007 Tomorrow Never Dies (Sony Playstation)

Depois do grande sucesso da adaptação de 007 Goldeneye por parte da Rare para a Nintendo 64, eis que os direitos para produzir videojogos desta série passaram para as mãos da Electronic Arts. O primeiro jogo que produziram foi uma adaptação do filme Tomorrow Never Dies, também com Pierce Brosnan com o papel do agente secreto mais famoso de sempre. E qual foi a primeira coisa que a EA fez? Descartar tudo o que de bom a Rare fez com o Goldeneye. Típico! O meu exemplar foi comprado em Maio deste ano na loja online da Mr. Zombie, tendo-me custado uns 3€.

Jogo com caixa e manual

Como seria de esperar, o jogo segue a história do filme, até porque ocasionalmente lá nos mostra alguns clipes do mesmo entre níveis. E começamos precisamente por viajar a uma base militar na fronteira entre a Rússia e a China, onde aparentemente estavam a decorrer algumas negociações suspeitas. Claro que as coisas acabam por escalar para um nível bem crítico e acabaremos por ter de defrontar algum vilão com ideias de começar uma guerra nuclear entre duas potências mundiais.

Com a sniper rifle temos muita mais precisão para atingir os inimigos

Qual foi a primeira coisa que a EA descartou em relação ao clássico desenvolvido pela Rare uns anos antes? A perspeciva passou agora para terceira pessoa, com o jogo a assemelhar-se mais a um Syphon Filter. Apesar do jogo suportar controlos analógicos, a sua implementação ainda está longe do standard que temos nos shooters de hoje em dia, pelo que têm de ter paciência. O D-pad tem os típicos tank controls, sendo que podemos usar alguns dos botões de cabeceira para strafing. Para disparar podemos simular uma perspectiva de primeira pessoa, que nos dá mais precisão para acertar nos inimigos, mas isto só é bom se tivermos a jogar numa abordagem mais furtiva. Para aqueles tiroteios mais intensos felizmente que o jogo tem um lock-on automático se estivermos próximos o suficiente dos inimigos. De resto vamos tendo um arsenal relativamente curto para explorar, sendo constituido por uma pistola (com silenciador ou não), metralhadora ou outras armas automáticas, ou uma sniper rifle. Lá mais para a frente acabamos por conseguir equipar alguns explosivos também.

Ocasionalmente lá teremos de esquiar, onde até podemos fazer acrobacias enquanto saltamos

Felizmente que as missões vão sendo algo variadas, logo no primeiro nível temos de escapar de uma perseguição em skis, ou no segundo nível temos de usar uma máquina fotográfica para recolher evidências. Noutro nível ainda vamos ter de conduzir um BMW todo artilhado e destruir uma série de veículos inimigos. No entanto o jogo acaba por ser algo curto, com 10 missões apenas, onde a maior dificuldade está nalguns bosses que iremos ocasionalmente enfrentar. Estes são autênticas esponjas de balas, pelo que temos de nos manter em movimento e ter atenção aos medkits que nos restem! Tendo em conta que teremos de jogar o jogo em hard (dificuldade 007) para ter acesso à cutscene final vamos ter estas dificculdades acrescidas.

Graficamente sinceramente acho este jogo bastante competente, com cenários bem distintos entre si. Tanto visitamos as montanhas entre a Rússia e China, como em seguida viajamos para o coração da Europa para depois voltar à Ásia. As músicas são agradáveis, embora a maioria sejam diferentes interpretações da música temática da série James Bond, tocada em diferentes géneros, até no Heavy Metal.

Ocasionalmente lá teremos algumas cutscenes em FMV do filme

Portanto este 007 Tomorrow Never Dies apesar de não o achar um mau jogo de todo, acho que a Electronic Arts deveria antes ter mantido uma fórmula mais parecida ao do Goldeneye da Rare que tanto agradou a muita gente. Não só eu pessoalmente prefiro jogos em primeira pessoa, como aqui a Electronic Arts descartou também por completo o multiplayer, algo que foi absolutamente importante no Goldeneye. Mas no próximo James Bond da EA, o The World is not Enough, já temos um jogo em primeira pessoa. A ver como se safaram!

