Strider (Sega Mega Drive)

Já cá abordei a conversão do Strider para a Master System, pelo que dessa forma este artigo não será muito extenso. O projecto Strider é possivelmente o mais ambicioso da Capcom da década de 80, pois investiram imenso em criar um universo alternativo onde temos os Striders, ninjas high-tech que lutam contra o regime de um tirano, o feiticeiro Meio. Para além do jogo arcade cuja conversão para a Mega Drive trago cá hoje, produziram também uma manga e um outro jogo para a NES que nada tem a ver com o arcade., tudo isto no espaço de 2, 3 anos. O meu exemplar veio no mês passado, foi comprado a um particular no Reino Unido, ficou-me em algo à volta dos 15€.

Jogo com caixa e manual

Bom, a Master System foi uma consola que não fez assim tanto sucesso quanto isso durante a década de 80 (excepto em solo europeu e brasileiro), pelo que nos primeiros tempos da Mega Drive, era a própria Sega que adquiria licenças de outros jogos famosos da época e convertia (ou subcontratava) os mesmos para as suas consolas. O caso da Capcom é um dos mais notórios, pois tanto Forgotten Worlds, Ghouls and Ghosts e este Strider tiveram as suas conversões para a Mega Drive directamente pelas mãos da Sega.

Hiryu é um ninja muito acrobático, a jogabilidade é óptima!

Este é um jogo de acção/plataformas 2D, mas onde Hiryu (o protagonista) é um ninja bastante ágil e acrobático e isso traduz-se na jogabilidade. É comum darmos saltos acrobáticos entre plataformas, ou dependurarmo-nos nas mesmas e para atacar os inimigos temos uma espada com um alcance considerável. Inimigos esses que vão surgindo um pouco por todos os lados, pelo que felizmente temos uma barra de vida que nos deixa levar com alguns golpes antes de perdermos uma vida. Felizmente também por vezes podemos encontrar alguns power ups que nos restabeleçam a nossa barra de energia, ou então alguns robots diferentes que nos ajudam a atacar os inimigos.

Graficamente falando é uma versão competente e que não fica muito a perder face ao original arcade

Os níveis em si são bastante interessantes e tipicamente culminam no confronto contra um boss. Logo o primeiro nível é sem dúvida o mais memorável, pois aterramos nos telhados do que parece ser uma espécie de Kremlin, culminando com a nossa invasão a um parlamento/senado, onde os seus membros saltam dos seus assentos e se juntam para formar uma espécie de centopeia robótica! Depois nos níveis seguintes avançamos para os céus, acabando por nos infiltrar uma fortaleza voadora gigante, onde podemos inclusivamente brincar um pouco com as leis da gravidade, ao inverter a mesma, ou mesmo no confronto contra o boss desse nível, onde podemos inclusivamente orbitar à volta do mesmo, enquanto o atacamos. É sem dúvida um jogo muito imaginativo e original para a época.

Entre cada nível vamos tendo pequenas cutscenes que vão contando o que se passa à nossa volta.

A nível técnico, esta conversão é muito mais próxima do original arcade do que a pobre Master System alguma vez poderia almejar. No entanto, alguns sacrifícios foram feitos a nível de detalhe das sprites, dos níveis e por vezes notamos algum slowdown na jogabilidade. Ainda assim, não está de todo longe da versão arcade e para 1990 esta versão parecia-me ser a melhor fora do arcade. Sobre as músicas, confesso que nunca fui um grande fã desta banda sonora, no entanto temos uma ou outra música que possuem melodias algo sinistras e que até nem desgostei.

Portanto este Strider é para mim um grande clássico e esta versão Mega Drive, apesar de hoje em dia estar desactualizada visto que existem várias conversões fieis do original arcade em diversas compilações, não deixa de ser uma óptima conversão para a época. É um jogo que demorou bastante a entrar na minha colecção, pois por algum motivo achava que já o tinha. Mas ainda bem que o fiz!

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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