotos apresentam caras muito semelhantes às suas caras reais.

O pódio possui representações algo fiéis dos pilotos reais

Portanto este F1 Pole Position 2 até me parece uma boa alternativa para quem gostar do género, pelo menos na Super Nintendo. Possui imensas opções e customizações que irão agradar a quem preferir uma jogabilidade mais voltada para a simulação (o que não é de todo o meu caso), mas os gráficos mode 7 sinceramente deixam-me um pouco de pé atrás.