The House of the Dead 4 (Sony Playstation 3)

A série The House of the Dead sempre foi uma das minhas preferidas em arcades. Cheguei a jogar bastante nas arcades o segundo jogo, que acabou mais tarde por sair para a Sega Dreamcast e outras plataformas. O terceiro por acaso ainda não me apareceu a um bom preço e o The House of The Dead 4, que foi lançado originalmente no final de 2005 no então hardware de nova geração da Sega, o Lindbergh, infelizmente nunca chegou a receber nenhum lançamento físico para consolas. Até ao momento, para além da sua versão original arcade, apenas acabou por ser lançado para a Playstation 3 anos mais tarde em 2012 e só num lançamento digital. O meu exemplar foi comprado há uns 2 anos atrás creio, numa promoção que a Sega fez na loja digital da Sony. Acho que nem a 2€ chegou!

E de certa forma compreende-se o porquê da Sega não o ter lançado em formato físico, pois é um jogo arcade que se termina em pouco mais de 40 minutos e o pouco conteúdo adicional que traz provavelmente não justificaria um lançamento físico. Este quarto jogo é na verdade uma prequela do House of the Dead 3, onde mais uma vez encarnamos em 2 agentes secretos que percorrem mais uma cidade em ruínas e repleta de zombies e outras criaturas não muito amigáveis por tudo quanto é sítio. O jogo possui controlos super simples, pois este é um light gun on-rails shooter, onde poderemos usar um comando normal, ou um Move, que como sabem foi a resposta da Sony ao Wiimote da Nintendo. Não sendo tão satisfatório como usar uma light gun a sério, acaba no entanto por ser uma alternativa bem viável ao uso do comando, onde teríamos de controlar a mira com um dos analógicos e usar um dos gatilhos para disparar. Já com o Move, apenas temos de apontar o comando para onde quisermos e disparar com o gatilho. Os agentes estão munidos de armas automáticas, pelo que é só deixar o gatilho pressionado e disparamos imensas balas num instante! Naturalmente que teremos que gerir as munições e ir recarregando, o que com o Move se faz ao abanar o próprio comando, já com um comando normal basta pressionar o botão de círculo. E se por um lado as balas são infinitas, também vamos poder usar granadas, mas estas já vêm em números limitados com 3 granadas por cada crédito. Ocasionalmente poderemos disparar certos objectos no cenário que podem esconder alguns power ups, desde itens que simplesmente nos dão mais pontos, outros já dão granadas ou mesmo vidas extra. O foco em motion controls não se fica no entanto pela animação de recarregar a arma no caso de usarmos o move. Em certas alturas o jogo obriga-nos mesmo a abanar o comando quando somos agarrados por inimigos, por exemplo. E isto tem de ser feito também com um comando normal.

Tendo sido lançado num hardware de nova geração nos finais de 2005, The House of The Dead 4 possui gráficos superiores aos seus predecessores, e um número bem maior de zombies que teremos de atacar

No que diz respeito a modos de jogo, bom temos aqui o free play que é na verdade o modo arcade, que por sua vez está dividido em 6 capítulos distintos que culminam sempre no confronto contra um boss, onde teremos de focar o nosso poder de fogo nos seus pontos fracos e evitar assim sofrer algum dano adicional. Uma vez finalizado o modo arcade desbloqueamos também o The House of the Dead 4 Special, que são na verdade mais 2 níveis adicionais que expandem ligeiramente a história do jogo principal. Estas partidas arcade são excelentes para se jogar com alguém ao nosso lado e podemos customizar não só a dificuldade como o número de créditos e vidas, mas também podemos escolher qual o ponto de partida, sendo que poderemos escolher qualquer nível que já tenhamos desbloqueado anteriormente. E sendo este um jogo arcade, a acção é non-stop mesmo! Ocasionalmente podemos escolher caminhos diferentes a tomar e existem também alguns finais distintos a desbloquear, o que lhe dá também alguma longevidade adicional. Mas para além do Free Play temos também o Ranked Play que sinceramente não cheguei a experimentar, mas é bem mais focado em obter a melhor pontuação possível e sem oportunidade de customizar o número de vidas ou de créditos. É um modo de jogo mais para os veteranos, portanto! Uma vez finalizado a história desbloqueamos também uma curta entrevista com os criadores do jogo, o que para mim é sempre um bónus interessante.

