Capcom’s Soccer Shootout (Super Nintendo)

Sim, mais uma rapidinha a um jogo desportivo, desta vez mais um jogo de futebol da Super Nintendo. Este Capcom’s Soccer Shootout, apesar de ter o nome da Capcom, tem na verdade diferentes origens, pois foi lançado originalmente no Japão como J.League Excite Stage ’94, sendo um jogo desenvolvido pelo estúdio A-Max e focado exclusivamente na primeira divisão japonesa de futebol. A versão que cá trago hoje é a Norte-Americana, pois foi comprada num pequeno bundle de jogos de Super Nintendo, tendo-me custado 5€. A versão europeia chama-se apenas Soccer Shootout e foi publicada cá pela própria Nintendo.

Apenas cartucho, versão norte-americana. Ainda bem que tenho um adaptador!

Este é então um simples jogo de futebol de onde dispomos de vários modos de jogo distintos. O Exhibition, conforme o nome indica é um modo de jogo onde podemos jogar partidas amigáveis. Main Game é um campeonato a duas voltas onde no fim ganha quem tiver mais pontos (se bem que aqui as vitórias dão apenas um ponto e os jogos não podem terminar empatados, partindo logo de seguida para decisões por penáltis). Temos o modo All-stars que nos permite jogar partidas com equipas misturam os melhores jogadores de cada equipa “normal”. Temos também um modo Penalty Kick, onde apenas practicamos penaltis, se bem que numa perspectiva diferente de quando temos um penálti a meio de uma partida. Temos o Indoor Soccer, que é futebol de salão onde podemos fazer tabelas nas paredes e por fim um modo de treino que nos permite treinar dribbles, remates, pontapés de canto, livres, etc.

A nível de modos de jogo até que temos bastantes opções

Bom, a nível de modos de jogo tudo bem, até que temos bastante variedade. No entanto temos apenas 12 selecções disponíveis, o que por esta altura confesso que já era um número algo reduzido. A jogabilidade em si é bastante rápida e com um feeling arcade, o que me agrada. Infelizmente não temos é qualquer indicador visual de qual o jogador que estamos a controlar quando não temos posse de bola (tipicamente o controlo fica sempre com quem está mais próximo da mesma), mas mesmo assim ainda me atrapalha um bocado. Depois é um jogo em que é difícil acertar passes, mais vale correr desde o meio campo até à grande área e tentar um remate, pois se tivermos alguma sorte lá nos desviamos dos tackles que os oponentes nos tentam fazer.

Graficamente o jogo até que é bastante competente

A nível audiovisual sinceramente acho este jogo muito bem conseguido. A acção dentro de campo é bastante nítida e detalhada, sem que a performance sofra com isso. Depois sempre que há um golo, temos sempre cutscenes dos jogadores a festejar, ou da equipa adversária em desespero. Outros pequenos detalhes interessantes, como as animações do árbitro quando fica algo indeciso se há-de mostrar cartão a algum jogador, está muito engraçado. No que diz respeito ao som, devo salientar duas coisas: a maioria dos jogos de futebol apenas possuem música nos menus e pouco mais, mas este não. Aqui temos várias músicas diferentes, mediante a equipa que estamos a defrontar, e são todas elas bastante enérgicas, algumas que até ficam no ouvido. Por outro lado, os ruídos do público e afins são maus. Parece que voltamos ao mundial de 2010 com todas as vuvuzelas! Não havia necessidade…

Estas são as selecções disponíveis. Já ouviram falar na selecção nacional da Grã Bretanha? Eu também não.

Portanto este Soccer Shootout apesar de não ser um jogo perfeito, está longe disso, até que acaba por divertir bastante para algumas partidas com amigos, até porque este permite jogos multiplayer com até 4 pessoas, se tivermos o multitap.

