Breakquest (Sony Playstation Portable Minis)

Vamos lá a mais uma rapidinha, desta vez com o primeiro jogo da categoria PSP Minis a ser analisado neste espaço. Os Minis são uma série de jogos indie que estão disponíveis para compra na loja online da Playstation, a partir de qualquer PSP e não só. Alguns destes jogos acabaram por ter releases em formato físico através de várias compilações, mas sinceramente não sei se este é o caso. Breakquest é um interessante clone de Arkanoid e chegou-me à colecção como sendo um presente de natal por parte da Sony a todos os possuídores de PSP. Creio que foi no Natal de 2012.

BreakQuest

E o Breakquest é um jogo indie que pega na fórmula já bem conhecida do Arkanoid, Breakout e similares e tenta dar-lhe um toque mais moderno. O jogo foi originalmente desenvolvido pela Nurium Games para o PC e posteriormente convertido para outras plataformas, entre os quais esta versão Mini para o serviço PSN da PSP, cuja ficou a cargo dos Beatshapers.

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Breakquest apresenta níveis bastante diferentes dos que são normalmente apresentados em jogos deste género

E o que salta à vista no Breakquest são os 100 níveis que podemos jogar, todos eles com temáticas diferentes entre si e com físicas muito interessantes que vão bem mais além do que os jogos clássicos do género. Todos os níveis vão sendo bastante distintos entre si e com mecânicas próprias: um deles funciona como o tetris, de forma a destruir os blocos, temos de preencher uma linha da mesma cor, outro nível apresenta os blocos como se estivessem presos a uma corda elástica, tirando o máximo partido da engine de física utilizada, com imensas colisões à mistura, outro até se assemelha bastante a um Space Invaders. Para acompanhar esta variedade de níveis e gameplay, o jogo tem imensos powerups, itens e armas que podem ser usadas para destruir os blocos. Naturalmente esses powerups que vão caíndo tanto podem ser benéficos, como bolas múltiplas ou protecções no fundo do ecrã que não deixam a bola cair, outros powerups complicam-nos a vida, embora no ecrã da PSP nem sempre seja fácil distinguir entre uns e outros.

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Os níveis vão sendo bastante coloridos e originais

Infelizmente os controlos não são os melhores e isso acaba por prejudicar bastante um jogo deste género. Essencialmente podemos controlar a nave através do direccional ou pelo analógico da PSP. Enquanto que o primeiro desloca a nave muito lentamente, no segundo acaba por ser precisamente o contrário. Existe também a habilidade de controlar um pouco a trajectória da bola, através de um botão que aumenta ligeiramente a gravidade, fazendo com que a trajectória da bola caia mais “a pique”. Esta é uma técnica que tem um imenso potencial estratégico para se masterizar, mas com estes maus controlos não se tira todo o partido que poderia oferecer.

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Com 100 níveis e 3 graus de dificuldade, BreakQuest acaba por ter muito conteúdo para os fãs deste género

O jogo apresenta gráficos simples, mas bastante coloridos e diversificados entre si, e o mesmo pode ser dito das músicas, que muitas delas acabam por ser bastante viciantes. Com os seus 100 níveis no Quest Mode, diferentes graus de dificuldade, e o modo Arcade (oferecendo um número mais reduzido de níveis), tornam este jogo que apesar de não ser perfeito, numa excelente escolha para “pick up and play“, naqueles momentos chatos em que não sabemos muito bem o que jogar.

Virtual-On: Cyber Troopers (Sega Saturn)

VirtualOnBoxSempre que vejo este jogo o anime Evangelion vem-me logo à cabeça, apesar de a única semelhança ser mesmo os mechas. E Virtual-On é mais um jogo de luta das arcades, mas com os mechas a jogabilidade acaba por ser muito diferente, com arenas largas, totalmente em 3D, com obstáculos e várias habilidades diferentes por parte dos mechas – aqui chamados por Virtuaroids. E como todo o jogo da Model 2 que fez sucesso na sua altura, uma conversão para a Sega Saturn era o próximo passo lógico. Este jogo entrou na minha colecção após ter sido comprado algures no ano passado na cash converters de Alfragide, se não estou em erro. Creio que me custou 4€.