Strider 2 (Sony Playstation)

A saga Strider foi uma das mais promissoras da Capcom, com a sua origem no final da década de 80. A mesma decorre num futuro distópico, onde o planeta terra estava dominado por uma ditadura de ferro. Mas um clã de ninjas, os Striders, juraram devolver a liberdade ao povo, libertando-os do seu tirano. A Capcom esmerou-se a construir este mundo imaginário, tendo resultado num fantástico jogo arcade (cuja adaptação para a Mega Drive já a trouxe cá), um outro jogo completamente diferente para a NES e uma manga. A britânica U.S. Gold acabou por produzir uma sequela não oficial para uma série de sistemas e depois disso a série ficou adormecida por alguns anos. Até que em 1999, uma vez mais nas arcades, a Capcom lança uma verdadeira sequela ao clássico e no ano seguinte a Playstation acabou por receber uma conversão. O meu exemplar foi comprado em Maio deste ano, num evento retro gaming. Está incompleto, faltando-lhe o manual e o CD extra com o Strider original de bónus, mas por 2€ não o podia deixar ficar lá.

Jogo com caixa. Fica a faltar o manual e o CD extra.

Este jogo decorre 2000 anos após os eventos do primeiro jogo, onde o feiticeiro Grandmaster renasceu e uma vez mais tomou de assalto todo o planeta. Também uma vez mais caberá a um novo ninja Strider, novamente chamado Hyriu, o papel de o derrotar. Tal como no Strider original, Hyriu é um ninja bastante hábil e atlético, retendo todas as suas habilidades do original. Isto significa que vamos poder dar saltos acrobáticos, escalar paredes ou mesmo tectos. Para além disso temos uma série de novas habilidades, como a possibilidade de correr, slide, ou dar um duplo salto no ar, por exemplo. A nossa arma é uma vez mais uma espada, mas podemos ir encontrando alguns power ups que lhe aumentam o seu poder. Outros itens, para além de itens regenerativos, consistem nos boosts. Estes, quando activados, permitem-nos disparar umas ondas plasma a cada golpe que efectuamos, durante um certo tempo limite.

Antes de cada missão temos um briefing onde ficamos com uma ideia do layout do nível

O jogo em si não é muito comprido, mas como seria de esperar exige alguma perícia. Os primeiros três níveis podem ser jogados em qualquer ordem, sendo bastante distintos entre si. O primeiro decorre em plena metrópole de Hong Kong, já o segundo num grande castelo bem no centro da Alemanha. O terceiro nível passa-se numa base militar da Antárctida, já os últimos 2 níveis são a perseguição final ao Grand Master, um deles numa grande fortaleza aérea (qualquer semelhança com o Strider original não é coincidência) e o confronto final a decorrer em pleno Espaço. Os níveis em si estão divididos em vários segmentos, muitos deles com o seu próprio sub-boss e, sendo este um jogo de acção com as suas origens nas arcades, podem mesmo contar com muita coisa a acontecer. Gostei particularmente das gravidades alternadas nos últimos níveis!

Bosses é coisa que não falta!

A nível audiovisual é um jogo competente, misturando cenários 3D com os personagens principais e outros inimigos a serem sprites em 2D. Pessoalmente acho que preferiria que fosse tudo num 2D muito bem desenhado, mas sinceramente não desgostei do resultado final. Os níveis são muito distintos entre si como já referia acima, e os cenários em 3D poligonal não ficaram mal de todo. A nível áudio também não tenho nada de especial a acrescentar, os sons e as músicas são bastante competentes, apenas acrescentaria um pouco de voice acting ou algumas cutscenes mais trabalhadas. Se o original arcade for um jogo em cartucho, compreendo o porquê da Capcom não o ter feito originalmente, mas seria interessante que a conversão para a PS1 trouxesse mais alguns extras. E já agora falando de extras, para além de uma conversão practicamente perfeita do Strider original num disco à parte, podemos também desbloquear uma personagem secundária, um outro Strider com diferentes habilidades, para jogar na sequela.

