Continuando pelas super rapidinhas que o meu tempo livre infelizmente anda escasso, o jogo que cá trago hoje é a adaptação do Mortal Kombat 3 para a Mega Drive. O artigo vai ser curto visto que já escrevi sobre a conversão para MS-DOS (que é tecnicamente superior em todos os aspectos) ou do follow-upUltimate Mortal Kombat 3, pelo que recomendo uma leitura desses artigos para mais detalhes. O meu exemplar foi comprado por fases. Por um lado comprei a caixa numa feira de velharias, depois lá me apareceu o cartucho também. Ao todo isto ficou-me por menos de 7€.
Jogo com caixa e manual
O que diferencia a versão Mega Drive pela positiva é, uma vez mais, o suporte a comandos de 6 botões que num jogo como este faz toda a diferença. Pela negativa temos a parte audiovisual, os cenários e sprites não são tão coloridos e detalhados quanto a versão arcade (ou mesmo a versão SNES!), e as músicas e efeitos sonoros também não têm a mesma qualidade. Mas não deixa de ser uma conversão bem competente dado às limitações de hardware da velhinha Mega Drive.
Temos muitas caras novas, mas também muitas caras conhecidas que desapareceram, como os ninjas.
Nos anos 90,as melhores versões deste jogo eram mesmo as do PC, seja a versão DOS ou Windows. A versão Playstation também anda lá perto, perdendo apenas no facto de ter loadings excessivos, mesmo a meio dos combates. Ainda assim, com todas as suas limitações, a versão Mega Drive continua a ser bastante divertida e competente, embora eu prefira a encarnação Ultimate Mortal Kombat 3, pelo maior número de personagens disponíveis,
Continuando pelas rapidinhas, vamos voltar novamente à Gameboy clássica e o seu catálogo de jogos de lançamento. Um desses títulos era nada mais nada menos que este Tennis, que por si só já era uma espécie de conversão do jogo de mesmo nome da NES, também lançado por alturas do lançamento da consola. O meu exemplar foi comprado algures no passado mês de Setembro, na Feira da Vandoma por 1€.
Apenas cartucho
Na NES, este era um jogo bastante simples onde poderíamos participar em jogos de 1 contra 1, ou 2 contra 2, seja sozinhos, ou com um amigo. A versão Gameboy é algo diferente, não só a nível gráfico, como também na jogabilidade que oferece. Aqui podemos apenas jogar em partidas de 1 contra 1, seja sozinhos, seja contra um amigo através do cabo de ligação de Game Boy. De resto, este é mais um simples jogo de ténis onde os 2 botões faciais disponíveis permitem-nos dar “raquetadas” mais tensas e rápidas, ou atirar bolas em arco. De resto, podemos também escolher o nível de dificuldade do CPU.
O Mario continua a ser o árbitro do jogo.
A nível audiovisial, o jogo original da NES era super simples. Na Gameboy também é um jogo simples, até porque o ecrã é a preto e branco, mas acaba por ser um jogo mais detalhado. As sprites das personagens têm um pouco mais de detalhe e cada vez que a bola bate no court, deixa temporariamente uma marca no local exacto onde bateu, o que é também um detalhe interessante. Já no que diz respeito à música, bom, não há uma grande variedade, as músicas não são muito memoráveis, mas não são desagradáveis.
No fim de contas este Tennis é um jogo muito simples, algo típico dos jogos do início de vida da Gameboy. Mas possui uma jogabilidade que apesar de não ser profunda, não deixa de ser agradável e certamente que divertiu muitos jovens naquelas viagens chatas que por vezes se fazia ao fim de semana com a família.
Continuando pelas rapidinhas, vamos agora falar de um interessante beat ‘em up da Super Nintendo, cujas influências do Golden Axe são inegáveis. Simplesmente intitulado de Legend, este jogo foi desenvolvido pelo pequeno estúdio Arcade Zone (mais tarde renomeado para Toka) e lançado nos mercados Americano e Europeu algures durante o ano de 1994. O meu exemplar veio de uma Cash Converters em Lisboa, algures durante o mês de Junho e custou-me 12€.
Apenas cartucho
Inspirado por Golden Axe, que por sua vez era inspirado nos filmes de Conan o Bárbaro, este Legend segue o mesmo tipo de história: o reino de Sellech vivia um período de terror que já perdurava há 1000 anos, onde o seu imperador governava com uma mão de ferro. O seu filho Clovis também planeia algo nada de bom, e a missão de libertar o povo do seu tirano cabe-nos agora a nós, através de um ou dois guerreiros bárbaros, caso joguemos com um amigo, claro.
No início não há lá muita variedade de inimigos.
No que diz respeito à jogabilidade, esta é também muito parecida com a de Golden Axe. Isto pois para além distribuir porrada a torto e a direito, um dos itens que podemos apanhar são potes de magia que podem depois ser usados para efectuar ataques mágicos que atingem todos os inimigos em simultâneo. Podemos carregar com um máximo de 9 potes, mas ao contrário de Golden Axe, onde poderíamos desencadear ataques mágicos mais potentes consoante o número de potes mágicos que gastávamos, aqui apesar de existirem diferentes ataques, todos eles gastam 2 potes apenas e causam a mesma quantidade de dano aos inimigos. Outros itens que podemos apanhar podem ser comida que nos restabelecem parte da nossa barra de energia, ou chaves que podem ser posteriormente usadas em níveis bónus, para abrir baús que podem conter vidas extra, comida, magia, entre outros.
