Gunstar Future Heroes (Nintendo Game Boy Advance)

A Treasure (fundada por antigos funcionários da Konami) foi um dos estúdios japoneses mais criativos, particularmente durante os anos 90 onde produziram alguns dos melhores jogos de acção da geração 16-bit e não só. Nessa época a Treasure era também conhecida por não produzir nenhuma sequela de nenhum dos seus jogos, por muito bem sucedidos ou bem recebidos pela crítica e/ou público. Essa tradição quebrou-se algures nos anos 2004/2005 na Game Boy Advance, que recebe também duas sequelas de clássicos da Treasure: Advanced Guardian Heroes, e este Gunstar Future Heroes, sequela do fantástico Gunstar Heroes da Mega Drive. O meu exemplar foi comprado em lote a um particular italiano, tendo este exemplar custado uns 45€. Estava selado!

Jogo com caixa, manual e papelada

A história leva-nos alguns anos após os acontecimentos do primeiro jogo, onde depois dos Gunstar Heroes terem derrotado o Destructor, um poderoso vilão com uma base na Lua, a grande explosão faz com que 4 luas adicionais sejam criadas, sendo estas alvo de investigação por uma série de cientistas durante anos. Eventualmente uma quinta lua surge em acção, mas esta representa mesmo más notícias, pois é na verdade um satélite gigante criado por forças do Império que planeiam uma vez mais causar o terror no planeta e ressuscitar o tal Destructor. Claro que os novos Gunstar Super Heroes são chamados a intervir!

Graficamente este é um jogo repleto de excelentes efeitos gráficos e animações

Começamos por decidir que personagem queremos controlar, Red ou Blue. Ambas as personagens controlam-se da mesma forma, embora cada uma tenha uma arma e um super exclusivos. Infelizmente a variedade de armas é bem menor que no predecessor da Mega Drive, assim como a possibilidade de as combinar umas com as outras. O jogo possui no entanto um complexo sistema de controlos que exigirá alguma práctica para o dominar. Os botões faciais servem para saltar ou disparar, enquanto o L para alternar entre a arma a usar. No entanto, poderemos carregar em múltiplas combinações de botões para desencadear diversos golpes melee, slide, saltitar entre paredes ou pendurarmo-nos numa plataforma. Tal como o original da Mega Drive no entanto este é um jogo de acção bastante intenso e o jogo oferece-nos também alguns controlos mais avançados para melhor gerirmos o movimento e os disparos. Por exemplo, é possível fixarmo-nos no chão e disparar em todas as direcções, assim como fixarmos uma direcção de disparo e nos podermos mover em qualquer direcção. O jogo oferece-nos então diversos sistemas de controlo distintos para todas estas acções, cujos podem ser definidos no ecrã das opções.

Quaisquer semelhanças com níveis do primeiro jogo não são uma mera coincidência

Após um nível introducional somos então convidados a explorar cada uma daquelas 4 luas sendo que, tal como na prequela os poderemos explorar em qualquer ordem. Uma vez completados esses 4 níveis desbloqueamos o conjunto de níveis finais que deverão ser jogados numa sequência própria. E à medida que vão jogando este Gunstar Future Heroes vão-se aperceber de várias situações que nos remetem para o jogo original, com muitos bosses e situações semelhantes às que vivemos no clássico da Mega Drive. Lutar contra robots gigantes ao longo de um complexo sistema de túneis? Sim. Lutar a bordo de uma nave pilotada por um nosso colega? Também. Um nível em que temos de atravessar uma espécie de jogo de tabuleiro? Sim, também está cá. Nos últimos níveis vemos um ecrã gigante com todos os com quem bosses que teremos de lutar novamente a olhar para o que estamos a fazer? Claro que sim! Ocasionalmente até temos alguns níveis com mecânicas de jogo completamente distintas como os baseados em shmups!

Combates intensos em túneis contra um boss que muda várias vezes de forma? Sim, também temos disso cá.