A história vai sendo contada ao longo de pequenas cutscenes entre cada nível

Portanto este Strider 2 até que foi uma óptima surpresa ao fim de tanto tempo sem se ouvir nada de novo desta série. A Capcom conseguiu pegar no que fez o original um clássico das arcades e incutir-lhe um toque mais moderno, com ainda mais acção non-stop. Infelizmente depois deste Strider 2, que já tinha saído algo tarde, numa altura em que a Dreamcast já estava no mercado e a Playstation 2 à porta, a Capcom voltou a enterrar a série. Até que em 2014 fizeram um reboot à mesma, lançando mais um óptimo jogo de acção, embora apenas em formato digital (que eu saiba). Mas isso seria assunto para um outro artigo.

Formula 1 97 (Sony Playstation)

Voltando às rapidinhas, vamos agora para um conhecido jogo de corridas na Playstation. Depois do sucesso do Formula 1 original, que foi desenvolvido pela Bizarre Creations e publicado pela Psygnosis, naturalmente que uma sequela estaria em cima da mesa, algo que aconteceu logo no ano seguinte com este Formula 1 97. O meu exemplar foi comprado algures no mês passado de Maio, veio da loja Mr. Zombies e custou-me 4€.

Jogo com caixa e manual

Este jogo aborda a temporada de 1997 na Fórmula 1, onde o nosso circuito do Estoril ainda marcava a sua presença. Temos todas as equipas e pilotos oficiais dessa temporada, excepto o Jacques Villeneuve da Williams, que tinha copyrights próprios da sua imagem, tendo sido substituído por um piloto genérico. Sinceramente não me recordo se isso já tinha ocorrido no jogo anterior, mas lembro-me de outros jogos da mesma época que tiveram o mesmo problema.

A informação que vemos no ecrã é muito idêntica ao que veríamos na TV

De resto, para além de corridas singulares e multiplayer que agora nos permite jogar em split screen, eu diria que este F1 97 possui 2 modos de jogo principais: o Arcade e Campeonato. O primeiro é sem dúvida o meu preferido, onde temos a possibilidade de participar numa série de pistas que diferem mediante o grau de dificuldade escolhido. Assim que começamos uma corrida, isto é mesmo arcade, pouco temos a customizar no carro e o que conta é ir passando os checkpoints antes do relógio em contagem decrescente chegar a zero. Competir no modo arcade e completá-lo em diferentes graus de dificuldade desbloqueia-nos novas pistas.

Aqui quando chove, chove a sério!

O modo campeonato é aquele que os fãs de simulação vão sem dúvida perder mais tempo. Aqui escolhemos um piloto para representar e teremos toda uma temporada de F1 pela frente. Os carros podem ser altamente customizados, assim como as corridas em si, desde o número de voltas, passando pelas condições atmosféricas que podem ser completamente aleatórias ou não. Aqui devo dizer que os menus e apresentação geral deste jogo poderiam ter sido melhores conseguidos. A informação está dispersa de forma confusa e caso tenhamos a metereologia aleatória seria bom saber antes de começar uma corrida ou prova de qualificação quais as condições atmosféricas, para pelo menos escolhermos os pneus certos.

Para quem não for fã de simulação temos sempre a hipótese de experimentar o modo arcade

A nível audiovisual era um jogo impressionante para a época e melhorou face ao seu antecessor quanto mais não fosse pelos efeitos metereológicos, e sistema de dano que poderia deixar os carros a largarem algumas peças na pista após colisões mais feias. Os circuitos em si estão muito bem detalhados para a época, embora se note bastante pop-in dos cenários a serem construídos à nossa frente. Felizmente a pista está quase sempre construída, pois a menos que sejam aficcionados do desporto e conheçam os circuitos muito bem, sinto a falta de um mapa que nos indique a posição na pista. Mas pronto, isto é suposto ser um simulador… De resto nada a apontar para os efeitos sonoros, nem para os comentários que me parecem competentes. E mais uma vez temos comentadores em várias línguas, o que é um ponto interessante. Não sei qual a qualidade dos outros, mas nos ingleses nada a apontar! No que diz respeito às músicas, estas só se ouvem em menus e afins e são uma mistura de temas rock, repletos de guitarradas como eu gosto, passando por música electrónica e outras faixas mais ambientais.