Cada boss possui um ponto fraco que nos devemos focar para evitar sofrer dano

Visualmente é um jogo impressionante tendo em conta que saiu originalmente no final de 2005. Os zombies aparecem agora em muito maior número e possuem bem mais detalhe do que em qualquer outro The House of the Dead lançado até então. Mas naturalmente a Playstation 3 consegue fazer melhor, pois as personagens ainda possuem pouco detalhe poligonal. Mas é um jogo bastante fluído e a banda sonora, com música electrónica e/ou rock bem esgalhado, contribui para todo o ambiente frenético que vamos vivenciando. A história é bastante simples e os diálogos também. A série House of the Dead é especialmente conhecida pelo seu mau voice acting, mas acho que o deste jogo não é tão cheesy quanto o dos seus predecessores.

Ocasionalmente temos alguns caminhos múltiplos a escolher que nos aumentam ligeiramente a longevidade do jogo

Portanto este The House of the Dead 4 é um shooter arcade puro e duro. Quem é fã do género irá sem dúvida passar um bom bocado, mas não esperem por muito conteúdo adicional. Ainda assim, com os seus finais múltiplos, irá obrigar a várias playthroughs até dominarmos o jogo perfeitamente, pois os diferentes finais estão directamente relacionados com a nossa performance ao longo do jogo.

King’s Quest VI (PC)

Mais uma rapidinha a um King’s Quest, agora para o sexto título desta longa série de jogos de aventura gráfica da Sierra. Tal como os outros títulos da série que cá trouxe até agora, este jogo veio parar à minha biblioteca do Steam através de um bundle que comprei algures no ano passado e trazia dezenas de clássicos da Sierra a um preço muito acessível. Mas também o tenho em formato físico numa compilação dedicada à Roberta Williams, juntamente com outros jogos da sua autoria, e planeio trazer essa compilação cá ao blogue mais tarde, quanto mais não seja para analisar os restantes jogos que a mesma inclui.

Este sexto capítulo passa-se uma vez mais longe do reino de Daventry e após os acontecimentos narrados no jogo anterior, onde Graham salvou não só o seu castelo e a sua família, mas também uma princesa de um reino longínquo e que havia sido feita prisioneira do vilão desse mesmo jogo. Ora o príncipe Alexander apaixonou-se pela princesa e decide visitá-la ao seu reino longínquo das Ilhas Verdes. Mas o navio onde viajava naufragou e para além disso, os guardas do castelo não lhe deixam visitar a princesa, por ordens do vizir que aparentemente reinava desde o falecimento misterioso do rei e rainha. Ah, o vizir é sempre culpado de alguma coisa! E lá teremos então de resolver esse mistério e visitar as diferentes ilhas daquele reinado, todas muito particulares e repletas de perigos também.

Graficamente estamos perante um jogo muito bem conseguido, com cenários cheios de pequenos detalhes e muito variados entre si

No que diz respeito a mecânicas de jogo, esta é também uma aventura gráfica, já com um interface verdadeiramente point and click onde, através de diferentes cursores, podemos usar o rato e ao clicar em locais, objectos ou personagens poderemos nos deslocar, interagir ou falar com o que nos rodeia. Há aqui imensos itens para coleccionar, puzzles para resolver e que nem sempre a sua solução é propriamente a mais lógica. Tal como noutros jogos da série, por vezes teremos mesmo de consultar o manual para algumas dicas, o que pode também ser encarado como uma forma de protecção anti-cópia, pois sem essas dicas há certos pontos onde não conseguiremos mesmo avançar. Também tal como nos primeiros King’s Quest, este jogo oferece, por vezes diferentes soluções para o mesmo problema, o que pode inclusivamente levar a finais diferentes. Interessante a Sierra ter implementado este tipo de não linearidade ainda maior nesta sequela. Mas ainda assim temos de ter cuidado não só com as habituais armadilhas, bem como a possibilidade de nos vermos numa situação onde não temos qualquer escape devido a não termos apanhado algum item anteriormente.

