The Adventures of Rad Gravity (Nintendo Entertainment System)

Vamos voltar à velhinha NES para um jogo que me surpreendeu bastante pela positiva (embora nem tudo sejam rosas). Desenvolvido pela Interplay, este é um jogo de plataformas 2D mas com mecânicas de jogo muito próprias e alguns conceitos bastante originais. Pena é que os controlos nem sempre sejam os melhores! O meu exemplar foi comprado no passado mês de Fevereiro a um particular, tendo-me custado uns 10€.

Cartucho solto

O jogo leva-nos ao futuro e encarnamos num herói que parece mesmo saído de uma banda desenhada, o tal Rad Gravity e o seu queixo gigante! A sua missão é a de explorar vários planetas e reactivar uma série de computadores super poderosos que por algum motivo haviam sido inactivados por algum vilão. Começamos a aventura ao visitar o planeta de Cyberia e aí, ao interagir com outros computadores, iremos obter as coordenadas de outros planetas a explorar. Assim que completarmos os dois primeiros níveis, temos completa liberdade para escolher que planetas visitar, sendo que cada planeta / nível está repleto de passagens secretas e power ups para descobrir também!

Por vezes os NPCs dão-nos missões bem caricatas

Na sua essência, este é um jogo de plataformas em 2D, mas possui muitas mais particularidades para além da progressão não-linear que referi acima. Com um botão para saltar, o outro serve para usar o item/arma que tenhamos seleccionado. Começamos com um light saber que causa dano mínimo, mas à medida que vamos explorando vamos ganhando também acesso a outras armas como pistolas ou bombas que podemos atirar em arco. O intercomunicador permite-nos teletransportar para a nossa nave, e à medida que vamos explorando iremos também encontrar alguns outros itens que serão bastante úteis nalguns segmentos mais exigentes de platforming. Um é um objecto que podemos atirar para um certo ponto do cenário e depois podemo-nos teletransportar imediatamente para esse ponto. Outro é uma pequena plataforma que podemos usar temporariamente para nos deslocar pelo nível, se bem que a sua utilização vai-nos retirando vida. Outros dos power ups mais valiosos que podemos encontrar (e muitos estão bem escondidos) são itens que nos extendem a barra de vida. Mas ao contrário de jogos como o The Legend of Zelda, onde a cada vez que apanhamos um heart container a nossa vida é completamente regenerada e extendida, aqui é apenas extendida. A única forma que temos de regenerar vida é a de regressarmos à nossa nave através do uso do tal intercomunicador, sendo que quando voltamos ao planeta em questão, voltamos ao início do nível.

Quando estamos na nave, a personagem aparece representada numa sprite gigante e bem detalhada!

Para além de tudo isto o jogo está repleto de outras peculiaridades muito caricatas. No primeiro nível, há uma altura onde teremos de entrar dentro de um computador para desactivar os protocolos de segurança e essa parte tem um aspecto muito peculiar, com a sprite do Rad a ser uma espécie de negativo. O segundo nível leva-nos ao planeta de Effluvia, onde temos de salvar o nosso robot de bordo que foi raptado por uns bandidos que conduzem uma carrinha de gelados! Há um nível com gravidade invertida onde vemos tubarões nos céus, outro onde exploramos um cinturão de asteróides com gravidade zero e a única maneira de nos movermos é a de disparar a nossa pistola na direcção contrária do movimento! E isto leva-me a criticar os controlos que infelizmente não são tão bons ou precisos quanto isso. E num jogo com um grande foco no platforming (há zonas mesmo muito exigentes!) acaba por borrar um pouco a pintura.

No segundo nível temos de perseguir estes bandidos que se metem numa carrinha de gelados!

De resto a nível audiovisual é um título interessante. Quando estamos na nave a escolher o nosso próximo destino, Rad é apresentado como uma sprite gigante e bem detalhada, já quando passamos para a acção em si, tanto os níveis como os inimigos e o próprio Rad já ganham as proporções habituais para um jogo de plataformas 8bit. Alguns níveis até achei que tinham gráficos competentes, com alguns pequenos detalhes muito interessantes como os que já referi acima. Já no que diz respeito ao som, nada de especial a apontar. Não há uma grande variedade de músicas, mas algumas delas até me soaram bem!