Virtual-On Cyber Troopers - Sega Saturn
Jogo completo com caixa, manuais e papelada

Como seria de esperar, o jogo passa-se no futuro. Mais precisamente um futuro totalmente governado por interesses económicos, onde todos os governos foram privatizados. Mas esse frágil balanço de poder existente devido a estas políticas sofreu um grande abalo quando uma empresa de exploração mineira descobre umas ruínas bastante complexas e repletas de tecnologia avançada em pleno subsolo lunar. Depressa começaram a utilizar essa tecnologia para fins bélicos, o que levou à criação destes Virtuaroids que vemos neste jogo. No entanto inadvertidamente activaram os protocolos internos de segurança dessa misteriosa base lunar, surgindo assim um cenário de guerra em plena Lua. De forma a combater esta situação, nós encarnamos num de milhares de pilotos que têm de testar as suas habilidades ao pilotar uma máquina destas antes de entrar no conflito lunar. Assim sendo o jogo está dividido em duas partes: A primeira é de treino contra uma série de outros mechas em combates de realidade virtual. A última metade do jogo já é passada “no duro”, a caminho da base lunar. A nível de jogabilidade não há grandes diferenças, essa distinção serve mais para aumentar o grau de dificuldade que outra coisa.

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Antes de cada combate temos um ecrã deste género, que nos mostram detalhes do adversário e da arena

Este jogo foi lançado originalmente no Japão em conjunto com o acessório Twin Stick para a Saturn, um dual arcade joystick óptimo para controlar os mechas, tal como o foi na Arcade. Infelizmente não disponho de tal preciosidade, pelo que tive de me contentar com o gamepad normal. E os controlos podem ser um pouco estranhos no início. O botão direccional serve para avançar, andar para trás e fazer strafing para a esquerda e direita (tal como o esquema WASD). Para virar mesmo para a esquerda ou direita temos de utilizar os botões L ou R. Devido À falta de analógicos, creio que seria mais intuitivo utilizar-se os botões de cabeceira como strafing. Depois os botões faciais servem para saltar, correr, disparar as armas da esquerda, direita, ou as centrais. Essas armas utilizam também energia que após ter sido toda gasta, teremos de aguardar até podermos atacar novamente. As armas laterais podem ser disparadas em movimento, mas as centrais, mais poderosas, necessitam que estejamos parados, o que também nos pode deixar mais vulneráveis. Claro que nos close encounters em vez de projécteis podemos usar umas espadas de energia todas fancies, mas nos níveis mais elevados de dificuldade os close encounters não são muito recomendáveis.

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Os Mechas com que podemos jogar. Naturalmente possuem um design muito “japonês”

Dispomos então do modo arcade para jogar, onde tal como tinha referido atrás está dividido entre “simulações” de combates passados em pleno planeta Terra, desde plataformas em alto mar, até combates em planícies verdejantes. A segunda metade apesar de manter a mesma jogabilidade coloca-nos a combater na tal base lunar, onde tudo tem uma aspeco mais high-tech. Para além do modo arcade temos também o obrigatório Versus para 2 jogadores e um modo “Ranking”. Engraçado que podemos customizar o split screen do modo versus para barras laterais ou a divisão horizontal tradicional. O modo Ranking é parecido ao arcade, mas no final de cada round a nossa performance é avaliada em vários parâmetros como a precisão, o tempo ou o dano sofrido, por exemplo. Nos mercados americano e japonês existe uma versão deste jogo em que é possível jogar-se online, com recurso ao serviço Netlink que infelizmente não chegou ao velho continente.

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O jogo tem uns bons efeitos de transparências, algo que sempre foi um dos calcanhares de aquiles da consola

Graficamente é um jogo competente, embora se estivermos a analisar a “força-bruta” a nível poligonal, texturas e afins, então a versão Model 2 é bastante superior, o que seria de esperar. Mas ainda assim consegue ser um bom jogo e mais um óptimo exemplo que a Saturn é um sistema bem capaz de bons gráficos 3D, quando bem trabalhado. As explosões e todos os outros efeitos de luz com transparências são outro ponto bastante forte, visto a Saturn não ter nativamente por hardware a capacidade de gerar esses efeitos gráficos. As músicas também vão sendo variadas e na minha opinião estão bem conseguidas, captando bem a atmosfera pretendida para o jogo. O mesmo pode ser dito dos efeitos sonoros e vozes robóticas que se adaptam perfeitamente para o que o jogo oferece.