Como é habitual nestes jogos da Sierra existem inúmeras maneiras de morrer, pelo que iremos ver esta cena algo frequentemente

A nível audiovisual, tal como o seu predecessor é um jogo graficamente muito mais detalhado em virtude de usar o motor gráfico mais avançado bem como tirar partido de sistemas VGA ou mesmo SVGA, que permitem resoluções ainda maiores, bem como representar cenários ricos em detalhe. A ilha central, onde está o palácio da princesa, tem notoriamente uma temática árabe, já as outras ilhas apresentam-nos cenários bem mais fantasioso. Até o mundo dos mortos iremos visitar! Já o King’s Quest V tinha também introduzido voice acting completo, tanto das personagens, bem como um narrador que está muito presente em todas as acções que executamos. E isso foi uma vez mais trazido cá e os diálogos, apesar de estarem bem escritos, possuem interpretações muito variadas. Personagens mais nobres falam sempre de forma mais eloquente, mas também há algum voice acting um pouco mais parvinho. De resto contem na mesma com algumas boas animações, boa música e até um filme em CGI na introdução do jogo! É um filme algo primitivo sim, mas num jogo de 1992 não deixou de ser impressionante. Curioso para ver como a Sierra se safou com o King’s Quest VII, o último da velha guarda!

Soleil (Sega Mega Drive)

Voltando à Mega Drive, vamos ficar com um jogo que sempre tive imensa curiosidade em jogar, mas confesso que no final acabou por me desiludir um pouco. O facto de o chamarem de “The Legend of Zelda da Mega Drive” também não ajuda muito, pois as semelhanças entre ambos os jogos acabam por não ser tantas quanto isso. Produzido pela nipónica Nextech, que fez vários jogos para consolas da Sega como o Cyber Speedway que já cá trouxe no passado, este é um jogo de aventura com alguns elementos de RPG e acabou por ter nomes distintos ao longo das diferentes regiões onde foi lançado. Soleil é o seu nome europeu e o meu exemplar veio de uma CeX na zona do Porto, em Agosto do ano passado, creio que por 35€, estando completo e em excelente estado.

Jogo completo com caixa e manuais

A história leva-nos uma vez mais a um mundo fantasioso que havia sido invadido por monstros. E como manda a tradição da cidade de Soleil, quando os rapazes fazem 14 anos, já estão aptos para serem lançados à aventura e combater os monstros que assolam aquele mundo. E isso é o que acontece com a nossa personagem! Entretanto coisas acontecem e ganhamos a habilidade de falar com animais, sendo que isso irá desbloquear a grande mecânica de jogo central em Soleil: podemos recrutar uma série de animais que nos acompanhem na aventura, sendo que estes nos vão conferindo diferentes habilidades, se bem que apenas podemos ter até 2 animais activos de cada vez.

Olhem lá quem fez uma visita!

Os controlos são simples, com o botão A para atacar com a espada, o botão B para saltar (mas inicialmente temos de “aprender” a saltar, o que é uma das coisas que me irritou um pouco) e o botão C tipicamente é usado para activar as habilidades de alguns animais. Outra das habilidades básicas que tem de ser desbloqueada é a de manter o botão A pressionado durante uns segundos para carregar um ataque e ao soltá-lo atiramos a espada como um boomerang, voltando novamente às nossas mãos. Já as habilidades que os animais nos conferem são bastante variadas, como a de conferir poderes elementais de fogo ou gelo à nossa espada, correr e saltar mais longe, outras aumentam a distância que a nossa espada pode ser atirada, já outro animal até nos deixa controlar a direcção da espada em pleno voo, entre muitas outras habilidades. Confesso que este sistema até achei bastante original, pena que em tudo o resto o jogo acabe por ser bem mais mediano do que estava à espera, a começar pela narrativa que não é nada de especial, nem o jogo tem personagens que sejam minimamente memoráveis. Talvez o cameo do Sonic!

