Metal Gear Acid (Sony Playstation Portable)

Metal Gear AcidLembro-me bem dos primeiros anos sobre a rivalidade entre a Nintendo DS e a PSP. Enquanto uns apreciavam a vertente mais “inovadora” da Nintendo DS, outros preferiam o sistema tecnicamente mais avançado, com a PSP a renderizar gráficos próximos dos da Playstation 2, o que para a altura era algo muito impressionante numa portátil. E com um Metal Gear anunciado para a plataforma, os fãs da série só tinham que ficar contentes. Infelizmente (para uns), o Metal Gear Acid acabou por ser um jogo completamente diferente dos restantes onde apesar de o stealth continuar a ser algo a ter em conta, desta vez a jogabilidade é a de um jogo de estratégia por turnos em que as nossas acções são dadas por cartas de trading card games. O jogo entrou na minha colecção algures em 2012 se não estou errado, tendo sido comprado na GAME do Maiashopping por 10€, se a memória não me falha.

Metal Gear Acid - Sony Playstation Portable
Jogo completo com caixa e manual

A história é um imbróglio de todo o tamanho, mesmo para os padrões da série Metal Gear. Basicamente o jogo decorre durante o ano de 2016, onde um avião norte-americano é tomado de assalto por 2 marionetas com poderes sobrenaturais. Sim, isso mesmo que leram. Esse avião traz a bordo Viggo Hatch, um senador Norte-Americano muito poderoso e como tal, um pedido de resgate chorudo seguiu-se pouco depois. Os terroristas pretendem que o governo norte americano lhes entregue os detalhes de Pythagoras, um projecto militar/científico ultra-secreto. Acontece que esse projecto está em curso num qualquer pais Africano, cujo governo não quer cooperar com os Estados Unidos na resolução do conflito. Sendo assim a solução é enviar Snake para se infiltrar na base militar africana e recuperar Pythagoras, de forma a salvar o senador norte americano.

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A movimentação é dada por estes quadradinhos, tal como nos RPGs tacticos

A história não pertence à série principal de Metal Gear, então o facto de se tornar uma confusão de todo o tamanho (em especial as sequências finais) já atenuam um pouco a coisa. No entanto ainda existem referências aos restantes jogos da série desenvolvidos até à altura, e incluindo até outros clássicos de Kojima como Snatcher ou Policenauts. Essas referências tomam a forma de cartas, elemento central da jogabilidade deste jogo. Essencialmente é um jogo de estratégia por turnos, onde dispomos de um certo número de “quadrados” para os quais nos podemos mover durante um turno, ou utilizar cartas para efectuar uma série de acções dentro do turno. Essas cartas tanto podem ser armas que podem ser equipadas e disparar com elas, outras são meras habilidades que nos aumentam as características, como aumentar a defesa, a evasão, aumentar a distância percorrida num único turno, entre outras.

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Entre missões podemos ir refinando o nosso deck, o que é útil porque há missões em que certas cartas serão melhores em determinadas situações

Essas cartas e restantes acções possuem um “custo” de utilização, cujo no final do turno será tomado em conta. O custo é o que determina de quem será o próximo turno. Enquanto houver inimigos com um custo menor que o de Snake ou da sua companheira Teliko, serão os inimigos a avançar. Existem porém cartas que reduzem o custo de cada personagem, que deverão ser utilizadas estratégicamente. Existe uma grande variedade de cartas que poderá ser desbloqueada à medida em que vamos progredindo no jogo, cartas com personagens dos outros Metal Gears e não só, que possuem habilidades próprias. O Ninja Gray Fox do Metal Gear Solid, por exemplo, permite atacar inimigos à distância. A de Emma Emerich, do Metal Gear Solid 2, permite-nos esquivar de todos os ataques inimigos até ao nosso próximo turno. Existe um limite do número de cartas iguais que tenhamos no deck, e o limite de cartas no próprio deck também se vai aumentando à medida em que vamos progredindo no jogo.

Como vemos, existe uma componente bem mais estratégica por parte deste Metal Gear Acid, desde a nossa construção do deck, como utilizar as cartas que nos vão saindo da melhor forma. E tal como os outros Metal Gears, este também possui os elementos de stealth e caso sejamos apanhados por algum inimigo, entraremos na conhecida fase Alert – Evasion – Caution, onde teremos de fazer o melhor possível para eliminar todos os inimigos que vão surgindo pelo caminho e/ou nos escondermos nalgum lado até passar o perigo.

