Vamos a mais uma rapidinha, desta vez a um jogo desportivo da PC-Engine. Como se não bastasse eu não perceber quase nada de basebol, o manual deste jogo está inteiramente em japonês, o que também não ajuda. Ainda assim esta é uma série bem conhecida da Namco, derivando da Pro Yakyuu Family Stadium, originalmente lançada para a Nintendo Famicom no Japão. Sinceramente não consigo entender quais são as diferenças entre ambas as séries, se é que as há. O meu exemplar veio em conjundo com um bundle com a consola PC-Engine Duo RX mais uns quantos jogos, algures comprados em Outubro.
Jogo com caixa e manual embutido na capa
Continuo sem perceber muito deste desporto. Desde que joguei recentemente o R.B.I. Baseball 94 que já sei algo mais: após uma “tacada” com sucesso, esse jogador terá de percorrer o máximo de bases enquanto a equipa adversária procura apanhar a bola e repô-la em jogo. Se a bola chegar de volta até à base para a qual alguém se está a dirigir, esse jogador fica fora da jogada a menos que chegue à base antes da bola lá chegar. Mas na verdade as coisas são um pouco mais complicadas que esta visão mais redutora, mas hei-de chegar lá. E aqui dispomos de 3 modos de jogo, o de um jogador, o multiplayer para 2 jogadores e o watch mode onde podemos observar o CPU a jogar entre si. Dispomos de 10 equipas, teoricamente da liga japonesa mas não faço a mínima ideia se serão equipas reais ou fictícias. Tendo em conta que uma delas é a equipa Namco Allstars, eu recaíria mais na segunda possibilidade.
Podemos ajustar a posição do batedor livremente e nos lados temos a visão para as bases, que poderão já estar ocupadas com jogadores da nossa equipa
A nível visual, é um jogo bastante modesto. Os personagens, tal como no Family Stadium ou o primeiro R.B.I. Baseball possuem um aspecto muito cartoon, mas nesta versão PC-Engine temos ligeiramente mais detalhe, especialmente na fase de mandar umas bastonadas na bola. Se a tacada for bem sucedida, a câmara já altera para uma mais distante e que mostra uma visão mais ampla do campo e com sprites bem pequenas dos jogadores. Caso a bola vá para longe, deixamos de ver as bases, mas surge no ecrã um diagrama que mostra a posição dos jogadores e para que bases eles estão a correr. De resto é claro um jogo bem mais colorido que os originais da Famicom. Nada de especial a apontar aos efeitos sonoros que cumprem o seu papel e até temos algumas vozes digitalizadas, mas para além do home run confesso que não consigo entender o que estão a dizer. Já as músicas, bom durante as partidas estamos sempre a ouvir a mesma música irritante e tendo em conta que as partidas de baseball tendem a ser longas, vai ser uma chatice. As músicas poderiam ser mais agradáveis, portanto!
Voltando à Mega Drive, vamos ficar com mais uma adaptação para videojogo de um filme de acção de Hollywood da década de 90. Judge Dredd, que por sua vez era baseado numa banda desenhada de mesmo nome, não é um dos filmes mais bem sucedidos em que o Sylvester Stallone alguma vez participou. Só vi o filme uma vez e não me ficou quase nada na memória. Felizmente o jogo, pelo menos esta versão da Mega Drive, parece ser bem mais sólido. O meu exemplar foi comprado numa loja no norte do País algures em Setembro deste ano por 15€.
Jogo com caixa
Tal como no filme, o jogo decorre num futuro apocalíptico, onde o sistema de justiça foi todo reformulado. Agora as forças de justiça são basicamente polícias super poderosos com poder judicial, que podem desde logo apreender, julgar e sentenciar os criminosos de uma vez só, incluindo sentenças de morte que são prontamente executadas. Nós encarnamos no Judge Dredd, que no filme é protagonizado pelo Sylvester Stallone e que acaba por ser incriminado de um crime que não cometeu, pelo que teremos de provar a sua inocência. Mas aparentemente este jogo vai mais longe do que o filme, apresentando um novo arco da história que decorre logo após os acontecimentos narrados no filme.