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O que nos espera no final de uma partida no Ranking Mode

Virtual-On é um jogo interessante, para quem gostar de mechas e procura um jogo arcade e repleto de acção sobre este tema, tem aqui um bom exemplo para a Sega Saturn. Infelizmente a série acabou por se perder em solo europeu, apesar deste jogo ter sido relançado digitalmente para os serviços Xbox Live Arcade e PSN. De qualquer das formas isso não invalida o facto das sequelas oficiais (Oratorio Tangram para Dreamcast, Marz para PS2 e Force para X360) nunca tenham saído em solo europeu.

Virtua Fighter Animation (Sega GameGear)

virtuafighteranimationVoltando à minha micro-colecção da portátil 8bit da Sega, a Game Gear, para mais uma rapidinha. Virtua Fighter Animation é a única entrada da série Virtua Fighter para as plataformas de 8 bit da Sega, com o lançamento para a Master System ser exclusivo do mercado brasileiro, mas falaremos melhor disso lá para a frente. Este jogo foi uma oferta da minha namorada quando foi de viagem para França há uns meses atrás. É apenas o cartucho, mas com a versão Master System com preços proibitivos fora do Brasil, era um jogo que eu ambicionava ter mais tarde ou mais cedo.

Virtua Fighter Animation - Sega Game Gear
Jogo, apenas cartucho

Tal como o nome indica, esta é uma adaptação da série animada sobre o Virtua Fighter, que por acaso nunca cheguei a ver. Assim sendo, há um maior destaque na história do que em qualquer dos outros jogos da série. Inicialmente começamos a aventura com Akira, que estava calmamente a jantar num restaurante até se ter envolvido acidentalmente numa confusão com Pai, filha de Lau, começando assim a primeira cena de pancada. E essa história vai escalando de severidade, ao acabar por se tornar nos clichés habituais, com uma organização secreta a querer dominar o mundo. Inicialmente apenas dispomos de Akira com quem jogar, mas à medida em que vamos progredindo na história, vamos desbloqueando os restantes lutadores que podem ser escolhidos nos combates seguintes.

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Também neste jogo temos os ringouts dos restantes.

O casting deste jogo é composto pelo elenco do primeiro Virtua Fighter, deixando Jeffry de fora, bem como todas as outras personagens exclusivas do anime, o que é pena. A jogabilidade herda os controlos básicos da série, mas com o botão Start a servir de block, o que é algo desconfortável. De resto, por incrivel que pareça, conseguiram adaptar imensos golpes dos jogos da Saturn neste pequeno cartucho. E as animações ficaram bastante fluídas!

De resto, para além do modo história temos também um modo versus onde não temos de esperar até desbloquear todos os lutadores no modo história. Infelizmente esse modo versus é apenas contra o computador. Na versão original do jogo que saiu no Japão, existe um modo versus para 2 jogadores que se ligam através de um cabo. É uma pena que tenham decidido retirar essa opção da versão ocidental, retira muito do valor ao jogo. De qualquer das formas vemos aqui uma opção interessante, um zoom que foi incorporado no jogo. Na forma normal, vemos os lutadores em ponto pequeno, e a arena de uma forma mais ampla. Ao seleccionar o parâmetro “large”, então aí o jogo apresenta um grande zoom durante toda a luta. Se por outro lado seleccionarmos o parâmetro “Realtime” então o jogo vai alternando dinamicamente entre os dois ângulos. Quase um Art of Fighting!

