Dragon Ball Z: Ultimate Battle 22 (Sony Playstation)

DBZ Ultimate Battle 22Quando se fala em jogos do Dragon Ball para a Playstation, a memória que surge logo é a do Dragon Ball Final Bout, um jogo de luta em 3D famoso por não ser lá grande coisa. Mas antes desse jogo ter sido lançado, a Playstation recebeu também este Dragon Ball Z Ultimate Battle 22, que infelizmente não é muito melhor. Quanto às outras pessoas não sei, mas a mim sempre me passou ao lado porque eu queria era jogar o Dragon Ball Z da Sega Saturn. Este meu exemplar foi comprado há uns meses atrás na cash converters de Alfragide, creio que por 6€.

Jogo completo com caixa e manual
Jogo completo com caixa e manual

Este é mais um dos imensos jogos de luta da biblioteca desta franchise, incluindo 22 personagens das séries Dragon Ball e Dragon Ball Z, incluindo mais umas 5 desbloqueáveis como o Goku do primeiro Dragon Ball ou a Tartaruga Genial, por exemplo. Curiosamente, quando desbloqueamos essas personagens extra, o título do jogo muda automaticamente para Ultimate Battle 27. Mas adiante. Aqui dispomos de vários modos de jogo incluindo os mais normais como o modo “arcade” para 1 jogador e versus para 2 jogadores, torneio e depois temos os Build Up, que já falarei com mais algum detalhe lá para a frente. Os combates possuem um round cada, e dispomos de duas barras de energia a ter em conta: a barra de vida e a barra de força. A primeira é bastante fácil de adivinhar o que é: a quantidade de vida que ambos os lutadores ainda possuem. A segunda serve principalmente para usar os ataques especiais, como o Kamehameha de Goku e companhia. Ao abusar desta barra, se a depletarmos, a nossa personagem fica temporariamente sem forças e incapaz de se mover. Felizmente, e não fosse este um jogo de Dragon Ball, é possível restabelecer a energia desta barra especial a qualquer altura.

Golpes especiais usam energia que pode ser regenerada ao fazer o que o Vegeta está a fazer
Golpes especiais usam energia que pode ser regenerada ao fazer o que o Vegeta está a fazer

No entanto, o facto de as personagens ficarem exaustas é algo que também se aplica aos nossos oponentes, e alguns são especialistas disparar imensos ataques especiais, pelo que saber defender, reflectir ou evitar esses ataques é meio caminho para aproveitar essas fragilidades. De resto, os combates acabam por ser bastante lentos na minha opinião, e os ataques especiais parecem tudo menos imponentes como sempre nos habituamos a ver na série televisiva. Ainda assim possui algumas características herdadas por outros jogos de luta desta série, como a capacidade de lutar no ar e o facto da câmara ir fazendo zoom in ou out consoante a distância que separam os 2 lutadores. O modo build up serve unicamente para tornar as nossas personagens mais fortes e ganhar mais vida, ao practicar vezes sem conta os mesmos ataques ao longo de imensos combates. Sinceramente acho uma perda de tempo.

Como ponto positivo, o alargado (para a altura) elenco de lutadores
Como ponto positivo, o alargado (para a altura) elenco de lutadores

A nível gráfico é bastante notório que este é um dos jogos da primeira geração da Playstation, principalmente pela estética dos menus e ecrãs de selecção de personagens, que está um trabalho bastante amador. Os backgrounds são bastante simples e, apesar de serem em 3D, apresentam um efeito de rotação bastante estranho. Também como já referi acima, os ataques especiais estão longe de serem tão épicos como nos habituamos a ver no anime, um kamehameha é apenas pequenas uma pequena bola de energia. Felizmente as sprites são em 2D e estão bem detalhadas, muito fiéis ao anime. As músicas não são nada de especial. Ainda assim, para um jogo original de 1995 num sistema de 32bit… é bastante desculpável.

O super poderoso Gogeta é também uma das 5 personagens secretas que podem ser desbloqueadas
O super poderoso Gogeta é também uma das 5 personagens secretas que podem ser desbloqueadas

Curiosamente, a versão norte-americana apenas foi lançada por lá já bem depois do ano 2000, mais precisamente em 2003 como lançamento budget, numa altura em que a Playstation 1 já não recebia nenhum videojogo verdadeiramente importante. Isto deveu-se ao facto de só por essa altura é que o anime passou a ser exibido por lá e então alguém achou boa ideia em lançar este jogo velhinho no território norte-americano. É por essa razão que se vêem muitas más críticas a este jogo pela internet, a maior parte do público jogou-o bastante fora de tempo. E de facto é um jogo que envelheceu mal do ponto de vista técnico, mas entre este e o Final Bout então venha o diabo e escolha.

