Onimusha Blade Warriors (Sony Playstation 2)

Um dos jogos que tenho vindo a jogar aos poucos ao longo dos últimos tempos tem sido este Onimusha Blade Warriors. Quando o comprei, já sabia de antemão que não era um jogo de acção/aventura à semelhança dos restantes que tinham saído anteriormente, mas sim um jogo de luta. Mas confesso que estava à espera que fosse um jogo de luta algo parecido ao Soul Calibur, com personagens deste universo. Mas não, este é um jogo de luta mas muito mais parecido com Super Smash Bros, o que é um conceito bastante estranho para esta série. Sinceramente já nem me recordo ao certo de onde veio o meu exemplar nem quando o comprei, mas terá certamente sido barato.

A história é muito ligeira, basicamente todas as personagens relevantes (e algumas não tão relevantes como soldados e inimigos rasos) dos dois primeiros Onimusha juntam-se para mais um embate. As forças do bem combatem as forças infernais comandadas por Nobunaga, enquanto os vilões combatem os humanos para conquistarem o mundo. Inicialmente dispomos de 4 modos de jogo principais, o modo história, o versus, custom versus e um modo de tutorial onde poderemos practicar as habilidades de cada personagem desbloqueado. O modo história é o principal modo de jogo, onde tipicamente escolhemos uma personagem e a levamos ao longo de 10 níveis, cujas missões consistem tipicamente em: derrotar todos os inimigos presentes no ecrã, derrotar um boss, derrotar um certo número de inimigos, entre outros, sendo que tipicamente teremos também um tempo limite para completar cada um destes níveis.

Apesar de as batalhas serem em 2D, poderemos alternar entre distintos planos em cada arena

A jogabilidade cruza os conceitos típicos do Onimusha com os de jogos tipo Super Smash Bros. Por um lado podemos lutar normalmente com as armas brancas e habilidades especiais que cada personagem possui, bem como absorver as almas dos oponentes que derrotamos. Por outro lado, ao longo do jogo iremos encontrar diversos itens e power ups que podemos usar em plena batalha, tal como no Super Smash Bros. Estes podem ser itens que nos restabeleçam a energia, armas como kunais e bombas que podem ser atiradas aos nossos oponentes, entre outros. As almas que vamos absorvendo possuem diferentes cores, umas regeneram a nossa barra de vida, outras enfortecem-nos ou enfraquecem-nos temporariamente, outras servem até de unidade monetária para comprarmos outros itens. As mais comuns, no entanto, são as almas que servem de pontos de experiência, que podem ser posteriormente gastos em fortalecer a nossa personagem. Diferentes armas podem ser desbloqueadas, assim como itens especiais que podem ser comprados e/ou encontrados em locais secretos nas arenas. Teremos também diferentes personagens para desbloquear à medida que vamos completando o modo história com várias personagens, como é o caso de Gargant, um dos vilões que viria mais tarde a ser apresentado no Onimusha 3, ou outras personagens mais bizarras como é o caso de Megaman.EXE ou Zero. Se bem que para desbloquear o Gargant teremos de ter um save do Onimusha 3 no cartão de memória. Os outros modos de jogo são o versus e custom versus. Como o nome indica, são vertentes mais voltadas para o multiplayer. Tanto num como no outro, apenas poderemos usar as personagens que teremos desbloqueado no modo história, mas o versus normal apenas nos permite usar as personagens com os seus níveis e equipamento base. Já o custom nos permite equipar diferentes armas o itens que tenhamos desbloqueado.

A Kaede com uma sniper rifle. Que sentido faz? Nem sequer sabe disparar. 😀

As arenas são variadas e vão buscar diversos locais explorados em jogos anteriores, como exteriores de castelos, aldeias ou templos, pontes e outras localidades mais envolvidas na natureza, como o caso dos campos de cereais ou as “florestas” de bambu. Apesar das arenas serem todas em 3D, a nossa movimentação é feita em 2D, sendo que poderemos ir alternando entre diversos planos de jogo, algo bastante útil para nos esquivarmos dos golpes inimigos. Os níveis e personagens apresentam o mesmo nível de detalhe que já estavamos habituados na série, com personagens muitíssimo bem detalhadas, incluindo as suas animações faciais. As arenas também estão bem detalhadas, o que é um bom feito visto não serem pré-renderizadas. O voice acting é competente, estando ao mesmo nível dos Onimushas que lhe antecederam.

