The 39 Steps (PC)

De volta para uma rapidinha a mais um jogo indie. Conforme já referi inúmeras vezes neste espaço, a ascenção dos indies na indústria trouxe-nos muito revivalismo de outros tempos e por outro lado trouxe também originalidade e vontade de arriscar onde as grandes empresas não o fazem. Este The 39 Steps é uma interessantíssima adaptação do livro de 1915 de mesmo nome da autoria do escritor escocês John Buchan, misturando conceitos de livro interactivo, com o de aventuras gráficas com algum point and click à mistura. Este jogo entrou na minha colecção digital do Steam algures no ano passado, não me recordando já se me foi oferecido num sorteio, ou se foi comprado ao desbarato num dos imensos indie bundles existentes.

The 39 Steps - PCThe 39 Steps é um interessante thriller de espionagem e repleto de teorias conspiratórias, sendo passado uns meses antes dos eventos que deram origem à primeira guerra mundial. Nessa altura as grandes nações europeias (e não só) encontravam-se nun clima de tensão constante, devido ao seu cada vez maior armamento e reforços militares. O herói da história é Richard Hannay, um colono do Império Britânico envolvido em negócios de minas de diamantes. Após uma passagem por Londres, onde achava que tudo era aborrecido, Hannay numa certa noite é abordado por um outro homem que lhe pede auxílio. Franklin Scudder, um jornalista americano descobre um plano anarquista de uma organização secreta em assassinar o primeiro ministro grego em solo Britânico e com isso dar início à guerra que invariavelmente acabou por acontecer. A partir daí a história vai mesmo ganhando contornos bem definidos de uma narração thriller e contra-espionagem, colocando o Richard sempre em posições difíceis onde tem de dar azo às suas habilidades de “desenrascanço”, essa para mim foi mesmo a melhor parte da história e deixo aos “leitores” descobrirem o resto.

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O jogo está dividido por capítulos, que podemos ir revisitando sempre que quisermos.

O jogo mistura diferentes conceitos de “jogabilidade”. É uma adaptação interactiva de um livro, onde o jogador apenas tem o papel de clicar e fazer alguns movimentos com o rato. Em certas partes apenas temos texto para ler, mas sempre com belos backgrounds e sons ambiente por trás, noutras partes ouvimos os diálogos das personagens e por vezes temos algumas componentes mais de exploração de point and clicks. Nessas situações temos um background estático, onde alguns objectos podem ser explorados de forma a obtermos informação adicional. Esses objectos clicáveis ganham um relevo luminoso com o passar do tempo para facilitar a vida ao jogador. Embora não seja obrigatório explorar esses elementos (podemos simplesmente clicar em “Done” e prosseguir com a história, trazem sempre alguma informação extra que nos pode ser útil para melhor compreender a história. Seja observar correspondência, recortes de jornais com notícias relevantes ou outros. De resto em alguns momentos é-nos requerido que desenhamos com o rato algumas acções. Coisas simples como abrir uma porta ou janela, o jogo pede que descrevamos com o rato linhas de movimento, sejam rectas ou círculos, com a imagem de fundo a mudar de acordo com o movimento que fizemos. Não é algo que seja muito importante para o jogo, mas é um atributo interessante.

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Os backgrounds estão muito bem feitos, assim como os barulhos e música ambiente que nos transportam de forma convincente para 1914

De resto, como já referi o jogo apresenta um artwork muito bem feito, e em conjunto com a música ambiente, os barulhos e os diálogos muito em tom da época tornam esta “simples” adaptação de um livro em um pseudo-jogo muito agradável de se jogar. Para mim é daqueles jogos perfeitos quando queremos relaxar e “jogar” algo com uma boa história, mas que também não nos dê muito trabalho. O voice-acting está bastante bom, e mesmo com legendas vi-me um pouco aflito para entender as palavras de uma ou outra personagem escocesa, mas mesmo isso faz parte do “charme” deste The 39 Steps.

Final Fantasy VII (Sony Playstation)

Na passada PUSHSTART #40 tive o prazer de dar a minha opinião acerca do Final Fantasy VII, aquele que é muito provavelmente o JRPG mais mediático de todos os tempos. É um jogo que apesar de não ser perfeito, consigo perceber perfeitamente o porquê de ter tido tanto sucesso na crítica como pelos fãs. E só o joguei pela primeira vez de forma séria neste ano de 2014. O jogo entrou na minha colecção algures durante o ano de 2012, após ter sido comprado no ebay UK por uma quantia próxima dos 20€.