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As cartas vão tendo utilidades completamente diferentes entre si

Graficamente é um jogo bem competente, pelos padrões da PSP. As diferenças gráficas entre a PSP e a Nintendo DS são bem grandes e apesar de eu adorar a consola portátil da Nintendo, a PSP tem uma série de hidden gems e outros jogos que para mim lhe dão um grande valor também, como as conversões ou remakes de vários RPGs da era 16 e 32bit, que de outra forma seria muito dispendioso de arranjar. O Metal Gear Acid não se enquadra nestas minhas categorias, mas não deixa de ser um jogo interessante e diferente. Para mim só tenho mesmo pena pela história ser demasiado confusa e desinteressante. Porque na apresentação audiovisual o jogo está excelente, como os restantes jogos da série, faltando-lhe apenas o voice acting presente nos restantes jogos. Ainda assim nenhum deles bate o Peace Walker.

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O artwork deste jogo é diferente dos restantes, estando a cargo da mesma pessoa do Zone of Enders 2

Para além do modo história, o jogo possui também uma vertente multiplayer que pode ser jogada “localmente” através de redes Ad-hoc com outra PSP. Infelizmente não cheguei a experimentar este modo de jogo, mas essencialmente é um duelo contra o outro jogador, onde apesar de possuirmos algumas limitações de cartas a utilizar no deck, temos de encontrar o oponente e derrotá-lo.

No fim de contas, Metal Gear Acid é um jogo muito diferente do que poderão estar habituados da série. No entanto, para quem for fã de trading card games, e gosta também de jogos com estratégia por turnos, então poderão achar graça a este jogo. Mesmo para quem for um grande fã da jogabilidade mais tradicional da série, também poderá encontrar alguns elementos familiares, mas isto acaba mesmo por ser mais voltado para a malta das estratégias e cartas.

Castlevania: The New Generation (Sega Mega Drive)

Já foi no ano de 2012 que escrevi uma análise a este fantástico jogo da Mega Drive para a Revista PUSHSTART. Castlevania: The New Generation, ou Bloodlines como +e conhecido em solo Americano. A Konami sempre foi uma empresa que pelo menos até ao lançamento da Playstation sempre deu muita atenção às consolas da Nintendo. Apesar de ter um catálogo reduzido na Mega Drive, sempre gostei dos jogos da Konami para a consola da Sega. Contra Hard Corps, Sparkster, Tiny Toons Adventures ou este Castlevania só por si só já se tornam num alinhamento muito interessante.

Jogo com caixa e manual

Infelizmente apenas recentemente lá consegui obter este clássico que já há algum tempo ansiava por ter, tendo entrado na minha colecção através de um particular. Custou-me 15€, faltando-lhe o manual. Mas tendo em conta o jogo que é, achei que fiquei bem servido na mesma. Poderão ler a minha análise na íntegra no site da PUSHSTART. Edit: Arranjei muito recentemente um manual multilínguas, oferecido por um amigo.

Road Rash (Sega Master System)

RoadRash-SMSAs conversões de jogos 16bit para sistemas de 8bit geralmente ficam muito atrás da versão mais avançada. Muitos dos jogos multiplataforma que a Mega Drive recebeu geralmente ficam bem melhor, tanto a nível gráfico como na própria jogabilidade.  Embora sejam raros, há exemplos em que a versão Master System de um jogo no geral acaba por ser melhor que a versão Mega Drive, como é o caso do Astérix and the Great Rescue, por exemplo. No entanto há também outros jogos que são excelentes na Mega Drive e a versão Master System, apesar de inferior tecnicamente, consegue ser igualmente divertida e competente tecnicamente. Essa é a categoria que o Road Rash da Master System se enquadra, na minha opinião. A minha cópia foi comprada na feira da Ladra em Lisboa, em conjunto com outros lançamentos “portuguese purple“, tendo-me custado algo entre os 5 e os 8€.

Road Rash - Sega Master System
Jogo completo com caixa e manual português.

