Putt and Putter (Sega Game Gear)

Continuando pelas rapidinhas que ultimamente o tempo tem sido um pouco mais escasso e o artigo que trago hoje é a versão portátil do Putt & Putter, jogo cuja versão Master System já cá trouxe no passado. Mas desenganem-se os que pensam que ambos os jogos são iguais, pois tal não é verdade. O lançamento original até é este da Game Gear, lançado algures em 1991, enquanto que a versão Master System sai no ano seguinte. O meu exemplar foi-me oferecido por um amigo algures no mês passado de Abril.

Cartucho solto

E este é então um jogo de mini-golf onde temos 2 percursos distintos: o de principiantes e o de mestres, com uma dificuldade mais elevada. Cada um dos circuitos possui 18 buracos que temos de tentar completar, de preferência abaixo do tempo de par. Cada buraco possui diferentes obstáculos como vários tipos de elevações de terreno, poços de areia que abrandam a bola, tapetes rolantes, barreiras ou até aquelas peças de pinball que fazem a nossa bola ricochetear com mais velocidade. Vamos tendo um certo número de bolas disponíveis para completar cada buraco, mas felizmente a mesma não sai fora do circuito, ricocheteando nas suas extremidades. Por outro lado, pode cair num poço de água e aí perdemos uma bola. Quanto mais abaixo do par conseguirmos terminar um nível, mais bolas extra temos para os níveis seguintes, enquanto o reverso também acontece.

Tal como a versão da Master System, este é um jogo divertido de mini golf com obstáculos

E de resto a jogabilidade é então super simples e intuitiva, com a direcção da tacada a ser definida com o d-pad (existe um cursor que indica a possível trajectória da bola, incluindo a primeira tabela) e para disparar usamos o botão 2, onde teremos de ter, como é habitual, a um medidor de potência. Para além disso existe também um modo multiplayer que requer 2 Game Gears ligadas entre si, algo que eu naturalmente não experimentei. Apesar de ser um jogo divertido, a verdade é que a versão Master System é bastante superior, pois possui circuitos com obstáculos bem mais variados e originais, para além de níveis bónus e um cuidado bem maior com a apresentação.

Felizmente não temos de nos preocupar que a bola caia nas extremidades, pelo menos na maior parte dos casos.

Os audiovisuais são então bem mais fracos que a versão Master System, que, tal como referi acima, apresenta um maior cuidado com a apresentação, tanto a nível de menus, como da variedade dos cenários e obstáculos. Para além disso, a versão doméstica possui mais músicas (e mais agradáveis também) que esta, que nos obriga a ouvir a mesma música vezes sem conta. Vai chegar uma altura em que ficarão bem fartos de a ouvir!

Portanto apesar desta versão do Putt & Putter ser bem divertida, é também de louvar o trabalho que a SIMS teve ao melhorar bastante esta sua ideia com o lançamento da Master System, que surgiu mais ou menos um ano depois deste. Portanto sim, recomendo de longe a versão da velhinha Master System em detrimento desta!

Sampras Tennis 96 (Sega Mega Drive)

Vamos voltar às rapidinhas para um jogo de desporto na Mega Drive e para a sequela do Pete Sampras Tennis, um jogo de tenis da Codemasters que sempre achei bastante competente. E este novo título pareceu-me ainda melhor! O meu exemplar foi comprado a um amigo meu no passado mês de Março por 10€.

Jogo com caixa e manual

O jogo oferece-nos 3 modos de jogo principais, desde partidas amistosas, modos torneio e um modo world tour, que é na verdade o modo temporada onde iremos visitar vários países e defrontar diferentes tenistas, culminando no próprio Pete Sampras. As partidas podem ser singles ou doubles e, no caso dos modos de jogo que permitam multiplayer, é possível jogarmos com 4 pessoas em simultâneo graças à tecnologia J-Cart da Codemasters, que inclui duas portas DB9 no próprio cartucho, onde se poderiam ligar mais dois comandos.