A partir de um certo ponto a nossa progressão é completamente não linear, podendo explorar livremente os diferentes planetas que tenhamos desbloqueado

Portanto este The Adventures of Rad Gravity é um jogo estranho no início pois não sabemos muito bem o que temos ali a fazer. Mas tem de facto muito boas ideias, como a não linearidade de planetas / níveis a explorar, os diferentes power ups que podemos encontrar e usar, bem como algumas mecânicas de jogo interessantes consoante o planeta a explorar. Acaba por pecar no entanto nos seus controlos, que infelizmente não são tão precisos quanto deveriam. Mais na recta final, vamos ter alguns desafios bem consideráveis de platforming, como plataformas que desaparecem, espinhos nas paredes, chão, projécteis a voar por todos os lados e não só teremos de usar os diferentes power ups de forma inteligente, os segmentos de platforming em si são também bastante exigentes e com os controlos imprecisos acabam per ser segmentos bem mais frustrantes.

X-Men Mutant Academy 2 (Sony Playstation)

O artigo de hoje é mais uma rapidinha, uma breve análise ao X-Men Mutant Academy 2, que embora seja melhor que o primeiro, confesso que continuo preferir de longe os fighters da Capcom do universo X-Men e/ou Marvel. Mas já lá vamos! O meu exemplar foi-me oferecido por um colega de trabalho, jutamente com mais alguns outros jogos de Playstation, algures em Abril de 2016.

Jogo com caixa, manual e papelada

Este é mais um jogo de luta 1 contra um no universo X-Men, mas com gráficos e jogabilidade em 2.5D, ou seja, tanto as personagens como os cenários são renderizados em 3D poligonal, mas a jogabilidade é toda mantida num plano 2D. A nível de modos de jogo temos exactamente os mesmos que o anterior, com os tradicionais modos arcade e versus, bem como o tutorial (Academy) onde o Professor Xavier nos explica detalhadamente as mecânicas de jogo. O modo de jogo que resta é o Survival que também dispensa apresentações, pois coloca-nos a enfrentar combates contínuos e apenas dispomos de uma só vida, pelo que o objectivo é o de aguentar o máximo de confrontos possível.

O elenco de personagens disponíveis é bem mais completo desta vez

Mesmo a nível de dificuldade, algumas das mecânicas base se mantiveram, como o facto de termos não uma, não duas, mas sim três barras de energia separadas que se vão enchendo à medida que vamos distribuindo pancada e, uma vez cheias, desbloqueiam a possibilidade de desencadear um golpe especial. Cada barra de energia enche a ritmos diferentes, pelo que as que demoram mais a encher são as que nos permitem desencadear os golpes especiais mais fortes. Também tal como na sua prequela é possível transferir a barra de energia de uma para outra e a nível de controlos, o esquema mantém-se também idêntico, com os botões faciais e R1/R2 a servirem para despoletar socos e pontapés, fracos, médios e fortes. Já os botões L1 e R1 ficam com os Counter e Throws.

Continuamos com as 3 barras de specials e poedmos transferir a energia de umas paras as outras

Mas confesso que este jogo ficou bem mais agradável que o seu predecessor, na minha opinião. Não só os combates são mais fluídos, como há uma maior variedade de golpes, incluindo combos aéreos, bem como uma maior variedade de personagens disponíveis! Mesmo a nível audiovisual, as personagens continuam bem detalhadas, mas desta vez os cenários são mais interessantes e fazem mais sentido tendo em conta o universo X-Men. Mas, no fim do dia, continuo de longe a preferir os fighters da Capcom. Ainda assim devo dizer que este Mutant Academy 2 até que foi uma agradável surpresa visto que não fiquei assim tão impressionado com o primeiro.

X-Men: Mutant Academy (Sony Playstation)

Voltando às rapidinhas na PS1, vamos ficar agora com o X-Men Mutant Academy, um jogo de luta em pseudo 3D sobre o universo X-Men, lançado algures durante o ano de 2000 para a Playstation e Gameboy Color. A versão PS1 foi desenvolvida pela Paradox Development, que para além de ter criado mais alguns títulos com a IP dos X-Men e outros de Wrestling, fizeram também o Mortal Kombat Shaolin Monks que planeio cá trazer em breve. O meu exemplar foi-me oferecido por um amigo meu numa das nossas idas a uma feira de velharias, é apenas o disco, pelo que um dia que me apareça uma versão completa a bom preço, irei certamente substituir.