Metal Gear Solid (Sony Playstation)

Metal Gear SolidEste artigo também vai ser muito breve. É verdade que é um jogo excelente e completamente revolucionário, uma autêntica pedrada no charco que redefiniu o conceito de jogos de acção e stealth. Mas eu já por cá trouxe a versão Twin Snakes para a Nintendo Gamecube, um remake deste mesmo jogo com alguns extras. Portanto aconselho vivamente que passem os olhos por este artigo! Entretanto quando vi este que veio a ser o meu exemplar na cash converters de Alfragide por 3€ claro que tive de o trazer, mesmo sendo a versão Platinum.

Metal Gear Solid - Sony Playstation
Jogo completo com caixa e manuais. Versão Platinum

Ora bem, este Metal Gear Solid é um jogo excelente, tanto nos seus visuais muito bem detalhados, como na jogabilidade e história ricas e complexas, repleto de personagens carismáticas. É verdade que já os primeiros Metal Gears da MSX deixaram um certo gosto no ar do que Hideo Kojima seria capaz de fazer, ao incluir uma trama relativamente complexa e com alguns plot twists interessantes, mas esta passagem para o 3D na forma do Metal Gear Solid foi de facto um grande marco na sua carreira e em toda a biblioteca de qualquer consola daquela geração como um todo.

Sem dúvida dos jogos da Playstation mais bem trabalhados a nível gráfico
Sem dúvida dos jogos da Playstation mais bem trabalhados a nível gráfico

Mas sejamos honestos, mesmo sendo um jogo excelente nos dias que correm, é inegável que o remake para a Gamecube seja superior. Para além do óbvio upgrade a nivel gráfico, introduziram também muitas mecânicas de jogo herdadas do Metal Gear Solid 2, como a perspectiva de primeira pessoa, a possibilidade de nos escondermos dentro de cacifos, ou as dog tags coleccionáveis. Apenas as VR Missions que foram lançadas mais tarde por cá como Metal Gear Solid Special Missions não foram incluídas. As cutscenes são também diferentes entre ambas as versões, havendo quem acabe por preferir as originais.

De resto não deixa de ser um excelente jogo, quer joguem esta versão, ou o Twin Snakes.

Ridge Racer Type 4 (Sony Playstation)

Ridge Racer Type 4Eu não sou o maior fã de jogos de corrida, é verdade. As grandes excepções são os futuristas como Wipeout ou F-Zero, ou então aqueles tipicamente arcade,para jogatanas sem grande compromisso e com uma óptima jogabilidade. Sega Rally ou Daytona USA são dos nomes mais sonantes nesse campo e sempre tive algum interesse também pela série Ridge Racer, a série rival da Namco para quem não tinha uma Sega Saturn nessa altura. E a Namco foi evoluindo a série de uma jogabilidade meramente arcade com os primeiros 2 títulos na Playstation, até chegarem a algo mais sério nos últimos dois para a mesma consola. E neste Type 4 a Namco esmerou-se mesmo a sério, ao apresentar um dos melhores jogos de corrida de um sistema 32bit. Este meu exemplar foi comprado há uns meses a um particular no OLX, está completo e em óptimo estado, creio que me custou uns 6€.

Ridge Racer Type 4 - Sony Playstation
Jogo com caixa, manual e cd extra com Ridge Racer Hi-Spec

Como seria de esperar, temos vários modos de jogo para experimentar, mas vamo-nos para já focar no principal, o Grand Prix. Aqui somos convidados a escolher em qual equipa queremos participar e posteriormente o fabricante de carros. São tudo coisas fictícias como é habitual na série, mas esta escolha vai variar a dificuldade do jogo e o estilo de condução necessário. Por exemplo, a equipa americana Lizard é uma equipa que vem de uma série de derrotas, então o jogo será mais difícil se os escolhermos. Os diferentes fabricantes também possuem carros que são mais ou menos dotados para velocidade de ponta ou mais “manobráveis”. Depois somos convidados em participar definitivamente no tal campeonato que se divide em 3 etapas: a primeira ronda de 2 corridas, onde para nos qualificarmos para a equipa seguinte apenas temos de terminar cada corrida em terceiro lugar. A segunda etapa também contém 2 corridas, mas para nos qualificarmos devemos terminar pelo menos em segundo. Por fim, a etapa final possui 4 circuitos, onde obrigatoriamente temos mesmo de terminar em primeiro lugar em cada circuito. Os saves apenas são possíveis fazer em alguns pontos chave, não no final de cada circuito, pelo que temos mesmo de jogar de uma forma algo cuidadosa se queremos ter sucesso no jogo. A nossa performance também influencia os carros que nos vão sendo presenteados. Ao terminar constantemente em primeiro lugar vamos tendo os carros de topo do fabricante, enquanto se a nossa performance for inferior também vamos ressentir nos “upgrades” que nos dão.