Jogo completo com caixa e manual

Podem ler a análise na íntegra aqui.

Medal of Honor Allied Assault Deluxe (PC)

Medal of Honor - Allied Assault DeluxeA série Medal of Honor foi um marco importante no panorama dos videojogos, pelo menos pela lufada de ar fresco que deu aos FPS, lançando um produto que apesar de não ser o mais realista possível, tem uma componente histórica de grande interesse, pelo menos para mim. Claro que o sucesso dos primeiros jogos fizeram com que mais empresas lançassem FPS com a temática da Segunda Guerra Mundial (Call of Duty ou Brothers in Arms por exemplo), saturando o género ao fim de alguns anos. Mas não interessa. Este Allied Assault foi o primeiro jogo da série a ter saído nos PCs, e foi o primeiro jogo da série que eu joguei, lá nos idos de 2002/2003. Apenas no ano passado é que vim a ter o jogo na minha colecção, com esta edição Deluxe que também inclui a primeira expansão, a Spearhead, e um CD bónus com a banda sonora e uns quantos vídeos, incluindo o making-of. Foi comprada na cash converters do Porto por menos de 2€.

Medal of Honor Allied Assault Deluxe - PC
Jogo completo com caixa, manuais e 4 discos

Neste jogo tomamos controlo de mais um membro das OSS (Office of Strategic Services), uma espécie de serviços secretos americanos, onde os seus agentes participavam em operações de infiltração nas linhas inimigas e sabotagem. Desta vez a personagem que jogamos é o Tenente Mike Powell, ao longo de várias missões em diferentes teatros de guerra. Vamos então poder visitar bases militares na Algéria, na Noruega gelada onde os U-boats estavam a ser preparados, o famoso desembarque na Normandia, entre outros locais tanto urbanos como militares.

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Antes de entrar no jogo podemos ir para o campo de treinos aprender as mecânicas envolvidas

A jogabilidade é algo parecida com a dos Medal of Honor da PS1, embora os controlos com rato/teclado sejam muito melhores, naturalmente. Neste jogo ainda não havia o já habitual aiming down the sights, a menos que tivéssemos em posse de uma sniper rifle. A regeneração de vida ainda era feita através de medkits e apesar de ter autosave points, podíamos fazer save game a qualquer altura, não havendo checkpoints chatos. Bons tempos. Ainda assim foram introduzidos vários elementos novos de jogabilidade também. Em algumas missões temos alguns NPCs a acompanharem-nos, que obviamente também teremos de os proteger (detesto escort missions), mas também nos ajudam nos tiroteios. Uma das coisas que eu não me lembrava mesmo de acontecer, pelo menos da primeira vez em que joguei este jogo lá para 2002/2003, é o facto dos snipers inimigos estarem tão bem escondidos. Existem níveis em que o sniping é o prato do dia, e tive imensas dificuldades em encontrar de onde vinham os tiros mesmo. Talvez como utilizei uma resolução customizada as coisas não tenham ficado tão visíveis. Mas adiante, existem outros níveis com uma maior componente de stealth e infiltração pura, onde usamos pistolas com silenciadores e vamos tendo de roubar uniformes e “papers” para mostrar a outros guardas. Isto já tinha sido feito logo no primeiro Medal of Honor, mas voltou a ser utilizado aqui. Por fim, a outra grande novidade está mesmo na condução de tanques, existe uma missão em particular em que roubamos um Tiger I ao exército alemão e depois andamos para lá a semear o terror.

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O desembarque da Normandia é uma das batalhas mais icónicas de toda a guerra

Para além da campanha single-player, que se encontra dividida em 6 missões principais, sendo que cada uma possui 3 ou 4 sub-missões, temos também vários modos de jogo no multiplayer, não fosse este um FPS para o PC. No entanto os modos de jogo multiplayer por norma não são lá muito originais. Existem variantes do deathmatch (free-for-all, team, e round based, onde não há respawn de jogadores até ao final da ronda) e existe um “objective based” que é muito inspirado em Counter Strike, onde um lado precisa de colocar bombas em locais específicos e o outro terá de o defender. Mas como este Allied Assault foi um jogo de sucesso, existem vários mods que oferecem outros modos de jogo no multiplayer, mas isso já sai fora do scope desta análise.