Portanto, se forem fãs de simuladores de Fórmula 1 e tiveram uma Playstation na segunda metade da década de 90, é muito provável que este jogo vos tenha agradado bastante! Parece-me uma boa sequela, melhorando várias coisas face ao original, e estou curioso para ver como evoluiu a série no Formula 1 98.

Point Blank 2 (Sony Playstation)

Voltando às rapidinhas, mas agora para a Playstation, o jogo que cá vos trago hoje é o follow up do Point Blank, um interessante e  muito divertido light gun shooter com as suas origens nas arcades. E com o sucesso do primeiro jogo (que por sua vez já tinha sido uma conversão tardia), não tardou muito para surgir também na Playstation a sua sequela, com muitos mais minijogos divertidos e bizarros quanto baste. O meu exemplar foi comprado numa das minhas idas à feira da Vandoma no Porto algures em Junho de 2017. Se bem me lembro custou-me 1€ e estava debaixo de uma pilha de CDs de música.

Jogo completo com manual

Tal como no jogo anterior da Playstation, temos aqui vários modos de jogo, incluindo uma adaptação do arcade. Aqui, mediante a dificuldade seleccionada teremos vários níveis/mini-jogos para completar. Estes são galerias de tiro podem ser coisas simples como alvejar uma série de alvos, incluindo níveis à lá “Lethal Enforcers” onde aparecem bandidos de cartão. Mas também podem ser bastante bizarros, como tosquiar uma série de ovelhas à lei da bala, ou despir a armadura de um cavaleiro até o deixar de boxers. Cada desafio possui um tempo limite e nalguns casos, também um número limite de balas. Para além do arcade temos um versus para 2 jogadores e um modo de Endurance, que consiste, num número limitado de vidas, tentarmos ultrapassar o máximo número de desafios que conseguirmos.

Atirar em ninjas? Porque não?

Depois temos o Party Mode, que como o nome indica, é adequado para multiplayer para várias pessoas. Temos vários modos multiplayer como torneios e afins, mas no fim de contas resumem-se a jogarmos várias partidas dos desafios normais do Point Blank, ganhando quem fizer mais pontos. Para além disso temos o Theme Park mode que é o modo história deste Point Blank 2. Ao contrário do primeiro jogo que tínhamos aqui um RPG simples, porém interessante, aqui temos um modo história diferente, que decorre algures num parque de diversões e que no fundo se vai resumir a jogarmos também uma série de desafios.

A nível gráfico, esperem pelo mesmo estilo cartoonesco do primeiro jogo, o que pessoalmente sempre me agradou. As músicas são bastante variadas entre si, desde temas mais rock, outros mais épicos ou orquestrais, ou outros mais funky, uma vez mais, tal como no primeiro jogo temos direito a uma banda sonora diversificada.

Uma das referências que aqui vemos a outros jogos da Namco são os níveis inspirados no Galaga

Portanto este Point Blank 2 acaba por ser mais um jogo interessante e bem humorado, com imensos novos desafios pela frente, uns mais bizarros que os outros. Peca no entanto pela falta de um modo single player mais sólido, se bem que o arcade com os seus diferentes níveis de dificuldade já servem bastante para nos divertir.

Point Blank (Sony Playstation)

A melhor definição que consigo dar para o point and blank é algo do género: pensem num Warioware só com minijogos de light gun. O jogo é bizarro (a começar pelos seus protagonistas – Dr Don e Dr Dan) e os minijogos também o são! Com as suas origens nas arcades em 1994, o seu lançamento para a Playstation, anos mais tarde, não é um mero port do arcade, incluindo muito conteúdo novo, o que é bom. O meu exemplar foi comprado algures em Fevereiro de 2017, creio que numa visita à Feira da Vandoma no Porto. Não me recordo ao certo quanto custou, mas lembro-me que foi barato, algo abaixo dos 3€.

Jogo com caixa e um folheto publicitário.