Portanto este Onimusha Blade Warriors é um jogo bastante sólido, mas sinceramente estas mecânicas de jogo de party fighter não combinam muito com este universo Onimusha. A ideia de ser um fighter mais tradicional como um Soul Calibur parece-me fazer muito mais sentido, até porque todos, ou quase todos aqui são samurais, ninjas e afins.

Lemmings 2: The Tribes (Sega Mega Drive)

Voltando às rapidinhas na Mega Drive, o jogo que cá vos trago agora é a sequela do Lemmings, cuja conversão para a Mega Drive desta vez não ficou a cargo da Sunsoft, mas sim foi subcontratada pela Psygnosis a um estúdio mais pequeno, os Digital Developments, que sinceramente não conheço mais nenhum jogo em que tenham eventualmente trabalhado. O meu exemplar foi comprado algures em Novembro de 2019, numa das minhas idas à feira da Vandoma. Ficou-me por 10€ se bem me recordo.

Jogo com caixa e manual

Neste segundo jogo dos Lemmings, as criaturas estão divididas em diferentes tribos, mas o objectivo é o mesmo de sempre: temos de guiar os pequenos roedores em segurança, com o mínimo de casualidades possível, por uma série de níveis repletos de obstáculos e armadilhas até as suas respectivas saídas. Tal como no seu predecessor, teremos uma série de skills que podemos assignar individualmente aos lemmings que vão surgindo e que lhes permitem escavar em diferentes direcções, construir escadas ou pontes, entre outras, para que possam ultrapassar esses tais obstáculos e abrir um caminho seguro aos Lemmings que venham atrás. A diferença é que agora temos muitas, muitas mais habilidades embora várias delas acabem por ter funcionalidades semelhantes. Por exemplo em vez de cavar um buraco à mão, é possível usar uma arma capaz de abrir um túnel em segundos. Ou o lança rockets que cria buracos em paredes, mas o lança-chamas serve para o mesmo, embora em curta-distância. Ou as diferentes skills de construção de escadas/pontes, sendo que também temos uma arma que lança um gancho com um cabo que se enterra numa parede e os Lemmings podem atravessar o seu cabo em segurança.

Lemmings 2 traz muitas novas habilidades. Ainda bem que temos um modo de treino para as por em práctica!

Também temos outras skills para controlar o movimento dos lemmings, como a possibilidade de os por a correr individualmente ou saltar em posições chave. Para além de todas estas skills, temos também outros controlos como é o caso do fast forward quando quisermos acelerar o tempo, o botão de suicídio em massa para tentar o nível novamente, ou uma hélice. Esta hélice serve para complementar algumas skills específicas, como o caso do Twister ou de algumas habilidades voadoras, como a asa-delta ou tapete voador. Basicamente ao activar a hélice, o cursor ganha essa forma e cria vento, podendo manter a asa-delta ou o tapete voador no ar por mais tempo, ou no caso das habilidades do twister ou super-homem, poderemos mesmo controlar o seu movimento, onde o lemming se afasta ou aproxima da ventoinha numa linha recta perante a sua posição. Como podem ver, há aqui muita coisa nova a explorar e uma vez mais, em cada nível teremos um conjunto prédeterminado de habilidades para gastar, pelo que teremos mesmo que nos habituar a usá-las.

Antes de cada nível saberemos de antemão quais as habilidades que teremos à disposição, o tempo disponível e um mini layout do nível

No que diz respeito aos audiovisuais, este é um jogo competente e há agora uma maior coerência no seu design. Isto porque o jogo está dividido em 12 tribos diferentes, onde em cada tribo teremos 10 níveis para completar. As tribos possuem níveis com temáticas diferentes, como a praia, desportos, antigo egipto, era medieval, o espaço, entre outros. Portanto cada nível correspondente a cada tribo não só possui temáticas diferentes, bem como algumas habilidades, obstáculos e armadilhas exclusivos. As músicas são também distintas em cada zona e são geralmente agradáveis, mas a minha preferida é facilmente a da cutscene de abertura, onde nos é contada a história por detrás deste jogo. Aliás, essa cutscene é excelente, e mesmo a Mega Drive não ter uma paleta de cores tão diversificada quanto os Amiga, mesmo aqui a cutscene é fantástica. A Psygnosis adorava todo este eye candy e aqui também resultou bem.