Para quem gosta de coisas Retro... muitos dos carros (e circuitos) estão repletos de referências a clássicos da Namco
Para quem gosta de coisas Retro… muitos dos carros (e circuitos) estão repletos de referências a clássicos da Namco

Ora isto tudo faz com que existam dezenas e dezenas de carros para desbloquear, o que mesmo sendo todos fictícios, é um bom incentivo para continuar a jogar. Ainda neste modo Grand Prix, há uma história por detrás de cada equipa, onde entre cada circuito vamos tendo vários diálogos com o nosso manager que nos vai dando algumas dicas e revelando pouco a pouco o seu passado e as suas motivações para estarem naquela competição. Achei um pormenor interessante! Para além do modo Grand Prix que nos tirará muitas horas da nossa vida se o quisermos completar a 100%, temos também o habitual time attack para quem gostar tentar fazer os tempos mais rápidos possível nos vários circuitos. No multiplayer temos o versus para 2 jogadores em split screen, embora tenha lido por aí que aparentemente, para quem possuir o Playstation Link Cable é possível ligar 2 PS1 entre si e jogar com até 4 pessoas. Também podemos customizar todos os carros que tenham sido desbloqueados.

Embora não sejam obras primas na literatura, a inclusão de uma história em cada equipa pareceu-me uma boa ideia
Embora não sejam obras primas na literatura, a inclusão de uma história em cada equipa pareceu-me uma boa ideia

A nível estético, este é um jogo realmente excelente. Desde o design dos menus que é bastante atractivo, rico em cores garridas e linhas dinâmicas, onde até na selecção do circuito vemos pormenores muito interessantes, como a preview ao circuito em si. Os gráficos propriamente ditos são também excelentes para uma Playstation 1. Nem sei se os de Gran Turismo 2 serão realmente melhores, pois a Namco esmerou-se bastante neste jogo. Para além dos circuitos serem variados, mostrando áreas urbanas, rurais com diferentes paisagens ou outros mais industriais como as docas de Yokohama, esses mesmos circuitos estão muito bem detalhados, assim como os carros. Os efeitos gráficos como a iluminação dos circuitos e mesmo dos carros estão também excelentes! Coisas como o rasto de luz dos faróis traseiros foram pormenores muito bons. A banda sonora é igualmente excelente. Bastante variada, com temas que misturam a música electrónica e o jazz, ou outros mais rock. Acho que está realmente um tema notável e convido-vos a procurarem as músicas por esse youtube fora, acho que vão gostar.

Este jogo em movimento possui excelentes gráficos para uma Playstation, em especial os efeitos de luz
Este jogo em movimento possui excelentes gráficos para uma Playstation, em especial os efeitos de luz

Depois, como se tudo isto já não fosse mais que suficiente para um excelente jogo de corrida, a Namco presenteou-nos ainda com um CD extra. Não sei se o mesmo está incluido em todas os lançamentos mesmo dentro do mercado europeu, mas felizmente o meu está incluído. Aqui temos uma nova conversão do Ridge Racer original, agora com gráficos numa resolução maior e um framerate de 60 fps, o que faz com que este Ridge Racer Hi-Spec seja realmente a versão definitiva desse clássico. Também nesse disco temos algumas mensagens dos developers, contando o porquê de incluirem este bónus no jogo, bem como uma breve história dos Ridge Racers caseiros lançados até ao momento na família Playstation.

Os menus e a interface no geral são também todos estilosos.
Os menus e a interface no geral são também todos estilosos.

Assim sendo, por tudo isto, quer sejam fãs de jogos de corrida mais arcade como eu, ou fãs de jogos mais “sérios”, continuo a achar que este é um título obrigatório na Playstation original. Infelizmente, os Ridge Racers que lhe seguiram já não tiveram o mesmo impacto em mim, mas planeio pegar em breve no Ridge Racer V para a PS2, que já está há imenso  tempo na prateleira à espera de ser jogado.

