Silpheed: The Lost Planet (Sony Playstation 2)

Continuando pelas rapidinhas, deixo-vos com a sequela de um dos meus videojogos preferidos da Mega CD, o Silpheed. Produzido originalmente pela Game Arts, era um interessante shmup espacial que possuia um grafismo original, misturando gráficos poligonais, com backgrounds em full motion video. Muitos anos passaram até finalmente termos direito a uma sequela, produzida pela Treasure, nome que deveria dispensar apresentações a todos os fãs de jogos de acção. O meu exemplar foi comprado algures no mês de Setembro numa das CeX do norte do país, tendo-me custado 6€.

Jogo com caixa e manual

A história segue o cliché do costume, com a humanidade a ser atacada em força com uma civilização alienígena e cabe-nos a nós salvar o planeta e enfrentar um exército inteiro sozinhos, a bordo de uma poderosa nave espacial. No que diz respeito à jogabilidade, o jogo herda alguns dos conceitos base da sua prequela. Inicialmente dispomos apenas de 2 canhões simples como arma, mas à medida que vamos progredindo no jogo e pontuando, poderemos ir desbloqueando várias novas armas. Tal como no seu predecessor, estas armas podem ser equipadas (e disparadas!) de forma independente no lado esquerdo ou direito da nave. Geralmente até as podemos trocar a meio do nível, visto que temos sempre uma nave de reabastecimento que nos visita, regenerando os nossos escudos e permitindo-nos trocar de arma também. E se por um lado isto deixa-nos com várias combinações distintas de armas que podemos equipar, por outro lado sinto também a falta das bombas especiais que limpam todos os inimigos do ecrã em simultâneo.

Tal como no seu predecessor poderemos desbloquear novas armas e equipá-las de forma independente no lado esquerdo e direito da nave

A nível audiovisual este jogo é um festim. É verdade que o jogo foi produzido ainda no início de vida da Playstation 2, mas mesmo assim contem com bons gráficos poligonais, onde visitaremos diferentes ambientes, desde o espaço e gigantescas batalhas espaciais, até às ruínas do nosso planeta, bem como o estranho mundo alienígena e a sua biotecnologia. Também vamos sendo presenteados com belas cutscenes em CG entre cada nível, o que mostram que os seus níveis de produção vão além de um mero jogo arcade. As músicas vão alternando entre o rock, a electrónica e até um pouco de música orquestral para aqueles momentos mais épicos. Também vamos tendo algumas narrações e conversas de rádio que vamos ouvindo ao longo dos níveis, mas estas já não são nada de especial, embora sirvam para dar um pouco mais de vida ao jogo.

Os inimigos são um híbrido de matéria orgânica e tecnologia

Portanto, este Silpheed é um interessante shmup para quem gostou do original e para quem for fã do género. Não é no entanto um dos jogos mais originais ou mesmo exigentes, visto que perdeu algumas das mecânicas de jogo da sua prequela, mas ainda assim não deixa de ser um jogo bem competente.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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