Graficamente tem de ser um jogo simples, até porque temos 50 sprites em constante movimento no ecrã,

Portanto este Lemmings 2 é uma sequela sólida. Por um lado mantém a mesma jogabilidade do original, sendo um excelente crossover entre um jogo de plataformas com puzzle game. Continua exigente, continua a requerer uma precisão pixel-perfect em certas alturas, mas que gostou do original irá certamente gostar deste, até porque temos muitas novas habilidades para usar.

Dark Fall II: Lights Out (PC)

Voltando às rapidinhas no PC, ficamos agora com a sequela do Dark Fall, um interessante jogo de aventura point and click  na primeira pessoa com o horror a marcar a sua presença. 2 anos após o lançamento original, a XXv Productions lançou uma sequela, cuja decorre uma vez mais no sudoeste inglês, desta vez num farol envolto em mistérios, com várias pessoas a desaparecerem ao longo dos anos. O meu exemplar foi comprado numa CeX no Porto há uns anos atrás, creio que me custou menos de 1€, mas já o tinha na minha conta steam há mais tempo ainda, certamente veio nalgum bundle comprado ao desbarato.

Jogo com caixa, manual e papelada

No que diz respeito às mecânicas de jogo, estas são muito similares às do primeiro Dark Fall, na medida em que, tal como referi acima, é um jogo de aventura point and click na primeira pessoa, mas com gráficos pré renderizados e estáticos. Ou seja, o movimento será feito através de ecrãs estáticos e todas as acções serão feitas com o rato, cujo cursor muda de forma consoante o contexto. Por exemplo, quando o cursor muda para uma seta, quer dizer que nos podemos movimentar nessa direcção, se mudar para uma lupa indica que podemos investigar melhor essa zona, para uma mão indica que podemos interagir directamente com esse objecto, ou finalmente, se mudar para uma ferramenta, indica que podemos usar algum item do nosso inventário. De resto temos de explorar bem os cenários, onde teremos muitos documentos para ler e puzzles para resolver. Também tal como o primeiro jogo, aqui não há qualquer log das pistas que vamos encontrando, pelo que teremos mesmo de apontar as coisas nós próprios.

Tal como no seu predecessor temos muita papelada para ler, e convém mesmo fazêlo pois podem ter as dicas que necessitamos para resolver alguns puzzles

Nada de muito diferente do primeiro jogo, portanto. Por outro lado acabei por gostar bem mais do primeiro jogo do que esta sequela. Isto por várias razões. Por um lado, a história não é tão cativante quanto no primeiro jogo. Aqui a narrativa começa no ano de 1912, onde encarnamos no papel de Benjamin Carter, um cartógrafo que é enviado para a costa do sudoeste Inglês, para cartografrar melhor aquela parte da costa. Quando lá chega, fica curioso com um farol construido numa ilha que não aparece em qualquer mapa, ilha essa que está amaldiçoada, segundo os habitantes locais. Claro que acabaremos por explorar o farol, mas a certa altura o jogo leva-nos em viagens pelo tempo, onde exploraremos a mesma ilha em diversas épocas. Para além da história ser menos cativante, a atmosfera tensa e de terror também não está tão bem conseguida quanto no primeiro jogo. Isto porque muitas das zonas que exploramos são em plena luz do dia, o que não é nada assustador.

Os cenários são todos pré renderizados e os interiores possuem bem mais detalhe que os exteriores

De resto a nível gráfico, não acho que seja um jogo dos mais bonitos, pois em 2004 já estaria à espera de imagens estáticas com mais detalhe e resolução. Aliás, o facto do jogo consistir completamente em imagens pré-renderizadas, somos forçados a jogá-lo numa resolução fixa e infelizmente sem suporte a modo janela. No que diz respeito ao som, o jogo possui uma vez mais músicas ambientais e tensas que resultam bem apenas quando exploramos zonas mais escuras. O voice acting é minimamente competente, embora as vozes mais fantasmagóricas deixem um pouco a desejar.