Visualmente é um jogo muito colorido e com um excelente nível de detalhe, ao nível do melhor que a geração 16bit alguma vez produziu. Bonitos efeitos de parallax scrolling, Bosses gigantes compostos por várias sprites, boas animações, bonitos efeitos de rotação e scaling, por vezes até algo semelhantes aos do mode 7 da Super Nintendo. Há sempre explosões, inimigos e projécteis por todo o lado e o jogo sempre com uma boa performance! A acompanhar os excelentes gráficos está também uma banda sonora bastante enérgica. Entre níveis vamos tendo também uma série de cutscenes anime (e aqui confesso que já não gosto tanto da arte aqui usada), mas o que vemos enquanto jogamos mesmo já é bem mais próximo do material original. Os efeitos sonoros são OK e ocasionalmente temos também direito a pequenas vozes digitalizadas com uma óptima qualidade.

Portanto este Gunstar Future Heroes é um dos melhores jogos de acção que existem no catálogo da Game Boy Advance, pelo menos garantidamente um dos melhores títulos originais (não ports ou remakes) dentro do género na portátil. É verdade que parte da dificuldade foi modificada (existem menos variedades de armas e a possibilidade de as combinar), mas ainda assim é um jogo com uma boa longevidade: isto porque apesar de a história ser a mesma, os diálogos são distintos mediante a personagem que escolhemos e, para chegar ao final verdadeiro teremos de o terminar em Hard, o que é um desafio bastante considerável. Para além disso, a história vai sendo também diferente entre os diversos níveis de dificuldade (easy, normal e hard) embora a narrativa não seja de todo o ponto forte do jogo. Mas como um jogo de acção é excelente.

Dynamite Headdy (Sega Game Gear)

Continuando pelas rapidinhas na Game Gear, o jogo que cá trago hoje é a segunda (e última) conversão que a Treasure alguma vez lançou para sistemas 8 bit, neste caso a Game Gear. Dynamite Headdy foi um interessante e frenético jogo de acção lançado originalmente na Mega Drive, com um foco bem maior no platforming quando comparado com outros jogos contemporâneos da Treasure, como o Gunstar Heroes ou Alien Soldier. O meu exemplar foi comprado a um colega meu por 5€ algures no mês passado.

Jogo completo com caixa e manual

Infelizmente esta acaba por ser uma conversão que tenta ser o mais fiel possível ao original, mas a Game Gear simplesmente não consegue dar o mesmo tipo de performance que a Mega Drive. É de louvar o esforço da Treasure, pois o jogo está muito bonito para uma consola 8bit, mas os níveis foram bastante simplificados, assim como os seus bosses.

Na sua essência, o jogo herda as mesmas mecãnicas do original, na medida em que Headdy é uma marioneta com uma cabeça descartável, que pode sair disparada do seu corpo, não só para atacar os inimigos, mas tal como Ristar, para se agarrar nalguns objectos e assim ajudar no platforming. Temos uma série de power ups que substituem temporariamente a cabeça normal do Headdy por uma outra com diferentes habilidades, tais como um martelo que é capaz de causar mais dano, outros que nos aumentam a agilidade, dão invencibilidade temporária, etc.

Este é possivelmente um dos jogos mais coloridos que a Game Gear tem na sua biblioteca

Graficamente é um jogo bastante colorido e bem detalhado tendo em conta que corre numa consola portátil com uma baixa resolução. A Treasure tentou manter o mesmo feeling do original, ao tentar apresentar o jogo como se um espectáculo de teatro se tratasse, até porque em cada nível temos umas cortinas a abrir e nalguns outros níveis os cenários notam-se bem que tentam imitar cenários de teatro. Apesar de ser um jogo bonito para a Game Gear, alguns bosses estão inclusivamente muito bem detalhados para uma consola 8bit, tiveram de cortar muita coisa da versão Mega Drive (expectável), e infelizmente não é um jogo tão fluído quanto o original. As músicas também não são tão boas, mas isso também seria de certa forma expectável.