Depois de marcar ou sofrer um ponto importante, o jogo gosta sempre de nos mostrar uma repetição

No que diz respeito à jogabilidade, os controlos usam os botões A e B para diferentes tipos de raquetadas, enquanto o C, se pressionado em conjunto com um direccional, faz com que o tenista que controlamos salte e se projecte nessa direcção. Para além disso, podemos também controlar a potência e/ou direcção do disparo, bem como adicionar outros efeitos como o spin, mas para isso precisaremos de pressionar algumas combinações de botões e nem todas são tão intuitivas quanto isso. Pausando o jogo podemos também seleccionar algumas opções como ver estatísticas da partida, replays ou mesmo mudar o ângulo da câmara.

O jogo possui alguns detalhes interessantes, como animações de alegria e frustração para cada tenista

Uma das desilusões é o facto de haverem menos tenistas disponíveis sendo apenas 8 (Pete Sampras e 7 outros tenistas fictícios) e mais um secreto. Mas há um motivo pelo qual o jogo possui menos tenistas: todo o esforço que foi feito a nível audiovisual! O jogo possui gráficos muito bem detalhados, com vários estádios distintos, efeitos como parallax scrolling nos próprios courts de ténis, bem como sprites muito bem animadas e detalhadas também. Mas o que mais me impressionou foi mesmo o som, particularmente os efeitos sonoros, que estão carregadinhos de vozes digitalizadas, desde a do speaker de cada vez que anuncia a pontuação, o árbitro que grita “out!“, ou o ruído do público, que às vezes é tão exaltante que o próprio speaker tem de por vezes, de forma educada, mandar o público se calar. E tudo isto com uma dicção perfeita e uma qualidade de voz digitalizada muito longe do que estamos habituados a ouvir noutros jogos de Mega Drive. Para além disso, temos também os “ah!” e “uh!” habituais sempre que um tenista dá uma raquetada. Para além da qualidade das vozes também aí estar muito boa, cada tenista tem as suas samples de voz. De resto, tal como o seu antecessor, este jogo possui também algumas músicas que são agradáveis, mas apenas as ouvimos no ecrã título e menus entre partidas.

É um jogo que nos dá várias maneiras de mandar uma raquetada, obrigando-nos para isso a usar combinações de botões

Portanto este Sampras Tennis 96 foi mais um óptimo esforço por parte da Codemasters e, pelo menos comparativamente aos restantes jogos de Tennis que já joguei na plataforma de 16bit da Sega, parece-me mesmo o melhor jogo deste desporto disponível no sistema.

UEFA Striker (Sega Dreamcast)

Tempo de voltar às rapidinhas agora para um jogo de futebol e desta vez para a Dreamcast. Produzido pelos britânicos da Rage, este foi o seu último jogo produzido da série Striker e também um dos seus últimos jogos de sempre, depois de a empresa ter fechado portas em 2003. O meu exemplar foi comprado a um amigo meu algures no passado mês de Março por 5€.

Jogo com caixa e manual

E este jogo até se revelou uma boa surpresa, ao possuir uma jogabilidade fluída, pecando apenas por não suportar o analógico nas partidas, forçando-nos a usar o d-pad. Os botões faciais servem para rematar ou efectuar diferentes tipos de passe caso tenhamos a posse da bola, sem ela os mesmos botões servem para trocar de jogador ou diferentes tipos de abordagem para roubar a bola ao adversário. Os gatilhos servem para correr ou para seguir em melhor controlo da bola, o que é perfeito para fintar jogadores. De resto o jogo até que possui uns quantos modos de jogo, desde partidas amigáveis ou diferentes tipos de competições, tanto a nível de clubes, como a nível de selecções nacionais. No entanto, nem todas as competições estão disponíveis à partida, pois o jogo obriga-nos a completar todo um modo de treino e “certificação” antes.