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Podemos activar um zoom que aproximam bastante os lutadores do ecrã

Graficamente é um jogo muito interessante. No modo história passamos grande parte do tempo a ver cutscenes repletas de animações, o que para uma consola 8bit é algo sempre notável. Os gráficos no jogo em si estão também bem detalhados dentro dos possíveis. Mais uma vez devo dizer que é notável as animações que conseguiram com que os lutadores ficassem, e com muitos dos seus golpes já conhecidos ficaram também muito bem representados neste sistema 8bit. As músicas por si é que já não são grande coisa, assim como os próprios efeitos sonoros. Mas cumprem o seu papel.

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As “cutscenes” são bastante longas e repletas de animações.

No fim de contas este é um jogo de luta muito interessante para qualquer um dos sistemas 8bit. No Brasil a Tectoy converteu este jogo para a Master System, com o jogo a ter uma maior resolução desta forma. Infelizmente como o botão de Pausa está na consola, em vez de ser o Start no comando, a função de bloqueio deixou de existir, e com isso me parece que muitos dos golpes também. Ainda assim a versão Master System não deixa de ser um jogo que eu gostaria muito de vir a ter um dia.

Indiana Jones e a Última Cruzada (Sega Master System)

IndianaJonesAndTheLastCrusade-SMS-PTVamos lá para mais um lançamento para a Master System que por uma razão ou outra levou com esta edição “Portuguese Purple”. Este jogo do Indiana Jones como pode ser visto no título é baseado no terceiro filme com o mesmo nome, e devo dizer desde já que era daqueles jogos dignos de aparecer num dos vídeos do Angry Videogame Nerd, de tão injogável que é. Ah, mas afinal sempre apareceu, na sua versão NES, que por muito má que seja ainda vai sendo mais completa que esta pois inclui bosses e outras coisas que falarei mais à frente. Este jogo foi-me oferecido por um particular, está em bom estado, mas falta-lhe o manual.

Indiana Jones e a Ultima Cruzada - Sega Master System
Jogo com caixa – edição Portuguese Purple com o título em Português

O jogo tenta seguir os acontecimentos dos filmes, dentro dos limites impostos pelo hardware da época. Começamos o jogo numa caverna onde podemos encontrar a cruz de S. Coronado, o segundo nível já nos coloca a escapar dos bandidos num comboio circense, mas ao contrário dos filmes, em vez destes níveis serem jogados com o jovem escuteiro Indiana Jones, é a sua forma adulta que aparece durante todo o jogo. Prosseguindo com o jogo, vemo-nos numas catacumbas onde procuramos o escudo de um cavaleiro templário que nos dá mais pistas sobre a localização do Santo Graal, o quarto e quinto níveis já são passados com Indy à procura do diário do seu pai, um deles nas muralhas do castelo Brunwald e o seguinte num Zeppelin em primeiro voo. Por fim o sexto e último nível decorre na caverna onde se acaba por descobrir o Graal, tendo nós de guiar o Indy por uma série de armadilhas, incluindo o famoso “puzzle” IEHOVA.

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Antes de cada nível temos um ecrã deste género

Mas ao contrário do que seria de esperar, não é necessário apanhar nenhum desses itens para progredir no jogo, esses só nos servem para aumentar a pontuação. De resto o objectivo de cada nível é então ir do ponto A ao ponto B, evitando ou derrotando os inimigos que nos atravessam à frente e esquivar de todos os obstáculos. Bom, até aqui nada de especial, não fossem os controlos uma miséria. É impossível controlar os saltos, ou damos um salto vertical ligeiro, ou um salto em comprimento fixo mediante a direcção por onde nos estamos a movimentar. O mau que isto tem é que o jogo está repleto de precipícios e não tendo maneira de controlar os saltos, teremos de ter uma precisão milimétrica para saber onde saltar. Depois o Indiana Jones tem uma barra de energia que baixa muito rapidamente: tocar nuns espinhos ou tecto, lá se vai parte da vida. Levar um tiro ou uma facada, igualmente. Cair de uma altura elevada? Também. Mas se apenas tocarmos num inimigo é logo morte certa.

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Estas bolas de fogo são outro dos perigos mortais e ainda por cima têm uma cadência difícil de adivinhar.