Apesar de mais simples e curtos, os níveis mantiveram os mesmos níveis de bizarro

Portanto este Dynamite Headdy não é um mau jogo de todo, até acho que no geral foi um óptimo esforço pela Treasure em converter o mesmo para um sistema tecnicamente muito mais modesto. Mas não deixa de ser uma conversão do Dynamite Headdy de 16 bit e não um jogo novo adaptado à realidade da Game Gear, pelo que assim a versão Mega Drive acaba sempre por ser superior, tornando esta obsoleta à nascença. Existe também, embora exclusivamente no Brasil, uma conversão para a Master System por intermédio da Tectoy, pelo pouco que vi pareceu-me idêntica, embora corra numa resolução maior, e a nível de cores não é tão boa.

Silpheed: The Lost Planet (Sony Playstation 2)

Continuando pelas rapidinhas, deixo-vos com a sequela de um dos meus videojogos preferidos da Mega CD, o Silpheed. Produzido originalmente pela Game Arts, era um interessante shmup espacial que possuia um grafismo original, misturando gráficos poligonais, com backgrounds em full motion video. Muitos anos passaram até finalmente termos direito a uma sequela, produzida pela Treasure, nome que deveria dispensar apresentações a todos os fãs de jogos de acção. O meu exemplar foi comprado algures no mês de Setembro numa das CeX do norte do país, tendo-me custado 6€.

Jogo com caixa e manual

A história segue o cliché do costume, com a humanidade a ser atacada em força com uma civilização alienígena e cabe-nos a nós salvar o planeta e enfrentar um exército inteiro sozinhos, a bordo de uma poderosa nave espacial. No que diz respeito à jogabilidade, o jogo herda alguns dos conceitos base da sua prequela. Inicialmente dispomos apenas de 2 canhões simples como arma, mas à medida que vamos progredindo no jogo e pontuando, poderemos ir desbloqueando várias novas armas. Tal como no seu predecessor, estas armas podem ser equipadas (e disparadas!) de forma independente no lado esquerdo ou direito da nave. Geralmente até as podemos trocar a meio do nível, visto que temos sempre uma nave de reabastecimento que nos visita, regenerando os nossos escudos e permitindo-nos trocar de arma também. E se por um lado isto deixa-nos com várias combinações distintas de armas que podemos equipar, por outro lado sinto também a falta das bombas especiais que limpam todos os inimigos do ecrã em simultâneo.

Tal como no seu predecessor poderemos desbloquear novas armas e equipá-las de forma independente no lado esquerdo e direito da nave

A nível audiovisual este jogo é um festim. É verdade que o jogo foi produzido ainda no início de vida da Playstation 2, mas mesmo assim contem com bons gráficos poligonais, onde visitaremos diferentes ambientes, desde o espaço e gigantescas batalhas espaciais, até às ruínas do nosso planeta, bem como o estranho mundo alienígena e a sua biotecnologia. Também vamos sendo presenteados com belas cutscenes em CG entre cada nível, o que mostram que os seus níveis de produção vão além de um mero jogo arcade. As músicas vão alternando entre o rock, a electrónica e até um pouco de música orquestral para aqueles momentos mais épicos. Também vamos tendo algumas narrações e conversas de rádio que vamos ouvindo ao longo dos níveis, mas estas já não são nada de especial, embora sirvam para dar um pouco mais de vida ao jogo.

Os inimigos são um híbrido de matéria orgânica e tecnologia

Portanto, este Silpheed é um interessante shmup para quem gostou do original e para quem for fã do género. Não é no entanto um dos jogos mais originais ou mesmo exigentes, visto que perdeu algumas das mecânicas de jogo da sua prequela, mas ainda assim não deixa de ser um jogo bem competente.

Dynamite Headdy (Sega Mega Drive)

Dynamite HeaddyDe todos os jogos da excelente Treasure, este é porventura aquele mais comum de se encontrar por estas bandas. E não deixa de ser um óptimo jogo, repleto de acção e algumas bizarrices tipicamente japonesas, bem como eu gosto. O protagonista é o Headdy, uma marioneta cuja habilidade é a capacidade de trocar de cabeça, com cada cabeça a servir de power up distinto. É um jogo excelente e desafiante quanto baste! O meu exemplar foi comprado há uns meses atrás num bundle de vários jogos de Mega Drive, tendo-me ficado por cerca de 5€.