Os níveis são muito bem conseguidos, com alguns detalhes gráficos muito interessantes como o uso de transparências.
Graficamente é um jogo muito bom, com níveis e personagens muito bem detalhadas. No entanto, por outro lado, inicialmente notei pouca variedade de inimigos, muitos sendo palette swaps uns dos outros, mas a partir da segunda metade do jogo começamos a ter mais variedade. Os níveis em si, conforme já referido, possuem muito detalhe mas por vezes tanto detalhe também atrapalha. Isto porque pos cenários possuem detalhes em foreground que tapam Clovis e/ou os inimigos, atrapalhando assim um pouco na jogabilidade. No que diz respeito às músicas, estas são agradáveis mas também notei pouca variedade nas mesmas.
Portanto, mesmo não sendo um jogo perfeito, este Legend não deixa de ser uma experiência bastante agradável. 4 anos depois, já com a Arcade Zone ter mudado o nome para Toka, foi lançado um remake para a Playstation original que inicialmente me deixou bastante curioso, mas depois de ver que mudaram o estilo gráfico de um bonito 2D para um 3D primitivo, confesso que a curiosidade me passou logo.
Voltando às rapidinhas, hoje vamos abordar um jogo algo interessante. Mortal Kombat é uma das franchises mais famosas dos jogos de luta dos anos 90, tanto nas arcadas, como nas consolas. E após uma série de vários jogos de luta 2D bem sucedidos, é no surgimento da quinta geração de consolas que a Midway decide experimentar um pouco com a série. Por um lado tivemos o Mortal Kombat 4 que foi o primeiro jogo de luta a série em 3D, com resultados não muito aclamados. Depois tivemos também o Mortal Kombat Mythologies Sub-Zero, que apesar de ser mau, espero um dia trazê-lo cá. Por fim temos o Mortal Kombat Special Forces, também lançado nessa mesma geração e uma vez mais a Midway a querer fazer algo de diferente na série. O meu exemplar foi comprado algures em Junho/Julho deste ano numa loja de videojogos em Lisboa. Custou-me 19€.
Jogo completo com caixa e manuais
Aparentemente este é uma prequela do primeiro Mortal Kombat, onde encarnamos na personagem Jax, que faz parte das Special Forces, uma unidade policial de elite. A missão de Jax é perseguir e defrontar os membros do violento gang Black Dragon, liderado pelo Kano, uma outra personagem conhecida do universo Mortal Kombat. E ao contrário do que eu pensava, este não é um mero beat ‘em up em 3D como se um Fighting Force mais violento se tratasse. Mas não, para além de distribuir pancada, vamos também poder equipar e usar armas de fogo, alguns níveis são algo labirínticos com pequenos puzzles para resolver e o jogo possui também pequenos elementos de RPG.
Quantos mais “níveis” subirmos, mais combos vamos aprender
Este é na verdade um jogo de acção na terceira pessoa, onde Jax pode andar à pancada e desencadear combos nos inimigos. Quantos mais inimigos derrotarmos, mais pontos de experiência ganhamos e assim vamos aprendendo novas combos mais complexas e devastadoras para usar. Se o jogo fosse só de porrada, até se calhar lhe achava mais piada, mas a partir do momento em que descobrimos que podemos usar armas de fogo, perde-se alguma da “magia”. Isto porque os inimigos também podem ter armas de fogo e não têm medo de as usar, pelo que se nós não as usarmos, acabamos por ficar em séria desvantagem. Felizmente que também podemos encontrar vários medkits e vidas extra para nos facilitar a vida. Por vezes o jogo até me faz lembrar títulos como Syphon Filter, principalmente quando podemos equipar a sniper rifle e, alternando numa perspectiva de primeira pessoa, poder mandar uns quantos headshots.
Isto, em conjunto com toda a exploração que somos obrigados a fazer, tanto nos níveis que decorrem no planeta Terra como no mundo misterioso do Otherrealm, tornam este jogo bem mais completo do que um mero beat ‘em up se tratasse. Mas a verdade é que, sendo este um Mortal Kombat, eu preferia de longe que o mesmo se tivesse mantido na pancadaria da velha.
O jogo possui elementos de jogos de acção como Syphon Filter que sinceramente não esperava ver aqui.
No que diz respeito aos audiovisuais, este até que é um jogo competente tecnicamente, com alguns bonitos efeitos gráficos aqui e ali, principalmente os efeitos de luz que achei interessantes tendo em conta as limitações da plataforma. Ainda assim, acho que os níveis poderiam ser melhor desenhados e ter um pouco mais de “vida”, o que não é o caso, principalmente nos níveis mais perto do final. A banda sonora não é nada de especial, não me ficou na memória.