Alguns bosses até ficaram bem conseguidos!

A nível audiovisual confesso que esperava um pouco mais. Não acho que os monstros sejam propriamente muito apelativos, nem a maneira como progredimos nas áreas a explorar. Vamos ter inúmeros interruptores e blocos para activar ou mover e que por sua vez nos vão desbloqueando acessos a outras zonas. De certa forma até me fez lembrar um pouco do Startropics nesse aspecto. As áreas que exploramos estão acessíveis através de um mapa mundo à lá Super Mario World, e não propriamente de uma forma contínua e interligada como nos Zeldas em 2D. Vamos tendo áreas com as mais variadas temáticas a explorar, como florestas, desertos, montanhas, cavernas, ruínas, etc, mas sinceramente nunca fiquei especialmente agradado com a sua apresentação, nem da dos inimigos, com excepção de alguns bosses. Por outro lado as músicas são bastante agradáveis!

Temos um mapa mundo onde podemos escolher que áreas visitar

Portanto este Soleil deixou-me um pouco desiludido. Não é um mau jogo, longe disso, mas todo o hype que por vezes os fãs lhe colocam em cima, deixaram-me com expectativas bem mais altas. As mecânicas de jogo com os diferentes animais que podemos vir a recrutar e as suas habilidades até foram uma boa ideia. Mas a história super desinteressante e algumas decisões de game design algo questionáveis foram de longe o que menos gostei aqui. Por clones de Zelda na Mega Drive, o The Story of Thor é muito, muito melhor.

Star Fox 64 3D (Nintendo 3DS)

Apeteceu-me jogar algo rápido e foi tempo de finalmente dar uso à minha Nintendo 3DS que já a tenho há um par de anos mas o backlog ainda não me tinha dado grande hipótese de pegar nessa portátil. E decidi começar precisamente por este Star Fox 64 3D que, como o nome indica, é uma conversão/remake do clássico da Nintendo 64 (que por aqui se chama de Lylat Wars). E este artigo será então uma rapidinha, pois a nível de conteúdo não acrescenta nada de verdadeiramente novo em relação ao original. O meu exemplar foi comprado algures por aí em 2019, creio que até foi um amigo meu que mo comprou depois de o encontrar novo e muito barato numa loja (alguma coisa abaixo dos 10€ certamente).

Jogo com caixa e papelada, na sua versão horrível Nintendo Selects

Ora como referi acima este é um remake do Star Fox 64 / Lylat Wars, que por sua vez já era um remake do original da Super Nintendo (Star Wing cá na Europa). A nível de mecânicas de jogo, tudo se mantém, pois este é na sua maioria um on-rails shooter, com a câmara a posicionar-se nas traseiras da nave de Fox McCloud, embora hajam alguns segmentos de jogo onde já temos uma liberdade total de movimento. Podemos disparar lasers, que por sua vez podem ser carregados ao manter o botão pressionado e durante essa fase podemos inclusivamente fazer lock-on a algum inimigo que nos apareça à frente e somos capazes de causar dano considerável. Também teremos bombas super poderosas, mas essas vêm em número reduzido pelo que as temos de usar com critério e procurar restabelecer o nosso stock ao coleccionar power ups para esse efeito. As habilidades de controlar velocidade, fazer barrel rolls e outras acrobacias para nos esquivarmos de fogo inimigo marcam cá novamente a sua presença (e agora fazer barrel rolls é mais fácil que nunca) e uma vez mais, tal como o original, teremos vários níveis para cumprir sendo que se cumprirmos alguns objectivos especiais nalgumas missões, poderemos desbloquear caminhos alternativos e jogar níveis completamente diferentes, o que aumenta consideravelmente a sua longevidade.