Deathtrap Dungeon (PC/Sony Playstation)

Deathtrap DungeonSó de olhar para a capa do jogo e ver a sua arte e o título, Deathtrap Dungeon soava-me a um RPG da primeira pessoa, algo à semelhança de jogos como Dungeon Master, Ultima Underworld ou Eye of the Beholder, onde a exploração de cavernas labirínticas e cheias de perigos e armadilhas eram o prato do dia. Mas não. Deathtrap Dungeon é na verdade uma espécie de Tomb Raider dos clássicos, passado num mundo fantasioso, e com muitas doses de sadismo à mistura. O meu exemplar da Playstation foi comprado algures há quase 2 anos na feira da Ladra em Lisboa, por cerca de 5€. A versão digital do steam veio nalguma promoção de natal por uma ninharia.

Deathtrap Dungeon - Sony Playstation
Jogo completo com caixa, manuais, papelada e um interessante bestiário

Este Deathtrap Dungeon, ou Ian Livingstone’s Deathtrap Dungeon é na verdade uma adaptação para videojogo de um dos livros da série Fighting Fantasy, que eram na verdade gamebooks, pequenos RPGs de tabuleiro na forma de livro. Mas ao contrário do The Forest of Doom que realmente pegou nesse conceito e traduziu-o para um videojogo, aqui foi adaptado a um jogo de acção/aventura. A história aqui é muito simples: encarnamos num bárbaro (chaindog) ou numa guerreira amazonas que mais parece saída de uma sessão de bondage (Red Lotus), com o objectivo de exploramos estes calabouços, enfrentando os seus perigos e encontrar preciosos tesouros no final.

O sistema de inventário permite-nos alternar de itens/power ups livremente
O sistema de inventário permite-nos alternar de itens/power ups livremente

Quando traço estes paralelismos à série Tomb Raider é porque o Deathtrap Dungeon é também um jogo de acção e exploração na terceira pessoa, foi também publicado pela Eidos e possui os mesmos tank controls do Tomb Raider clássico. A grande diferença é o maior foco nos combates e nas armadilhas, muitas vezes resolvidas em puzzles por vezes mais discretos. Alçapões, cenas que disparam setas ou fogo em todas as direcções, blocos de pedra que nos esmagam, inimigos que surgem teleportados vindos do nada, são algumas das coisas que teremos de nos preocupar. Algo que até se pode adivinhar só ao ver a cutscene de apresentação. Até coisas como “o que faz  esta alavanca? só há uma maneira de saber… e morri” fazem parte da experiência que é ultrapassar estes perigos. Por vezes temos pistas do que poderá acontecer ao ver esqueletos humanos próximos de algum local suspeito, outras vezes vemos esqueletos em sítios completamente inofensivos só para nos chatear. Basicamente este é um jogo em que morremos muito. Muito mesmo. E com saves apenas em certos locais irá certamente frustrar os mais impacientes. Não só pelas armadilhas, mas pelos combates também. Felizmente poderemos encontrar um grande arsenal de armas desde armas brancas a coisas como lança rockets e granadas “medievais”, ou magias como as fiéis bolas de fogo.

Armadilhas são coisas que não faltam...
Armadilhas são coisas que não faltam…

Infelizmente Deathtrap Dungeon não envelheceu bem. A nível técnico a maior prova disso seria a forma muito rudimentar como o jogo é corrido em sistemas operativos mais recentes, mas vamo-nos focar mais na versão Playstation pois foi a que joguei mais. Os controlos de tanque muito popularizados por jogos como Tomb Raider ou Resident Evil nunca foram propriamente boas coisas, a câmara também nem sempre a melhor e apesar de o jogo nos permitir alternar temporariamente para uma visão em primeira pessoa, por vezes o tempo que perdemos em ver o que queremos em primeira pessoa pode ser demasiado e lá se vai mais uma morte.

Screenshot
Alguns itens, como a Strength potion devem ser usados nas alturas certas, especialmente contra bosses.

De resto, a nível mais técnico, este Deathtrap Dungeon também é um jogo algo simples, mesmo para os padrões da Playstation 1. O facto de ser todo jogado em calabouços e cavernas, nunca chega a haver realmente lá muita variedade de cenários, já que nem tão pouco dá para vislumbrar a luz do dia. Os inimigos possuem poucos polígonos, os cenários texturas simples, embora por vezes ainda se vejam algumas gravuras interessantes. No PC as coisas não melhoram muito, apesar de poder ser jogado naturalmente a resoluções mais altas que a versão PS1. As músicas e efeitos sonoros sinceramente passaram-me um pouco ao lado.