Onimusha 2: Samurai’s Destiny (Sony Playstation 2)

O primeiro Onimusha foi um jogo que me surpreendeu bastante. A sua temática que mistura o sobrenatural com o Japão feudal já por si só me agradava bastante, mas a história jogabilidade e audiovisuais ainda me cativaram mais, mesmo sendo um jogo de um período ainda algo prematuro no ciclo de vida da consola da Sony. Felizmente o jogo teve sucesso suficiente para que no ano seguinte tivéssemos direito a nova sequela. O meu exemplar foi comprado há uns bons anos atrás, se bem me recordo foi um negócio que fiz com um particular, onde comprei os 3 primeiros Onimushas de uma só vez.

Jogo com manual e papelada

Nesta sequela temos um novo protagonista, mas o vilão é o mesmo: O general Nobunaga sobreviveu ao confronto anterior e continua a invadir o Japão com forças demoníacas, tomando a vila de Yagyu de assalto. O nosso herói é o samurai Jubei, último descendente do clã de Yagyu que, quando regressa à sua aldeia a vê destruída e decide ir atrás do culpado, Nobunaga. Pelo meio descobre que, tal como Samanosuke, possui poderes especiais que lhe permitem coleccionar as almas dos demónios que vai derrotando.

Apesar dos tank controls e ângulos de câmara fixos à Resident Evil, o combate é mais dinâmico

Tal como Samanosuke, vamos também tendo diferentes armas mágicas que podem ser posteriormente evoluídas com recurso às almas que vamos armazenando no final dos combates. Tal como o primeiro Onimusha, os combates são dinâmicos, dignos de um hack and slash, aliados à exploração e movimentação dos Resident Evil clássicos. Por exemplo, por um lado herdamos os cenários pré-renderizados e ângulos de câmara fixos, por outro lado temos também os tank controls, onde os analógicos não são usados, o que é pena. O restante da jogabilidade é também semelhante aos Resident Evil clássicos na medida em que vamos tendo alguns puzzles para resolver e muitos itens para encontrar, incluindo chaves ou outros objectos que nos vão abrindo novos caminhos.

Tal como Resident Evil, o menu do inventário é muito familiar

Para além disso, este Onimusha 2 possui também alguns conceitos novos como os dos companheiros que ocasionalmente nos ajudam. Ao longo do jogo vamos conhecendo outras personagems que nos vão ajudando ao longo do jogo. De forma a melhorar os nossos laços de amizade, poderemos trocar presentes com estas personagens, principalmente na primeira metade do jogo, onde os encontramos sempre na cidade mercantil de Imasho. Até aqui os inimigos vão-nos também deixando moedas de ouro que podem ser utilizadas no mercado, onde poderemos comprar vários itens que podem ser oferecidos a estas personagens. Mas depois de Imasho, deixamos de interagir com comerciantes e estas personagens vão aparecer apenas mais ocasionalmente, pelo que já não teremos grandes hipóteses de aprofundar amizades. De resto, no fim da aventura vamos desbloqueando vário conteúdo extra, como novos minijogos (Man in black e Team Oni), diferentes graus de dificuldade, novo artwork ou até vestimentas alternativas.

As cutscenes continuam a ter imensa qualidade!

A nível audiovisual este é mais um título excelente. Por um lado os cenários e as personagens estão muitíssimo bem caracterizadas, o que me agrada bastante. Uma vez mais as cutscenes possuem uma qualidade incrível, e nada tenho a apontar à banda sonora efeitos sonoros e voice acting. Bom, aqui talvez preferisse que a Capcom tivesse mantido o voice acting original em Japonês, com recurso a legendas. Sendo este um jogo que aborda vários temas tradicionais japoneses, creio que ficava bem mais fiel ao original.

Ocasionalmente poderemos jogar com outras personagens.

Por esta altura a série Onimusha já dava bastante que falar, tanto que antes do terceiro jogo da trilogia oficial (aquele que é o preferido de muita gente) a Capcom ainda teve tempo de lançar dois spin-offs. Um para a Gameboy Advance que eu infelizmente ainda não tenho, o outro também para a Playstation 2, um jogo de porrada em 3D com protagonistas dos 2 primeiros jogos. Esse está na minha colecção, pelo que aguardem por um artigo em breve.