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Em algumas missões o stealth é mesmo o mais recomendado

Graficamente é um jogo que tem uns bons visuais, para os padrões de 2002. Utiliza uma verão modificicada do motor gráfico id Tech 3, o mesmo de Quake 3 Arena ou Return to Castle Wolfenstein. As armas, uniformes e veículos militares estão bem representados, assim como os cenários no geral. As vilas em ruínas, os bunkers e as metralhadoras colocadas em locais estratégicos dão sempre um feeling especial num jogo que tenta retratar uma época muito conturbada da história do século XX. O voice acting está ok, a voz que faz de narrador parece-me ser a mesma dos jogos da Playstation e ainda há algumas referências à Manon do Medal of Honor Underground. Como não poderia deixar de ser, as músicas épicas continuam excelentes, apesar de ter reconhecido algumas dos jogos anteriores da PS1.

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Neste jogo, para além de destruir tanques, também podemos conduzir um

Para além do jogo normal esta edição Deluxe inclui também a expansão Spearhead, a primeira de duas expansões que sairam para este Allied Assault. Na Spearhead encarnamos no papel de Jack Barnes, pertencente ao grupo da divisão 1o1 de páraquedistas norte-americanos, um grupo militar referenciado em muitos outros jogos deste género. O jogo possui 3 missões, que cobrem diferentes batalhas cruciais na 2a guerra mundial: novamente a invasão da Normandia, a batalha das Ardenas, e o assalto final a Berlim, em conjunto com o exército soviético. É uma óptima expansão repleta de conteúdo, que nos faz pensar 2x antes de pagar full price por qualquer DLC de hoje em dia.

É pena que a série Medal of Honor tenha ido para o galheiro após o Warfighter. Gostava de ver um novo episódio da série e reviver todas estas batalhas num HD glorioso. Este Allied Assault é um bom jogo, embora tenha as mecânicas mais old-school e viva num mundo de fantasia de “one man-army” a maior parte do tempo, dá perfeitamente para nos divertirmos.

Fighting Vipers (Sega Saturn)

Fighting VipersJá disse por várias vezes que gosto bastante da época dos anos 90 da Sega, em especial os seus jogos arcade em 3D como Sega Rally, Daytona USA ou Virtua Fighter. A Sega Saturn, a polémica consola de 32bit, amada por uns e odiada por outros, serviu para trazer a grande maioria desses títulos arcade para casa, em boas conversões ou nem tanto assim. A série Virtua Fighter, produto da criatividade de Yu Suzuki é um dos grandes marcos dessa época, mas não foi a unica série de jogos de pancada em 3D que teve a mão desse senhor. Enquanto Virtua Fighter apostava num maior realismo na representação de diversas artes marciais (sem contar com os saltos de astronauta, claro está), este Fighting Vipers possui algumas diferenças, sendo um jogo mais descontraído e ainda mais “arcade”. A minha cópia veio-me parar às mãos algures em 2011 se a memória não me falha, tendo ficado por volta de 2€, em conjunto com o Fighters Megamix, num leilão do Miau.pt. Infelizmente o jogo já viu melhores dias e não tem manuais, pelo que mais tarde ou mais cedo irei substituí-lo por uma versão completa e em bom estado.

Fighting Vipers - Sega Saturn
Jogo com disco.

Fighting Vipers tem um feeling muito mais urbano e de “street fighting“. Todos os seus lutadores são jovens rebeldes, como gansters, músicos de bandas rock/metal, skaters e por aí fora. Todos eles participam em lutas de rua de forma a pertencer à elite dos “Vipers”. Por algum motivo o presidente da câmara lá da cidade local (Armstrong City) decide organizar um mega torneio de artes marciais e todos esses lutadores aderem, na esperança de vencer. História e jogos de luta nunca foram coisas que se deram assim tão bem, e este Fighting Vipers é um desses jogos. Mas na verdade também não é preciso muito mais para que um jogo deste tipo nos agrade!

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Ao lado das barras de energia de cada lutador temos também uma figura que indica o estado da sua armadura