Tal como a versão original da Mega Drive, Road Rash é um jogo de corridas ilegais de motos através de várias estradas estaduais norte-americanas. O twist é que podemos andar à porrada com os outros concorrentes e com os polícias que nos perseguem também! Mas claro que isto vocês já sabiam. Existem apenas 5 pistas, todas elas de diferentes zonas do estado da Califórnia, como a Sierra Nevada, Palm Desert ou Grass Valley. Após terminarmos as 5 pistas pela primeira vez, vamos subir na categoria e teremos de as voltar a jogar, contudo com a distância do circuito a aumentar, assim como a sua dificuldade: os oponentes e a polícia serão cada vez mais agressivos, as estradas terão mais trânsito e obstáculos como animais, barreiras de obras, manchas de óleo ou areias.

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Ter um acidente enquanto somos perseguidos pela polícia é sinal que a corrida termina ali.

O nível de dificuldade irá aumentar 5 vezes, pelo que no fim de contas acabamos por correr em 25 circuitos. No entanto teremos de chegar ao final de cada corrida pelo menos na terceira posição de forma a desbloquear a corrida seguinte. Também consoante a posição em que atravessamos recebemos mais ou menos dinheiro para depois podermos comprar novas motos. É essencial tentar chegar sempre em primeiro lugar pois nos níveis de dificuldade mais avançados teremos mesmo de ter motos mais “potentes”. De resto, para além de usarmos os nossos punhos ou pontapés para agredir os oponentes podemos tentar roubar um bastão a alguns dos nossos adversários. Esse bastão naturalmente é bem mais poderoso e torna-se mais fácil tirá-los da corrida.

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As 5 regiões onde podemos correr

Graficamente falando, este é um jogo que não deixa assim tanto a dever face à versão original para a Mega Drive. É certo que a versão Mega Drive possui sprites bem maiores e detalhadas, para além de um framerate mais fluído. Ainda assim, apesar disso, a versão para a Master System porta-se muito bem. Os cenários estão bem detalhados tendo em conta as capacidades da consola, os fundos possuem um scrolling em parallax bem convincente, e acima de tudo, as subidas e descidas que vamos vendo estão fantásticas. Não há jogo de corridas na Master System mais detalhado que este, na minha opinião. Outro dealhe que achei muito bom é o facto de na parte inferior do ecrã termos os 2 espelhos retrovisores da moto que nos mostram os oponentes que nos perseguem, ou mesmo os carros que vão passando por nós. Para além disso as imagens dos espelhos são ligeiramente diferentes entre si, tal como seria na realidade. Mais um toque bem interessante pela malta da Probe que tratou desta conversão.

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O dinheiro que vamos amealhando nas corridas deve ser utilizado para comprar melhores motos para as corridas seguintes.

Para além disso temos também aqueles diálogos antes de cada corrida, onde vemos retratos dos polícias ou os nossos adversários juntamente com as suas frases mais “picuinhas”. Os efeitos sonoros por si só não são nada de especial, mas as músicas estão noutro campeonato. Sempre disse que a Master System tem o seu calcanhar de Aquiles com o chip de som que possui (a FM Unit japonesa naturalmente não entra para estas contas), mas mais uma vez a Probe fez aqui um excelente trabalho. As músicas que na Mega Drive eram porreirinhas, aqui passaram a ser das chiptunes mais bem conseguidas dos sistemas 8bit. Vale bem a pena.

Por todas estas razões, apesar de numa análise fria a versão Mega Drive ser superior em practicamente todos os pontos, não pode deixar de ser louvado o fantástico trabalho da Probe que tornou esta versão para a Master System num excelente port, tendo em conta as restrições de hardware da Master System. Fossem todas as conversões assim, com todo este amor e carinho e esta indústria seria muito melhor.

Dirge of Cerberus Final Fantasy VII (Sony Playstation 2)

Dirge of Cerberus - Final Fantasy VIICreio que foi por volta de 2004 que a Square-Enix anunciou a série “Compilation of Final Fantasy VII”, que consistiu em expandir o universo do primeiro jogo e filme com mais filmes e jogos. Um desses já foi analisado cá, o Crisis Core da PSP. O outro jogo relevante é mesmo este Dirge of Cerberus, que usa o Vincent Valentine como protagonista é ao contrário do esperado, é um shooter, mas com alguns elementos de RPG. Creio que o jogo me entrou na colecção algures em 2011, 2012. Já não faço a mínima ideia de onde o comprei nem a que preço, mas conhecendo os meus critérios, não terá custado mais de 10€ certamente.