De resto, este é um Mortal Kombat muito criticado pelos fãs por ter fugido bastante ao conceito original da série. Por um lado eu aprecio a tentativa da Midway em ter feito algo diferente, por outro lado creio que poderiam ter feito um trabalho melhor, pois o jogo teria potencial. Ainda assim não o achei assim tão mau quanto muitos o pintam.
Siga para mais um clássico, onde infelizmente já analisei alguns dos seus sucessores que melhoraram em muito a sua fórmula. Mas vamos fazer de conta que estamos em 1986/87 e obras de arte como Super Metroid ainda não existiam! O meu exemplar foi adquirido em 2 fases. A caixa (original) foi-me oferecida por um colega de trabalho algures no final de 2016. Já o cartucho foi comprado a um particular algures em Maio deste ano. Creio que me custou algo entre os 30 e 35€.
Jogo com caixa
O jogo introduz-nos pela primeira vez ao universo Metroid, onde encarnamos em Samus Aran, uma caçadora de prémios que investiga o planeta Zebes em busca dos Space Pirates, que por sua vez estavam a fazer experiências com os Metroids, poderosas criaturas de natureza parasita com potencial para servirem de armas biológicas. Samus Aran é um nome algo ambíguo e na altura ninguém sabia que Samus era de facto uma mulher, algo que é revelado no final do jogo, pois mediante a nossa performance, Samus retira o capacete ou o seu fato completo, revelando assim o seu género.
A morph ball é logo o primeiro power up que podemos encontrar. É que se não o apanharmos e usarmos, nem conseguimos sair daquela sala.
Mas vamos para a jogabilidade. Metroid foi um jogo bastante inovador para a época. Ao contrário de Super Mario Bros, que também foi inovador por variadíssimas razões, este é também um jogo de acção e plataforma, mas com um conceito muito diferente. Aqui temos um planeta inteiro para explorar livremente, podendo atravessar ecrãs em qualquer direcção, enquanto que no SMB apenas tínhamos scrolling da esquerda para a direita. Mas para além disso, o jogo ultimamente acaba também por nos obrigar a fazer imenso backtracking. Isto porque muitas vezes chegamos a um sítio e nos apercebemos que não conseguimos abrir uma porta, ou alcançar uma saída até então inalcançável. Ao explorar os cenários vamos encontrando vários itens que nos conferem novas habilidades que nos permitem então progredir mais. Por exemplo, as portas que dividem as salas nos mapas são tipicamente azuis. Ao disparar a nossa arma contra as mesmas, elas abrem. No entanto eventualmente lá nos deparamos com uma porta vermelha que não conseguimos abrir de maneira nenhuma. A solução? Procurar o addon dos mísseis para a nossa arma, que já nos irá permitir abrir as portas vermelhas.
Se a nossa performance for suficientemente boa, no final do jogo somos recompensados com a Samus em trajes menores.
Vários são os itens que nos conferem habilidades adicionais e assim avançar mais no jogo como é o caso da morph ball, que nos permite enrolar como uma esfera e assim atravessar túneis estreitos, bombas que podemos largar quando estamos transformados na morph ball, diferentes beams e armaduras que podemos equipar, entre muitos outros. Para além disso existem inúmeros segredos para descobrir, como expansões de mísseis ou de energy tanks escondidas nos cenários. Só é pena que o jogo não possua um sistema de inventário como os seus sucessores, pois aqui se quisermos re-equipar uma arma antiga, temos de fazer backtracking até à sala onde ela está disponível e substituí-la pela arma que tivermos actualmente equipada. Isto é um pouco chato, até porque para terminar o jogo teremos mesmo de recuperar o Ice Beam, que permite congelar os Metroids para que depois os consigamos derrotar com mísseis (a única forma que temos de os matar!).
A nível audiovisual, não deixa de ser um grande jogo para a NES, principalmente pela banda sonora. A introdução da faixa-título é provavelmente das melodias mais sombrias que a Nintendo alguma vez criou, e todo o jogo tem uma atmosfera de solidão profunda, à medida em que exploramos um planeta desconhecido e repleto de criaturas que só nos querem tirar a vida. As inspirações do Alien parecem-me óbvias na atmosfera que o jogo tenta transparecer. A nível gráfico é uma versão competente para a NES, embora naturalmente que as sequelas acabaram por introduzir muito mais detalhe nos cenários e inimigos. A performance não é das melhores, nota-se algum slowdown quando há muita coisa a acontecer no ecrã em simultâneo, mas não me incomoda assim tanto.
O jogo tem também um sistema de passwords onde uma delas nos deixa precisamente jogar com a Samus sem a sua armadura.
Portanto, este acaba por ser um excelente jogo para a NES e que nos deixou um legado importantíssimo, não só para as suas sequelas directas, como inspirou muitos outros videojogos que são aclamados pela crítica e fãs até aos dias de hoje. Para além desta versão, em 2004 foi lançado para a Gameboy Advance um excelente remake intitulado Metroid: Zero Mission que, para além de todas as melhorias gráficas e sonoras, traz muitas das melhorias de jogabilidade que vimos nas sequelas como Super Metroid ou Metroid Fusion.