Apenas o disco solto, para já

Antes de abordar a jogabilidade propriamente dita, convém referir os modos de jogo disponíveis. Pois bem, temos o Arcade, Versus e Survival que dispensam apresentações, pois o primeiro é aquele modo de jogo básico onde seleccionamos uma personagem e iremos defrontar todas as outras, enquanto o segundo é o que permite multiplayer para 2 jogadores andarem à pancada. O Survival é um modo de resistência, onde apenas com uma vida teremos de defrontar o máximo de oponentes possível, com a nossa barra de vida a regenerar ligeiramente entre cada confronto. O modo Academy é basicamente o modo de treino do jogo, onde podemos tanto optar por treinos livres, ou por treinos com objectivos, onde somos levados por um tutorial que nos explica as mecânicas de jogo.

O leque de lutadores disponíveis é algo limitado e os vilões têm de ser desbloqueados ao jogar o modo arcade

Ora este é então um jogo de luta de 1 contra 1 mas, embora possua gráficos em 3D poligonal, a sua jogabilidade é ainda em 2D. A nível de controlos, temos os botões faciais a servirem para desferir socos ou pontapés ligeiros ou médios, com os restantes botões de cabeceira a servirem para desferir os golpes fortes, counters ou throws. Para além disso devemos também ter em conta as 3 barras de energia no fundo do ecrã, que se vão enchendo mediante a nossa performance ao longo dos combates. Estas servem para despoletar 3 tipos distintos de specials quando estiverem cheias: os Supers, Stringed Supers e X-Treme Supers. Cada uma destas barras quando cheias permitem-nos usar alguns dos golpes mais poderosos de cada personagem, mas, no caso dos X-Treme, encher a barra não é suficiente. Uma vez a barra cheia temos de pressionar o botão X repetidamente durante alguns segundos e só depois o X-Treme fica desbloqueado, mas claro que estamos sujeitos a levar com dano durante esse tempo! Aparentemente também é possível transferir a energia de uma barra de special para as outras, o que é uma funcionalidade interessante, mas mais uma vez não tão trivial de executar no calor da batalha.

Cada x-men possui as suas habilidades específicas, mas os diferentes specials não são assim tão intuitivos

A nível audiovisual, é um jogo com cenários e personagens modeladas em 3D poligonal, mas mantém uma jogabilidade em 2D, conforme já referi acima. As personagens, para uma PS1, até que estão bem modeladas, mas já os cenários sinceramente achei-os muito desinspirados! O mesmo posso dizer para as músicas e restantes efeitos sonoros ou o ligeiro voice acting que cada personagem possui. Entendo perfeitamente o apelo de jogos em 3D poligonal, mas sinceramente prefiro de longe os visuais 2D dos jogos da Capcom. Até porque esses são bem mais fluídos e com uma jogabilidade mais intuitiva. Aqui achei o sistema de combate um pouco lento até.

Cada personagem tem direito a cutscenes CGI mas as mesmas são um bocado desinspiradas, particularmente em personagens como o Beast

Mas pronto, o X-Men Mutant Academy até deve ter feito algum sucesso pois gerou duas sequelas directas. O Mutant Academy 2 é um jogo que também tenho na colecção, após ter sido oferecido por um colega de trabalho há uns valentes anos atrás, pelo que também o irei jogar a ver no que a Paradox evoluiu face ao primeiro jogo. Lançaram posteriormente o X-Men: Next Dimension para as consolas da geração seguinte mas para já não me sinto com grande vontade de o comprar. A ver se o Mutant Academy 2 me fará mudar de ideias! Existe também uma versão Gameboy Color deste jogo, que é naturalmente muito mais simplificada.