Dynamite Headdy - Sega Mega Drive
Jogo com caixa e manual multilingue

A história deste jogo é algo confusa, pois infelizmente a versão ocidental foi bastante modificada face à original nipónica. Uma dessas alterações foi precisamente a remoção de todo o diálogo, o que faz com que deixemos de saber muito bem o que andamos para ali a fazer. Tudo o que entendemos sem os diálogos é que os backgrounds parecem feitos de cartão o que indica estarmos numa peça teatral, o que é algo que se vai confirmando ao longo de todo o jogo, temos um gato chamado Trouble Bruin que nos está constantemente a atacar, enfiado nos seus robots gigantes e parece que teremos de enfrentar no fim uma espécie de imperador maléfico, para resgatar uma “headdy fêmea“. Se jogarmos a versão japonesa (felizmente existe um patch de tradução para inglês) então já dá para entender um pouco melhor o que se está a passar.

O nível de bónus consiste em acertar com algumas bolas de basquetebol num dos cestos que circulm pelo ecrã. No fim é-nos galardoado um número para um PIN que nos desbloqueia o final secreto
O nível de bónus consiste em acertar com algumas bolas de basquetebol num dos cestos que circulm pelo ecrã. No fim é-nos galardoado um número para um PIN que nos desbloqueia o final secreto

Mas Dynamite Headdy é acima de tudo um jogo de acção, e isso é o que não falta por cá. Se gostaram de Gunstar Heroes, aqui é dado um maior foco ao platforming, mas bosses, criaturas gigantescas e níveis bizarros é coisa que não falta. As habilidade de Headdy fazem lembrar de certa forma o Ristar, que lançava as suas mãos para agarrar objectos e atacar inimigos. Headdy faz o mesmo com a cabeça, inclusivamente para subir em plataformas. Os power ups que vamos encontrando conferem então outras habilidades a Headdy, como a possibilidade de escalar paredes, “disparar” 3 cabeças em diferentes direcções (o spread shot de Contra, por exemplo), outro com “rapid fire”, outro que é essencialmente um escudo de fogo, outro que nos deixa bastante pequenos, sendo possível esgueirar por passagens estreitas entre vários outros, como uma bomba capaz de causar dano a tudo no ecrã, ou parar o tempo para os inimigos durante alguns segundos ou mesmo dar-nos invencibilidade temporária.

Este foi um dos bosses modificados na versão ocidental. É pena, a boneca de porcelana era muito melhor com aqueles olhos creepy
Este foi um dos bosses modificados na versão ocidental. É pena, a boneca de porcelana era muito melhor com aqueles olhos creepy

O design dos níveis e dos bosses é algo que a Treasure sempre nos habituou bem e neste Dynamite Headdy as coisas não são diferentes. Tudo para além de estar bem detalhado (e as referências teatrais serem uma constante), os próprios níveis vão sendo algo diversificados, com a segunda zona a apresentar rotações de plataformas tecnicamente impressionantes para uma Mega Drive, ou mesmo aquele capítulo onde o jogo se torna num shmup só mesmo porque sim. Os bosses como sempre são bastante originais e bizarros, embora infelizmente alguns tenham sido modificados desde a versão japonesa. As músicas são bastante catchy e viciantes também! Em suma, mais um excelente jogo da Mega Drive e felizmente é um daqueles que se pode encontrar razoalvelmente bem. Recomendado!

Gunstar Heroes (Sega Mega Drive)

Classic CollectionPor fim, o último artigo referente à compilação Classic Collection na qual este Gunstar Heroes se insere. Foi produzido pela Treasure, uma empresa nipónica formada no início da década de 90 por ex-funcionários da Konami que estavam descontentes com essa empresa. Quase 25 anos antes de todos os problemas que têm vindo a surgir com a Konami nos últimos meses, foram uns visionários! O primeiro jogo da Treasure a ser publicado foi precisamente este Gunstar Heroes, um shooter sidescroller bastante frenético e com uma jogabilidade muito própria. O meu exemplar vem incluido nesta compilação Classic Collection que foi comprada em Junho na feira da Vandoma no Porto por 15€.

