King’s Quest VI (PC)

Mais uma rapidinha a um King’s Quest, agora para o sexto título desta longa série de jogos de aventura gráfica da Sierra. Tal como os outros títulos da série que cá trouxe até agora, este jogo veio parar à minha biblioteca do Steam através de um bundle que comprei algures no ano passado e trazia dezenas de clássicos da Sierra a um preço muito acessível. Mas também o tenho em formato físico numa compilação dedicada à Roberta Williams, juntamente com outros jogos da sua autoria, e planeio trazer essa compilação cá ao blogue mais tarde, quanto mais não seja para analisar os restantes jogos que a mesma inclui.

Este sexto capítulo passa-se uma vez mais longe do reino de Daventry e após os acontecimentos narrados no jogo anterior, onde Graham salvou não só o seu castelo e a sua família, mas também uma princesa de um reino longínquo e que havia sido feita prisioneira do vilão desse mesmo jogo. Ora o príncipe Alexander apaixonou-se pela princesa e decide visitá-la ao seu reino longínquo das Ilhas Verdes. Mas o navio onde viajava naufragou e para além disso, os guardas do castelo não lhe deixam visitar a princesa, por ordens do vizir que aparentemente reinava desde o falecimento misterioso do rei e rainha. Ah, o vizir é sempre culpado de alguma coisa! E lá teremos então de resolver esse mistério e visitar as diferentes ilhas daquele reinado, todas muito particulares e repletas de perigos também.

Graficamente estamos perante um jogo muito bem conseguido, com cenários cheios de pequenos detalhes e muito variados entre si

No que diz respeito a mecânicas de jogo, esta é também uma aventura gráfica, já com um interface verdadeiramente point and click onde, através de diferentes cursores, podemos usar o rato e ao clicar em locais, objectos ou personagens poderemos nos deslocar, interagir ou falar com o que nos rodeia. Há aqui imensos itens para coleccionar, puzzles para resolver e que nem sempre a sua solução é propriamente a mais lógica. Tal como noutros jogos da série, por vezes teremos mesmo de consultar o manual para algumas dicas, o que pode também ser encarado como uma forma de protecção anti-cópia, pois sem essas dicas há certos pontos onde não conseguiremos mesmo avançar. Também tal como nos primeiros King’s Quest, este jogo oferece, por vezes diferentes soluções para o mesmo problema, o que pode inclusivamente levar a finais diferentes. Interessante a Sierra ter implementado este tipo de não linearidade ainda maior nesta sequela. Mas ainda assim temos de ter cuidado não só com as habituais armadilhas, bem como a possibilidade de nos vermos numa situação onde não temos qualquer escape devido a não termos apanhado algum item anteriormente.

Como é habitual nestes jogos da Sierra existem inúmeras maneiras de morrer, pelo que iremos ver esta cena algo frequentemente

A nível audiovisual, tal como o seu predecessor é um jogo graficamente muito mais detalhado em virtude de usar o motor gráfico mais avançado bem como tirar partido de sistemas VGA ou mesmo SVGA, que permitem resoluções ainda maiores, bem como representar cenários ricos em detalhe. A ilha central, onde está o palácio da princesa, tem notoriamente uma temática árabe, já as outras ilhas apresentam-nos cenários bem mais fantasioso. Até o mundo dos mortos iremos visitar! Já o King’s Quest V tinha também introduzido voice acting completo, tanto das personagens, bem como um narrador que está muito presente em todas as acções que executamos. E isso foi uma vez mais trazido cá e os diálogos, apesar de estarem bem escritos, possuem interpretações muito variadas. Personagens mais nobres falam sempre de forma mais eloquente, mas também há algum voice acting um pouco mais parvinho. De resto contem na mesma com algumas boas animações, boa música e até um filme em CGI na introdução do jogo! É um filme algo primitivo sim, mas num jogo de 1992 não deixou de ser impressionante. Curioso para ver como a Sierra se safou com o King’s Quest VII, o último da velha guarda!

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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