O ecrã de baixo é um pouco inútil, servindo para os diálogos e pouco mais

Ora o que mudou nesta versão? Para além dos novos visuais, que irei detalhar mais de seguida, esta versão inclui o 3DS Mode e o Nintendo 64 Mode. O primeiro é uma versão que para além de ser mais fácil, inclui, se assim o desejarmos activar, controlos com sensores de movimento. Naturalmente que passei longe disso! Podemos desbloquear alguns modos de jogo adicionais como o Expert Mode de dificuldade acrescida, um modo de treino ou um score attack, onde como o nome indica é focado em obter a melhor pontuação possível. Existe também uma componente multiplayer que também não experimentei.

Graficamente o jogo até tem os seus momentos muito interessantes!

A nível audiovisual este é realmente um bom remake. Eu ainda não tenho assim tanta experiência com a 3DS para entender realmente quais são os limites da sua capacidade, mas comparando com o original de Nintendo 64, este é um jogo graficamente muito melhor trabalhado, principalmente por ter texturas com muito mais detalhe que a versão de Nintendo 64 tem. Ainda assim achei engraçado o ocasional pop-in poligonal tal como acontecia na Nintendo 64. As personagens principais também receberam facelifts bem como os cenários. Há alguns níveis que ficaram mesmo muito agradáveis e o efeito 3D realmente até resultou bem! Níveis como o da lava ou o planeta poluído que têm físicas de fluídos muito interessantes! A nível de som, esperem pela mesma banda sonora do original e uma vez mais os diálogos entre personagens, uma vez mais com voice acting. E aparentemente usaram os mesmos actores da versão Nintendo 64, o que foi uma atenção interessante por parte da Nintendo.

Portanto este Star Fox 64 3D é de facto uma excelente maneira de revisitar o original da Nintendo 64 num sistema mais moderno. E se não gostam dos visuais 3D da Nintendo 3DS, dá sempre para o desactivar (ou então joguem numa DS!). Confesso que na batalha final contra o Andross tive menos dificuldades em acertar no alvo com o 3D desligado, mas como um todo até achei um efeito interessante.

Mario Party 3 (Nintendo 64)

Vamos voltar à Nintendo 64, para mais um jogo que já joguei há imenso tempo atrás, mas que por algum motivo ainda não tinha escrito nada sobre o mesmo. E este é o último Mario Party desenvolvido para a Nintendo 64 e pela própria Hudson. Tal como o Mario Party 2, o meu exemplar foi comprado na Cash Converters de Alfragide por cerca de 30€, isto algures em Setembro de 2015, meras horas antes de apanhar um avião! Ainda bem que decidi visitar a Cash Converters nesse dia!

Jogo com caixa, manuais e papelada

A nível visual, confesso que gosto bem mais da apresentação deste Mario Party em relação aos anteriores. Mas como um todo, este terceiro jogo foi o que menos gostei, apesar de até ter imensas novidades, mas muitas dessas novidades não foram propriamente benvindas no meu caso. Tal como os anteriores, este é uma espécie de simulador de jogos de tabuleiro, com inúmeros mini-jogos à mistura, uns divertidos, outros não. E para além do modo história, que nos leva a bater uma série de diferentes tabuleiros de forma sequencial, temos também o Party Mode que nos permite jogar com até 4 amigos e uma galeria onde poderemos simplesmente experimentar os mini-jogos que já tenhamos desbloqueado.

Waluigi e Daisy são 2 novas personagens que podem ser seleccionadas, excepto no modo história

As regras gerais são as mesmas que nos seus predecessores. Em cada tabuleiro temos 4 personagens do universo da Nintendo a competir entre si e a ideia é a de, dentro de um certo número de turnos pré-definido, apanhar o máximo de estrelas possíveis, que estão espalhadas pelos tabuleiros em localizações específicas. Moedas também podem ser ganhas (ou perdidas!) ao passar por certas “casas” ou participar em mini-jogos. Essas moedas podem também ser usadas para comprar certos itens ou interagir com alguns NPCs para que nos beneficiem de alguma forma, ou prejudiquem os nossos oponentes. Para além disso, são precisas 20 moedas para comprar as estrelas, pelo que é também importante ter sempre algum dinheiro de reserva. Há casas especiais no tabuleiro que podem despoletar diferentes mini jogos e, no final de cada turno, ou seja quando os 4 jogadores tiverem todos eles lançado os dados, é sempre despoletado um outro mini-jogo que pode ser de todos contra todos, 2 contra 2 ou 3 contra 1.