Portanto este Dark Fall é um jogo razoável de aventura na primeira pessoa, acho que fica uns furos abaixo do primeiro jogo por apresentar uma história menos interessante, mais confusa e uma atmosfera mais ligeira. Comprei recentemente a sua sequela, que estava em promoção no steam, a ver como se safaram.

Kawasaki Superbikes (Sega Mega Drive)

Continuando pelas rapidinhas na Mega Drive, vamos ficar com mais um jogo desportivo, nomeadamente de corridas de motos. Publicado pela Domark e produzido pelo mesmo estúdio que nos trouxe anteriormente o F1 e que utiliza o mesmo motor gráfico. Ou seja, temos aqui mais um jogo com uma forte componente gráfica em 3D poligonal e, embora não corra a 60fps, está longe disso, não deixa de ter alguma fluidez visto ser um jogo 3D sem recurso a qualquer hardware adicional. O meu exemplar foi comprado numa feira de velharias, no início do passado mês de Fevereiro, tendo-me custado 2€.

Jogo com caixa e manual. Aparentemente comprado no continente por um preço absurdo. É verdade, antigamente os jogos novos também eram caros.

Ao contrário do F-1 que possuia a licença da FIA, este não possui qualquer licença da MotoGP a não ser para a fabricante Kawasaki. Então, todos os pilotos e outros fabricantes são completamente fictícios. Vamos tendo vários modos de jogo distintos (sendo que precisamos de ir para as opções para os seleccionar), desde corridas amigáveis para um ou dois jogadores ou competições mais prolongadas, incluindo o modo campeonato que nos levará numa série de diferentes circuitos espalhados pelo globo, incluindo o nosso velhinho Estoril.

Tal como o F1, os gráficos possuem poligonos em 3D primitivos

Antes de cada corrida a sério é nos dada uma previsão metereológica, e com base nessa informação e no circuito em si, poderemos optar equipar a moto com diferentes pneus e diferentes caixas de velocidades. As condições metereológicas no entanto, pelo que vi, não variam muito. Tanto podemos jogar com sol e pista seca, como com tempo de chuva, mas não vemos chuva no ecrã. O céu fica com uma tonalizade cinzenta e as motos escorregam mais, sinalizando a pista molhada. Nalgumas condições metereológicas específicas, podemos ver a meteorologia a mudar durante as corridas, embora a única coisa que mude é mesmo a cor do céu e a aderência dos pneus no solo. De resto sim, antes de cada corrida propriamente dita, temos também uma prova de qualificação, onde teremos uma série de voltas para competir e ficar com o melhor tempo possível, que nos dará a posição de partida para a corrida real. Temos também de considerar as paragens nos pit, para trocar de pneus e caso tenhamos muitos acidentes podemos mesmo ficar com a moto danificada e desistir da corrida. Nessa situação ou assumimos que fizemos 0 pontos nessa corrida e seguimos em frente, ou reiniciamos o jogo e usamos a password que nos foi atribuida no final da corrida anterior para começar novamente.

Num dia chuvoso, apesar de não vermos chuva a cair, o céu está todo cinzento e as motos escorregam mais facilmente

A nível gráfico, como já referi acima, é um jogo que utiliza um motor gráfico semelhante ao F1, com os circuitos a serem representados totalmente em 3D poligonal, embora com polígonos muito simples e sem quaisquer texturas. Apenas as outras motos são apresentadas em sprites 2D que sinceramente mereciam mais cor e detalhe. É um jogo muito mais fluído que outros como Hard Drivin, embora não esteja sequer perto da fluidez de jogos de corrida mais modernos. De resto, as músicas apenas existem nos menus e entre cada corrida, embora não sejam nada de especial e os efeitos sonoros também não são nada particularmente interessante.