Call of Duty: Ghosts (PC)

Depois de ter investido aí umas 90h de jogo no Dragon Age Inquisition, apeteceu-me jogar algo mais ligeiro e curto, pelo que invariavelmente decidi apontar as agulhas para mais um dos Call of Duty que tinha aqui em backlog. Lançado originalmente no final de 2013, foi o primeiro jogo da série pensado na já “não actual” geração de consolas, pelo que possui um motor gráfico mais avançado. Tal como todos os outros Call of Duty da minha colecção, este artigo irá incidir apenas na campanha single player. Sei perfeitamente que a maioria do público compra Call of Duty pelo seu multiplayer competitivo, mas eu tenho muito mais que jogar pelo que nem o experimentei sequer. Entretanto, o meu exemplar sinceramente já não me recordo bem quando e onde o comprei, mas não terá sido mais de 10€ seguramente.

Jogo com 4 discos, caixa e papelada

Produzido pela Infinity Ward, que previamente estava encarrege da subsérie Modern Warfare, este CoD: Ghosts inicia então uma história completamente nova, que decorre num futuro não muito longínquo, onde o médio Oriente foi dizimado pela guerra e os países da américa do Sul, agora os maiores produtores de óleo, formaram uma aliança que os tornou na principal superpotência global e iniciaram uma guerra aberta com os Estados Unidos. Nós protagonizamos, na maior parte do tempo, o papel de um membro dos Ghosts, uma unidade de elite especializada em black ops, pelo que contem com muitas missões furtivas e de sabotagem, mas também algumas de conflito mais aberto. Afinal o jogo começa precisamente com o ataque da Federação a partir do espaço a uma série de metrópoles norte-americanas.

Combates em plena órbita? Check e foram deliciosos!

E a campanha apesar de ser algo curta (terminei o jogo em menos de 6h e ainda o deixei algum tempo em idle) é bastante intensa, com missões que nos levam a cenários bem diversificados, pois tanto lutamos em terra, seja em ruínas de cidades norte-americanas, selvas amazónicas, na água (ou debaixo dela) ou mesmo pelo ar e espaço. A jogabilidade é a típica que podem encontrar nos Call of Duty, com a vida a ser regenerada automaticamente e, apesar de termos acesso a imensas armas distintas, apenas poderemos carregar duas armas de cada vez mais uns quantos explosivos. Ocasionalmente teremos de usar vários gadgets como visão térmica, o controlo remoto de drones e artilharia, bem como conduzir alguns veículos como tanques ou helicópteros de combate. A grande novidade está mesmo na introdução do Riley, um pastor Alemão que nos irá acompanhar nalgumas missões. Para além de o podermos mandar atacar alguns alvos inimigos, em certas alturas iremos mesmo controlar o animal remotamente para investigar instalações inimigas sem ser descoberto.

Hello? This is dog

De resto, e como é habitual, o jogo possui uma muito forte componente de multiplayer competitivo, com inúmeros modos de jogo distintos e um sistema de progressão de carreira que nos irá recompensar com mais e melhores armas à medida que vamos ganhando experiência. Para além disso, o jogo inclui dois outros modos de jogo multiplayer inteiramente novos, que eu mais uma vez não toquei sequer, tal como referi acima. Um deles é o Squads, que envolve criarmos esquadrões de combate com elementos controlados por inteligência artificial e combater outros esquadrões também controlados por IA. O outro modo de jogo é o Extinction que faz lembrar os Zombies trazidos pela Treyarch nos Black Ops, mas em vez de mortos vivos, temos aliens que estavam adormecidos nas profundezas da Terra, agora acordados após os ataques da campanha principal. São basicamente modos de jogo cooperativos onde teremos de proteger a nossa base ou destruir alguns objectivos enquanto combatemos várias ondas de criaturas.

Graficamente o jogo envelheceu muito bem. Os cenários estão muito bem detalhados e a acção é sempre intensa!

A nível audiovisual, apesar do jogo herdar o mesmo motor gráfico dos seus predecessores, a evolução desse mesmo motor gráfico é bem notória, pois este Call of Duty Ghosts apresenta mundos bem variados e muito bem detalhados graficamente. Pelo menos no PC, jogando com tudo no máximo, o resultado final é para mim bastante satisfatório. E o facto de a campanha ser bastante dinâmica e repleta de momentos de grande acção só acrescenta ainda mais a imponência dos audiovisuais. As secções no espaço foram sem dúvida as minhas preferidas, mas o jogo tem uma série de momentos muito bons no geral. O voice acting é como habitual na série bastante competente e as músicas, quando entram, geralmente são temas mais épicos que se adequam bem ao caos à nossa volta.