Os mini jogos são uma vez mais bastante variados!

Até aqui tudo bem e uma das novidades deste Mario Party 3 até foi muito benvinda que é a possibilidade de podermos armazenar até 3 itens em simultâneo, enquanto nos anteriores apenas poderíamos armazenar 1. Há uma variedade ainda maior de itens a ter em conta, bem como uma maior variedade de mini jogos, uns divertidos e outros não. O que já não gostei tanto é haver um maior foco em mini-jogos de pura sorte, que nos podem limpar completamente o dinheiro amealhado. Os mini-jogos de Mario Party costumam por vezes ter controlos não tão bons, mas ao menos podemos sempre practicar os mini-jogos antes de competir a sério. Agora estes mini jogos de gambling sinceramente já não achei lá muita piada. Ao explorar os tabuleiros por vezes também nos deparamos com alguns eventos que exigem quick time events, ou às vezes mera sorte.

A nível gráfico é um jogo bem conseguido e gosto particularmente de alguns objectos 2D que dão um aspecto muito Paper Mario

Outra coisa que não achei piada foram os Duel Boards. No modo história, sempre que vencemos um tabuleiro dos normais, teremos depois um destes novos tabuleiros para jogar. Estes são jogados a 2 e com mecânicas de jogo muito distintas dos normais. Para além de serem tabuleiros mais curtos, a ideia é a de atacar directamente o nosso oponente, que, tal como nós possui uma barra de vida. Para atacar um oponente precisamos de duas coisas: ter um “ajudante” (uma personagem secundária como um Boo, Koopa, etc), que poderá ser equipado à nossa frente ou retaguarda, sendo que esse ajudante tem também características próprias de defesa e ataque. E para despoletar essas batalhas, precisamos de nos atravessar no caminho do nosso oponente! Podemos equipar mais do que um ajudante, sendo que cada ajudante recebe também um salário pelos seus serviços, ou seja, antes de lançar os dados no nosso turno, são descontadas as moedas necessárias e se não tivermos dinheiro suficiente, os ajudantes vão-se embora e ficamos indefesos até conseguir contratar outro. Vamos tendo também alguns mini jogos para competir directamente com o nosso oponente, mas neste modo de jogo temos um foco maior em mini-jogos de gambling, onde num ápice podemos ficar sem todas as nossas moedas, o que será um problema. O jogo termina quando um dos intervenientes ter a sua barra de vida esgotada, ou quando o número de turnos pré-definido também se esgotar, sendo que vence quem tiver mais “saúde” e/ou moedas no final.

Não gostei muito dos Duel Boards, mas basicamente a ideia é que batalhas são despoletadas entre ambos os oponentes quando estes se encontram no mapa e possuem ajudantes equipados na direcção do oponente

A nível audiovisual, como já referi algures acima, até que ficou bem interessante. Todo o jogo tem uma apresentação visual mais cuidada, com imagens 2D muito bem detalhadas nos tabuleiros e os modelos poligonais de Mario e companhia também estão com qualidade. Para além dos já habituais Mario, Luigi, Wario, Peach, Yoshi e Donkey Kong, eventualmente também temos como protagonistas a princesa Daisy e o Waluigi, em mais uma das suas primeiras aparições no mundo dos videojogos. As músicas são bastante agradáveis e, como habitual, temos algumas composições bem conhecidas do universo da Nintendo também.

Portanto este Mario Party 3, apesar de ser na mesma um jogo divertido, principalmente em multiplayer, acho que apesar de ter trazido muitas novidades face aos seus antecessores, o foco em jogos de gambling forçado, alguns quick time events ou momentos de pura sorte e azar não me agradaram, assim como os Duel Boards. Por outro lado a maior variedade de itens introduzidos foi muito interessante sim!