No fundo, este Deathtrap Dungeon não deixa de ser um jogo interessante e com potencial, agora que há um certo interesse em jogos difíceis como a série Souls ou Bloodborne. Se fosse  mais polido, com melhores controlos e jogabilidade, acho que acabaria por ser um jogo mais bem sucedido do que o que se tornou.

 

Necronomicon: The Dawning of Darkness (PC/Playstation)

NecronomiconJá há algum tempo que não trazia cá nenhuma aventura gráfica, pelo que aproveitei estes últimos dias para jogar o Necronomicon, que tinha por cá já há algum tempo. Tal como os primeiros Dracula (sequela aqui), que já por cá trouxe, este é também um jogo de aventura na primeira pessoa, com temática do oculto, mais um jogo europeu com lançamento duplo para o PC e Playstation 1. E com versão integralmente em português também, para quem se interessar nisso. O meu exemplar da Playstation foi comprado na cash converters de Alfragide algures durante o mês passado por 2€. A versão PC, que já tenho no steam há algum tempo, deverá ter vindo de algum indie bundle a preço muito reduzido.

Necronomicon - Sony Playstation
Jogo completo com 2 discos, caixa e manual

E o jogo decorre nos Estados Unidos, na vila de Providence algures durante os anos 20. A nossa personagem é o jovem William H. Stanton, cujo dia começa com uma estranha visita do seu amigo de infância Edgar que, aparentemente transtornado, nos entrega uma estranha pirâmide e nos pede para a guardar e não a entregar a ninguém. Muito menos devolver ao Edgar caso ele a peça novamente. Como se isto não fosse estranho o suficiente, recebemos logo de seguida a visita do Dr. Egleton, amigo dos pais de Edgar e psiquiatra que se demonstra preocupado com o comportamento errático de Edgar, estando quase a decidir interná-lo num manicómio. Por isso, começamos nós também a investigar o porquê de Edgar estar a ficar maluquinho, com a história a levar-nos para o oculto trazido pelas obras de H.P. Lovecraft (daí também o nome de Necronomicon).

Tal como muitos jogos deste género, a movimentação é dada passo a passo, nas direcções indicadas pelo ponteiro do rato
Tal como muitos jogos deste género, a movimentação é dada passo a passo, nas direcções indicadas pelo ponteiro do rato

A jogabilidade é bastante característica destes jogos de aventura na primeira pessoa. Podemos olhar livremente para o que nos rodeia, mas o movimento é dado “passo a passo”, sempre que o ícone do rato mudar para uma seta, permitindo-nos mover para essa direcção. A interacção com os cenários e pessoas também é dada por diferentes ícones do rato que representam diferentes acções, como falar, investigar, apanhar, ou usar item. Como sempre teremos vários puzzles para resolver, alguns deles nada simples, que nos obrigam a ter uma grande atenção a pequenos detalhes nos cenários e nos textos que vamos lendo. E os puzzles requerem manipulação de objectos, revirar todos os recantos em busca de chaves escondidas, e por aí fora.

Esta é talvez das melhores cenas do jogo!
Esta é talvez das melhores cenas do jogo!

Graficamente é um jogo que deixa um pouco a desejar. É certo que para os padrões de 2001, e comparando com os 2 Dráculas que são da mesma época, este Necronomicon até possui cenários e cutscenes mais bem detalhados, no entanto peca um pouco pela forma por vezes algo atabalhoada das suas expressões faciais e os movimentos no geral. No entanto, a música mais tensa e o voice acting mais competente são pontos bem positivos quando comparando com os mesmos Dráculas. E sim, também existe a versão portuguesa, mas essa sinceramente nem experimentei. Já fiquei bem vacinado com a dublagem horrível que fizeram no primeiro Drácula.

A partir de certa altura vamos poder usar o mapa e o mecanismo de "fast travel" para nos deslocarmos rapidamente para várias localizações.
A partir de certa altura vamos poder usar o mapa e o mecanismo de “fast travel” para nos deslocarmos rapidamente para várias localizações.

No fim de contas pareceu-me um jogo competente para quem é fã do género. Talvez um pouco melhor que os primeiros 2 Dráculas pelas personagens serem mais convincentes, mas ainda assim, para um jogo baseado nas obras de H. P. Lovecraft esperava por algo mais aterrador do que o que acabou por se revelar.