Metal Gear Rising Revengeance (Sony Playstation 3)

A Platinum Games foi uma das melhores produtoras de videojogos introduzidas na geração passada. Inicialmente contratualizadas com a Sega, nem todos os seus jogos tiveram o merecido sucesso comercial, como foi o caso de Bayonetta e Vanquish. Mas finda a parceria com a Sega, a Platinum começou a colaborar também com outras empresas e o primeiro projecto foi precisamente este Metal Gear. A ideia de um Metal Gear com o Raiden como protagonista e com um maior foco na acção já tinha sido apresentada por Hideo Kojima na E3 de 2009, mas dificuldades no desenvolvimento deixaram o mesmo em hiato, até que o desenvolvimento foi retomado pela Platinum, culminando no lançamento do jogo em 2013. Sinceramente já não me recordo ao certo onde e quando comprei o meu exemplar, mas tenho a vaga ideia de o ter comprado por 15€ na Mediamarkt de Alfragide. O steelbook veio de uma das minhas idas à feira da Ladra em Lisboa, já não me lembro quanto me custou mas duvido que tenha sido mais de 2€.

Jogo com caixa, manual, papelada e steelbook.

O jogo começa em 2018, 4 anos após os acontecimentos narrados no Metal Gear Solid 4 e com o Raiden, agora um cyborg completo, como protagonista principal. Com os acontecimentos do MGS4, as empresas militares privadas focam-se agora no uso de cyborgs para combater nas frentes de combate que vão surgindo um pouco por todo o mundo. E tal como é habitual nos jogos desta série, vamos descobrindo uma conspiração que envolve nomes grandes da sociedade para promover uma cultura de guerra global.

Apesar de podermos equipar algumas armas secundárias como granadas ou lança-rockets, o foco da jogabilidade está mesmo em esquartejar os inimigos com a espada

Este é na sua essência um jogo de acção, embora ainda tenha um ou outro elemento de furtividade, pois em várias fases do jogo somos convidados a defrontar ou evadir uma série de inimigos sem sermos descobertos, mas caso o sejamos, a penalização também não é muita, a não ser por sermos rapidamente rodeados de inimigos para combater em simultâneo. Quando somos descobertos, o habitual ciclo de alerta/evasão é activado e podemos procurar um sítio seguro para nos esconder, ou então, tal como já referi, enfrentar os inimigos todos de uma só vez.

A nossa performance está constantemente a ser avaliada, e quanto melhor for, mais pontos ganhamos

E de facto o sistema de combate é muito dinâmico e pouca vontade nos dá em manter uma jogabilidade mais cautelosa. Temos um botão facial para saltar, outro para interagir com objectos e dois para ataques leves ou pesados. Os botões de cabeceira, principalmente o L1 e R1 também possuem grande destaque, nomeadamente para activarmos o “ninja run” e “blade mode“. O primeiro aumenta-nos bastante a agilidade e pode ser usado em conjunto com os botões de ataque para desencadear diferentes combos. O segundo obriga-nos a ficar parados, mas permite-nos, em câmara lenta, ter uma grande autonomia no uso da espada, podendo cortar objectos ou inimigos em múltiplas direcções. Muitos são os objectos dos cenários que podem ser cortados em pedacinhos, incluindo carros, caixas ou mesmo partes da estrutura dos edifícios. Mas é mesmo ao usar estas habilidades nos inimigos que tem mais piada, pois podemos cortá-los cirurgicamente e usar partes do seu corpo para restabelecer a nossa energia ou no caso de alguns inimigos chave, cortar o seu braço direito e usar a informação alojada no seu braço para desbloquear outras coisas no jogo.

Tal como nos outros MGS, podemos passar longos minutos em conversas por codec com outros NPCs

A nossa performance em cada nível vai sendo avaliada e os inimigos que destruirmos, bem como os itens que apanhemos, traduzem-se em pontos que podem ser posteriormente usados numa loja para melhorar as capacidades do Raiden, tanto na sua resiliência, agilidade, bem como aprender novas skills, ou comprar/equipar diferentes armas e armaduras. Outros desbloqueáveis como VR Missions também podem ser encontrados ao activar terminais que se encontram espalhados pelos níveis, por vezes bem escondidos. De resto, temos uns quantos DLCs, incluindo pequenas campanhas para outras personagens que infelizmente parecem nunca ter sido lançadas numa edição física e eu sinceramente acabei por não os comprar. É pena, pois gostaria de jogar as outras campanhas, mas estando os DLCs ainda a full price ao fim deste tempo todo não faz sentido.