Dirge of Cerberus - Final Fantasy VII - Sony Playstation 2
Jogo com caixa, manual e papelada

Tal como referi acima, o jogo decorre 3 anos após o Final Fantasy VII e 2 anos após o filme Advent Children, que por acaso nunca vi. Quando joguei o FF VII sempre achei que o Vincent era uma personagem misteriosa e com um passado que nunca foi muito bem descortinado. Mas isso mudou com este jogo, onde poderemos descobrir o passado de Vincent e a sua relação com Lucrecia, a rapariga aprisionada num cristal. Essencialmente a história aborda um outro conflito à escala global, onde uma organização militar ultra-secreta ainda fundada pela Shinra, os Deepground, planeiam acordar um ser poderoso chamado Omega, com a capacidade para destruir o mundo. Não adoram estes nihilistas? A ajudar o Vincent está a organização World Regenesis Organization (WRO), liderada por Reeve, a pessoa que controlava o gato robótico Cait Sith no FF VII. Pelo meio da aventura também vamos poder interagir com diversas caras conhecidas como Yuffie, Cid, Tifa, Barret e claro, Cloud.

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Ao longo dos níveis vamos também encontrar sub-missões com objectivos opcionais que influenciarão a nossa pontuação final

A jogabilidade mistura conceitos de shooter na  terceira pessoa com uma perspectiva over-the-shoulder à lá Resident Evil 4, os ataques melee de Devil May Cry (apenas só um cheirinho), e elementos de RPG. À medida em que vamos progredindo no jogo iremos encontrar diferentes armas, acessórios e materia. Das armas existem 3 tipos distintos, a arma inicial que é uma mistura entre revólver e shotgun, metralhadoras e rifles. Para cada arma podemos equipar um de 3 tipos de canos – normal, pequenos e grandes. Os grandes aumentam a precisão de tiro, mas restringem os movimentos de Vincent devido ao seu maior peso. Podemos equipar também acessórios que tanto podem ser uma mira telescópica especialmente útil na rifle, outros que anulam o peso do cano das armas, nos aumentem a defesa ou eliminem o tempo de reload, por exemplo. Para além disso ainda podemos descobrir e equipar algumas materias, que tal como no jogo original servem para equipar ataques mágicos. Esses projécteis mágicos variam consoante o elemento utilizado e tanto podem afectar um único inimigo como um grupo que esteja próximo.

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Ao gastar um Limit Break tomamos temporariamente a forma desta “besta”

Como temos níveis, health, magic points e stats diversos, é natural que ganhemos experiência com cada combate. Mas aqui a experiência é atribuida de uma maneira diferente. No final de cada nível (sim, o jogo está dividido em vários níveis lineares) a nossa performance é avaliada nos mais variados campos, desde inimigos derrotados, precisão no gatilho ou mesmo como nos safamos na execução de algumas missões/objectivos opcionais. No final dessa avaliação são-nos oferecidos uma série de pontos de experiência, aos quais podemos utilizar para evoluir Vincent, ou transformá-los em Gil (unidade monetária) para comprar novos items ou fazer upgrade ao esquipamento que já tivermos em mãos. Uma outra habilidade que podemos utilizar são os limit break, que durante um certo intervalo de tempo transformam Vincent na sua forma bestial de Galian, ficando assim bem mais poderoso durante esse tempo. Lá para a recta final do jogo existem mais surpresas deste género, mas prefiro deixar isso para quem jogar o descobrir.

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Não tendo visto o Advent Children, não consegui deixar de gostar ver as conhecidas personagens em “alta definição”

Mediante o grau de dificuldade podemos também seleccionar se quisermos algum auto-aim, ou um auto-aim mais completo ainda. Esse auto-aim completo deixa o jogo bem mais fácil, então se utilizarmos uma rifle, o CPU aponta-nos para um inimigo ainda sem sequer o vermos. De resto o jogo tem uma boa quantidade de extras. Ao terminarmos o jogo pela primeira vez desbloqueamos uma série de missões extra, que podem ser acedíveis através de um menu próprio para esse conteúdo bónus. Essas missões são desafios, como derrotar uma série de inimigos, muitas vezes com restrições de tempo ou de armas, ou missões como encontrar items, por exemplo. Ainda vão sendo bastantes missões e existem algumas que apenas podem ser desbloqueadas ao destruir umas pequenas cápsulas que podemos encontrar ao longo do jogo. Na verdade existe muito outro conteúdo bónus que apenas lhe podemos ter acesso ao destruir essas cápsulazinhas, que como são pequenas, acabam por passar por muitas vezes despercebidas. Ao destruí-las todas vamos completando também várias galerias com artwork, banda sonora e clips de vídeo.