 

Street Fighter Alpha (Sega Saturn)

Street Fighter Alpha marcou o início de uma nova saga na mais famosa série de jogos de luta. Conhecida no Japão como Street Fighter Zero, esta subsérie acaba por ser uma prequela do Street Fighter II, incluindo personagens do primeiro Street Fighter, outras do SF II mas com uma aparência mais jovem e outras ainda do Final Fight, como é o caso de Guy e do punk Sodom. Naturalmente que versões para consolas lhe seguiram e esta conversão Saturn não podia faltar, não ficando muito atrás do original. O meu exemplar foi comprado algures no final do ano passado numa feira de velharias, tendo-me custado pouco mais de 8€.

Jogo completo com caixa e manuais. Esta arte ocidental na capa ficou uma miséria!

Tal como referido acima, a série Alpha decorre algures entre os eventos do primeiro Street Fighter e o segundo, onde vários lutadores vão andando à porrada entre si, sendo que cada um possui diferentes objectivos. Sagat quer-se vingar de Ryu, Chun-Li e meio mundo andam atrás de Bison, Adon (discípulo de Sagat) quer derrotar o seu mestre e por aí fora. Personagens secretas como Akuma e Dan (esta última uma estreia na série) marcam aqui também a sua presença.

Este Adon tem muito mais pinta que o do primeiro Street Fighter!

A nível de jogabilidade, o que traz este jogo de novo? O Super Street Fighter II tinha introduzido um sistema de combos que foi mais aprimorado neste jogo. Isto porque temos uma barra de energia que se vai enchendo consoante a nossa performance, podendo encher até 3 níveis, sendo que em cada nível nos desbloqueia a execução de alguns golpes poderosos, os Super Combos. É também possível bloquear golpes em pleno ar, bem como executar contra-ataques poderosos, se executados no timing certo. Para além disso, antes do jogo é nos perguntado o nosso playstyle, se jogamos em normal ou auto. O modo auto bloqueia automaticamente golpes inimigos (a menos que estejamos a meio de um ataque), bem como simplifica bastante a execução dos Super combos, se bem que com a penalização que a barra de energia respectiva nunca passa do nível 1.

Esta conversão Saturn possui o modo de jogo arcade e versus para 2 jogadores, bem como um modo training, que, pela primeira vez na série Street Fighter nos permitia practicar os golpes contra um NPC estático. Escondido no jogo, para além dos lutadores extra que já referi acima, está também o Dramatic Battle mode, que replica a luta épica de Ryu e Ken contra Bison no Street Fighter II Animated Movie.

No Japão esta série chama-se Street Fighter Zero, que a meu ver resulta melhor

No que diz respeito aos audiovisuais, este foi um jogo lançado no sistema CPS II da Capcom, logo as sprites e os cenários estão bem detalhados e animados. No entanto, o design das personagens não me agrada tanto quanto no Street Fighter II clássico. É certo que a ideia é fazer as personagens parecerem mais jovens, mas regra geral o design das personagens parece-me mesmo um pouco mais infantil, o que não me agrada por aí além. A banda sonora é excelente, e aqui temos a hipótese de escolher ouvir os temas tal e qual na arcade, ou versões remixadas pensadas para as versões Saturn e Playstation.

Portanto, este Street Fighter Alpha acaba por ser mais um excelente jogo de luta da Capcom, com uma jogabilidade fluída e frenética e com algumas novidades nas mecânicas de jogo. Infelizmente o design da arte no geral acho que ficou uns furos abaixo da introduzida no Street Fighter II mas não está mau de todo, é meramente uma questão de gosto pessoal.

Super Ghouls ‘n Ghosts (Super Nintendo)

Continuando pelas  rapidinhas, mas agora para a Super Nintendo, o jogo que cá trago agora é nada mais nada menos que Super Ghouls ‘n Ghosts, o terceiro capítulo da série principal do Sir Arthur contra as forças infernais que raptaram a princesa Prin-Prin. Mas ao contrário dos anteriores, este não teve as suas origens, tendo sido lançado originalmente para a Super Nintendo. O meu exemplar veio de uma loja na Irlanda do Norte, aquando da minha estadia por lá no ano passado. Custou-me 40 libras, estando em estado impecável.