Espalhados pelos níveis podemos encontrar laptops que nos desbloqueiam VR missions que poderemos jogar à parte

A nível audiovisual é um título muito bem conseguido por parte da Konami e Platinum Games. Os gráficos estão bem detalhados, e o design futurista dos cyborgs agrada-me bastante. Nada contra o voice acting que uma vez mais é bem conseguido e tal como os restantes Metal Gear, podemos a qualquer momento contactar outros NPCs com o nosso codec e ouvir um pouco mais o que eles tiverem a dizer. A banda sonora adequa-se bastante bem ao ritmo acelerado e frenético do jogo, sendo na sua maioria composta por músicas rock bem animadas o que mais uma vez também me agrada bastante.

Quando deixamos inimigos atordoados, é a melhor altura para activar o Blade Mode e, em câmara lenta, conseguimos causar muito dano.

Portanto este Metal Gear Rising é um excelente jogo de acção, não o encarem como um Metal Gear Solid tradicional com o seu foco na furtividade. Se jogaram outros títulos da Platinum como é o caso do Vanquish, já podem ter uma ideia da acção over-the-top que irão encontrar neste jogo. Isto, aliado a um bom sistema de combate e óptimos gráficos e som, tornam este título num excelente jogo de acção, para fãs de Metal Gear e não só.

Crue Ball (Sega Mega Drive)

Continuando pelas rapidinhas, hoje vamos para mais um jogo de pinball da Mega Drive, desta vez o Crue Ball, produzido pela Electronic Arts. Com a temática do heavy metal, o nome do jogo remete para a banda norte-americana Motley Crue, que inclusivamente acaba por fazer parte da banda sonora do jogo, com alguns dos seus temas adaptados para chiptune. O meu exemplar foi comprado algures durante o mês de Maio a um particular no facebook, tendo-me custado 10€.

Jogo com caixa, manual e papelada

Apesar de a temática do heavy metal ser completamente do meu agrado, confesso que o resultado final não foi de todo o esperado. Isto porque apesar de termos várias mesas para explorar, todas elas são bastante parecidas entre si, tendo todas uma estrutura semelhante de “três andares”, sendo que a parte de baixo é sempre igual em todas as mesas. O design é também todo ele uma estrutura metalizada, sendo que teremos uma série de interruptores ou alavancas para interagir ou criaturas para destruir, de forma a conseguirmos ir desbloqueando as mesas seguintes. Por vezes podemos também conseguir entrar numa mesa bónus, onde temos 3 bolas e um número infindável de criaturas que vão sendo geradas na outra ponta do ecrã. Perdendo uma bola, ou deixar passar alguma criatura por nós, conta como uma chance perdida. De resto não há mesmo grande variedade como no fantástico Dragon’s Fury, o que me deixa um pouco decepcionado.

É uma pena, mas as mesas de pinball são muito semelhantes entre si. Deveria haver mais variedade

Na parte audiovisual, sempre gostei da cutscene inicial do jogo, onde o protagonista chega a casa a meio da noite e coloca metal a dar em altos berros na sua casa, acordando toda a vizinhança à sua volta, até que ouvimos alguém a gritar “TURN THAT DOWN!!”. Depois lá somos largados na primeira mesa de pinbal, que possui uma estrutura toda metálica, mas infelizmente acaba por não ter grande variedade face às mesas restantes. As músicas, como devem imaginar são todas hard rock, sendo algumas mesmo adaptações de temas de Motley Crue. São agradáveis, mas acho que a Mega Drive é capaz de produzir chiptune rock de melhor qualidade.

Sempre gostei desta cutscene inicial!