O jogo tem algumas opções de customização, incluindo efeitos metereológicos

E apesar deste jogo ser licenciado pela UEFA, no que diz respeito aos clubes, os nomes dos mesmos são fictícios. Aliás, são o nome da cidade que representam, o que por vezes pode tornar as coisas algo engraçadas. Por exemplo os “3 grandes” do futebol nacional estão aqui representados como Porto (FCP), Lisboa (slb) e “Verdes de Lisboa” para a equipa de Alvalade. O Real e Atletico de Madrid por exemplo já são os Biancos ou Rayas de Madrid, por exemplo. No caso das selecções nacionais por acaso não reparei se utilizam os nomes de jogadores reais ou não. Mas de qualquer das formas o jogo deixa-nos editar nomes de equipas, jogadores e até de competições, com a Super Trophy a ser um análogo da Liga dos Campeões ou a International Cup um análogo da World Cup.

Não havendo licença para usar o nome dos clubes, vai o das cidades ou bairros!

Visualmente também achei um jogo bem apelativo para 1999, com jogadores bem detalhados e animados, alguns inclusivamente com feições muito parecidas aos reais. Os estádios também estão bem detalhados e um detalhe visual que achei interessante acontece quando temos de marcar um canto ou um pontapé livre. Para além de surgir no ecrã uma seta gigante que nos ajuda a decidir a direcção da bola, temos também uma indicação visual de um comando da Dreamcast e das acções que cada botão faz. De resto as partidas vão sendo acompanhadas não só pelo som do público, mas também da voz de dois comentadores britânicos e que, apesar de irem debitando algunas frases genéricas ao longo das partidas, até fazem um bom trabalho.

Portanto este UEFA Striker até me pareceu ser um jogo de futebol bem competente na Dreamcast, plataforma que nunca chegou a receber nenhum PES ou FIFA (esta última devido ao facto de a EA ter boicotado propositadamente a plataforma), pelo que o peso de a consola receber bons jogos deste desporto sempre recaiu para a Sega ou alguma third party como foi o caso da Rage com este bom jogo.

Robo Pit (Sega Saturn)

Vamos voltar agora para as rapidinhas e desta vez na Sega Saturn para um jogo bastante simples e aborrecido. Produzido pelos nipónicos Altron, este é um jogo onde nós podemos construir um robot à nossa medida para depois o lançar em confrontos de um contra um com outros robots. É só isso. O meu exemplar foi comprado a um amigo meu no passado mês de Março por cerca de 15€.

Jogo com caixa e manuais

O propósito do jogo é mesmo esse que referi acima. Apesar de o menu inicial estar repleto de opções, devemos começar sempre pela primeira, a Robot Making, onde iremos construir o nosso robot. Aí devemos escolher que tipo de corpo, sendo que cada tipo tem os seus próprios stats, qual a base, se com pernas, rodas, lagartas entre outros. Segue-se a escolha de armas, uma para cada braço, podendo estas serem apenas punhos, diferentes tipos de armas brancas ou de fogo. E claro, sendo este um jogo japonês temos também de escolher uma cara, que são todas bastante kawaii. Uma vez criado o nosso robot (podemos criar mais se quisermos), resta-nos então explorar os restantes modos de jogo. O modo principal é mesmo o Fight. Aí vemos que o nosso robot tem um ranking de 101 pelo que temos 100 outros robots acima de nós e o objectivo é os ir defrontando até chegar ao ranking de 1, onde desbloqueamos o boss final. A cada batalha ganha herdamos as armas dos robots que vamos derrotando, bem como ganhamos pontos de experiência que eventualmente nos fazem subir o nosso ranking, bem como pontos de experiência para cada uma das armas que tenhamos equipado. Por outro lado, se formos derrotados não só descemos de ranking mas também perdemos as armas equipadas até ao momento, pelo que é aconselhável ir fazendo alguns combates com outras armas de reserva, para que estas também dêm algum dano considerável. Ao seleccionar o oponente que queremos enfrentar vemos um ecrã que compara as armas de cada um e os seus stats. A excepção são alguns bosses que não têm stats visíveis e usam armas especiais. A vantagem de perder esses confrontos é que ao menos não perdemos as armas. De resto temos também um modo de jogo versus para 2 jogadores que eu nem sequer experimentei e um outro de training, onde poderemos até enfrentar mais que um robot em simultâneo.

Começamos por construir o nosso robot e as possibilidades de customização até são bem grandinhas. Pena que o design dos mesmos seja muito infantil também.