Antes de cada missão temos direito a um briefing que nos explica os seus objectivos
Já no que diz respeito à jogabilidade, esta é a típica de um jogo de acção em 2D sidescroller da época, onde temos um botão para saltar, outro para disparar e um outro para alternar por entre as diversas armas que teremos disponíveis. Cada nível possui um objectivo primário, que poderá passar por interagir com uma série de terminais, resgatar reféns ou destruir alguns objectos específicos. Mas também temos objectivos secundários opcionais, que tipicamente traduzem-se em apreender/executar o máximo de bandidos possível. E a parte das apreensões é interessante, pois alguns inimigos podem-se render e se os prendermos em vez de os matar a tiro ganhamos mais pontos e eventualmente alguns power ups extra. Mas fora isso, não há qualquer problema em matar bandidos em vez de os prender. Até porque nem todos se rendem!
Alguns dos bandidos podem-se render e devemos prendê-los para sacar alguns pontos e/ou power ups extra
A acompanhar Dredd temos a fiel pistola de balas infinitas, mas ao longo do jogo iremos poder apanhar imensas outras armas ou munições que poderemos alternar livremente entre elas com o botão C. Desde explosivos, mísseis teleguiados ou mesmo balas de borracha que, apesar de não serem letais, podem obrigar certos inimigos a renderem-se. Outros itens que podemos encontrar podem-se traduzir em medkits que nos regenerem a barra de vida, vidas extra, itens genéricos que nos aumentam a pontuação, invencibilidade temporária ou um jetpack que nos permitirá voar livremente pelo nível também dentro de um tempo limite. De resto este é um jogo de acção em 2D que não anda muito longe de outros exemplos da Probe no seu design de níveis. Estes são tipicamente labirínticos, repletos de portas, escadas e passagens para explorar, com imensos inimigos para defrontar também. Os objectivos traçados para cada missão obrigam-nos mesmo a explorá-los bem, e só depois nos deveremos encaminhar para a saída. Felizmente não temos um tempo limite como no Alien 3, mas visto que os níveis são bastante grandes e labirínticos, sinceramente as coisas acabam por se tornar um pouco aborrecidas ao fim de algum tempo. E convém jogar com algum cuidado pois os inimigos conseguem-nos causar muito dano. Os bosses em particular são especialmente frustrantes pois não possuem grande estratégia para os derrotar. São esponjas de balas e basicamente teremos de atacar com tudo e manter-nos também em movimento constante para evitar perder uma vida.
Os terminais que encontramos para além de poderem servir para cumprir objectivos, também podem ser usados para consultar alguns detalhes adicionais
A nível audiovisual, nada de especial a apontar aqui. Os níveis apesar de não serem muito interessantes de explorar pela sua natureza labiríntica, até que são bem detalhados e algo variados entre si, ao mostrar zonas urbanas futuristas, prisões decadentes, ruínas antigas, entre outros. Mas gostei particularmente do design dos inimigos e cenários a partir da segunda fase do jogo, que já não é baseada no filme. Aqui iremos enfrentar os Dark Judges que já possuem um aspecto bem mais demoníaco! A nível de som nada de especial a apontar nos efeitos sonoros. Já as músicas devo dizer que não gostei tanto. Aquelas que são mais rock, apesar de eu apreciar o género musical em si, não gostei muito das composições e principalmente da qualidade do som que não é de todo a melhor. As músicas mais calmas já são mais audíveis e não incomodam tanto, mas também não são propriamente memoráveis.
Até que gosto do design futurista de alguns cenários!
Portanto este Judge Dredd da Mega Drive é mais um jogo de acção da Probe. Não reinventa a roda, não é um clássico da era 16bit, mas a Acclaim já publicou coisas bem piores. Se alguns dos níveis não fossem tão labirínticos talvez o teria apreciado mais, mas não deixa de ser um jogo sólido na minha opinião.