E o pior é que inicialmente apenas podemos atacar utilizando os punhos, o que nos dá logo uma grande desvantagem face aos ataques de longo alcance dos inimigos. Depois lá vamos apanhando chicotes espalhados pelos níveis, mas estes podem apenas ser utilizados 5 vezes, depois lá teremos de procurar outro. Um outro item que podemos encontrar espalhado pelos níveis é uma ampulheta que para além de regenerar o tempo limite, serve de checkpoint no nível. Ao morrermos, poderemos recomeçar daquele ponto no nível. Os níveis acabam por ser bastante labirínticos e por vezes com timers bem apertados, pelo que conjugando os maus controlos, a facilidade em sofrer dano, o tempo apertado e uma munição limitada de chicotes vão tornar este jogo muito, mas mesmo muito frustrante. Bastava melhorarem os saltos e tornar o chicote com uso ilimitado que o jogo acabava por se tornar bem mais divertido.

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Mesmo com o chicote, temos de atacar os inimigos com o timing e distância certa.

No entanto, apesar de possuir apenas 6 níveis, há algo que capta a atenção deste jogo: os seus visuais bem trabalhados e sprites com boas e fluídas animações, tendo em conta as limitações da Master System, claro está. Mas de que serve um jogo com gráficos bonitos se é injogável? Admito, apenas consegui chegar ao final através do save state, e mesmo assim ainda foi preciso muita paciência. As músicas é outro ponto fraco do jogo, isto porque existem apenas 3 músicas ao longo de todo o jogo: temos a música temática do Indiana Jones a tocar durante o título e duas outras pequenas músicas que tocam sempre que começamos/terminamos um nível ou perdemos uma vida. Só isso, durante do jogo somos deixados com os efeitos sonoros também simples e nada mais.

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O foco dado nos highscores é influenciado pelos sidescrollers arcade da velha guarda

De resto, há imensa confusão em relação a este jogo, pelo menos para mim. Essencialmente existem 2 vertentes diferentes de jogos Indiana Jones and the Last Crusade – uma aventura gráfica desenvolvida pela própria LucasArts e com lançamento em vários computadores da época, e o jogo de acção, onde esta versão da Master System se insere, desenvolvido pela Tiertex e publicado pela U.S. Gold. Dentro deste jogo de acção, existem lançamentos para imensas outras plataformas como o PC, Commodore 64 e Amiga, Zx Spectrum, MSX, Game Gear ou Mega Drive, cada versão com as suas peculiaridades nos níveis e pontos fortes/fracos na jogabilidade e audiovisual. Mas chegando à NES, vemos 2 versões com o mesmo nome, uma produzida pela Taito e uma outra pela Ubisoft que, numa primeira vista parece herdar imensas coisas deste jogo, como os gráficos. Mas por outro lado, e apesar de ter a mesma (in)jogabilidade, parece-me ser um jogo mais completo. Não sei se a Ubisoft reaproveitou os mesmos assets deste jogo, não consegui encontrar informação disso na Internet, se alguém souber agradeço a informação.

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A sprite do Indiana Jones em particular está muito bem trabalhada para uma Master System

No fim de contas este é daqueles jogos que apesar de ter tido pontuações altas para a altura em que saiu, não consigo mesmo perceber o porquê dessas mesmas pontuações, visto que o jogo tem tantos problemas tantos nos controlos como no level design que para mim é practicamente injogável. Mas não deixa de ser um jogo com lançamento Portuguese Purple e só por aí já vale a pena ter.

Go! Go! Nippon! ~My First Trip to Japan~ (PC)

Voltando às rapidinhas para mais uma análise a um jogo indie que é algo peculiar. Go! Go! Nippon! ~My First Trip to Japan~ é mais uma visual novel típica do mercado japonês. É uma das primeiras, senão mesmo a primeira do género a sair no Steam e ao contrário da grande maioria de jogos deste género com o seu conteúdo hentai, este apesar de ter algum fanservice ligeiro e romance, o grande foco é mesmo dar a conhecer o Japão, os locais mais interessantes a visitar e uma estimativa das despesas gastas em transportes, alimentação e afins. O jogo deu entrada na minha colecção algures durante o mês passado, tendo sido comprado num bundle do IndieGala em conjunto com outros jogos como o Vanguard Princess.