Tecnicamente falando, os controlos são bons e o jogo é fluído quanto baste. Tenho pena que não tenham desenvolvido melhor a parte melee do combate e o jogo apresenta também alguns problemas de câmara, mas nada de especial. Graficamente é um bom jogo, tendo em conta que corre numa Playstation 2. As personagens principais estão bem destalhadas e para quem gostar do artwork das personagens mais “maduras” da Squaresoft certamente irá encontrar traços familiares neste jogo. E tal como todos os “big budget” da Squaresoft, o jogo está repleto de imensas cutscenes em CG com uma qualidade excelente, bem como outras que utilizam mesmo o próprio motor gráfico do jogo. E a juntar ao pequeno problema com a câmara, vem aqui a minha primeira queixa “mais a sério” deste jogo. Em muitas alturas passamos bem mais tempo a ver cutscenes do que a jogar. Eu gosto de cutscenes em jogos, mas devido a outro problema eu ia perdendo a paciência por várias vezes. E esse problema é algo que passa meramente pelo meu gosto pessoal: os diálogos “emo” que muitos jogos da Square têm desde há muito tempo. O voice acting é perfeitamente ok, mas os diálogos em si por vezes dão cabo de mim. Mas isso sou só eu. Por fim, as músicas vão sendo variadas, e para quem gostar de J-Rock, ouvirá alguns temas neste jogo.

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Sempre gostei do artwork destes jogos da Square e este Dirge of Cerberus não é excepção

No fim de contas, eu até acho que este jogo não é mau de todo. Apesar de não reinventar a roda e ser completamente linear, a jogabilidade é divertida e o jogo possui conteúdo extra que lhe dá mais algum tempo de vida. Como referi, o maior problema para mim está mesmo nos diálogos chatos que tornam as cutscenes bem longas e difíceis de suportar. Mas isso é standard da vertente Squaresoft da Square-Enix e portanto, para os fãs da empresa, certamente isso não será problema.

Play Action Football (Nintendo Gameboy)

Play Action FootballQuando comecei com este blogue, já há mais de 3 anos atrás (como o tempo corre depressa), uma das minhas mensagens iniciais era a de que iriam haver jogos com “análises” muito curtinhas, pois nem todos os jogos da minha colecção são interessantes para mim e simplesmente vieram cá parar. E como tenciono escrever algo de todos os jogos que possuo, então é bom que comece a “despachar” alguns. Este Play Action Football é um desses exemplos porque 1 – não gosto de futebol americano; 2 – nem sequer sei as regras de como isso se joga. Este jogo veio parar à minha colecção pois fez parte de um bundle Gameboy que arranjei por intermédio de um colega de trabalho.

Play Action Football - Nintendo Gameboy
Jogo, apenas cartucho, na sua versão norte-americana

Este Play Action Football apresenta 2 modos de jogo para singleplayer e outros 2 modos de jogo para um multiplayer para 2 jogadores, onde é necessário 1 cabo de ligação entre as duas gameboys e 2 cópias do jogo. Nestas últimas temos o tradicional modo versus onde uma pessoa joga contra outra e um modo mais cooperativo, onde ambos os jogadores jogam contra o CPU. Na vertente singleplayer do jogo temos a opção de jogar apenas uma partida contra o computador, ou todas as playoffs até ao superbowl final. A partir daí podemos escolher 4 níveis de dificuldade e uma entre 8 equipas disponíveis. A jogabilidade em si nem comento, nunca consegui passar da primeira jogada num jogo deste género.

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Os gráficos fantásticos deste jogo.

Visualmente é um jogo muito pobrezinho. Os gráficos durante as partidas são demasiado simples e sem o mínimo de detalhe, basicamente vemos uns pontos pretos ou brancos, mediante a equipa em questão, a correr de um lado para o outro. Parece que existe algum artwork adicional em jogadas mais espectaculares, mas pessoalmente não cheguei lá. A música também não é nada de especial, mas acho que é mesmo o mal menor deste jogo. No fim de contas, apesar de não ter planos de me ver livre deste jogo, também não é algo que me fascine minimamente, simplesmente apareceu na colecção e assim vai ficar.