No que diz respeito à jogabilidade, o d-pad move o nosso robot, os botões de cabeceira são usados para movimento lateral e os faciais para as restantes acções: A e B atacam com o braço esquerdo e direito respectivamente, enquanto o C salta. X e Y defendem e o Z altera a câmara. As arenas atribuídas para cada combate são aleatórias, mas tipicamente estas possuem também uma série de objectos espalhados. Caso uma das nossas armas seja um punho simples, estes objectos podem então ser agarrados e atirados contra os nossos oponentes! No topo do ecrã temos algumas informações úteis como a barra de vida de cada robot e o tempo restante do combate. À direita da bara de vida de cada um existe também uma outra pequena barra de energia, sendo esta a dos specials. Quando a mesma se enche, cada robot tem também um golpe especial que poderá executar com uma sequência de botões. E é isto o Robo Pit, só fica mesmo faltar referir que cada combate é vencido por KO, ring out ou no caso de o tempo se esgotar, vence o que tiver mais vida.

É possível jogar cada combate em primeira pessoa o que até é algo engraçado no início

A nível audiovisual é um jogo misto. Graficamente achei super entediante. Os japoneses tipicamente têm muita imaginação para designs de robots e mechas mas estes são demasiados cartoon para o meu gosto. As arenas também são super simples no seu design e nota-se bem que este, apesar de já ter sido lançado em 1996, ainda tem um feeling muito de início de vida de jogos daquela geração. As músicas por outro lado, apesar de não serem assim tantas quanto isso, até que são bem agradáveis, tendo temas que vão desde a electónica ao hard rock. Uma cena bem irritante é a narração final de um combate, onde ouvimos uma voz a dizer “You Win!” mas com ambas as palavras espaçadas uns 5 segundos à vontade.

Antes de cada confronto podemos sempre comparar os stats e fazer algumas alterações. Não recomendo o auto fight a menos que sejamos bem mais fortes que o oponente.

Portanto este Robo Pit é um jogo bem mediano e aborrecido, tanto na jogabilidade por nos obrigar a jogar mais de uma centena de combates para o conseguir acabar, como é também aborrecido nos seus gráficos bem primitivos e datados. Mas deve ter vendido minimamente bem, pois a Altron acabou por lançar uma sequela, desta vez exclusiva para a Playstation e aparentemente até foi bem melhor recebida. Confesso que estou algo curioso e até é um jogo que tenho na colecção, mas não sinto nenhuma pressa em experimentá-lo.

Microcosm (Sega Mega CD)

Voltando à Mega CD, ficamos agora com um título da Psygnosis que até possui algumas origens curiosas. No início da década de 90 a empresa britânica estava a fazer experiências em jogos que utilizassem tecnologias de full motion video e/ou CGI, de forma a aproveitar os novos sistemas que suportavam software no formato de CD-ROM. Um esqueleto do jogo foi desenvolvido e mostrado em eventos específicos, o que levou a um financiamento da nipónica Fujitsu para o jogo que se viria a tornar neste Microcosm fosse também um título de lançamento do seu FM-Towns Marty, uma versão consolizada do seu computador FM-Towns, ambos os sistemas exclusivos do mercado nipónico e nem um nem outro atingiram um sucesso considerável. Ainda assim, o acordo nunca foi de exclusividade, pelo que o Microcosm acabou por ser lançado numa considerável panóplia de diferentes sistemas, incluindo a Mega CD. O meu exemplar foi comprado no passado mês de Março a um amigo meu, creio que por cerca de 20€.

Jogo com caixa e manual embutido, na sua versão big box

O jogo possui uma história bem estranha, tal como podemos observar logo na sua cutscene de abertura. Mas para resumir a coisa, digamos que este é um jogo que decorre no futuro e num outro planeta que não o nosso. Planeta esse hiper poluído, a população não vive em lá muito boas condições e é também dominado por duas mega corporações: a Cybertech e a Axiom. Esta última acusa a Cybertech de ter causado a morte do seu presidente pelo que, para se vingarem injectam no presidente da Cybertech uma nanotecnologia qualquer para o controlar. Então, para salvar o presidente da Cybertech a solução é simples: pegar em poderosos submarinos, reduzi-los a uma escala microscópica, e infiltrar também o corpo do presidente para combater a tal nanotecnologia de Axiom.