O que seria expectável neste Point Blank para a Playstation seria a Namco adaptar a versão arcade e incluir alguns extras como novos níveis. E isso acontece, onde temos o training, arcade e special, que andam à volta do mesmo conceito de jogo, mas com diferentes graus de dificuldade e longevidade. Aqui vamos ter de participar numa série de cenários, que são na verdade diferentes galerias de tiro com diferentes objectivos. Esperam-nos coisas simples como acertar nos alvos de uma determinada cor, disparar sobre pratos atirados para o ar, ou coisas cada vez mais bizarras como cucos a sair de relógios, galerias de tiro à lá Lethal Enforcers onde não podemos acertar em inocentes, uma matriz de números onde temos de os acertar por ordem crescente, salvar Don ou Dan de serem comidos por piranhas ou de serem queimados vivos por uma tribo de canibais, os desafios são muito variados. O que os torna desafiantes é mesmo as suas condições, onde geralmente temos poucos segundos (20 ou menos) e/ou poucas balas disponíveis para alcançar os objectivos. Consoante vamos progredindo e escolher “caminhos” mais difíceis, o desafio vai aumentando de forma a nos obrigar a ser o mais precisos possível. Isto pois vamos ter desafios com tempos tão reduzidos como 2 ou 3 segundos para acertar numa série de alvos rodeados por “não alvos” onde somos penalizados se os atingirmos. Isso obriga-nos mesmo a ter a lightgun o mais calibrada possível (se bem que também podemos jogar com o comando, o que nos obriga ainda a mais precisão) e treinar bastante os nossos reflexos.

Mesmo no modo arcade podemos escolher diferentes tipos de dificuldade

Para além destes modos de jogo temos ainda alguns “party” que nos permitem fazer torneios multiplayer, ganhando aquele que no final de uma sequência de vários mini-jogos possuir mais pontos. Mas para além disso temos ainda um Quest Mode que é nada mais nada menos que um RPG. Sim, um RPG, com batalhas aleatórias e tudo! Como nos movemos no mapa? Fácil, disparar para a posição onde queremos ir que as nossas personagens se começam a movimentar nessa direcção. Diálogos? Fácil, basta disparar para andar com o texto para a frente. Menus? Mesma coisa, usar a lightgun como cursor e disparar na área seleccionada. Seja para escolher itens em lojas, seja para navegar no nosso inventário. E sim, temos alguns combates aleatórios que são na verdade estes mesmos mini jogos que podemos jogar nos outros modos de jogo. A história aí é muito parva e não se deve levar a sério, com Don e Dan a serem convencidos a explorar uma ilha remota em busca da Gunball, uma arma mítica de uma civilização de outros tempos, mas ao mesmo tempo mágica e que daria imortalidade a quem a usar. Depois a partir daí lá vamos explorar as diferentes aldeias e interagir com os seus habitantes, cada qual com a sua história bizarra por detrás (até temos uma aparição de Mulder e Scully algures na segunda metade do jogo!). É um RPG simples e parvo, mas uma adição muito benvinda a um jogo que, já por si só nos daria muitas horas de diversão se apenas fizessem uma conversão directa do modo arcade, já com estes extras todos, e principalmente este do RPG, acaba por ser uma excelente atitude da Namco.

Independentemente do cenário que temos pela frente, acertar nestas bombas nunca é boa ideia

A nível de audiovisuais, este é um jogo inteiramente em 2D, e sinceramente acho que fica muito bem assim, até pela sua natureza mais “animada”. Adoro o design tosco do Dr. Don e Dr. Dan, e podem esperar um estilo muito caricaturado ao longo de todo o jogo. As músicas vão sendo variadas, por vezes tão bizarras quanto os cenários que nos vão sendo postos à frente, o que me agradou bastante.

Sim, este é um jogo bizarro. É por isso que é bom!

Portanto este Point Blank acabou por se revelar para mim numa bela surpresa, principalmente pela quantidade de extras que a Namco decidiu incluir neste lançamento para consolas domésticas. E não se iludam pelos visuais parvos, pois Point Blank é um jogo bastante desafiante para quem quiser explorar os modos de jogo mais difíceis. Existem alguns desafios que são mesmo muito difíceis! Para a Playstation 1 ainda recebemos mais duas sequelas e estou genuinamente curioso em ver o como a série evoluiu.