E é na jogabilidade que Fighting Vipers possui algumas diferenças em relação ao Virtua Fighter. Para começar, todos os lutadores possuem uma armadura, que se pode partir com o dano sofrido e os lutadores para além de ficarem mais despidos, naturalmente que ficam bem mais vulneráveis aos ataques. As arenas são também fechadas, no entanto, através de alguns golpes especiais podemos atirar os adversários por cima das mesmas, ou mesmo através delas, destruindo as arenas num só golpe. Estes golpes mais “over the top” são justamente das coisas que tornam este Fighting Vipers num jogo menos realista mas nem por isso menos divertido. Os controlos são muito semelhantes aos do Virtua Fighter, com o botão A para bloquear, B para murros e C para pontapés. Os restantes botões do comando da Saturn (à excepção do direccional e Start, claro) servem para fazer pequenos combos de 2 ou 3 acções. Nesta versão Saturn existe uma opção em que podemos jogar o modo arcade com uma regra especial: através de uma combinação de botões é possível o nosso lutador despir a sua armadura por completo. de modo a poder executar alguns ataques rápidos. No entanto ficamos mais vulneráveis, claro. Infelizmente alguns golpes em específico de alguns lutadores são bastante poderosos, o que acaba por tirar algum desafio do jogo no modo arcade.

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É impressão minha ou a Jane é uma imitação da Vasquez do filme Aliens?

Fighting Vipers é também um jogo que se esforçou mais para apresentar mais conteúdo para além de uma simples conversão arcade. Assim sendo, para além do modo arcade, onde depois até poderemos desbloquear alguns lutadores adicionais como o boss Mahler e o modo versus onde podemos jogar contra um amigo, temos também o Team Battle, Training e Playback. O training dispensa quaisquer apresentações, é um modo de jogo onde podemos treinar os golpes dos lutadores. Playback permite ver o replay alguns combates que gravamos e por fim o Team Battle é uma espécie de torneio. Neste Team Battle podemos escolher uma equipa de lutadores e defrontar uma equipa criada por um amigo, ou pela CPU. Neste modo de jogo podemos definir se queremos que a vida e armadura dos lutadores transite para o combate seguinte ou se é feito um reset a 100%. Cada equipa pode ter o mesmo lutador entre ambas, ou até repeti-lo várias vezes na sua equipa.

No que diz respeito ao audiovisual, o original da arcade corre no sistema Model 2, o mesmo de Virtua Fighter 2. Esse é um sistema mais poderoso que a Sega Saturn, pelo que esta conversão não apresenta naturalmente o mesmo poderio gráfico. Ainda assim não é nada mau de todo. Os lutadores continuam muito bem detalhados, embora um bocadinho menos que no Virtua Fighter, devido às suas armaduras/vestimentas mais complexas e as arenas apresentarem um pouco mais de detalhe. Mas é precisamente pelas armaduras e vestimentas mais detalhadas que os lutadores me parecem ter um maior carisma. Os backgrounds continuam a ser imagens em 2D, embora tal como no VF2 apresentam alguma dinâmica, o que já disfarça um pouco a coisa. Mas o que é realmente bom neste Fighting Vipers são as músicas, sendo quase todas hard rock/metal, mesmo como eu gosto.

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Nas opções podemos customizar os controlos à nossa medida

Concluindo, se gostam de jogos de pancada em 3D e têm uma Saturn, então comprem este jogo se tiverem a oportunidade. Virtua Fighter 2, Fighting Vipers e Fighters Megamix são a santíssima trindade dos jogos deste género na Saturn e não deixam de ser jogos de grande peso em toda a geração 32bit. E o Last Bronx também mandou um beijinho, mas esse ficará para um outro artigo.

Mario Party 4 (Nintendo Gamecube)

Mario Party 4A série Mario Party surgiu na era da Nintendo 64, tendo sido bastante prolífera nessa consola da Nintendo e em especial na Gamecube, com 4 jogos lançados a cada ano que passou. O primeiro desses jogos na consola cúbica da Nintendo foi precisamente este Mario Party 4, sendo mais uma vez um jogo pensado para divertir um grupo de amigos durante uma tarde inteira. A série Mario Party, apesar de lhe reconhecer qualidade, não é propriamente dos jogos que eu mais faço questão de ter. Este jogo entrou na minha colecção após ter sido comprado como bundle a um particular há uns valentes anos atrás, tendo-me ficado por 5€, se a memória não me falha.

Mario Party 4 - Nintendo Gamecube
Jogo com caixa, manual em português da Concentra, e papelada

O modo de jogo principal é o modo história, onde vamos jogando numa série de tabuleiros protagonizados por diferentes personagens do universo Mario, como o Toad, Goomba, Koopa, e por aí fora. Cada tabuleiro possui diferentes temáticas e estão repletos de mini-jogos, truques e artimanhas. Essencialmente existem 4 personagens em jogo (que podem ser Mario, Luigi, Peach, Donkey Kong, Daisy, Wario, Waluigi e Yoshi). Inicialmente temos de rolar um dado (que dá um número de 1 a 10) para definir a ordem de cada turno, quem lançar o número maior começa em primeiro lugar e por aí fora. Depois o jogo comporta-se como um jogo de tabuleiro. A cada ronda lançamos o dado e avançamos esse número de “quadrados”, havendo naturalmente uns quadrados especiais e outros nem por isso. Cada jogo tem um número fixo de turnos e o objectivo é coleccionar o maior número de estrelas possível. Essas estrelas vão estando espalhadas de forma alternada em diversos pontos no tabuleiro, ou seja, ao alcançar uma estrela, a próxima aparece noutro ponto.