Portanto, este Kawasaki Superbikes é um jogo de corridas interessante, tal como o F1, por ser uma implementação técnica muito interessante numa consola limitada como a Mega Drive para processar gráficos em 3D poligonal, sem recurso a qualquer hardware adicional que a auxilie nesse processamento. Mas sinceramente acabo por preferir o feeling mais arcade de jogos como Super Hang-On.

 

Fantasia (Sega Mega Drive)

A série Illusion é das melhores séries de platforming que a Sega alguma vez produziu, todos os títulos possuem uma óptima qualidade, não importa a plataforma que os tenha recebido. Já este Fantasia, apesar de ter sido produzido pela Sega, o seu desenvolvimento ficou com o estúdio francês Infogrames. Não sei o porquê desta decisão, mas o resultado final foi um jogo visualmente muito agradável tal como os Illusion, mas com um nível de dificuldade muito superior, sendo frustrante por vezes. O meu exemplar foi comprado a um amigo meu algures no mês passado, tendo-me custado à volta dos 5€. É uma versão algo Frankenstein, na medida em que tem a capa é PAL, mas o manual e cartucho é americano. Não é o primeiro que vejo assim, talvez algumas versões tenham sido lançadas na Europa mesmo desta forma, ou pelo menos no Reino Unido, que foi de onde este jogo veio.

Jogo com caixa e manual

O jogo segue de certa forma a história apresentada pelo filme de mesmo nome, onde Mickey toma o papel de um aprendiz a feiticeiro, Antes de dormir, roubam as notas músicais que uma orquestra estava prestes a tocar e, durante os seus sonhos terá recuperar as notas musicais. Sim, Fantasia é um musical e a música tem aqui um papel importante na história também.

Plataformas que se movem e caem? Claro que sim!

No que diz respeito á jogabilidade, conceptualmente esta é simples: Fantasia é um jogo de plataformas com um botão para saltar e um outro para atirar projécteis, ataques mágicos mas com munições muito limitadas, cujas podem ser restabelecidas ao coleccionar livros voadores espalhados pelos níveis. O outro ataque básico é saltar em cima dos adversários. De resto, iremos atravessar diversos níveis onde o objectivo é o de coleccionar todas as notas musicais espalhadas pelos mesmos, antes de encontrar a saída. No entanto, Fantasia não é um jogo divertido. Temos tantos inimigos no ecrã como num shmup e os controlos infelizmente deixam muito a desejar, com Mickey a responder algo tardiamente aos comandos, tornando o combate contra inimigos e o platforming mais sensível numa tarefa hercúlea. Para além disso os níveis são grandes, repletos de passagens que nos levam a outras áreas e temos de os explorar bem para encontrar todas as notas musicais que precisamos. Basicamente, mediante o nível de dificuldade escolhido, o número de notas musicais a encontrar também varia e, caso não as tenhamos encontrado todas, somos convidados a tentar o mesmo nivel novamente. É um jogo frustrante!

Alguns inimigos possuem um design muito interessante, mas claro, isso veio tudo do filme.

Por outro lado, graficamente é um jogo bem interessante, certamente foi o aspecto que a Infogrames melhor trabalhou. Os níveis estão bem detalhados, sendo que cada mundo corresponde a um dos quatro elementos: água, terra, ar e por fim fogo. No primeiro mundo vamos saltitar entre folhas à superfície de um lago, bem como navegar debaixo de água. No mundo da Terra iremos atravessar florestas e montanhas com dinossauros, enquanto mundo do Ar nos leva às nuvens. Por fim no Fogo exploramos um vulcão infernal, repleto de diabretes que só nos vão incomodar. As músicas são na sua maioria interpretações clássicas de compositores como Bach, Beethoven ou Tchaikovsky e se por um lado até gosto bastante destas músicas, por outro estava à espera que a Mega Drive lhes fizesse mais justiça.

Portanto este Fantasia é uma infeliz oportunidade perdida. O filme original da Disney é um clássico de animação que merecia um jogo de plataformas que lhe fizesse justiça. É que o jogo é bastante bonitinho, mas os controlos lentos e a quantidade absurda de inimigos que temos em simultâneo no ecrã fazem-lhe a folha.