Call of Duty: Ghosts (PC)

Depois de ter investido aí umas 90h de jogo no Dragon Age Inquisition, apeteceu-me jogar algo mais ligeiro e curto, pelo que invariavelmente decidi apontar as agulhas para mais um dos Call of Duty que tinha aqui em backlog. Lançado originalmente no final de 2013, foi o primeiro jogo da série pensado na já “não actual” geração de consolas, pelo que possui um motor gráfico mais avançado. Tal como todos os outros Call of Duty da minha colecção, este artigo irá incidir apenas na campanha single player. Sei perfeitamente que a maioria do público compra Call of Duty pelo seu multiplayer competitivo, mas eu tenho muito mais que jogar pelo que nem o experimentei sequer. Entretanto, o meu exemplar sinceramente já não me recordo bem quando e onde o comprei, mas não terá sido mais de 10€ seguramente.

Jogo com 4 discos, caixa e papelada

Produzido pela Infinity Ward, que previamente estava encarrege da subsérie Modern Warfare, este CoD: Ghosts inicia então uma história completamente nova, que decorre num futuro não muito longínquo, onde o médio Oriente foi dizimado pela guerra e os países da américa do Sul, agora os maiores produtores de óleo, formaram uma aliança que os tornou na principal superpotência global e iniciaram uma guerra aberta com os Estados Unidos. Nós protagonizamos, na maior parte do tempo, o papel de um membro dos Ghosts, uma unidade de elite especializada em black ops, pelo que contem com muitas missões furtivas e de sabotagem, mas também algumas de conflito mais aberto. Afinal o jogo começa precisamente com o ataque da Federação a partir do espaço a uma série de metrópoles norte-americanas.

Combates em plena órbita? Check e foram deliciosos!

E a campanha apesar de ser algo curta (terminei o jogo em menos de 6h e ainda o deixei algum tempo em idle) é bastante intensa, com missões que nos levam a cenários bem diversificados, pois tanto lutamos em terra, seja em ruínas de cidades norte-americanas, selvas amazónicas, na água (ou debaixo dela) ou mesmo pelo ar e espaço. A jogabilidade é a típica que podem encontrar nos Call of Duty, com a vida a ser regenerada automaticamente e, apesar de termos acesso a imensas armas distintas, apenas poderemos carregar duas armas de cada vez mais uns quantos explosivos. Ocasionalmente teremos de usar vários gadgets como visão térmica, o controlo remoto de drones e artilharia, bem como conduzir alguns veículos como tanques ou helicópteros de combate. A grande novidade está mesmo na introdução do Riley, um pastor Alemão que nos irá acompanhar nalgumas missões. Para além de o podermos mandar atacar alguns alvos inimigos, em certas alturas iremos mesmo controlar o animal remotamente para investigar instalações inimigas sem ser descoberto.

Hello? This is dog

De resto, e como é habitual, o jogo possui uma muito forte componente de multiplayer competitivo, com inúmeros modos de jogo distintos e um sistema de progressão de carreira que nos irá recompensar com mais e melhores armas à medida que vamos ganhando experiência. Para além disso, o jogo inclui dois outros modos de jogo multiplayer inteiramente novos, que eu mais uma vez não toquei sequer, tal como referi acima. Um deles é o Squads, que envolve criarmos esquadrões de combate com elementos controlados por inteligência artificial e combater outros esquadrões também controlados por IA. O outro modo de jogo é o Extinction que faz lembrar os Zombies trazidos pela Treyarch nos Black Ops, mas em vez de mortos vivos, temos aliens que estavam adormecidos nas profundezas da Terra, agora acordados após os ataques da campanha principal. São basicamente modos de jogo cooperativos onde teremos de proteger a nossa base ou destruir alguns objectivos enquanto combatemos várias ondas de criaturas.

Graficamente o jogo envelheceu muito bem. Os cenários estão muito bem detalhados e a acção é sempre intensa!

A nível audiovisual, apesar do jogo herdar o mesmo motor gráfico dos seus predecessores, a evolução desse mesmo motor gráfico é bem notória, pois este Call of Duty Ghosts apresenta mundos bem variados e muito bem detalhados graficamente. Pelo menos no PC, jogando com tudo no máximo, o resultado final é para mim bastante satisfatório. E o facto de a campanha ser bastante dinâmica e repleta de momentos de grande acção só acrescenta ainda mais a imponência dos audiovisuais. As secções no espaço foram sem dúvida as minhas preferidas, mas o jogo tem uma série de momentos muito bons no geral. O voice acting é como habitual na série bastante competente e as músicas, quando entram, geralmente são temas mais épicos que se adequam bem ao caos à nossa volta.

Portanto, mesmo a campanha ter sido algo curta, até que gostei bastante deste Call of Duty Ghosts. A sua variedade de missões, que estão repletas daqueles momentos de maior tensão ficaram aqui muito bem implementadas! No entanto creio que não foi um jogo tão bem recebido assim, pois apesar do seu final até ter ficado algo em aberto, a Activision não deu continuidade desta história até agora.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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