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As estrelas ficam alocadas a m “quadradinho” em específico, ou em locais secretos

Cada “casa” do tabuleiro tem as suas peculiaridades. As azuis dão um bónus de 3 moedas, as vermelhas retiram 3, as que têm um símbolo do Bowser geralmente também têm efeitos negativos, muitas vezes para todos os jogadores. Existem lojas onde podemos comprar itens, outras casas especiais que nos transportam para a mesma posição de uma outra personagem, outras que chamam minijogos em específico (os Battle Games), ou outros eventos, como os Reversal of Fortune – onde através de um pseudo-sorteio podemos mesmo mudar por completo a maré do jogo, ao trocar as estrelas, moedas ou itens entre 2 personagens. Os tabuleiros vão sendo cada vez mais complexos, com caminhos alternativos que podemos escolher e outros obstáculos. No final de cada ronda temos sempre um minijogo pela frente, que tanto pode ser todos contra todos (como um em que temos de apanhar o máximo número de peixes num lago), 2 contra 2, onde jogamos em equipa com outra personagem, ou 3 contra 1. Os minijogos são bastantes e bem variados entre si, alguns exigem alguma perícia, outros é meramente uma questão de sorte. Infelizmente não estou assim tão familiarizado com a série pelo que não sei o quão originais os jogos do Mario Party 4 são em comparação com os 3 anteriores da N64.

Ao vencer os minijogos vamos ganhando moedas, que podem ser utilizadas para comprar items ou noutros eventos, como pagar a um Boo que roube moedas ou estrelas aos adversários. Dos items temos cogumelos verdes que nos transformam num gigante, podendo rolar 2 dados, saltar em cima dos adversários e roubar-lhes 10 moedas, mas a desvantagem de não podermos entrar em lojas ou noutros “eventos”. Por outro lado temos uns cogumelos rosa que nos transformam numa versão mini, apenas podemos rolar 1 dado de 1 a 5, mas temos a vantagem de passar em alguns túneis estreitos. Outros items consistem num tubo verde que nos permite trocar de posição com outra personagem, ou uma lâmpada mágica que nos leva directamente à estrela. A variedade de items é considerável e dá mesmo para fazer algumas maroscas que vão definitivamente chatear quem estiver a jogar connosco. Para além do modo história existem outros modos de jogo que nos permitem jogar livremente todos os minijogos que desbloqueamos e outros, ou mesmo outros tabuleiros mais pequenos e com regras diferentes. Mario Party 4 é bastante robusto a nível de conteúdo.

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Exemplo de um dos minijogos “3 contra 1”. Ao saltar nas bóias geramos ondas, temos de saltar em conjunto de forma a mandar o outro abaixo

Passando para o audiovisual, dá para ver bem que este é um jogo de primeira geração da Gamecube. As personagens têm um bom número de polígonos, dá para ver que estão bem redondinhas. Infelizmente o jogo perde muito nas texturas que são bastante simples e nos efeitos de luz. No final de cada jogo, ao anunciar os vencedores, dá para ver perfeitamente que o holofote que ilumina o vencedor poderia estar muito melhor. Mesmo o pop-up que aparece a dizer “Party Star” parece algo retirado dos tempos da Nintendo 64. Ainda assim não deixa de ser um jogo bastante colorido e com uma enorme variedade de ambientes, em especial nos mini jogos. As músicas e efeitos sonoros são agradáveis, mas nada do outro mundo.

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Estes efeitos fantásticos!

Mario Party 4 é um jogo bem sólido para quem for fã de party games. Mas como é o único party game que eu joguei a fundo, não tenho propriamente uma grande base de comparação. Os minijogos que apresenta são divertidos, e tanto podem exigir perícia, como são meramente uma questão de pura sorte, qual roleta-russa. Se são fãs da série, e em especial se têm 4 comandos da Gamecube convosco, então certamente que encontrarão algo de interesse neste jogo.