Voltando à Playstation 3 e à saga God of War, mal terminei o God of War 3 coloquei este Ascension para jogar logo de seguida. Bom, por acaso não foi bem assim pois tive de instalar toneladas de patches primeiro, mas não interessa. Este God of War Ascension acaba por uma prequela de toda a saga lançada até agora e o meu exemplar foi comprado algures em Dezembro de 2017 numa CeX por 10€, sendo a edição em steelbook que teria alguns extras digitais que já foram usados pelo seu anterior dono, entretanto.
Jogo com caixa em steelbook, sleeve exterior, manual e papelada
A história coloca-nos uma vez mais no papel do Kratos, um guerreiro espartano e que, ao serviço de Ares, deus da guerra da mitologia grega, acabou por ser enganado por este a assassinar a sua própria família. É daí que começa a sua raiva e sede de vingança, primeiro contra Ares e depois contra os restantes deuses do Olimpo ao longo dos jogos seguintes. E aqui Kratos começa por ser aprisionado e torturado pelas Fúrias de Ares, que lhe relembram gentilmente que não pode terminar o pacto de sangue que tem com Ares assim sem mais nem menos. Iremos uma vez mais percorrer então vários cenários da Grécia antiga para libertar Kratos da prisão de Ares e uma vez mais ir coleccionando diferentes armas e outros itens que nos vão dando algumas habilidades adicionais.
O jogo mantém o mesmo esquema das esferas coloridas. As verdes regeneram vida, as azuis magia e as vermelhas servem como pontos de experiência para melhorar as armas
No que diz respeito às mecânicas de jogo, na sua base são as mesmas, embora tenha havido uma pequena mudança no mapeamento dos controlos. Este é então mais um hack and slash com um sistema de combate bastante fluído e violento, e com alguns segmentos de platforming e alguns puzzles ocasionais que teremos de resolver também. Os botões faciais mantém o mesmo mapeamento, excepto o círculo que serve agora para usar algumas armas extra, largadas por inimigos, como escudos, espadas ou lanças. Tal como nos jogos anteriores teremos imensos quick time events que são agora despoletados não com o círculo, mas sim com o R1, usado também como grab. Os restantes botões de cabeceira mantém-se no uso de bloquear, usar habilidade e magias. Tal como nos seus predecessores não temos qualquer controlo de câmara, pois o segundo analógico é usado para evadir de golpes inimigos nas diversas direcções.
Agora quando um inimigo ou boss está pronto para receber o finisher, já não tem um círculo gigante a rodar na sua cabeça, mas sim este símbolo que deve ser interagido com o botão R1
Apesar de não termos controlo de câmara, desta vez não tive grandes problemas em calcular mal os saltos, a não ser nalguns segmentos mais frustrantes um pouco. No God of War 3 tínhamos umas zonas em queda livre / voo a alta velocidade em túneis estreitos e repletos de obstáculos. Aqui vamos ter uns quantos escorregas onde teremos uma vez mais de nos desviar de buracos e saltar alguns precipícios e por vezes os saltos não saíam bem como queria. Benditos checkpoints! De resto, e tal como mencionei acima, vamos coleccionando diferentes armas que vão tendo golpes diferentes também e que podem ser melhoradas ao gastar as red orbs que vamos coleccionando. Os itens extra que vamos encontrando podem ser usados tanto no combate como nalguns puzzles, como é o caso do amuleto de Uroborus que no caso do combate deixa os inimigos bastante lentos durante alguns segundos, enquanto que nos puzzles permite-nos ter algum controlo no tempo e reparar estruturas destruídas. Ou a Oath Stone que nos chama um clone de pedra para segurar alguns objectos durante os puzles, mas nos combates chama esse clone para ajudar na pancada. Por fim deixem-me só referir que para além do modo história, pela primeira vez na série God of War existe uma componente multiplayer, que invariavelmente nem sequer testei nem sei se os servidores estarão sequer activos ainda.