Go Go Nippon! My First Trip to JapanInicialmente o jogo pede-nos o nome e qual a taxa de conversão de dólares ou euros para o yen. Este último achei estranho e logo vi que esta não seria uma visual novel normal. Depois a história lá começa, nós encarnamos num jovem rapaz que é fascinado pelo Japão e que está a fazer a sua primeira viagem ao país. Durante o ano anterior manteve sempre contacto com os irmãos Akira e Makoto e ficou combinado que passaria uma semana em casa deles, nos subúrbios de Tóquio. Mas quando chega a Tóquio descobre que tanto Akira como Makoto, apesar de terem nomes comuns de rapazes são na verdade 2 belas raparigas. E pior, vai estar sozinho em casa delas pois os pais tiveram uma emergência qualquer no trabalho e tiveram de se ausentar. Isto é a receita típica de qualquer visual novel hentai (eu não sei! contaram-me!), mas neste jogo o foco não está aí, apesar de ao longo da semana podermos criar um romance com uma das 2 raparigas.

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Makoto e Akira, as duas irmãs que servem de guias turísticas ao longo do jogo

Após esta introdução lá vemos que este jogo é mais um guia turístico interactivo que outra coisa. Nos primeiros 3 dias podemos escolher 1 de 6 destinos a visitar, todos eles diferentes províncias de Tóquio como Akihabara, Shinjuku ou Shibuya, cada um com as suas peculiaridades. Cada destino tem uma das irmãs como guia turística, algo que só sabemos quem nos calha na rifa após escolher o destino a visitar. No fim de contas vai dar sempre pelo menos 2 destinos com uma das raparigas e é com essa que o romance se vai desenrolando. Depois desses 3 dias temos uma viagem de 2 dias a parte tradicional de Kyoto e o último dia podemos visitar Yokozuna ou Kamakuna, mediante qual a rapariga que nos apaixonamos.

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As 6 diferentes localidades de Tóquio que podemos visitar nos primeiros 3 dias.

Pseudo-romances à parte, o jogo impressionou-me pela quantidade de informação debitada em todos os locais que foram visitados e acima de tudo dá-nos uma estimativa  de quanto custariam bilhetes para os mais variadíssimos transportes, ou mesmo o valor típico de algumas refeições – que a ser verdade, foi mais barato do que o que acharia. Fiquei a saber que no Japão existe o cartão SUICA que à semelhança do Andante do Porto ou respectivos homólogos lisboetas nos permitem andar numa série de transportes públicos urbanos e não só, como método de pagamento em vending machines e existindo até telemóveis que permitem utilizar o saldo desse cartão nas comunicações.

Outra coisa que achei interessante é o facto do texto vir em 2 linguagens: os caracteres originais japoneses e sua tradução para inglês. No entanto, em expressões mais comuns como itadakimasu, a palavra não é traduzida, mas é mostrada uma nota no texto referindo o seu significado e utilização. De resto a jogabilidade é a típica de uma visual novel: clicar no texto ad aeternum para a história se ir desenrolando. De vez em quando temos direito a optar algumas coisas, algo que é feito utilizando o rato. Mas não deixa de ser um jogo bastante linear, com 2 playthroughs consegue-se completá-lo. Felizmente temos a opção skip text, bastante útil quando estamos a rejogar algumas secções e não quisermos levar com todos aqueles blocos de texto em cima.

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No canto inferior direito vemos algumas opções rápidas, como o skip text, auto scroll ou ver os diálogos anteriores.

Os visuais são simples e muito “estáticos” como acontece geralmente nas visual novels. O artwork das personagens é puramente inspirado em anime como não poderia deixar de ser, mas como este é um jogo mais “guia turístico” que outra coisa, as representações das localidades e pratos tradicionais são mais realistas. A música é variada, com algumas melodias rockalhadas mais upbeat ou outras mais calminhas, como aquela mais tradicional sempre que se visita algum templo.

No fim de contas é um pequeno jogo que apenas recomendo por todas as curiosidades que são apresentadas da história e cultura japonesa bem como todas as dicas que são dadas a quem visitar o Japão pela primeira vez.