Portanto este Crue Ball, apesar de ser um jogo com uma premissa bem interessante, acaba por me desapontar principalmente pela sua falta de variedade nas mesas e nos desafios que temos pela frente para desbloquear as mesas seguintes. Fiquem-se pelo Dragon’s Fury ou pelo Psycho Pinball se forem fãs do género.

Tom and Jerry: The Movie (Sega Master System)

Continuando pelas rapidinhas, mas agora na Master System, este Tom and Jerry é literalmente um jogo do “gato e do rato”. Apesar de supostamente ser baseado no filme, não me parece que este seja o caso, se bem que também apenas vi o filme 1 vez quando era criança e não me recordo de grande coisa do mesmo. O meu exemplar foi comprado numa feira de velharias algures em Junho, veio de um pequeno bundle que me terá ficado a 5€ por jogo.

Jogo completo com caixa e manuais

A jogabilidade é muito simples, pois aqui controlamos o gato Tom, e unicamente o Tom, que tem de perseguir (e apanhar) o Jerry ao longo de vários níveis. Com um botão para correr e outro para saltar, temos de tentar apanhar o rato, sendo que teremos muitas vezes de ultrapassar alguns obstáculos como plataformas, gotas de água mortíferas (no entanto o Tom pode e deve nadar num dos níveis), ou outras armadilhas deixadas pelo Jerry. Até aqui tudo bem, mas a execução não é de todo a melhor. Os segmentos de plataforma são tediosos pois temos de parar e usar o direccional para subir para plataformas, algo que Tom faz muito lentamente. Depois há partes do jogo em que as plataformas só estão ali mesmo a atrapalhar e Tom é um gato e supostamente ágil, poderia perfeitamente passar à volta. De resto este Tom and Jerry é só isto ao longo de 6 níveis. Creio que seja possível apanhar o Jerry antes do final do nível, mas nunca consegui. No final de cada nível lá teremos alguns obstáculos finais para ultrapassar e, estando o Jerry encurralado, lá o conseguimos apanhar.

Temos um barra de vida que nos permite aguentar com algum dano

No que diz respeito aos audiovisuais, por um lado as músicas e efeitos sonoros não são particularmente memoráveis, no entanto acho que a nível gráfico já se safou melhor, pois os 6 níveis são variados entre si, como cenários domésticos, citadinos ou nas florestas e montanhas. Os cenários em si também possuem um bom nível de detalhe.

De resto este Tom and Jerry é a meu ver uma oportunidade desperdiçada que a Sega teve em capitalizar melhor nesta franchise de sucesso da animação. Acho que o duo Tom and Jerry teria potencial para um bom jogo de plataformas, o que não aconteceu. A Sega produziu também uma versão para a Game Gear que aparentemente possui as mesmas mecânicas de jogo, mas uns níveis completamente diferentes. A ver se será mais interessante!

Virtual Open Tennis (Sega Saturn)

Voltando às rapidinhas de jogos de desporto, o que cá trago hoje é um dos poucos jogos de ténis que a Sega Saturn recebeu, pelo menos no ocidente, durante o seu curto espaço de vida por estas bandas. Desenvolvido pela Imagineer em 1995 e publicado no ocidente pela Acclaim no ano seguinte, dá para entender que este é um jogo lançado ainda algo prematuramente no catálogo da Saturn. O meu exemplar foi comprado no mês passado numa feira de velharias por 5€.

Jogo com caixa e manual

A nível de modos de jogo é muito simples, pois temos o modo Exhibition que consiste em partidas amigáveis para 1, 2 ou 4 jogadores, pois podemos optar em jogar partidas de 1 contra 1, ou em pares. O modo campeonato é onde está a verdadeira “carne” para os single players, pois é onde podemos participar em diversos torneios de dificuldade variável. Por fim temos também o modo treino onde podemos treinar os serviços, smash, ou outras jogadas. Recomendo vivamente que practiquem inicialmente neste modo treino, pois todos os 6 botões faciais do comado da Saturn possuem diferentes funções. Servir é um martírio, até porque temos também o efeito de after touch (usar o D-pad para direccionar a bola) para ter em conta. A detecção de colisões também não é grande coisa pois muitas vezes somos capazes de jurar que a nossa raquete só pode estar rota.