E quando vamos para esses finishers, nem sempre temos QTEs, por vezes basta atacar normalmente e esquivar no momento certo, mas o jogo nem sempre nos diz quando entramos num QTE tradicional ou num destes novos, pelo que ficava muitas vezes na expectativa de alguma coisa acontecer
A nível audiovisual, eu tinha achado o God of War III um pouco decepcionante nesse aspecto. Por um lado é verdade que a nível de escala tínhamos algumas batalhas bastante épicas, o gore era desconcertante, mas, para além de Kratos e poucos mais, os restantes inimigos e personagens possuiam modelos poligonais muito pobres em detalhe. Os cenários, apesar de grandes, eram compostos maioritariamente por texturas algo simples e não muito detalhadas também. Felizmente a Santa Monica acabou por fazer um óptimo trabalho no departamento audiovisual com este Ascension. Os modelos das personagens estão muito melhor detalhados como um todo, os cenários, para além de serem variados (adorei aquela torre com serpentes gigantes) estão bem mais detalhados, com texturas de melhor qualidade e continuamos a ter alguns combates em larga escala, algo que se vê logo no início do jogo onde defrontamos o gigante Hecatoncheires. A nível de banda sonora, esperem por músicas épicas e orquestradas como sempre e um bom voice acting também. Já a narrativa em si, bom, achei-a um pouco menos cativante que no God of War III mas sinceramente nunca achei que a narrativa fosse um ponto forte nesta série. Aliás, sempre achei Kratos uma personagem muito fraca a nível de personalidade pois a sua única emoção é a de raiva, está sempre zangado.
Desta vez não pouparam nos
gráficos, com inimigos e cenários bem mais detalhados
Portanto devo dizer que gostei deste God of War. Para quem gostou dos antecessores, irá certamente apreciar este jogo pois mantém a jogabilidade practicamente inalterada na sua base, apesar de haver um ligeiro remapeamento nos controlos. Temos novos itens para adquirir e a sua utilização nos puzzles foi bastante inteligente, bem como poderemos equipar armas opcionais e usá-las no combate também. O melhor cuidado audiovisual também foi muito benvindo, mas ainda assim, a aventura como um todo pareceu-me um pouco menos cativante que nos jogos anteriores. Talvez a fórmula de Kratos já estivesse a ficar gasta, já por isso a SCE Santa Monica decidiu fazer um reboot da série com o seu último lançamento na PS4. O modo multiplayer é outra das novidades aqui introduzida, mas tal como referi acima nem sequer o testei. Já a nível de extras, uma vez mais poderemos desbloquear um extenso documentário de making of, o que é sempre bom.
Eu não sou o maior fã de jogos de pinball. Para mim têm de ser representações mais fantasiosas e com elementos típicos de videojogos, ao invés de serem simulações fiéis de mesas. E o Dragon’s Fury fez isso na perfeição, com uma temática de dark fantasy, uma boa jogabilidade e excelentes audiovisuais. Este Dragon’s Revenge é uma espécie de sequela desse jogo, mas que não envolve ninguém dos seus autores originais. É que Dragon’s Fury foi uma conversão feita pela Technosoft do clássico Devil’s Crush do PC-Engine, originalmente desenvolvido pela Naxat Soft, mas que acabou por ser publicado no ocidente pela Tengen. O jogo era de facto muito bom e deve ter tido algum sucesso comercial, pelo que a Tengen decide fazer esta sequela por eles próprios. Infelizmente a qualidade já não foi a mesma. O meu exemplar foi comprado na CeX em Julho deste ano, tendo-me custado 8€.
Jogo com caixa e manuais
O objectivo final é o de defrontar o dragão e a feiticeira Darzel, mas primeiro teremos de resgatar 3 guerreiros aprisionados por Darzel: um bárbaro, uma amazonas e uma outra feiticeira. Neste Dragon’s Revenge temos então uma mesa de pinball dividida em 3 níveis, repleta de botões, passagens e alavancas com os quais deveremos interagir, não só para activar multiplicadores de pontos, mas também para activar passagens para algumas mesas de pinball extra. Ali teremos de derrotar todos os inimigos presentes no ecrã, seja para libertar os guerreiros mencionados acima, seja simplesmente para fazer mais pontos. Os últimos bosses, o Dragão e Darzel, são também combatidos numa mesa de pinball extra.