Jogo com caixa e manual

O conceito do jogo é semelhante aos dos seus predecessores: Prin-prin foi raptada por mais uns demónios e cabe-nos a nós salvá-la, tendo assim de enfrentar mais um exército de forças infernais. As mecânicas de jogo são ligeiramente diferentes do seu predecessor, na medida em que já não é possível atacar para cima ou para baixo, retornando assim um pouco mais às raízes do Ghosts ‘n Goblins. Por outro lado, para colmatar essa falha, introduziram aqui a possibilidade de se dar um salto duplo, o que nos ajuda bastante nos momentos mais de puro platforming. Também tal como os anteriores, não chegamos ao fim do jogo de uma só assentada, pois o mesmo obriga-nos a rejogar tudo de forma a procurar uma arma difícil de aparecer, de forma a que tenhamos acesso ao último nível e boss. De resto temos também a possibilidade de usar os charged attacks, que dependendo da arma que tenhamos equipada são ataques mágicos com diferentes efeitos. Para usar os charged attacks temos de procurar a armadura dourada que nos permite executá-los, mas temos agora também uma armadura verde que nos permite usar versões melhoradas das armas que tenhamos apanhado.

Super Ghouls ‘n Ghosts tira todo o partido das capacidades da Super Nintendo ao apresentar gráficos bem detalhados

A nível audiovisual é um jogo bem conseguido, pois os níveis apresentam muito mais cor e detalhe, o que acaba também ser fruto das capacidades da Super Nintendo, existindo alguns níveis que usam bem os efeitos de sprite zooming e rotation. A nível de músicas, a Super Nintendo tem a particularidade de ter um chip de som poderoso, capaz de replicar de forma convincente (para a altura, claro) uma série de sons diferentes. Assim sendo, as músicas deste Super Ghouls ‘n Ghosts estão repletas de orquestrações que assentam que nem uma luva ao conceito do jogo.

Tal como no seu predecessor, podemos usar ataques mágicos

Super Ghouls ‘n Ghosts acaba por ser uma óptima maneira de terminar a trilogia clássica. É na mesma um jogo bastante desafiante, embora seja o menos difícil dos 3 devido a não ser originalmente um jogo arcade. Recomendado! Se não encontrarem esta versão SNES a preços convidativos, podem sempre tentar encontrar a conversão para a Gameboy Advance que inclui um novo modo de jogo, ou então através de compilações que infelizmente também não andam muito baratas.

Onimusha: Warlords (Sony Playstation 2)

O sucesso de jogos como o Resident Evil na era das consolas 32bit não deixou ninguém indiferente, popularizando definitivamente o género dos survival-horrors que até então apenas Alone in the Dark seguia a fórmula. Isso fez com que surgissem vários outros jogos dentro do mesmo género, e a própria Capcom também quis continuar a apostar nessa fórmula, mas com um tema diferente. Pensado inicialmente como um Resident Evil passado no Japão feudal, durante a era de Sengoku, Onimusha estava inicialmente previsto para ser lançado ainda para a primeira Playstation. Mas ainda bem que assim não o foi! O meu exemplar sinceramente já não me recordo ao certo de onde veio nem quanto custou, até porque comecei por ter inicialmente a versão Platinum que acabei posteriormente por trocar pela edição normal.

Jogo com caixa, manual e papelada

Tal como referido acima, o jogo decorre durante o período Sengoku da história do Japão, marcado por constantes guerras entre diversos Shoguns de forma a tomar o poder do País, onde Nobunaga se revelava como um líder autoritário e suspeitava-se que as suas batalhas eram vencidas com a ajuda de demónios. O herói da história é o samurai Samanosuke, que acompanhado pela ninja Kaede, vai em auxílio da princesa Yuki do clã Saito, que lhe pede ajuda pois os seus serventes têm vindo a desaparecer misteriosamente do seu castelo. A caminho do castelo de Yuki, rapidamente nos apercebemos que existem de facto forças demoníacas por detrás desses acontecimentos.