Classic Collection - Sega Mega Drive
Compilação com manual em português

A história não é o que mais interessa. Basicamente coloca uma dupla de heróis (Blue e Red) no encalço de um poderoso império que procurava uns 4 cristais coloridos com poderes especiais, para os seus próprios proveitos. Mas aqui o que interessa é mesmo a acção e essa é non-stop, ao percorrer níveis bem variados, repletos de inimigos a surgirem por todos os lados e como a Treasure nos foi habituando, com imensos bosses também. Mas é igualmente na jogabilidade que este jogo marca pontos, onde podemos equipar e combinar 4 tipos diferentes de projécteis, resultando em 16 diferentes combinações. Com o “poder básico” de fogo, electricidade, “force e homing” conseguimos fazer coisas como mega lança chamas, espadas laser, raios laser teleguiados pelo ecrã, entre muitas outras variantes. E estas mudanças podem ser todas feitas “on the fly” à medida em que vamos encontrando esses power-ups espalhados pelos níveis. A única coisa que só conseguimos escolher no início do jogo e depois não dá para mudar é a possibilidade de podermos nos mover e disparar em várias direcções, ou mirar apenas enquanto estivermos parados. Mas para além de termos sempre imensos projécteis pelo ar, podemos também fazer uma série de coisas como arremessar os nossos inimigos, dar-lhes uns pontapés aéreos ou, no caso de estarmos a jogar com um amigo, também o podemos atirar para onde quisermos sem qualquer prejuízo. E por fim, o facto de termos pontos de vida (que vão sendo aumentados à medida que vamos progredindo no jogo) e não mortes ao mínimo toque, tornam este jogo bem dinâmico e muito menos frustrante que os Contras, mas também com essas liberdades de acção over-the-top.

screenshot
Inicialmente podemos escolher com que tipo de arma queremos começar, se preferimos podemos disparar em todas as direções em andamento ou apenas quando estamos parados e por fim, qual o nível a começar

Os níveis são bastante variados como já referi, no primeiro percorremos bonitos campos verdejantes, já no segundo teremos uma série de combates intensos a bordo de um carrinho numa mina, viajando a altas velocidades em várias direcções e com bosses a chatear-nos também! Há um outro nível em que entramos num palácio e depois temos de jogar um pequeno jogo de tabuleiro, onde pegamos num dado, atiramos e vamos saltando as casinhas consoante o número que nos sair, onde tanto podemos ter de enfrentar um boss (e existem muitos), como recolher outros powerups. A ordem pela qual jogamos os primeiros 4 níveis pode ser escolhida à nossa vontade e depois teremos a recta final, uma vez mais com imensos bosses e alguns que voltam a enfrentar-nos. Basicamente temos todos os vilões a observar-nos por detrás de um ecrã e nós vamos jogando em background, à medida em que os vilões vão saindo dessa sala e nos defrontarem. Pequenos pormenores muito interessantes!

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Bosses é coisa que não falta nunca e por vezes têm bonitos efeitos gráficos

No que diz respeito aos audiovisuais é um excelente jogo. Adoro o design meio anime das personagens, visual esse muitas vezes repetido em vários outros jogos da Treasure incluindo o Mischief Makers que já por aqui referi. Os níveis são bastante detalhados e coloridos, mas no que diz respeito aos gráficos há aqui um truque que a Treasure empregou muito bem! Muitos bosses são enormes, mas ao contrário de serem uma única e enorme sprite, são na verdade um cojunto de pequenas sprites que, no caso de mechas, vão formando os vários membros do robot e se vão animando de uma forma muito interessante. As músicas são excelentes e bastante mexidas, adequando-se perfeitamente ao ritmo frenético deste jogo.

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Sempre adorei o design de tudo neste jogo!

Muita coisa poderia ainda ser escrita sobre este Gunstar Heroes, mas fico-me só por referir que é mesmo um excelente jogo. E com este primeiro trabalho da Treasure (se bem que aparentemente o outro da Mc Donalds foi desenvolvido antes) serviu perfeitamente para antever que realmente este seria um estúdio com muito potencial e isso felizmente comprovou-se. Que o digam Alien Soldier, Sin and Punishment ou Ikaruga!