Aqui também temos uma cara laroca no centro da mesa
Mas infelizmente o resultado final não foi o melhor. A começar pela jogabilidade, que apesar de não ser propriamente frustrante, a física das bolas de pinball não ficou lá muito bem implementada, com as mesmas a serem por vezes disparadas a alta velocidade do nada. Já a nível audiovisual, o jogo mantém a mesma identidade visual do seu predecessor, pelo menos em teoria, já que temos dragões, goblins e outras criaturas típicas de ambientes de fantasia. Mas a qualidade dos visuais não é de todo a mesma, os ambientes de Dragon’s Fury eram bem mais negros, na minha opinião. Já o som, bom, também tentam trazer uma sonoridade algo semelhante, com alguns temas mais rock/metal mas não só as composições não são tão boas, como a própria qualidade do som não tem nada a ver com o que ouvimos no Dragon’s Fury, que tem uma das melhores bandas sonoras da era 16bit. A sério, vão ouvir.
É nas mesas de bónus onde poderemos libertar alguns heróis como esta feiticeira
Portanto este Dragon’s Revenge sinceramente nem o considero um mau jogo, joga-se bem e ainda entretém durante algum tempo. Mas não está nada perto do Dragon’s Fury / Devil’s Crush, que é realmente um jogo excelente. Mesmo para quem não gostar de jogos de pinball!
Já há muito tempo que não pegava num God of War. Joguei os quatro da PS2 e PSP todos seguidos durante o ano de 2012, comprei a PS3 no em inícios de 2013 e este meu exemplar acabou por ser comprado bem mais tarde, sinceramente não me recordo quando e onde, muito menos quanto terá custado. Mas acabou por ficar em backlog até muito recentemente.
Jogo com caixa e manual
Ora e aqui encarnamos uma vez mais no guerreiro espartano Kratos e na sua sede de vingança contra os deuses do Olimpo. E vamos mesmo continuar a combater (e assassinar) muitas figuras da mitologia grega, como deuses, semi-deuses ou titãs. Já não me lembrava muito bem do que tinha acontecido no final do segundo jogo, mas começamos a aventura já com um Kratos todo poderoso e que, em conjunto com os Titãs, escalam o monte Olimpo para lançar um ataque aos deuses. Mas as coisas não correm lá muito bem e Kratos acaba por ser atirado para o rio Styx, onde perde todos os seus poderes novamente. Será então um longo e sangrento caminho para regressar ao topo do monte Olimpo, começando precisamente por ter de se escapar uma vez mais do inferno de Hades.
O combate segue a mesma mecânica base dos jogos anteriores
Este God of War III mantém mecânicas de jogo muito similares à dos seus predecessores, sendo então um hack and slash de combate e combos viscerais e repletos de gore, com muitos quick time events à mistura, bem como alguns segmentos de platforming ou puzzles para resolver. As lâminas com correntes de Kratos marcam novamente a sua presença, com controlos algo similares aos dos jogos anteriores, com o quadrado para ataques normais, triângulo para ataques fortes, círculo para agarrar os inimigos e X para saltar. Os botões de cabeceira servem para bloquear, usar magias, itens especiais que iremos apanhar ao longo do jogo ou interagir com objectos. Durante os combates, e em particular contra os bosses, após desferirmos dano suficiente aos inimigos, somos obrigados a entrar em sequências de QTEs, onde teremos de pressionar uma série de botões que nos surgirão no ecrã. No caso dos botões faciais, desta vez felizmente os prompts vão aparecendo em posições no ecrã relativas ao mapeamento dos botões, com o círculo à direita, quadrado à esquerda e por aí fora. É bom para quem não estiver tão familiarizado com os botões da Playstation.