Basicamente este é um shooter que se passa dentro do corpo humano

O jogo é então um shmup onde a câmara se posiciona na traseira da nossa nave e, tal como no Silpheed, os cenários são todos clipes de full motion video usando animações em CGI. Mas ao contrário de épicas batalhas espaciais, vamos percorrer várias veias e diferentes zonas do corpo humano, como os pulmões, coração e, por fim, o cérebro. No que diz respeito à jogabilidade a mesma é algo desafiante, mas os conceitos são simples: o d-pad movimenta a nossa nave pelo ecrã, o botão A serve para disparar a arma que tenhamos eventualmente seleccionado (com recurso ao botão B) e por fim o C serve para utilizar as armas especiais, que tipicamente possuem usos muito limitados.

No final de cada nível temos sempre um boss para enfrentar e que até tem algumas animações interessantes

À medida que vamos percorrendo os níveis, dos quais não temos nenhum controlo devido aos cenários serem um vídeo, iremos não só enfrentar uma série de inimigos como poderemos inclusivamente apanhar vários power ups, como munições para armas secundárias (as tais que poderemos equipar com o botão B) ou itens que nos regeneram a nossa barra de vida. A nossa arma principal possui munições infinitas, já as outras não pelo que as devemos utilizar com alguma discrição, principalmente aquando dos confrontos contra os bosses. Estes tipicamente são máquinas monstruosas (à escala microscópica, claro) e que apenas podem ser danificados em certos pontos fracos, onde muitas vezes para os atacar também nos temos de expor ao perigo, pelo que alguns até serão bem desafiantes.

Pelo meio de todo o CGI temos também alguns clipes com filmagens reais. Curiosamente os actores são todos funcionários da Psygnosis

No que diz respeito aos gráficos temos primeiro de constatar o óbvio: o jogo sai inicialmente para o FM Towns Marty algures em 1993 e ainda no mesmo ano para a Mega CD. No ano seguinte sai também para a 3DO, Amiga CD32 e PC, todos eles sistemas bem superiores ao add-on da Sega. A qualidade do vídeo é, como esperado, muito inferior a qualquer uma dessas outras versões, assim como o número de cores no ecrã, algo intrinsecamente associado ao facto da própria Mega Drive apenas poder apresentar um reduzido número de cores em simultâneo no ecrã. Sobre os vídeos em si, bom as cutscenes são bem estranhas mas tal também se compreende visto que a animação por computador estava ainda na sua infância. Existem também alguns segmentos com actores reais, que no caso eram próprios funcionários da Psygnosis. Durante o jogo em si as cutscenes tentam representar o que seria o interior de uma veia ou de outros órgãos do corpo humano mas em vez de vermos glóbulos vermelhos e/ou brancos, vemos inúmeros inimigos. Os inimigos no entanto estão muito bem representados, tirando bom partido das capacidades de sprite scaling e rotation que a Mega CD introduziu no seu hardware. Já no que diz respeito à banda sonora esta é principalmente de música electrónica e bem agradável. Aparentemente é bem diferente da banda sonora original do lançamento do FM Towns Marty.

Ao longo do jogo podemos conduzir três naves distintas mas que não variam assim tanto quanto isso na sua jogabilidade

Portanto este Microcosm é um jogo interessante, principalmente pelos seu conceito e visuais. A nível de jogabilidade não é nada do outro mundo, no entanto. A Psygnosis não terminou por aqui o desenvolvimento de videojogos com este conceito e lança no ano seguinte, também no FM Towns um jogo chamado de Scavenger 4. Esse acabou também por ser relançado para outros sistemas incluindo a Mega CD, mas sob o nome de Novastorm e é um jogo que acabou por ser melhor recebido pelo público que este Microcosm, pelo que gostaria também de o jogar um dia destes.