Os ângulos de camara fixos têm a chatice de por vezes ocultar os inimigos que temos de enfrentar

Apesar de não ser propriamente um survival horror como Resident Evil, até porque as mecânicas de combate são diferentes, envolvendo diversas espadas e magias, não havendo muito a preocupação em poupar recursos como munições. É verdade que também temos algumas armas de maior alcance, como um arco ou uma arma de fogo rudimentar onde teremos de economizar as suas munições, mas essas armas não são muito usadas. De resto, todas as mecânicas de jogo são mesmo semelhantes ao Resident Evil, incluindo os tank controls, as câmaras fixas, e os cenários pré-renderizados. Os puzzles ocasionais, e a exploração são também componentes muito fortes na jogabilidade, pois para progredir no jogo teremos muitas vezes de procurar e/ou interagir com objectos que nos vão desbloqueando novas portas e procurar novos caminhos.

Como não poderia deixar de ser temos alguns puzzles pela frente

As mecânicas de combate são interessantes. Sempre que derrotamos algum inimigo, o mesmo liberta algumas orbs que podem depois ser absorvidas pela gauntlet mágica que temos equipada. Essas orbs são coloridas, com cada cor a ter usos distintos. As douradas e prateadas servem para recuperar alguns pontos de vida ou magia respectivamente. As mais comuns são as vermelhas, que podem depois ser usadas para aumentar os nossos pontos de experiência para evoluir as espadas mágicas que vamos obtendo, tornando-as mais poderosas. Também podemos evoluir alguns itens, como as herbs que se tornam em medicine, recuperando mais pontos de vida, ou as flechas que se tornam em flechas de fogo, causando mais dano. Depois temos as espadas. A nossa espada inicial não possui quaisquer poderes mágicos, mas depois vamos encontrando novas espadas mágicas com poderes elementais como electricidade, fogo e vento (a água e a terra ficaram de fora). Esses poderes mágicos são usados para nos auxiliar nos combates, por exemplo, o golpe mágico do vento chama um cyclone capaz de atingir vários oponentes em simultâneo, enquanto o fogo desfere um golpe muito poderoso, mas que atinge apenas um oponente.

Os combates são bem mais dinâmicos como num hack ´n slash onde podemos também desencadear ataques mágicos

Os inimigos também vão tendo movimentações e ataques diferentes, o que nos obriga a ter algum critério na altura do combate e reagir de forma apropriada. Um pouco como nos hack ‘n slash, daí este ser um jogo tão parecido com os Resident Evil clássicos, mas da mesma forma tão diferente. Ocasionalmente também controlamos Kaede, que é uma personagem muito mais fraca que Samanosuke, pelo menos até apanharmos uma nova arma que é mais poderosa. No entanto na maior parte do tempo em que a controlamos, convém mesmo fugir dos inimigos. Depois, tal como Resident Evil, temos vários bonus a desbloquear ao terminar o jogo, mediante a nossa performance. Desde novos níveis de dificuldade, um mini jogo “Oni Spirits”, ou vestimentas extra para Kaede e Samanosuke.

Como não podia deixar de ser, temos algum conteúdo extra para desbloquear, incluindo um fato de panda para o Samanosuke

A nível audiovisual este é um jogo que me impressionou para a época em que foi lançado. Os gráficos são muito bons, mesmo com os cenários a possuirem gráficos pré-renderizados, gosto bastante do design dos níveis, que estão mesmo muito bem conseguidos. Para quem for fã da cultura Japonesa, irá certamente adorar explorer os cenários aqui apresentados. O design dos monstros também está muito bem conseguido e as expresses faciais estão excelentes. Isto para os padrões de 2001, claro! O voice acting está também bem conseguido e a banda Sonora mistura de forma magistral instrumentos típicos japoneses, com boas orquestrações que vão alternando entre momentos mais tensos ou épicos, consoante a acção e a narrativa.

Este Onimusha foi então uma bela surpresa para mim, era um jogo que estava na minha fila de espera já há muito tempo e fiquei arrependido em não o ter jogado mais cedo. O seu maior defeito é mesmo a longevidade, pois é um jogo bastante curto, infelizmente. Pegarei muito em breve no segundo jogo da série, estou bastante interessado em ver como evoluiu!