Portanto, mesmo a campanha ter sido algo curta, até que gostei bastante deste Call of Duty Ghosts. A sua variedade de missões, que estão repletas daqueles momentos de maior tensão ficaram aqui muito bem implementadas! No entanto creio que não foi um jogo tão bem recebido assim, pois apesar do seu final até ter ficado algo em aberto, a Activision não deu continuidade desta história até agora.

Call of Duty Black Ops Declassified (Sony Playstation Vita)

Voltando às rapidinhas, mas agora na Playstation Vita, vamos ficar com aquele que acabou por ser o único título da série Call of Duty a ser lançado nesta consola portátil. E devo desde já dizer que é um jogo que me deixou bastante desiludido. O meu exemplar foi comprado algures durante o ano passado numa CeX, creio que me custou uns 10€ no máximo.

Jogo com caixa e papelada

E porque é que o jogo me deixou desiludido? Porque o seu modo single player é uma miséria. Em vez de ter uma campanha própria, o que aqui temos são um conjunto de 10 missões diversas (algumas com ligações aos Black Ops anteriores) mas que se completam numa questão de minutos. Este jogo foi feito a pensar especialmente em speedrunners, pois o tempo que levamos a completar cada missão é constantemente contabilizado no ecrã. Como as missões são curtas, não há cá checkpoints, pelo que se morrermos a meio teremos de recomeçar a missão de novo. Mas lá está, uma vez conhecendo bem o mapa e a localização dos inimigos, são missões que se completam em meros minutos. Poderíamos rejogá-las para obter melhores tempos ou em graus de dificuldade maiores, mas sinceramente nem me dei ao trabalho. O single player tem também umas missões em time trial que são basicamente aquelas galerias de tiro que costumamos ter como missões de treino nos Call of Duty principais, onde percorremos alguns níveis e teremos de abater uns quantos alvos e poupar alvos civis. O resto já é conteúdo multiplayer que sinceramente nem cheguei a experimentar.

O single player leva-nos a uma série de pequenas missões protagonizadas por algumas caras conhecidas

A nível de controlos, os botões de cabeceira servem para apontar e disparar, os restantes botões faciais servem para recarregar as armas, trocar de arma, alternar a nossa pose entre agachados ou em pé. Para as restantes accões como usar a faca ou granadas teremos de usar o touch screen da Vita, ao pressionando os ícones respectivos no ecrã. No caso das granadas, depois de pressionar o ícone da mesma, basta arrastar o dedo para a posição do ecrã onde queremos que a granada seja atirada. O botão direccional poderá servir para activar algum equipamento especial como é o caso dos óculos de visão nocturna em certas missões. Nada a apontar aos controlos portanto, a não ser que dava jeito os ataques melee terem um botão próprio.

Mesmo no single player vamos ganhando pontos de experiência que presumo que transitem para o multiplayer

Já no que diz respeito aos gráficos, eu ainda não joguei suficientemente na Vita para perceber ao certo quais as suas capacidades, mas não me parece andar muito longe da qualidade do Uncharted Golden Abyss. As personagens estão bem detalhadas, já os cenários notam-se aqui e ali algumas texturas mais fracas, mas no geral é um jogo bem agradável visualmente. O voice acting é o mesmo dos restantes Black Ops, temos os mesmos actores que dão as vozes às personagens principais como o Alex Mason, Woods e Hunter. De resto nada de especial a apontar ao som.

Portanto este Call of Duty Black Ops Declassified é para mim uma oportunidade perdida. Não estaria à espera de um modo campanha tão bom ou intenso como os Call of Duty principais, até porque provavelmente a Activision não quereria gastar tanto dinheiro com isso, mas o single player que aqui nos deixaram é uma miséria. A PS Vita é capaz de muito melhor. Sobra então o multiplayer, que acredito que não seja mau de todo (e até há a possibilidade de jogar em partidas ad-hoc – que não necessitam de servidor), mas aí já é um mundo em que não me aventuro.