Os confrontos contra os bosses terminam sempre com uma série de quick time events
De resto como já referia acima os combates são bastante fluídos e vamos tendo vários combos à nossa disposição, bem como diferentes armas brancas que irão resultar melhor para combater certos inimigos. Também tal como nos jogos anteriores vamos poder amealhar esferas de energia coloridas, sendo que as verdes nos regeneram a barra de vida, as azuis regeneram a barra de magia, as douradas regeneram a barra que nos permitem activar o Rage of Sparta. As esferas vermelhas traduzem-se em pontos de experiência que podem ser usados para evoluir as diferentes armas e itens, melhorando o seu dano e desbloqueando novas habilidades ou combos. Os itens especiais que podemos usar são úteis e necessários nalgumas secções do jogo, como o arco e flecha de Apollo, a cabeça de Helios que permite iluminar áreas escuras ou mesmo desvendar itens secretos ou as botas de Hermes que nos permitem subir paredes a correr, por exemplo.
E sim, este jogo está bem mais gore que os seus predecessores!
Também como já referi acima, este God of War não é só combates intensos e sangrentos. Vamos tendo também alguns segmentos de platforming bem como alguns puzzles ocasionais. Mas infelizmente o platforming foi uma das coisas que menos gostei neste jogo. Isto porque tal como nos jogos anteriores não temos qualquer controlo de câmara, então nem sempre conseguimos ver bem para onde estamos a saltar e se podemos “aterrar” em segurança. A outra coisa que gostei menos foram aqueles segmentos de voo ou queda livre em corredores apertados e onde, a alta velocidade, nos teríamos de desviar de imensos obstáculos. O problema é que se nos espetarmos uma vez, nem sempre temos tempo de reagir para os obstáculos seguintes, pois o nosso campo de visão fica obstruído pelos escombros. Ainda tive de repetir um desses segmentos umas quantas vezes!
Claro que não poderia faltar o mini jogo habitual
Já a nível gráfico, bom, sinceramente achei este jogo algo inconsistente nesse aspecto. Os originais da PS2, em particular o God of War II, eram de facto portentos técnicos para essa consola, ao apresentar cenários e personagens bem detalhadas, combates contra bosses bastante épicos e que puxavam a máquina ao seu limite. Para um jogo de 2010 na PS3, sinceramente achei o resultado final um pouco decepcionante pela sua inconsistência. Por um lado sim, continua a ser uma aventura épica, em particular no confronto contra os bosses que são ainda mais colossais (principalmente no caso dos titãs), mas por outro lado achei os cenários algo simplistas nas suas texturas e os modelos poligonais das diferentes personagens são bastante desiquilibrados no seu detalhe. Não me estou referir necessariamente aos soldados rasos e civis comuns que tipicamente possuem menos detalhe, mas alguns deuses, como a Hera, por exemplo, possuem modelos poligonais muito pouco detalhados. Por outro lado, Kratos ou a Aphrodite (tinha de ser) estão com um excelente nível de detalhe. E no que diz respeito ao detalhe dos cenários, já jogos como o Uncharted 2 mostravam um nível de detalhe que ainda não estava aqui presente, principalmente nas texturas utilizadas. Por outro lado, o voice acting é excelente e as músicas são todas orquestrais, o que se adequa perfeitamente à temática da mitologia grega que o jogo nos coloca.
Portanto, devo dizer que achei este God of War III uma experiência bastante agradável, mas já não me recordava que a falta de controlo de câmara poderia trazer os seus problemas na exploração e nalguns segmentos de platforming mais exigentes. Os seus visuais não são nada maus, e o jogo possui imenso gore nos seus combates tal como os seus predecessores, mas achei alguns aspectos algo inconsistentes ou ligeiramente decepcionantes. Mas devo também aplaudir um dos extras aqui presente. Ao terminar a aventura principal desbloqueamos uma série de vídeos que retratam o processo de criação do jogo. Eu gosto bastante deste tipo de extras e a equipa presenteou-nos com um conjunto de vídeos bastante extensos e detalhados até. Também temos outros extras para desbloquear como o Challenge of Olympus ou Combat Arena, mas confesso que esses não cheguei a tocar.