Por vezes acertar na bola é bastante complicado. Mesmo com o jogo a avisar onde a mesma vai cair e ressaltar.

A nível audiovisual até que é um jogo interessante principalmente para a altura em que o mesmo foi lançado, com gráficos poligonais minimamente bem detalhados e com boas animações. O problema para mim está é mesmo na apresentação dos menus e afins, parece uma amálgama de power points cheios de clipart e wordart manhosos. Ah, e o jogo também tem a perspectiva sempre fixa nas costas de quem está a servir. Sinceramente preferia que o jogo mantivesse a câmara sempre nas costas do player 1, pois quem ficar com a parte superior do court tem uma grande desvantagem a meu ver, a câmara não é tão boa na metade de cima do campo. Por outro lado nem tudo é mau, a banda sonora é muito rock e cheia de grandes guitarradas, o que eu gosto bastante.

Two Crude Dudes (Sega Mega Drive)

Quando descobri o admirável mundo novo da emulação algures em 1998, foquei-me em jogar o máximo possível de jogos da Mega Drive, visto ser uma consola que sempre quis ter quando era mais novo e a emulação da mesma já estava algo avançada. Descobri muitos jogos interessantes assim e um dos que mais tinha achado piada na altura era este Two Crude Dudes, da Data East, um interessante beat ‘em up completamente 2D. O meu exemplar foi comprado há uns meses atrás a um particular no OLX, creio que me custou 14€.

Jogo com caixa

Two Crude Dudes, também conhecido como Two Crude, ou Crude Busters no seu lançamento original para arcade, é um jogo que decorre num futuro apocalíptico, onde a cidade de Nova Iorque foi completamente destruída por uma bomba nuclear. Alguns anos depois, as ruínas da cidade foram invadidas por um perigoso grupo terrorista. O governo norte americano decide então contratar uma dupla de mercenários conhecidos como “Two Crude Dudes” para limpar as ruas de Nova Iorque (ou o que restam delas) de toda a bandidagem.

Tal como no Shinobi, podemos alternar entre o chão e um plano mais elevado

Como já referi acima, este é um beat ‘em up completamente em 2D, ou seja só nos podemos movimentar para a esquerda ou direita. Diferencia-se no entanto de outros jogos do género pelos protagonistas serem pequenos gigantes extremamente fortes. Isto quer dizer que poderemos pegar em vários objectos no ecrã, como barris, barras metálicas ou mesmo carros destruídos e atirá-los contra os inimigos. Similarmente, podemos também agarrar alguns inimigos (ou no caso de jogarmos com 2 jogadores, o nosso colega também) e atirá-los contra os outros. De resto tanto nós como os inimigos temos uma barra de vida que quando se esvaziar já dá para entender o que acontece, os inimigos morrem e nós perdemos uma vida. A nossa barra de energia é possível ser restabelecida assim que encontramos umas vending machines de bebidas. Ao espetar-lhe com uns socos e pontapés, vão cuspindo várias latas de refrigerante (muito certamente contaminado com radiação) e são essas latas que nos vão restituindo a nossa barra de vida gradualmente. Vamos encontrando estas máquinas ocasionalmente ao longo dos níveis, ou entre cada nível, como um pequeno segmento de bónus.

A única maneira que temos de recuperar vida é a beber refrigerantes cuspidos por estas máquinas

A nível audiovisual é um jogo bastante interessante também. Os cenários são practicamente todos as ruínas de Nova Iorque, embora também tenhamos um ou outro mais futurista pela frente, lá mais na recta final. A versão arcade é naturalmente melhor neste aspecto, mas não desgosto de todo do detalhe que colocaram nos níveis. As sprites dos inimigos poderiam ser um pouco menos genéricas, no entanto. As músicas são também bastante agradáveis, sendo na sua maioria rock ou funk com agradáveis linhas de baixo.

Portanto este Two Crude Dudes acaba por ser um jogo interessante para quem gostar destes beat ‘em ups à moda antiga, completamente em 2D. Pelos vistos é um jogo que deve despertar ainda algum sentido de nostalgia nalguns jogadores, pois foi relançado para os serviços online da nintendo Switch.